TECNOLOGIA DE ARGAMASSAS

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1 TECNOLOGIA DE ARGAMASSAS Prof. Dr a Marienne do Rocio M.Maron da Costa [email protected] Tópico da Disciplina TC 034 Materiais III Departamento de Construção Civil- DCC Universidade Federal do Paraná - UFPR 2º.semestre/2010

2 Definição

3 Um pouco de História ARGAMASSAS MAIS ANTIGAS: CAL + AREIA 1º. registro de emprego na construção: Pré-História ( anos atrás) Descoberto em 1985, em Israel, ao escavar uma rua: piso polido de 180 m2 feito com pedras e uma argamassa cal e areia ~ 7000 a 9000 a.c. 2º. registro: laje de 25 cm de espessura executada com argamassa de cal no Pátio da Vila de Lepenske-Vir, na Iuguslávia 5600 a.c. A partir daí: argamassa de cal e gesso pelos Egípcios, Gregos, Etruscos e Romanos.

4 Um pouco de História Com as alterações das técnicas de construção =>inclusão de cimento, aditivos, adições... Final século XIX surge na Europa e Estados Unidos Argamassa Industrializada (adição de água em obra)

5 Funções das Argamassas na Construção Revestimento: - alvenarias - emboço - reboco - monocamada Ponte de aderência: - chapisco Regularização (revestimento de piso): - contrapiso Assentamento: - alvenaria - cerâmicos (argamassa colante) Rejuntamento: - cerâmicos - rochas ornamentais Argamassa armada Recuperação de estrutura - Argamassa de reparo

6 Funções das argamassas Chapisco rejunte

7 Argamassa de assentamento Parede de alvenaria de bloco cerâmico

8 Argamassa de revestimento

9 Argamassa Colante Força a aplicada

10 Argamassa Projetada Esquema de bomba do tipo pistão Elton Bauer, UFB Equipamento de projeção => influência da Energia de Lançamento amento

11 Argamassa Auto - adensável

12 Tipos de argamassas NBR Classificação APLICAÇÃO manual mecânica (projeção) PROPRIEDADES ESPECIAIS PROPRIEDADES ESPECIAIS impermeabilização proteção radiológica isolamento térmico pigmentadas texturizadas

13 Tipos de argamassas NBR Classificação TIPO DE AGLOMERANTE cal cimento e cal cimento gesso Extinção da cal virgem

14 Tipos de argamassas NBR Classificação TEOR DE AGLOMERANTES RICA POBRE

15 Tipos de argamassas NBR Classificação QUANTIDADE DE AGLOMERANTES simples => 1 aglomerante Ex: argamassa de cimento mista => mais de 1 aglomerante Ex: argamassa de cimento e cal

16 Tipos de argamassas NBR Classificação CONSISTÊNCIA seca plástica fluida

17 Tipos de argamassas NBR Classificação FORMA DE PREPARO industrializada - sacos preparada na obra argamassa intermediária - cal e areia Central de argamassa Argamassa de cal centrais de argamassa móveis

18 Composição das argamassas Agregados (fração grossa + fração fina) Aglomerantes(cimento, cal hidratada ou virgem, gesso) Adições minerais (escória, pozolana,,...) Aditivos (incorp.ar, imperm., ret.água,...) IMPORTANTE!! Relação água / materiais secos Formulação dos constituintes em MASSA

19 PROPORÇÃO DA MISTURA Alguns traços utilizados na Dosagem! Ex. para Argamassa de cimento e cal Traço em volume (cim : cal : areia) 1 : 0,0 : 3 1 : 0,0 : 4 1 : 0,5 : 3 1 : 1,0 : 4 1 : 1,5 : 5 1 : 2,0 : 6 1 : 1,0 : 4

20 Principais funções dos AGLOMERANTE - resistência mecânica - módulo de elasticidade - resistência a água AGREGADO - retração - movimentação higro-térmica - abrasão - custo componentes ADITIVO - reologia (ex: incorporador de ar) - coesão - estanqueidade a água - retenção de água

21

22 Efeito do Aditivo Incorporador de ar Sem aditivo Incorporador de ar Com aditivo Incorporador de ar

23 Mistura suspensão de partículas ARGAMASSA: Peneira n o. 200 Abertura 0,075 mm

24 Procedimento de Mistura tempo de mistura tipo de equipamento (potência) seqüência de mistura dos componentes (água no pó; p ; póp na água) Argamassadeira Misturador / laboratório Betoneira

25 Controle da Granulometria do agregado e aglomerante Ex: Curva Granulométrica de ARGAMASSAS COLANTES (Tese de Doutorado: Prof.Marienne Costa; jan/ USP)

26 Controle da Morfologia do agregado Agregado NATURAL X ARTIFICIAL => COMPORTAMENTO DISTINTO

27 PROPRIEDADES DA ARGAMASSA NECESSIDADES DO CLIENTE PONTO FUNDAMENTAL INTER-RELA RELAÇÃO Aplicação Estado Fresco Uso Estado Endurecido

28 Propriedades no Estado Fresco Desempenho na aplicação Adesão Densidade Reologia (plasticidade, consistência ~ trabalhabilidade) Retração Retenção de água (sucção, exsudação)

29 Densidade de massa: Aparente (ρ( a ) - volume total do recipiente - inclui vazio entre grãos - influenciada pelo adensamento Volume dos grãos Específica (ρ( e ) - volume dos grãos - exclui vazio entre grãos Volume de vazios entre os grãos

30 Valores práticos de densidade dos componentes

31 Trabalhabilidade: Argamassa após s as quedas da mesa Ensaio de Mesa de Fluidez ( Flow( table )

32 Trabalhabilidade: Ensaios Reológicos Ensaio Squeeze Flow Ensaios Monoponto Reômetro

33 Retenção de água: Papel filtro Argamassa fresca (ensaio em andamento) Ensaio de Retenção de água - Funil de Buchner

34 Aderência Propriedades no Estado Endurecido Desempenho no uso Retração Permeabilidade / capilaridade Abrasão Elasticidade / Deformabilidade Resistência - Biodeterioração

35 Aderência:

36 Aderência:

37 EXTENSÃO DE ADERÊNCIA!

38 Aderência: Limites mínimos de Aderência - NBR (valores em MPa)

39 Aderência (ensaio laboratorial):

40 Aderência: Resistência de aderência Resitência de aderência à tração (MPa) 14,00 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 12,46 7,29 5,37 4,32 4,17 4,41 3,52 2,47 2,90 1,54 A B C D E F G H I J Argamassa Resultados de Argamassas de revestimento industrializadas (pesquisa em andamento)

41 Aderência:

42 Aderência (tipos de rupturas no ensaio:

43 Retração: Retração Plástica Retração por secagem

44 Retração Plástica:

45 Fissuras de Retração Plástica:

46 Permeabilidade / Capilaridade : Corpo de prova PRISMÁTICO - 4x4x16 cm Coeficiente de capilaridade (kg/m2/min1/2) 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00 1,48 1,06 0,82 0,57 0,49 0,42 0,33 0,26 0,22 0,21 A B C D E F G H I J Argamassa Resultados de Argamassas de revestimento industrializadas

47 Resistência a abrasão:

48 Resistência a tração na flexão: Corpo de prova PRISMÁTICO - 4x4x16 cm

49 Módulo de elasticidade dinâmico:

50 Propriedades + importantes Para a ARGAMASSA DE ASSENTAMENTO: -CONSISTÊNCIA E PLASTICIDADE -RETENÇÃO DE ÁGUA -ADERÊNCIA -RESÎSTÊNCIA STÊNCIA MECÂNICA -CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕES Para a ARGAMASSA DE REVESTIMENTO: -CONSISTÊNCIA E PLASTICIDADE -ADESÃO INICIAL -BAIXA RETRAÇÃO -ADERÊNCIA -PERMEABILIDADE À ÁGUA -RESISTÊNCIA MECÂNICA (PPALMENTE SUPERFICIAL) -CAPACIDADE DE ABSORVER DEFORMAÇÕEAS

51 NORMALIZAÇÃO BRASILEIRA PARA ARGAMASSAS de Revestimento: NBR Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos Requisitos NBR Determinação da retenção de água NBR Determinação da densidade de massa e do teor de ar incorporado NBR Determinação da resistência à tração na flexão e à compressão NBRZ Determinação da densidade de massa aparente no estado endurecido NBR Determinação da resistência potencial de aderência à tração NBR Determinação da absorção de água por capilaridade e do coeficiente de capilaridade MÉTODO SQUEEZE FLOW NORMALIZADO recentemente

52 Evapora ção Retraç ão Fissur ação Tempera tura Vento Umidade Sucç ão Base de Assentamento Sucção + Evaporação Porosidade / Capilaridade Ades ão Aderên cia

53 IMPORTÂNCIA DA REOLOGIA NAS ARGAMASSAS

54 Tendência atual para Projeção das Argamassas Esquema de bomba do tipo pistão Elton Bauer, UFB Equipamento de projeção => influencia a Energia de Lançamento amento

55 Eficiência do contato da argamassa colante nas interfaces em função da viscosidade

56 Ensaio Reológico SQUEEZE FLOW Moldes Outras configurações de ensaio Prensa Universal

57 Compressão da amostra cilíndrica entre 2 placas paralelas; Controle por deslocamento ou carga.

58 Solicitações Compressão Elongação Elongação Cisalhamento

59 Análise

60 Análise Determinação de Viscosidade Determinação de Tensão de Escoamento.

61 200 Resultados de Pesquisa (argamassa de revestimento) Industrializada - 15 minutos Industrializada - 45 minutos Resíduo - 15 minutos Resíduo - 45 minutos Carga (N) deslocamento (mm)

62 Squeeze Flow Método simples preciso, versátil e de fácil implementação; Submete as argamassas a solicitações próximas das reais; Reflete a percepção do pedreiro durante aplicação; Permite avaliação da influência de variáveis intrínsecas e extrínsecas; Determinação de parâmetros reológicos.

63 REÔMETRO R e Controle do comportamento reológico durante a Mistura Equipamento do Laboratório de Materiais da EPUSP

64 Viscosímetro de Brookfield fração passante # 200 Reometria em Pastas Rotações (rpm) Programação do ensaio Tempo (s)

65 PATOLOGIA EM ARGAMASSAS

66 PRINCIPAIS OCORRÊNCIAS PATOLÓGICAS: Argamassas de Revestimento Apresentação Basf The Chemical Company

67 Apresentação Basf The Chemical Company

68 Apresentação Basf The Chemical Company

69 Apresentação Basf The Chemical Company

70 Apresentação Basf The Chemical Company

71 Apresentação Basf The Chemical Company

72 Apresentação Basf The Chemical Company

73 Apresentação Basf The Chemical Company

74 Apresentação Basf The Chemical Company

75 Apresentação Basf The Chemical Company

76 Apresentação Basf The Chemical Company

77 FISUURAS OCASIONADAS PELA AUSÊNCIA DE VERGA E CONTRAVERGA Apresentação Basf The Chemical Company

78 PATOLOGIA EM FACHADAS CERÂMICAS Uso de saibro

79 PATOLOGIA EM FACHADAS CERÂMICAS Uso de saibro

80 Falta de estanqueidade

81 Desempenho térmico Estanqueidade a água Insolação FUTURO PRÓXIMO Mapeamento das argamassas brasileiras por região de utilização (CLASSIFICAÇÃO MERUC FRANÇA) A)

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