RESCISÕES CONTRATUAIS Regras para o Aviso Prévio Proporcional A Lei 12.506/2011 determinou um acréscimo de 3 (três) dias para cada ano trabalhado, limitado a 90 (noventa) dias de indenização. A nova regra estabelece que: a) professores com até 1 (um) ano de contrato recebam 30 dias de aviso prévio; b) professores com 1 (um) ano ou mais recebam, para cada ano trabalhado, 3 dias de acréscimo ao aviso prévio. Veja tabela abaixo: Tempo do contrato de trabalho (em anos) Tempo de serviço (número de dias) 0 30 1 33 2 36 3 39 4 42 5 45 6 48 7 51 8 54 9 57 10 60 11 63 12 66 13 69 14 72 15 75 16 78 17 81 18 84 19 87 20 90 Obs.: a tabela deve ser aplicada apenas para pagamento do aviso prévio e não para cumprimento, no caso de aviso prévio trabalhado (seja no despedimento ou no pedido de demissão). O despedimento ou pedido de demissão devem ser sempre informados por escrito, devendo o empregado ficar com cópia protocolada do documento.
Prazos de pagamentos de verbas rescisórias Prazos para pagamento de verbas rescisórias (vale tanto para despedimento quanto para pedido de demissão): aviso prévio cumprido (trabalhado) 1º dia útil subsequente ao último dia trabalhado; aviso prévio indenizado 10 (dez) dias corridos, a partir do recebimento do aviso ou da entrega do pedido de demissão; término de contrato por prazo determinado 1º dia útil subsequente ao término do contrato. Verbas rescisórias e documentos para homologação do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho - TRCT Despedimento sem justa causa: - saldo de salário; - aviso prévio; - férias vencidas e/ou proporcionais acrescidas de 1/3 (um terço); - décimo terceiro salário proporcional; - extrato de FGTS; - chave para liberação de saque do FGTS; - GRRF (paga) da indenização compensatória de 40% (quarenta por cento), sobre todos os recolhimentos de FGTS; - guias (SD/CD) para encaminhamento de seguro-desemprego; - fornecimento de declaração de regência de classe (duas originais). Obs.: quando o despedimento ocorrer no mês que antecede a data-base (1º de março de cada ano), será devido um salário adicional de multa (Lei 7.032/84). Pedido de demissão: - saldo de salário; - aviso prévio (se trabalhado); - proporcionais de 13º salário; - férias acrescidas de 1/3 (um terço); - extrato de FGTS; - fornecimento de declaração de regência de classe (duas originais). As rescisões contratuais deverão ser homologadas no Sinpro/RS, na sede estadual ou nas sedes regionais. Nos municípios onde não houver sede do Sinpro/RS, as rescisões deverão ser assistidas por Postos ou Agências Regionais da Superintendência do Trabalho e Emprego no RS. - Acesso ao saldo credor do FGTS O FGTS poderá ser sacado nos seguintes casos: despedimento sem justa causa;
término do contrato por prazo determinado; rescisão do contrato por extinção total ou parcial da instituição de ensino; decretação de anulação do contrato de trabalho nas hipóteses previstas no Art. 37; 2º, da Constituição Federal, ocorrida após 28/07/2001, quando mantido o direito ao salário; rescisão do contrato por falecimento do empregador individual; rescisão do contrato por culpa recíproca ou força maior; caso de necessidade pessoal, urgente e grave, decorrente de desastre natural causado por chuvas ou inundações que tenham atingido a área de residência do trabalhador, quando a situação de emergência ou o estado de calamidade pública forem assim reconhecidos, por meio de portaria do governo federal; suspensão do trabalho avulso; falecimento do trabalhador; quando o titular da conta vinculada tiver idade igual ou superior a 70 anos; quando o trabalhador ou seu dependente forem portadores do vírus HIV; quando o trabalhador ou seu dependente forem acometidos de neoplasia maligna (câncer); quando o trabalhador ou seu dependente estiverem em estágio terminal, em razão de doença grave; quando a conta permanecer sem depósito por afastamento que tenha ocorrido até 13/07/90; quando o trabalhador permanecer por 3 (três) anos seguidos fora do regime do FGTS, cujo afastamento tenha ocorrido a partir de 14/07/90, podendo o saque, nesse caso, ser efetuado a partir do mês de aniversário do titular da conta; para aquisição de moradia própria, liquidação ou amortização de dívida ou pagamento de parte das prestações de financiamento habitacional. Como calcular o seu salário carga horária semanal x valor da hora-aula x 4,5 semanas + 1/6 1 A fórmula simplificada para obtenção do salário mensal, já acrescido de repouso semanal remunerado, corresponde à: carga horária semanal x valor da hora-aula x 5.25. Para calcular seu salário ou verificar se o empregador está pagamento corretamente, acesse o site do Sinpro/RS: www.sinprors.org.br/salariocerto 1 O repouso semanal remunerado deve ser acrescido ao cálculo, e é obtido do valor resultante do salário mensal dividido por 6 (seis).
Hora-aula como unidade remuneratória O contrato de trabalho do professor tem como unidade a hora-aula. Isso é o que determina o tempo de trabalho, a forma de remuneração, bem como a metodologia de cálculo do salário. Essa hora-aula, também conhecida como período, foi instituída como unidade contratual pelo Art. 320 da CLT. A norma coletiva agrega tal unidade à limitação de carga horária semanal e ao repouso semanal remunerado de 1\6 (um sexto). Em síntese, a hora-aula do professor deverá sempre ser observada como unidade remuneratória e de tempo, independentemente da atividade realizada pelo docente. Férias As férias são de 30 (trinta) dias, gozadas geralmente em janeiro ou fevereiro, conforme a cláusula 39 Calendário Escolar. O pagamento deverá ser feito conforme o estipulado na CCT/2012, ou seja, 2 (dois) dias antes do seu início. Além do salário integral, o empregado deve receber um adicional de 1/3 (um terço). Recesso Escolar Há dois períodos legais e normativos de recesso escolar: 1. o período entre o final de um ano letivo e o reinício das atividades no ano seguinte, quando o empregador deverá observar o disposto na cláusula 8 Recesso Escolar; 2. a semana de 22 a 29 de julho de 2012, quando o empregador deve observar o disposto na cláusula 44 Indisponibilidade no Recesso Escolar. Contribuição Assistencial É o percentual descontado de toda a categoria, sócios ou não do Sinpro/RS, definido e ratificado nas assembleias gerais da categoria. Os descontos ocorrem em maio de 2012 (2,5%) e julho de 2012 (2%). O percentual incide sobre a remuneração do mês de desconto. Contribuição Sindical Imposta por lei federal, corresponde a 1 (um) dia de salário do mês de março de cada ano. Essa arrecadação é compulsória e independe da decisão dos sindicatos. O Sinpro/RS, desde 1992, devolve aos associados 60% do valor que lhes cabe, que são transferidos pela Caixa Econômica Federal. Dos outros 40% são beneficiários: a federação FETEE/SUL, a confederação CONTEE, a central sindical CUT e o Ministério do Trabalho. Mensalidades O desconto depende da manifesta aceitação do professor, que se dá a partir do preenchimento e da assinatura da ficha de sindicalização.
O valor, mensal, equivale a uma hora-aula do estabelecimento em que o professor autoriza o desconto. SAÚDE DOS PROFESSORES A proteção à integridade física e mental dos trabalhadores está relacionada à observância de um meio ambiente de trabalho adequado. A Constituição Federal Brasileira incluiu, dentre os direitos dos trabalhadores, o de ter reduzidos os riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança (art.7º, XXII). Tais regras obrigam o empregador a tomar medidas que minimizem possíveis danos à saúde do trabalhador e permitam ao empregado uma atuação em local apropriado, que reúna condições ao exercício saudável da atividade. Uma vasta legislação regula o meio ambiente de trabalho no Brasil, desde leis internacionais ratificadas pelo nosso Estado como as Convenções da Organização Internacional do Trabalho OIT, até vários artigos da Consolidação das Leis do Trabalho. A mais dinâmica legislação sobre a matéria é publicada pelo Ministério do Trabalho na forma de Normas Regulamentadoras, as chamadas NRs. De caráter obrigatório, as NRs estabelecem uma série de medidas que visam, desde o mapeamento dos locais de trabalho até as ações objetivas para prevenção de doenças ocupacionais ou do trabalho. Ao todo são 33 NRs para trabalhadores urbanos e 5 específicas para trabalhadores rurais. Destacamos aqui as que merecem maior atenção dos professores. NR 5 CIPA As Instituições de Ensino devem manter, obrigatoriamente, Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPA, cujo número de integrantes corresponda ao número de empregados no estabelecimento. Quando esse número não atingir o mínimo para a formação da Comissão, a empresa deverá designar uma pessoa responsável pelo objetivo da NR. Os representantes de empregados terão estabilidade no emprego. A Cipa ou o designado terão como objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida, a promoção da vida e a promoção da saúde do trabalhador. NR 6 FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL EPI Dispositivos de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Isso inclui todos aqueles professores, sobretudo aqueles que trabalham expostos a agentes danosos à saúde. São considerados EPIs: jalecos, guarda-pós, luvas, máscaras, protetores auriculares, etc. NR 7 PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL PCMSO Esta norma estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte de empregadores privados e públicos do PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos trabalhadores. O PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores identificados nas avaliações das demais NRs.
Aqui se incluem os exames médicos previstos: admissional, periódicos, de retorno ao trabalho, da mudança de função, o demissional e outros relacionados ao PCMSO, que serão realizados sem ônus para os empregados. Esses exames devem considerar as atividades desenvolvidas pelos professores e os riscos aos quais estão expostos. NR 9 PROGRAMAS DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS PPRA Através de reconhecimento, avaliação e controle in loco o empregador deverá desenvolver e implementar um programa visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores. As informações do PCMSO deverão embasar o PPRA. Não é só documento (PPRA de papel, de gaveta). Se não corresponder à realidade, pode ser considerado fraudulento. A empresa tem de exigir do médico ou engenheiro que visitem todas as dependências da Instituição de Ensino, incluídas as salas de aula. NR 17 ERGONOMIA Esta NR é muito desrespeitada. Estabelece parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. São normas que visam proteger o trabalhador contra os males da má postura no trabalho. São extremamente importantes porque se referem à ergonomia na realização do trabalho. Aqui se incluem as questões envolvendo o mobiliário, as condições ambientais e de locomoção, a organização do trabalho (normas de produção, modo operatório, exigência de tempo, determinação do conteúdo do tempo, ritmo de trabalho e o conteúdo das tarefas).