ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA

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Transcrição:

ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA ET 658 30 de novembro de 2012

Página 2 de 6 ÍNDICE Registo das revisões... 3 Preâmbulo... 4 1. Objetivo... 4 2. Âmbito... 4 3. Referências... 4 4. Definições / Siglas... 5 5. Meios de medição... 5 6. Critérios... 5 7. Procedimento... 5 7.1. Condições prévias ao ensaio... 5 7.2. Instalação dos medidores de CO... 6 7.3. Ensaio... 6 8. Relatório... 6

Página 3 de 6 Registo das revisões Nº da revisão Data Motivo 0 2005-12-19 Redação inicial. 1 Alterações nos pontos 6 (Critérios), 7 (Procedimento) e 8 (Relatório).

Página 4 de 6 Preâmbulo A primeira revisão desta especificação técnica resulta da aplicação do princípio da melhoria contínua. Pese embora não esteja estabelecida uma periodicidade exata para a revisão deste tipo de documentos, entendeu a Direção Técnica avaliar o estado de atualização das disposições deste documento. Esta revisão da ET 658 anula e substitui a revisão anterior, de 19 de dezembro de 2005, sendo aconselhável a leitura integral desta especificação técnica para uma correta aplicação das suas disposições. Deve ser atribuído a esta especificação técnica, o estatuto de norma EDP Gás Distribuição onde se estabelecem as regras a seguir para alcançar o objetivo discriminado. 1. Objetivo A presente especificação técnica tem como objetivo definir o procedimento a adoptar na avaliação da conformidade associada à quantificação de monóxido de carbono no ambiente (CO amb ) no âmbito da verificação das condições de ventilação e exaustão dos produtos de combustão dos locais onde estão montados e a funcionar aparelhos a gás. 2. Âmbito Aplica-se a instalações de utilização com potência até 100 kw por local de consumo onde estão montados e a funcionar aparelhos a gás. 3. Referências Portaria n.º 362/2000, de 29 de agosto, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 690/2001, de 10 de julho. Aprova os procedimentos relativos às inspecções e à manutenção das redes e ramais de distribuição e instalações de gás e o estatuto das entidades inspectoras das redes e ramais de distribuição e instalações de gás. Portaria n.º 690/2001, de 10 de julho Introduz alterações às portarias: 361/98 de 26 de junho de 1998, 386/94 de 16 de junho e Portaria 362/2000. Despacho do IPQ CT01-EST (Edição 0, de 2004-01-28).

Página 5 de 6 4. Definições / Siglas CO Monóxido de carbono. ppm Parte por milhão (medida de concentração). 5. Meios de medição a) Instrumento de medição da concentração de CO: a1) Incerteza de medição máxima de 5 ppm; a2) Os instrumentos usados não devem ser sensíveis a produtos usados em operações correntes de limpeza ou lavagem, nomeadamente com base em produtos voláteis tais como amónia, benzinas ou ácido acético; a3) Os sensores dos analisadores usados devem ser substituídos com a frequência recomendada e serem periodicamente verificados por meios e métodos aceites. 6. Critérios a) A avaliação dos resultados de medição de CO deverá ser feita de acordo com o estabelecido no quadro seguinte. Concentração de CO [CO] 45 ppm [CO] > 45 ppm Avaliação Conforme Defeito Crítico b) Se durante o ensaio for verificada uma concentração de CO superior a 50 ppm, o ensaio deve ser imediatamente interrompido, de forma a evitar atingir valores de concentração de CO excessivamente elevados, que possam colocar em causa a segurança de pessoas e bens. 7. Procedimento 7.1. Condições prévias ao ensaio Os compartimentos onde estão montados os aparelhos a gás devem ter as portas de acesso e janelas fechadas, mantendo no entanto, as folgas naturalmente existentes.

Página 6 de 6 7.2. Instalação dos medidores de CO A recolha dos produtos da combustão dos aparelhos a gás deve ser feita a uma altura entre 1,5 e 2 m acima do nível do pavimento e a uma distância máxima de 1,5 m do aparelho de maior potência. 7.3. Ensaio O ensaio deve ser efectuado nas condições potencialmente mais desfavoráveis para cada local, em termos de eventual concentração de CO, devendo no mínimo respeitar os seguintes aspectos: a) Antes de dar início ao ensaio, todos os queimadores dos aparelhos montados no compartimento, com excepção dos de tipo A, devem ser postos em funcionamento com a sua potência máxima. b) Para efeitos de medição, os aparelhos a gás devem funcionar, pelo menos durante 5 minutos. c) Se a leitura estiver estável (variação admissível de ± 2 ppm em 30 segundos), registar o valor e dar o ensaio por terminado. d) Caso contrário, aguardar pela estabilização da leitura até ao limite de 45 ppm. e) Nas instalações assistidas por extratores mecânicos individuais dos produtos da combustão, o ensaio deve ser executado em duas fases: e1) Com o extractor desligado; e2) Com o extractor em funcionamento na sua velocidade máxima. 8. Relatório a) Quando o ensaio é feito por um organismo de inspecção (de acordo com a Portaria nº 362/2000, de 20 de Junho), o técnico inspector deve elaborar um relatório no qual constem os dados relevantes, nomeadamente: a1) Registo dos equipamentos utilizados no ensaio; a2) Características metrológicas do instrumento de medição de concentração de CO; a3) a concentração de CO determinada e o tempo de ensaio; a4) deverá ainda ser registada qualquer informação adicional relevante sobre as condições em que foi efectuada a inspecção. b) Deve ser fornecida uma cópia do relatório ao requerente e outra à EDP Gás Distribuição.