DIREITO ADMINISTRATIVO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Autonomia e controle no setor público Controlar é qualquer ação tomada pela administração pública com o objetivo de atingir metas preestabelecidas. A administração pública planeja, organiza e supervisiona a execução de inúmeras funções, e estas atividades, caso sejam bem executadas, devem resultar no atingimento de metas. Controle resulta do planejamento, da organização e da supervisão. Quem controla tem o poder e a responsabilidade.
Autonomia e controle no setor público O controle administrativo pode ser exercido pelos próprios órgãos internos da Administração (controle hierárquico propriamente dito), como por órgãos externos incumbidos do julgamento dos recursos (tribunais administrativos) ou das apurações de irregularidades funcionais (órgãos correicionais)
O ATO DE CONTROLAR ESTÁ INTIMAMENTE LIGADO AO DE PLANEJAR. Dá retorno ao processo de planejamento e visa garantir que, através da aplicação dos recursos disponíveis, algum resultado seja obtido, seja na forma de produto ou de serviços Flávio da Cruz, José Osvaldo Glock pg.19 Introdução e Conceitos de Controle Interno.
CONTROLE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. Garantia da densificação das finalidades públicas; 2. Proteção dos direitos e interesses dos administrados contra atos lesivos ou simplesmente ilegais da administração pública, em todos os âmbitos do governo.
O CONTROLE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Por que controlar? Não existe planejamento sem diagnóstico e sem controle Objeto Objetivo Controle é o objetivo?
Imposição Constitucional Art. 70. A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercido pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada poder.
Constituição Federal - Parágrafo Único do Art. 70 prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que utilize, arrecade, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária EC 19/1998.
CONTROLE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Princípio da Legalidade (art. 37 caput da CF/88). Garantia das finalidades públicas; Proteção dos direitos e interesses dos administrados contra atos lesivos ou simplesmente ilegais da administração pública
FUNÇÕES DO CONTROLE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Garantir atuação da Administração de acordo com os princípios explícitos e implícitos na Constituição Federal: O controle decorre da necessidade de transparência no exercício do poder do Estado informar o povo. Princípio da prestação de contas dos agentes públicos (CF, art. 34, VII, d), instrumento que possibilita a Avaliação da Gestão Pública.
Legitimidade Legitimidade é o critério utilizado para se verificar se determinada norma se adequa ao sistema jurídico ao qual se alega que esta faz parte. Em Ciência Política é o conceito com o qual se julga a capacidade de um determinado poder para conseguir obediência sem necessidade de recorrer à coerção, que supõe a ameaça da força, de tal forma que um Estado é legítimo se existe um consenso entre os membros da comunidade política para aceitar a autoridade vigente.
Legitimidade Em Teoria do Direito, especialmente em sua linguagem, existe certa confusão entre os termos legitimidade e legalidade. Ambos são utilizados para determinar a conformidade de determinadas atividades com normas vigentes do ordenamento jurídico. Não obstante, pode-se diferencia-los na medida em que o primeiro se relaciona com o critério que permite ao executor da atividade afirmar que está conforme a lei, e, portanto, pode criar aquela obrigação aos outros. Neste sentido, a legalidade torna-se pressuposto da legitimidade uma vez que é necessário que o ator esteja executando uma atividade conforme a lei para que se possa verificar a existência da legitimidade. [2]
Economicidade Representa a promoção de resultados esperados com o menor custo possível. É a união da qualidade, celeridade e menor custo na prestação do serviço ou no trato com os bens públicos. Evita a duplicidade de meios para atingir o mesmo resultado.
controle administrativo 1. órgãos internos (Poder Hierárquico) 2. órgãos externos (tribunais administrativos e órgãos correcionais) 3. Controle social 4. Judiciário art. 5º
1. Universalidade - atinge todos os gestores públicos. PRINCÍPIOS DO CONTROLE 2. Totalidade - Sujeita a totalidade do patrimônio público (dinheiros, bens e valores). 3. Legalidade - estreita observância a lei 4. Imparcialidade - Sem intromissões de ordem política. 5. Autonomia - Tribunais de Contas autonomia administrativa. 6. Independência - Obriga o controle a manter independência em relação a todos os agentes políticos ou servidores públicos.
Quem presta contas: qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada (quem) utilize, arrecade, gerencie ou administre (ato) dinheiros, bens e valores públicos ou (o que) pelos quais a União responda, ou que, (porque) em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária EC 19/98. Constituição Federal - Parágrafo Único do Art. 70
Constituição Federal - Parágrafo Único do Art. 70 prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que utilize, arrecade, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária (grifo nosso). EC 19/98.
Responsabilidade Solidária e subsidiária Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária. (CF, art. 74, 1º ) Art. 319 do CP
RESPONSABILIDADE DO CIDADÃO Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. (CF, art. 74, 2º ) Controle social
FUNÇÕES DO CONTROLE NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Garantir atuação da Administração de acordo com os princípios explícitos e implícitos na Constituição Federal: legalidade, moralidade, finalidade pública, motivação, impessoalidade, publicidade, eficiência, supremacia do interesse público sobre o privado, indisponibilidade do interesse público, razoabilidade e proporcionalidade. O controle decorre da necessidade de transparência no exercício do poder do Estado informar o povo. Princípio da prestação de contas dos agentes públicos (CF, art. 34, VII, d), instrumento que possibilita a Avaliação da Gestão Pública.
Estrutura do Controle no Brasil
Atuação dos órgão de controle externo Recursos do(a) União Estado Municípios DF Titular do Controle Externo Congresso Nacional Assembléia Legislativa Câmara Municipal Câmara Legislativa Órgão que presta auxílio TCU TCE TCE, ou TCM (RJ e SP) TC dos Ms (PA, GO, BA, CE) TCDF
CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FEDERAL ESTADO Congresso Nacional TCU Executivo Legislativo Judiciário estados e municípios Controle Externo Controle Interno Controle Interno Controle Interno Recursos federais Controle social
HIERARQUIA DO CONTROLE NA ADM FEDERAL SOCIEDADE CONTROLE SOCIAL CN AUDINT TCU Outros Órgãos Controle Externo CGU Sistema de Controle Interno de cada Poder CGU Auditorias Internas dos Órgãos da Adm Indireta Controles Internos dos Órgãos
Rede Institucional de Controle Governamental do Poder Executivo Tribunal de Contas da União - TCU Sistema de Controle Interno - CGU Unidades de Auditoria Interna Apoio ao Congresso Nacional Apoio ao Poder Executivo Apoio aos Dirigentes das Entidades
MISSÃO DO TCU Assegurar Instrumentos de controle integrados a efetiva e regular gestão Desempenho Conformidade Planejamento, Execução, Controle e Avaliação dos recursos públicos Receitas, Despesas, Patrimônio (Bens e Valores Públicos) em benefício da Sociedade Qualidade da prestação de serviços públicos
Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Organização do Sistema de Controle Órgão Central - Secretaria Federal de Controle SFC Órgãos Setoriais Secretaria de Controle Interno (CISET) Casa Civil/PR, AGU, Min. Relações Exteriores e Min. da Defesa. Unidades Setoriais Comandos Militares Gerências Regionais presentes nos Estados brasileiros.
ATIVIDADES DA CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO - CGU realizar auditoria sobre a gestão dos recursos públicos federais sob a responsabilidade dos órgãos e entidades públicos e privados; realizar auditorias nos sistemas contábil, financeiro, orçamentário, de pessoal e demais sistemas administrativos e operacionais;
ATIVIDADES DA CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO - CGU apurar os atos ou fatos inquinados de ilegais ou irregulares, na utilização de recursos públicos federais; criar condições para o exercício do controle social sobre os programas contemplados com recursos oriundos dos orçamentos da União. Exemplo: Bolsa escola