METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA
Objetivo: Conhecer, desenvolver e aplicar as habilidades de leitura e criatividade. Nesta aula: Criatividade
Abre a mente ao que eu te revelo / e retém bem o que eu te digo, pois não é ciência / ouvir sem reter o que se escuta. Dante Alighieri A questão não é O que favorece a criatividade? Mas por que, em nome de Deus, nem todos são criativos? Onde o potencial humano foi perdido? Como ele foi mutilado? Eu penso então que uma boa pergunta pode não ser Por que as pessoas criam? Mas por que as pessoas não criam ou não inovam? Nós temos de abandonar o sentimento de espanto em relação à criatividade, como se ela fosse um milagre. (Abraham Maslow) Na aula passada, tratamos da habilidade de investigação e vimos que a observação e a leitura são fundamentais no processo de pensar bem. Nesta aula, ainda no item da investigação, apresentaremos algumas técnicas para melhorar sua criatividade por meio da leitura inteligente de textos. Para elaborar boas hipóteses, o cientista deve desenvolver a capacidade de pensar criativamente, indo além do senso comum e das aparências. A habilidade de crítica só faz sentido se formos capazes de pensar soluções para os problemas que identificamos nas teorias alheias, sempre visando à contribuição. Por essa razão, nesta aula, veremos algum modos de estimular o pensamento criativo.
Leia o texto de Rubem Alves O Prazer da leitura: O pensamento criativo é aquele que se dirige para a produção de uma nova forma, aceita como útil ou satisfatória. http://pagina-de-vida.blogspot.com.br/2007/05/oprazer-da-leitura-rubem-alves.html LEITURA E CRIATIVIDADE
Assista ao vídeo da palestra de Ken Robinson: As escolas matam a criatividade. http://www.youtube.com/watch? v=icfou4vf0aq&feature=related> Antes de prosseguirmos, observe o mapa conceitual a seguir para se localizar: Habilidades Cognitivas A observação, estudada na aula passada, depende diretamente da técnica de leitura. Já a elaboração de hipóteses, também vista anteriormente, depende da criatividade. Por essa razão, dedicaremos esta aula ao desenvolvimento desses dois tópicos:
Existe um mito de que a criatividade é um dom. Não é verdade! A criatividade depende diretamente da qualidade da leitura dos textos (informações, imagens) que nos cercam e das conexões que fazemos entre elas. Qual o conhecimento prévio e qual a conexão nova realizada nestas imagens? Treinando... Tente identificar as informações e os conhecimentos préexistentes e as conexões novas feitas pelos autores das seguintes imagens criativas. Capriche, pois na tarefa dessa semana você deverá fazer algo semelhante, desvendando o processo criativo de outras imagens.
Para ser criativo, é preciso conhecer muito bem o que já existe, avaliar e saber organizar de modo racional as múltiplas informações que circulam no mundo atual. Pessoas criativas são as que desenvolveram ao máximo a capacidade de leitura analítica e crítica e sabem romper com os modelos defasado de pensar e fazer. Paradigmas. Dr. Lair Ribeiro http://www.youtube.com/watch?v=a1fb389yqzq Quebrando Paradigmas na Educação http://www.youtube.com/watch? v=maotdnl9ifw&feature=related Todavia para que haja a ruptura de paradigmas (modelos), é preciso conhecê-los profundamente. Por isso a criatividade é um gigante de duas cabeças. O PAPEL DA LEITURA NA CAPACIDADE DE IN- VESTIGAÇÃO E CRIAÇÃO Uma delas se volta para a tradição, para o passado, para o modelo e a outra projeta o futuro, rompe com os padrões, é divergente e cria novos modos de pensar, fazer e agir.
A boa leitura é essencial, pois as informações relevantes, que embasam a reflexão e a criatividade, são divulgadas, na maioria das vezes, por meio de textos escritos (artigos científicos e livros). O problema é que nem todas as pessoas alfabetizadas sabem ler de modo competente. Por essa razão, dentre os leitores, poucos são capazes de investigar e criar a partir da informação recebida.
Para desenvolver a habilidade de investigar, você aprenderá um técnica simples e muito eficiente para melhorar sua capacidade de leitura. Fique atento à próxima aula!
REFERÊNCIAS E LEITURAS RECOMENDADAS: ANDRADE, Maria Margarida de. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2009. APPOLINÁRIO, Fabio. Dicionário de metodologia científica: um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2004. BARROS, Aidil Jesus da Silveira; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007, p. 73 D ONOFRIO, Salvatore. Da Odisséia ao Ulisses: evolução do gênero narrativo. São Paulo: Duas Cidades, 1981. D ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. São Paulo: Atlas, 1999. GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. HIRONAKA, Giselda Maria Fernandes Novaes. O ensino jurídico e a produção de teses e dissertações. São Paulo: Edgard Blucher, 2008. LIPMAN, Matthew. A filosofia vai à escola. São Paulo: Summus Editorial, 1990.. A filosofia na sala de aula. São Paulo: Nova Alexandria, 1994.. O pensar na educação. Petrópolis: Vozes, 1995. LORIERI, Marcos Antônio. Filosofia no ensino fundamental. São Paulo: Cortez, 2002. MATTAR, Fauze. Pesquisa de marketing. São Paulo: Atlas, 2001. MEZZAROBA, Orides. Manual de metodologia da pesquisa no direito. São Paulo: Saraiva, 2004 REY, Luís. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgard Blucher, 1993. ROCHA, Ailton Schramm. Metodologia da pesquisa em direito e filosofia. São Paulo: Saraiva, 2011. RODRIGUES, Zuleide Blanco. Desenvolvendo habilidades básicas de pensamento: possibilidades de reflexão e pensar correto. Disponível em: <http://www.pedagobrasil.com.br/pedagogia/ desenvolvendohabilidades.htm>. Acesso em 14 mar. 2006. SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, 1980. SUCHODOLSKI, Bogdan. A pedagogia e as grandes correntes filosóficas. Lisboa: Livros Horizonte, s/d.