Modernismo Brasileiro Semana de Arte Moderna 13, 15, 17 de fevereiro de 1922 Teatro Municipal de São Paulo Antecedentes da Semana A Exposição de Lasar Segall (1913) Revista O Pirralho (1911), dirigida por Oswald de Andrade e Emílio de Menezes Participação de Ronald de Carvalho, em 1915, na fundação da Revista Orpheu que deu início ao Modernismo em Portugal. Lasar Segall - Aldeia russa, 1912 1
A Exposição de Anita Malfatti (1917) Anita Malfatti A boba (1915-16). A estudante (1915-1916) O homem amarelo. 1915 A Pintura Modernista Tarsila do Amaral Abapuru (1928), Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires (MALBA). A negra (1923), Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Antropofagia (1929), Estação Pinacoteca, em SP. 2
Di Cavalcanti - Samba (1925). O quadro valia, em 2012, US$ 10 milhões e era de propriedade do marchand Jean Boghici, quando na noite de 13 de agosto de 2012, foi destruído por um incêndio no apartamento de Jean Tarsila do Amaral operários (1933) A Escultura e a Música Modernista Vítor Brecheret - Monumento às bandeiras (1936-1953). Heitor Villa Lobos (1887-1959) No Dimensões 50m comprimento, 16m de largura, 10m de altura, Brasil, sua data de nascimento (5 de 37 figuras, Parque do Ibirapuera, São Paulo março) é celebrada como Dia Nacional da Música Clássica. 3
Modernismo 1ª Fase (1922-1930) Destruidora e Heroica Da esquerda para direita e de cima para baixo: o jornalista italiano Francesco Pettinati, René Thiollier, Manuel Bandeira, Afonso Shimidt, Paulo Prado, Graça Aranha, Manoel Vilaboin, Goffredo da Silva Telles, Couto de Barros, Mário de Andrade, Cândido Mota Filho. Sentados: Rubens Borba de Morais, Luiz Aranha, Tácito de Almeida, Oswald de Andrade. Representantes Oswald de Andrade Pau Brasil (1924) Mário de Andrade Macunaíma (1928) Manuel Bandeira Libertinagem (1930) Alcântara Machado Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) 4
Os sapos Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: - "Meu pai foi à guerra!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: - "Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. O meu verso é bom Frumento sem joio. Faço rimas com Consoantes de apoio. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas..." Urra o sapo-boi: - "Meu pai foi rei!"- "Foi!" - "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!". Brada em um assomo O sapo-tanoeiro: - A grande arte é como Lavor de joalheiro. Ou bem de estatuário. Tudo quanto é belo, Tudo quanto é vário, Canta no martelo". Outros, sapos-pipas (Um mal em si cabe), Falam pelas tripas, - "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!". Longe dessa grita, Lá onde mais densa A noite infinita Veste a sombra imensa; Lá, fugido ao mundo, Sem glória, sem fé, No perau profundo E solitário, é Que soluças tu, Transido de frio, Sapo-cururu Da beira do rio... (Manuel Bandeira) O Bicho Vi ontem um bicho Na imundície do pátio Catando comida entre os detritos. Quando achava alguma coisa, Não examinava nem cheirava: Engolia com voracidade. O bicho não era um cão, Não era um gato, Não era um rato. O bicho, meu Deus, era um homem. (Manuel Bandeira) Pronominais Ode ao Burguês Dê-me um cigarro Diz a gramática Do professor e do aluno E do mulato sabido Mas o bom negro e o bom branco Da Nação Brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro. (Oswald de Andrade) As meninas da Gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito bem olharmos Não tínhamos nenhuma vergonha Eu insulto o burguês! O burguês-níquel, o burguês-burguês! A digestão bem-feita de São Paulo! O homem-curva! o homem-nádegas! O homem que sendo francês, brasileiro, italiano, é sempre um cauteloso pouco-a-pouco! Morte à gordura! Morte às adiposidades cerebrais! Morte ao burguês-mensal! ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi! Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano! "- Ai, filha, que te darei pelos teus anos? - Um colar... - Conto e quinhentos!!! Mas nós morremos de fome!" (Mário de Andrade) (Oswald de Andrade) 5