DESCRITIVO TÉCNICO DE SUPORTE À ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS CAMPEONATOS DAS PROFISSÕES 4.03 ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES Esta descrição técnica consiste do desenvolvimento dos seguintes elementos: Descrição Geral da Profissão; Metodologia de Concepção da Prova; Critérios de Avaliação; Requisitos Gerais/Específicos de Segurança e Higiene; Gestão da Competição/Prova; Infra-Estruturas e Equipamentos; Layout-tipo da Competição; Actividades de Promoção da Profissão. Nos termos do Regulamento em vigor, esta Descrição Técnica está aprovada pela Comissão Técnica do SkillsPortugal. Carlos Fonseca Delegado Técnico do SkillsPortugal 2012-02-10 Fevereiro de 2012 DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 1/21
Ficha técnica: Título SkillsPortugal - Descrição Técnica da competição de Electricidade de Instalações Promotor e Elaborador Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. Departamento de Formação Profissional R. de Xabregas, 52 1900-003 Lisboa Tel: (+351) 21 861 41 00 Web-Site: www.iefp.pt Equipa Técnica Conceptore(s) André Rodrigues Carlos Diogo Coordenação Geral e Aprovação Carlos Fonseca Palavras com aplicação em género devem aplicar-se automaticamente também ao outro Notas: CLUSTER/ÁREA DE ACTIVIDADE: Construção Civil e Obras Públicas Correspondência com Referenciais Técnicos Nacionais e Internacionais 522060 Electricista de instalações (Nível 2 de Formação do QNQ) 4022 Electrician (WorldSkills Europe / EuroSkills) 18 Electrical Installations (WorldSkills International) Observações: Portugal, através do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I.P. (IEFP), é membro fundador da WorldSkills International (WSI) e da WorldSkills Europe (WSE), estando representado nos Comités Estratégicos e Técnicos das referidas Organizações. Cabe ao IEFP a promoção, organização e realização de todas as actividades relacionadas com os Campeonatos das Profissões. A Descrição Técnica é o instrumento que elenca as condições de desenvolvimento da competição contextualizada no âmbito de uma determinada profissão. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 2/21
Índice SECÇÃO 0 - PREÂMBULO (Pág. 5) SECÇÃO I - DESCRIÇÃO GERAL DA PROFISSÃO (Pág. 5) 1.1 - Designação e contexto (Pág. 5) 1.1.1 Designação 1.1.2 Cluster/Área de actividade 1.1.3 Importância da profissão para a sociedade 1.2 - Descrição da profissão (Pág. 6) 1.2.1 Processo de trabalho 1.2.2 Actividades e competências associadas 1.3 - Âmbito da profissão no campeonato das profissões (Pág. 9) 1.3.1 Contexto 1.3.2 Desenvolvimento SECÇÃO II - METODOLOGIA DE CONCEPÇÃO DA PROVA (Pág. 10) 2.1 - Formato da prova (Pág. 10) 2.2 - Requisitos para a construção da prova (Pág. 10) 2.2.1 - Exigências gerais 2.2.2 - Duração total 2.3 - Responsabilidade e prazos de elaboração (Pág. 13) 2.4 - Divulgação da prova (Pág. 13) 2.5 - Descrição genérica da prova (Pág. 13) 2.6 - Esquema de Avaliação (Pág. 14) 2.7 - Selecção da Prova (Pág. 14) SECÇÃO III - CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO (Pág. 14) 3.1 - Processo de Avaliação (Notação Objectiva/Subjectiva) (Pág. 14) 3.2 - Critérios de Avaliação (Pág. 16) SECÇÃO IV - REQUISITOS GERAIS/ESPECÍFICOS DE SEGURANÇA & HIGIENE (Pág. 17) 4.1 - Requisitos Gerais de Segurança (Pág. 17) 4.2 - Requisitos específicos de Segurança & Higiene da profissão (Pág. 17) SECÇÃO V - GESTÃO DA COMPETIÇÃO/PROVA (Pág. 17) 5.1 - Nomeação do Presidente de Júri (Pág. 17) 5.2 - Responsabilidades do Presidente de Júri (Pág. 17) SECÇÃO VI - INFRA-ESTRUTURAS E EQUIPAMENTOS DE SUPORTE ÀS PROVAS (Pág. 18) 6.1 Enquadramento (Pág. 18) 6.2 - Infra-estruturas técnicas (Pág. 18) 6.3 - Material genérico a utilizar na competição (Pág. 18) 6.4 - Equipamentos específicos da profissão (Pág. 18) 6.5 - Ferramentas a utilizar na competição (Pág. 19) 6.6 - Materiais, Equipamentos e Ferramentas proibidas (Pág. 19) 6.7 - Sustentabilidade económica/financeira e ambiental do evento/competição (Pág. 19) DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 3/21
SECÇÃO VII - LAYOUT-TIPO DA COMPETIÇÃO/PROVA (Pág. 19) 7.1 - Layout genérico do posto de trabalho (Pág. 19) SECÇÃO VIII - ACTIVIDADES DE PROMOÇÃO DA PROFISSÃO (Pág. 20) ANEXOS: Anexo 1 Links a vídeos e outra informação promocional com exemplos da competição e do processo de trabalho (Pág. 20) Anexo 2 Ficha de Segurança da profissão (Pág. 21) DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 4/21
SECÇÃO 0 - PREÂMBULO As competições a desenvolver no âmbito dos eventos SkillsPortugal, caracterizam-se como sendo competições de desempenho profissional, assentes em critérios de elevada exigência, desenvolvidos no quadro do perfil de competências de cada profissão, visando o desenvolvimento, pelos concorrentes, de um produto, bem ou serviço, com valor económico no mercado de trabalho. Esta Descrição Técnica, constitui-se como o instrumento de harmonização das condições técnicas de desenvolvimento da competição a nível nacional (inter-ligada às internacionalmente estabelecidas) considerando as competências e o processo de trabalho exigido pelo mercado de trabalho, a metodologia de concepção e de organização da prova, critérios de avaliação, requisitos de segurança e ambientais, infra-estruturas, equipamentos, materiais, ferramentas e consumíveis necessários, layout-tipo e características da competição e dos postos de trabalho, assim como, actividades de promoção da profissão. SECÇÃO I DESCRIÇÃO GERAL DA PROFISSÃO 1.1 - Designação e contexto 1.1.1 Designação Electricista de instalações 1.1.2 Cluster/Área de actividade Construção Civil e Obras Públicas 1.1.3 Importância da profissão para a sociedade A área de Electricidade e Energia integra actividades de instalação, manutenção, reparação e diagnóstico dos problemas técnicos das ligações eléctricas e de outros equipamentos eléctricos em habitações e em empresas comerciais e industriais, revestindo características da manutenção industrial, da manutenção de edifícios e da manutenção doméstica, cuja principal missão é desenvolver intervenções de manutenção correctiva, preventiva e de melhoria nos equipamentos, sistemas e/ou instalações, com o objectivo de garantir o seu desempenho e os níveis de fiabilidade. As actividades de reparação e manutenção de equipamentos industriais têm um papel determinante na optimização dos processos, designadamente através da introdução de melhorias contínuas nos equipamentos, sistemas e/ou instalações, com efeitos claros sobre a produção. As actividades de instalação e manutenção de equipamentos em edifícios, por seu lado, iniciam-se no momento da construção da obra, e continuam, depois, procurando uma maior eficiência ao nível da gestão de energia, uma melhoria no conforto, acesso aos edifícios, redes de comunicação, prevenção de acidentes e detecção de falhas nos diversos equipamentos. Por outro lado, ainda, a manutenção de equipamentos domésticos, ou seja de equipamentos de pequena dimensão para utilização doméstica, integra a reparação e também, cada vez mais, a formação e o esclarecimento dos utilizadores dos equipamentos para uma correcta utilização dos mesmos Nesta área exige-se particular atenção a matérias relacionadas com o ambiente, a qualidade e a segurança, higiene e saúde no trabalho, quer ao nível dos impacts ambientais da actividade das empresas/indústrias, quando tal é o caso, quer ao nível das condições de segurança associadas ao manuseamento dos equipamentos. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 5/21
O exercício das actividades mais operacionais da manutenção tem estado associado a níveis baixos de escolaridade e de qualificação. Todavia, os equipamentos têm vindo a tornar-se cada vez mais complexos, devido às recentes evoluções tecnológicas. Esta acentuada evolução tecnológica resulta, nomeadamente, na diminuição da frequência das necessidades de reparação e manutenção, mas quando se verifica passa a ser feita com padrões de exigência mais elevados e uma mestria cada vez mais especializada. Tal evolução acentua, neste quadro, as necessidades de maior qualificação dos profissionais que intervêm nestas áreas. A formação profissional nesta área deve, assim, desenvolver conhecimentos aprofundados em temáticas como o controlo da qualidade, a segurança, higiene e saúde no trabalho, os impactos ambientais, a regulamentação associadas aos edifícios (níveis de qualidade do ar, níveis de humidade, ), sistemas de ventilação e refrigeração, normas de utilização dos equipamentos, bem como aplicar técnicas de diagnóstico e monitorização. Deve, igualmente, desenvolver competências técnicas em domínios tecnológicos específicos, designadamente electromecânica, electrónica, mecânica, electricidade, AVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar-Condicionado) e Frio. Salientam-se, ainda, as competências sociais, cada vez mais requeridas nestes contextos, uma vez que as actividades de reparação e manutenção são, cada vez mais, realizadas em equipas de trabalho e com uma forte componente de relação com o cliente. 1.2 - Descrição da profissão 1.2.1 Processo de trabalho O/A Electricista de Instalações é o/a profissional que de forma autónoma e no respeito das normas de segurança e higiene, executa instalações eléctricas de edificações, bem como efectua o controlo, a colocação em serviço e a manutenção dos dispositivos dos aparelhos eléctricos, electrónicos e de telecomunicações. 1.2.2 Actividades e competências associadas Considerando a correspondência entre os diversos referenciais técnicos existentes em Portugal e os disponibilizados pela WorldSkills e EuroSkills, o profissional desta área desempenha a (s) seguintes actividades: ACTIVIDADES 1. Preparar o trabalho relativo à instalação e/ou à manutenção de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas, de iluminação e potência e de força motriz. 2. Executar instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas em edifícios, utilizando os procedimentos e os equipamentos: 2.1. Executar a montagem e a ligação dos circuitos monofásicos e trifásicos e dos equipamentos adequados à instalação eléctrica de colunas montantes e de entradas, utilizando, nomeadamente, portinhola, quadro de coluna e caixas de coluna; 2.2. Efectuar os ensaios de funcionamento da rede eléctrica e dos equipamentos, adequados à instalação eléctrica de colunas montantes e de entradas, por referência a valores normalizados e a regras de segurança, a fim de detectar eventuais anomalias e garantir o seu correcto funcionamento. 3. Executar instalações eléctricas de iluminação e potência em edifícios, utilizando os procedimentos e os equipamentos adequados: 3.1. Executar a montagem e a ligação dos circuitos e dos equipamentos adequados à instalação eléctrica de iluminação e potência, executando, nomeadamente, instalações a cabo, a tubo e em calha técnica; DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 6/21
3.2. Efectuar os ensaios de funcionamento da rede eléctrica e dos equipamentos, adequados à instalação eléctrica de iluminação, por referência a valores normalizados e a regras de segurança, a fim de detectar eventuais anomalias e garantir o seu correcto funcionamento. 4. Executar instalações eléctricas de força motriz, utilizando os procedimentos e os equipamentos adequados: 4.1. Executar a montagem e a ligação dos circuitos e dos equipamentos adequados à instalação de automatismos, utilizando, nomeadamente, relés, contactor e sensores; 4.2. Executar a montagem e a ligação dos circuitos e dos equipamentos adequados à instalação de máquinas eléctricas, utilizando, nomeadamente, transformadores monofásicos e trifásicos e motores de corrente contínua e alternada; 4.3. Efectuar os ensaios de funcionamento da rede eléctrica e dos equipamentos, adequados à instalação eléctrica de força motriz, por referência a valores normalizados e a regras de segurança, a fim de detectar eventuais anomalias e garantir o seu correcto funcionamento. 5. Executar a instalação de sinal de TV: 5.1. Executar a montagem e a ligação dos circuitos e dos equipamentos adequados à instalação de antenas de TV; 5.2. Efectuar os ensaios dos circuitos e dos equipamentos adequados à instalação de antenas de TV, a fim de detectar eventuais anomalias e garantir o seu correcto funcionamento. 6. Executar uma instalação de domótica recorrendo à tecnologia X10 ou Equivalente (ex.: KNX). 7. Executar a manutenção preventiva e correctiva de circuitos e equipamentos de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas em edifícios: 7.1. Verificar as condições de funcionamento dos circuitos e dos equipamentos e detectar eventuais anomalias, efectuando os ensaios e as medições adequados; 7.2. Reparar as anomalias detectadas nos circuitos e equipamentos, substituindo e/ou reparando os equipamentos e materiais danificados, nomeadamente, contadores, condutores e quadros, a fim de garantir o adequado funcionamento dos mesmos. 8. Executar a manutenção preventiva e correctiva de circuitos e equipamentos de instalações eléctricas de iluminação e potência em edifícios: 8.1. Verificar as condições de funcionamento dos circuitos e dos equipamentos e detectar eventuais anomalias, efectuando os ensaios e as medições adequados; 8.2. Reparar as anomalias detectadas nos circuitos e equipamentos, substituindo e/ou reparando os equipamentos e materiais danificados, nomeadamente, cabos, comutadores e interruptores, a fim de garantir o adequado funcionamento dos mesmos. 9. Executar a manutenção preventiva e correctiva de circuitos e equipamentos de instalações eléctricas de força motriz: 9.1. Verificar as condições de funcionamento dos circuitos e dos equipamentos de instalações eléctricas de força motriz e detectar eventuais anomalias, efectuando os ensaios e as medições adequados; 9.2. Reparar as anomalias detectadas nos circuitos e equipamentos das instalações eléctricas com automatismos, substituindo e/ou reparando os equipamentos e materiais danificados, nomeadamente, células fotoeléctricas, detectores e sensores, a fim de garantir o adequado funcionamento dos mesmos; 9.3. Reparar as anomalias detectadas nos circuitos e equipamentos de instalações de máquinas eléctricas, substituindo e/ou reparando os equipamentos e materiais danificados, nomeadamente, motores, reóstatos e protecções eléctricas, a fim de garantir o adequado funcionamento dos mesmos. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 7/21
10. Registar informações de carácter técnico, relativas à sua actividade. COMPETÊNCIAS SABERES Noções de: 1. Matemática. 2. Desenho técnico. 3. Soldadura. 4. Língua inglesa (utilização de vocabulário técnico especifico). Conhecimentos de: 5. Telecomunicações. 6. Mecânica. 7. Electricidade. 8. Electrónica. 9. Domótica. 10. Segurança, higiene, saúde e protecção ambiental aplicadas à actividade profissional. 11. Legislação aplicada à actividade profissional. 12. Tipologia e caracterização dos materiais referentes à execução e à manutenção de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas. 13. Tipologia e caracterização dos materiais referentes à execução e à manutenção de instalações eléctricas de iluminação e potência. 14. Tipologia e caracterização dos materiais referentes à execução e à manutenção de instalações eléctricas de força motriz. 15. Tipologia e caracterização dos materiais referentes à execução e instalação das infraestruturas associadas às antenas de TV. 16. Tipologia e caracterização das ferramentas aplicadas à execução e à manutenção de instalações eléctricas. 17. Tipologia e funcionamento dos equipamentos de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas. 18. Tipologia e funcionamento dos equipamentos de instalações eléctricas de iluminação. 19. Tipologia e funcionamento dos equipamentos de instalações eléctricas de força motriz. Conhecimentos aprofundados de: 20. Técnicas de instalação e ensaio de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas. 21. Técnicas de instalação e ensaio de instalações eléctricas de iluminação e potência. 22. Técnicas de instalação e ensaio de instalações eléctricas de força motriz. 23. Técnicas de manutenção preventiva e correctiva de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas. 24. Técnicas de manutenção preventiva e correctiva de instalações eléctricas de iluminação e potência. 25. Técnicas de manutenção preventiva e correctiva de instalações eléctricas de força motriz. SABERES-FAZER 1. Interpretar especificações técnicas relativas às instalações eléctricas e à sua manutenção. 2. Utilizar as técnicas e os processos de preparação de equipamentos, ferramentas, componentes e materiais adequados à execução de instalações eléctricas e à sua manutenção. 3. Identificar e caracterizar os diferentes tipos de equipamentos, ferramentas, componentes e materiais aplicados à execução de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas, de iluminação e potência, de força motriz e de instalação de antenas de TV. 4. Utilizar as ferramentas e os materiais necessários à execução de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas, de iluminação e potência, de força motriz e de instalação de antenas de TV. 5. Identificar a distribuição e o posicionamento dos circuitos e dos equipamentos eléctricos. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 8/21
6. Aplicar os métodos e as técnicas de execução das marcações dos pontos e das linhas de referência da instalação eléctrica. 7. Utilizar os procedimentos de verificação dos diferentes modos de instalação. 8. Aplicar procedimentos e técnicas de montagem e de execução da ligação dos circuitos e dos equipamentos adequados à instalação eléctrica de colunas montantes e de entradas, à instalação eléctrica de iluminação e potência, à instalação de automatismos, à instalação de máquinas eléctricas, e à instalação de antenas de TV. 9. Aplicar os procedimentos, os métodos e as técnicas de verificação e ensaio do funcionamento de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas, de instalações eléctricas de força motriz, de instalações eléctricas de iluminação e potência e de instalações de antenas de TV. 10. Identificar anomalias de funcionamento de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas, de instalações eléctricas de iluminação e potência, de instalações de automatismos, de instalações de máquinas eléctricas e de instalações de antenas de TV. 11. Utilizar as técnicas e os procedimentos de substituição e reparação de componentes de circuitos e equipamentos de instalações eléctricas de colunas montantes e de entradas, de instalações eléctricas de iluminação e potência, de instalações de automatismos, de instalações de máquinas eléctricas e de instalações de antenas de TV. 12. Aplicar as normas de segurança, higiene, saúde e protecção ambiental respeitantes à actividade profissional. 13. Aplicar os regulamentos de instalações eléctricas, de acordo com a legislação em vigor. SABERES-SER 1. Interagir com os outros elementos da equipa, de forma a responder às solicitações do serviço. 2. Integrar as normas de segurança, higiene, saúde e protecção ambiental no exercício da sua actividade profissional. 3. Integrar os regulamentos de instalações eléctricas no exercício da sua actividade profissional. 4. Adaptar-se a novas situações e tecnologias. Nota: Ver Perfil Profissional no Catálogo Nacional de Qualificações em http://www.catalogo.anq.gov.pt/ 1.3 - Âmbito da profissão no campeonato das profissões 1.3.1 Contexto O âmbito da profissão no Campeonato das profissões consiste em classificar o desempenho profissional dos jovens concorrentes profissionais, de acordo com a natureza e critérios de avaliação da prova a desenvolver. Para além da competição propriamente dita, poderão, paralelamente, no espaço de competição existir outras actividades de promoção da profissão, tais como demonstrações. Os visitantes poderão de forma fácil observar o trabalho em desenvolvimento e perceber quais as competências requeridas pelo profissional. O projecto e o produto acabado, sempre que possível, serão expostos para os visitantes observarem. 1.3.2 Desenvolvimento Uma competição modular, visando a avaliação, individual, das diferentes competências necessárias a um exercício profissional exemplar. O Teste consiste no trabalho prático e a avaliação do conhecimento teórico está, apenas, limitado ao estritamente necessário para levar a efeito o projecto. Cada concorrente terá, de forma independente e autónoma, desenvolver tarefas associadas ao planeamento e à criatividade, organização e gestão do tempo, aplicação de métodos de trabalho, limpeza e higienização dos espaços, segurança e higiene do trabalho, comunicação e atitude, etc. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 9/21
O concorrente será submetido a uma avaliação técnica rigorosa assente no desenvolvimento do trabalho no âmbito dos seguintes módulos: Detecção de avarias Instalação Eléctrica doméstica e/ou comercial com tecnologia actual e em desenvolvimento (pode incluir ITED) Instalação de circuitos de controlo (inclui programação de relés programáveis não inclui PLC) Instalação eléctrica doméstica e/ou comercial utilizando tecnologia convencional SECÇÃO II METODOLOGIA DE CONCEPÇÃO DA PROVA 2.1 - Formato da prova A prova é constituída por. uma prova com diferentes módulos independentes 2.2 - Requisito para a construção da prova 2.2.1 Exigências gerais Regra geral, o Projecto de Prova deve: Estar em conformidade com a Descrição Técnica actual; Respeitar as exigências e as normas de avaliação internacionalmente prescritas (WorldSkills e EuroSkills); Ser acompanhado por uma grelha/ficha de avaliação que será finalizada/validada antes do inicio da competição; Ser testada antes de ser proposta à Comissão Técnica, para garantir que foi testado o seu funcionamento/ construção/ realização dentro do tempo previsto etc.- (segundo as exigências da profissão), assim como a fiabilidade e a adequação da lista de Infra-estruturas. No projecto deve constar uma prova da sua exequibilidade dentro do tempo previsto. Por exemplo, a fotografia de um projecto realizado segundo os parâmetros do projecto de prova, com o auxílio do material e do equipamento previsto, segundo os conhecimentos requeridos e imperativamente dentro dos tempos definidos; Quando for executado um protótipo, este deverá ser exposto durante o Campeonato; Todas as provas devem ser fornecidas em suporte informático, em formato DWG para os desenhos, Excel para as grelhas de avaliação e Word para a descrição da prova ou outro em função da especificidade da Prova. Devem ser utilizados os templates fornecidos pelo Comité Técnico; As provas devem estar de acordo com as regras de Segurança e Higiene especificas para aquela profissão, não devendo a sua execução colocar os concorrentes em situação de perigo, e quando isso for inevitável, devem ser previstos meios de protecção adequados; As provas devem ter em atenção aspectos associados à sustentabilidade, visando por um lado a minimização dos custos associados à sua organização, e por outro o respeito pelas normas ambientais e consequentemente a diminuição da pegada ecológica associada ao evento; O projecto da prova terá que ser entregue em papel e em formato digital, conforme template disponibilizado pela organização do SkillsPortugal. Os desenhos em formato digital devem ser entregues com a extensão DWG. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 10/21
Todos os termos técnicos e descrições usados no projecto da prova devem estar de acordo com as normas nacionais e internacionais referentes à profissão. Todas as dimensões devem ser especificadas a partir das linhas de referência; Todas as dimensões referentes a cabos e tubos são especificadas aos centros desses mesmos cabos e/ou tubos; Todas as dimensões referentes às calhas e equipamentos são especificados aos centros ou laterais dessas calhas ou equipamentos; O projecto da prova deve incluir os seguintes sistemas nos seus módulos: Instalação de iluminação Instalação de tomadas Instalação de circuitos de controlo e comando de potência (aquecimento, motores, estação de bombagem, controlo de caldeiras, etc) Instalações de tensão reduzida limitada ao máximo de 50V (AC ou DC) Devem ser utilizados 3 tipos de canalização elétrica diferentes em cada módulo. A prova será constituída pelos seguintes módulos: Módulo 1 Detecção de avarias 1 Hora máximo (5 avarias) A instalação elétrica do painel será da responsabilidade da Delegação que organiza a competição (2 painéis para 7 concorrentes) Módulo 2 Instalação Eléctrica doméstica e/ou comercial com tecnologia actual e em desenvolvimento controlado por relé programável não inclui PLC (da responsabilidade do concorrente) 10 Horas máximo, incluindo comissionamento 1 Hora máximo para programação O relé programável utilizado neste módulo é da responsabilidade do concorrente, sendo dado a conhecer aos mesmos, 1.5 meses antes, as prescrições técnicas do mesmo; Se o concorrente sentir necessidade de utilizar computador e software específicos para a programação, esses serão da responsabilidade do mesmo, sendo feito uma inspeção prévia ao equipamento, não podendo utilizar equipamentos portáteis de armazenamento de dados nem ligação á internet ou qualquer tipo de rede; Só poderão ser utilizados materiais fornecidos pela organização da competição; A programação a introduzir no módulo será debatida no segundo dia de prova (C2). Esta deverá incluir, no mínimo, 2 circuito temporizado, 1 combinação lógica e 3 circuitos binários. Módulo 3 Instalação de circuitos de controlo de automatismos. 5 Horas máximo incluindo programação de equipamentos e comissionamento Os materiais serão fornecidos pela organização do campeonato Módulo 4 Programação 2 Horas máximo Só poderão ser utilizados materiais fornecidos pela organização da competição DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 11/21
A programação a introduzir no módulo será debatida no terceiro dia de prova (C3). Esta deverá incluir, no mínimo, 2 circuito temporizado, 1 combinação lógica, 1 circuitos dimmer, 1 circuito de inversão de marcha e 2 circuitos binários. Os equipamentos programáveis, bem como software serão da responsabilidade do Presidente de Júri e serão dados a conhecer 2 meses antes da prova. Especificações para os módulos 1, 2 e 3 Resistência de isolamento - A resistência mínima entre quaisquer condutores activos e entre estes e a terra não deve ser igual ou inferior a 0,5MΩ teste a uma tensão de 500V DC medida com um megaohmímetro (da responsabilidade do concorrente). Continuidade da ligação de terra A resistência de terra máxima entre o terminal principal de terra e qualquer outro que seja necessário ligar à mesma não poderá superior a 0,5Ω. Instruções para o módulo 1 - Detecção de avarias A instalação poderá ser testada em tensão pelo concorrente mediante todas as regras de segurança. Três júris acompanham o concorrente para que todas as regras de segurança sejam cumpridas. A instalação eléctrica deverá ser constituída por alguns destes circuitos: UM circuito de iluminação UM circuito de tomadas UM circuito de potência (por exemplo aquecedor ou fogão) UM circuito de controlo (por exemplo controlo de bomba) As avarias que podem ser executadas são: Programadores horários Sobrecargas Curto - circuitos Circuito aberto Baixa resistência de isolamento Resistência de terra alta Resistência alta na continuidade dos condutores ou ligações O concorrente terá que possuir os seus próprios instrumentos de medida e ensaio para levar a cabo os ensaios e testes exigidos. Instruções para o módulo 2 - Instalação Eléctrica doméstica e/ou comercial com tecnologia actual e em desenvolvimento controlado por relé programável não inclui PLC(da responsabilidade do concorrente) Este módulo pode incluir circuitos de iluminação, saída de emergência, aparelhos fixos, sistemas de cablagem estruturada, controlo de ambiente ou equipamento de acesso. Faz parte deste módulo os receptores eléctricos equipamento de protecção e os dispositivos de programáveis. Os testes, inspeções e comissionamento serão realizados obrigatoriamente e reportados em folha de relatório fornecida. Não poderão ser utilizados manuais dos equipamentos programáveis. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 12/21
Instruções para o módulo 3 Instalação de circuitos de controlo de automatismos. Este módulo pode incluir circuitos convencionais de controlo de iluminação, tomadas e força motriz. O circuito de controlo pode consistir em circuitos para aquecimento, arrefecimento, refrigeração ou controle da luz. Instruções para o módulo 4 Programação Este módulo inclui equipamentos programáveis com tecnologia de Domótica. 2.2.2 Duração total A prova é constituída por 4 módulos e deverá ser desenhada para uma execução num período compreendido entre as 18 e as 22 horas, seguindo a seguinte estrutura modular: A - Detecção de avarias B - Instalação Eléctrica doméstica e/ou comercial com tecnologia actual e em desenvolvimento controlado por relé programável não inclui PLC(da responsabilidade do concorrente) C - Instalação de circuitos de controlo de automatismos. D - Programação 2.3 - Responsabilidade e prazos de elaboração A prova/módulos é/são desenvolvidos por um técnico altamente especializado na profissão em questão, com experiência relevante no âmbito dos campeonatos das profissões, tendo como factor preferencial formação específica no âmbito do SkillsPortugal, e será indicado pela Comissão Técnica do SkillsPortugal. O Prazo de execução da prova é, por norma, 2 meses antes do início do campeonato, altura em que a mesma será divulgada no site do SkillsPortugal. As excepções aos prazos e divulgação são sempre autorizadas pelo Comité Técnico, tendo por base o exposto no ponto seguinte. 2.4 - Divulgação da prova As provas serão divulgadas no site do SkillsPortugal, em: (http://skillsportugal.iefp.pt/profissoes/bancoprovas.aspx?area=fasenacional&prof=3&sa=t) Nota: Apenas provas de detecção de avarias, programação ou similares não serão divulgadas. De acordo com o conteúdo da prova e parecer do respectivo conceptor, esta poderá ser divulgada na íntegra, parcialmente ou apenas a sua estrutura. Esta prova (Mód 1, 2 e 4) não será divulgada na íntegra. Quando divulgadas na totalidade, devem sê-lo com uma antecedência máxima de 2 meses podendo sofrer uma alteração de, pelo menos, 30% antes de iniciar a Competição, sem que essa alteração implique em qualquer caso, alterações à Lista de Infra-estruturas previamente aprovada. Quando houver lugar a alteração, cada jurado deve ser portador de uma proposta de alteração à prova divulgada, sendo a selecção feita por votação, antes do início da competição. 2.5 - Descrição genérica da prova O SkillsPortugal dispõe de uma metodologia e modelo de elaboração da prova, disponível para download em (http://skillsportugal.iefp.pt/profissoes/downloads.aspx) podendo-se, ainda, aceder a uma bateria de provas usadas em campeonatos anteriores. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 13/21
A descrição genérica da prova, nos termos da metodologia e modelo em vigor integra os seguintes itens: Orientações gerais para a equipa de jurados (antes, durante e após a realização das provas); Time-Table/desenvolvimento da prova; Orientações para os concorrentes; Caracterização e descrição da prova; Critérios, Sub-Critérios e aspectos a avaliar e notações associadas; Ficha de classificação por concorrente; Acta e Termo de Aceitação. 2.6 - Esquema de Avaliação Cada prova (modular) deve ser acompanhada por um esquema de avaliação baseado nos critérios de avaliação definidos no presente Descritivo Técnico. O esquema/matriz de avaliação é desenvolvido pelo(s) técnicos que constroem a prova. O esquema/matriz final deve ser desenvolvido e aprovado por todos os jurados (peritos) da competição. 2.7 - Selecção da Prova Nos casos em que haja lugar à selecção de uma prova ou de um modelo de suporte ao desenvolvimento da mesma, a sua selecção far-se-á através de votação dos jurados antes da competição. SECÇÃO III CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 3.1 - Processo de Avaliação (Notação Objectiva) QUANTIFICAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO CONCORRENTE Ref. Critério de Avaliação Natureza da Avaliação Subjectiva Objectiva Total A Segurança (eléctrica e pessoal) - 7 7 B Comissionamento (testar e reportar) programação e - 35 35 funcionamento de equipamento C Medidas - 10 10 D Instalação de equipamento e sistema eléctrico - 11 11 E Cablagem e ligações - 12 12 F Detecção de avarias - 10 10 G Programação - 10 10 Total - 100 100 DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 14/21
O quadro seguinte define como são distribuídos os valores dos parâmetros a classificar nos diferentes módulos. Critério Módulo 1 Módulo 2 Módulo 3 Módulo 4 Total A B C D E F G 0 5 2 0 7 0 25 10 0 35 0 5 5 0 10 0 7 4 0 11 0 8 4 0 12 10 0 0 0 10 0 3 1 11 15 Total 10 53 26 11 100 Critério A O quadro refere-se aos valores máximos a obter por cada módulo, será retirado 1 valor sempre que uma regra de segurança não seja tida em conta. Critério B Teste / comissionamento / entrega da prova Depois do concorrente ter finalizado e entregue a prova a pontuação é atribuída ao seguinte: Teste a instalação e preenche o relatório antes de colocar a instalação em tensão; Configurar equipamento (programação de parâmetro, configuração, etc) É verificado o bom funcionamento em toda a instalação Nota 1: se o concorrente não der por concluída a prova, os testes de funcionamento serão feitos pelos júris Nota 2: Se o funcionamento não estiver correcto não será atribuída pontuação a esses itens. O funcionamento é verificado e avaliado no final de cada módulo pelos júris. Critério C Este critério tem valores máximos a atribuir por cada módulo, será retirado 1 valor por cada cota errada conforme critérios de avaliação. Critério D Este critério tem valores máximos a atribuir por cada módulo, será retirado 0,5 valor por cada cota errada conforme critérios de avaliação. Critério E Este critério tem valores máximos a atribuir por cada módulo, será retirado 1 valor por cada cota errada conforme critérios de avaliação. Critério F Será atribuído 1 valor por cada avaria detectada e registada correctamente pelo concorrente. O concorrente deverá apresentar o resultado do teste de cada circuito e identificar correctamente no esquema a avaria e a sua natureza dessa eventual falha encontrada. Critério G Será atribuído 1 valor por cada objetivo de programação cumprido. DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 15/21
3.2 - Critérios de Avaliação Orientações gerais para a atribuição dos critérios: Avaliação Objectiva Sim X pontos (em que X corresponde à notação para dada avaliação desde que diferente de zero). Não 0 pontos Critérios específicos: A. Segurança pessoal durante o trabalho e de segurança nas instalações eléctricas concluídas em todos os módulos. B. Ensaio e apresentação de relatórios de cada módulo será avaliada conforme descrito no manual de instruções os vários módulos. A programação será avaliada nos módulos 2, 3 e 4, considerando o seu funcionamento. C. Medidas e prumo / nível serão avaliados comparando os desenhos com o real das instalações. Tolerâncias Nivelamento / prumada Medidas 500mm Medidas > 500mm A bolha de ar encontra-se no interior das linhas de referência do nível ±2mm ±3mm D. As instalações de equipamento podem ser verificadas da seguinte forma: Materiais e condutores eléctricos protegidos. Não há danos em materiais, cabos, condutas, etc. Materiais e condutores instalados correctamente. Materiais e condutores montados e instalados. E. Condutores e terminações podem ser focadas em: Cobre o não visível. Não existe isolamento dos condutores nos contactos eléctricos. Terminações executadas correctamente (aperto de condutores correcto). F. Repreensão será avaliada como falhas encontradas ou não (definir pelos júris). NOTAS ADICIONAIS: São consideradas Infracções: Não cumprimento pelas regras de higiene e segurança no trabalho; Qualquer comunicação com o público ou jurado, dentro do tempo de prova, sem prévia autorização do Presidente do Júri (ou quem este delegar); Utilização de materiais, equipamentos não autorizados no critério/prova; Utilização de produtos de marca concorrente à do patrocínio (sem tapar a marca); Ser portador de fichas de segurança de quaisquer equipamentos que contenham produtos químicos, sendo proibida a sua utilização por falta dos referidos documentos. (NB: As infracções só serão aceites para discussão quando, na falta de prova física, for observada por 2 jurados no mínimo). DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 16/21
SECÇÃO IV REQUISITOS GERAIS/ESPECÍFICOS DE SEGURANÇA & HIGIENE 4.1 - Requisitos Gerais de Segurança Uma Visão Partilhada - Zero acidentes! Temos o objectivo comum da criação de uma acção preventiva e de cultura de segurança no Campeonato das Profissões. O Skills Portugal quer familiarizar todas as equipas participantes com a visão zero incidentes. A abordagem zero incidente significa promover a consciencialização de todas as equipas participantes para a importância da Segurança e Saúde Ocupacional. Isto significa avaliar os perigos e os riscos, em conformidade com todas as normas de segurança, a operação segura das ferramentas e máquinas, uso de equipamento de protecção pessoal, manutenção de equipamentos de protecção individual em bom estado e manutenção de uma boa gestão do local da competição. Política de Segurança A segurança é uma responsabilidade partilhada entre a organização do SkillsPortugal, os voluntários, os delegados, observadores, concorrentes, jurados e chefes de oficina. A Segurança deve constituir uma componente integral das actividades da competição, juntos, vamos criar uma cultura de segurança e assim assegurar uma competição bem sucedida. Todos os participantes têm o direito de conhecer, participar e direito de recusa. Esperamos a compreensão e a responsabilidade de todos no cumprimento e respeito das regras de segurança constantes no Manual de Segurança e Higiene, o qual reflecte a legislação nacional. O Manual respectivo encontra-se divulgado no site do SkillsPortugal em (http://skillsportugal.iefp.pt/profissoes/downloads.aspx). 4.2 - Requisitos específicos de Segurança & Higiene da profissão Consultar o regulamento de segurança e higiene O concorrente pode alimentar a prova, quando concluir os testes de pré-comissionamento, preencher a folha de relatório, todas as tampas e invólucros fechados e autorizado pela equipa de jurados nomeados para essa finalidade. Não é permitida a utilização de equipamentos de trabalho, máquinas ou ferramentas eléctricas sem marcação CE. No anexo 2 apresenta-se ficha de segurança da profissão. SECÇÃO V GESTÃO DA COMPETIÇÃO/PROVA 5.1 - Nomeação do Presidente de Júri O Presidente do Júri é nomeado pela Comissão Organizadora, sob proposta do Delegado Técnico do SkillsPortugal, antes do certame, para as diversas fases do Campeonato das Profissões. O Presidente do Júri deverá, preferencialmente, ser um técnico com experiencia reconhecida na área e, preferencialmente, ter participado em vários Campeonatos nas suas fases Regionais, Nacionais e Internacionais, sendo, ainda, relevante, a participação em acções de formação SkillsPortugal. 5.2 - Responsabilidades do Presidente de Júri São responsabilidades do Presidente de Júri: Elaborar provas para a fase Regional e Nacional do Campeonato das Profissões; Manter actualizado o presente Descritivo Técnico através da dinamização dos jurados procurando contributos para a revisão e melhoria da Descrição Técnica. Os contributos deverão ser comunicados por escrito ao Presidente do Júri pelos Jurados que as compilará num só documento para ser discutido pelo DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 17/21
colectivo de Júri. Antes de abandonar o local da competição, o Presidente do Júri e o Delegado Técnico organizarão a discussão e revisão da Descrição Técnica da Profissão; Gerir a competição de acordo com as normas ditadas pelo Regulamento da Competição e pelo presente Descritivo Técnico, tendo presentes os princípios de Equidade e Transparência, com vista à selecção do melhor representante de Portugal nas Competições Internacionais; Em caso de conflito durante a Competição, deverá o Presidente de Júri conseguir consenso no seio do Júri. Em caso de impossibilidade de resolução do problema, deve ser solicitada a presença do Delegado Técnico dos Campeonatos para mediar o conflito; Sempre que no decurso da competição se detecte a necessidade de prolongamento do tempo de competição, esta deverá ser proposta ao Delegado Técnico/Comissão Organizadora para aprovação até ao final do 2º dia de Competição. Todas as alternativas possíveis devem ser estudadas antes de pedir ou aprovar um alargamento do tempo da Competição. SECÇÃO VI INFRA-ESTRUTURAS E EQUIPAMENTOS DE SUPORTE ÀS PROVAS 6.1 - Enquadramento A prova será elaborada com base no listado e descrito neste capítulo. Não obstante a prova deve ser acompanhada da lista exaustiva, que identifique e especifique, de forma precisa, qualitativa e quantitativa, os consumíveis e matérias específicos a preparar por concorrente. No âmbito das listas de infra-estruturas, materiais e equipamentos referenciados nesta descrição técnica, não são tidos em consideração a indicação a qualquer marca comercial. Será na base da prova a elaborar que, em função dos apoios e patrocínios que se vierem a verificar ou, na ausência destes, que se identificarão os modelos e/ou marcas a considerar no desenvolvimento das provas. 6.2 - Infra-estruturas técnicas Potência eléctrica + monofásica adequada à potência necessária Iluminação apropriada 6.3 - Material genérico a utilizar na competição Toda a lista de materiais genéricos a seguir identificados são fornecidos pelo organizador ou entidade(s) patrocinadora(s) da competição e a quantidade deverá ser adequada ao n.º de concorrentes e jurados em competição. Mesas e Cadeiras Quadro branco + canetas Materiais de limpeza Extintor de incêndio e Kit primeiros socorros Cacifos Material de economato diverso Computador e impressora a cores Balde de recolha do lixo, pá e vassoura Relógio de parede 6.4 - Equipamentos específicos da profissão Toda a lista de infra-estruturas, equipamentos e materiais são fornecidos pelos \organizadores ou colaboradores da competição (à excepção dos equipamentos solicitados pelo elaborador da prova a anteceder a competição). DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 18/21
6.5 - Ferramentas a utilizar na competição Toda a lista de ferramentas identificados são fornecidos pelo organizador ou entidade(s) patrocinadora(s) da competição e a quantidade deverá ser adequada ao n.º de concorrentes em competição. Os concorrentes deverão fazer-se acompanhar das suas ferramentas pessoas de trabalho, desde que não inscritas das ferramentas proibidas. 6.6 - Materiais, Equipamentos e Ferramentas proibidas Na área de trabalho é apenas permitido o equipamento/material fornecido. No caso da existência de empresa(s) patrocinadora(s) do Evento, qualquer equipamento, material, utensílio e/ou produto de outra(s) empresa(s) presente no posto de trabalho do(a) concorrente deverá ocultar a marca, sob pena de penalização do concorrente no critério HST da respectiva prova. Os jurados devem informar, claramente, sobre os tipos de materiais e equipamentos que não devem circular na área da competição. 6.7 - Sustentabilidade económica/financeira e ambiental do evento/competição Em cada competição, os Jurados devem rever e melhorar a lista de infra-estruturas, tendo em conta os princípios da sustentabilidade. Tendo em vista a optimização dos recursos, deve constar apenas o indispensável, evitando o desnecessário e o excessivo. Sempre que possível devera ser dada preferência a materiais com menor impacto ambiental. Igualmente, deverão ser previstas na ficha de avaliação da prova, formas de penalizar os concorrentes pelo desperdício que produzam. Nas profissões em que o factor criatividade seja determinante, os materiais complementares (que não sejam comuns a todos os concorrentes) devem ser da responsabilidade dos concorrentes. Nestas profissões a sustentabilidade deve constar nos critérios de avaliação SECÇÃO VII LAYOUT-TIPO DA COMPETIÇÃO/PROVA 7.1 - Layout genérico de referência do espaço da competição DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 19/21
7.2 - Outras características adicionais do posto de trabalho Altura: 2,35m Largura: 2,38m Profundidade: 1,20 SECÇÃO VIII ACTIVIDADES DE PROMOÇÃO DA PROFISSÃO Sempre que as condições o permitam, deverá a organização, os patrocinadores e a equipa de jurados trabalhar no espaço contíguo à competição formas de promover a profissão, as quais poderão ser de demonstração, através de meios audiovisuais ou de espaços de experimentação, onde os visitantes sejam convidados a experimentar operações específicas da profissão. ANEXOS: Anexo 1 Links a vídeos e outra informação promocional com exemplos da competição e do processo de trabalho http://www.youtube.com/watch?v=xdzpsrq9vjk http://www.youtube.com/watch?v=ydww8lmzog8 DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 20/21
Anexo 2 Ficha de Segurança da profissão DESCRITIVO TÉCNICO (V1/10.02.2012) 21/21