Cinemometria no IPQ, 2017

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1 Olivier Pellegrino IPQ DMET 2017

2 PLANO I.INTRODUÇÃO II.CONTROLO METROLÓGICO, CALIBRAÇÃO III.PRÁTICA IV.REFLEXÕES, CONCLUSÕES

3 I. INTRODUÇÃO O Instituto Português da Qualidade, I.P. - IPQ: Lei Orgânica aprovada pelo Decreto-Lei 71/2012, de 21 de março, alterada pelo Decreto-Lei n.º 80/2014, de 15 de maio: Instituição Nacional de Metrologia responsável pela atividade de controlo metrológico (CM) em todo o território nacional IPQ DMET

4 I. INTRODUÇÃO O IPQ m 2 em3 edifícios 56 especializações metrológicais ~3 100 calibrações ou verificações/ ano ~ 30 colaboradores Unidade de Metrologia Legal 43 regulamentos do Controlo Metrológico em 39 domínios Unidade de Metrologia Científica e Aplicada PadrõesNacionaisdo comprimento, tempo, massa, grandezaselétricas, temperatura, volume, intensidade luminosa e quantidade de matéria IPQ DMET

5 Cinemometria noipq, 2017 I. INTRODUÇÃO Decreto-Lei nº. 291/90 de 20 de setembro: Define o Controlo Metrológico (CM) dos Instrumentos de Medição (IM) utilizados nos domínios da segurança, saúde, energia e pré-embalados Baseado em: Recomendações da Organização Internacional da Metrologia Legal (OIML R), Diretivas europeias Consiste em: Aprovação de Modelo (AM): conformidade com especificações aplicáveis (vál. 10 anos) Primeira Verificação (PV): conformidade com AM e disposições regulamentares Verificação Periódica (VP): manutenção das qualidades metrológicas (vál. 31 de dezembro do ano civil a seguir a operação) Verificação Extraordinária (VE): permanência das qualidades metrológicas IPQ DMET

6 I. INTRODUÇÃO Portaria nº 962/90 de 9 de outubro: Regulamento geral do CM Harmonização dos Despachos do IPQ com direito comunitário, Aprovação de Modelo: marcação de símbolo e indicações numéricas (resp. fabricante ou importador) Primeira Verificação: símbolo da PV (resp. fabricante ou importador ou resp. utilizador se após reparação) Verificação Periódica: símbolo da VP (resp. utilizador) Verificação Extraordinária:

7 I. INTRODUÇÃO Portaria n.º 1542/2007 de 6 de dezembro: Regulamento do Controlo Metrológico dos cinemómetros

8 I. INTRODUÇÃO Cinemómetros com AM do Controlo Metrológico: 1) Cinemómetros por efeito de Doppler ( radars ) variação f D = f R f E duma radiação de comprimento de ondaλ f E objecto à velocidade v f R sob ânguloα: 20 Incidência 5 Abertura a velocidade do veículo: v = (λ f D ) / (2cosα)

9 I. INTRODUÇÃO Cinemómetros com AM do Controlo Metrológico: 2) Cinemómetros de sensores estáticos d Velocidade do veículo: v= d/ (t 2 t 1 ) t 2 t 1 Cronómetros (t i ) iniciados por sensores estáticos (feixe luminoso, laços de indução magnética, células piezoelétricas...)

10 I. INTRODUÇÃO Cinemómetros com AM do Controlo Metrológico: 3) Cinemómetros laser a tempo de voo, lidares Velocidade do veículo: vários da vários t v= d/ t Cronómetro (t) emissor & sensor de luz (geralmente IV, λ~ 900 nm)

11 I. INTRODUÇÃO Cinemómetros com AM do Controlo Metrológico: 4) Cinemómetros de perseguição Medição de t, sobre uma distância d, escolhida pelo operador do cinemómetro, à velocidade relativa nula em relação ao veículo perseguido: velocidade do veículo-alvo:v= d/ t Cronómetro (t) Medidor de distância (d)

12 I. INTRODUÇÃO Resumo dos Cinemómetros utilizados em Portugal

13 I. INTRODUÇÃO Resumo dos cinemómetros utilizados em Portugal

14 I. INTRODUÇÃO Resumo dos cinemómetros utilizados em Portugal Tipo 1: 179 cinemómetros de 6 modelos, para 12 AM válidas Em 2011: 110 cinemómetros de 3 modelos, para 7 AM válidas Tipo 2: 0 cinemómetro, para 4 AM válidas Em 2011: 0 cinemómetro, para 3 AM válidas Tipo 3: 5 cinemómetros de 2 modelos, para 5 AM válidas Em 2011: 0 AM d t 2 t 1 Tipo 4: 39 cinemómetros de 3 modelos, para 1 AM válida Em 2011: 28 cinemómetros de 3 modelos, para 1 AM válida

15 I. INTRODUÇÃO Resumo dos cinemómetros utilizados em Portugal % 10% 2% 18% tipo 1 ~ 80 % fixos ~ 70 %

16 I. INTRODUÇÃO Portaria n.º 1542/2007 de 6 de dezembro: Regulamento do Controlo Metrológico dos cinemómetros Erros Máximos Admissíveis (EMA)

17 II. CONTROLO METROLÓGICO Portaria n.º 1542/2007 de 6 de dezembro(mandatório) Ensaios em 2 fases: Labo e Estrada Ensaios de Labo: selagens, programas informáticos, características metrológicas, simulações (só p/ ensaios de AM e PV) Resultados de medição rastreados ao SI (padrões do IPQ, METAS) Conforme Ensaios de estrada Não conforme selagens PV progr. informát., caract. metrológicas reparação + PV

18 II. CONTROLO METROLÓGICO Portaria n.º 1542/2007 de 6 de dezembro, (mandatório) Ensaios de Estrada: Controlo da medição da velocidade dum veículo-alvo [a determinadas velocidades,50 km/h, 70 km/h, 90 km/h, 110 km/h e 130 km/h, e 3 ou 5 repetições, segundo a operação metrológica] Base da Força Aérea Portuguesa, Ota cinemómetros de referência(rastreabilidade ao SI através de calibração ao METAS): Recetor GPS diferencial, VBOX Mini da Racelogic Cinemómetro-radar HADER (f E = 24,125 GHz) Comparação dos erros com os Erros Máximos Admissíveis (EMA)

19 II. CONTROLO METROLÓGICO Conclusãoda Verificação: aplicaçãodo símbolode acordocom a AM ou

20 II. CONTROLO METROLÓGICO Conclusãoda Verificação: emissão de Certificado Data da operação Resultadoda operação: aprovação Validade

21 II. CALIBRAÇÃO NP ISO/IEC 17025, VIM2012 (ato voluntário) Mensuranda: velocidade rodoviária dum veículo-alvo [a determinadas velocidades,50 km/h, 70 km/h, 90 km/h, 110 km/h e 130 km/h] Base da Força Aérea Portuguesa, Ota cinemómetros de referência (rastreabilidade ao SI através de calibração ao METAS): Recetor GPS diferencial, VBOX Mini da Racelogic Cinemómetro-radar HADER (f E = 24,125 GHz) Vários cinemómetros, principalmente recetores GPS

22 II. CALIBRAÇÃO Certificado de Calibração x i, valorde referência y i, indicaçãodo Instrumentode Medição(IM) uma função de calibração(vim2012) Outras respostas: y', u(y') Fulano estímulos: x' = (y a 0 ) / a 1 u(x')? correção dos valores indicados pelo IM confiança nos resultados, Sistema de Qualidade_

23 III. PRÁTICA, IPQ Verificações metrológicas: > 200 / ano Calibrações: ~ 20 /ano Aprovações de Modelo: 2 /ano análise de pedido, ensaios, correspondência c/ requerente, programas informáticos Respostas a tribunais, cidadãos: 15 /ano Contribuições:OIML TC7/SC4 Measuring instruments for road traffic R 91 draft, Regulamento nacional do CM dos cinemómetros, Regulamento Geral do CM Divulgações: Congressoscientíficos(C.I.M. do CollègeFrançaisde Métrologie, Encontros& ConferênciasdaSociedadePortuguesa de Metrologia-SPMet), seminários, artigos, formações

24 III. PRÁTICA, IPQ Pareceres: Lei n.º 1/2005 de 10 de Janeiro Regula a utilização de câmaras de vídeo pelas forças e serviços de segurança em locais públicos de utilização comum Artigo 6.º Utilização de câmaras portáteis 1 A autorização para a instalação de câmaras fixas inclui a utilização de câmaras portáteis. Aprovações de Modelo: cinemómetros-radar fixos: com funcionamento em: tripé, viatura estacionada, cabina no solo, cabina em pórtico ou pontes, cabinas laterais à estrada ou pórticos (~ 70 % dos cinemómetros) cinemómetrosmóveis: funcionar _ numa viatura em movimento (~ 10 % dos cinemómetros)

25 III. PRÁTICA, IPQ Pareceres: ~ 70 % cinemómetros-radar fixos: com funcionamento em: tripé, viatura estacionada, cabina no solo, cabina em pórtico ou pontes, cabinas laterais à estrada ou pórticos ~ 10 % + 20 % cinemómetros móveis: funcionar _ numa viatura em movimento

26 III. PRÁTICA, IPQ Pareceres: Relatório de prova fotográfica em unidades legais: km/h e tendo em conta as EMA Boas práticas de utilização de cinemómetros e interpretação de resultados: formações Controlo dos detetores de infração de semáforos vermelhos 1. Não se trata de IM: mensuranda? 2. Cada semáforo vermelho com 1 sensor? Possibilidade de considerar o conjunto: detetor + IM de velocidade

27 IV. REFLEXÕES - CONCLUSÕES Aumento do número cinemómetros: + 26 % Mudança da tecnologia: varrimento, lidares + colaboradores + equipamentos, formação Pareceres: contribuição ou iniciativa do IPQ Exemplos: cinemómetro radar fixo(ipq) câmarafixa(lei n. 1/2005 de 10 de janeiro) Relatório de prova fotográfica em unidades legais: km/h Boas práticas de utilização de cinemómetros e interpretação de resultados: formações Atualização dos Regulamentos Melhorese maioresinteraçõesentre diferentesentidadesdo Estado: forças de segurança, ANSR,IMT, IPQ & tribunais

28 ALGUMAS REFERÊNCIAS IPQ-Inmetro:2012 Vocabulário Internacional de Metrologia (VIM) 1.ª edição lusobrasileira do VIM 2012, acessível em: load.aspx Brochure sur le SI : Le Système international d'unités [8 e édition, 2006 ; mise à jour en 2014], acessível em: IPQ: VIML Vocabulário Internacional. Termos de Metrologia Legal, 1.ª edição. Julho de 2009, acessível em: Decreto-Lei nº. 291/90 de 20 de setembro, Portaria nº 962/90 de 9 de outubro, Portaria n.º 1542/2007 de 6 de dezembro, NP ISO IEC 17025:2005 Requisitos gerais de competência para laboratórios de ensaio e calibração

29 EQUIPA Olivier Pellegrino Carlos Pires Mónica Fonseca Filipe Fernandes

30 2.ª Semana Micotec Segurança Rodoviária Dia Mundial da Metrologia 2017 As Medições para os transportes Instituto Português da Qualidade vai realizar no próximo dia 22 de maio, nas suas instalações na Caparica, um Dia Aberto

31 Agradecido! Olivier Pellegrino

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