NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TEORIA, LEGISLAÇÕES 06 QUESTÕES DE PROVAS IBFC COM GABARITOS 01 QUESTÃO DE PROVA FCC COM GABARITO 01 QUESTÃO ELABORADA PELO EMMENTAL COM GABARITO Edição Maio 2017 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. É vedada a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou processo. A violação de direitos autorais é punível como crime, com pena de prisão e multa (art. 184 e parágrafos do Código Penal), conjuntamente com busca e apreensão e indenizações diversas (arts. 101 a 110 da Lei nº 9.610, de 19/02/98 Lei dos Direitos Autorais). Site: emmentalapostilas.com.br Facebook: Emmental Apostilas
SUMÁRIO 1. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: conceitos e princípios... 05 2. PODERES ADMINISTRATIVOS... 08 3. ATOS ADMINISTRATIVOS:... 19 3.1 Conceito... 19 3.2 Requisitos... 19 3.3 Atributos... 22 3.4 Classificação... 22 3.5 Extinção... 24 4. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA:... 25 4.1 Órgãos públicos: conceito e classificação... 25 4.2 Entidades administrativas: conceito e espécies... 27 5. AGENTES PÚBLICOS: espécies... 34 6. REGIME JURÍDICO DO MILITAR ESTADUAL: Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia (Lei Estadual nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001)... 38 7. LEI ESTADUAL Nº 13.201, DE 09 DE DEZEMBRO DE 2014 (Reorganização a Polícia Militar da Bahia)... 88 QUESTÕES DE PROVAS DO IBFC, FCC E ELABORADAS PELO EMMENTAL... 107 GABARITO... 108
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO 1 ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: conceitos e princípios. Administração Pública, numa perspectiva geral, é todo aparelhamento do Estado utilizado para a execução de serviços públicos visando as necessidades coletivas, ou seja, são meros atos de execução, são denominados atos administrativos em maior ou menor grau de autonomia praticados por seus agentes de acordo com a competência de cada órgão. Administração Pública deve ser entendido em dois sentidos, segundo o professor Hely Lopes Meirelles: SENTIDO FORMAL: é o conjunto de órgão instituídos para a consecução dos objetivos do Governo; SENTIDO MATERIAL: é o conjunto de funções necessárias aos serviços públicos em geral; em acepção operacional, é o desempenho perene e sistemático, legal e técnico, dos serviços próprios do Estado ou por ele assumido em benefício da coletividade. Os princípios básicos da Administração Pública são de observância obrigatória para todos os atos e atividades realizados pela Administração Pública, importante ressaltar que a inobservância desses princípios constitui ato de improbidade administrativa segundo o artigo 11 da Lei nº 8.429/92. Na definição de Hely Lopes Meirelles, temos: 1. LEGALIDADE A legalidade, como princípio de administração (CF, art. 37, caput), significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e as exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se a responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso. Além de atender a legalidade, o ato do administrador público deve conformar-se com a moralidade e a finalidade administrativas para dar plena legitimidade à sua atuação. Cumprir simplesmente a lei na frieza do seu texto não é o mesmo que atendê-la na sua letra e no seu espírito. A administração, por isso, deve ser orientada pelos princípios do Direito e da Moral, para que ao legal se ajunte o honesto e o conveniente aos interesses sociais. 2. MORALIDADE A moralidade administrativa, constitui, hoje em dia, pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública (CF, art. 37, caput). Citado, ainda, pelo professor Hely, para Henri Welter: a moralidade administrativa não se confunde com a moralidade comum; ela é composta por regras de boa administração, ou seja: pelo conjunto de regras finais e disciplinares suscitadas não só pela distinção entre o Bem e o Mal, mas também pela ideia geral de administração e pela ideia de função administrativa, é o conjunto de regras que, para disciplinar no exercício do poder discricionário da Administração, o superior hierárquico impõe aos seus subordinados. Nesse mesmo raciocínio, Maurice Hauriou, citado também pelo professor: o agente administrativo, como ser humano dotado de capacidade de atuar, deve, necessariamente, distinguir o Bem do Mal, o honesto do desonesto. E, ao atuar, não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto. 3. IMPESSOALIDADE OU FINALIDADE O princípio da impessoalidade, referido no artigo 37, caput da CF/88, nada mais é do que o clássico princípio da finalidade, o que impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. Assim, o principio da finalidade exige que o ato praticado seja sempre com finalidade pública, o administrador fica impedido de buscar outro objetivo ou de praticá-lo no interesse próprio ou de terceiros. Pode, entretanto, o interesse público coincidir com o de particulares, como ocorre normalmente nos atos administrativos negociais e nos contratos públicos, casos em que é lícito conjugar a pretensão do particular com o interesse coletivo. O que o princípio da finalidade veda é a prática de ato administrativo sem interesse público ou conveniência para a Administração, visando unicamente satisfazer interesses privados, por favoritismo ou perseguição dos agentes governamentais, sob forma de desvio de finalidade. 4. PUBLICIDADE A publicidade é requisito de eficácia, ou seja, passa a ser válido perante as partes e terceiro. É a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. Em princípio, todo ato administrativo deve ser publicado, porque pública é a Administração que o realiza, só se admitindo sigilo nos casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior da Administração. 5
A publicidade como princípio da administração pública (CF, art. 37, caput), abrange toda atuação estatal, não só sob o aspecto de divulgação oficial de seus atos como, também, de propiciação de conhecimento de conduta interna de seus agentes. Essa publicidade atinge, assim, os atos concluídos e em formação, os processos em andamentos, os pareceres de órgão técnicos e jurídicos etc... Tudo isso é papel ou documento público que pode ser examinado na repartição por qualquer interessado, e dele pode obter certidão ou fotocópia autenticada para os fins constitucionais. 5. EFICIÊNCIA O princípio da eficiência exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional. É o mais moderno princípio da função administrativa, já que não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros. 6. RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE São princípios constitucionais gerais implícitos (art. 5º, LIV), aplicáveis a quase todos os ramos do direito, e também, previstos expressamente no art. 2º, caput, da Lei 9.784/99. Esses princípios conduzem a ideia de, no âmbito do direito administrativo, especificamente, de controle dos atos discricionários, na medida em que se trata de controle de legalidade ou legitimidade que impliquem restrições ou condicionamento a direitos dos administrados ou imposição de sanção administrativa. Segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro: trata-se de princípio aplicado ao Direito Administrativo como mais uma das tentativas de impor limitações à discricionariedade administrativa, ampliando se o âmbito de apreciação do ato administrativo pelo Poder Judiciário". 7. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO Nossa Lei Maior situou os destacados princípios conjuntamente em seu Inciso LV, artigo 5.º: "Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com meios e recursos a ela inerentes." O que significa dizer, Exprime a garantia de que ninguém pode sofrer os efeitos de uma sentença sem ter tido a possibilidade de ser parte do processo do qual esta provém, ou seja, sem ter tido a possibilidade de uma efetiva participação na formação da decisão judicial (direito de defesa). O princípio é derivado da frase latina Audi alteram partem (ou audiatur et altera pars), que significa "ouvir o outro lado", ou "deixar o outro lado ser ouvido bem". Implica a necessidade de uma dualidade de partes que sustentam posições jurídicas opostas entre si, de modo que o tribunal encarregado de instruir o caso e proferir a sentença não assume nenhuma posição no litígio, limitando-se a julgar de maneira imparcial segundo as pretensões e alegações das partes. 8. SEGURANÇA JURÍDICA Princípio inserido pelo artigo 2º, caput, da Lei 9.784/99, o objetivo deste princípio é de vedar a aplicação retroativa de nova interpretação de lei na esfera da Administração Pública conforme disposto no parágrafo único, inciso XIII do artigo 2º: interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação. Nesse sentido, segundo Maria Sylvia Zanella de Pietro: o princípio se justifica pelo fato de ser comum, na esfera administrativa, haver mudança de interpretação de determinadas normais legais, com a consequente mudança de orientação, em caráter normativo, afetando situações já reconhecidas e consolidadas na vigência de orientação anterior. Essa possibilidade de mudança de orientação anterior é inevitável, porém gera insegurança jurídica, pois os interessados nunca sabem quando a sua situação será passível de contestação pela própria Administração Pública. Daí a regra que veda a aplicação retroativa. 9. MOTIVAÇÃO A motivação deve apontar a causa e os elementos determinantes da prática do ato administrativo, bem como o dispositivo legal em que se funda. Assim, na esfera federal a Lei 9784/99 (processo administrativo no âmbito da Administração Pública Federal), diz no artigo 2º que a Administração Pública obedecerá, dentre outros, o princípio da motivação. No processo e nos atos administrativos a motivação é atendida com a indicação de pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão ou o ato. A motivação deve ser explícita, clara e congruente ( 1º do art. 50). 10. AUTOTUTELA De acordo com o princípio da autotutela, a Administração Pública exerce controle sobre seus próprios atos, tendo a possibilidade de anular os ilegais e de revogar os inoportunos. Isso ocorre, pois a Administração está vinculada à lei, podendo exercer o controle da legalidade de seus atos. Nesse sentido, dispõe a Súmula 346, do Supremo Tribunal Federal: "a administração pública pode declarar a nulidade dos seus próprios atos". No mesmo rumo é a Súmula 473, também da Suprema Corte, "a administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial". 6
11. SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO Segundo lições de Celso Antônio Bandeira de Mello, o princípio da supremacia do interesse público sobre o particular é o princípio geral do direito inerente a qualquer sociedade, e também condição de sua existência, ou seja, um dos principais fios condutores da conduta administrativa. Pois a própria existência do Estado somente tem sentido se o interesse a ser por ele perseguido e protegido for o interesse público, o interesse da coletividade. Por tal princípio entende-se, que sempre que houver conflito entre um particular e um interesse público coletivo, deve prevalecer o interesse público. Essa é uma das prerrogativas conferidas a administração pública, porque a mesma atua por conta de tal interesse, ou seja, o legislador na edição de leis ou normas deve orientar-se por esse princípio, levando em conta que a coletividade está num nível superior ao do particular. 12. INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO Apresenta-se como a medida do princípio da supremacia do interesse público. Explica-se. Sendo a supremacia do interesse público a consagração de que os interesses coletivos devem prevalecer sobre o interesse do administrador ou da Administração Pública, o princípio da indisponibilidade do interesse público vem firmar a ideia de que o interesse público não se encontra à disposição do administrador ou de quem quer que seja. Exemplificando: a necessidade de procedimento licitatório para contratações é exigência que atende não apenas a legalidade, mas também o interesse público. Se o administrador desobedecer esta imposição, agride o interesse público que, sendo indisponível, não pode ser desrespeitado. Nas palavras de Marcelo Alexandrino, com efeito, em linguagem jurídica, diz-se que tem disposição sobre uma determinada coisa o seu proprietário. Quem não é proprietário de algo não dispõe desse algo, esse algo é, para ele, indisponível. Os bens e interesses públicos são indisponíveis, vale dizer, não pertencem à administração, tampouco a seus agentes públicos. A estes, cabe apenas a sua gestão, em prol da coletividade, verdadeira titular dos direitos e interesses públicos. Em razão do princípio da indisponibilidade do interesse público (a expressão "interesse público" é utilizada, aqui, em sentido amplo, abrangendo todo o patrimônio público e todos os direitos e interesses, imediatos ou mediatos, do povo em geral, único titular da coisa pública) são vedados ao administrador quaisquer atos que impliquem renúncia a direitos do poder público ou que injustificadamente onerem a sociedade. Trata-se de um princípio implícito, e dele decorrem diversos princípios expressos que norteiam a atividade da administração, como o da legalidade, o da impessoalidade, o da moralidade, o da eficiência. Não se admite, por exemplo, que a administração pública renuncie ao recebimento de receitas devidas ao Estado, como multas, tributos, tarifas, salvo se houver enquadramento em alguma hipótese de renúncia expressamente prevista em lei (por exemplo, anistias, remissões, transações); essas receitas são receitas públicas, logo, só a lei pode dispensar sua exigência. Em decorrência do mesmo princípio, não é possível à administração, tampouco, alienar qualquer bem público enquanto este estiver afetado a uma destinação pública específica. Mesmo quando desafetado o bem, deve sua alienação atender a uma série de condições legais, como a realização de licitação prévia, e, no caso de imóveis da administração direta, autarquias e fundações públicas, observar a exigência de autorização legislativa (Lei 8.666/1993, art. 17, inciso 1). 13. CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO O serviço público destina-se atender necessidades sociais. É com fundamento nesse princípio que nos contratos administrativos não se permite seja invocada pelo particular a exceção do contrato não cumprido. Nos contratos civis bilaterais pode-se invocar a exceção do contrato não cumprido para se eximir da obrigação. Hoje, a legislação já permite que o particular invoque a exceção de contrato não cumprido Lei 8666/93 Contratos e Licitações, apenas no caso de atraso superior a 90 dias dos pagamentos devidos pela Administração. A exceção do contrato não cumprido é deixar de cumprir a obrigação em virtude da outra parte não ter cumprido a obrigação correlata. A existência dessa cláusula decorre da obediência ao Princípio da Continuidade do Serviço Público. 14. IGUALDADE (ISONOMIA) A Administração Pública deve zelar pela igualdade das partes no processo administrativo, não podendo, em regra, existirem quaisquer distinções não autorizadas. O objetivo será tratar o administrado com urbanidade, com equidade, com congruência. No processo administrativo, busca-se uma decisão legal e justa, pois se deve tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades. 15. ESPECIALIDADE Concernente à ideia de descentralização administrativa. Quando o Estado cria pessoas jurídicas públicas administrativas - as autarquias - como forma de descentralizar a prestação de serviços públicos, com vistas à especialização de função, a lei que cria a entidade estabelece com precisão as finalidades que lhe incumbe atender, de tal modo que não cabe aos seus administradores afastar-se dos objetivos definidos na lei; isto precisamente pelo fato de não terem a livre disponibilidade dos interesses públicos. Logo, esse princípio decorre dos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público. 7
QUESTÕES DE PROVAS DO IBFC, FCC E ELABORADA PELO EMMENTAL 1. [Escrivão Substituto-(NS)-(VA)-PC-SE/2014-IBFC].(Q.46) A respeito da publicidade dos atos oficiais, corolário da atividade administrativa, assinale a alternativa correta: a) O direito à publicidade dos atos oficiais não comporta exceções em razão da máxima efetividade das normas constitucionais. b) A todos será assegurado o direito à publicidade dos atos oficiais, salvo quando a defesa da intimidade ou o interesse social exigirem o contrário, nos termos da lei, independentemente de fundamentação. c) A todos será assegurado o direito à publicidade dos atos oficiais, salvo somente quando o interesse social exigir o contrário, nos termos da lei, independentemente de fundamentação. d) A todos será assegurado o direito à publicidade dos atos oficiais, salvo quando a defesa da intimidade ou o interesse social exigirem o contrário, nos termos da lei, e, nesses casos, desde que a recusa seja devidamente fundamentada. 2. [Téc. Jud.-(Ár. Adm)-(NM)-(VA)-TRE-AM/2014-IBFC].(Q.31) Assinale a alternativa CORRETA: a) Poder Vinculado é aquele que a lei confere à Administração Pública para a prática de ato de sua competência, sem determinar os elementos e requisitos necessários à sua formalização. b) Poder Disciplinar é a faculdade que a Administração Pública tem de fiscalizar todas as atividades e bens que afetem ou possam afetar a coletividade. c) Poder Regulamentar é a faculdade de que dispõem os Chefes do Executivo de explicar a lei para sua fiel execução, podendo esta ser delegada a seus subordinados. d) Poder Discricionário é aquele que o Direito concede à Administração, de modo explícito ou implícito, para a prática de atos administrativos com liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo. 3. [Agente de Controle Interno-(NS)-Câm. Munic. Araraquara-SP/2016-IBFC].(Q.38) Assinale alternativa incorreta. a) A extinção natural do ato administrativo é aquela que decorre do cumprimento normal dos efeitos do ato. Se nenhum outro efeito vai resultar do ato, este se extingue naturalmente. Exemplo: a destruição de mercadoria nociva ao consumo público; o ato cumpriu seu objetivo, extinguindo-se naturalmente. b) A extinção subjetiva do ato administrativo ocorre com o desaparecimento do sujeito que se beneficiou do ato. É o caso de uma permissão. Sendo o ato de regra intransferível, a morte do permissionário extingue o ato por falta do elemento subjetivo. c) São três formas de extinção do ato administrativo pela caducidade: a invalidação (ou anulação), a revogação e a cassação. d) O fundamento da extinção objetiva do ato administrativo consiste na essencialidade do elemento objeto no plano de existência do ato. Se a eficácia deste se irradia sobre determinado conteúdo, que representa o objeto, uma vez desaparecido este, estingue-se o próprio ato, despido que fica de elemento essencial para sua existência. 4. [Técnico Administrativo-(NM)-(VA)-SES-PR/2016-IBFC].(Q.36) Leia as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. I. A Administração Pública Indireta ou Descentralizada é a atuação estatal de forma indireta na prestação dos serviços públicos que se dá por meio de outras pessoas jurídicas, distintas da própria entidade política. II. Na descentralização dos poderes não há vínculo hierárquico entre a Administração Central e as Entidades que recebem a titularidade e a execução destes poderes, portanto as entidades são subordinadas ao Estado. a) Somente a afirmação I está correta. b) Somente a afirmação II está correta. c) Nenhuma das afirmações está correta. d) Todas as afirmações estão corretas. 5. [Técnico Administrativo-(NM)-(VA)-SES-PR/2016-IBFC].(Q.37) Leia a afirmação a seguir e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. é a Entidade integrante da Administração Pública indireta, criada pelo próprio governo, através de uma Lei Específica para exercer uma função típica, exclusiva do Estado. a) Empresa pública. b) Sociedade de economia mista. c) Fundações Públicas. d) Autarquias. 107
6. [Perito Criminal-(Ár. 1)-(NS)-Polícia Científica-PR/2017-IBFC].(Q.15) Considere as regras básicas aplicáveis no Direito Administrativo para assinalar a alternativa correta sobre como se reputa todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública. a) Mandatário b) Agente político c) Funcionário público d) Empregado público e) Agente público 7. [Soldado-(CBPM)-(T3)-PM-BA/2012-FCC].(Q.66) De acordo com o Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia, por conveniência da Administração, em caráter transitório e mediante aceitação voluntária, poderá ser convocado para o serviço ativo, por ato do Governador do Estado, o policial militar a) da reserva remunerada. b) da reserva não remunerada. c) excedente. d) agregado. e) reformado. 8. (QE-Emmental/2017) De acordo com a Lei nº 13.201/14, assinale a alternativa INCORRETA: a) O Comandante-Geral da Polícia Militar é responsável, em nível de administração direta, perante o Governador do Estado, pela administração e emprego da Corporação. b) O Subcomandante-Geral da Polícia Militar terá precedência somente funcional sobre os demais integrantes da Corporação, exceto sobre o Comandante-Geral. c) Os ocupantes de cargos em comissão da Polícia Militar da Bahia poderão exercer outras atribuições inerentes aos respectivos cargos, necessários ao cumprimento de suas competências. d) Ao Comandante de Companhia cabe coordenar, supervisionar, controlar e executar as atividades de polícia ostensiva, em suas respectivas subáreas de responsabilidade territorial ou em conformidade com a especialização, em obediência aos respectivos Comandantes de Batalhões; e) ao Comandante de Base Comunitária de Segurança cabe executar as atividades de policiamento ostensivo em seus respectivos setores de responsabilidade territorial, em articulação com os respectivos Comandos de Área ou Comandos de Área Especial. GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 D D C A D B A B 108