Processo PE 037/15 Serviços de Limpeza e Conservação

Documentos relacionados
JULGAMENTO DE IMPUGNAÇÃO Nº 1

PEDIDOS DE ESCLARECIMENTOS

DIREITO DO TRABALHO. Insalubridade e periculosidade. Prof. Hermes Cramacon


SÚMULAS DO TST EM SEGURANÇA DO TRABALHO

DIREITO ADMINISTRATIVO LEI 8.666/93. Prof. Luís Gustavo. Fanpage: Luís Gustavo Bezerra de Menezes

GUIA DIÁRIO DE ALTERAÇÕES ICMS Santa Catarina Não foi publicada nenhuma alteração até o fechamento dessa edição do Guia.

Inovações da Instrução Normativa/SLTI n 06/2013. Repensando a contratação pública

Exmo. Sr. Conselheiro Relator,

ASSESSORIA TÉCNICA AUDITORIA INTERNA Assunto: Utilização de modalidade de licitação Carta Convite

PRINCÍPIOS LICITATÓRIOS E A ECONOMICIDADE PUBLICA

IMPUGNAÇÃO ADMINISTRATIVA

Coordenação-Geral de Tributação

SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO DIREITO DO TRABALHO II. Aula 12 Segurança e medicina do trabalho.

RUBENS CENCI MOTTA - médico, especialista pela Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina em Medicina

ENTENDENDO A PLANILHA DE CUSTOS: MÓDULO 1.

EDITAL CHAMAMENTO PÚBLICO 038/19

DIREITO DO TRABALHO. Das relações laborais. Terceirização no Direito do Trabalho. Parte I. Prof. Cláudio Freitas

AO ILUSTRÍSSIMO SENHOR JOSÉ MARIA BARBOSA FERREIRA PREGOEIRO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA LUZIA DO OESTE - RO

EDITAL CHAMAMENTO PÚBLICO 039/19

A retenção previdenciária em face das recentes mudanças legais na contratação de serviço: MEI, empresas, desoneração e contribuintes individuais

EDITAL CHAMAMENTO PÚBLICO 029/19

COMUNICADO DE ALTERAÇÃO

UNIDADE VIII TERCEIRIZAÇÃO

ANEXO III PLANILHAS MODELO PARA APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS

Parecer Consultoria Tributária Segmentos Como é calculada a contribuição previdenciária sobre a remuneração paga ao transportador autônomo de veículo

Requerente: ASSISTENTE FINANCEIRO DO CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA DA 16ª REGIÃO CRP16/ES.

Atualizações no preenchimento do PPP, conforme IN 77 de , Memo-Circular n 02 de e IN 85 de Ciesp Jundiaí 12/05/16

Assunto: Cirurgião-Dentista/ Adicional de Insalubridade/ Adicional de Periculosidade. PARECER

EDITAL CHAMAMENTO PÚBLICO 003/19

SINDICATO DOS EMPREGADOS DE EMPRESAS DE PROCESSAMENTO DE DADOS DO ESTADO DO PARANÁ

Principais Alterações da Reforma Trabalhista

RESTITUIÇÃO E COMPENSAÇÃO DE TRIBUTOS FEDERAIS. Vanessa Miranda

ESCLARECIMENTO E RESPOSTA PGE N 17/2017 ESCLARECIMENTO

Transcrição:

Processo 006.010188.15.0 PE 037/15 Serviços de Limpeza e Conservação QUESTÃO 1: Qual empresa está no contrato atual prestando os serviços de limpeza e conservação ou qual a última detentora do contrato? RESPOSTA 1: Contrato em vigor: Empresa F.A. Recursos Humanos Ltda. QUESTÃO 2: Tendo em vista o constante na CCT 2015/2016, bem como na Súmula 448 do TST, conforme transcrito abaixo, o grau de insalubridade para os serventes de limpeza será de 40 %? CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA ADICIONAL DE INSALUBRIDADE As empresas da categoria econômica passarão a pagar, a partir de 01012015, adicional de insalubridade: a) em grau médio (vinte por cento) para os trabalhadores da categoria profissional que exerçam as funções/atividades de Copeira, Cozinheira, Auxiliar de Cozinha, Merendeira de Escola/Creche, monitor de creche e albergue infantil, Faxineiro/Limpador/Auxiliar de limpeza/servente de limpeza, Gari/Varredor (CBO n.º 514215), Zelador de edifício (CBO n.º 514120) e Jardineiro? b)? em grau máximo (quarenta por cento) para os trabalhadores que exerçam as funções/atividades de Aplicador de bactericida e Desinsetizador, Aplicador de inseticida e produtos agrotóxicos/domissanitários, auxiliar de limpeza técnica em indústria automotiva, higienização técnica de materiais hospitalares, preparador de materiais (CBO n 784205, Lixeiro/Coletor (CBO n.º 514205), Reciclador e, ainda, para o Faxineiro/Limpador/Auxiliar de limpeza/servente de limpeza que trabalhe de forma permanente na higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e na respectiva coleta de lixo. Os adicionais previstos nesta cláusula serão calculados sobre o valor do salário normativo da respectiva função para a prestação laboral de 220 (duzentas e vinte horas) mensais e sujeitos às incorporações 14/01/2015 Mediador Extrato Convenção Coletiva http://www3.mte.gov.br/sistemas/mediador/resumo/resumovisualizar?nrsolicitacao=mr000 879/2015 20/25 previstas em lei. O pagamento deste adicional de insalubridade não desobriga as empregadoras de fornecerem para tais empregados os?equipamentos de Proteção Individual EPI?, segundo Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho. SÚMULA Nº 448 DO TST? de maio de 2014 ATIVIDADE INSALUBRE. CARACTERIZAÇÃO. PREVISÃO NA NORMA REGULAMENTADORA Nº 15 DA PORTARIA DO MINISTÉRIO DO TRABALHO Nº 3.214/78. INSTALAÇÕES SANITÁRIAS. (Conversão da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SBDI-1 com nova redação do item II) I. Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho. II? A higienização de instalações sanitárias de uso público ou coletivo de grande circulação, e a respectiva coleta de lixo, por não se equiparar à limpeza em residências e escritórios, enseja o pagamento de adicional de insalubridade em grau máximo, incidindo o disposto no Anexo 14 da NR-15 da Portaria do MTE nº 3.214/78 quanto à coleta e industrialização de lixo urbano. (grifamos) RESPOSTA 2: Compete ao licitante a verificação da legislação e normas pertinentes ao grau de insalubridade devido a cada empregado. 1

QUESTÃO 3: No edital, na página 37, item 2.9 consta " Em caso de prorrogação do período de vigência do contrato, o valor será reajustado anualmente, a contar da data da assinatura do presente instrumento, pelo IPCA..." E quanto aos custos envolvendo a mão de obra, pelo dissídio da categoria, em 01 de janeiro de 2016, esse poderá ser repactuado, pelo percentual definido pelo Sindicato da categoria, quando da ocorrência? RESPOSTA 3: Não, a licitante já deverá prever tais custos em sua proposta. QUESTÃO 4: Na tabela, da página 18, onde consta os dias da semana a serem trabalhados, consta que aos sábados 20 serviços gerais trabalharão aos sábados. Como são 18 serviços gerais, devemos entender que trabalharão aos sábados os 18 serviços gerais, mais o jardineiro e um outro posto, ou de copeira ou office boy para totalizar as 20 pessoas? RESPOSTA 4: Correto, considerar o jardineiro e um posto de copeira para sábado, conforme item 4.2.1, da Descrição Técnica. Porém, o Edital sofreu alteração, onde constava (05) cinco Office Boy(s), passou a constar (05) cinco postos Auxiliares de Serviços Gerais. QUESTÃO 5: Quem fornece as ferramentas para o jardineiro? RESPOSTA 5: A PROCEMPA irá fornecer todo o material necessário para o jardineiro desempenhar suas atividades. QUESTÃO 6: Quais são as atribuições básicas dos 5 auxiliares de serviços gerais? RESPOSTA 6: As tarefas a serem executadas pelos Auxiliares de Serviços gerais são: - Reposição de água mineral nos bebedouros da Cia, bem como a higienização dos mesmos, com a utilização de cloro; - Transporte de mobiliários; - Transporte de equipamentos de informática; - Auxiliar na realização de serviços gerais internos e externos da PROCEMPA; - Transporte de documentos / processos/ arquivos. QUESTÃO 7: Gostaria de saber qual o CBO em que deverá ser enquadrado auxiliar de serviços gerais. RESPOSTA 7: As tarefas a serem executadas pelos Auxiliares de Serviços Gerais nas dependências da Procempa são: - Reposição de agua mineral nos bebedouros da Cia, bem como a higienização dos mesmos com a utilização de cloro e demais produtos de limpeza para este fim. - Transporte de mobiliários. - Transporte de equipamentos de informática. - Auxiliar na realização de serviços gerais internos e externos da Cia. - Transportes de documentos / processos / arquivos. E outros serviços administrativos compatíveis com a função que a Procempa necessitar. Obs.: Os auxiliares de Serviços Gerais que trabalham no contrato em vigor (F.A Recursos Humanos),com a Procempa, recebem a mesma remuneração salarial que os Auxiliares de Limpeza. Obs.: Diante das informações acima citadas, informamos que fica sob responsabilidade da empresa licitante a identificação da CBO (Classificação Brasileira de Ocupações). QUESTÃO 8: Estou com dúvidas em relação ao Pregão Eletrônico 037/15, contratação de serviços de limpeza e conservação. A especificação dos serviços, Anexo I, página 17 é geral, gostaria de saber se a especificação dos serviços dos postos: supervisor, auxiliar de limpeza, copeira, auxiliar de serviços gerais e jardineiro, detalhada e separadamente. 2

RESPOSTA 8: - Supervisores : Supervisionar as equipes de limpeza, copeiras, auxiliares de serviços gerais e o jardineiro, nas suas atividades desempenhadas diariamente, bem como, ser o facilitador no processo de comunicação com o preposto indicado pela Procempa. - Auxiliar de Limpeza: Executar as tarefas diárias de limpeza dos banheiros, escritórios, pátio, e demais ambientes da Procempa. - Copeira: Fazer café diariamente, servir café quando solicitado e demais serviços que requer as rotinas de uma copeira. - Jardineiro: Varrer pátio, conservar as áreas verdes, plantio de flores, grama e demais serviços que requer a atenção de um jardineiro. - Auxiliares de Serviços Gerais: Reposição de agua mineral nos bebedouros da Cia, bem como, a higienização dos mesmos com a utilização de cloro e demais produtos de limpeza para este fim. Transporte de mobiliários. Transporte de equipamentos de informática. Auxiliar na realização de serviços de gerais internos e externos da Cia. Transporte de documentos / processos / arquivos. E outros serviços administrativos compatíveis com a função que a Procempa necessitar. Obs; Os auxiliares de Serviços Gerais que trabalham no contrato em vigor (F.A Recursos Humanos), com a Procempa, recebem a mesma remuneração salarial que os Auxiliares de Limpeza. QUESTÃO 9: Considerando o trânsito em julgado de recente decisão do Supremo Tribunal Federal (RE 595838) que reconheceu em repercussão geral a inconstitucionalidade do art. 22, IV, da Lei 8.212/91, que estabelecia a incidência de 15% sobre os serviços prestados por cooperativas. Considerando ainda que recente ATO DECLARATÓRIO INTERPRETATIVO RFB Nº 5, DE 25 DE MAIO DE 2015, estabelece que o contribuinte individual que presta serviço a empresa por intermédio de cooperativa de trabalho deve recolher a contribuição previdenciária de 20% (vinte por cento), está correto o entendimento de que deve ser desconsiderada a previsão dos 15% disposto no Anexo X para fins de prever a contribuição individual de 20%? RESPOSTA 9: Realmente houve o julgamento da questão em comento no Supremo Tribunal Federal, por meio do Recurso Extraordinário nº. 595838. Este julgado declarou inconstitucional o artigo 22, IV da Lei nº. 8.212/91, o qual determina que a empresa deva contribuir com quinze por cento sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhe são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. Somando-se a isso, recentemente foi publicada uma Solução de Consulta nº. 152/2015 COSIT, a qual assim estabeleceu: Com base no exposto, conclui-se: a) O Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o Recurso Extraordinário no 595.838/SP, no âmbito da sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil (CPC), declarou a inconstitucionalidade do inciso IV, do art. 22, da Lei no 8.212, de 1991, que previa a incidência de contribuição previdenciária de 15% sobre o valor de notas fiscais ou faturas de serviços prestados por cooperados, por intermédio de cooperativas de trabalho; b) Em razão do disposto no art. 19 da Lei no 10.522, de 2002, na Portaria Conjunta PGFN/RFB no 1, de 2014, e na Nota PGFN/CASTF no 174, de 2015, a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) encontra-se vinculada ao referido entendimento, de forma que a contribuição não mais e devida, e os pagamentos já efetuados são considerados indevidos, passiveis, portanto, de restituição ou compensação, sujeitos a analise concreta do efetivo direito; e 3

c) Independentemente da ação judicial em comento, o direito de pleitear restituição tem o seu prazo regulado pelo art. 168 do CTN, com observância dos prazos e procedimentos constantes da Instrução Normativa RFB no 1.300, de 20 de novembro de 2012, com destaque, no caso, para os arts. 56 a 59, no que toca a compensação. Em vista disso, há que se frisar que a Instrução Normativa 1396/2013 estabelece em seu artigo 9º o que segue: Art. 9º A Solução de Consulta Cosit e a Solução de Divergência, a partir da data de sua publicação, têm efeito vinculante no âmbito da RFB, respaldam o sujeito passivo que as aplicar, independentemente de ser o consulente, desde que se enquadre na hipótese por elas abrangida, sem prejuízo de que a autoridade fiscal, em procedimento de fiscalização, verifique seu efetivo enquadramento. Neste esteira, quando da publicação desta solução de consulta a Receita Federal do Brasil se vinculou a tal solução, aplicando-se a todo e qualquer contribuinte que se enquadre na situação discutida. Em que pese tal declaração de inconstitucionalidade e o reconhecimento dela por parte da Receita Federal, a Constituição Federal determina em seu artigo 52, X o que segue: Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: (...) X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; Portanto por mais que haja a declaração de inconstitucionalidade e o reconhecimento por parte do órgão autuador, o artigo em comento ainda não foi suspenso por parte do Senado Federal. Desta forma, entendo que se deva apenas desconsiderar a aplicabilidade do mesmo, mesmo que haja previsão em edital, aplicando-se o percentual que se entender cabível no caso. Apenas complementando as informações, esclarecemos que o item 5.5 do Edital, determina a vedação da participação de cooperativas de trabalho em licitações que tenham por objeto a contratação de serviços ali listadas. Não bastasse isso, como consta no Anexo VIII, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre Prefeitura de Porto Alegre e Ministério Público do Trabalho da 4ª Região, no qual estabeleceu a vedação já informada. Portanto, a participação de cooperativas de trabalho, no presente caso, é vedada conforme informações acima. QUESTÃO 10: Referente ao Pregão Eletrônico nº 037/15, No item 4.5.1 da pág 18 do termo de referência, há um quadro com o quantitativo de funcionários para cada dia da semana, porém no sábado é pedido 20 funcionários de serviços gerais, sendo que no item 4.2, só tinha sido pedido 18. RESPOSTA 10: Consideraremos para os finais de semana os seguintes postos; - 18 Postos de Auxiliar de Limpeza. - 01 Posto Jardineiro. - 01 Posto Copeira. Totalizando 20 Postos QUESTÃO 11: 1- Qual o valor estimado desta contratação? 2- As planilhas de custos deverão ser apresentadas somente pela empresa vencedora? 3- A proposta inicial deverá seguir o modelo do anexo VI sob pena de desclassificação? RESPOSTA 11: 1 - R$ 1.152.000,00 2 - As planilhas de custos deverão ser apresentadas somente pela empresa arrematante (vencedora da disputa eletrônica) 3 Não. A proposta eletrônica (inicial) deverá conter as informações necessárias que permita sua avaliação. 4

QUESTÃO 12: 4- Tendo em vista o esclarecimento e a reposta publicada no site sobre a insalubridade, é dever do órgão informar qual grau será considerado afim de manter a isonomia do processo, uma vez que pode haver empresas cotando 20% e outras 40% afetando assim os preços das empresas participantes, e segue o anexo da PGE informando a exigência do qual os órgãos e os licitantes devem cotar 40% o que também é previsto na CCT 2015. Tendo em vista esses argumentos questionamentos se as empresas que cotarem 20% serão desclassificadas? RESPOSTA 12: Com relação ao percentual de insalubridade, não fica estabelecido no edital o percentual que deverá ser aplicado pelas licitantes. O edital somente determina que as licitantes serão responsáveis pelos encargos trabalhistas, dentre os quais o pagamento de adicional de insalubridade. Por tal razão, quando da apresentação dos cálculos, a empresa licitante deverá observar os percentuais estabelecidos em lei para a atividade. QUESTÃO 13: Diferentemente do que foi informado, o item 5.5 do edital não veda a participação de cooperativas, mas sim, exclusivamente aquelas que contrariem o TAC firmado com o Município, nos seguintes termos: 5.5. Fica vedada a participação de sociedades cooperativas que contrariem o Termo de Ajustamento de Conduta TAC, firmado entre o Município de Porto Alegre e o Ministério Público do Trabalho Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região, na data de 09 de julho de 2009 O Município de Porto Alegre deve abster-se de contratar cooperativas somente quando o serviço comprovadamente demandar subordinação jurídica, pessoalidade e não eventualidade, quer em relação ao tomador, nos termos expressos no referido TAC: Cláusula 1ª O MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE se absterá de contratar e manter trabalhadores por meio de cooperativas de mão-de-obra para a prestação dos serviços abaixo arrolados, ligados às suas atividades-fim ou às atividades-meio, quando o labor, por sua própria natureza ou pelo modo como é usualmente executado no mercado em geral, demandar subordinação jurídica, pessoalidade e não eventualidade, quer em relação ao tomador, quer em relação ao fornecedor. Ou seja, não há vedação deliberada na contratação de cooperativas, conforme amparo legal: Lei nº 8.666/93 Art.3º. (...) 1 É vedado aos agentes públicos: I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive nos casos de sociedades cooperativas, e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato, ressalvado o disposto nos 5 o a 12 deste artigo e no art. 3 o da Lei n o 8.248, de 23 de outubro de 1991; Lei 12.690/12 - Art. 10 (...) 2 o A Cooperativa de Trabalho não poderá ser impedida de participar de procedimentos de licitação pública que tenham por escopo os mesmos serviços, operações e atividades previstas em seu objeto social. Dessa forma, somente há a vedação de cooperativas que não executem as atividades por cooperativados, pois consideradas fraudulentas. Assim, considerando que: A fraude não pode ser presumida; A Cootravipa atua neste ramo há mais de 30 anos; 5

A Cootravipa presta atualmente este mesmo serviço à Prefeitura de Porto Alegre (DEP, SMED, SMS, SMF,...) É vedada a proibição da participação de cooperativas de licitações. Está correto nosso entendimento de que apenas cooperativas intermediadoras de mão de obra, ou seja, que não se enquadrem como cooperativas genuínas, estão impedidas de participar? RESPOSTA 13: Com relação ao questionamento, informamos que o Termo de Ajuste firmado pela Prefeitura de Porto Alegre versa da seguinte forma: Cláusula 1ª O MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE se absterá de contratar e manter trabalhadores por meio de cooperativas de mão-de-obra para a prestação dos serviços abaixo arrolados, ligados às suas atividades-fim ou às atividades-meio, quando o labor, por sua própria natureza ou pelo modo como é usualmente executado no mercado em geral, demandar subordinação jurídica, pessoalidade e não-eventualidade, quer em relação ao tomador, quer em relação ao fornecedor dos serviços: a) serviços de limpeza; b) serviços de conservação; c) serviços de segurança, de vigilância e de portaria; d) serviços de recepção; e) serviços de copeiragem; f) serviços de cozinha (cozinheiros e auxiliares); g) serviços de reprografia; h) serviços de telefonia; i) serviços de manutenção de prédios, de equipamentos, de veículos e de instalações; j) serviços de secretariado e secretariado executivo; k) serviços de auxiliar de escritório; l) serviços de auxiliar administrativo; m) serviços de office boy (contínuo); n) serviços de digitação; o) serviços de assessoria de imprensa e relações públicas; p) serviços de motorista; q) serviços de ascensorista; r) serviços ligados à área da saúde; s) serviços ligados à área da educação; t) serviços de arquitetura e engenharia. Este TAC tem como maior objetivo impedir que a Administração Pública venha a efetuar contratações de alto risco com terceiros. Por ser uma sociedade pertencente à Administração Indireta do Município de Porto Alegre, a Procempa pauta sua conduta com foco no interesse público e institucional. Em razão de tais valores, passou a não permitir a participação de cooperativas de serviços não especializados com amparo nos seguintes fatos: - o potencial desrespeito aos direitos dos trabalhadores cooperativados pode resultar em passivo trabalhista para a Administração no momento em que tais trabalhadores prestarem serviços dentro das dependências de órgãos públicos; - os benefícios fiscais garantidos às Cooperativas permitem que as mesmas pratiquem preços muito inferiores aos das empresas legalmente constituídas e em dia com suas obrigações trabalhistas, resultando na queda da qualidade dos serviços oferecidos; - a observância ao Princípio da Economia pelo fato da não contratação de cooperativas de mãode-obra reduzir drasticamente o risco de condenações judiciais; 6

- a observância ao Princípio da Legalidade pelo fato da não contratação de cooperativas de mão-de-obra evitar a burla às normas sociais relativas à organização do trabalho, uma vez que a administração, ao contrário do que ocorre quando contrata uma empresa, não tem condições de aferir tal situação. Já houve manifestação do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. LICITAÇÃO. PARTICIPAÇÃO DE SOCIEDADE COOPERATIVA. IMPEDIMENTO. POSSIBILIDADE. CONDIÇÃO. Não se revela abusiva ou injusta cláusula que veda participação de sociedade cooperativa em certame licitatório, presente risco potencial de grave lesão aos cofres públicos. HIPÓTESE DE PROVIMENTO PELO RELATOR. (Agravo de Instrumento Nº 70045370707, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Mara Larsen Chechi, Julgado em 07/10/2011) Portanto, por todos os motivos acima estabelecidos, no presente caso entendemos que não seja possível a participação de cooperativas. 7