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Transcrição:

FOTOGRAFIA

O MUNDO FOTOGRAFICO Hoje, as fotografias fazem parte do nosso mundo de uma maneira impressionante. Seja em computadores, smartphones, tablets, câmeras digitais, não importa, aonde olharmos haverá, com certeza, uma câmera embutida pronta para registrar o mundo ao redor. E o destino dessas fotos é certo: a internet. Web sites, blogs, e-mails e redes sociais.

O MUNDO FOTOGRAFICO Somente no Facebook são postadas todos os dias mais de 250 milhões de fotografias. - Já no Instagram, a mais popular rede social exclusiva para fotografias, diariamente são postadas mais de 5 milhões de fotografias. - O Flickr, uma das redes pioneiras na exibição de fotografias, recebe todos os dias mais de 4 milhões de fotografias.

O MUNDO FOTOGRAFICO É importante ressaltar que essa grande expansão da fotografia em todo mundo se deve ao seu caráter mais tecnológico: o fator digital. Há algum tempo atrás as fotografias tinham que ser obrigatoriamente reveladas para sua visualização. Com o advento das câmeras digitais, as fotos podem ser rapidamente reveladas diretamente no computador, ou nem isso; com os smartphones, as fotos são tiradas e logo em seguida já postadas na rede, o que tornou todo o processo muito mais rápido, dinâmico e acessível. Se cogitarmos o início da fotografia, mais precisamente no que é conhecido como a primeira fotografia já tirada em todo o mundo, veremos o quanto essa arte se desenvolveu.

O MUNDO FOTOGRAFICO O ano é 1826, na França, e o francês Joseph Niérce consegue a primeira imagem capturada por meio da luz do sol após deixar uma placa de estanho exposta à luz solar durante impressionantes 8 horas seguidas! Já em 1975 foi criada a primeira câmera fotográfica digital do mundo. Seu inventor foi Steve Sasson, e o aparelho por ele desenvolvido levava em torno de 23 segundos para formar as imagens. Após isso, essas imagens eram gravadas em uma fita cassete comum e exibidas na televisão, sem a necessidade de revelação.

Primeira fotografia tirada por Joseph Niérce

Joseph Niérce

Steve Sasson

Se você é um pouco mais curioso, já deve ter notado uma opção nas configurações da sua máquina, chamada ISO. Os antigos filmes fotográficos também vinham com essa informação marcada na caixa, chamado também de ASA. Mas, para que exatamente serve o ISO, e como é possível tirar melhores fotografias usando adequadamente este recurso? Responder a primeira pergunta pode, à primeira vista, parecer bem simples. ISO é a sensibilidade do filme (ou no caso da fotografia digital, do sensor) à luz. Quanto menor o número, menor é essa sensibilidade. Consequentemente, é preciso muito mais luz para a fotografia ficar clara. Se o ISO é aumentado, a sensibilidade do filme, ou sensor, aumenta também e com menos luz é possível captar a cena desejada. Porém, existem consequências. Um ISO baixo capta pouca luz, porém quase não apresenta ruído (aqueles pontinhos granulados, geralmente nas áreas mais escuras da foto) e os contornos ficam mais nítidos. Já um ISO maior, apesar de permitir fotografar com pouca luz, gera um ruído perceptível e prejudica a nitidez dos detalhes, o que pode arruinar uma boa fotografia. Veja a comparação:

Use o ISO ao seu favor Agora que você já sabe o que é, é preciso aprender a controlar essa ferramenta, para garantir as melhores fotografias. Antes de tudo, é preciso lembrar que, se você usar um ISO baixo em um ambiente com pouca luz e quiser uma imagem clara, o obturador da câmera precisa ficar mais tempo aberto, e as chances da imagem ficar tremida são bem maiores. Uma maneira de descobrir o melhor número ISO para cada situação é respondendo a algumas perguntas simples, sobre quatro fatores essenciais: iluminação, propósito, apoio e movimento.

A iluminação é suficiente? A primeira delas é quanta luz você tem no ambiente. Pense em uma escala: durante o dia, com sol forte e em ambiente aberto, seria um extremo da escala. Já um ambiente fechado e com pouca iluminação, como um teatro apenas com as luzes do palco ou um barzinho à meia luz, seria o outro extremo. Quando mais luz, menor pode ser ISO. Com pouca luz, use um ISO maior. Não é uma regra, porém é quase certo que ambientes fechados tenham uma iluminação média ou baixa. Isso acontece porque raramente as luzes instaladas neste tipo de lugar vão conseguir simular a luz solar. Essa é a pergunta principal a se fazer, portanto gaste um tempo fazendo testes em diferentes ambientes para se habituar a esta variável.

A fotografia pode conter ruídos? Saber o propósito da foto ajuda muito na hora de decidir o número ISO a ser usado. Por exemplo, imagens profissionais não podem apresentar ruídos, portanto o mais certo a se fazer é usar o menor ISO possível e uma iluminação reforçada. Por outro lado, fotografias caseiras não precisam necessariamente ser perfeitas, e um pouco de ruído não estragaria o seu propósito. Outro ponto a ser analisado é o uso do flash. Muitas situações pedem que você não use o flash, para poder obter uma fotografia mais bonita. Além disso, museus, igrejas e outros ambientes parecidos obrigam a não utilização deste artificio.

Pense sempre no uso que você fará da imagem, e se uma fotografia granulada estraga isso. Se a resposta para essa questão for afirmativa, use um ISO baixo. Se não, pode contar com a ajudinha dessa ferramenta e usar um ISO um pouco maior.

O objeto está se movendo? Um objeto se movendo pede uma abertura muito rápida do obturador, para não ficar borrado. Neste caso, a velocidade do disparo não pode ser baixa, logo, é preciso aumentar a iluminação. Se isso não for possível, então é necessário usar um ISO mais alto para poder captar a cena da maneira desejada. Geralmente isso acontece quando é preciso fotografar jogos ou atividades esportivas, como corridas ou partidas de futebol. Se for um ambiente aberto, de dia e com sol, provavelmente a luz seja suficiente para um ISO 100 ou 200. Caso contrário, se for noite ou um ambiente fechado, e você quiser imagens nítidas, aumente o ISO o quanto puder ou precisar.

Responda essas quatro perguntas e faça um balanço da situação até chegar a um número para o ISO que consiga satisfazer todas as suas necessidades. Lembre-se sempre de que, para a fotografia, o mais importante é bastante treino e muitas tentativas!

Velocidade do obturador A velocidade do obturador ou tempo de exposição, em fotografia, está directamente relacionada com a quantidade de tempo que o obturador da máquina (câmera) fotográfica leva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar a película fotográfica ou o sensor digital CCD/CMOS e formar a imagem. É fácil de perceber que se deixar a máquina a receber luz durante 10 segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário que estamos a fotografar se movimentar durante este tempo. Quanto menor o tempo de exposição, menos luz é absorvida no interior da máquina, maior a abertura do diafragma necessária para se obter uma exposição correta.

O tempo de exposição é normalmente dado no formato, em que X representa uma fracção de tempo em segundos. Os valores comuns são: 1/8000 s 1/4000 s 1/2000 s 1/1000 s 1/500 s 1/250 s 1/125 s 1/60 s 1/30 s 1/15 s 1/8 s 1/4 s 1/2 s 1 s B (de bulb) Que mantém o obturador aberto enquanto o botão disparador estiver pressionado. Apesar de muito popular no meio fotográfico, o termo velocidade não é correto, pois o obturador, como vimos, trabalha com tempos de exposição, em geral frações de segundos, e isto não está relacionado com rapidez de operação ou de exposição.

Demonstração em foto noturna de como maiores tempos de exposição influenciam a formação da imagem. Fotografias obtidas com a mesma abertura do diafragma

Abertura Em óptica uma abertura é algo que restringe o diâmetro da trajetória da luz que atravessa um plano num sistema óptico. Isto pode ser a borda de uma lente ou espelho, ou um anel ou outro acessório que mantém um elemento óptico no sítio, ou pode ainda ser um elemento especial colocado deliberadamente na trajectória óptica para limitar a luz admitida pelo sistema. O stop da abertura é a abertura que restringe o diâmetro do cone ou cilindro de luz que pode entrar e passar pelo sistema. O diâmetro do stop da abertura é às vezes referido apenas como a abertura do sistema, especialmente quando se fala de câmeras e telescópios. A magnificação e demagnificação através de lentes e outros elementos podem fazer com que a abertura de um sistema seja relativamente grande.

O stop de abertura é um elemento extremamente importante na maior parte dos sistemas ópticos. A sua função mais óbvia é reduzir a quantidade de luz que pode chegar ao plano de imagem de modo a prevenir a saturação de um detector ou causar a sobre-exposição de uma película. Contudo, a abertura tem muitas outras funções: O tamanho da abertura determina a profundidade de campo do sistema. Aberturas menores produzem maiores profundidades de campo, permitindo que objectos separados por grandes distâncias estejam focados ao mesmo tempo. A abertura limita o efeito de aberrações ópticas. Se a abertura for muito grande a imagem ficará distorcida. Sistemas ópticos mais sofisticados conseguem mitigar o efeito das aberrações, permitindo a utilização de aberturas maiores e por conseguinte a captura de maior quantidade de luz. A abertura determina o campo de visão (field of view) do sistema. A abertura determina como ficará a vinhetagem. Aberturas maiores fazem com que a intensidade luminosa que chega à película ou detector seja menor quanto mais perto dos limites da imagem. A pupila do olho é a sua abertura. A refracção na córnea faz com que a abertura efetiva (a pupila de entrada) difira ligeiramente do diâmetro físico da pupila. A pupila de entrada tem tipicamente cerca de 4 mm de diâmetro, apesar de poder ir de 2 mm (f/8,3) num lugar bastante claro até 8 mm (f/2,1) no escuro.

Explicação simplificada para uso em termos práticos fotograficamente O F é uma designação para a abertura. E o que é a abertura? A abertura é algo simples, como o próprio nome indica, é a abertura da íris(ou diafragma), íris esta que quanto mais aberta estiver, maior é a "quantidade" de luz que entra na máquina. Ou seja: Quanto maior a abertura menor valor da base da divisão F/x mais luz entra menos tempo de exposição que é necessário para que a foto fique bem exposta menor a probabilidade da foto ficar tremida. Quanto menor a abertura maior valor da base da divisão F/x menos luz entra mais tempo de exposição é preciso para que a foto fique bem exposta mais facilmente a foto fica tremida. A abertura faz variar a profundidade de campo, isto é, aquelas fotos em que vemos por exemplo, um retrato de uma pessoa com fundo completamente desfocado, enquanto que o rosto da pessoa está perfeitamente no foco, tem muito pouca profundidade de campo.

CURIOSIDADES DA FOTOGRAFIA

Curiosidades do mundo fotográfico 19 de agosto é o Dia Internacional da Fotografia. Significado de FOTOGRAFIA: Escrever ou desenhar com luz Em 1931 um engenheiro dos E.U.A inventa o flash eletrônico. Por que em algumas fotos nossos olhos ficam vermelhos Isso acontece por causa do reflexo do flash no sangue da retina. A luz entra na pupila, que costuma estar bem aberta por causa do ambiente com pouca luminosidade, e reflete os vasos do fundo do olho

Curiosidades do mundo fotográfico O que era o Lambe-Lambe e como surgiu esse nome? Lambe-lambe era o fotógrafo ambulante que tirava foto das pessoas nas ruas. Foram chamados assim porque em épocas passadas, era obrigatório que as fotografias de alguns documentos fossem datadas. Para isso, costumavase fazer uma plaquinha de papel fotográfico. Como no instantâneo o negativo é em papel, que é refotografado, a plaquinha era feita em um minúsculo pedacinho de papel fotográfico, colado ao negativo. Até aí tudo bem. Mas o que essa história tem a ver como o nome lambe-lambe??? É que para fazer a colagem, o fotógrafo passava a língua na plaquinha para molhá-la e criar aderência. Daí, a famosa denominação, Lambe-lambe.

Curiosidades do mundo fotográfico filme fotográfico foi inventado em 1879 por Ferrier, e melhorado pelo americano George Eastman (inventor da câmera Kodak).

Curiosidades do mundo fotográfico Como surgiu a fotografia em série? A partir de uma aposta. Um ricaço americano tinha feito uma aposta com seus amigos. Ele dizia que durante o galope de um cavalo, havia um momento em que nenhum dos cascos tocava a terra. Para isso contratou o fotógrafo inglês Muybridge e ganhou a aposta. Ele colocou 14 câmeras num trecho de pista de corrida de cavalos, cada uma ligada a um fio que atravessava o caminho. Assim o animal vinha galopando, disparava a máquina e tirava uma foto de si mesmo. Era verdade: em determinado instante da corrida, o cavalo ficava mesmo com as quatro patas no ar. Isso contribuiu para o aparecimento do cinema, pois para mostrar o movimento era preciso fotografá-lo em série.

Duvidas? Email: nicoleecustodio@hotmail.com