1 As Sete Trombetas do Apocalipse Leandro Bertoldo
2
3 De: Para:
4
5 Dedico este livro ao amigo Valdir Gonçalves Xavier
6
7 Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará trombeta após trombeta, será derramada uma taça após a outra sobre os habitantes da Terra. Cenas de estupendo interesse estão precisamente sobre nós. (III Mensagens Escolhidas, 426). Ellen Gould White (1827-1915) Escritora, conferencista, conselheira, educadora norte-americana e um dos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
8
9 Sumário Dados biográficos Prefácio As sete trombetas A primeira trombeta A segunda trombeta A terceira trombeta A quarta trombeta A quinta trombeta A sexta trombeta A sétima trombeta Relação de Endereços
10
11 Dados biográficos Leandro Bertoldo é escrevente, professor, cientista, palestrante, consultor bíblico e um prolífero escritor, com mais de 80 obras publicadas e 30.000 exemplares distribuídos. Os seus livros são conhecidos em todo o Brasil e fora dele. Suas obras abrangem pesquisas originais nas áreas da Física, Matemática, Química, Teologia, História e Poesia. O autor fez as faculdades de Física (1981) e de Direito (2004) na Universidade de Mogi das Cruzes UMC. Nasceu em 1959 na cidade de São Paulo - SP. Filho primogênito de José Bertoldo Sobrinho (1926-2004) e de Anita Leandro Bezerra (1941-2010). Seu irmão Francisco Leandro Bertoldo (1961) é oficial de justiça em Itaquaquecetuba SP. Desde 25 de junho de 1992 está casado com Daisy Menezes Bertoldo (1963), funcionária do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. É dono dos amorosos cachorros: Fofa, Pitucha, Calma, Mimo e Serena. Sua filha, Beatriz Maciel Bertoldo (1982), fruto do seu primeiro casamento com Francineide Maciel, é advogada em Mogi das Cruzes - SP. Ela está casada com Vicente Alves dos Santos Júnior, e tem um filho chamado Samuel Bertoldo Alves dos Santos (2016). O autor exerce sua carreira profissional no Fórum da Comarca de Mogi das Cruzes SP. Atualmente ocupa o cargo de Oficial Maior. Ingressou no judiciário paulista em julho de 1976, junto ao Cartório do Distribuidor Judicial, onde permaneceu por oito anos. Em 1984, com a oficialização dos cartórios judiciais do Estado de São Paulo, foi designado para
12 o 2º Ofício Cível de Justiça. No decorrer de sua carreira profissional, assumiu diversos cargos. Foi Auxiliar de Escrevente (1976), Escrevente Habilitado (1980), Escrevente Judiciário (1984), Chefe de Seção (1992) e Oficial Maior (2000). Orientado pela colega de trabalho Célia Regina de Souza Xavier, converteu-se ao cristianismo em 1986. Recebeu estudos bíblicos do professor Valdir Gonçalves Xavier e posteriormente do professor Pedro B ärg. Em 1987 foi batizado pelo Pr. Davi Marski na Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Mogi das Cruzes. Foi nomeado para os cargos de Secretário do Ministério Pessoal, Tesoureiro, Professor da Escola Sabatina, Promotor de Literatura, Professor de Classe Bíblica, Ancião, Coordenador de Classe Bíblica e Diretor de Classe de Discipulado. Semanalmente, há quase três décadas, vem evangelizando, ensinando e pregando as mais variadas doutrinas bíblicas. Em geral, a metodologia de suas aulas é teórico-expositiva, com o uso de slides, quadro-negro, abertura de espaço para discussão dos temas apresentados com o público-alvo. Sua classe de estudos bíblicos é muito concorrida. Por ela passaram centenas de candidatos ao batismo. O autor também realizou conferências públicas que foram muito bem sucedidas, resultando sempre em batismos. Visando seu aperfeiçoamento e crescimento espiritual, no biênio de 2013/2014 cursou o EREM - Estudos em Religião e Escola Missionária, coordenada pelo Pr. Luiz Henrique Santos de Sena. Seu interesse pela área de exatas vem desde os 17 anos de idade, quando começou a escrever algumas teses originais a respeito dos grandes temas da Física e da Matemática. No início da década de oitenta, quando ainda era graduando no curso de Ciências Exatas e Tecnológicas na
13 Universidade de Mogi das Cruzes UMC o autor desenvolveu muitas de suas teses científicas. Todos os seus livros de exatas defendem teses inéditas em Física e Matemática. Entre eles, destacam-se: Teoria Matemática e Mecânica do Dinamismo (2002); Teses da Física Clássica e Moderna (2003); Cálculo Seguimental (2005); Artigos Matemáticos (2006) e Geometria Leandroniana (2007), discutidos por grupos de graduandos em várias universidades do país. Em Teologia, as suas principais obras são: Estudos Bíblicos Avançados (2006); Exercícios de Estudos Bíblicos (2008); Profecias Sobre o Tempo do Fim (2009); A Lei, o Sábado e o Domingo (2010) e Perguntas e Respostas (2011), os quais são utilizados em pequenos grupos. Algumas igrejas estão realizando seminários com o livro Profecias Sobre o Tempo do Fim, e classes bíblicas com o livro Exercícios de Estudos Bíblicos.
14
15 Prefácio As sete trombetas são eventos futuros, que ocorrerão sucessivamente, intercalando-se e complementando-se com as sete últimas pragas. Em conjunto elas anunciam a ocorrência de catástrofes naturais, tumultos armados e epidemias perniciosas que de repente assolarão o planeta e os homens, deixando milhões de pessoas em estado de necessidade e miséria. É impossível ignorar a semelhança existente entre as sete trombetas e as sete últimas pragas. Esse fato tem levado algumas pessoas a pensarem que as trombetas e as pragas são as mesmas coisas. Porém, é preciso observar que, além das semelhanças, também existem grandes dessemelhanças, o que nos leva a concluir que as trombetas e as pragas são dois juízos distintos que ocorrerão concomitantemente. Pode-se afirmar que as sete igrejas e os sete selos são revelações paralelas porque descrevem à mesma profecia com símbolos distintos. Porém, as sete trombetas e as sete últimas pragas não são profecias paralelas, mas totalmente distintas, porque não se referem à mesma profecia. Trata-se de dois fenômenos diferentes que se complementam e intensificam-se, cujos efeitos são parecidos e ocorrerão ao mesmo tempo. As principais semelhanças entre as trombetas e as pragas são as seguintes: A primeira trombeta e a primeira praga ocorrem sobre a terra. Na segunda trombeta e na segunda praga o mar se torna em sangue. A terceira trombeta e
16 a terceira praga atingem os rios e as fontes das águas. A quarta trombeta e a quarta praga têm relação com o Sol. A quinta trombeta e a quinta praga causam dores. A sexta trombeta e a sexta praga estão relacionadas com o grande rio Eufrates. Na sétima trombeta e a sétima praga ocorre relâmpago, vozes, trovões, terremotos e grande saraivada. Algumas das dessemelhanças observadas são as seguintes: Na primeira trombeta houve saraiva e fogo misturado com sangue, que queimou a terça parte da terra. Na primeira praga fez-se uma chaga má e maligna naqueles que tinham o sinal da besta. Na segunda trombeta é destruída a terça parte das embarcações e morre a terça parte das criaturas do mar. Na segunda praga morre todo ser vivente que há no mar. Na terceira trombeta as águas potáveis tornam-se amargosas. Na terceira praga as águas potáveis tornam-se sangue. A quarta trombeta escurece a terça parte do dia e a terça parte da noite. Na quarta praga o intenso calor do Sol queima dos homens com fogo. Na quinta trombeta abre-se o poço do abismo. A quinta praga é derramada sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso. Na sexta trombeta são soltos os quatro anjos que estavam presos junto ao grande rio Eufrates a fim de matarem a terça parte dos homens. Na sexta praga a água do grande rio Eufrates secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. Na sétima trombeta é aberto o Templo Celestial e revelada a arca do concerto. Na sétima praga grande voz provém do Templo Celestial declarando: Está feito. Devido as suas paridades não é possível separar os acontecimentos relatados nas trombetas dos eventos relatados nas pragas, sem a significativa perda de sua compreensão. Entretanto, devido as suas diferenças, elas não podem ser consideradas as mesmas coisas. Portanto, as trombetas e as pragas são fenômenos que se reforçam e complementam-se.
17 Na Bíblia Sagrada as trombetas são apresentadas como eventos que ocorrem após o fim do ministério intercessor de Cristo, quando o anjo tomou o incensário, e o encheu do fogo do altar, e o lançou sobre a terra (Apocalipse 8:5), indicando o fim do Juízo Investigativo e o lançamento dos juízos retributivos sobre o mundo. A mesma coisa é revelada nas sete últimas pragas. E o templo encheu-se com o fumo da glória de Deus e do seu poder; e ninguém podia entrar no Templo, até que se consumassem as sete pragas dos sete anjos (Apocalipse 15:8). Com o fim do ministério intercessor de Cristo, os seres celestiais estão impedidos de entrar no Templo, indicando que a porta da graça foi fechada. As sete últimas pragas ocorrerão somente após o fechamento da porta da graça. Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no Santuário, e então viriam as sete últimas pragas (Primeiros Escritos, 36). Em harmonia com as Escrituras Sagradas, a declaração inspirada remete as trombetas para o futuro e no contexto das sete últimas pragas. Observe: Solenes acontecimentos ainda ocorrerão diante de nós. Soará trombeta após trombeta, será derramada uma taça após a outra sobre os habitantes da Terra. Cenas de estupendo interesse estão precisamente sobre nós (III Mensagens Escolhidas, 426). Outra declaração inspirada que remete as trombetas para o futuro, no contexto das sete últimas pragas é a seguinte: Terríveis são os juízos de Deus revelados. Os sete anjos estavam em pé diante de Deus para receber sua incumbência. Foram-lhes dadas sete trombetas. O Senhor saía do Seu lugar, para castigar os habitantes da Terra por causa da sua iniquidade... Quando as pragas de Deus caírem sobre a
18 Terra, desabará sobre os ímpios uma saraivada com pedras que pesarão cerca de um talento (Maranata! 282). Nesta obra, o autor mescla as sete trombetas com as sete últimas pragas, buscando o máximo possível de literalidade. Disso resulta uma interpretação intuitiva, clara, elegante e bem fundamentada na Palavra de Deus e nas demais profecias do Apocalipse. A interpretação clássica ensina que as trombetas referem-se à queda do Império Romano no Ocidente e no Oriente. Essa interpretação parece de alguma forma insatisfatória e até mesmo muito forçada. Ela não flui naturalmente, não é nada intuitiva e destoa da harmonia dos símbolos apresentados no Apocalipse. Nessa toada, em que pese o admirável zelo dos defensores da interpretação clássica das trombetas históricas, não parece crível que tenham algum fundamento bíblico mais profundo que possa justificar a sua posição. Diante do exposto apresento ao público ledor esta proposta como uma alternativa perfeitamente viável à compreensão do tema das sete trombetas e das sete últimas pragas. Portanto, humildemente, submeto esta obra ao escrutínio de espíritos mais esclarecidos, tão imprescindível para a consolidação da interpretação profética. leandrobertoldo@ig.com.br
As Sete Trombetas 19 Todos os que não possuem o espírito da verdade unir-se-ão sob a liderança de agentes satânicos. Mas devem ser mantidos sob controle até chegar o tempo para a grande batalha do Armagedom. (Maranata! 255). 1. Introdução E vi os sete anjos, que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. (Apocalipse 8:2). A profecia começa revelando que João viu sete anjos. Todos eles estavam diante de Deus. A cada um deles foram dadas sete trombetas. Terríveis são os juízos de Deus revelados. Os sete anjos estavam em pé diante de Deus para receber sua incumbência. Foram-lhes dadas sete trombetas. O Senhor saía do Seu lugar, para castigar os habitantes da Terra por causa da sua iniquidade... (Maranata! Meditação Matinal, 282). O som de trombeta serve de alerta para algum evento importante preste a ocorrer. O som da trombeta comanda, avisa, adverte, alerta, convoca e anuncia o prenúncio de vários acontecimentos. Com frequência o soar da trombeta servia para anunciar algum ataque bélico, advertindo os habitantes da cidade do avanço do exército inimigo, convocando-os para a batalha (Isaías 27:13; Jeremias 4:5; Joel 2:1; Amós 3:6). A trombeta também servia para convocar soldados (Ezequiel 7:14), servia de alarme (Neemias 4:18), anunciava
20 um novo rei ao trono (I Reis 1:34), apregoava o ano do jubileu (Levítico 25:9), anunciava a Lua Nova (Salmos 81:3), servia nos louvores (Salmos 150:3) etc. As sete trombetas mencionadas no livro do Apocalipse são simbólicas. Portanto não devem ser confundidas com a trombeta literal que soará na vinda de Cristo, porque a Sua segunda vinda não é simbólica. 2. Ministério Sacerdotal de Cristo E veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. (Apocalipse 8:3). A descrição do incensário e fogo do altar está em paralelo com o dia da expiação tipificado pelo Santuário Terrestre (Levítico 15:12-13). Ele marca o encerramento do serviço sumo-sacerdotal no compartimento do Santuário chamado Santo dos Santos. O altar de ouro está localizado no primeiro compartimento do Santuário Celestial, diante do trono. Isto significa que Deus possui vários tronos dentro do Santuário. Foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou (Daniel 7:9). O anjo que se posicionou junto ao altar de ouro, que está diante do trono divino, é o anjo do concerto (Malaquias 3:1). Ele é nosso Sumo-sacerdote, pois somente Cristo pode realizar essa obra sacerdotal. Jesus estava junto à arca, e ao subirem a Ele as orações dos santos, a fumaça do incenso subia, e Ele oferecia suas orações ao Pai com o fumo do incenso (Primeiros Escritos, 32).