ANO 02 N 05 2016 informativo sobre SEGURANÇA DE ALIMENTOS ANVISA publica documento de perguntas e respostas sobre a RDC24/2015 Alimentos funcionais Diretrizes da ANVISA para alimentos com propriedades funcionais ou de saúde 1
NESTA EDIÇÃO 5 9 ANVISA publica documento de perguntas e respostas sobre a RDC24/2015 Alimentos funcionais Diretrizes da ANVISA para alimentos com propriedades funcionais ou de saúde Expediente: Publicação Especial Segurança de Alimentos Produção: Consultoria, Projetos Especiais e Consultoria Jurídica Revisão: Bruna Moreira Faria Projeto Gráfico e Diagramação: Ingrid Vasconcelos Costa
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ANVISA PUBLICA DOCUMENTO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A RDC24/2015 Por Raquel Melo Desde que foi publicada, em junho de 2015, a Resolução Anvisa Nº 24 - que trata do recolhimento de alimentos, gera inúmeras discussões entre as equipes de segurança de alimentos das empresas. A norma foi criada para definir regras mais específicas sobre os procedimentos que devem ser adotados para a retirada dos produtos do mercado, os mecanismos de comunicação à Anvisa, os prazos em que essa comunicação deve ser feita e sobre o alerta aos consumidores. A fim de fornecer orientações e esclarecer possíveis dúvidas com relação às determinações da norma, a Anvisa publicou em janeiro desse ano o documento de perguntas e respostas sobre o recolhimento de alimentos. Nesse documento são consideradas dúvidas sobre as definições dos termos utilizados, aplicabilidade da norma e procedimentos relacionados aos processos de recolhimento e rastreabilidade na indústria de alimentos. Veja alguns trechos do documento: Recolhimento e recall tem o mesmo significado? De acordo com a RDC n. 24/2015, o termo recolhimento refere-se exclusivamente à ação de retirada do produto do mercado, sendo a divulgação ou chamamento denominado de mensagem de alerta aos consumidores. Em regulamentos internacionais, a retirada de produtos do mercado pode ser chamada de recall, withdrawal, product withdrawal ou market withdrawal e possui significados diferentes sob o ponto de vista da amplitude da distribuição do produto e do risco implicado. Convencionalmente, os termos recolhimento e recall são utilizados como sinônimos. A RDC n. 24/2015 se aplica a quais tipos de produtos? A RDC n. 24/2015 se aplica a todas as categorias de alimentos, incluindo os alimentos in natura, bebidas e águas envasadas, ingredientes alimentares, matérias-primas alimentares, aditivos alimentares, coadjuvantes de tecnologia de fabricação, embalagens e outros materiais em contato com alimentos. 5
A RDC n. 24/2015 se aplica a quais tipos de estabelecimentos? Para que um recolhimento seja eficiente, todas as empresas da cadeia produtiva devem adotar e viabilizar medidas que assegurem a retirada do produto de circulação. Por isso, o Regulamento se aplica a todos os estabelecimentos da cadeia produtiva, isto é, àqueles que realizam atividades de produção, industrialização, armazenamento, fracionamento, transporte, distribuição, importação e ou comercialização de alimentos. O que é o Plano de Recolhimento? O Plano de Recolhimento é um conjunto de documentos, estruturado na forma de Procedimentos Operacionais Padronizados (POP), que permite às empresas organizarem o passo-a-passo para iniciarem e executarem um recolhimento. A existência de um plano prévio é importante para conferir agilidade e organização ao processo de recolhimento. Todas as empresas interessadas devem dispor de um Plano de Recolhimento. Como a empresa interessada deve proceder com as unidades recolhidas? A empresa deverá observar as normas ambientais vigentes para dar destinação adequada a seu produto recolhido. Além disso, a empresa deve manter os registros que comprovem a destinação final das unidades recolhidas e apresenta-los à Anvisa juntamente com o relatório Conclusivo de Recolhimento. O documento na íntegra pode ser verificado no portal da ANVISA. CLIQUE AQUI! 6 Informativo Segurança de Alimentos Ed 05 - Ano 02
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Alimentos funcionais Diretrizes da ANVISA para alimentos com propriedades funcionais ou de saúde Nos últimos anos temos observado uma mudança significativa no perfil dos consumidores que buscam, cada vez mais, alimentos que possam contribuir para sua saúde. Muito além do sabor, os consumidores procuram alimentos saudáveis e funcionais, o que estimula o setor alimentício a buscar novos ingredientes e tecnologias. Com vistas a este crescimento, a Anvisa constatou a necessidade de regulamentar este tipo de produto. No entanto, não definiu o que seria um alimento funcional, mas, sim, como deveriam ser os parâmetros para que possa ser feita a alegação da propriedade nutricional do alimento. A Agência definiu as diretrizes permitindo alegações funcionais relacionadas com o papel fisiológico no crescimento, desenvolvimento e funções normais do organismo e, ou, alegações sobre a manutenção geral da saúde e a redução de risco de doenças. Não foram permitidas alegações que façam referência à cura ou à prevenção de doenças. RESOLUÇÃO ANVISA Nº 18, DE 30-04-1999: ALEGAÇÃO DE PROPRIEDADE FUNCIONAL: é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano. ALEGAÇÃO DE PROPRIEDADE DE SAÚDE: é aquela que afirma, sugere ou implica a existência de relação entre o alimento ou ingrediente com doença ou condição relacionada à saúde. As diretrizes básicas para comprovação de propriedades funcionais ou de saúde são estabelecidas na RESOLUÇÃO ANVISA Nº 18, DE 30-04-1999. Estas diretrizes apontam que as alegações sejam comprovadas cientificamente e não induzam o consumidor ao engano, além da própria segurança do alimento. As orientações sobre os procedimentos e documentos necessários para comprovação da segurança de alimentos e ingredientes podem ser encontradas na RESOLUÇÃO ANVISA Nº 17, DE 30-04-1999, que estabelece as diretrizes básicas para avaliação de risco e segurança dos alimentos. E também podem ser verificadas no Guia para Compro- 8 Informativo Segurança de Alimentos Ed 05 - Ano 02
vação da Segurança de Alimentos e Ingredientes, disponível no site da Anvisa. A apresentação de alegações de propriedade funcional e, ou, de saúde, tanto dos alimentos como das substâncias bioativas e probióticos isolados, depende, obrigatoriamente, do registro junto ao órgão competente, no caso, a Anvisa. Para os produtos de origem animal, mesmo sendo a regulação de competência do Ministério da Agricultura, o processo referente à comprovação das alegações deve ser encaminhado à Anvisa para análise. As empresas devem apresentar as informações que comprovem a segurança e a eficácia das alegações, além de toda a documentação exigida nos regulamentos específicos, para os pedidos de registro de produtos, conforme as categorias: Alimentos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde: RESOLU- ÇÃO ANVISA Nº 19, DE 30-04-1999 Substâncias bioativas e probióticos isolados: RESOLUÇÃO ANVISA Nº 02, DE 07-01-2002 No dia 14 de março de 2016, a Anvisa publicou através da Gerência-Geral de Alimentos uma atualização da lista das alegações de propriedade funcional ou de saúde e os requisitos específicos para utilização dos textos padronizados. A lista dos nutrientes e não nutrientes com as alegações padronizadas e os respectivos requisitos específicos para autorização da alegação está disponível no site da Anvisa LISTA DE NUTRIENTES E NÃO NUTRIENTES E ALEGAÇÕES PADRONIZADAS CATEGORIA: ÁCIDOS GRAXOS NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: EPA E DHA O consumo de ácidos graxos ômega 3 auxilia na manutenção de níveis saudáveis detriglicerídeos, desde que associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. 9
CATEGORIA: CAROTENÓIDES NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: LICOPENO O licopeno tem ação antioxidante que protege as células contra os radicais livres. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: LUTEÍNA A luteína tem ação antioxidante que protege as células contra os radicais livres. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: ZEAXANTINA A zeaxantina tem ação antioxidante que protege as células contra os radicais livres. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. 10 Informativo Segurança de Alimentos Ed 05 - Ano 02
CATEGORIA: FIBRAS ALIMENTARES NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: FIBRAS ALIMENTARES As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: BETA GLUCANA em farelo de aveia, aveia em flocos e farinha de aveia Este alimento contém beta glucana (fibra alimentar) que pode auxiliar na redução do colesterol. Seu consumo deve estar associado à uma alimentação equilibrada e baixa em gorduras saturadas e a hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: DEXTRINA RESISTENTE As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: FRUTOOLIGOSSACARÍDEO FOS Os frutooligossacarídeos FOS (prebiótico) contribuem para o equilíbrio da flora intestinal. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: GOMA GUAR PARCIALMENTE HIDROLISADA As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. 11
NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: INULINA A inulina (prebiótico) contribui para o equilíbrio da flora intestinal. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: LACTULOSE A lactulose auxilia o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: POLIDEXTROSE As fibras alimentares auxiliam o funcionamento do intestino. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: PSILLIUM OU PSYLLIUM O psillium (fibra alimentar) auxilia na redução da absorção de gordura. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: QUITOSANA A quitosana auxilia na redução da absorção de gordura e colesterol. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. 12 Informativo Segurança de Alimentos Ed 05 - Ano 02
CATEGORIA: FITOESTERÓIS NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: FITOESTERÓIS Os fitoesteróis auxiliam na redução da absorção de colesterol. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. CATEGORIA: POLIÓIS NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: Manitol / Xilitol / Sorbitol Manitol / Xilitol / Sorbitol não produz ácidos que danificam os dentes. O consumo do produto não substitui hábitos adequados de higiene bucal e de alimentação. 13
CATEGORIA: PROBIÓTICOS NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: PROBIÓTICOS A alegação de propriedade funcional ou de saúde deve ser proposta pela empresa e será avaliada, caso a caso, com base nas definições e princípios estabelecidos na Resolução n. 18/1999. CATEGORIA: PROTEÍNA DE SOJA NUTRIENTE/NÃO NUTRIENTE: PROTEÍNA DE SOJA O consumo diário de no mínimo 25 g de proteína de soja pode ajudar a reduzir o colesterol. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. 14 Informativo Segurança de Alimentos Ed 05 - Ano 02
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