Argamassas e Revestimento

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Transcrição:

Introdução 2/26 Argamassas e Revestimento Argamassa é o resultado da mistura de aglomerante, agregado miúdo, água e às vezes aditivos, usada para assentamento de alvenarias e revestimentos. Aglomerante: cimento, cal, adições, etc. Prof. Marcelo Cândido mcandido11@hotmail.com Agregado: -material inerte -reduz custo -elimina em parte a instabilidade de volume -na cal facilita a penetração de CO2 -areia, pó de pedra, mármore moído, granitina -saibro: argilo-mineral Água: plasticidade e endurecimento do aglomerante Aditivos Para Argamassa 3/26 Propriedades das Argamassas 4/26 Aditivos Retentores de água (celulose) Incorporadores de ar Retardadores de pega (associados a incorporadores / plastificantes) Adesivos (selantes) PVA Acrílica Estireno-butadieno Condições que devem satisfazer as argamassas: a) Trabalhabilidade b) Resistências mecânicas c) Impermeabilidade d) Aderência e) Constância de volume f) Durabilidade Argamassa de boa qualidade: Todos os grãos dos agregados devem ser perfeitamente envolvidos pela pasta Perfeita aderência entre a pasta e o agregado Todos os vazios devem ser cheios de pasta Classificação das Argamassas 5/26 Importância das Argamassas 6/26 Quanto ao emprego: comuns ou refratárias (aluminatos) Quanto do no. de elementos ativos: simples e compostas Quanto à dosagem: Pobres: aglomerante insuficiente para preencher os vazios do agregado Cheias: quando há o preenchimento dos vazios Ricas ou gordas: quando há execesso de pasta Quanto à consistência: secas, plásticas e fluídas Quanto ao tipo de aglomerante: aéreas, hidrálicas e; mistas 1

Sistemas de Revestimento 7/26 Sistemas de Revestimento 8/26 1. Base A base deve ter as seguintes caracterísiticas Toda superfície sobre a qual são aplicadas a camada ou camadas de revestimentos. Resistência mecânica maior que o revestimento Concreto ou cerâmico Estrutural ou de vedação Capacidade de absorção de água Porosidade Textura superficial lisa ou rugosa Textura superficial (melhor com maior rugosidade) Porosidade e absorção capilar Sistemas de Revestimento 9/26 10/26 2. Preparação da base Camada de ancoragem é um procedimento de preparação da base Remoção de resíduos Funções principais: Correção de irregularidades Remoção de incrustações metálicas regularização da absorção ancoragem (aderência) Preenchimento de furos, rasgos e depressões Obrigatoriedade: Pré-umidecimento quando existe limitação na capacidade de aderência revestimentos sujeitos a ações de maior intensidade 11/26 12/26 convencional rolado Traços: Traço: 1 : 3 com aditivos adesivos 1 : 3 ou 4 (cimento: areia média) 1 : 0,5 : 3 ou 4 (cimento: cal : areia média) Areia grosa dá muita reflexão Aplicação com rolo para textura acrílica Aplicação em um só sentido Aplicação com colher de pedreiro Recomendado para uso externo Deve-se ter muito controle sobre a execução 2

13/26 14/26 industrializado Material é fornecido pronto. A água é adicionada na obra Aplicado desempenadeira dentada aditivado Adição de aditivos poliméricos aos tipos de chapisco acima mencionados 3. Camadas de revestimentos argamassados 1. Emboço 2. Reboco 3. Camada única ou reboco paulista Regularização superficial da alvenaria. Suporte de camadas posteriores de revestimento Etapas Executivas 15/26 Etapas Executivas 16/26 Etapas processo construtivo dos sistemas de revestimentos Após o chapisco: Colocação de taliscas mestras Lançar a massa (chapar) Etapas Executivas 17/26 Etapas Executivas 18/26 Tabela Limites mínimo e máximo da espessura das camadas dos revestimentos de parede especificados pela NBR 13749 (1995). Camada Parede Espessura Teto Espessura Do (mm) (mm) revestimento Interna Externa Interno e Externo Emboço 5 a 20 15 a 25 e 15 Emboço e reboco 10 a 30 20 a 30 e 20 Camada única 5 a 30 15 a 30 e 20 sarrafeamento 3

Produtividade 19/26 PRINCIPAIS GRUPOS DE REVESTIMENTOS Indices de produtividade : 6,5 m2/h x H Reboco Paulista teto: 1,8 m 2 /h x H parede: 2,4 m 2 /h x H Assentamento parede: 2,3 m 2 /h x H Contrapiso: 3,5 m 2 /h X H revestimentos de paredes e tetos sistemas à base de argamassa sistemas à base de argamassa + cerâmico sistemas de pintura sistemas sintéticos (plásticos, fórmica, etc) revestimentos de piso à base de argamassa argamassa + cerâmico sintéticos (plásticos, fórmica, etc) impermeabilização PROPRIEDADES DE INTERESSE PARA ARGAMASSAS E REVESTIMENTOS I. Estado Fresco (argamassa) consistência plasticidade retenção de água coesão adesão inicial Para se alcançar as propriedades finais dos revestimentos obrigatoriamente deve-se obter uma trabalhabilidade adequada ao processo de execução. T R A B A L H A B I L I D A D E II. Estado endurecido (revestimento) ADERÊNCIA EXTENSÃO DE ADERÊNCIA PROP. MECÂNICAS ESPECÍFICAS - DUREZA IMPERMEABILIDADE CAPACIDADE DE DEFORMAÇÃO DURABILIDADE DESEMPENHO CONCEITOS BÁSICOS Argamassa X Revestimento Processo executivo Chapar a argamassa exige Propriedades específicas da argamassa - plasticidade - retenção água - adesão Propriedades ou características inadequadas na argamassa irão gerar revestimentos inadequados. Sarrafar e desempenar exige Alteração rápida das propriedades iniciais -enrigecimento (argamassa puxar) 4

A relação entre as propriedades ao longo do tempo não é absoluta. P/ex.: Retenção de Água Perda de água importante manter a trabalhabilidade nas operações iniciais necessária ao processo executivo (sarrafeamento) necessária ao desenvolvimento da aderência Propriedades de interesse das argamassas Trabalhabilidade Capacidade de fluir ou espalhar-se sob a superfície do componente de alvenaria, por suas saliências, protuberâncias e fissuras Determina Intimidade do contato entre a argamassa e o substrato Afeta Capacidade e extensão de aderência do revestimento Propriedades relacionadas à trabalhabilidade Plasticidade Propriedade que permite a argamassa deformarse sem ruptura e manter a forma adquirida Consistência Propriedade pela qual a argamassa tende a resistir às deformações impostas (inverso de fluidez) São função do: teor e natureza dos finos teor de ar incorporado teor água processo de mistura A argamassa deve ter uma fluidez adequada para preencher as saliências, fissuras e protuberâncias da base, e uma plasticidade compatível de modo a manter-se na posição em que foi aplicada Retenção de água Retenção de consistência Plasticidade (deformar-se e manter a forma) Adesão inicial: molhar a base fluidez e plasticidade Fluidez (envolver a base) Retenção água (manter a trabalhabilidade) FUNÇÕES BÁSICAS DOS REVESTIMENTOS Regularização superficial dos fechamentos Proteção das alvenarias e estrutura (durabilidade) Contribuição do desempenho geral dos fechamentos da edificação: isolamento térmico isolamento acústico estanqueidade a água/gases resistência a desgastes superficiais resistência a choques, etc. 5

PROPRIEDADES DOS REVESTIMENTOS 1. ADERÊNCIA Propriedade que permite ao revestimento ou a interface revestimento/substrato absorver e resistir a esforços normais e tangenciais Mecanismos da aderência ancoragem atrito Revestimento penetração e hidratação da pasta nos poros do substrato Resistência à tração Alvenaria Aderência Resistência ao cisalhamento Extensão de aderência Extensão de aderência É função: Razão entre a área de contato efetivo e a área total possível de ser unida Argamassa trabalhabilidade da argamassa plasticidade fluidez (consistência) retenção de água procedimento executivo natureza e condições da base (textura, porosidade) CARASEK (1996), Substrato Avaliação da aderência Tabela Limites mínimo da resistência de aderência a tração dos revestimentos de parede especificados pela NBR 13749 (1995). 2. CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕES Propriedade que permite ao revestimento acomodar ou absorver pequenas deformações, quer de origem intrínseca à argamassa (retração), ou de origem em pequenas deformações do substrato. Quanto menor o módulo de elasticidade: maior a capacidade de deformação menores as propriedades mecânicas 6

A deficiência em relação à deformação é mais crítica nas solicitações de tração Diferentes propriedades dos materiais constituintes do revestimento cerâmico. Módulo de elasticidade Coef. dilatação térmica (GPa) linear / o C Emboço 0,6 11,5 x10-6 Argamassa Colante 3,5 a 6,5 7 a 9 x10-6 Rejunte 8,0 4 x10-6 Peça Cerâmica 41,5 7 x10-6 Fissuração Retração plástica Retração por secagem O grau de fissuração resultante é funcão da capacidade de absorver tensões de tração provenientes dos fenômenos de retração e solicitações de serviço. 3. OUTRAS PROPRIEDADES MECÂNICAS A fissuração depende: Consumo de água Consumo e características dos agregados Consumo de cimento Consumo de finos plastificantes (cal, saibro,etc) Técnicas executivas (sarrafeamento, desempenamento,etc Impacto Abrasão Movimentação diferencial (umidade, térmica) Outros Tração, compressão, cisalhamento Tensões internas Desagregação dos revestimentos 3. OUTRAS PROPRIEDADES MECÂNICAS 3. OUTRAS PROPRIEDADES MECÂNICAS O revestimento deve ser capaz de suportar ações mecânicas de diversas naturezas, tensões simultâneas de tração, compressão e cisalhamento. As propriedades mecânicas dependem: Estanqueidade / permeabilidade Durabilidade Isolamento térmico... consumo e natureza dos aglomerantes consumo e natureza dos agregados 7

DETALHES ARQUITETÔNICOS PARA MELHORIA DO DESEMPENHO DE REVESTIMENTOS Captação de águas pluviais (localização e número de pontos) Beiral Cimalhas elemento impermeável caimento pingadeira inferior Saliências ou Projeções da Fachada argamassa pedras elementos cerâmicos Descolamento do fluxo de água sobre a fachada Platibanda Cimalha Junta de Trabalho na Face Inferior Cobertura Peitoril Projeção 20 mm Juntas de trabalho Pingadeira de argamassa (a) Junta de trabalho (a) pingadeira de argamassa (Fonte : USP (1995) apud MACIEL (1997) Objetivo : Conduzir a fissuração para um ponto localizado Efeito estético Atenuar defeitos de coloração da tinta Localização: Entre bases diferentes Entre 2 tipos de revestimentos diferentes Nos peitoris ou topos de janelas Acompanhando juntas de trabalho do substrato e juntas estruturais ARGAMASSA COLANTE É composta de cimento portland, agregados minerais e aditivos químicos que quando misturados com água forma uma massa viscosa, plástica e aderente, empregada no assentamento de placas de revestimento Depende - deformabilidade do substrato - existência de aberturas - condições de exposição Horizontais: em cada pavimento Verticais: a cada 6 m ou painéis 24m 2 (exterior) a cada 8m ou painéis 32 m 2 (interior) 8

Tipo I Argamassa colante com as características de resistência às solicitações mecânicas e termohigrométricas típicas de revestimentos internos, com exceção daqueles aplicados em saunas, churrasqueiras, estufas, etc. Tipo II Argamassa colante com as características de adesividade e flexibilidade que permitam absorver os esforços existentes em revestimentos de pisos e paredes externas decorrentes de ciclos de flutuação térmica e higrotérmica, da ação de chuva e/ou vento, da ação de cargas de pedestres em áreas públicas e de máquinas e equipamentos leves Tipo III Argamassa colante que apresenta propriedades de modo a resistir a altas tensões de cisalhamento nas interfaces substrato/adesivo e placa cerâmica/adesivo, juntamente uma aderência superior entre as interfaces em relação as argamassa tipo I e II. Tipo III-E Aderência cura normal cura submersa em água cura em estufa Semelhante a tipo III, com um tempo em aberto estendido NBR 14083 NBR 14084 NBR 14085 9