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Transcrição:

Profª Adriana Moraes

Definição: um conjunto de atitudes políticas, econômicas e militares que visam a aquisição de territórios coloniais através da conquista e estabelecimento de colonos. Período: séculos XV e XVI, auge do colonialismo. Protagonistas: europeus, principalmente portugueses e espanhóis. Região ocupada: colonizaram o continente americano. Objetivo principal: exploração de recursos naturais e minerais.

Monopólio comercial que a metrópole exercia, servindo como base de seu sustento e do sistema colonial, a partir das relações comerciais que nas quais se obtinha lucro, geralmente atuando como atravessador. Finalidade mercantilista, dirigia e administrava a organização e o controle fiscal das metrópoles, sempre saciou seus interesses se beneficiando do comércio e do que ele gerava. De acordo com o pacto colonial, as metrópoles teriam a garantia de ter todos os produtos coloniais com o menor preço, além do incentivo à produção de algo que estivesse com grande procura na Europa.

Pretexto para exploração colonial: civilizar os povos americanos por meio da cultura e da fé cristã. Foi um desdobramento da expansão marítimocomercial européia e elemento fundamental para o desenvolvimento do capitalismo. A colonização promovida pelos espanhóis deve ser entendida a partir da lógica mercantilista, baseada portanto no exclusivo metropolitano, ou seja, no monopólio da metrópole sobre suas colônias.

A exploração mineradora: ouro na região do México e a prata na região do Peru. A mineração tornou-se responsável pelo desenvolvimento de atividades secundárias, complementares responsáveis pelo abastecimento das minas: produtos agrícolas - batata, milho, tabaco e cana de açúcar - sendo que os dois últimos destinavam-se à exportação; atividade criatória: fornecendo mulas e cavalos para as minas. Mais tarde a pecuária se desenvolveu na região sul, fornecendo couro e charque à metrópole.

A exploração do trabalho indígena constituiu-se na base da exploração da América, e utilizou-se de duas formas diferentes: a encomienda e a mita. A encomienda consistia na exploração de um grupo ou comunidade de indígenas por um colono, a partir da concessão das autoridades locais. Em troca, o colono deveria pagar um tributo à metrópole e promover a cristianização dos indígenas. A mita era uma instituição de origem inca, utilizada por essa civilização quando da formação de seu império, antes da chegada dos europeus. Consistia na exploração das comunidades dominadas, utilizando uma parte de seus homens no trabalho nas minas.

Chapetones - homens brancos, nascidos na Espanha e que vivendo na colônia representavam os interesses metropolitanos, ocupando altos cargos administrativos, judiciais, militares e no comércio externo. Criollos - elite colonial, descendentes de espanhóis, nascidos na América, grandes proprietários rurais ou arrendatários de minas, podiam ocupar cargos administrativos ou militares inferiores. Mestiços - brancos com índios, eram homens livres, trabalhadores braçais desqualificados e explorados na cidade (oficinas) e no campo ( capatazes). Escravos negros - nas Antilhas representavam a maioria da sociedade e trabalhavam principalmente na agricultura. Indígenas - grande maioria da população, foram submetidos ao trabalho forçado através da mita ou da encomienda.

As colônias estavam divididas em quatro vice-reinados e capitanias gerais, que constituíam áreas estratégicas. Conselho Real e Supremo da Índias v ice-reis (VICE-REINADOS) Intendências governadas por alcaides

No período pré-colonial, as costas brasileiras passaram a ser exploradas apenas a partir dos anos de 1501 e 1502. Ainda havia descaso de Portugal com relação à nova terra: o comércio com as Índias era mais vantajoso e menos dispendioso. Enquanto o povo das Índias já possuía uma tradição comercial, baseada em especiarias já acabadas enquanto produtos, o índio no Brasil realizava suas atividades econômicas apenas para sua subsistência. Portanto, toda a mercadoria no Brasil exigia trabalho do português em sua extração.

Foi mínima a ocupação portuguesa nos primeiros anos após a descoberta da nova terra por Portugal. Foi no ano de 1531, com Portugal sob o reinado de D. João III, que a política colonialista portuguesa em relação ao Brasil passou a tomar novos rumos: a expedição de Martim Afonso de Sousa ao Brasil manteve os objetivos das expedições anteriores, porém acrescentando-se a tais objetivos a efetivação da ocupação portuguesa em solo brasileiro.

A orientação econômica era o conceito mercantilista que significava seguir em busca de terras que oferecessem vantagens comerciais. Essa orientação baseava-se em preceitos como: o acúmulo de riquezas através da detenção de metais preciosos, o que garantiria o poder econômico do Estado; o desenvolvimento manufatureiro como exclusividade da metrópole; a garantia dos domínios comerciais no exterior; balança comercial favorável, que originou políticas protecionistas e intervencionistas por parte dos estados.

A Inglaterra iniciou seu processo de expansão marítima no final do século XV, após a Guerra das Duas Rosas, com a ascensão da Dinastia Tudor, que deu início a formação do absolutismo e desenvolveu uma política mercantilista. No entanto, as expedições que a princípio pretendiam encontrar uma passagem para o Oriente, não tiveram resultados efetivos, seja pelos conflitos com a Espanha, ou com os povos indígenas na América do Norte.

Do ponto de vista social, havia nas cidades inglesas uma grande massa de homens pobres, resultado do êxodo rural, provocado pelos "cercamentos" e outra camada de origem burguesa, porém que sofria com as perseguições religiosas. Parte desses dois grupos migraram para as colônias da América do Norte.

Colônias de Exploração A primeira colônia inglesa foi a Virgínia produtora de tabaco-, mas a efetiva ocupação e desenvolvimento da região levaria algumas décadas, ao longo das quais foram estabelecidas outras colônias na região sul: Maryland (colônia católica, em 1632) Carolina Do Norte e Carolina do Sul (1663) e Geórgia (1733). Nessas colônias do sul desenvolveu-se o latifúndio monocultor, denominado PLANTATION, voltado para a exportação segundo os interesses da metrópole, utilizando o trabalho escravo africano.

Colônias de Povoamento As Colônias do Norte têm sua origem na fundação da cidade de Plymonth ( Massachussets) em 1620, pelos "peregrinos do Mayflower", puritanos que fugiam da Inglaterra devido as perseguições religiosas e que estabeleceram um pacto, segundo o qual o governo e as leis seguiriam a vontade da maioria. A partir de Plymonth novos núcleos foram surgindo, vinculados a atividade pesqueira, ao cultivo em pequenas propriedades e ao comércio.