Relatório Aprendendo a Exportar

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Transcrição:

Relatório Aprendendo a Exportar Encontro 3 Grupo 1: Correios Os Correios Os correios é a empresa responsável por 85% do fluxo postal da América Latina, e foi eleito o melhor correio do mundo pela revista Forbes. Os Correios acumulam os interessantes números: 11 bilhões de faturamento em 2009; 32 milhões de objetos que circulam por dia em suas dependências; 56 centros de tratamento; 830 centros de distribuição; movimentam 4.200 toneladas/dia; e circulam 522.000 km/dia. Diante dos números, o que se constata hoje é que a presença dos Correios em todos os municípios do Brasil facilitou muito a comunicação doméstica e também viabilizou a exportação no Brasil, principalmente nas áreas mais afastadas, através de seu sistema de exportação simplificada, o Exporta Fácil. Exporta Fácil O serviço Exporta Fácil dos correios surgiu em 2000, através de uma regulamentação do governo federal, e com soluções logísticas vem para facilitar o acesso de pequenos e médios empresários à exportação. Foi criado em parceria com a Receita Federal do Brasil, o Banco Central do Brasil, a SECEX, o MDIC, entre outros órgãos do Governo. Tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento da cultura exportadora brasileira, simplificando o trabalho do pequeno e médio exportador que não tem conhecimento do processo. As principais dificuldades das Micro e Pequenas empresas As principais dificuldades são a logística em pequenas cidades e que a logística de exportação brasileira ainda é muito focada em grandes volumes. Além de que a burocracia dificulta a exportação e os Correios vem para ajudar a simplificar esse processo. Também temos os elevados custos administrativos e um dos mais relevantes é a ausência da cultura exportadora no Brasil.

Solução Logística do Exporta Fácil O exportador minimiza os custos administrativos e o processo burocrático. Custos de frete mais acessíveis ao exportador. Os Correios representam o exportador durante o trâmite aduaneiro, fazendo assim o desembargo alfandegário. O Processo para a exportação via Correios é simples. Para enviar via Correios algum produto deve-se ir a uma agência e postar a mercadoria, levanto 3 documentos (AWB - awareness of boarding -, fatura comercial e nota fiscal do produto). Uma vez aprovada, a mercadoria vai para o centro de tratamento de entrega (CTE) de encomenda, que leva ao centro de tratamento de encomenda internacional (CTCI) que faz o registro no Siscomex - que se faz necessário para fechar a balança comercial brasileira - e, então vai para a fiscalização aduaneira, feita por um agente da receita federal, de onde é transportada para o destino final. Essa entrega no país de destino é notificada para o importador, sendo preciso analisar a característica de cada país com relação à documentação necessária para que esse produto seja entregue para o comprador. Assim temos o esquema do processo: AGÊNCIA CTE CTCI SISCOMEX CTCI ADUANA TRANSPORTE ENTREGA Requisitos para a exportação via correio Os requisitos são o de valor máximo para exportação: US$ 50.000,00 por remessa, podendo ser realizadas quantas remessas forem necessárias, também o peso máximo por volume: 30 kg por pacote - não há limite de pacotes por remessa e esse peso pode variar conforme a modalidade do serviço e o país de destino, e as dimensões máximas por volume: A soma dos lados não pode passar de 1,50m Modalidades de envio o Expressa (até 30kg): 5 dias úteis o Prioritária (até 2kg): 5 a 11 dias úteis

o Econômica (até 20kg): acima de 11dias úteis Seguro das remessas internacionais o Automático: R$200,00 (expressa) ou R$100,00 o Opcional: 1% (expressa) ou 0,5% - Sobre a Nota Fiscal o Aceita-se outros seguros - necessário anexar a apólice na remessa. Documentação Necessária Para utilizar do serviço oferecido pelos Correios são necessários apenas três documentos, o que diminui muito a burocracia envolvida no processo de exportação. Nota Fiscal: Série única com código CFOP específico, preenchida em português e com valores em reais. Fatura Comercial (Invoice): Preenchida em inglês ou no idioma do país de destino, em moeda estrangeira (3 vias). Os valores utilizados devem conciliar com os das NF e AWB. Air Way Bill (AWB) ou Conhecimento de embarque: Documento emitido pelos Correios. OBS: O site dos Correios apresenta e explica esses documentos (www.correios.gov.br) Proibições Gerais As proibições seguem as regras nacionais e internacionais, sendo elas: substâncias perigosas, armas e munições e artigos perecíveis. Vantagens na utilização do Exporta Fácil As vantagens que os Correios apresentam são muitas, principalmente para àqueles produtores que ainda não apresentam uma exportação grande e contínua. Dentre as vantagens temos que os Correios fazem o trâmite alfandegário pelo exportador, possibilitam contratação de seguro no ato da exportação e aceita seguros de terceiros, viabilizam exportações de até US$ 50.000,00 por remessa, os produtos chegam em mais de 200 países,

reduz custos administrativos de exportação, proporciona rapidez no processo de preparação da exportação, possibilita exportações em cidades onde não há representação da alfândega, dispensa um maior processo burocrático, centraliza a fiscalização aduaneira. Todas essas vantagens fazem com que o produto do pequeno e médio exportador chegue de fato ao seu destino com eficiência e relativa rapidez, fazendo com que dessa maneira tenhamos os produtos brasileiros com competitividade no mercado internacional. Grupo 2: MEDE Formas de Comercialização As formas que existem são duas, a direta e a indireta. Direta: O exportador conduz todo o processo de exportação, desde os primeiros contatos até a conclusão da operação. Requer maior cuidado por parte da empresa, que deve ter uma estrutura interna de gestão de pessoas e é uma proposta mais ambiciosa. o Pode ocorrer através do contato direto do importador, que deve ser identificado (através de câmaras de comércio, consulados, missões no exterior). O contato é feito para a negociação das condições de venda. o Pessoa externa: Prospecção de mercado e contato comercial é feita através de uma pessoa externa que comercializa os produtos, é recomendado quando a empresa não tem conhecimento de cultura de negócios. Evita gasto com pesquisa de mercado. o Filial de vendas no exterior: É a extensão das atividades da empresa no mercado de destino, isto é, no país importador. Indireta: o SPE (Sociedade de Propósito Específico): Microempresas ou de pequenos porte, optantes pelo Simples Nacional poderão realizar negócios de compra e venda de bens, para o mercado nacional e internacional, por meio de

Sociedade de Propósito Específico. Em outras palavras, é a possibilidade de o consórcio revestir-se formalmente de personalidade jurídica. As empresas que participam dessa sociedade têm o benefício da possibilidade de armazenamento em conjunto e regularidade na logística de entrega, participação em processos com volumes mínimos de aquisição, possibilidade de vendas de kits ou produtos que trazem sinergia entre si, barateamento das atividades de marketing e divulgação. o Empresas comerciais exportadoras: Facilitam o acesso a mercados já estabelecidos, visto o seu know-how e os seus contatos. Além disso, a operação equipara-se, para fins de benefícios fiscais e de acesso a financiamentos na fase pré-embarque, a uma venda direta. o Trading: Seus clientes são aqueles que não têm condições de exportar por si próprios, normalmente porque não têm a quantidade necessária para exportar. o Venda no mercado interno para outras empresas que, então, exportam por sua conta: Para os fabricantes, não difere nas vendas normais, pois não foi a empresa produtora que percebeu o potencial do produto para ser inserido no mercado, mas sim a compradora. Ela é quem se encarrega de todos os riscos da exportação. o Representantes de compradores externos, localizados no mercado interno: Várias empresas compram produtos no mercado nacional para enviar para o exterior. Estes exportadores constituem um amplo mercado para uma grande variedade de bens e serviços. Neste caso, a empresa sabe que o seu produto está sendo exportado, mas continua sem participar do processo de exportação. Isso ocorre muito no comércio intra-empresas, no qual uma empresa vende para uma filial sua. Comércio Eletrônico ou E-commerce Venda de produtos pela internet que barateia os produtos, já que não há necessidade de alugar um local para vendas, além de também haver benefícios para o consumidor, que não precisa sair de sua casa para comprar. Existem duas Modalidades de Comércio Eletrônico:

Business to Business (B2B): comércio associado a operações de compra e venda, substituindo assim os processos físicos que envolvem as transações comerciais. Vantagens para a empresa, dentre os quais: novas oportunidades de negócios, ampliação da carteira de clientes, redução de custos e aumento de receita. Business to Consumer (B2C): comércio entre a empresa produtora, vendedora ou prestadora de serviços e o consumidor final. As empresas vendem diretamente para o consumidor final. O consumidor pode visualizar os produtos, suas características, optar pela compra do bem e selecionar o meio de pagamento que lhe for mais conveniente. Ferramentas de apoio na internet Essas são apenas algumas das ferramentas que o exportador pode obter na rede, porém existem outras que também são válidas. São elas: Vitrine do Exportador - Promove empresas exportadoras, proporcionando maior visibilidade aos seus produtos no mercado internacional. Importadores podem pesquisar informações pelo nome da empresa, produto, etc. E também o Catálogo de Exportadores Brasileiros - traz informações atualizadas sobre empresas exportadoras, facilita a prospecção de clientes, focando mais a empresa que o produto. Modalidades de Pagamento Pagamento Antecipado: o importador compra a mercadoria do exportador e efetua o pagamento por meio de um banco. O exportador providencia o despacho, o embarque e também a documentação para o importador. Assim, o importador solicita o desembaraço da mercadoria. Remessa sem Saque: O importador compra a mercadoria do exportador, e este providencia o despacho e o embarque. O exportador remete a documentação diretamente para o importador. O importador solicita o desembaraço e por meio de um banco localizado em seu país efetua o pagamento. O banco do importador remete uma ordem de pagamento ao banco do exportador. O banco do exportador efetua o pagamento.

Cobrança Documentária: O exportador efetua a venda da mercadoria e providencia o despacho e embarque. O exportador dirige-se a um banco em seu país com os documentos da exportação e um saque contra o importador, e contrata os serviços desse banco. O banco do exportador envia os documentos e o saque a um seu correspondente no banco do país importador. O banco cobrador entrega os documentos ao importador, que paga a vista ou aceita o saque para pagamento futuro. Com os documentos, o importador solicita o desembaraço da mercadoria. Carta de Crédito: O importador solicita a um banco de seu país a abertura de um crédito em favor do exportador. O banco do importador emite a carta de crédito e comunica do banco do exportador a existência desse crédito. O exportador providencia o embarque da mercadoria. O exportador entrega os documentos exigidos e o banco efetua o pagamento. O banco do exportador remete os documentos ao do importador. O banco do importador entrega os documentos a ele e cobra deste o reembolso do pagamento. O importador com os documentos paga os direitos aduaneiros e retira a mercadoria.