Modalidade Individual: Ginástica

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Transcrição:

Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas Modalidade Individual: Ginástica História da modalidade Elementos gímnicos de solo Professora: Andreia Veiga Canedo Professora Estagiária: Joana Filipa Pinto Correia Ano Letivo 2011/2012

Índice 1. História da modalidade... 2 2.Elementos gímnicos de solo (descrição/aspetos técnicos)... 3 2.1. Rolamentos... 3 2.2. Roda e rodada... 5 2.3. Apoio facial invertido... 7 2.4. Posições... 8 2.4.1. Posições de equilíbrio... 8 2.4.2 Posições de Flexibilidade... 9 2.5. Elementos de ligação e combinações... 11 2.5.1. Saltos... 11 2.5.2. Voltas... 14 2.5.3. Afundos... 14 3. Sequência no solo... 15 1

1. História da modalidade Desde sempre a Humanidade se dedicou à prática da Ginástica, quer como preparação para a guerra, preparação para a caça, ou mesmo como diversão. Os Egípcios já dispunham de profissionais que executavam exercícios gímnicos e acrobáticos para animarem as festas dos grandes senhores. Também como preocupação higiénica, respiratória, corretiva e educativa vários povos, particularmente os Gregos, praticavam Ginástica, quer aconselhados pelos médicos quer pelos educadores. Os Romanos utilizavam a Ginástica como treino militar e, no Renascimento, dá-se a redescoberta dos valores gregos, voltando a Ginástica a despertar interesse. A Ginástica integra o programa olímpico moderno desde 1896, nos Jogos Olímpicos de Atenas. A Federação Internacional de Ginástica foi fundada em 1881 (inicialmente com a designação de Federação Europeia de Ginástica e, a partir de 1921, com o nome atual); a Federação Portuguesa de Ginástica, fundou-se a 20 de Novembro de 1950. A Ginástica de Solo procura dotar os jovens de capacidades motoras que lhes permitam um desenvolvimento harmonioso do seu esquema corporal. Os seus objetivos são a realização de um conjunto de exercícios executados no solo e/ou sobre colchões e tapetes de ginástica, que visam reforçar, entre outras, as competências da coordenação, equilíbrio, destreza, autonomia e organização. 2

2. Elementos gímnicos de solo (descrição/aspetos técnicos) 2.1. Rolamentos Rolamento à frente engrupado Posição inicial: pés juntos, joelhos fletidos e unidos, tronco ligeiramente inclinado à frente, ventre encolhido, queixo junto ao peito, braços estendidos e no prolongamento do tronco. Execução técnica: através de um impulso das pernas e sem baixar os braços, o aluno apoia as mãos no solo à largura dos ombros e com os dedos orientados para a frente. Os pés abandonam o solo após a uma ligeira impulsão ao mesmo tempo que se eleva a bacia. Assim que as mãos tocam no solo, o aluno flete os cotovelos sem os afastar, apoia a nuca no solo e através de repulsão dos membros superiores rola, mantendo a cabeça em flexão e o corpo engrupado. Por último, o aluno deve projetar os ombros e os braços estendidos para a frente de forma a voltar à posição inicial. - Colocação de uma mão na coxa e outra nas costas ou na nuca; - Segurar as mãos na fase de elevação. - Colocar as mãos à largura dos ombros, viradas para a frente com queixo ao peito; - Realizar uma forte impulsão com os MI; - Elevar a bacia; - Manter o corpo fechado no enrolamento; - Realizar a repulsão das mãos na parte final. Rolamento à frente com membros inferiores afastados 3

Execução técnica: O aluno coloca as mãos no solo à largura dos ombros e viradas para a frente. Posteriormente, impulsiona os membros inferiores, apoia as mãos longe do apoio dos pés e estende e afasta os membros inferiores só no final do enrolamento. Para permitir a repulsão de M.S efetuada por dentro dos M.I afastados, o aluno deverá fletir o tronco à frente. - Se o aluno estiver numa fase atrasada da aprendizagem, deverá ser ajudado por trás, na zona lombar ou nadegueiros; - Se o aluno estiver numa fase já um pouco adiantada, poderá ser ajudado de frente sendo puxado pelos M.S. junto aos ombros. - Apoiar as mãos longe do apoio dos pés; - Manter os MI estendidos; - Afastar os MI só no final do enrolamento; - Realizar uma boa flexão do tronco, com repulsão dos MS por dentro dos MI afastados. Rolamento à retaguarda engrupado Posição inicial: pés juntos, joelhos fletidos e unidos, tronco ligeiramente inclinado atrás, ventre encolhido, queixo junto ao peito, braços junto ao corpo com as palmas das mãos viradas para cima e as costas das mãos apoiadas perto dos ombros. Execução técnica: através de um ligeiro desequilíbrio, o aluno apoia a parte posterior das costas até chegar à nuca. Os pés abandonam o solo após a uma ligeira impulsão ao mesmo tempo que se eleva a bacia. Assim que as mãos tocam no solo, o aluno flete os cotovelos sem os afastar, apoia a nuca no solo e através da repulsão dos membros superiores rola, mantendo a cabeça em flexão e o corpo engrupado. Por último, o aluno deve projetar os ombros e os braços estendidos para a frente de forma a voltar à posição inicial. - Coloca-se uma mão junto à nuca e a outra nas suas costas. O ajudante deve estar de joelhos face ao executante. 4

- Manter os MI fletidos sobre o tronco (joelhos ao peito) e o queixo ao peito; - Colocar as mãos à largura dos ombros, viradas para a frente; - Manter o corpo fechado no enrolamento; - Realizar a repulsão das mãos na parte final. Rolamento à retaguarda com membros inferiores afastados Execução técnica: O aluno flete o tronco sobre os M.I. e o queixo sobre o tronco, coloca as mãos apoiadas no solo à largura dos ombros e viradas para a frente. Durante o enrolamento, mantem o corpo bem fechado sobre si próprio. De forma a passar a cabeça sem bater, o aluno realiza uma repulsão efetiva das mãos no solo. anca. - Colocação das mãos nas costas (zona lombar) do aluno e a posteriormente na - Fletir o tronco sobre MI; - Manter o queixo ao peito; - Apoiar as mãos no solo à largura dos ombros; - Manter o corpo bem fechado. 2.2. Roda e rodada Roda Nota: Todos os rolamentos exigem que o ajudante, coloque uma mão na nuca do executante para o ajudar a encostar o queixo ao peito de forma a evitar lesões. Execução técnica: O aluno dá início ao movimento com um pé à frente do outro. Posteriormente, avança um dos M.I. e realiza afundo lateral. Após um balanço enérgico do M.I de trás que se encontra em extensão, apoia alternadamente as mãos na linha do 5

movimento. Em seguida impulsiona a perna de chamada (perna da frente), mantém os M.S. e tronco alinhados na vertical dos apoios e na trajetória aérea, os M.I. realizam o máximo afastamento possível e em extensão completa. Ao contactarem o solo, os pés apoiam alternadamente na linha do movimento. - A mão mais próxima do ajudante coloca-se na anca mais próxima do executante e a outra é depois colocada na outra anca, quando executante atinge a vertical dos apoios. Deve-se sempre acompanhar o executante até ao final do movimento. - Lançar energicamente a perna livre; - Apoiar as mãos alternadamente no solo longe do pé de chamada, na mesma linha dos membros inferiores; - Passar a bacia pela vertical com os membros inferiores estendidos e bem afastados. - Realizar um grande afastamento dos MI na fase de passagem; - Manter a tonicidade do corpo e fixação da bacia (retroversão). Rodada Partindo da posição de afundo, o aluno apoia alternadamente as mãos, com os dedos bem afastados, com a primeira mão numa posição natural e a segunda colocada em rotação interna (voltada para a outra). Com os MS afastados, o aluno deverá unir os MI após a passagem pela vertical; Posteriormente deverá fazer a repulsão dos MS, projetando o tronco para cima e executar a rotação da bacia e tronco, ficando virado para o sentido contrário do deslocamento. - Lançar energicamente a perna livre; - Apoiar as mãos alternadamente no solo longe do pé de chamada, na mesma linha dos membros inferiores; - Passar a bacia pela vertical com os membros inferiores estendidos e bem afastados. - Realizar um grande afastamento dos MI na fase de passagem; - Manter a tonicidade do corpo e fixação da bacia (retroversão). 6

2.3. Apoio facial invertido Apoio facial invertido Posição inicial: um pé ligeiramente à frente do outro, membros inferiores em extensão, tronco direito e membros superiores em extensão no prolongamento do tronco. Execução técnica: o aluno faz um grande afundo à frente, coloca o tronco no prolongamento da perna de trás, os braços estendidos e as palmas das mãos voltados para o solo. Com o olhar dirigido para as mãos coloca-as no solo longe e à frente do corpo, sem fechar o ângulo braço/tronco, realizando simultaneamente um longo impulso contínuo com a perna da frente. As mãos são colocadas à largura dos ombros com os dedos bem afastados e voltados para fora. Posteriormente realiza a hiper-extensão dos membros superiores, alinha os segmentos corporais com extensão máxima do corpo e imprime uma tonicidade geral ao corpo com a bacia em retroversão. - O ajudante coloca ambas as mãos nas coxas do executante, perto da bacia. - O ajudante agarra a perna de impulsão e controla o colega; - O ajudante coloca a sua perna a ajudar do mesmo lado da perna de impulsão. - Colocar as mãos à largura dos ombros, viradas para a frente; - Manter a cabeça levantada dirigindo o olhar em frente; - Manter os membros superiores (MS) em extensão completa; - Permanecer com o corpo alinhado e em tonicidade. Apoio facial invertido de cabeça 7

Partindo da posição de afundo (MI de impulsão fletida à frente e MI de balanço em extensão à retaguarda), o aluno apoia as mãos à largura dos ombros com os dedos bem afastados e voltados para a frente. Posteriormente, lança o MI de balanço para a vertical, seguido do MI de impulsão. Por último, coloca a cabeça entre os MS em completa extensão, mantem o olhar dirigido para mãos e alinhar o corpo na vertical em extensão completa dos MS e inferiores. Para poder executar o rolamento à frente, o aluno realiza um desequilíbrio à frente dos MI, junta o queixo ao peito, flete os MS e apoia a nuca no solo. - Apoiar a testa (cujo ponto de apoio no solo faz um triângulo com os apoios das mãos); - Começar por subir a bacia (noção de puxar as pontas dos pés para o nariz) e só quando esta estiver por cima dos apoios, deixar subir os MI para a vertical. - Empurrar o solo com os MS de forma a levantar a cabeça antes do enrolamento; - Manter a tonicidade geral, MI e pés bem estendidos. 2.4. Posições 2.4.1. Posições de equilíbrio Avião O aluno eleva um MI à retaguarda e mantem o apoio sobre o outro MI. - Estender e afastar os MI; - Fletir tronco à frente, paralelo ao solo e em extensão; - Olhar em frente; - Afastar os MS e estendê-los no prolongamento da linha dos ombros. - O ajudante coloca a mão na perna livre do executante e exercer força para cima, para ajudar a sua elevação até a posição correta. Bandeira O aluno eleva um MI lateralmente e mantendo o apoio sobre o outro MI. - A mão segura no calcanhar do MI elevado (por dentro); - Manter os MI em extensão e afastados e o tronco na vertical. 8

2.4.2. Posições de flexibilidade Ponte Na posição de deitado de decúbito dorsal (de costas), o aluno apoia as mãos no solo à largura dos ombros e estende completamente os MS elevando a bacia. O aluno deverá empurrar com os pés o solo, tentando estender completamente as pernas, e comisso forçar a colocação dos ombros numa linha perpendicular ao apoio das mãos no solo (ou atrás). - Manter as mãos apoiadas à largura dos ombros - Estender completamente os MS, elevando a bacia; - Manter os MI unidos e em extensão; - Olhar para as mãos. - O ajudante coloca as mãos nos ombros do executante exercendo uma força para cima. O executante segura os tornozelos do companheiro, para ajudar a extensão dos membros superiores e inferiores. - O ajudante coloca as mãos nos ombros e na cintura do executante, para ajudar a colocação dos membros superiores no solo e a extensão dos membros superiores e inferiores. Vela - Manter os MI estendidos e unidos; - Manter o corpo alinhado numa posição vertical. Flexão do tronco à frente - Manter os MI estendidos e unidos com pés em extensão; - Colocar os MS no prolongamento do tronco; - Fletir o tronco sobre os MI. 9

Flexão do tronco à retaguarda - Manter a cabeça no prolongamento do tronco; - Manter os MS em elevação superior; - Manter MI unidos; - Realizar uma boa contração abdominal para regressar à posição inicial. Sapo O aluno senta-se no solo e afasta os MI. - Realizar um grande afastamento dos membros inferiores; - Fletir o tronco à frente, tocando no solo; - Manter os MS estendidos e afastados. Espargata O aluno afasta e estender os MI, mantendo o tronco na vertical. - Aproximar a bacia do solo; - Manter o tronco na vertical e orientado para o MI (lateral) ou orientado para a frente (frontal); - Colocar os MS estendidos lateralmente; - Manter a cabeça levantada e o olhar para frente. - O ajudante coloca as mãos nas coxas do executante exercendo uma força para baixo, sem deixar que este se desequilibre e ultrapasse os seus limites articulares. 10

2.5. Elementos de ligação e combinações 2.5.1. Saltos Salto em extensão (0,5 valores): Partindo da posição de sentido, o aluno realiza a elevação superior dos braços e depois lateral, enquanto caminha em frente. Posteriormente realiza um pequeno salto para chegar com os pés juntos ao salto em extensão. A receção é também feita com os pés juntos (tronco direito e braços em elevação lateral). - Impulsionar o corpo verticalmente; - Manter os pés em extensão quando se elevam do solo; - Elevar os MS superiormente; - Realizar uma receção equilibrada. Salto engrupado: Partindo da posição de sentido, o aluno realiza a elevação superior dos braços e depois lateral, enquanto caminha em frente. Posteriormente realiza um pequeno salto para chegar com os pés juntos ao salto engrupado. A receção é também feita com os pés juntos (tronco direito e braços em elevação lateral). Salto de tesoura: Este salto é executado com o tronco na vertical, através da impulsão alternada dos MI acima do nível da bacia e com os MS em extensão ao nível dos ombros ou em elevação superior. 11

- Realizar uma elevação anterior dos MI alternadamente, e em extensão; - Realizar um movimento de troca dos MI no momento de maior impulsão; - Impulsionar um MI com lançamento do outro membro até à horizontal; - Realizar a receção com o pé do MI primeiramente projetado. Salto de gato: com o tronco na vertical, o aluno impulsiona alternadamente os membros inferiores fletidos acima do nível da bacia e os membros superiores ao nível dos ombros ou em elevação superior. - Elevar os joelhos alternadamente; - Manter os pés em extensão logo após elevarem-se do solo; - Colocar os MS em elevação lateral. Saltos de "carpa" - Impulsionar os MI; - Realizar um grande afastamento frontal dos MI (paralelos ao solo); - Manter o tronco na vertical com os MS superiores colocados à frente ou ao lado; - Realizar uma receção simultânea dos pés. 12

Salto "enjambé" - Impulsionar os MI; - Realizar um grande afastamento antero-posterior dos MI; - Manter o tronco na vertical, com os MS colocados lateralmente (na segunda fase de voo); - Realizar uma receção alternada dos pés. 2.5.2. Voltas Meia Pirueta (com salto): impulsionamo-nos na vertical e com o corpo em extensão com os membros superiores em elevação superior e fazemos uma rotação de 180º graus sobre o eixo longitudinal. - Realizar uma impulsão vertical; - Manter o corpo em extensão, com os MS em elevação superior; - Rodar o corpo sobre o eixo longitudinal (360º); - Fixar um ponto e rodar a cabeça na fase final. Pirueta (com salto): impulsionamo-nos na vertical e com o corpo em extensão com os membros superiores, fixando um ponto rodamos 360º. 13

Pivot - Rodar o corpo sobre um apoio no eixo longitudinal (360º); - Colocar a bacia sobre o MI de apoio; - Fixar um ponto e rodar a cabeça na fase final; - Terminar o movimento com o MI que inicia atrás, colocado à frente. 2.5.3. Afundos Afundo frontal - Realizar um grande afastamento dos MI; - Fletir o MI colocado à frente; - Estender o MI colocado atrás; - Manter o tronco no prolongamento do MI de trás e MS em elevação superior. Afundo lateral - Realizar um grande afastamento dos MI; - Fletir um MI e estender o outro; - Manter o tronco no prolongamento do MI estendido; - MS estendidos ao nível dos ombros. 14

3. Sequência no solo A execução dos elementos técnicos em sequência, com fluidez e de forma harmoniosa, é o objetivo central a alcançar na ginástica de solo. A capacidade de compor uma sequência de solo, tendo em conta as suas capacidades ao nível da execução, é também uma competência a desenvolver pelo aluno. 15

AVALIAÇÃO DE GINÁSTICA O aluno deverá construir uma sequência de solo, com as diversas figuras. - Elementos obrigatórios (140 pontos) 3 Rolamentos (13 pontos cada) 1 Apoio facial invertido ou pino de cabeça (18 pontos) 1 Roda ou rodada (18 pontos) 2 Posições de flexibilidade (11 pontos cada) 1 Posição de equilíbrio (10 pontos) 6 Elementos de ligação: - 3 Saltos (6 pontos cada) - 3 Voltas ou afundos (5 pontos cada) - Apresentação inicial e final (5 pontos cada) - Criatividade (30 pontos) - Fluidez (10 pontos) - Encadeamento (10 pontos) - Total 200 pontos 16