AVALIAÇÃO POSTURAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL



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Transcrição:

AVALIAÇÃO POSTURAL EM ATLETAS DE VOLEIBOL Daniela da Silva Gonçalves Dias 1,Mariane Cristina Silva 2, Maria das Graças Bastos Licurci 3 1 Universidade do Vale do Paraíba(UNIVAP), Avenida Shishima Hifumi, 2911, danisgdias@yahoo.com.br 2 Universidade do Vale do Paraíba(UNIVAP), Avenida Shishima Hifumi, 2911, marianedejah@gmail.com 3 Universidade do Vale do Paraíba(UNIVAP), Avenida Shishima Hifumi, 2911, glicurci@univap.br Resumo- A avaliação da postura do atleta tem se tornado fundamental para a prevenção de algias e lesões, o que vem a garantir uma carreira mais longínqua e promissora aos atletas. O presente estudo teve como objetivo traçar o perfil postural de atletas mirim e infantil da equipe de voleibol do Projeto Atletacidadão de São José dos Campos. Foram avaliados 7 atletas do sexo feminino das categorias mirim e infantil, com idades entre 13 a 15 anos. A avaliação postural foi realizada através da tomada de fotos nas vistas anterior, posterior, lateral direita e esquerda, e, posteriormente, analisadas através do software SAPO. As principais ocorrências das alterações posturais foram: inclinação da cabeça para a esquerda, com anteriorização, elevação do ombro esquerdo, aumento da espinha ilíaca ântero-superior esquerda, joelhos valgos, escápula esquerda assimétrica, tronco inclinado para frente, retroversão da pelve, tendência a hiperextensão dos joelhos e inversão dos pés. Os resultados dessa pesquisa leva-nos a concluir que por se tratarem de atletas jovens, que vêm aumentando a sobrecarga em treinos, necessitam de maior atenção à avaliação postural e acompanhamento fisioterapêutico no ambiente de treinamento, para que se possa prevenir lesões, garantindo, assim, um melhor desempenho do atleta. Palavras-chave: avaliação postural, voleibol, fisioterapia, SAPO. Área do Conhecimento: Fisioterapia Introdução O voleibol trata-se de uma modalidade esportiva coletiva no qual duas equipes atuam em uma quadra de jogo dividida por uma rede, jogando a bola de uma equipe para a outra através de toques dados com as mãos e os braços, cuidando para que a bola não caia no solo da sua própria quadra e sim, depois da execução dos três toques permitidos, seja enviada para a outra quadra com o intuito de deixá-la tocar o solo do adversário. Por exigir muito do atleta, principalmente quando tratamos do esporte de alto nível, a incidência de lesões a nível de cintura escapular e membro inferior, podendo acarretar outras lesões a nível de coluna, membro superior, além de distensões e contraturas durante o jogo, apresenta um índice significativo quando comparado a outros esportes, tornando-se, assim, foco para diversos estudos científicos (CHIAPPA & COLABORADORES, 2001). Toda atividade física gera uma sobrecarga em algum ponto do aparelho locomotor. Se esta sobrecarga não ultrapassa a capacidade fisiológica do organismo de se recuperar, não há a instalação de um processo patológico. Caso contrário, a instalação de um processo patológico é quase que inevitável, dando-se, então, o surgimento das lesões.para que haja a prevenção dessas possíveis lesões, deve-se levar em conta a capacidade de se avaliar adequadamente as limitações de quem pratica o esporte associada ao conhecimento da magnitude e tipo de sobrecarga que a prática do esporte gera. Atletas bem condicionados sofrem um menor número de lesões. (PEDRINELLI, 2002). Sendo assim, a avaliação da postura do atleta, bem como a correlação com o seu lado dominante durante a prática do esporte, tem se tornado fundamental para a prevenção de algias e lesões futuras, o que, conseqüentemente, vem a garantir uma carreira mais longínqua e promissora aos atletas (MOREIRA et al, 2004). O presente estudo teve como objetivo traçar o perfil postural de atletas mirim e infantil da equipe de voleibol do Projeto Atleta-cidadão de São José dos Campos. Materiais e métodos Foram avaliados 7 atletas do sexo feminino das categorias mirim e infantil, com idades entre 13 a 15 anos, do Projeto Atleta-cidadão, de São José dos Campos. Os critérios de inclusão foram todos as atletas das equipes mirim e infantil que obtiveram consentimento dos pais e/ou responsáveis pelas atletas para a participação da pesquisa, sendo os critérios de exclusão as atletas lesionadas ou afastadas dos treinos no período da 1

avaliação, bem como o não-consentimento dos responsáveis pelas atletas, e ainda as atletas que não apresentaram disposição e interesse para tal pesquisa. Sendo este trabalho aprovado pelo comitê de ética através do protocolo nº Ll54/2004/CEP conforme a resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, prosseguimos da seguinte forma. As atletas receberam um termo de consentimento livre e esclarecido e após terem consentido em participar do estudo, foi realizado através do Software SAPO a avaliação Postural. Foi avaliado através de um questionário a quantidade e duração dos treino semanais, a realização de alongamento antes e após os treinos, e do tipo de atividade física realizada. Foram utilizados: uma câmera digital Sony (3.2 mega pixels), tripé, fita métrica, pequenas bolas de isopor brancas para uma melhor visualização dos pontos na foto, fita adesiva dupla face para fixá-las sobre os pontos anatômicos no sujeito, um espaço com cerca de 4 x 1 (para posicionamento do sujeito e espaço para enquadrar o sujeito na fotografia). Um computador com acesso internet (para instalação do SAPO). As fotografias para avaliação foram realizadas por um dos avaliadores e acompanhadas por dois avaliadores, com intuito de observar os pontos específicos selecionados. Foram realizadas, no setor de ortopedia na clínica da UNIVAP, onde as atletas vestiam shorts e top para permitir melhor análise. O protocolo SAPO é baseado na avaliação do sujeito por quatro vistas fotográficas diferentes: frontal anterior, frontal posterior, lateral direita e lateral esquerda. Para cada uma dessas vistas, pontos específicos foram selecionados. Vista anterior: glabela, lóbulo da orelha direita esquerda, mento, acrômio direito e esquerdo, manúbrio do esterno, espinha Ilíaca ânterosuperior direita e esquerda, trocanter maior do fêmur direito e esquerdo, linha articular do joelho direito e esquerdo, centro da patela direita e esquerda,tuberosidade da tíbia direita e esquerda, maléolo lateral direito e esquerdo. Vista posterior: ângulo inferior da escápula direita e esquerda, ponto de transição entre a margem medial e a espinha da escápula direita e esquerda, processos espinhosos C7, T3, T5, L2; espinha ilíaca póstero-superior direita e esquerda, calcâneo direito e esquerdo. Vista lateral direita: lóbulo da orelha direita, acrômio direito, epicôndilo lateral direito, espinha ilíaca ântero-superior direita, espinha ilíaca póstero- superior trocânter maior do fêmur direito, linha articular do joelho direito, tuberosidade da tíbia direita, maléolo lateral direito. Vista lateral esquerda: lóbulo da orelha esquerda, acrômio esquerdo, epicôndilo lateral esquerdo, processo espinhoso C7, T3, T5, L2; espinha ilíaca póstero-superior esquerdo, trocanter maior do fêmur esquerdo, linha articular do joelho esquerdo, tuberosidade da tíbia esquerda, maléolo lateral esquerdo. Ao total foram demarcados 36 pontos anatômicos, a referência para a análise postural posteriormente. Após a demarcação dos pontos anatômicos, os sujeitos foram orientados a permanecer em pé, em uma posição confortável. Os sujeitos ficaram paralelos ao fio de prumo que estava posicionado ligeiramente lateral ao acrômio direito. No fio de prumo foram coladas duas marcações om distância de 1 metro entre elas para possibilitar a calibração da foto posteriormente. O fio de prumo e o sujeito estavam num mesmo plano perpendicular ao eixo da câmera. A câmera estava a aproximadamente 3 metros de distância do sujeito e a uma altura de cerca da metade da estatura do sujeito da pesquisa. Estabelecidos os parâmetros, iniciou-se a tomada de fotos da vista anterior, posterior, lateral direita e lateral esquerda, sempre mantendo o mesmo apoio do sujeito, pedindo para que o mesmo se posicionasse confortavelmente nas posições solicitadas. As fotografias geradas foram transferidas da câmera para o computador, e depois para o programa de análise postural computadorizada SAPO, com o qual foi realizada a análise postural, utilizando o protocolo SAPO; com o objetivo de quantificar as alterações posturais presentes nos indivíduos da pesquisa. Para a avaliação postural foram selecionados alguns itens do relatório do SAPO em cada vista, que correspondem a alterações posturais. Vista anterior: alinhamento horizontal da cabeça, acrômios, das EIAS, ângulo entre os dois acrômios e as EIAS, diferença no comprimento dos membros inferiores, ângulo Q direito e esquerdo. Vista posterior: Assimetria horizontal da escápula em relação à T3, ângulo perna/retropé direito e ângulo perna/retropé esquerdo. Vista lateral direita e esquerda: alinhamento vertical da cabeça em relação ao acrômio, alinhamento vertical do tronco, alinhamento horizontal da pélvis e ângulo do joelho. Resultados Os dados foram tratados por meio de uma análise descritiva, através de tabelas de freqüência por variáveis categóricas e medidas de posição e dispersão para variáveis contínuas. 2

Para isto foi utilizado o programa Excel com uso de tabelas deste mesmo programa. Segundo o questionário respondido pelas atletas, quanto ao tempo de prática de voleibol, 100% delas pratica a modalidade há mais de 2 anos. Com relação à freqüência semanal dos treinos, 86% das atletas têm freqüência de 3 vezes por semana, sendo que 100% das entrevistadas possui treino com duração de 3 a 4 horas. Quando questionadas em relação a fazer alongamentos, 100% das entrevistadas realizam alongamentos antes e depois dos treinos. Em relação à freqüência de lesões, 28% das atletas entrevistadas já tiveram alguma lesão. Com referência aos dados posturais, os números acompanhados de sinal negativo (-) referem-se a um desvio postural para o lado esquerdo; os números sem sinal referem-se a um desvio postural para o lado direito. Conforme analisado na tabela 1, o alinhamento horizontal da cabeça teve média de 0,26 para a direita, variando de 3.7 a 3.6 demonstrando que a maioria dos sujeitos da pesquisa apresentam inclinação para a direita na vista anterior. O alinhamento horizontal dos acrômios apresentou média de 0,26º para a direita, variando de -1.7º a 3.7º, o que significa que a maioria dos sujeitos analisados apresenta elevação do ombro direito. Nos dados referentes ao alinhamento horizontal das espinhas ilíacas ântero-superiores ocorreu média de 0.58º para a direita, o que significa que a maioria dos sujeitos analisados apresenta elevação da espinha-ilíaca ânterosuperior esquerda. No ângulo entre os dois acrômios e as duas espinhas ilíacas ânterosuperiores ocorreu média de 0.33º para a direita. Verificou-se que a maioria dos sujeitos analisados apresenta membro inferior esquerdo maior que membro inferior direito. No posicionamento do joelho (ângulo Q) verificou-se que a média do ângulo do joelho direito foi de 35.1 variando entr e 18.4 a 48.1 ;o ângulo do joelho esquerdo teve média de 34.3 variando entre 24.6 e 52.5, o que significa que os joelhos dos sujeitos analisados são valgos, sendo maior à esquerda. Tabela 1 es médios (média, desvio-padrão, valor, valor ) dos indivíduos analisados para as variáveis da postura em vista anterior. AHC 0.26 1.9-3.7 3.6 AHA 0.26 1.48-1.7 3.7 AHEIAS AAEIAS DCMI (cm) 0.58 3-4.4 5.3 0.33 4.05-5.1 7-0.07 2.8-3.3 3.5 AQD 35.1 9.9 18.4 48.1 AQE 34.3 10.3 24.6 52.5 AHC alinhamento horizontal da cabeça AHA alinhamento horizontal dos acrômios AHEIAS alinhamento horizontal das espinhasilíacas ântero-superiores AAEIAS ângulo entre os dois acrômios e as duas espinhas ilíacas ântero-superiores DCMI diferença do comprimento dos membros inferiores AQD ângulo Q do joelho direito ADE ângulo Q do joelho esquerdo No alinhamento horizontal das escápulas em relação à T3 observou-se,com os dados conforme a tabela 2, que a média encontrada foi de 5.6%, de assimetria para a esquerda com variações de - 25 a 10.5% na vista posterior. Verificou-se que a média do ângulo perna/retropé direito foi de 6.93, variando entre -3.2 e 17º, e a média do ângulo perna/retropé esquerdo foi de 5.41, variando entre -4.6 e 13.6º 3

Tabela 2 es médios (media, desviopadrão, valor, valor ) dos indivíduos analisados para as variáveis da postura em vista posterior. AHET3 (%) APRD APRE 5.6 8.34-25 10.5 6.93 5.47-3.2 17 5.41 4.8-4.6 13.6 AHET3 assimetria horizontal das escápulas em relação à T3. APRD - Ângulo perna/retropé direito APRE - Ângulo perna/retropé esquerdo Segundo os dados da vista lateral direita, mostrados na tabela 3, o alinhamento vertical da cabeça em relação ao acrômio tende para anteriorização com média de 2.8, com valores variando entre 11.6º a 14.3. O tronco apresentou inclinação para frente com média de 2. Em relação ao alinhamento horizontal da pelve observou-se média de 12.5 para a esquerda, o que significa que a maioria dos sujeitos analisados tende para retroversão do quadril, e o ângulo do joelho direito apresentou média de 1.4 para a esquerda, com variações de 8.7º e 3,4. Tabela 3 es médios (média, desvio-padrão, valor, valor ) dos indivíduos analisados para as variáveis da postura em vista lateral direita. AVC AVT AHP AJD 2.8 6.48-11.6 14.3 2 1.07 0.9 3.8-12.5 4.28-16.8-5.4-1.4 2.64-8.7 3.4 AVC alinhamento vertical da cabeça AVT alinhamento vertical do tronco AHP alinhamento horizontal da pelve AJD ângulo do joelho direito Na vista lateral esquerda, conforme os dados da tabela 4, o alinhamento vertical da cabeça em relação ao acrômio teve média de 1.27, com valores variando entre 9.2º e 24. O tronco apresentou inclinação para frente com média de 1.28. Em relação ao alinhamento horizontal da pelve observou-se média de 14.2 para a esquerda, o que significa que a maioria dos sujeitos analisados tende para retroversão do quadril, e o ângulo do joelho esquerdo apresentou média de 3.1 para a esquerda com variações de 12.1 a 7.4º. Tabela 4 es médios (média, desvio-padrão, valor, valor ) dos indivíduos analisados para as variáveis da postura em vista lateral esquerda. AVC AVT AHP AJE 1.27 10.5-9.2 24 1.28 1.58-1.1 3.6-14.2 4.46-20.6-9.5-3.1 5.38-12.1 7.4 AVC alinhamento vertical da cabeça AVT alinhamento vertical do tronco AHP alinhamento horizontal da pelve AJE ângulo do joelho esquerdo Discussão Os dados do presente estudo referentes à avaliação postural em atletas de voleibol apontam para um aspecto comum entre todos os indivíduos estudados, que é a assimetria de segmentos corporais. As principais ocorrências das alterações posturais foram: inclinação da cabeça para a esquerda, com anteriorização, elevação do ombro direito, escápula esquerda assimétrica, aumento da espinha ilíaca ântero-superior esquerda, tronco inclinado para frente, tendência a retroversão da 4

pelve, joelhos valgos e diferença no comprimento dos membros inferiores. Segundo Kendall (1995), o padrão de postura ideal consiste em modelo no qual a postura em vista lateral deve ser como segue: a linha de prumo deve estar ligeiramente posterior ao maléolo lateral e ao eixo da articulação do joelho; a articulação do quadril, bem como, os corpos das vértebras lombares, à articulação do ombro; a maioria dos corpos das vértebras cervicais e o meato auditivo externo,deverão estar ligeiramente anteriores ao fio de prumo. Porém, o padrão ideal, pregado por Kendall, é uma forma subjetiva do que seria a postura ideal, não sendo, portanto a assimetria, em si, suficiente para dizer que um individuo possui má postura. A postura está condicionada aos aspectos de vida do ser humano, recebendo características desde a genética, até as influências psicossociais; ela vai se moldando para proporcionar o melhor posicionamento ao individuo, portanto pequenas alterações físicas da postura, sem comprometimento funcional do movimento, nada mais são do que as alterações adaptativas. A prática esportiva tem se iniciado cada vez mais cedo, o que pode gerar alterações posturais dos atletas, decorrentes do treinamento precoce, uma vez que o organismo das crianças ainda está em fase de desenvolvimento, sendo mais suscetíveis a sobrecargas externas (AKASHI et al, 2001). Segundo Freitas (2007), que analisou o alinhamento postural em adultos jovens correlacionados ao estresse e a ansiedade, as principais alterações encontradas na avaliação postural foram de cabeça e pelve na vista anterior e de cabeça e tronco na vista lateral. Os achados posturais demonstraram que a assimetria é a característica mais evidente, presente entre os participantes da pesquisa. Em seu estudo, a autora também encontrou como as principais alterações posturais inclinação da cabeça para a esquerda, com anteriorização, elevação de ombro direito, aumento da espinha ilíaca ântero-superior esquerda, joelhos valgos, escápula esquerda assimétrica e inclinação do tronco para frente. Segundo Gouveia et al (2008), que estudou a correlação entre lesões osteomioarticulares e alterações posturais em atletas de voleibol, em 16 atletas de uma Universidade de Fortaleza, com idade superior a 18 anos, o padrão postural predominante foi o de anteriorização de cabeça, retificação cervical e torácica, hiperlordose lombar, retroversão pélvica, valgismo e rotação interna de joelho; relacionado às lesões osteomioarticulares, os segmentos corporais mais afetados foram tornozelo, pé joelho, coluna lombar e membros superior, evidenciando a importância do fisioterapeuta nos ambientes de treinamento esportivo. Apesar de haver vastos estudos que visam a explicar as tendências a assimetrias corporais em atletas, bem como avaliar a incidência de lesões nos mesmos, são escassos os estudos que têm como objetivo avaliar essas assimetrias pelo método SAPO, pois encontram-se muitos estudos isolados,o que dificulta a comparação de resultados. Portanto, pesquisas que relacionam os três temas seria de grande utilidade. É necessário estudar maior número de indivíduos, abordando-se ambos os gêneros para maior confiabilidade dos resultados obtidos, bem como para analisar a existência ou não de alterações em comum a ambos os sexos. Conclusão Avaliar a postura e identificar os possíveis desalinhamentos posturais em jogadores iniciantes e intermediários, é extremamente importante, para que se possa garantir um melhor rendimento dos mesmos futuramente, e prevenir alterações posturais que possam vir a acontecer. Os resultados dessa pesquisa leva-nos a concluir que por se tratarem de atletas jovens, em fase de desenvolvimento osteomuscular, que vem cada vez mais aumentando a sobrecarga em treinos, quer seja na duração deles, quer seja na freqüência semanal, necessitam de maior atenção à avaliação postural e acompanhamento fisioterapêutico no ambiente de treinamento, para que se possa prevenir lesões, garantindo, assim, um melhor desempenho do atleta. Referências Bibliográficas - AKACHI, Paula Marie Hanai et al. A influencia do treinamento competitivo do futsal na postura de atletas entre 9 e 16 anos - criança, adolescência, esportes, exercício, postura,p.97. Revista de Fisioterapia. v. 8, n.2, Ago/Dez, 2001 - CHIAPPA, Gaspar R; SALDANHA, Jose Anderson; BRANDAO, Maria Regina Ferreira; ROSA, Luis Henrique Telles; VALLE, Paulo Heraldo Costa; GUNTZEL, Adriana Meira. Fisioterapia nas lesões do voleibol: abordagem das principais lesões, seus tipos, fatores biomecânicos, aspectos especiais, preventivos e tratamento sob a ótica da fisioterapia. São Paulo: Robe, 2001. - FREITAS, Ellen Cristina Gesse de; alinhamento postural, ansiedade e estresse em adultos jovens. Revista PIBIC, v. 4, n.1, p. 81-94, Osasco, 2007. 5

- GOUVEIA, Guilherme Pertinni de Morais; Vasconcelos, Samara Sousa; Mont'Alverne, Daniela Gardano Burchales, Correlação entre lesões osteomioarticulares e alterações posturais em atletas de voleibol de uma universidade de Fortaleza, Ter. man;6(25):126-130, maio-jun. 2008. - KENDALL, Florence; McCREARY, E.K; PROVINCE, P.G. Músculos provas e funções. Tradução de Lilia Ribeiro. 4 ed. São Paulo: Manole, 1995. - MOREIRA, Paulo Henrique Cinelli, CIRELLI, Gisele, PELEGRINA JR, Claudinei Chamorro, OLIVEIRA, César Pereira Soares de, Avaliação Postural da Seleção Brasileira Masculina de Basquete, Fisioterapia Brasil, São Paulo, p. 202-2008, maio/junho 2004. - PEDRINELLI, A.. Anterior cruciate ligament ganglion: case report (Ganglion de ligamento cruzadso anterior: relato de caso). Revista Paulista de Medicina, 2002. 6