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Transcrição:

LISTA DE EXERCÍCIOS REDAÇÃO P1-2º BIMESTRE 7º ANO FUNDAMENTAL II Aluno (a): Turno: Turma: Unidade Data: / /2016 HABILIDADES E COMPETÊNCIAS Compreender a estrutura do poema e suas peculiaridades; Identificar os aspectos relevantes do texto narrativo. Texto narrativo (Capítulo 1 O futuro do planeta) Leia o texto I para responder às questões 1 a 4. TEXTO I Bruxas não existem Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de "bruxa". Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!". Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina. Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último. E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria. Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente. Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim. Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu. Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio. 1/7

Questão 1 O narrador do texto Bruxas não existem conta que, quando era garoto, acreditava em bruxas. A. Como ele achava que eram as bruxas? B. Essa ideia do narrador era compartilhada por seus amigos? Questão 2 Um texto narrativo possui um narrador e parágrafos. A. Qual é o tipo de narrador do texto Bruxas não existem? B. Quantos parágrafos possui o texto lido? Questão 3 O texto narra uma ação ousada de um grupo de meninos e sua fuga após serem apreendidos. A. Que expressões empregadas pelo narrador introduzem o momento de tensão máxima da narrativa, ou seja, o clímax? Questão 4 Observe esses trechos: ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura E a bruxa [...] aproximava-se descarregaria em mim sua fúria ela estava junto a mim, transtornada de raiva 2/7

Que efeito frases como essas têm na narrativa? Cartaz (Capítulo 1 O futuro do planeta) LEGENDA: Se você jogar o óleo pelo ralo, ele pode voltar pra você. Não jogue o óleo usado de frituras na pia ou no ralo. Um filtro deste resíduo, que vai parar nos rios, contamina cerca de 1 milhão de litros de água, equivalente ao consumo de uma pessoa em 14 anos. Recicle! Armazene seu óleo de cozinha em garrafas PET, depositando no local indicado. Questão 5 Ao se estabelecer uma relação entre o texto verbal e não verbal no cartaz acima, é possível visualizar uma mensagem? Justifique sua resposta. 3/7

Questão 6 Leia este poema, de José Paulo Paes. Canção do exílio Um dia segui viagem sem olhar sobre o meu ombro. Não vi terras de passagem Não vi glórias nem escombros. Guardei no fundo da mala Um raminho de alecrim. Apaguei a luz da sala que ainda brilhava por mim. Fechei a porta da rua a chave joguei ao mar. Andei tanto nesta rua que já não sei mais voltar. (Os melhores poemas de José Paulo Paes. 5. Ed. São Paulo: Global.2003.p.177) A. Todo poema é feito em versos. Verso é cada linha do poema. Quantos versos tem o poema lido? B. Um conjunto de versos chama-se estrofe. Uma linha em branco separa uma estrofe de outra. Quantas estrofes tem o poema lido? Questão 7 Leia a letra da canção abaixo, de Arnaldo Antunes: Sou solúvel Página vazia, melodia Onde é que a palavra vai cair? Onde vai cair? Acho que ela vai aterrissar em território perigoso De onde a ideia vai sair? 4/7

Por onde vai andar? Onde o pensamento vai chegar? Acho que ele pode atravessar um território perigoso Só porque eu falei não quer dizer que eu sei Só porque eu falei não quer dizer que eu não posso estar errado Só porque eu falei não quer dizer que é lei Só porque eu falei não quer dizer que se eu falei está falado Eu já mudei de ideia E você com isso? Eu sou volúvel Não tenho compromisso Sobre o poema, marque C para as afirmações e E para errado. A. (C) (E) A voz que fala no poema é o eu lírico. B. (C) (E) A voz da canção se defina como volúvel. Ele quis dizer que não está sempre mudando. C. (C) (E) Os versos Eu já mudei de ideia/e você com isso? representa o quanto a voz do poema é volúvel. D. (C) (E) A voz do poema não tinha planos para voltar. E. (C) (E) O título do poema é Canção do exílio porque ele fala da partida do eu lírico. Questão 8 Aproximadamente 70% da superfície terrestre encontra-se coberta por água. No entanto, menos de 3% deste volume é de água doce, cuja maior parte está concentrada em geleiras (geleiras polares e neves das montanhas), restando uma pequena porcentagem de águas superficiais para as atividades humanas. Leia a letra da canção e marque a alternativa incorreta. Planeta água (Guilherme Arantes) Água que nasce na fonte serena do mundo E que abre um profundo grotão Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias e matam a sede da população Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão 5/7

E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água Água que nasce na fonte serena do mundo E que abre um profundo grotão Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias e matam a sede da população Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água A. No verso Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água o eu poético deixa explícito que a Terra é um planeta que há a abundância de água. B. Na segunda estrofe, há o ciclo da água. C. Na primeira estrofe, o eu poético descreve as características da água. D. Na última estrofe, o eu poético explica a importância da água. Questão 9 Ainda sobre a composição musical Planeta água, leia as afirmações e assinale a CORRETA. A. A composição musical é composta por 2 estrofes. B. O ritmo do texto foi construído com a repetição da palavra água (águas) no início da maioria dos versos. C. Não há rimas na composição musical. D. A primeira e a terceira estrofes são idênticas. Questão 10 Linguagem poética é aquela que explora o sentido conotativo das palavras, possibilitando mais de uma leitura, e em que a sonoridade está a serviço da expressão dos sentidos do texto. Leia o poema de Mario Quintana e marque a alternativa INCORRETA. POEMA DA CIRCUNSTÂNCIA Onde estão os meus verdes? Os meus azuis? O arranha-céu comeu! E ainda falam nos mastodontes, nos brontossauros, nos tiranossauros, Que mais sei eu... Os verdadeiros monstros, os Papões, são eles, os arranha céus! Daqui Do fundo Das suas goelas Só vemos o céu, estreitamente, através de suas empinadas gargantas ressecas. 6/7

Para que lhes serviu beberem tanta luz?! Defronte Á janela onde trabalho Há uma grande árvore... Mas já estão gestando um monstro de permeio! Sim, uma grande árvore... Enquanto há verde, Pastai, pastai, os olhos meus... Uma grande árvore muito verde... Ah, Todos os meus olhares são de adeus Como um último olhar de um condenado! A. O eu lírico parece estar à janela de uma casa ou de um edifício. B. No verso, Onde estão os meus verdes? a palavra verdes significa as árvores. C. Há uma comparação entre os versos finais. D. O arranha-céu não recebe no poema características humanas. 7/7