HISTÓRICO DA HOMEOPATIA Módulo 1 Instrutora: Flávia Silva Barits
Grécia antiga ESCOLA DE CNIDO ESCOLA DE COS RACIOCÍNIO ANALÍCO ESTUDA A DOENÇA RACIOCÍNIO SINTÉTICO ESTUDA O DOENTE
Hipócrates: 460 a.c.- 370 a.c. Considerado o Pai da Medicina. Princípio da Semelhança ( Similia Similibus Curantur ), dos contrários (Contraria Contrariis Curantur) e da cura natural (Vis medicatrix naturae). Visão integral do ser humano: observar, estudar o doente e não a doença, avaliar honestamente, ajudar a natureza.
Contexto Histórico da Medicina Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão suas doenças. Sempre que um médico não puder ajudar, ele deve evitar prejudicar. Tudo acontece conforme a natureza. Hipócrates A cura está ligada ao tempo e às vezes também as circunstâncias Que a alimentação seja teu único remédio.
Galeno: 129-200 Fundador da fisiologia experimental. Utilizava o Princípio dos Contrários: Contraria Contrariis Curantur, onde o tratamento é feito a base dos antis: antiinflamatório, antiespasmódico, antibiótico, etc. Prática usada até hoje pela medicina convencional.
Paracelso :1493 1541 Alquimista e médico. Médico dos Pobres. Pai da Medicina Hermética. Devoto de Hipócrates. Sabia extrair os componentes com poderes curativos dos minerais, dos metais e dos vegetais. Usou com maestria a ciência sagrada da astrologia para curar os enfermos. A Medicina paracelsista é um retorno à filosofia da natureza, ao holismo.
Nome popular: Eufrásia Nome científico: Euphrasia rostkoviana
O criador da Homeopatia, Christian Frederich Samuel Hahnemann, nasceu em 1755, na Alemanha. Em 1790, aos 35 anos, durante a tradução da Matéria Médica de William Cullen (1710-1790), ficou motivado com as comentários de Cullen para os efeitos terapêuticos da China officinallis (quina). Decidiu experimentar a quina, observando em si mesmo manifestações bastante semelhantes às apresentadas por pacientes com malária.
Concluiu que a quina era utilizada no tratamento da malária porque produzia sintomas semelhantes em pessoas saudáveis. Este foi, sem dúvida alguma, um dos pilares de seu ordenamento empírico e 'experimental', uma vez que, para Hahnemann, a observação genuína dos efeitos de um dado medicamento pressupõe que ele seja administrado às pessoas sãs, ao contrário do postulado por Paracelso. A partir de então, realizou experimentos com a a Atropa belladona (beladona), Digitalis purpurea (digitalis ou dedaleira), Mercurius solubilis (mercúrio) e outros compostos, obtendo resultados similares. Apoiado em suas evidências experimentais e no pensamento hipocrático Similia similibus curentur, Hahnemann concebeu uma nova forma de tratamento, embasada na cura pelos semelhantes, proposta por Hipócrates.
Hahnemann postulou a existência de uma energia vital, a qual possibilita, ao organismo, o estabelecimento de reações aos mais variados estímulos ambientais. O homem é compreendido por Hahnemann como uma unidade composta por corpo, alma e consciência, capaz de se manter sã quando todas as sensações e reações se equilibram de forma harmônica. Em circunstâncias nas quais há distorções nessa harmonia o indivíduo se torna doente, sofrendo de um padecimento que lhe é próprio.
Christian Frederich Samuel Hahnemann: 1755-1843 Video : Hahnemann e a História da Homeopatia
Pintura alegórica de Alexandre Egorovich Beideman (1857) mostrando o horror com que a Homeopatia e Samuel Hahnemann contemplavam a medicina da época.
Experimento com a quina (medicamento China officinalis): sintomas semelhantes aos da malária. Diminuindo progressivamente as doses de quina os sintomas artificiais desapareceram. Conclusões: Os semelhantes são curados pelos semelhantes - Hipócrates; Necessidade de experimentação humana nas indicações curativas dos agentes terapêuticos;
1ª Lei: Lei dos Semelhante ; 2ª Lei: Experimentação em homem sadio; 3ª Lei: Remédio Único; 4ª Lei: Dose Mínima.
Cura do semelhante curando o semelhante, ou seja, as substâncias curam os mesmos sintomas que são capazes de produzir quando experimentados no homem são. Ex: China officinalis e Arnica montana.
China officinalis: Fraqueza, vômito, diarréia, boca amarga, problemas gástricos e vertigem. Pouca afetividade, sensível a barulho, insônia, sonha com luta, fogo, ou queda de local alto.
Arnica montana: Choques físicos e emocionais, politraumatismos, dor muscular, câimbras, contusão e entorses. Confusão mental, angústia, ansiedade pelo futuro, sonha com corpos mutilados.
O procedimento sistemático de testar as substâncias em seres humanos saudáveis para elucidar os sintomas que refletem a ação da substância é chamado EXPERIMENTAÇÃO.
2ª: Experimentação em homem sadio Uma substância que produz certos sintomas artificiais numa pessoa sadia vai curar esses mesmos sintomas numa pessoas doente. Essa síntese de sintomas artificiais provocado pelo medicamento homeopático é chamado de PATOGENESIA.
2ª: Experimentação em homem sadio Quando surgir um doente que corresponda ou que se justaponha à patogenesia citada na matéria médica, diremos que aquele medicamento que determinou tal patogenesia é o seu SIMILLIMUM.
3ª: Remédio Único Encontrar e tratar somente com um ÚNICO medicamento, o Simillimum da pessoas, ou seja, o que irá abranger o maior número de sintomas nos níveis energético, mental, emocional e físico.
4ª : Dose mínima A energia curativa das substâncias é realizada por meio de sucessivas diluições seguida de agitação vertical forte e vigorosa (SUCUSSÕES). Esse método libera uma energia terapêutica que estava latente na substância bruta e esta age na própria energia do paciente, estimulando-a para cura.