Intoxicações Exógenas Dr. José Sabino de Oliveira josesabinodeoliveira@gmail.com
Definição Intoxicações exógenas agudas podem ser definidas como as consequências clínicas e/ou bioquímicas devido a exposição aguda a substâncias químicas encontradas no ambiente (água, ar, alimentos, plantas, medicamentos, animais peçonhentos, ou venenosos, pesticidas, produtos de uso domiciliar, etc.). SCHARTSMAN.C.e S.S:Jpediatria. Rio de Janeiro. S² 44-50 75 Supl. 1999
Agentes: Medicamentos; Produtos Domiciliares; Plantas; Pesticidas.
Diagnóstico: Clínico Laboratorial
Diagnóstico Clínico: Identificação da síndrome tóxica; História de acompanhantes; Hálito; Produtos existentes na casa; Profissão dos pais; Local onde a criança foi encontrada.
Síndrome toxicológicas 1. S. Anticolinergica Mucosas secas, rubor facial, taquicardia, midríase, hipertemia, alucinação, delírio. AGENTES: Atropina, antidepressivos, anti-histamínicos, antiexpasmótico.
Síndrome toxicológicas 2. S. Anticolinesterásica Sudorese, lacrimejamento, salivação, secreção brônquica, cólicas, bradicardia, fasciculações musculares. AGENTES: Organofosforados, carbamatos, fisostigmina.
Síndrome toxicológicas 3. S. Narcótica Depressão respiratória e neurológica, miose, bradicardia, hiportemia, hipotensão, hiporreflexia. AGENTES: Opiaceos, difenoxilato, codeína, loperamida.
4. S. Depressiva Sonolencia, torpor, coma, cianose,hiporreflexia. Síndrome toxicológicas depressão respiratória, hipotensão, AGENTES: Barbiturico, benzodiazepínoco, etanol.
Síndrome toxicológicas 5. S. Simpaticomimeticos Midríase, hiperflexia, hipertensão, taquicardia, hipertemia, sudorese, distúrbios psiquícos. AGENTES: Cocaína, anfetaminas, cafeína, trofilina, descongestionantes nasais.
Síndrome toxicológicas 6. S. Extra piramidal Distúrbio equilíbrio da movimentação, hipertemia, trismo, miocronia, opistótomo, parkisonismo. AGENTES: Fenotiazinas, lítio, butirofenonas, fenciclidina.
Síndrome toxicológicas 7. S. Metahemoglobinemica Cianose de pele e mucosa, confusão mental, depressão neurológica. AGENTES: Dapsona, anilina, azulde metileno, doxorrubina, nitratos e nitritos, nitrofurantoína.
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Quando pensar? Coma súbito inexplicável; Quadro clínico esdruxulo; Quadro clínico de início súbito inexplicável; Ingestão de produto desconhecido.
Conduta: 1. Avaliação clínica inicial; 2. Estabilização de dados vitais; 3. Identificação do agente intoxicante e remoção do tóxico não absorvido; 4. Descontaminação corporal; 5. Antídoto terapia; 6. Aumentar eliminação do tóxico; 7. Tratamento suportivo e sintomático; 8. Profilaxia.
Avaliação clínica inicial: 1. Oxigenação e glicemia; 2. Funções vitais (pals): Respiratória Cardiocirculatória Neurológica
Estabilização: 1. Corrigir hipóxia; 2. Tratar convulsões e distúrbio neurológico; 3. Tratar arritmias e ins. Circulatória 4. Corrigir distúrbios H.E e AB; 5. Hidratar. aguda;
Aumento do eliminação do tóxico absorvido: Diurese medicamentosa ter certeza de que o tóxico é de eliminação renal Paciente não é portador de ins. Renal Furosemida é o diurético mais seguro e mais usado
Aumento da excreção do tóxico Diálise peritoneal Hemodiálise Exsanguíneo transfusão Hemoperfusão Hemofiltração
Diurese iônica Alterar o gradiente de PH entree o compartimento urinário e o sangue aumentando a dissociação iônica do tóxico, dificultando a sua reabsorção. A alcalinização aumenta a dissociação dos ácidos fracos e acidificação das bases fracas. É necessário saber o pka das substâncias.
Indicação de diálise Coma profundo Instabilidade hemodinâmica Dose ingerida e/ou nível sérico letal Insuficiência renal
INTOXICAÇÕES AGUDAS NA INFÂNCIA Tratamento sintomático Convulsões: Benzodiazepínicos Fenitoína Alergia Prometazina Difenidramina Epinefrina (casos graves) Corticosteróides
Tratamento sintomático Dor Dipirona Acetaminofen Morfina Dor intensa Bloqueio Anestésico Hipertemia Dipirona Medidas físicas Reações extra-piramidais Difenidramina
Descontaminação Couro cabeludo Olhos, narinas Estômago e aparelho digestivo Lavagem gástrica provocar vômitos
Esvaziamento Gástrico Pontos a considerar: Toxicidade da droga Dose ingerida Tempo da ingestão Tipo de tóxico corrosivo derivados de petróleo Potencialização da intoxicação
Lavagem Gástrica Contraindicação Hidrocarbonetos de baixa densidade Riscos de sangramento perfuração gástrica Coma com escala de Glasgow abaixo de 8 Ingestão de substâncias corrosivas Fratura de base do crânio Pacientes não colaborativos
Profilaxia 1. Individual (consultórios e ambulatórios) 2. Coletiva (campanhas) 3. Legislativas (leis)