RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2012 UNILEVER BRASIL
MENSAGEM DO PRESIDENTE PERFIL ESTRATÉGIA GOVERNANÇA CORPORATIVA NOSSOS PÚBLICOS MELHORANDO A SAÚDE E O BEM-ESTAR REDUZINDO O IMPACTO AMBIENTAL MELHORANDO AS CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO PESSOAS RESPONSABILIDADE PELO PRODUTO PROCESSO DE RELATO A versão completa do Relatório de Sustentabilidade 2012 da Unilever pode ser acessada aqui. O documento traz informações contextualizadas sobre o nosso desempenho socioambiental, ações e iniciativas nas manufaturas e não manufaturas, bem como as respostas dos indicadores GRI. 2
mensagem do presidente Mensagem do Presidente Pelo décimo ano consecutivo publicamos o Relatório de Sustentabilidade da Unilever Brasil. E este é o momento em que apresentamos a você e ao mercado os nossos esforços no ano que passou. A Unilever Brasil consolidou seu modelo de negócio em 2012 e reafirmou sua posição como a segunda maior operação da companhia no mundo. Encerramos o ano com um faturamento de R$ 13,6 bilhões e um crescimento muito expressivo no período. Ao mesmo tempo reduzimos o nosso impacto ambiental e somamos uma série de outras conquistas relacionadas ao nosso Plano de Sustentabilidade. Dois anos depois do lançamento do Plano, posso dizer que estamos dando uma importante contribuição para a meta global de dobrar o tamanho do negócio ao mesmo tempo em que reduzimos o impacto ambiental. No pilar ambiental, diminuímos em 12% o consumo de água em nossas manufaturas e zeramos o envio de resíduos sólidos para aterros em quatro de nossas fábricas. Também superamos a meta de substituição dos freezers Kibon com nova tecnologia, de menor impacto ambiental. Avançamos ainda nos outros dois pilares do Plano de Sustentabilidade, aprimorando o perfil nutricional dos nossos produtos alimentícios e fortalecendo o relacionamento com clientes e fornecedores. Na cadeia de suprimentos, investimos no mapeamento, engajamento e monitoramento dos nossos parceiros comerciais e nos destacamos pela aquisição de 100% do óleo de palma de fornecedores membros do RSPO (Roundtable Sustainable Palm Oil), iniciativa internacional que discute e promove boas práticas no setor. Também fomos a primeira empresa a comprar créditos de açúcar, ratificando nosso apoio para a produção sustentável de insumos que utilizamos em nossos produtos. Temos muitas iniciativas em andamento, em todas as áreas, desde o desenvolvimento de novos produtos até as fases de distribuição e pós-consumo. Mas ainda temos muito para aprender, e mais ainda para fazer. Isso ficou claro em junho de 2012, quando a alta liderança da Unilever global e do Brasil se encontrou na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, para acompanhar uma série de diálogos e reforçar publicamente nosso compromisso com as questões da sustentabilidade. Uma das grandes conquistas da conferência foi ressaltar a importância das empresas no processo de definição de metas e compromissos futuros. Assumimos a parte que nos cabe, e é exatamente isso que este relatório procura mostrar aos nossos diversos públicos de relacionamento, com metas e compromissos, cumpridos e ainda em andamento. Ressalto, ainda, que temos o desafio de educar e despertar a consciência do consumidor, por meio da força e do alcance das nossas marcas. Elas são um poderoso canal de comunicação, e também têm a função de mostrar que a sustentabilidade é um caminho viável para melhorar a vida das pessoas, no presente e no futuro. Pensando nisso, olho para 2013 e vejo que temos que continuar fazendo o que fizemos até aqui: manter o Plano de Sustentabilidade no coração do nosso negócio e seguir trabalhando com a consciência de que todos se beneficiam com as nossas conquistas. As prioridades são as mesmas: continuar crescendo acima do mercado, em uma taxa que permita dobrar o negócio no curto prazo, cortando o impacto ambiental mês a mês, com objetivos e medições muito claros. E divulgarmos anualmente todos os resultados, com equilíbrio e transparência, como mostra este relatório. Boa leitura! Fernando Fernandez Presidente, Unilever Brasil 3
Negócios CATEGORIAS e marcas Fábricas e operações Destaques do período metas e compromissos 4
perfil Liderança no varejo Segunda maior operação da companhia no mundo, Unilever Brasil mantém-se na primeira posição de mercado em diversas categorias em que atua Somos uma empresa anglo-holandesa com presença em 190 países e atuação em quatro grandes categorias de bens de consumo: cuidados pessoais, alimentos, limpeza e refreshment (bebidas de soja e sorvetes). Com a divisão Food Solutions, nossas atividades se estendem também ao segmento de alimentação fora do lar, que oferece produtos para restaurantes, hotéis, caterings e estabelecimentos diversos. Presente no Brasil há 83 anos, a Unilever possui hoje 25 marcas que, juntas, oferecem mais de 700 produtos ao mercado nacional, como Omo, Comfort, Fofo, Seda, Lux, Kibon, Hellmann s, Knorr, Becel, Maizena, AdeS, Dove, Axe, Close Up e Rexona. Líderes nos segmentos de detergentes em pó, desodorantes, bebidas de soja e sorvetes, entre outros, alcançamos 100% dos lares brasileiros, servindo cerca de 200 milhões de pessoas no país, pelo menos uma vez, ao longo de um ano. A cada segundo, cerca de 200 produtos da Unilever são consumidos no território nacional. Segunda maior operação da companhia no mundo, a Unilever Brasil tem sede em São Paulo (SP), onde também estão quatro escritórios e um Centro de Inovação e Pesquisa com Clientes (CiiC Customer Insight and Innovation Center). Contamos com nove unidades de manufatura em operação, instaladas em quatro estados (São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Goiás), e 23 centros de distribuição nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, responsáveis pela entrega de nossos produtos aos clientes. Até o fim de 2012, nossa equipe era composta de 13.273 funcionários. Mais de 90% da nossa produção é voltada para o mercado interno. Nos últimos anos, temos fortalecido nosso comprometimento com práticas de gestão, comunicação e negócios voltados ao desenvolvimento sustentável. Com o lançamento do Plano de Sustentabilidade da Unilever, pretendemos influenciar a transformação do modo de vida das pessoas para um consumo consciente e responsável, ao mesmo tempo em que promovemos a redução do nosso impacto ambiental, o aumento do impacto social e o crescimento da companhia. Maior desafio da companhia hoje, a meta de dobrar de tamanho reduzindo o impacto ambiental continua sendo uma busca e uma conquista diária em nossas atividades no Brasil. Registramos avanços na redução de emissões de gases de efeito estufa 5
perfil Nossa presença (GEE) e aprimoramos o monitoramento de impactos relacionados ao consumo de água e à geração de efluentes líquidos e resíduos sólidos. A força que vem do Brasil O faturamento da Unilever Brasil encerrou o ano de 2012 em R$ 13,6 bilhões. Tal desempenho reflete a presença das nossas marcas no país e a liderança que ocupamos em diversos segmentos de atuação, como os de detergentes em pó, produtos de higiene pessoal e bebidas. A versão em líquido concentrado de Omo, lançada em 2010, já alcançou 50% de participação no mercado de líquidos. O sa- bão em pó está presente em 78% dos lares brasileiros e também temos mais de 60% de mercado na categoria de bebidas de soja. Na categoria de cabelos, esse índice é de aproximadamente 30%, com expectativa de chegar a 35% até 2015. Em 2012, registramos avanços em categorias e regiões estratégicas para o negócio no país, e estabelecemos metas específicas de crescimento para os próximos anos, com foco na expansão em mercados que têm se fortalecido acompanhando a saída de milhares de brasileiros da linha da pobreza e o maior acesso da população ao mercado de bens de consumo. No mundo Operações em 190 países Mais de 400 marcas, 14 das quais capazes de gerar mais de 1 bilhão de euros em vendas por ano Crescimento de 6,9% em 2012 2 bilhões de pessoas usam ao menos um produto da Unilever por dia 171 mil funcionários 160 mil fornecedores 252 fábricas Liderança de mercado em sete categorias: temperos, chás, maionese e margarinas, molhos, cuidados para a pele, sorvetes e desodorantes. No Brasil Faturamento de R$ 13,6 bilhões em 2012 9 fábricas em quatro estados (SP, MG, GO e PE) 200 produtos consumidos por segundo 86% dos lares impactados por nossos produtos ao mês (e 100% ao ano) 13.273 funcionários Cerca de 6 mil fornecedores Liderança de mercado em 10 das 13 categorias em que atua 60 novos produtos lançados em 2012 6
perfil CATEgorias e marcas Alimentos Refreshment (sorvetes e bebidas) Cuidados pessoais Limpeza * *A linha Lipton é comercializada no Brasil em parceria com a Pepsico. Visão Reconhecimento Trabalhamos para criar um futuro melhor todos os dias. Ajudamos as pessoas a se sentirem bem, bonitas e a aproveitar mais a vida com marcas e serviços que são bons para elas e para os outros. Vamos inspirar as pessoas a adotar pequenas atitudes diárias, que, somadas, podem fazer uma grande diferença para o mundo. Vamos desenvolver novas formas de fazer negócios que nos permitirão dobrar o tamanho da nossa companhia ao mesmo tempo em que reduzimos nosso impacto ambiental. Como reflexo das práticas que desenvolvemos na cadeia e em nossas operações, recebemos alguns reconhecimentos de relevância em 2012 voltamos a figurar, por exemplo, no Guia Exame de Sustentabilidade, promovido pela revista Exame, que indica 20 empresas-modelo por suas práticas socioambientais. Confira a lista completa de prêmios e reconhecimentos do ano em www.unilever. com.br/sustentabilidade 7
perfil Fábricas no Brasil 01 Vinhedo Início das operações 1978 Produtos fabricados Amaciantes (Comfort e Fofo), Xampus e Condicionadores (Seda, Suave, Dimension, Dove, TRESemmé e Clear), Desodorante roll-on (Dove, Rexona e Axe), sabonetes líquidos (Lux, Lifebuoy e Dove), Loções hidratantes (Dove e Vasenol) Funcionários 742 Região Distrito Industrial Certificações ISO 9001 (desde 1999), ISO 14001 (desde 1999), TPM 1 02 Valinhos Sorvetes Início das operações 1970 Produtos fabricados Sorvete take home (potes Kibon) e Impulso (picolés Kibon) Funcionários 1.339 Região Urbana Certificações ISO 9001 (desde 2001), ISO 14001 (desde 2001), TPM 03 Valinhos Cuidados Pessoais Início das operações 1895 Produtos fabricados Sabonete em barra (Dove, Lux, Vinólia, Lifebuoy e Fofo) Funcionários 1.339 Região Urbana Certificações ISO 9001 (desde 2001), ISO 14001 (desde 2001), TPM 04 Indaiatuba Início das operações 1982 Produtos fabricados Detergente em pó (Brilhante, OMO e Surf) Funcionários 622 Região Distrito Industrial Certificações ISO 9001 (desde 2001), ISO 14001 (desde 2001), TPM 05 Pouso Alegre Início das operações 1975 Produtos fabricados Bebida à base de soja (AdeS), Caldos (Arisco e Knorr), Sopas (Arisco e Knorr), Tempero em pó (Knorr) Funcionários 1.020 Região Distrito Industrial Certificação TPM 06 Goiânia Início das operações 1969 Produtos fabricados Maionese (Arisco e Hellmann s), molho de salada (Hellmann s), mostarda (Arisco e Hellmann s), temperos em pó e pasta (Arisco), sobremesas Carte D Or, Food Solutions (Knorr Caldos, Arisco caldos, Knorr temperos, molhos quentes, Knorr Preparados), Knorr Meu Arroz Funcionários 1.004 Região Distrito Industrial Certificação TPM 07 Ipojuca Início das operações 2005 Produtos fabricados Amaciante (Comfort e Fofo), creme dental (Close Up e Pepsodent, exclusivo para exportação), desodorante spray (Axe e Rexona), xampu, condicionador, creme para pentear (Seda), creme para tratamento (Seda), linha TRESemmé Funcionários 450 Região Distrito Industrial Certificações ISO 9001 (desde 2003), TPM 08 Garanhuns Início das operações 1991 Produtos fabricados Amido de milho (Maizena), farinha de milho com farinha de arroz para o preparo de mingaus (Arrozina), mistura à base de amido de milho para o preparo de mingaus (Cremogena), xarope de glucose (Karo) e coberturas (Karo) Funcionários 185 Região Distrito Industrial 09 Jaboatão dos Guararapes Início das operações 1999 Produtos fabricados Sorvete take home (potes Kibon e Sorvane) e Impulso (picolés Kibon), copos (Kibon) Funcionários 1.025 Região Distrito Industrial 10 IgARASSU Início das operações 1997 Produtos fabricados Detergente em pó (Ala, Brilhante, OMO e Surf) Funcionários 337 Região Distrito Industrial Certificação ISO 9001 (desde 2004) goiás 06 Goiânia São Paulo 01 Vinhedo 02 Valinhos Sorvetes 03 Valinhos Cuidados Pessoais 04 Indaiatuba Pernambuco 07 Ipojuca 08 Garanhuns 09 Jaboatão dos Guararapes 10 Igarassu minas gerais 05 Pouso Alegre 8
destaques de 2012 no brasil Destaques de 2012 NO BRASIL Melhorando a Saúde e o Bem-Estar Em Bem-Estar e Higiene, lançamos o Unilever Health Institute (Instituto de Saúde Unilever), divisão especializada que nos aproxima de consumidores, especialistas e profissionais da área de higiene e saúde. Avançamos nos diálogos setoriais sobre a redução de sódio nos alimentos, com a assinatura de acordo entre a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) e o Ministério da Saúde. O objetivo é reduzir o teor de sódio de temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A proposta é retirar 8,8 mil toneladas de sódio desses alimentos até 2020. Aprimoramos o perfil nutricional de alguns produtos alimentícios, além de iniciar o patrocínio a projetos como o Meu Prato Saudável. Diversas ações centradas em Lifebuoy ao longo de 2012 disseminaram a importância da lavagem das mãos, atingindo mais de 5,7 milhões de pessoas no Brasil. A iniciativa envolveu parcerias com a Pastoral da Criança e o Ministério da Saúde, e mobilizou funcionários voluntários para uma grande ação no dia 15 de outubro, quando se comemora o Dia Mundial de Lavar as Mãos. Reduzindo o Impacto Ambiental Reduzimos o consumo de água em 12% ao longo do ano. Na gestão de resíduos sólidos, conseguimos zerar o envio de resíduos sólidos para aterro gerados nas plantas de Indaiatuba (SP), Goiânia (GO), Pouso Alegre (MG) e Vinhedo (SP) e superamos a meta de substituição das refrigeradoras Kibon para 2012. Encerramos o período com 100% dos componentes sendo reutilizados e/ou reciclados no final da vida útil. Formalizamos nosso posicionamento de apoiar debates sobre o consumo consciente com o lançamento da pesquisa O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável, elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente, em parceria com outras empresas. Os principais executivos da Unilever global e nacional incluindo os presidentes Paul Polman (global) e Fernando Fernandez (Brasil) compareceram à Rio+20. Na conferência mundial, lançaram manifesto público reafirmando o posicionamento da companhia a respeito de temas voltados ao desenvolvimento sustentável. Melhorando as CONDIÇÕES de Vida e Trabalho O programa Compras Responsáveis aprimorou a gestão de parceiros e um questionário distribuído aos nossos quase 6 mil fornecedores abordou temas relacionados aos direitos humanos e à sustentabilidade. No âmbito do Programa Integrare, o resultado dos negócios foi 29% superior ao do ano anterior. No Brasil, iniciamos a compra de certificados de açúcar de origem sustentável e damos suporte à produção de 3,2 mil toneladas com a aquisição desses créditos. Metas e compromissos A Unilever tem como compromisso monitorar o desempenho de todas as suas operações ao redor do mundo em relação às principais metas do Plano de Sustentabilidade. Para isso, todos os anos as subsidiárias relatam as ações desenvolvidas para colaborar com o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas do documento, distribuídas em torno dos três pilares de atuação. Os resultados são compilados no Relatório de Progresso do Plano de Sustentabilidade Unilever, publicado após o primeiro trimestre de cada ano com dados do período anterior. Disponível em www.unilever.com.br/ sustentabilidade, o documento reúne as principais metas e seu estágio atual nas operações globais. 9
estratégia 10
estratégia O caminho até 2020 Nos próximos anos, queremos ampliar o negócio ao mesmo tempo em que reduzimos os impactos ambientais na cadeia A principal orientação estratégica da Unilever no Brasil e no mundo é crescer de tamanho reduzindo o impacto ambiental das nossas atividades e operações até o ano de 2020. Esse desafio permanente é, também, a grande diretriz do Plano de Sustentabilidade da Unilever, lançado em 2010 pela divisão global e adotado pelas várias subsidiárias ao redor do mundo, e da estratégia Unilever Brasil 2012 (UB2012), divulgada em 2008. Na prática, essas políticas sinalizam que desejamos avançar de forma expressiva em todos os mercados em que atuamos, com base na inovação, na diversificação do nosso portfólio e na construção de vínculos de longo prazo com fornecedores, clientes, instituições e funcionários. Nossa estratégia de negócio traz, ainda, a necessidade de nos aproximarmos cada vez mais do consumidor, fortalecendo a marca corporativa, e investirmos em inovações capazes de manter nossa liderança em segmentos estratégicos e cada vez mais competitivos. Todos os anos a Unilever renova 70% do portfólio. Mantivemos a liderança em categorias importantes para o negócio no Brasil, como sorvetes, desodorantes, bebidas à base de soja e sabão em pó. Nesta última, destacamo-nos não só pela forte presença de Omo em todo o mercado nacional, como também pela participação de produtos como Ala em outras regiões brasileiras, sobretudo no Norte do país. Outro foco de investimento recente, que põe em prática nossa ideia de aliar os negócios com boas práticas socioambientais, é o segmento de líquidos concentrados que, hoje, contempla as marcas de detergentes OMO e Surf e de amaciantes Fofo e Comfort. Em 2012, tornamo-nos líderes na categoria de líquidos no Brasil, que representa 13,5% do mercado de detergentes no qual a participação dos produtos concentrados cresceu 77% em relação a 2011. O ano de 2012 marcou ainda o encerramento do UB2012, estratégia lançada em 2008 com o objetivo principal de tornar a Unilever Brasil a segunda maior operação da companhia em quatro anos. Objetivo cumprido no campo de negócios, temos agora a missão de trazer outros pontos do UB2012, amparados pelo Plano de Sustentabilidade, para todas as etapas de nossas 11
estratégia atividades, como o crescimento sustentável e a transformação cultural nas operações, tendo como base a inovação e a construção de relações sólidas com nossos públicos de interesse. Confira o progresso do Plano de Sustentabilidade e os avanços de nossa estratégia UB2012 na versão completa deste relatório (www.unilever.com.br/sustentabilidade). Os avanços do Plano de Sustentabilidade O ano de 2012 foi importante para consolidar o Plano de Sustentabilidade Unilever como o documento de referência, orientação e posicionamento sobre o nosso modelo de negócios e estratégia de crescimento. No período, reafirmamos a importância do plano com diversas práticas e iniciativas, internas e externas, em consonância com as diretrizes estratégicas dos pilares Melhorando a Saúde e o Bem-Estar, Reduzindo o Impacto Ambiental e Melhorando as Condições de Vida e Trabalho. Fortalecemos a estrutura de governança por meio do Comitê de Sustentabilidade; abordamos o tema em nossa pesquisa de clima, com impacto direto em todos os mais de 13 mil funcionários da Unilever; com os fornecedores, aprimoramos os sistemas de monitoramento e gestão, além de organizar encontros de engajamento e fortalecer programas como o Compras Responsáveis (Responsible Sourcing); com relação aos clientes, demos continuidade a grandes parcerias, especialmente aquelas que envolvem boas práticas de logística e distribuição dos nossos produtos. Institucionalmente, também avançamos no diálogo com entidades setoriais e órgãos do governo. Exercemos participação Em 2012, fortalecemos a estrutura de governança da sustentabilidade, abordamos o tema em nossa pesquisa de clima, aprimoramos os sistemas de gestão dos fornecedores e demos continuidade a grandes parcerias com clientes. relevante em eventos como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e reforçamos parcerias para divulgar campanhas de saúde, higiene, meio ambiente e outros temas por meio dos nossos produtos e marcas (leia mais em Governos e Instituições). No eixo de comunidades, avançamos no mapeamento dos stakeholders que se relacionam com as fábricas da Unilever, uma etapa que nos apoiará na gestão de impactos e é o primeiro passo rumo a um diálogo efetivo com as pessoas presentes no entorno das unidades industriais no país (leia mais em Nossos Públicos). 12
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governança corporativa Instâncias de decisão Estrutura de governança no Brasil conta com comitês como o de Sustentabilidade, que apoia a inserção do tema na gestão do negócio A Unilever Brasil, subsidiária do grupo Unilever, é uma empresa de capital fechado no país e conta com uma estrutura de governança que segue as diretrizes da matriz anglo-holandesa. Como parte de um grupo presente em mais de 190 países, com negócios e operações de naturezas distintas, estamos estruturados em três instâncias de decisão: global, regional (no nosso caso, América Latina) e local termo que, na Unilever, é usado para designar as operações nacionais. A instância responsável pela tomada de decisão varia de acordo com o processo. As grandes negociações com fornecedores, por exemplo, acontecem nos âmbitos global e regional. Nossas manufaturas no Brasil também respondem para o regional, enquanto algumas áreas dos escritórios se reportam para a estrutura local. Nosso mais alto órgão de governança no Brasil é o Conselho Executivo, formado pela Presidência e oito Vice-Presidências. Em 2012, o cargo de Vice-Presidente de Comunicação Corporativa, que também acumulava a coordenação da área para a America Latina, foi transferido para a Argentina, mas o reporte da Diretoria de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade se manteve, também, ao Presidente da companhia no Brasil, o argentino Fernando Fernandez, que está nesse cargo desde setembro de 2011. Responsável pelas decisões estratégicas da companhia no Brasil, o Conselho mantém diálogo com as esferas regional e global e não possui membros independentes ou não executivos. Atualmente, não possuímos um conselho externo em nossa estrutura local de governança. O apoio aos diversos processos é feito com a constituição de comitês de gestão, que auxiliam os executivos em temas e casos específicos como o de Sustentabilidade e o de Crise. Para definir a composição da alta gestão, recorremos às diretrizes globais da Unilever e consideramos as qualificações e experiências dos executivos no longo prazo. A estruturação da nossa estratégia UB2012 e a implementação global do Plano de Sustentabilidade fortaleceram a inclusão de critérios socioambientais nas esferas de decisão da companhia. Como consequência, o desempenho de nossas lideranças gerentes, diretores e vice-presidentes, por exemplo é definido também pelo desempenho em sustentabilidade, e não apenas a partir das metas de negócio. Comitê de Sustentabilidade O Comitê de Sustentabilidade foi reestruturado em 2010 para fortalecer a governança do tema e integrar os aspectos da sustentabilidade às instâncias de tomada de decisão. O objetivo do grupo é assegurar a disseminação do Plano Global de Sustentabilidade nas áreas, bem como acompanhar e encaminhar metas e indicadores de sustentabilidade, reportando-se ao Conselho Executivo. Além disso, o comitê serve como canal de comunicação interna e externa da companhia para o tema e desenvolve planos de comunicação e engajamento com os principais públicos de relacionamento. As reuniões ocorrem mensalmente e a diretoria de Sustentabilidade e parte dos membros do comitê participam ainda da reunião do Conselho Executivo, conforme necessário. 14
nossos públicos Consumidores Clientes COMUNIDADES Governos e instituições 15
nossos públicos Um olhar para a cadeia de valor Nos últimos cinco anos, investimos em ações e aprimoramos o diálogo com diversos públicos com que nos relacionamos no Brasil A necessidade de aliarmos a condução dos negócios a práticas responsáveis é uma questão que se estende a toda a cadeia de valor. Nos últimos cinco anos, estruturamos diálogos, ações de engajamento e parcerias com nossos vários públicos estratégicos no Brasil, envolvendo funcionários, consumidores, clientes, fornecedores, comunidades de entorno, acadêmicos e instituições do governo. Ao pensar em todo o ciclo de vida do produto, desde a fase de pesquisa e desenvolvimento até o pós-consumo, criamos condições de identificar os principais stakeholders que exercem influência e são impactados pelos negócios da Unilever Brasil em cada um dos processos desse ciclo. O primeiro levantamento, realizado em 2008, definiu três públicos prioritários naquele momento: funcionários, fornecedores e clientes. Esse trabalho orientou ações específicas de engajamento e de redução de impactos associados à produção e à cadeia de valor. Outros públicos, como governos, consumidores, acadêmicos e comunidades de entorno das fábricas, também têm sido contemplados por iniciativas. Consumidores Oferecemos diversos canais de atendimento e relacionamento com os consumidores, orientamo-nos por documentos e códigos internos e externos, realizamos pesquisas para identificar tendências e comportamentos e abordamos de diversas maneiras uma questão essencial para o nosso negócio no Brasil e no mundo, que é a educação para o consumo consciente. A principal ferramenta de contato do consumidor com a Unilever Brasil é o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), feito por meio de telefone, e-mail e carta. Também contamos com fanpages e perfis de nossas marcas em redes como Facebook e Twitter, que se estabeleceram como um importante instrumento de diálogo nos últimos anos. Em 2012, desenvolvemos uma ferramenta online que apresenta respostas aos principais questionamentos dos consumidores, disponibilizada 24h por dia nos sites das nossas principais marcas. Os novos consumidores respondem por cerca de 84% dos atendimentos, o que nos traz o desafio de entender e trabalhar a partir de dúvidas e considerações bem distintas. Ao longo de 2012, reduzimos a equipe de atendimento em função da queda do volume de contatos registrados, que foi inferior ao ano de 2011, quando também registramos redução nesse indicador. Ao mesmo tempo, mantivemos os índices de satisfação e registramos melhorias no atendimento por e-mail, canal em que temos investido nos últimos anos, por considerá-lo uma importante ferramenta para posicionar a Unilever e esclarecer nossos consumidores de forma objetiva sobre suas dúvidas e considerações. No total, registramos 722.524 atendimentos, mais de 50% deles por e-mail, 38% por telefone e 5% via redes sociais. Desse total, 220 mil manifestações geraram algum desencadeamento. Nos contratos que firmamos com a empresa parceira no SAC, estabelecemos índices mínimos de satisfação para essas manifestações: 85%, para telefone e carta; e 70%, para e-mail. Em 2012, esses números ficaram estáveis em comparação ao ano anterior, com média geral de 80%. O índice de satisfação nos atendimentos por e-mail encerrou o período em 75% (proporção de consumidores que avaliam o serviço com notas 8, 9 ou 10). Nos atendimentos por telefone, o índice atingiu 96%. Educação para o consumo consciente O consumo consciente é um tema crítico para a indústria de bens de consumo e uma questão prioritária para a companhia. Aparece com relevância em nossa Matriz de Materialidade e é uma das diretrizes do Plano de Sustentabilidade. Estudos realizados pela Unilever global mostram que precisamos agir em todas as fases do ciclo de vida para atingirmos nossas metas. 16
nossos públicos Por isso, procuramos apoiar os consumidores atuando em diversas frentes de comunicação, que também ressaltam, além dos aspectos ambientais durante o uso e pós-consumo, os benefícios de alguns produtos para a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas. Uma dessas frentes envolve parcerias com o Ministério da Saúde para inserir, nas embalagens dos nossos produtos, mensagens sobre bons hábitos de saúde, higiene e alimentação. Isso é especialmente adotado em produtos com atributos sociais como Lifebuoy e Pureit ou desenvolvidos com aspectos nutricionais, como é o caso de AdeS. Essa relação também se estende a organizações não governamentais e membros da cadeia de clientes, que amplificam nossas mensagens e atingem mais públicos e consumidores. Dois exemplos são as parcerias com o Instituto Akatu em diversos projetos relacionados ao consumo consciente e, em alguns de nossos clientes, as iniciativas que reforçam a importância da oferta de produtos com menor impacto socioambiental. Clientes Os produtos da Unilever estão presentes em mais de 400 mil pontos de venda em todo o Brasil, entre supermercados, farmácias e lojas de vizinhança. É uma cadeia expressiva de clientes, que traz facilidades e desafios, e exige uma agenda conjunta para minimizar impactos e otimizar processos. Desde a implantação do Plano de Sustentabilidade, temos reforçado a comunicação dos nossos valores e da nossa cultura de negócios na cadeia de clientes por meio dos Joint Sustainability Plans (JSP, na sigla em inglês), ou Planos Conjuntos de Sustentabilidade. O objetivo é discutir parcerias e implementar ações que tragam benefícios ambientais e econômicos para todas as partes envolvidas. Abordamos temas como a redução das emissões na cadeia de suprimentos, com projetos de frota compartilhada e otimização da ocupação dos caminhões. Em 2012, nosso principal avanço nesse sentido foi a assinatura de um Plano de Negócios com o Grupo Pão de Açúcar, iniciativa liderada pelas áreas de Logística e Vendas. Mapeamos a pegada de emissões em nossos processos e fluxos comerciais, do transporte das fábricas aos centros de distribuição da Unilever, e do percurso dessas instalações aos centros de distribuição e pontos de venda do cliente. Para isso, aplicamos os dados do nosso inventário de 2011 e identificamos um volume relevante de emissões nas rotas entre os centros de distribuição e pontos de venda. Nesse plano, também acordamos a continuidade e expansão de iniciativas de redução de emissão e custos na logística. Também testamos, ao longo do ano, um projeto para otimizar o acondicionamento de pallets de diferentes categorias de produtos em caminhões que levam nossa produção aos centros de distri- 17
nossos públicos Mantemos um diálogo amplo com vários públicos de relacionamento. Em parceria com outras instituições, falamos ao consumidor sobre consumo consciente. Também desenvolvemos projetos com clientes para reduzir nossa pegada ambiental e utilizamos a força de nossas marcas em campanhas do governo. 18
nossos públicos buição dos nossos clientes. No Nordeste, começamos a aplicar um sistema semelhante, que visa à melhoria na ocupação do caminhão, praticado até então apenas no estado de São Paulo. Centro de Inovação e Pesquisa de Clientes (CiiC) O Centro de Inovação e Pesquisa de Clientes (ou CiiC, sigla para Consumer Insight and Innovation Center) foi inaugurado em 2010 em São Paulo com a proposta de buscar soluções e realizar testes de eficiência na comunicação dos nossos produtos. Primeiro espaço de interação com clientes estruturado pela Unilever na América Latina, o CiiC nos permite reunir parceiros para analisar e modificar estratégias de negócio e comunicação por meio de estudos e simulações de ponto de venda. No total, realizamos 126 visitas no espaço ao longo de 2012, envolvendo clientes do grande varejo e representantes de redes de farmácia, conveniência e parceiros regionais de atacado. COMUNIDADES As nove fábricas da Unilever no Brasil se localizam em quatro estados de três diferentes regiões do país. Essa presença nos traz a necessidade de olhar para as operações da manufatura e estruturar canais abertos de relacionamento com as comunidades locais um desafio abordado no Plano de Sustentabilidade e apontado também no trabalho de levantamento de públicos, que começamos a conduzir em 2012. Temos enfrentado o desafio de engajar as comunidades instaladas no entorno com projetos como o mapeamento e consulta de públicos, a avaliação de impactos socioambientais e econômicos associados ao negócio e o uso de mecanismos de levantamento ambiental. Na parte de mapeamento de públicos, evoluímos em 2012 com um projeto para identificar os stakeholders que se relacionam com as operações industriais da Unilever. Com o apoio de uma consultoria externa e dando continuidade às consultas da Matriz de Materialidade, observamos os principais aspectos e questões que envolvem o relacionamento da Unilever com governos, comunidades, instituições e entidades vizinhas às nossas instalações. Para isso, realizamos consultas a lideranças de quatro operações: Igarassu, Valinhos, Pouso Alegre e Vinhedo. Essa atividade representa um primeiro passo para nos aproximarmos dos temas mais relevantes para cada uma das manufaturas e os enterdermos. O trabalho terá continuidade ao longo de 2013, como parte de nossas ações de engajamento e relacionamento com stakeholders. No segundo semestre de 2012, também iniciamos um trabalho piloto com comunidades no entorno das nossas fábricas que utilizará uma metodologia que busca a transformação das cidades em modelos mais sustentáveis. O foco é aprimorar o relacionamento com as comunidades em questões de sustentabilidade e desenvolvimento local. O piloto do programa tem início em 2013 e ocorrerá nas cidades de Valinhos (SP) e Pouso Alegre (MG), com possibilidade de expansão para todas as fábricas após dois anos de atividade. Governos e instituições Entendemos que o relacionamento com governos e instituições públicas deve refletir e amplificar nosso posicionamento a respeito das várias questões que envolvem a sustentabilidade. Queremos ter voz ativa em discussões regulatórias e setoriais, e para tanto contamos com uma área estruturada de Assuntos Governamentais e Relações Externas. 19
nossos públicos A equipe se reporta diretamente à alta gestão e tem a atribuição de dialogar com os diversos stakeholders institucionais da companhia, como governos municipais, estaduais e federal, bem como as associações setoriais brasileiras. O tema e a dimensão da discussão determinam o caminho que adotamos nesse relacionamento diálogo direto ou via associação setorial. Nas questões regulatórias que concernem aos governos estadual e federal, geralmente atuamos em parceria com entidades como Abipla (Associação Brasileira de Produtos de Limpeza e Afins), ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), Abia (Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação) e Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). Nosso relacionamento direto com o governo federal envolve, na maioria dos casos, o apoio a campanhas institucionais e educativas desenvolvidas pela União. Aproveitamos os inúmeros canais de comunicação que temos, incluindo as embalagens de nossos produtos, para transmitir mensagens sobre saúde, bem- -estar e responsabilidade socioambiental, inserindo informações que ajudam a conscientizar nossos consumidores. Um dos parceiros mais antigos nesse sentido é o Ministério da Saúde. Desde 2007, somos reconhecidos como empresa Parceira da Saúde por atuarmos em parceria na divulgação de campanhas de prevenção a doenças e problemas relacionados aos hábitos inadequados de higiene e à má nutrição, por exemplo. Também desenvolvemos ações periódicas com o Ministério do Meio Ambiente. Nosso principal compromisso é participar ativamente com iniciativas que podem ser incluídas no Plano de Produção e Consumo Sustentáveis (PPCS), lançado em novembro de 2011. Uma das atividades incluídas nesse Plano foi a substituição do gás refrigerante em 80% das conservadoras dos sorvetes Kibon até 2020, em parceria com nosso fornecedor de freezers Metalfrio. A Unilever na Rio+20 A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho de 2012, mobilizou a alta direção da Unilever Brasil e global. O presidente das operações brasileiras, Fernando Fernandez, o presidente global, Paul Polman, e executivos do Brasil e da Inglaterra participaram dos principais encontros da conferência. Antes do encontro, a Unilever preparou um manifesto que foi apresentado publicamente pelos executivos das operações globais, reafirmando o posicionamento da companhia e nossas expectativas em relação ao envolvimento do meio empresarial e da indústria de bens de consumo na promoção do desenvolvimento sustentável. O texto aborda cinco assuntos prioritários: desmatamento, fontes sustentáveis e mudança climática, segurança alimentar, água, saneamento e higiene, resíduos e reciclagem e consumo sustentável. Leia o manifesto na íntegra em www.unilever.com.br/sustentabilidade. 20
melhorando a saúde e o bem-estar Nutrição Saúde e higiene 21
melhorando a saúde e o bem-estar A favor da qualidade de vida Até 2020, queremos alcançar um bilhão de pessoas no mundo e transformar positivamente seus hábitos de higiene Nossa atuação no eixo Melhorando a Saúde e o Bem-Estar ocorre em duas esferas: na comunicação de nossos produtos, em que buscamos ressaltar seus atributos e qualidades principais, seja do ponto de vista nutricional ou de promoção da higiene, da saúde e do bem-estar; e na realização de campanhas e ações apoiadas em nossas principais marcas, com destaque para Lifebuoy, Pureit e Becel que, respectivamente, são capazes de trazer à tona debates sobre a correta lavagem de mãos, o acesso a água pura, tratada e limpa e a prevenção de doenças cardiovasculares (veja mais sobre Lifebuoy e Pureit na versão completa deste relatório, clicando aqui). O Plano de Sustentabilidade tem diversas metas globais para o pilar Melhorando a Saúde e o Bem-Estar, apresentadas para os anos de 2012, 2015 e 2020. Para norteá-las, temos o compromisso de, até 2020, auxiliar mais de um bilhão de pessoas a tomar atitudes para melhorar sua saúde e seu bem-estar. Globalmente, alcançamos avanços significativos nesse pilar, conforme dados do Relatório de Progresso do Plano de Sustentabilidade, disponível em www.unilever.com.br/sustentabilidade. Nutrição A Unilever trabalha continuamente para o aprimoramento do perfil nutricional de seus produtos para compor e oferecer uma dieta equilibrada ao consumidor no Brasil e no mundo. Nosso portfólio de alimentos, que inclui marcas como Becel, Knorr, Hellmann s e Maizena, tem foco em três questões prioritárias na agenda da saúde pública brasileira: a deficiência de nutrientes, a obesidade e o sobrepeso, e o consumo excessivo de sódio. Em 2012, tivemos avanços significativos na redução do sódio presente em nossos produtos, tema que, além de previsto em nossas metas globais, entrou na agenda pública brasileira após a assinatura de um acordo técnico, em agosto do mesmo ano, entre o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia). O compromisso, que dá sequência a uma iniciativa multissetorial iniciada em 2008, envolve a redução da quantidade de sódio em diversas categorias de alimentos, entre temperos, caldos e margarinas, e faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, do governo federal. A ideia é retirar mais de 8,7 22
melhorando a saúde e o bem-estar mil toneladas do componente do mercado brasileiro até 2020 o equivalente a 378 caminhões do tipo truck, com capacidade máxima para 23 toneladas, totalmente carregados. Nossa participação nos debates, como membros da Abia, permitiu identificar campos de melhoria e pontos de diálogo entre a estratégia do governo e nosso próprio Plano de Sustentabilidade que prevê 25% de redução de sódio em toda a nossa categoria de alimentos. Alcançamos, já em 2012, melhorias em alguns produtos, como os cubos de caldos Frango Assado e nos caldos em geral, com redução de sódio de aproximadamente 2% em relação a sua composição original. Programa de Aprimoramento Nutricional Desde 2003, a Unilever Brasil desenvolve o Programa de Aprimoramento Nutricional (NEP, ou Nutrition Enhancement Programme), parte de uma iniciativa global para aprimorar o perfil de nossos alimentos em relação a componentes como açúcar, sódio, gorduras saturadas e gorduras trans considerados potencialmente prejudiciais à saúde pela Organização Mundial de Saúde (OMS), quando consumidos em excesso. Tivemos uma grande evolução na melhoria dos produtos de varejo que atendem aos critérios do NEP. Em 2011, 45,5% dos produtos de varejo estavam em conformidade com os limites de açúcar, gordura saturada, gordura trans e sódio. Em 2012, 61% dos produtos de varejo estavam de acordo com o NEP. Para a categoria de Food Solution, que teve sua primeira avaliação em 2012, 48% de seu portfólio atende aos critérios do NEP. Atualmente, 100% das nossas bebidas à base de soja, cremes Nossas metas globais Saúde e Higiene Até 2020, levaremos água potável para 500 milhões de pessoas (Pureit). Até 2015, nossa marca Lifebuoy pretende mudar o comportamento de higiene de 1 bilhão de consumidores na Ásia, na África e na América Latina, divulgando os benefícios da correta lavagem das mãos. Por meio de nossas marcas de creme dental, mudaremos o comportamento de 50 milhões de pessoas em relação à saúde bucal até 2020. Com a marca Dove, queremos ajudar 15 milhões de jovens a melhorar sua autoestima. Nutrição Estamos comprometidos em melhorar a composição de gordura nos nossos produtos, reduzindo o nível de gorduras saturadas, tanto quanto possível, e aumentando cada vez mais os níveis de gorduras essenciais. Para 2012, tínhamos a meta de fazer nossas margarinas líderes de mercado ter menos de 33% de gordura saturada em sua composição. No período, mais de 90% das nossas principais margarinas (em volume) continham menos de 33% de gorduras saturadas como proporção de gordura total. Remover a gordura trans: em 2012, cumprimos a meta de tornar todos os nossos produtos livres da gordura trans proveniente de óleos vegetais parcialmente hidrogenados. Reduzir açúcar: já reduzimos os níveis de açúcar de nossos chás prontos para beber. Até 2020, reduziremos mais 25%. Reduzir as calorias: até 2014, 100% de nossos sorvetes infantis terão 110 kcal ou menos por porção. Em 2012, 60% do portfólio atingiu essa meta. Redução de sódio: até 2015, reduziremos até 25% de sódio em todas as nossas categorias de produtos alimentícios. Informações sobre alimentação saudável: nosso objetivo é oferecer rótulos com informações bastante claras e simples para ajudar os consumidores a fazer escolhas certas para uma dieta nutricionalmente equilibrada. Todos os nossos produtos na Europa e na América do Norte fornecem informações nutricionais completas. Em 2012, Austrália, Nova Zelândia e América Latina já forneciam o rótulo com informações nutricionais completas. Veja o andamento dos compromissos em http://www.unilever. com.br/sustentabilidade. 23
melhorando a saúde e o bem-estar A promoção da saúde é um dos focos do Plano de Sustentabilidade. Trabalhamos com a comunicação dos nossos produtos e realizamos campanhas que ajudam as pessoas a mudar hábitos e comportamentos. 24
melhorando a saúde e o bem-estar Saúde e Higiene A Unilever também está comprometida com uma série de metas relacionadas à promoção de bons hábitos de higiene. Acreditamos que o melhor caminho é recorrer ao próprio negócio, utilizando nossas marcas em ações de comunicação para focar a prevenção de doenças potencialmente fatais, como diarreia e infecções respiratórias, e a qualidade de vida. Utilizamos o alcance de nossas marcas para comunicar mensagens capazes de conscientizar o consumidor e melhorar sua condição de saúde e qualidade de vida. No Brasil, elegemos as marcas Pureit e Lifebuoy como prioridades para tratar duas questões críticas nesse sentido: o acesso à água limpa e tratada e a lavagem das mãos. Desde 2010, quando relançamos Lifebuoy no Brasil, buscamos o engajamento dos nossos parceiros sociedade civil, entidades e governos estaduais e federal na missão social promovida globalmente pela marca: a de impactar crianças, famílias e comunidades em situação de pobreza, incentivando-as a aderir ao hábito de lavagem periódica das mãos. Como parceiros do Ministério da Saúde desde 2007, incendas bebidas à base de soja, cremes vegetais e bebidas lácteas já atendem ao nosso programa de aprimoramento nutricional. vegetais e bebidas lácteas atendem aos critérios do NEP. A categoria de dressings, que contempla produtos como maionese, catchup, mostarda e molho para salada, possui 75,8% de adequação ao NEP, enquanto a categoria de caldos, sopas e temperos possui 70,9% de adequação. Em relação à categoria de sorvetes, estamos trabalhando constantemente para reduzir as quantidades de gordura saturada e açúcar. tivamos a abordagem desse tema nas campanhas e iniciativas do governo. Há dados que comprovam sua relevância: a falta de água potável e de saneamento básico, aliada à baixa frequência de lavagem das mãos, é responsável por 3% das mortes ocorridas no mundo, por ano. Esses problemas também estão associados a 18% das mortes infantis em função de infecções respiratórias agudas e diarreicas. No Brasil, as regiões Norte e Nordeste concentram mais de 50% das mortes de crianças por diarreia. Outro tema relevante na agenda da saúde pública brasileira é o acesso da população à água tratada. Em 2011, passamos a abordar a questão por meio da nossa marca de purificador Pureit. Lançado com o propósito de impactar 500 milhões de pessoas ao redor do mundo, ampliando o acesso à água limpa, pura e tratada, o produto começou a ser utilizado em nossos trabalhos com a Pastoral da Criança ao longo de 2012. Durante o ano, investimos na comunicação da marca e passamos a oferecê-la, também, no mercado de varejo, de forma a ampliar seu entendimento pelo consumidor e sua capacidade de gerar valor. 25
reduzindo o impacto ambiental Água Emissões de gases de efeito estufa Resíduos sólidos Efluentes Energia 26
reduzindo o impacto ambiental A busca por eficiência Nosso compromisso de dobrar de tamanho reduzindo o impacto ambiental se reflete em como abordamos vários aspectos, como emissões, geração de resíduos e consumo de água de aterro zero no período e as outras plantas estão atuando para atingir esse objetivo. Não conseguimos, porém, alcançar as metas de redução da geração de resíduos não perigosos, uma vez que nosso foco foi melhorar a destinação, e não diminuir o volume. Sobre a geração de resíduos perigosos, ficamos dentro da meta nas unidades de manufatura e não manufatura. Resíduos sólidos No pilar Reduzindo o Impacto Ambiental, quatro aspectos são prioridades globais da Unilever: emissões de gases de efeito estufa, consumo de água, geração e destinação de resíduos e recursos sustentáveis. Temos metas de médio e longo prazos para cada um desses temas, definidas pela divisão global da companhia, e também desenvolvemos ações nas esferas locais e regionais para cumprirmos nossos compromissos. No Brasil, mapeamos os avanços e desafios que enfrentamos nos últimos anos, investimos em ferramentas de gestão e identificamos os temas mais importantes para o negócio, a partir da percepção dos nossos diversos públicos de relacionamento. Este processo, chamado de Materialidade (leia mais em Processo de Relato), confirmou que, localmente, a emissão de GEE e o consumo de água também são aspectos relevantes para a Unilever. Dessa forma, conseguimos melhorar o desempenho de indicadores prioritários para a gestão ambiental na Unilever Brasil. Nos últimos anos, evoluímos na gestão de resíduos, com medidas para melhorar a destinação dos materiais resultantes dos nossos processos. Na questão da biodiversidade, mapeamos os impactos das fábricas em áreas de proteção e as espécies ameaçadas, com avanços importantes nos nossos compromissos. O consumo relativo de água registrou redução de 12% no período, como resultado, principalmente, de mudanças na gestão e nas operações das fábricas de Jaboatão dos Guararapes, Goiânia e Valinhos. Em relação às emissões de GEE, não foi possível atingir nossa meta de manter o indicador abaixo dos valores de 2007, em volume absoluto, por causa de mudanças no coeficiente de cálculo utilizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Considerando apenas as emissões diretas (escopo 1), no entanto, observamos avanços importantes nos últimos anos e registramos uma queda de 10% em 2012, em relação a 2007. Outro aspecto prioritário para a gestão ambiental na Unilever Brasil, a geração de resíduos sólidos evoluiu em 2012 com a redução do envio de materiais para aterros sanitários, em concordância com nossa estratégia de sustentabilidade. As fábricas de Goiânia, Indaiatuba, Vinhedo e Pouso Alegre atingiram a marca A gestão de resíduos tem o objetivo principal de reduzir a geração de materiais para destruição e envolver a cadeia de valor em ações de melhoria na destinação e tratamento. No Plano de Sustentabilidade, o tema é foco de diversos compromissos e metas da companhia. Até 2020, o total de resíduos enviados para eliminação deve ser igual ou inferior aos níveis de 2008, o que representa 80% de redução por tonelada produzida e 70% de redução absoluta na comparação com 1995. Isso exige um forte investimento em tecnologias e processos que gerem menos resíduos na produção e contemplem procedimentos estruturados nas diversas fases do ciclo de vida do produto. Em todas as operações de manufatura, nossa prioridade em 2012 foi a melhoria na destinação, com foco no objetivo de zerar os materiais enviados a aterros sanitários em algumas unidades. No final do período, quatro fábricas haviam atingido a marca: Goiânia, Vinhedo, Pouso Alegre e Indaiatuba. As manufaturas do Nordeste, com metas específicas nesse aspecto, esbarram na dificuldade de encontrar parceiros quali- 27
reduzindo o impacto ambiental Desempenho e metas ambientais 2012 Indicador Escopo/área Meta Cumprida? status Emissões GEE Escopos 1, 2 e 3 Total 2012 menor ou igual a 2007 (257 mil tco2e) Não Água Manufatura Redução de 5% Sim Água Resíduos perigosos Resíduos perigosos Resíduos não perigosos Resíduos não perigosos Biodiversidade Não manufatura Redução de 4% Não Manufatura Redução de 5% Sim Não manufatura Redução de 5% Sim Manufatura Redução de 5% Não Não manufatura Manufatura Redução de 4% Implementar planos de ação nas fábricas para gestão dos impactos na biodiversidade Não Sim Devido ao aumento do fator de eletricidade do MCT, aumentamos nossas emissões em 13% em relação a 2011. O aumento em relação a 2007 foi de apenas 1%. O consumo absoluto de água foi 12% menor; nas manufaturas, caiu de 1,47 m3/t produzida para 1,29 m3/t produzida. Registramos aumento de 11% no consumo relativo. Leia mais em Água. A geração foi reduzida de 0,32 kg/t produzida para 0,27 kg/t produzida. Redução de 21%, de 0,0075 kg/t para 0,0059 kg/t vendido. Houve aumento na geração, de 46,60 kg/t produzida para 46,86 kg/t produzida. Leia mais em Resíduos Sólidos. O volume cresceu de 3,22 kg/t produzida para 3,95 kg/t produzida. Leia mais em Resíduos Sólidos. Veja os avanços, compromissos e andamentos dos planos em Biodiversidade. 28
reduzindo o impacto ambiental ficados para a reciclagem de materiais. Por isso, as unidades de Igarassu, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes e Garanhuns estão desenvolvendo um plano focado na gestão de fornecedores da região. O mapeamento local foi iniciado em 2012 e devemos ter avanços nesse sentido já no próximo ciclo de relato. Em relação às operações de não manufatura, nosso foco é a melhoria das formas de tratamento e disposição e, também, a redução do consumo de material. Um exemplo é o projeto para reduzir o uso de papel nos escritórios, desenvolvido pelos trainees, cuja aplicação ocorreu ao longo de 2012. Ainda, temos o desafio de aprimorar o monitoramento em outros espaços, como os centros de distribuição, que muitas vezes são gerenciados por terceiros e também dependem de ações de engajamento para alcançar melhores resultados. Desempenho em 2012 Em relação aos compromissos que estabelecemos para o ano, registramos bons resultados na redução da geração de resíduos perigosos. Nas manufaturas, atingimos nossa meta, sobretudo em função da diminuição da produção de resíduo de piche no refino de glicerina da fábrica de Valinhos. A fábrica de Goiânia também registrou redução no indicador, por causa das mudanças operacionais ocorridas em 2011 com o negócio de atomatados. Nas demais fábricas, houve aumento na geração de resíduo perigoso. Nas operações de não manufatura, o volume de resíduos perigosos teve redução de 21% em função da menor demanda de desativação de conservadoras de sorvete processo de destruição de equipamentos antigos, ultrapassados ou com problemas Geração específica de resíduos por operação Resíduos Perigosos (kg/t produzida) técnicos que impedem o seu funcionamento. Em relação aos resíduos não perigosos, tivemos dificuldade para alcançar as metas traçadas para o ano; de modo geral, o foco foi a melhoria da destinação de resíduos e não a diminuição de volume. Nas manufaturas, mantivemos nível semelhante ao registrado em 2011, com uma redução de 48% do volume de resíduos destinados para aterro sanitário. Resíduos Não Perigosos (kg/t produzida) ToTAL de resíduos (kg/t produzida) 2011 2012 2011 2012 2011 2012 Garanhuns 0,05 0,06 11,89 8,98 10,08 9,04 Goiânia 0,01 0,00 43,72 42,89 43,73 42,89 Igarassu 0,00 0,00 9,68 7,06 9,68 7,06 Indaiatuba 0,00 0,01 3,18 3,48 3,18 3,49 Pouso Alegre 0,04 0,05 173,29 188,71 173,33 188,76 Jaboatão dos Guararapes 0,05 0,23 165,55 166,86 165,60 167,09 Ipojuca 0,00 0,00 35,70 47,63 35,70 47,63 Valinhos 2,35 1,93 67,87 56,63 70,22 58,55 Vinhedo 0,51 0,47 16,84 16,97 17,35 17,44 Total Manufatura 0,32 0,27 46,60 46,85 46,53 47,13 Não manufatura (kg/ t comercializada) 0,01 0,01 3,22 3,95 3,10 3,96 Em não manufaturas, houve aumento expressivo porque, em 2012, passamos a monitorar os resíduos não perigosos gerados pela área de Merchandising. Não atingimos a meta de redução, mesmo não considerando na análise a meta traçada para os materiais produzidos pela área, devido ao aumento de resíduos de produtos não adequados para consumo que foram descaracterizados em nossos CDs. 29
reduzindo o impacto ambiental Porcentagem por tipo de destinação de resíduos Perigosos Não Perigosos 2010 2011 2012 2010 2011 2012 2012 Compostagem 0,00% 0,00% 0,00% 9,35% 19,51% 19,49% 19,38% Ração animal 0,00% 0,00% 0,00% 36,08% 49,09% 50,74% 50,46% Reutilização 13,05% 22,01% 28,75% 40,31% 7,96% 4,64% 4,77% Rerrefino 2,71% 2,87% 4,55% 0,00% 0,00% 0,00% 0,02% Reciclagem 3,73% 14,63% 56,15% 7,70% 13,76% 15,99% 16,21% Incineração 1,73% 0,48% 1,25% 0,54% 1,21% 0,00% 0,01% Coprocessamento 76,78% 57,01% 7,19% 0,00% 0,00% 2,59% 2,61% Aterro sanitário 2,01% 3,24% 2,12% 4,48% 6,32% 4,35% 4,33% Outros 0,00% 0,01% 0,09% 1,53% 2,14% 2,21% 2,20% Representatividade total de resíduos Estações de Reciclagem Desde 2001, a principal iniciativa da Unilever na etapa final do ciclo de vida do produto é o Programa Estações de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, que permite ao consumidor dar a correta destinação a embalagens, frascos e materiais diversos, como papel, vidro, plástico, metal e óleo de cozinha. Desenvolvido em parceria com um de nossos clientes no Brasil, o programa está presente em oito estados e no Distrito Federal, com estações instaladas em 124 lojas do varejo. As marcas OMO, AdeS, Knorr, Seda, Rexona e Comfort patrocinam a iniciativa. As estações são construídas com material reciclado e funcionam como Postos de Entrega Voluntária (PEVs). Em onze anos, coletamos mais de 64 mil toneladas de materiais para reciclagem. Somente em 2012, foram mais de 12 mil toneladas, 14% a mais do que no ano anterior. Após o descarte dos materiais, doamos o volume total a 37 cooperativas parceiras, o que gera postos de trabalho diretos e indiretos e beneficia mais de 1,7 mil famílias por mês. 30
reduzindo o impacto ambiental Em todas as operações de manufatura, nossa prioridade em 2012 foi a melhoria na destinação de resíduos sólidos. No final do período, conseguimos zerar o envio de materiais para aterro sanitário em quatro fábricas. 31
reduzindo o impacto ambiental Emissões Em âmbito global, a Unilever se compromete a reduzir pela metade o impacto dos gases de efeito estufa exercido por nossos produtos em todo o ciclo de vida até 2020. Por isso, procuramos melhorar os indicadores em todas as etapas do ciclo de vida do produto, desde o desenvolvimento do projeto e o uso de tecnologias e fontes de energia sustentáveis nos processos fabris até a distribuição. Nesse sentido, também trabalhamos com a utilização de veículos e modais logísticos mais eficientes, em parceria com nossos fornecedores e distribuidores, e a promoção da mudança de hábito dos consumidores de nossas marcas. No Brasil, conquistamos avanços importantes nos últimos anos, tanto no monitoramento e gestão de indicadores quanto na redução da pegada de emissão no ciclo de vida. Em 2012, encerramos o prazo da nossa meta traçada ainda em 2008, na estratégia UB2012: chegar ao final do ano com volume de emissões de GEE inferior (em volume absoluto) ao ano de 2007, nível que vínhamos mantendo desde 2008. Registrarmos ótimos resultados ao longo desses anos, e mantivemos as emissões em níveis inferiores a 2007 no período entre 2008 e 2011. No entanto, não foi possível atingir essa meta em 2012, sobretudo por causa do aumento de 134% no coeficiente que utilizamos para calcular as emissões de eletricidade, fornecido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Em relação à cadeia de fornecimento, temos programas estruturados de engajamento e avaliação que consideram aspectos socioambientais (leia mais em Melhorando as Condições de Vida e Trabalho). Nossos clientes também são permanentemente engajados sobre suas responsabilidades e atividades logísticas, assim como os consumidores são constantemente convidados a adotar hábitos que reduzem as emissões de GEE, como a utilização de produtos líquidos concentrados, por meio de ações de comunicação e da atuação dos promotores de venda. Na cadeia de distribuição, avançamos com a estruturação de um grupo global, sediado na Suíça, dedicado à discussão e à troca de experiências de redução de impacto. Menor impacto na logística No Plano de Sustentabilidade da Unilever, assumimos o compromisso de reduzir 40% da nossa intensidade de emissões da logística até 2020. Assim, desenvolvemos uma série de projetos Eficiência nas fábricas Ações adotadas nas manufaturas em 2012 permitiram a redução de 3.688 toneladas equivalentes de CO2 em nosso total de emissões. Em Garanhuns (PE), registramos queda no indicador, com redução de 18,04 CO2e, resultante de iniciativas para reduzir o consumo de energia, da otimização do uso de equipamentos elétricos (como compressores de ar e sistemas de ventilação forçada) e da adoção de óleo vegetal utilizado como combustível da caldeira da planta desde 2011. Em Pouso Alegre (MG), alcançamos resultados positivos com a troca de nossas caldeiras de óleo combustível (BPF) por uma movida a biomassa. Essa nova tecnologia foi capaz de gerar, desde sua instalação, em agosto de 2012, redução de 3.569 tco2e, devido à economia de 67% de óleo BPF. Com uso de cavaco de madeira, o equipamento, composto de uma chaminé de 30 metros e um silo com capacidade de 800 metros cúbicos, ampliou a matriz de energia limpa da fábrica. Em Indaiatuba (SP), o desligamento dos compressores no horário de pico (18h às 21h) também gerou uma redução de 89,79 tco2e (leia mais em Energia). 32
reduzindo o impacto ambiental Emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa (tco2e) 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Escopo 1 107.111 105.077 96.952 100.055 92.015 95.813 Escopo 2 21.722 21.310 11.551 25.566 13.676 36.416 Escopo 3 127.860 125.433 114.080 129.261 122.782 126.644 Total 256.693 251.820 222.582 254.882 228.473 258.872 CompARATivo das emissões de gases de efeito estufa 2011/2012 Variação absoluta em tco2e Escopo 1 3.798 4% Escopo 2 22.740 166% Escopo 3 3.862 1% Total 30.399 11% VARiação percentual com nossos clientes, fornecedores e outros parceiros, visando à otimização do transporte para reduzir a quilometragem rodada e à maior ocupação dos veículos (leia mais em Clientes). Em 2012, conseguimos evitar a emissão de 16.129 tco2e, volume equivalente a 268 caminhões que deixaram de rodar. Inventário de emissões Principal ferramenta para a gestão de nossas emissões de gases de efeito estufa no Brasil, o inventário de emissões é, desde 2008, elaborado com base no GHG Protocol. Gradativamente, ampliamos a abrangência de nosso inventário; hoje, ele contempla não apenas nossas emissões diretas e provenientes da compra de energia elétrica (escopos 1 e 2), mas também as emissões indiretas (escopo 3), como as originadas na logística de distribuição de produtos em nossos ter- ceiros contratados para esse fim. Possuímos a classificação de nível Ouro, que conquistamos pela primeira vez em 2010, o que atesta a confiabilidade dos dados do inventário, que passa por auditoria externa. Em 2012, não cumprimos a meta de manter nossas emissões de GEE abaixo do valor absoluto do ano de 2007. O fator que mais contribuiu para esse desempenho foi o aumento de 134% no coeficiente que utilizamos para calcular as emissões de eletricidade, fornecido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Se o fator de conversão tivesse se mantido em linha com o dos últimos anos, teríamos alcançado esse objetivo com tranquilidade. Em 2012, as emissões da Unilever Brasil ficaram 1% acima do período de referência. Em relação a 2011, porém, nosso total de emissões aumentou 13%, totalizando 258.872,43 tco2e. 33
reduzindo o impacto ambiental Em 2012, mudanças na gestão e nas operações de algumas fábricas permitiram uma redução de 12% no consumo relativo de água, na comparação com 2011. A meta para o período era 5%. 34
reduzindo o impacto ambiental Água A gestão da água na Unilever Brasil se divide entre projetos de ecoeficiência nas fábricas, escritórios, centros de pesquisa e desenvolvimento e distribuição, e ações educativas voltadas aos nossos consumidores, para estimular o uso responsável do recurso na hora de manusear nossos produtos. A maior parte da nossa pegada está associada à categoria de detergentes e amaciantes (38%), seguida de produtos de higiene pessoal como sabonetes, gel para banho e itens de cuidados com a pele (37%). As unidades que mais requerem água em seus processos produtivos são as da categoria de alimentos, por conta de sua composição e da necessidade de limpezas e lavagens a mais nas linhas de produção, para garantir a qualidade. Internamente, também temos projetos de eficiência operacional e conscientização dos funcionários. Em 2012, tivemos uma redução de 12% no consumo relativo de água em relação a 2011, ante uma meta de 5%. Esse resultado foi influenciado principalmente pelas fábricas de Goiânia, Valinhos e Jaboatão dos Guararapes. As duas primeiras tiveram parte de suas operações modificadas no início de 2011, com a venda do negócio de atomatados para a Cargill e o encerramento da produção de margarinas, respectivamente. Mesmo assim, na comparação entre os meses em que já não contávamos com essas operações, a redução foi de 24% e 8%, respectivamente. A única fábrica que apresentou aumento significativo do consumo absoluto de água foi Vinhedo, causado, principalmente, Porcentagem do total de consumo de água por operação Operação 2010 2011 2012 Garanhuns 0% 0% 0% Goiânia 44% 22% 17% Igarassu 1% 1% 2% Indaiatuba 6% 8% 8% Pouso Alegre 15% 24% 28% Jaboatão 9% 13% 11% Ipojuca 1% 2% 2% Valinhos 15% 16% 16% Vinhedo 7% 10% 12% Não manufatura1 2% 3% 4% (1) Valores alterados em relação ao último relatório devido a erro de cálculo. pelo aumento da produção. Outra influência de menor importância foi um projeto de qualidade que demandou maior volume de água para limpeza e sanitização das linhas de envase. Em relação às operações de não manufatura, tivemos um Consumo relativo (m3/t) 2011 2012 Garanhuns 0,23 0,17 Goiânia 3,43 2,59 Igarassu 0,39 0,28 Indaiatuba2 0,30 0,30 Pouso Alegre 2,58 2,61 Jaboatão dos Guararapes 6,14 4,92 Ipojuca 0,94 0,95 Valinhos 2,32 2,19 Vinhedo 1,19 1,21 Total manufatura 1,47 1,29 Total não manufatura 0,06 0,06 (2) Revisamos o histórico de água de abastecimento de Indaiatuba considerando o consumo de água mineral. aumento de 11% no indicador relativo, por causa do aumento considerável no consumo de água dos centros de distribuição. Um vazamento na válvula de entrada de água e a limpeza da caixa d água no CD Nilcen e o maior número de funcionários no 35
reduzindo o impacto ambiental Porcentagem de água reciclada/reutilizada em relação ao total consumido 2010 2011 2012 Total Unilever 11% 7% 9% Garanhuns 0% 0% 0% Goiânia 16% 3% 5% Igarassu 0% 6% 13% Indaiatuba 57% 61% 63% Pouso Alegre 0% 1% 1% Jaboatão dos Guararapes 0% 0% 0% Ipojuca 19% 20% 18% Valinhos 0% 1% 6% Vinhedo 2% 4% 6% Não manufatura 0% 0% 0% Percentual de água utilizada por fonte (manufaturas e não manufaturas) Água de superfície (rios, lagos, áreas úmidas, oceanos) 2010 2011 2012 56% 36% 31% Água subterrânea 35% 47% 55% Abastecimento municipal ou outras empresas de abastecimento 9% 17% 14% CD Louveira são fatos que contribuíram de forma significativa para não atingirmos a meta de reduzir o consumo em 4%, em metros cúbicos por tonelada produzida, nesses locais. Outras operações de não manufatura que registraram aumento no consumo de água foram os escritórios JK2 e Rochaverá. Isso ocorreu por causa do aumento da demanda dos usuários, predominantemente no uso do ar condicionado. 36
reduzindo o impacto ambiental Efluentes Nossas práticas de gestão de efluentes envolvem ações para melhorar o tratamento e reduzir a geração nas nossas operações o que também é impactado pelas metas de consumo de água. Em 2012, reduzimos em 9% a geração de efluentes, resultado decorrente, principalmente, de melhorias adotadas nas fábricas de Goiânia e Valinhos. Para assegurar a qualidade do efluente tratado, monitoramos alguns padrões de qualidade, como a demanda química de oxigênio (DQO). Considerando todas as operações no Brasil, registramos uma redução de cerca de 60% da DQO, influenciada, sobretudo, por Jaboatão e Valinhos. Corpos hídricos De acordo com os critérios da GRI, todas as nossas operações, com exceção de Garanhuns e Igarassu, impactam significativamente os corpos d água porque lançam seus descartes em rios. Esse descarte não representa 5% da vazão do corpo d água com exceção de Ipojuca, que utiliza um riacho que não é perene e segue o que é determinado em outorga pelo órgão ambiental. Os efluentes gerados pelas atividades da Unilever também obedecem parâmetros superiores aos previstos pela resolução Conama 430/2011, que regula esse aspecto. De acordo com a classificação do órgão ambiental, apenas o Córrego Ribeirão Pinheiro e o Rio Capivari, onde Valinhos e Vinhedo fazem seus descartes, são considerados sensíveis. O primeiro é um rio que tem como função a proteção de comunidades aquáticas e o consumo humano após tratamento; o segundo tem a função de abastecimento humano após tratamento. Já os demais corpos hídricos utilizados em nossos descartes podem ter funções apenas de navegação e paisagística, sendo considerados menos sensíveis. Com base nessas informações e nas opiniões de especialistas, é possível afirmar que apenas os corpos d água onde Valinhos e Vinhedo despejam seus efluentes têm alto e médio valor de biodiversidade, respectivamente. Energia Em nossas manufaturas, registramos uma redução de 8,6% no consumo de energia não renovável (Escopo 1) em relação a 2011. Esse resultado se deve, principalmente, a melhorias no consumo de gás natural da fábrica de Indaiatuba, com a otimização de vazão da produção, e às mudanças operacionais de Valinhos que, em 2011, ainda teve indicadores impactados pelo negócio de margarinas, desativado em abril daquele ano. A exceção é a fábrica de Igarassu, onde houve um aumento no consumo de gás natural por causa do aumento na produção, para melhor atender à demanda da região Nordeste. Porém, esse aumento não foi significativo para o resultado total das manufaturas. O consumo previsto no Escopo 2, proveniente da aquisição de energia elétrica e térmica, registrou aumento em 2012. A maior parte desse consumo está nos centros de distribuição e nas conservadoras de sorvete nos pontos de venda. Entre as fábricas, Indaiatuba e Valinhos utilizam o maior percentual de energia na Unilever, seguidas por Pouso Alegre e Jaboatão dos Guararapes. Considerando o uso de energia direta e indireta (GJ por to- Reduzimos o consumo de energia não renovável em 8,6% nas manufaturas; nas não manufaturas, a queda foi de 42%. 37
reduzindo o impacto ambiental Consumo total de energia (Escopos 1 e 2) Manufatura (GJ/t produzida) Não manufatura (GJ/t comercializada) 2010 2011 2012 1,614 1,231 1,165 0,471 0,557 0,653 Escopo 1 Porcentagem de energia Renovável e Não renovável utilizada 2010 2011 2012 Renovável 42% 18% 21% Não renovável 58% 82% 79% nelada produzida ou comercializada), a redução nas manufaturas foi de 5% e o aumento nas operações de não manufatura, de 28%. Esse crescimento é decorrente, sobretudo, do consumo de eletricidade das conservadoras de sorvete, que subiu com a compra de mais equipamentos ao longo do ano, ao mesmo tempo em que diminuíram as desativações dos refrigeradores. Além disso, reavaliamos com o fornecedor o fator de consumo de eletricidade por modelo de conservadora, o que também influenciou no resultado do período. Nas não manufaturas, reduzimos em 42% nosso total de energia não renovável, com iniciativas como a redução de consumo de gasolina em nossa frota de vendas de sorvetes, por conta da Política de Etanol, implantada em 2011. Essa política contribuiu significativamente para termos um aumento de 44% no consumo de energia renovável. Além disso, também reduzimos o consumo em nossas operações de assistência técnica, pois parte da frota foi terceirizada em 2012. Trabalho remoto Em relação à redução de energia indireta, o principal ganho, durante o ano, foi o incentivo à prática de home office para funcionários a partir do nível de coordenação de nosso principal escritório, em São Paulo. Em pesquisa realizada meses após a adoção da prática, no meio do ano, constatamos que 21% do público elegível faz uso do home office até duas vezes por mês; 35%, uma vez por semana; e outros 7%, duas vezes por semana. Levando em consideração esse estudo, a distância que deixou de ser percorrida com base na média amostral das distâncias das moradias até o escritório e considerando que essa população se desloque, principalmente, com carro a gasolina, é possível alcançar uma redução de aproximadamente 1500 GJ no consumo, evitando, ainda, a emissão de 100 tco2e. 38
melhorando as condições de vida e trabalho Gestão de fornecedores Compras Responsáveis Engajamento de fornecedores 39
melhorando as condições de vida e trabalho Crescimento conjunto Ações na cadeia têm o objetivo de fomentar o desenvolvimento de fornecedores e dos nossos próprios negócios de forma sustentável No Brasil, nossa cadeia de suprimentos é composta de aproximadamente 6 mil empresas de diferentes portes, categorias e regiões, instaladas no país e em outros mercados com os quais negociamos. Três categorias centrais compõem nosso total de fornecedores: de itens produtivos (insumos usados na fabricação de nossos produtos, como embalagens, ingredientes, químicos e commodities), logísticos (que nos apoiam no armazenamento e distribuição da produção e de algumas matérias- -primas que utilizamos) e de itens não produtivos (como fornecedores de máquinas, materiais de escritório e equipamentos, por exemplo). Consideramos locais todos os fornecedores que possuem operações instaladas no Brasil. Hoje, os gastos com fornecedores locais de itens produtivos equivalem a 89% do volume de compra. Desse total, 62% fornecem matérias-primas e 38%, embalagens. Até 2014, nossa meta é realizar um mapeamento e compreender a localização dos fornecedores por região do país, considerando se suas instalações estão nas regiões metropolitanas ou Estados de nossas operações, por exemplo. Em 2012, para identificar o percentual de volume de compra em conformidade com os padrões da Unilever, realizamos uma análise a partir dos gastos com fornecedores. Essa análise foi realizada considerando que 20% dos fornecedores representam 80% dos gastos (leia mais em Compras Responsáveis). Nossos principais avanços no período, no entanto, ocorreram no diálogo e no monitoramento desses parceiros estratégicos (veja mais em Engajamento de Fornecedores). Também avançamos no conhecimento das práticas dessas empresas ao aplicar um questionário focado em direitos humanos, práticas trabalhistas e outros temas de sustentabilidade, para que nossos 6 mil fornecedores nos apresentem seus compromissos e diretrizes em relação a esse aspecto. PARCEIROS certificados Uma das metas mais complexas em relação às práticas de compras é a obtenção de 100% da matéria-prima agrícola de fontes sustentáveis e renováveis, certificadas até o ano de 2020. Essa meta engloba as dez matérias-primas agrícolas de maior Nossas metas globais Fornecedores Até 2020, reuniremos mais de 500 mil pequenos agricultores e distribuidores em nossa cadeia de suprimentos. Recurso sustentável Até 2020, 100% da nossa fonte de matéria-prima agrícola será sustentável. Público interno Até 2020, reduziremos a taxa de frequência de acidentes registrados em nossas fábricas e escritórios em até 50%, comparado ao ano de 2008. Fornecedores no Brasil Proporção de gastos com fornecedores locais 2010 2011 2012 99% 99% 89% Nota: a base de cálculo para itens produtivos foi alterada em 2012, realizada pelo valor real de gasto (spend) com fornecedores, refletindo na variação. CATegoria de fornecedor Itens produtivos 508 Itens não produtivos 5.396 Serviços logísticos 188 Total 6.092 Número de fornecedores 40
melhorando as condições de vida e trabalho Em 2012, fomos a primeira empresa no mundo a comprar créditos de açúcar da Bonsucro, associação que desenvolve um programa de certificação para a indústria sucroalcooleira a fim de promover boas práticas socioambientais. No período, demos suporte à produção sustentável de 3,2 mil toneladas de açúcar com a compra desses créditos. Até 2016, 100% de nossas compras de açúcar virão de fonte sustentável e certificada Bonsucro, com metas anuais de 15 mil (2013), 30 mil (2014) e 40 mil toneladas (2015). volume as chamadas Top 10, que correspondem a 70% do volume global. Consideramos esse compromisso desafiador, uma vez que dois terços de todas as nossas aquisições de insumos globais vêm de fontes agrícolas. Para atingir essa meta, portanto, buscamos trabalhar com fornecedores comprometidos com boas práticas de sustentabilidade ao redor do mundo. Em relação ao óleo de palma, que representa 17% do total de compras de insumos agrícolas mundialmente na Unilever, a meta é ainda mais ousada: toda nossa aquisição será de fontes certificadas até 2015. No Brasil, 100% do óleo de palma é adquirido de fornecedores membros do RSPO (Roundtable on Sustainable Palm Oil), organização internacional que reúne produtores, distribuidores e outros stakeholders interessados em promover o uso desse insumo de forma sustentável. Ao adquirir certificados do RSPO, a Unilever contribui para o mercado de bônus nesse segmento e para o próprio desenvolvimento e disseminação de boas práticas no setor. Da mesma forma, quase 100% do papel e papelão que utilizamos provêm de florestas manejadas de forma sustentável e certificadas pelos selos FSC (Forest Stewardship Council) ou PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification). Em 2012, a Unilever aderiu também ao Global Traceability System (GTS), programa auditável para consulta de volume de fornecimento de materiais (papel e papelão) certificados e não certificados. Em relação à soja, nossas práticas seguem a mesma orientação que adotamos na aquisição dos insumos citados acima. Compramos certificados da Round Table on Responsible Soy Association (RTRS), que equivalem a 95% do óleo de soja e da soja adquirida para a produção da Unilever no Brasil. Compras responsáveis Nossos procedimentos para assegurar práticas responsáveis em nossa cadeia de fornecimento consideram a gestão e o monitoramento dos parceiros comerciais de acordo com seu porte, localização e segmento de atuação. Em 2012, demos continuidade à implementação, no Brasil, da plataforma Unilever Supplier Qualification System (USQS), desenvolvida para organizar a gestão de todos os fornecedores de itens produtivos e de alguns de itens não produtivos e de logística. A USQS reúne o cadastro da nossa cadeia de suprimentos e ajuda a área de Compras a compreender melhor os potenciais riscos de compra de determinados insumos e materiais em todas as regiões, além de incentivar esse público a melhorar seus padrões e acelerar o processo de qualificação dos nossos parceiros. Todos os fornecedores de itens produtivos da Unilever Brasil devem estar cadastrados no sistema USQS, porém nem todos finalizaram o processo todo até o fim de 2012. A plataforma compreende três etapas (registro, avaliação e auditoria), e 41
melhorando as condições de vida e trabalho cada etapa deve ser cumprida segundo a criticidade identificada do fornecedor. Como subprocesso desse sistema, o programa Compras Responsáveis (Responsible Sourcing), também da Unilever global e voltado para todos os parceiros na cadeia de itens produtivos, é aplicado no Brasil desde 2011. Com o Compras Responsáveis, passamos a mapear, monitorar e controlar aspectos relevantes de cerca de 600 empresas, contemplando, sobretudo, questões sociais, ambientais e trabalhistas. Essa classificação possui diferentes níveis de risco e, para os mais altos, é obrigatória a realização de auditorias. Esses procedimentos começaram a ser feitos em 2011 e, em 2012, 202 fornecedores da Unilever Brasil foram classificados como de alto risco e 72, como de médio risco. Nossa meta era ter 100% dos fornecedores aprovados até o fim de 2012, mas o prazo foi estendido até março de 2013. No encerramento do período, o índice de aprovação no sistema do Compras Responsáveis atingiu 80% das empresas que fornecem para o Brasil ou não precisam de aprovação. qualidade assegurada Além dos aspectos socioambientais contemplados pelo Responsible Sourcing, a Unilever Brasil também faz avaliações de qualidade dos nossos fornecedores por meio do Supplier Quality Assurance (SQA, na sigla em inglês, ou Sistema de Aprovação de Qualidade de Fornecedores). Assim como o Responsible Sourcing, o SQA também é um subprocesso da plataforma USQS, que tem o objetivo de analisar os insumos que chegam às fábricas com base em protocolos internacionais e práticas de produção aceitas globalmente. Toda a nossa cadeia de fornecimento de itens produtivos passa pelo SQA, sendo que os da categoria de médio risco, que representam 38% do total, passam por auditoria a cada dois anos, e os 14% que fornecem materiais altamente críticos passam por esse processo todos os anos. Cerca de 77% das empresas que fornecem para o Brasil estão aprovadas ou não precisam passar pela aprovação do SQA. EngajAMENTO de fornecedores Outras atividades destinadas aos fornecedores são centradas nas Engagement Waves, ou Ondas de Engajamento, que ocorrem anualmente e são compostas de encontros com alguns fornecedores mais significativos tanto em relação à qualidade do serviço prestado quanto à sua importância estratégica para a Unilever Brasil. Toda a nossa cadeia de itens produtivos passa por processos que ajudam a mapear, monitorar e controlar aspectos que envolvem questões sociais, ambientais e trabalhistas. Durante os encontros, nossos parceiros conhecem as metas da Unilever para o ano de 2020, com base no Plano de Sustentabilidade, bem como a respectiva evolução de cada uma delas, e são convidados a colaborar ativamente com esses compromissos, pensando em soluções eficientes de negócio e boas práticas de sustentabilidade que podem ser adotadas por eles e pela Unilever. Em 2012, realizamos um workshop com 64 fornecedores para incentivá-los e orientá-los a respeito da prática de comunicação de desempenho socioambiental, tomando como base as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI), utilizadas pela Unilever Brasil em seus processos de relato. Independentemente da publicação do Relatório de Sustentabilidade, entendemos que os indicadores propostos pela GRI são muito úteis para a boa governança, para a garantia de controle da cadeia de suprimentos e para a consequente imagem reputacional que se constrói. 42
pessoas Perfil dos funcionários Saúde e segurança Engajamento de funcionários Programa Feel Good Diversidade 43
pessoas Bem capital A gestão de pessoas na Unilever Brasil tem foco no desenvolvimento e satisfação dos funcionários, na retenção de talentos, na diversidade e na promoção da saúde e segurança ocupacional Na Unilever Brasil, há diversos aspectos que envolvem a gestão de pessoas. Nossas ações têm foco na satisfação dos funcionários, na melhoria do clima interno, na retenção e desenvolvimento de talentos e lideranças, na qualificação dos profissionais, na diversidade e na promoção da saúde e da segurança ocupacional nas operações. Uma das principais ferramentas para orientar a gestão de pessoas é a Global People Survey (GPS), ou pesquisa de clima organizacional. A cada dois anos, realizamos a consulta a todos os funcionários da empresa nas fábricas, escritórios, centros de distribuição e pontos de venda do Brasil, com o objetivo de identificar questões críticas e avanços sob a perspectiva do público interno. Além disso, também aplicamos a GPS Pulse, destinada a níveis gerenciais e acima, que monitora alguns aspectos da pesquisa bianual e é realizada em anos intercalados à GPS. A última Pulse ocorreu em 2011. Em 2012, a GPS foi realizada e alcançou um índice de engajamento de 77%, com 87% de participação dos funcionários. Pela primeira vez, falamos claramente sobre o tema da sustentabilidade para toda a companhia em 2010, usávamos o termo Responsabilidade Social Corporativa. Pelo levantamento, observamos que 79% dos funcionários concordam com as questões relacionadas à sustentabilidade, afirmando estar satisfeitos com a inclusão do tema em todos os aspectos do negócio e perceber como a sustentabilidade pode contribuir para os objetivos da companhia. Segundo eles, também há incentivo à adoção de práticas de trabalho ambientalmente corretas, como economia de energia e separação dos resíduos sólidos para reciclagem. Perfil dos funcionários Em 2012, mantivemos um número de funcionários estável em comparação ao ano anterior, com cerca de 13,2 mil pessoas. Nossas equipes estão distribuídas por todo o território nacional, em fábricas, centros de distribuição e pesquisa, escritórios e nas atividades de vendas e assistência técnica. A maior parte dos funcionários está na região Sudeste, onde também se localiza nossa sede administrativa. 44
pessoas No período, também buscamos avançar no mapeamento e análise dos profissionais terceirizados, contratados, sobretudo, para atividades como limpeza, segurança, atendimento ao consumidor no SAC, transporte e distribuição de mercadorias e funcionários. Mapeamos nossos principais contratos e buscamos, sempre que possível, estender nossas políticas e procedimentos para esses parceiros. A contratação de serviços, por exemplo, envolve uma série de políticas de gestão e a ciência a respeito do Código de Princípios de Negócios. A Unilever Brasil dispõe de política específica para a contratação de terceiros, que é de responsabilidade de cada área gestora da companhia. Em 2012, nosso volume de terceiros diminuiu significativamente; encerramos o período com 3 mil parceiros atuando em nossas instalações. Em 2012, alguns níveis funcionais tiveram reduções em relação a 2011. Isso ocorreu principalmente por conta de uma nova organização da operação no final das linhas de produção das fábricas de Goiânia e Pouso Alegre, bem como em função da reestruturação da escala de trabalho nas fábricas de Indaiatuba e Valinhos. Perfil da equipe Número de colaboradores por nível funcional 2010 2011 2012 Total Homens Mulheres Homens Mulheres Diretoria 122 75 48 72 49 Gerência 503 276 245 277 255 Administrativo 4.761 4.948 1.912 4.915 2.003 Produção 6.407 4.444 1.266 3.999 1.179 Aprendizes 83 41 28 109 35 Trainees 57 31 29 29 36 Estagiários 131 124 172 119 196 Total por gênero - 9.939 3.700 9.520 3.753 Total 12.064 13.639 13.273 Terceiros - 4.713 3.000 Total (com terceiros) - 18.352 16.273 Número de colaboradores por região 2010 2011 2012 Homens Região Sul 298 707 574 144 Região Sudeste 7.363 8.525 5.966 2.521 Regiões Centro- Oeste e Norte* 2.230 1.705 1.046 377 Região Nordeste 2.173 2.702 1.934 711 Total por gênero - - 9.520 3.753 Total 12.064 13.639 13.273 Mulheres 45
pessoas A pesquisa de clima mostrou que 79% dos funcionários concordam com as questões da sustentabilidade e afirmam estar satisfeitos com a inclusão do tema em todos os aspectos do negócio. 46
pessoas RoTATividade na Unilever Brasil Número total de trabalhadores desligados, por gênero 2010 2011 2012 Homens Mulheres Homens Mulheres Homens Mulheres Total por gênero 1.751 664 2.602 909 2.038 792 Total 2.415 3.511 2.830 Turnover Em relação aos índices de rotatividade, o principal desafio é reduzir o volume de desligamentos por ano e ampliar as políticas de retenção de talentos, sobretudo em cargos de liderança. Em 2012, o número de desligamentos foi de 2,8 mil, ante mais de 3,5 mil em 2011. Saúde e Segurança OCUPACIONAL Nos últimos anos, conquistamos avanços importantes em relação à saúde e segurança ocupacional dos funcionários, e caminhamos de forma consistente para atingirmos a meta de reduzir em 50% o número de acidentes de trabalho até 2020, em relação a 2008. Encerramos 2012 com uma taxa de frequência de acidentes de 0,65 no país, medida via Índice de Frequência de Acidentes com Lesão (TRFR, sigla do inglês Total Recordable Frequency Rate) portanto abaixo da nossa meta para o ano, de 1,14. Ao todo, três das nove manufaturas instaladas no Brasil (Garanhuns, Ipojuca e Vinhedo) registraram zero acidente, excluindo-se as ocorrências que só exigem primeiros socorros. Pouso Alegre registrou a menor frequência desde quando o indicador começou a ser monitorado, em 2002, com uma redução de 77% em relação a 2010. Goiânia também teve um bom desempenho, com redução de 61% no TRFR de 1,59 em 2011 para 0,63 em 2012. Dentre as unidades que registraram zero acidente, Vinhedo, no interior de São Paulo, também obteve um reconhecimento importante em 2012, por conta do índice reduzido de ocorrências e de suas campanhas de segurança. A unidade foi reconhecida como a vencedora do prêmio de segurança (Unilever Safety Awards), promovido pela Unilever global e apresentado durante o evento Global Compass Awards. Concorrendo com todas as unidades industriais da companhia ao redor do mundo, Vinhedo venceu os outros finalistas, da Índia e da Polônia, com seu programa de construção de cultura de segurança entre os funcionários, que resultou em um índice de zero acidente (exceto primeiros socorros) ao longo de mais de dois anos. 47
pessoas Taxa de lesões e acidentes de trabalho Índices de controle Unilever (dados monitorados globalmente) 2010 2011 2012 Atuação em não manufatura Atualmente, um dos principais desafios da gestão em saúde e segurança da Unilever Brasil está associado às operações de não manufatura, em que temos a oportunidade de trabalhar as questões de comportamento seguro dos funcionários de maneira estruturada, por meio de um programa que assegure que todas as pessoas estejam capacitadas para minimizar riscos e evitar acidentes. Essa orientação é especialmente relevante nos locais em que a nossa atuação é bastante restrita, como os vários pontos percorridos pelas equipes de merchandising e vendas que se encontram fora das nossas instalações e portanto em um ambiente não controlado pela Unilever. Para reduzir esses riscos e dar maior força a programas preventivos e de orientação, foi implementado o Comitê de Merchandising em 2012, a fim de identificar melhorias e sistematizar a atuação de segurança para a prevenção de acidentes desses profissionais. No período, o comitê ganhou capilaridade e envolveu mais áreas da companhia, abrindo espaço para a implementação de uma série de ferramentas para aprimorar a gestão do tema. Ainda assim, tivemos uma fatalidade no período, em decorrência de um acidente de trabalho com um de nossos promotores de vendas, na região Norte do país. Ele trabalhava em um ponto de venda, dentro do depósito de um cliente, e sofreu uma queda de escada. Como prática estabelecida da Unilever, após o incidente nosso time de Saúde prestou toda a assistência necessária à família do colaborador e, paralelamente, foi criado um time de SHE para merchandising, a fim de identificar melhorias para a segurança desses profissionais. Dentro das nossas instalações, conquistamos alguns avanços no campo da saúde e segurança em espaços como os centros logísticos, de pesquisa e desenvolvimento e escritórios. Nenhum acidente foi registrado nesses locais ao longo do ano, excluindo- -se os que exigem primeiros socorros. Isso contribuiu para reduzirmos em 33% a incidência de acidentes em nossas operações de não manufatura no Brasil. TRFR: TL: Taxa de lesões¹ 2,03 0,8 0,65 Acidentes com afastamentos (LTA) Acidentes nos quais houve a restrição à função atual (RWC) Acidentes que precisaram de cuidados médicos (MTC) Acidentes que precisaram somente de primeiros socorros (FAC) 11 16 15 10 4 1 12 12 8 140 101 84 Taxa NIFR² 0,67 0,41 0,31 IG (Índice de Gravidade)³ 0,27 0,31 0,34 1. Cálculo realizado com Número de lesões/total de horas trabalhadas x 1.000.000 (não estão incluídas pequenas lesões que requerem primeiros socorros). 2. Índice de acidentes de trânsito com funcionários, sem lesão, expresso em 1 milhão de quilômetros rodados. 3. Calculado pelos dias perdidos devidos a doenças gerais (não incluindo lesões e doenças ocupacionais) dividido pelo número efetivo médio de funcionários. 48
pessoas Taxa de dias perdidos (TDP) Taxa de dias perdidos Taxa de dias perdidos entre mulheres Taxa de dias perdidos entre homens 2010 2011 2012 8,00 5,59 8,55 ND ND 8,41 ND ND 7,12 Taxa de dias perdidos, por unidade operacional e gênero Geral Mulheres Homens Garanhuns 7,96 0,00 9,44 Goiânia 30,47 36,53 27,50 Igarassu 0,24 0,00 0,27 Indaiatuba 58,08 0,00 65,21 Recife 2,96 0,00 4,58 Pouso Alegre 5,87 8,33 5,06 Suape 0,00 0,00 0,00 Valinhos 4,72 6,05 4,01 Vinhedo 0,00 0,00 0,00 NM 5,33 9,56 0,84 TDP = Número de dias perdidos/total de horas trabalhadas x 200.000. Taxa de absenteísmo* Taxa de absenteísmo entre mulheres Taxa de absenteísmo entre homens 2010 2011 2012 1.662 1.908 1.834 ND ND 932 ND ND 387 Número de dias perdidos por lesões, doenças ocupacionais e outras doenças/total de horas trabalhadas x 200.000. * Considera dias perdidos por lesões, doenças ocupacionais e outras doenças. Líderes do futuro Em atividade há mais de 40 anos, o Programa de Trainees da Unilever Brasil é uma das ferramentas mais importantes de atração e formação de mão de obra qualificada para os cargos de liderança. Anualmente, realizamos um processo seletivo que contempla, em média, 46 mil inscrições para selecionar jovens talentos, que são integrados e capacitados para todas as esferas de gestão e negócio da companhia. Hoje, cerca de 21% dos cargos da alta gestão são ocupados por antigos participantes do programa, que possui extensão de três anos; da mesma forma, 43% das vagas em cargos gerenciais e de diretoria que abrimos durante o ano de 2012 foram preenchidas por colaboradores que já estavam na empresa, o que reflete nossa estratégia de priorizar a construção de carreiras de longo prazo. 49
pessoas O Programa de Trainees da Unilever Brasil existe há mais de 40 anos e recebe em média 46 mil inscrições por ano. Hoje, cerca de 21% dos cargos da alta gestão são ocupados por antigos participantes do programa. Como parte do plano de desenvolvimento de competências gerenciais, todos os trainees passam, um ano e meio após o ingresso na companhia, por uma etapa denominada Módulo de Gerenciamento de Projetos, que contempla a elaboração de iniciativas para treinamento nas ferramentas e técnicas de gestão de projetos da Unilever Brasil. Desde 2009, passamos a integrar essa etapa ao Plano de Sustentabilidade, definindo temas e prioridades que serão o conteúdo desses projetos. Essa prática dá à companhia uma grande capacidade de resposta a indicadores ou questões que precisam ser avaliados e solucionados. Os assuntos contemplam as diversas unidades de manufatura e não manufatura e, como critério central, elegemos o alinhamento do projeto aos temas mais relevantes da empresa, de acordo com o Plano de Sustentabilidade e a Matriz de Materialidade brasileira. Também consideramos a importância de iniciativas que visam aprimorar nossas ferramentas de gestão e ajudam na abordagem de alguns indicadores monitorados internamente. Como exemplo, uma das propostas apresentadas em 2011 deu início a um projeto piloto para avaliar os impactos da instalação de uma operação da Unilever nas comunidades de entorno fábricas, centros de distribuição ou escritórios, sem distinção. A ferramenta estuda os efeitos do nosso negócio nos campos social, ambiental e econômico, e começou a ser implantada em 2012, durante as obras do novo centro de distribuição construído na cidade de Pouso Alegre (MG). EngajAMENTO Desde 2008, com o planejamento estratégico proposto pelo UB 2012, conduzimos um processo de transformação da cultura do nosso negócio, com o objetivo de engajar os diversos públicos de relacionamento e desenvolver um modelo de crescimento que também permita a redução de impactos socioambientais. Entendemos que a participação de todas as equipes das fábricas, escritórios, centros logísticos e regionais de vendas na condução desse processo é essencial. Em 2012, aprofundamos esse conceito e aproximamos o conteúdo do Plano de Sustentabilidade ao cotidiano das equipes. Também mantivemos uma rotina de treinamentos para todos os novos colaboradores, para informá-los sobre as metas e objetivos que a Unilever Brasil deve cumprir desde a fase de integração. Nos escritórios, implantamos projetos para reduzir o consumo de água e promover a coleta seletiva nos ambientes internos, bem como para diminuir os gastos com papel. Também inserimos os temas socioambientais mais relevantes nas reuniões rotineiras de lideranças, equipes e fábricas, sempre que possível, para integrá-los às discussões a respeito da condução dos negócios e operações. Em consonância com nossa meta global de redução de impressões, desenvolvemos ações em âmbito nacional, para todos os usuários de computadores da Unilever, que envolvem o engajamento das equipes na redução de impacto. Entre 2011 e 2012, realizamos uma campanha que foi responsável, em apenas três meses, por uma redução média de 10% no volume total de impressões no edifício-sede da Unilever Brasil o que corresponde a cerca de 140 mil páginas impressas a menos por mês. Essa ação também foi reforçada por um projeto de trainees, implementado em 2012, que visou à conscientização dos colaboradores e à consequente redução do número de páginas impressas nos diferentes escritórios e unidades da Unilever. 50
pessoas Feel Good Desde 2011, concentramos nossos esforços na comunicação e nas práticas para fortalecer o pilar Feel Free, cujo objetivo central é permitir ao funcionário desenvolver regimes e rotinas de trabalho que permitam maior flexibilidade e qualidade de vida, sem comprometer seu desempenho, com base no conceito de Agile Work (trabalho ágil, em tradução livre). Ao longo de 2012, fortalecemos a implantação do Feel Free, sobretudo em nossas operações de escritório, e mapeamos um total de mais de 900 funcionários elegíveis ao regime de trabalho flexível e home office. Com isso, alcançamos adesão de mais de 30%, considerando gerentes e superiores. Essa política foi essencial para conseguirmos, em 2012, desativar o escritório JK2, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. Com 300 funcionários, a unidade, que abrigava parte das operações regionais da Unilever, foi transferida para o escritório JK1, onde já Diversidade na Unilever Brasil Percentual de funcionários, por gênero 2011 2012 contávamos com 1,3 mil funcionários. Também reordenamos as salas e espaços de reunião, para permitir atividades de tele e videoconferência e reduzir a necessidade de deslocamentos. Diversidade O tema diversidade é uma das questões críticas para a gestão de pessoas na Unilever Brasil. Nosso principal objetivo em relação ao tema é desenvolver um ambiente interno aberto à multiplicidade, caracterizando, em nossas operações, a complexidade da sociedade brasileira. Desde 2010, contamos com um Comitê de Diversidade que reúne lideranças responsáveis por pensar Homens Mulheres Homens Mulheres Diretoria 61% 39% 55% 45% Gerência 53% 47% 52% 48% Administrativo 72% 28% 71% 29% Produção 78% 22% 75% 25% Aprendizes 59% 41% 77% 23% Trainees 52% 48% 47% 53% Estagiários 42% 58% 42% 58% Total 73% 27% 71% 29% em ações de inclusão nos diferentes cargos e áreas da companhia em torno de três eixos: gêneros, inclusão (social e de pessoas com deficiência) e estilos de liderança. Em 2011, iniciamos um trabalho de mapeamento da diversidade na Unilever Brasil, que se estendeu ao longo de 2012 por ser um dos focos estratégicos da empresa. Nossa principal meta é alcançar o equilíbrio de gêneros até o ano de 2015, ampliando a presença de mulheres, sobretudo, em cargos de liderança. No entanto, durante o ano aumentamos a participação feminina em praticamente todos os níveis; o destaque é a diretoria, que aumentou em 6% a participação de mulheres (veja quadro). 51
responsabilidade pelo produto Práticas no ciclo de vida Marketing e comunicação responsável Publicidade Infantil 52
responsabilidade pelo produto A qualidade está no controle Preservar nosso próprio negócio nos traz uma responsabilidade que está além do rígido monitoramento dos processos e operações Na Unilever, as práticas para assegurar a qualidade do que produzimos se estendem às várias fases do ciclo de vida dos produtos, da criação e desenvolvimento até a rotulagem, fabricação, armazenamento, distribuição, comunicação de marca, venda e consumo. Obrigatoriamente, seguimos padrões que garantem que todo lançamento da empresa esteja de acordo com diretrizes globais de nutrição e saúde. Realizamos testes com produtos e embalagens para eliminar riscos e avaliar seu desempenho e qualidade ao longo de todos os processos. Nas fábricas, temos programas internos que permitem a checagem de amostras e sistemas de segurança capazes de identificar anormalidades durante a fabricação. Obedecemos às normas da indústria e desenvolvemos métodos próprios para armazenagem e distribuição conforme cada categoria de produto; nas fases de rotulagem, comunicação e venda, atuamos conforme nosso Código de Princípios de Negócios, políticas internas e a legislação brasileira e internacional, a fim de assegurar a transmissão de informação confiável às pessoas. Também procuramos envolver toda a cadeia em ações de eficiência e responsabilidade. Isso significa que, ao sair de uma fábrica, o produto tem de chegar às mãos do consumidor conforme nossos padrões globais de qualidade, independentemente do seu trajeto e da localidade em que está sendo comercializado. Por isso, a necessidade de envolver sempre o trabalho de clientes, fornecedores e parceiros comerciais nesses processos (veja na versão completa deste relatório nossas práticas no ciclo de vida do produto). Nossas políticas também determinam o uso de matérias-primas e insumos permitidos pela legislação dos países em que atuamos. Não aplicamos, no entanto, o Princípio da Precaução, que preconiza a não utilização de determinados produtos ou ingredientes sobre os quais haja incertezas científicas, como é o caso dos transgênicos. Marketing e comunicação Em 2012, a Unilever Brasil manteve a posição de segunda maior companhia do país em volume de anúncios, com um au- 53
responsabilidade pelo produto mento de 17,5% no volume de investimentos. Ao longo do ano, destinamos R$ 3,05 bilhões à publicidade e propaganda, segundo o Ibope, nas diferentes mídias disponíveis entre os canais eletrônicos e digitais e ações de merchandising nos pontos de venda. A forte atividade promocional reflete a dimensão do nosso negócio e nos impõe uma grande responsabilidade: o cuidado com temas como o consumo consciente e a promoção de boas práticas de comunicação como prioridades estratégicas para a companhia. Buscamos sempre estar em sintonia com as demandas e discussões da realidade brasileira, aderindo a iniciativas e compromissos do próprio país. Nesse sentido, temos participação ativa no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) alguns de nossos executivos ocupam cargos consultivos na entidade e seguimos suas normas na hora de elaborar a comunicação de nossas marcas e produtos. As áreas de Assuntos Governamentais e Jurídica também acompanham e contribuem nos debates na esfera legislativa, antecipando possíveis modificações nas normas brasileiras de marketing voltadas à indústria de bens de consumo. Como parte do nosso relacionamento com o Conar, acatamos e apoiamos decisões e recomendações do órgão que estejam ligadas à restrição, ao pedido de ajustes ou mesmo à retirada do ar de nossas propagandas. Em 2012, a Unilever Brasil não recebeu nenhuma multa significativa em relação a comunicações de marketing; no entanto, recebemos 14 representações no Conar ao longo do ano em 2011 foram 11, em função da repercussão de campanhas ligadas a marcas como Hellmann s (maionese e catchup), AdeS, Keratinology, Lux, Axe, TRESemmé, Close Up e Omo. Veja o encaminhamento dessas representações na versão completa deste relatório. Publicidade infantil Em relação à publicidade infantil, temos como princípio produzir peças de comunicação que estejam aliadas à promoção da melhoria da qualidade de vida, seja na alimentação, nos hábitos de higiene ou nos comportamentos cotidianos. Não minimizamos preço, não incentivamos as crianças a persuadir seus pais a comprar nossos produtos e procuramos sempre deixar claro o papel dos adultos e responsáveis sobre a orientação do perfil nutricional dos nossos produtos. Em concordância com nossos Princípios Globais de Marketing de Alimentos e Bebidas, não fazemos propaganda direcionada a crianças menores de 6 anos de idade e temos reduzido as práticas destinadas ao público infantojuvenil desde 2008 em todo o nosso portfólio. As comunicações da categoria de alimentos são destinadas somente para a faixa etária de 6 a 12 anos, em casos de produtos que estejam em linha com nosso Programa de Aprimoramento Nutricional (NEP, na sigla em inglês), com índices reduzidos de gorduras, açúcar e sódio. Desde 2009, somos signatários do Compromisso Público de Publicidade Responsável, que destaca alguns temas críticos relacionados à responsabilidade e à atuação das companhias da indústria de bens de consumo na comunicação dirigida a crianças. 54
processo de relato Materialidade Declaração de garantia Índice GRI 55
processo de relato Novo ciclo de comunicação Neste décimo relatório publicado pela Unilever Brasil, comunicamos nosso desempenho e nossos principais compromissos socioambientais Em continuidade ao ciclo de comunicação de desempenho socioambiental da Unilever Brasil, publicamos nosso décimo Relatório de Sustentabilidade, que contempla o período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2012. Mais uma vez, utilizamos as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) para a estruturação do relato, metodologia que adotamos pela primeira vez em 2006. Como principal avanço, em 2012 passamos a utilizar a versão G3.1, que agrega novos indicadores e informações em aspectos como diversidade e relações trabalhistas. Sob a coordenação do Comitê de Sustentabilidade desde 2010, o processo é uma importante ferramenta de gestão para a companhia e, mais uma vez, atingiu o nível de aplicação A+, com verificação de nível de aplicação pela GRI. Neste relatório, reunimos e tornamos públicas informações que remetem ao nosso desempenho socioambiental em todas as operações da Unilever no Brasil fábricas, escritórios e centros de distribuição. Para definir os conteúdos que compõem este relatório, voltamos a realizar um cruzamento entre os temas presentes no Plano de Sustentabilidade da Unilever, em seus três pilares (Melhorando a Saúde e o Bem-Estar, Reduzindo o Impacto Ambiental, Melhorando as Condições de Vida e Trabalho), e os temas mais relevantes para nossa gestão e comunicação segundo a percepção dos nossos públicos estratégicos, levantados a partir do processo de Materialidade (leia mais em Materialidade). O escopo das informações quantitativas e qualitativas não sofreu alterações significativas, com exceção da unificação das atividades de nossos escritórios JK1 e JK2 no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, resultando no fechamento do segundo em novembro, o que impactou nossa estrutura operacional. Assim como no ano anterior, esse processo foi submetido a verificação externa, assegurando nível A+ de aplicação conforme as diretrizes GRI, e à checagem de nível de aplicação da própria GRI. Nossa declaração de garantia foi novamente realizada pela BSD Consulting, que verificou as informações relatadas e nos apoiou na identificação de avanços e pontos de melhoria que ainda precisamos trabalhar nos próximos ciclos. Nosso Relatório de Sustentabilidade é uma importante ferramenta de gestão, mas também é o principal veículo de prestação de contas para os nossos diversos públicos de relacionamentos incluindo, mas não se limitando a fornecedores, clientes, funcionários, membros do Comitê de Sustentabilidade, consumidores, governos, instituições, comunidades e ONGs. A participação dos leitores, com sugestões, dúvidas, críticas e considerações sobre nosso processo de relato da sustentabilidade, é valorizada pela equipe responsável e pode ser realizada pelo e-mail sustentabilidade@unilever.com. Este relatório será publicado em duas versões: um PDF com o conteúdo completo e uma versão resumida em formato digital, ambos disponíveis para download no site da Unilever Brasil. Nesta última, tratamos somente dos temas que dizem respeito à Matriz de Materialidade, no intuito de apresentar aos nossos stakeholders um resumo de nossas principais iniciativas, estratégias e desafios em relação às questões mais relevantes para a natureza do negócio. Materialidade Consideramos que o desenvolvimento da Matriz de Materialidade é uma das principais ferramentas para a Unilever Brasil aprimorar e monitorar práticas de relacionamento e negócio que estejam em linha com o Plano de Sustentabilidade da companhia e com as expectativas dos nossos stakeholders. Mais que um instrumento para definir temas prioritários de relato, consideramos que os processos de materialidade que realizamos desde o ano de 2008, com diferentes níveis de complexidade têm sido essenciais para o encaminhamento de nossas ações e estratégias para a sustentabilidade. 56
processo de relato A matriz mais recente foi elaborada em 2011 e teve como principal desafio trazer, para a gestão, um mapeamento do cenário nacional que pudéssemos aliar às diretrizes do Plano de Sustentabilidade, de forma a encontrar abordagens próprias para as operações no Brasil. A orientação de cruzar temas relevantes segundo as expectativas e as necessidades dos nossos públicos estratégicos, aspectos da realidade brasileira e os desafios e compromissos que assumimos globalmente foi trabalhada em um processo de diálogo, que envolveu encontros presenciais e consultas telefônicas a mais de 40 pessoas entre fornecedores, consumidores, especialistas, clientes e representantes de ONGs, além da consulta interna a mais de 20 lideranças de diversas áreas da companhia, como Recursos Humanos, Vendas, Marketing, Jurídico, e do Comitê de Sustentabilidade. Gradualmente, com o mapeamento e a análise de questionários e dos assuntos que cada público considerou mais relevantes, identificamos oito temas prioritários para a gestão da sustentabilidade na Unilever Brasil (veja quadro). Temas prioritários da Unilever Brasil 1. Educação para o consumo consciente e novos hábitos de consumo 2. Inclusão de critérios socioambientais nos processos de tomada de decisão e no cotidiano dos negócios 3. Desenvolvimento de critérios de sustentabilidade para a seleção, a avaliação e a gestão de fornecedores, e de parcerias multissetoriais, quando aplicável 4. Desenvolvimento de práticas para minimizar o impacto ambiental durante o uso e o pós-consumo do produto, incluindo a gestão de resíduos sólidos, conforme estabelecido pela Lei Nacional de Resíduos Sólidos 5. Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em toda a cadeia de operações 6. Gestão dos impactos ambientais dos processos produtivos e análise dos impactos em todo o ciclo de vida dos produtos 7. Conscientização e engajamento do público interno em sustentabilidade 8. Comunicação transparente e práticas de marketing e propaganda responsáveis além dos critérios legais, especialmente para crianças 57
processo de relato Com o trabalho de mapeamento de públicos, buscamos entender de que forma se dá o relacionamento com as comunidades de entorno das nossas fábricas e quais os principais avanços e desafios desse diálogo em cada operação avaliada. Em 2012, optamos por dar continuidade ao trabalho de materialidade com o mapeamento dos públicos das nossas operações de manufatura do Brasil. Com o objetivo de aprimorar nossa gestão de temas críticos, adaptando-a às necessidades e contextos de cada uma das fábricas instaladas no Brasil, iniciamos um projeto piloto que contemplou mapeamentos em fontes secundárias como veículos de imprensa, órgãos públicos e documentos de referência da Unilever ou externos, questionários online e consultas telefônicas às nossas lideranças nas fábricas de Igarassu (PE), Pouso Alegre (MG), Valinhos (SP) e Vinhedo (SP). O processo buscou subsídios para entendermos de que forma se dá o relacionamento com as comunidades de entorno das plantas, que públicos se relacionam (ou deveriam se relacionar) com a Unilever Brasil de forma mais permanente e quais os principais avanços e desafios desse diálogo em cada uma das localidades ou operações avaliadas. Também analisamos de que forma o Plano de Sustentabilidade da Unilever foi disseminado para o público interno de cada uma dessas operações. Nesta fase piloto, entramos em contato com os gerentes de RH e SHE das quatro fábricas contempladas e obtivemos percepções importantes para orientar nossas práticas futuras de diálogo e engajamento com públicos estratégicos. Para além daqueles stakeholders com os quais nos relacionamos de forma mais sistemática, como clientes, fornecedores, funcionários e consumidores, acreditamos que a companhia pode estreitar laços, sobretudo, com as comunidades nas quais nossas operações fabris estão inseridas. Faz parte de nossa perspectiva de aprimoramento da gestão utilizar o diálogo estabelecido ao longo dos processos de materialidade e consulta aos públicos das operações como ferra- mentas de engajamento e comunicação, no intuito de integrar de modo efetivo a sustentabilidade a nossas práticas na cadeia de valor. Em 2013, vamos rever os temas da materialidade apenas internamente, sem envolver um processo de consulta de públicos externos, como divulgamos no relatório de 2011. O objetivo para o próximo ciclo é dar continuidade e concluir o trabalho de mapeamento de stakeholders das unidades fabris, iniciado em 2012, o que nos permitirá estruturar um processo mais amplo e representativo de consulta, dando maior consistência à próxima materialidade. 58
processo de relato Declaração de Garantia A BSD Consulting realizou a verificação independente do processo de elaboração do Relatório de Sustentabilidade de 2012 da Unilever Brasil, desenvolvido de acordo com as diretrizes da GRI G3.1 (Global Reporting Initiative). O processo de verificação aconteceu pelo terceiro ano consecutivo e tem o objetivo de proporcionar às partes interessadas da Unilever Brasil uma opinião independente sobre: a qualidade do relatório; os processos de engajamento com stakeholders; a aderência aos princípios da AA1000AS 2008; e a gestão de sustentabilidade da companhia. Independência Trabalhamos de forma independente e asseguramos que nenhum integrante da BSD mantém contratos de consultoria ou outros vínculos comerciais com a Unilever Brasil. A BSD Consulting é licenciada pela AccountAbility como provedor de garantia (AA1000 Licensed Assurance Provider), sob o registro 000-33. Nossa Competência A BSD Consulting é uma empresa especializada em sustentabilidade. Os trabalhos foram conduzidos por uma equipe de profissionais experientes e capacitados em processos de verificação externa. Responsabilidades da Unilever Brasil e da BSD A elaboração do Relatório de Sustentabilidade, bem como a definição de seu conteúdo é de responsabilidade da Unilever Brasil. A avaliação do relatório e a conferência do nível de aplicação GRI foram objeto de trabalho da BSD. Escopo e Limitações O escopo de nossos trabalhos inclui as informações da versão completa do Relatório de Sustentabilidade 2012 da Unilever Brasil, pelo período coberto pelo relatório. O processo de verificação independente foi conduzido de acordo com o padrão AA1000AS 2008 (AA1000 Assurance Standard 2008), na condição de verificação do Tipo 1, proporcionando um nível moderado de assurance. O processo abrange a avaliação da aderência do processo de prestação de contas da Unilever Brasil aos três princípios: Inclusão, Materialidade e Capacidade de Resposta. Metodologia A abordagem de verificação do processo AA1000 consistiu em: Avaliação do conteúdo do Relatório de Sustentabilidade 2012; Entendimento do processo de geração de informações para o Relatório de Sustentabilidade, considerando processo de engajamento e definição da materialidade; Pesquisa de informações públicas sobre o setor e a companhia (imprensa, sites e bases legais); Visita realizada na unidade de Vinhedo, no estado de São Paulo, para avaliar a gestão e os controles dos indicadores da unidade; Entrevistas com executivos, gestores e funcionários de áreas- -chave em relação à relevância e o contexto das informações para o relato e gestão; Quando relevante, confirmação de informações sobre o desempenho de sustentabilidade com o corpo diretivo da companhia; e Com base em testes amostrais, confirmação de informações do Relatório de Sustentabilidade com documentação-suporte, relatórios gerenciais internos e correspondências oficiais. Principais CONCLUSões Princípios AA1000AS Na visão da BSD Consulting, em 2012 a Unilever Brasil demonstrou evolução na gestão de sustentabilidade, abordando o tema de forma transversal nas diferentes áreas da empresa. Ressalta-se a importância de manter e ampliar o esforço para a 59
processo de relato consolidação do tema em seus processos de gestão. O engajamento de stakeholders está sendo aprimorado por meio do mapeamento das partes interessadas em unidades operacionais. Principais CONCLUSões sobre a Aderência AOS Princípios AA1000AS 2008 1. Inclusão aborda a participação de stakeholders no desenvolvimento de um PROCESSO de gestão de sustentabilidade TRANSPARENTE e estratégico. Em 2012, o processo de engajamento foi focado no mapeamento de partes interessadas de unidades operacionais, representando uma evolução na priorização de stakeholders. A Unilever possui alianças estratégicas com grandes parceiros comerciais. É importante avaliar a abordagem de engajamento para identificar a possibilidade de ampliar o relacionamento com pequenos varejistas e fornecedores, estimulando a adoção de práticas de gestão sustentáveis em sua cadeia. Do ponto de vista interno, é preciso manter e ampliar as iniciativas de engajamento do público interno para garantir o alinhamento estratégico. O próximo Relatório de Sustentabilidade poderá demonstrar de que forma o engajamento com stakeholders contribui para a gestão da sustentabilidade na Unilever por meio da apresentação de ações desenvolvidas para os temas relevantes e resultados atingidos. 2. Materialidade (ou Relevância) assuntos NECESSários para que os stakeholders tomem CONCLUSÕES sobre o desempenho econômico, SOCIAL e ambiental da organização. O processo de avaliação de temas materiais evoluiu em 2012, com o mapeamento de stakeholders nas unidades operacionais. A continuidade desse processo deverá contemplar uma nova avaliação de temas relevantes junto aos stakeholders prioritários da Unilever, considerando: o contexto da sustentabilidade (eventos positivos e negativos), mudanças significativas na organização, impactos passados e futuros, conflitos e dilemas entre grupos de stakeholders ou unidades operacionais. A Unilever se posiciona de forma consistente em relação aos temas críticos e dilemas do setor. Um exemplo é a apresentação de metas claras em relação à diminuição de sódio nos seus produtos, bem como ações programadas para atingir as metas. Além disso, destacam-se ações relacionadas à agricultura sustentável através da compras de matérias-primas de origem comprovadamente sustentável, e ao desenvolvimento de produtos mais sustentáveis. O relatório de sustentabilidade menciona alguns riscos socioambientais, tais como riscos quanto aos direitos humanos na cadeia de valor e riscos relacionado às mudanças climáticas. O conteúdo pode evoluir na apresentação de uma gestão de risco estruturada e integrada à gestão da sustentabilidade. 3. CAPACIDADE de Resposta aborda as ações TOMADAS pela organização em decorrência de demandas específicas de stakeholders. Assim como o relatório anterior, o Relatório de Sustentabilidade de 2012 está alinhado com o Plano de Sustentabilidade da companhia e com as demandas de seus stakeholders. A aderência às diretrizes GRI G3.1 é adequada, contemplando os principais temas materiais. Em 2012, observou-se um aprimoramento no sistema de coleta de indicadores. O processo de coleta dos indicadores ambientais foi estruturado pela intranet, possibilitando uma interação maior entre o corporativo e as unidades operacionais. A consolidação de indicadores sociais apresentou melhorias com o envolvimento direto das unidades, porém, é importante estabelecer um processo formal único para garantir a qualidade e a padronização das informações. Com exceção das informações ambientais, de saúde e segurança, e trabalhistas, ressalta-se a importância de sistematizar a coleta dos indicadores GRI ao longo do ano, propiciando o monitoramento contínuo, e integração das áreas com o processo de relato e a melhoria da qualidade das informações apresentadas. O relatório apresenta metas claras em relação aos temas materiais da Unilever Brasil. Entre elas estabeleceu até 2015 a meta de ter 100% de fornecedores agrícolas sustentáveis, de acordo com critérios predefinidos. A meta é mais ousada do que a estabelecida pela Unilever Global, que tem o prazo até 2020. 60
processo de relato A Unilever demonstra compromisso com a melhoria contínua da gestão de sustentabilidade ao utilizar os resultados do processo de assurance, definir e implementar ações prioritárias. Nível de Aplicação GRI-G3.1 Seguindo as orientações das diretrizes GRI-G3.1, a BSD declara que o relatório de sustentabilidade de 2012 da Unilever Brasil S.A. é classificado como Nível de Aplicação A+. O relatório apresenta informações sobre itens relacionados ao perfil da empresa e descreve os processos de gestão e abordagens da sustentabilidade. São fornecidas informações relacionadas a todas as categorias, aspectos e indicadores: econômico, ambiental, direitos humanos, práticas trabalhistas, sociedade e responsabilidade pelo produto, além dos indicadores do Suplemento Setorial Food Processing. São Paulo, 18 de março de 2013. BSD Consulting (Brasil) 61
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processo de relato Índice GRI Confira a localização e o nível de resposta dos indicadores GRI que apresentamos neste relato Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global 1.1. Mensagem da presidência 3 completo 1.2. Impactos, riscos e oportunidades 3, 10 parcial 2.1. Nome da organização 12 completo 2.2. Marcas, produtos e/ou serviços 6, 8, 12 completo 2.3. Estrutura operacional 6 completo 2.4. Localização da sede da organização 6 completo 2.5. Atuação geográfica 6, 8 completo 2.6. Natureza jurídica 14 completo 2.7. Mercados atendidos 6, 12 completo 2.8. Porte da organização 6, 7, versão PDF (completa) completo 2.9. Mudanças no ano Versão PDF (completa) completo 2.10. Prêmios e certificações Versão PDF (completa) completo 3.1. Período coberto pelo relatório 56 completo 3.2. Relatório anterior 56 completo 3.3. Periodicidade 56 completo 3.4. Dados para contato 56 completo 3.5. Definição do conteúdo 56, 57 completo 3.6. Limite do relatório 56 completo 3.7. Escopo do relatório 56 completo 3.8. Base para a elaboração do relatório 56 completo 3.9. Técnicas de medição e bases de cálculos Versão PDF (completa) completo 3.10. Reformulações de informações 56 completo 3.11. Mudanças significativas 56 completo 3.12. Sumário GRI 63 completo 3.13. Verificação externa 59 completo 4.1. Governança 41 completo 4.2. Identificação de se presidente do mais alto órgão de governança é também um executivo 14 completo 4.3. Conselheiros independentes 14 completo 63
processo de relato Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global 4.4. Canais de comunicação com o conselho Versão PDF (completa) completo 4.5. Remuneração por sustentabilidade 14 completo 4.6. Conflitos de interesse Versão PDF (completa) completo 4.7. Qualificações de conselheiros 14 parcial EC6. Gastos com fornecedores locais 40 completo EC7. Contratação local Versão PDF (completa) completo 6 EC8. Investimentos em infraestrutura Versão PDF (completa) completo EC9. Impactos econômicos indiretos 30, versão PDF (completa) parcial 4.8. Valores, códigos e princípios internos 8 completo Abordagem de gestão Desempenho ambiental completo 4.9. Atuação do conselho 14 completo 4.10. Autoavaliação do conselho 14 completo 4.11. Princípio da precaução 53 completo 4.12. Cartas, princípios e iniciativas Versão PDF (completa) completo 4.13. Participação em associações Versão PDF (completa) completo 4.14. Relação de stakeholders 16, 57 completo 4.15. Identificação de stakeholders 16, 50, 57 completo 4.16. Engajamento dos stakeholders 12, 50, 57 completo 4.17. Demandas de stakeholders 57 completo Abordagem de gestão desempenho econômico parcial EC1. DVA 7, versão PDF (completa) completo EC2. Mudanças climáticas Versão PDF (completa) completo EC3. Plano de pensão Versão PDF (completa) completo EC4. Subsídios Versão PDF (completa) completo EC5. Relação salário mínimo interno/local Versão PDF (completa) completo 1 EN1. Materiais utilizados Versão PDF (completa) completo 8 EN2. Materiais provenientes de reciclagem Versão PDF (completa) completo 8 e 9 EN3. Consumo de energia direta 38, versão PDF (completa) completo 8 EN4. Consumo de energia indireta Versão PDF (completa) completo 8 e 9 EN5. Energia economizada Versão PDF (completa) completo 8 EN6. Produtos e serviços ecoeficientes Versão PDF (completa) completo EN7. Redução do consumo de energia Versão PDF (completa) completo EN8. Água retirada por fonte 35 completo 8 e 9 EN9. Fontes hídricas afetadas 6 completo 8 EN10. Água reciclada e reutilizada 36 completo 8 EN11. Áreas protegidas Versão PDF (completa) completo 8 EN12. Impactos na biodiversidade Versão PDF (completa) completo 8 EN13. Hábitats protegidos ou restaurados Versão PDF (completa) completo EN14. Gestão de impactos na biodiversidade Versão PDF (completa) completo EN15. Lista vermelha da IUCN Versão PDF (completa) completo 64
processo de relato Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global EN16. Emissões diretas de gases do efeito estufa 32, 33 completo 8 EN17. Emissões indiretas de gases do efeito estufa 32 completo 8 EN18. Redução de emissões de gases de efeito estufa 32 completo 7, 8 e 9 EN19. Camada de ozônio Versão PDF (completa) completo 8 EN 20. NOx, SOx e outras emissões Versão PDF (completa) completo 8 EN21. Descarte de água Versão PDF (completa) completo 8 EN22. Peso total de resíduos 29, 30 completo 8 EN23. Derramamentos significativos Versão PDF (completa) completo 8 EN24. Resíduos perigosos transportados Versão PDF (completa) completo EN25. Corpos d água e hábitats afetados 36 completo EN26. Mitigação de impactos de produtos/serviços 30, 32 completo 7, 8 e 9 EN27. Produtos e embalagens recuperados Versão PDF (completa) completo 8 e 9 EN28. Não conformidade ambiental Versão PDF (completa) completo 8 EN29. Impactos de transportes 32 completo 8 EN30. Investimentos e gastos em proteção ambiental Versão PDF (completa) completo 7, 8 e 9 Abordagem de gestão Práticas trabalhistas completo LA1. Perfil dos funcionários 45 completo LA2. Taxa de rotatividade 47 completo 6 LA3. Benefícios aos funcionários Versão PDF (completa) completo LA4. Negociação coletiva Versão PDF (completa) completo 1, 2 e 3 LA5. Prazo mínimo para notificação com antecedência de mudanças operacionais Versão PDF (completa) completo LA6. Comitês de segurança e saúde Versão PDF (completa) completo 1, 2 e 3 LA7. Doenças ocupacionais, dias perdidos e óbitos 47, 48 completo 1 LA8. Programas de prevenção de doenças graves Versão PDF (completa) completo 1 LA9. Acordos com sindicatos sobre saúde e segurança Versão PDF (completa) completo 1 LA10. Média de horas por treinamento por ano Versão PDF (completa) completo 6 LA11. Aprendizagem contínua Versão PDF (completa) completo LA12. Desenvolvimento de carreira Versão PDF (completa) completo LA13. Diversidade 51, versão PDF (completa) completo 1 e 3 LA14. Proporção de salário homens/mulheres Versão PDF (completa) completo 1, 2 e 3 LA15. Retorno ao trabalho e taxas de retenção após licença-maternidade/paternidade, por gênero Abordagem de gestão Direitos humanos HR1. Cláusulas sobre direitos humanos em contratos de investimento Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) completo parcial completo HR2. Fornecedores avaliados em direitos humanos Versão PDF (completa) completo 1, 2, 3 e 4 HR3. Treinamento em direitos humanos Versão PDF (completa) completo HR4. Casos de discriminação na empresa Versão PDF (completa) completo 1, 2 e 3 HR5. Liberdade de associação Versão PDF (completa) parcial 1, 2 e 3 65
processo de relato Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global HR6. Trabalho infantil Versão PDF (completa) parcial 1, 2 e 3 HR7. Trabalho forçado ou escravo Versão PDF (completa) parcial 1, 2 e 3 HR8. Treinamento em aspectos de direitos humanos para pessoal de segurança HR9. Violações de direitos indígenas HR10. Percentual e número total de operações que tenham sido analisadas quanto aos riscos relacionados a direitos humanos e/ou os impactos desses riscos HR11. Número de reclamações relacionadas com os direitos humanos arquivadas, encaminhadas e resolvidas através de mecanismos formais de reclamação Abordagem de gestão Sociedade Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) completo Não material completo completo completo SO1. Gestão de impactos Versão PDF (completa) completo 10 SO2. Avaliações de riscos de corrupção Versão PDF (completa) completo 10 SO3. Treinamento anticorrupção Versão PDF (completa) completo 10 SO4. Casos de corrupção Versão PDF (completa) completo 10 SO5. Políticas públicas e lobbies 20, 54, versão PDF (completa) completo 10 SO9. Operações com impactos potenciais significativos ou impactos negativos reais sobre as comunidades locais SO10. Medidas de prevenção e mitigação implementadas nas operações com significativo potencial ou impactos negativos reais sobre as comunidades locais Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) Abordagem de gestão Responsabilidade sobre o produto parcial parcial completo PR1. Avaliação de impactos Versão PDF (completa) completo PR2. Não conformidade saúde e segurança do produto Versão PDF (completa) completo PR3. Rótulos de produtos Versão PDF (completa) completo PR4. Não conformidade rotulagem Versão PDF (completa) completo PR5. Satisfação do cliente Versão PDF (completa) completo PR6. Adesão às normas comunicação e marketing 54 completo PR7. Não conformidade comunicação e marketing 54 completo PR8. Violação de privacidade PR9. Não conformidade fornecimento e uso de produtos Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) Não material completo SO6. Contribuições a partidos políticos Versão PDF (completa) completo Abordagem de gestão ABASTECIMENTO completo SO7. Concorrência desleal Versão PDF (completa) completo SO8. Não conformidade com leis e regulamentos (tributos, trabalhistas, fraudes) Versão PDF (completa) completo FP1. Percentagem de volume comprado de fornecedores em conformidade com política de terceirização da organização Versão PDF (completa) completo 66
processo de relato Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global Indicadores gerais G3.1 Páginas Nível de resposta Pacto Global FP2. Percentagem de volume comprado que está em conformidade com a credibilidade e normas de produção responsável internacionalmente reconhecidas FP3. Percentagem de tempo trabalhado perdido devido a conflitos laborais e/ou greves 40, 41 completo Versão PDF (completa) completo FP11. Percentagem e total de animais criados e/ou transformados, por espécie e raça, por tipo de habitação FP12. Políticas e práticas em matéria de antibióticos, anti-inflamatórios, hormônios e/ou tratamentos para crescimento, por espécie e raça Não material Não material FP4. Natureza, alcance e eficácia de programas e práticas que envolvam acesso a estilos de vida saudáveis e alimentos saudáveis FP5. Percentagem do volume de produção fabricado em locais certificados no sistema de gestão de segurança alimentar 23 Versão PDF (completa) completo completo FP13. Número total de casos de descumprimentos significativos de leis e regulamentos, e a aderência aos padrões voluntários relacionados às práticas de transporte, manejo e abate dos animais terrestres e aquáticos Não material FP6. Percentagem do volume total de vendas de produtos de consumo com redução de gordura saturada e trans, sódio e adição de açúcares 23 completo FP7. Percentagem do volume total de vendas de produtos de consumo com aumento de ingredientes nutritivos FP8. Políticas e práticas de comunicação aos consumidores sobre ingredientes e informações nutricionais além das exigências legais FP9. Percentagem e total de animais criados e/ou transformados, por espécie e tipo de raça FP10. Políticas e práticas, por espécie e raça, relacionadas com alterações físicas e uso de anestésico Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) Versão PDF (completa) completo completo completo completo 67
créditos créditos CS Comitê de Sustentabilidade CE Conselho Executivo (em ordem alfabética) Time de Sustentabilidade Cristiane Lourenço Érica Ikuno Jorge Kostrisch Juliana Nunes CS Laís Rocha Lígia Camargo CS Conteúdo Alessandra Rondinelli CS Ana Aguilera Ana Cortez CS Ana Cortopassi Ana Paula Candido Ana Paula Duarte Anderson Hass Anderson Rocha Anderson Utembergue CS Andrea Salzano CS Betania Gattai Bruno Carramenha Carla Schuchmann Caroline Lima Carolina Reis Cecília Dias CS Claudia Cavalcante Claudio Weschler Crisley Oliveira Cristiana Amaral Daianne Galvão Daniela Bombonatti Eduardo Reis CE Elaine Molina Elizabeth Vargas CS Fabiola Carvalho Fernanda Marques Fernando Bigliazzi Fernando Fernandez CE Fernando Prado Fernando Rodrigueiro CS Gabriela Jacob Gilberto Soares Gisele Pavin Jeicy Caldas Jessica Custodio Joana Rudiger Jose Andreosi José Negrete CS/CE Juliana Barrichello Juliana Marra CS Juliana Torres Júlio Campos CS/CE Karina Zimerfeld Katrin Wrede Leonice Ferreira Luciana Tudeia Ludmila Lopez Marcelo Montovaneli Maria Luisa Lopez CS Maria Luisa Orlando CS Mariana Angerame Marina Yoko Mauricio Pinto Meire Odloak Miguel Ortiz Milton Brandt Nelcina Tropardi CS Newman Debs CE Paula Lopes Paulo Souza Rafael Zanetti Raul Fernando Rodriguez Renata Coltro Sergio Castro Sueli Cagliari Thaís Moreira Thaisa Proni Thaíssa Proni Uwe Hagemann Vannessa Silva Vanessa Toro Vanessa Vilar Viviane Feitoza Zelia Martini Consultoria GRI, redação e edição Report Sustentabilidade Revisão Assertiva Produções Editoriais Projeto gráfico, diagramação e produção gráfica Report Comunicação Assurance BSD Consulting Fotografia Acervo Unilever Na Lata UNPHOTO/Nicole Algranti (pág. 20) Família tipográfica FF Din, Albert-Jan Pool e Erik Spiekermann, 1994. Contatos sustentabilidade@unilever.com 68