PROJETO BAJA SAE - USJT



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Transcrição:

2011 PROJETO BAJA SAE - USJT Faculdade de Tecnologia e Ciências Exatas Universidade São Judas Tadeu 01/08/2011

PROJETO BAJA SAE USJT Departamento de Engenharia Mecânica Faculdade de Tecnologia e Ciências Exatas Universidade São Judas Tadeu Comissão Organizadora Prof. Angelo Sebastião Zanini Diretor da FTCE - USJT Prof. Júlio César Lucchi Coordenador do Curso de Engenharia Mecânica da USJT Prof. Marcelo Mecchi Coordenador do Projeto Baja SAE - USJT Prof. Djalma Souza de Paulo Consultor Técnico do Projeto Baja SAE - USJT Prof. Selmo Bernardo Torquetto Consultor Técnico do Projeto Baja SAE - USJT

PROJETO BAJA SAE - USJT 1. HISTÓRICO O projeto Baja SAE foi criado na Universidade da Carolina do Sul, Estados Unidos, sob a direção do Dr. John F. Stevens, sendo que a primeira competição ocorreu em 1976. O ano de 1991 marcou o início das atividades da SAE BRASIL. Em 1994, a SAE BRASIL lançou o Projeto Baja SAE BRASIL. No ano seguinte, em 1995, foi realizada a primeira competição nacional, na pista Guido Caloi, bairro do Ibirapuera, em São Paulo. No ano seguinte a competição foi transferida para o Autódromo de Interlagos, onde ficou até o ano de 2002. A partir de 2003 a competição passou a ser realizada em Piracicaba, interior de São Paulo, no ECPA Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo. Desde 1997 a SAE BRASIL também apóia a realização de eventos regionais do Baja SAE BRASIL, através de suas Seções Regionais. Desde então dezenas de eventos foram realizados em vários estados do país como Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Bahia. 2. O PROJETO BAJA SAE O projeto Baja SAE é um desafio lançado aos estudantes de engenharia que oferece a chance de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, visando incrementar sua preparação para o mercado de trabalho. Ao participar do projeto Baja SAE, o aluno se envolve com um caso real de desenvolvimento de projeto, desde sua a concepção, projeto detalhado e construção. No Brasil o projeto recebe o nome de Projeto Baja SAE BRASIL. 3. A COMPETIÇÃO BAJA SAE Os alunos que participam do Projeto Baja SAE devem formar equipes que representarão a Instituição de Ensino Superior ao qual estão ligados. Estas equipes são desafiadas anualmente a participar da Competição Baja SAE, evento que reúne os estudantes e promove a avaliação comparativa dos projetos. Além da competição Baja SAE BRASIL, ocorrem ainda competições regionais nomeadas como Etapa Sul, Sudeste e Nordeste. O programa extracurricular Baja SAE tem o objetivo de contribuir para a formação profissional do estudante de engenharia. Nesse programa, os alunos da equipe trabalham

no projeto, fabricação e teste de veículos baja protótipos off-road, monoposto e robusto visando participar das competições BAJA SAE BRASIL regional e nacional, promovidas pela SAE (Sociedade dos Engenheiros de Mobilidade). Os alunos participantes vivenciam o conhecimento adquirido em sala de aula, aplicando ferramentas de projeto utilizadas na indústria. Durante todas as atividades vinculadas ao projeto do veículo, os estudantes devem trabalhar em grupo para a solução de problemas em diversas áreas do conhecimento em engenharia, desenvolvendo assim características imprescindíveis ao mercado de trabalho, como capacidade inovadora, visão estratégica e habilidade de trabalhar em equipe. 4. PREMISSAS DO PROJETO Para participar da Competição Baja SAE BRASIL, cada equipe deve projetar e construir um veículo protótipo, fora de estrada (off-road), monoposto, robusto, visando comercialização ao público entusiasta e não profissional. O veículo deve ser seguro, facilmente transportado e de simples manutenção e operação. Deve ser capaz de vencer terrenos acidentados em qualquer condição climática sem apresentar danos. Durante a competição, cada equipe visa ter seu projeto aceito por um fabricante fictício. Os alunos devem trabalhar em equipe em todas as fases do projeto (projeto, construção, testes, promoção e operação), desenvolvendo um veículo que respeite as regras impostas. Tudo deve ser feito sempre respeitando as prioridades acadêmicas. 5. ASPECTOS FUNDAMENTAIS DA COMPETIÇÃO Para o projeto, o desenvolvimento e a fabricação do veículo de competição Baja SAE, os estudantes de uma equipe são distribuídos em várias áreas do conhecimento, que podemos classifica basicamente em: Estrutura, Rodados e Acabamento; Eletrônica, Instrumentação e Controle; Freios e Acionamentos; Gestão e Marketing; Suspensão e Direção; e Transmissão e Motor. O veículo é então avaliado em por especialistas da SAE, nos aspectos estáticos e dinâmicos. 5.1 AVALIAÇÕES ESTÁTICAS Subdivididas nos quesitos: Inspeção Técnica e de Segurança, Verificação de Motor e Avaliação de Projeto, as avaliações estáticas visam determinar se o veículo obedece às normas de segurança descritas no regulamento, verificar a rotação do motor e julgar as considerações de engenharia e os processos utilizados no desenvolvimento de cada sistema, respectivamente.

5.2 AVALIAÇÕES DINÂMICAS Subdivididas em testes de: aceleração, velocidade máxima, tração, suspensão e enduro de resistência, as avaliações dinâmicas visam: medir a capacidade do veículo de transferir potência útil na forma de aceleração, medir a maior velocidade alcançada pelo protótipo em 70m, testar a capacidade de manobras e tração do carro e, por fim, reavaliar todos os itens acima durante o enduro. 6. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO VEÍCULO O veículo deve ser atrativo ao mercado consumidor pelo seu visual, desempenho, confiabilidade e facilidade de operação e manutenção. Além disso, deve ser fabricado com ferramental padrão, requerendo pouca ou nenhuma mão-de-obra especializada. A operação segura do veículo deve ser uma consideração essencial na definição do projeto. 6.1 CONFIGURAÇÃO DO VEÍCULO O veículo deve ter quatro ou mais rodas e ser capaz de transportar pessoas com até 1,90m (6ft 3in) de altura, pesando 113,4kg (250lbs). Veículos com três rodas são expressamente proibidos. 6.2 DIMENSÕES MÁXIMAS DO VEÍCULO Largura: 1,62m (64 in), medida entre os pontos de maior largura, com os pneus apontando para frente. Comprimento: irrestrito. Contudo os circuitos construídos para os Baja SAE baseiam-se em protótipos de 2,75m de comprimento. Veículos que excederem esta dimensão poderão ser incapazes de operar em alguns percursos. Caso isso ocorra, os mesmos serão excluídos do evento em questão. 6.3 CAPACITAÇÃO PARA O TERRENO O veículo deve ser capaz de operar seguramente sobre terrenos acidentados, incluindo pedras, areia, troncos de árvore, lama, grandes inclinações e lâminas de água em qualquer ou todas as combinações e em qualquer condição climática. O veículo deve ter tração suficiente para vencer os obstáculos e distância adequada do solo.

7. PROPOSIÇÃO Inspirados pela riqueza de conhecimentos e experiências multidisciplinares presentes em nossa Universidade, propomos aqui a implantação do Projeto Baja SAE USJT, cujo objetivo principal será integrar docentes e alunos de diversos cursos, visando o projeto, o desenvolvimento e a fabricação de um veículo que atenda às especificações mínimas para participar da Competição Baja SAE BRASIL. Nossa visão é de que tal projeto contribuirá de forma imediata para a formação técnica e social dos nossos futuros profissionais, além de contribuir para elevar mais ainda o nível de excelência de ensino da USJT.