Agrupamento de Escolas de Alijó CRITÉRIOS GERAIS DE AVALIAÇÃO I. ENQUADRAMENTO LEGAL A avaliação das aprendizagens dos alunos do Ensino Secundário, do Ensino Básico e do ensino Pré-escolar é regulada pelos seguintes documentos: (i) Ensino Secundário (cursos Científico Humanísticos) Decreto Lei nº 74/2004 e Portaria 550-D/2004 com as alterações introduzidas pelas Portarias 259/2006, 260/2006 e 1322/2002. (ii) Ensino Básico Despacho Normativo nº 1/2005, Despacho Normativo nº 50/2005 e Despacho Normativo nº 18/2006 (iii) Cursos Novas Oportunidades A avaliação das aprendizagens dos alunos dos Cursos Profissionais, Cursos de Educação e Formação (CEF) e Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA) é regulamentada pelos seguintes documentos: Ensino Profissional Decreto-lei n.º 74/2004, de 26 de Março, com as alterações introduzidas pelo Decreto-lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro, Portaria n.º 550C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, Despacho n.º 14 758/2004, de 23 de Julho, Despacho Normativo n.º 36/2007, de 8 de Outubro, Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, Lei 3/2008 de 18 de Janeiro. Ensino CEF Despacho Conjunto nº 453/2004, de 27 de Julho, Rectificação nº 1673/2004, de 7 de Setembro, Despacho Conjunto nº 287/2005, de 4 de Abril, Lei n.º 30/2002, de 20 de Dezembro, com as alterações introduzidas pelo Lei nº 3/2008 de 18 de Janeiro, Decreto-Lei n.º 442/91, de 15 de Novembro, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 6/96, de 31 de Janeiro. Ensino EFA D/L 357-2007 de 29 de Outubro, Portaria 230/2008 de 7 de Março. (iv) Ensino Pré-escolar Despacho 5220/97, de 4 de Agosto, Circular 17/DSDC/DEPEB/2007, de 10 de Outubro Compete ao Conselho Pedagógico enquanto órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa do Agrupamento, definir, no início de cada ano lectivo, os Critérios de Avaliação para cada ano de escolaridade, disciplina e áreas curriculares não disciplinares mediante proposta do conselho de docentes, no 1º ciclo e pré-escolar, e dos departamentos curriculares nos restantes. Os critérios de avaliação constituem referenciais comuns no interior de cada escola do Agrupamento. II. PRINCÍPIOS A avaliação, entendida como instrumento regulador da qualidade das aprendizagens orienta-se pelos seguintes princípios: 1. Qualidade das Aprendizagens A avaliação deve, portanto, permitir ao estudante ser um elemento activo, reflexivo e responsável da sua aprendizagem e ao professor providenciar oportunidades e meios que facilitem essa aprendizagem, devendo, para isso, propor aos estudantes um conjunto de tarefas de extensão e estilos variáveis, algumas individuais e outras realizadas em trabalho cooperativo, de modo que, no conjunto, reflictam equilibradamente as finalidades do currículo. 2. Consistência (entre actividades de avaliação e actividades de aprendizagem) A avaliação deve ser entendida como parte integrante do processo de ensino e aprendizagem e ser coerente com ele 3. Diversidade de Técnicas e Instrumentos de Avaliação Ano Lectivo 2010/2011 1 de 6
A utilização repetida e exclusiva de um mesmo tipo de instrumento de avaliação não permite ver o estudante sob todos os ângulos, o que pode induzir em erros graves de apreciação do trabalho por ele desenvolvido. Neste sentido, no processo de avaliação dos alunos, recorrer-se-á a uma diversidade de modos e instrumentos de avaliação. A aprendizagem deve reforçar-se, sempre que possível e adequado, com o recurso a diversos materiais e tecnologias. 4. Diversidade dos Intervenientes Esta diversidade traduz-se na valorização de processos de auto-avaliação dos alunos e na participação activa dos encarregados de educação e outros intervenientes, sem prejuízo do papel fundamental do professor, em função da complexidade do processo de avaliação; 5. Transparência e informação sistemática A informação sobre o processo de avaliação será disponibilizada a todos os legitimamente interessados, mormente através da explicitação e divulgação dos critérios adoptados. III. QUADRO DE REFERÊNCIA DA AVALIAÇÃO A avaliação da aprendizagem dos alunos, de acordo com o definido nos princípios atrás enunciados, abrange os seguintes domínios: A) Domínio das Atitudes e Comportamentos - Saber Ser e Saber Estar Aspectos a ter em conta: - Sentido de Responsabilidade pontualidade, cumprimento de prazos de apresentação de trabalhos, comparência com o material necessário, etc. - Empenho na aprendizagem (na aula, trabalhar com interesse e responsabilidade, colocando as suas dúvidas; em casa, estudar recorrendo ao manual ou outros materiais, consolidar as aprendizagens, etc. - Cooperação activa, respeitando as normas de conduta (saber ouvir, intervir com qualidade de forma espontânea ou solicitada, criar bom ambiente de trabalho, participar de forma activa, ser cooperante e solidário na realização das tarefas, etc.) ; - Autonomia reflexão sobre as aprendizagens, encontrar estratégias de remediação, espírito de iniciativa B) Domínio dos Conhecimentos e Capacidades Saber e Saber Fazer Aspectos a considerar: - Saberes de natureza técnico científica relativos às diferentes disciplinas; - Capacidades de: 1. Mobilizar saberes culturais, científicos, tecnológicos e linguísticos para compreender a realidade e para abordar situações e problemas do quotidiano; 2. Usar adequadamente linguagens de diferentes áreas do saber cultural, científico e tecnológico para se expressar; 3. Usar correctamente a língua portuguesa para comunicar de forma adequada e para estruturar pensamento próprio; 4. Pesquisar, seleccionar e organizar informação para a transformar em conhecimento mobilizável; 5. Adoptar estratégias adequadas à resolução de problemas e à tomada de decisões; 6. Relacionar harmoniosamente o corpo com o espaço, numa perspectiva pessoal e interpessoal promotora da saúde e da qualidade de vida. Modos/ instrumentos de recolha de dados relativos aos dois domínios: - Grelhas de observação e listas de verificação; - Portefólios, diários de bordo e cadernos diários; - Fichas e notas de leitura, - Trabalhos de grupo com apresentação escrita ou oral, realizados com ou sem observação directa; - Trabalhos experimentais; - Trabalhos individuais com apresentação oral ou escrita, realizados com ou sem observação directa; - Testes. Os objectivos curriculares da aprendizagem incluem, em todas as disciplinas, o desenvolvimento de competências nos domínios dos conhecimentos, das capacidades e das atitudes e valores que contribuam para uma formação e uma educação sólidas. Os saberes de natureza transversal e ou instrumental, mormente no âmbito da educação para a cidadania ou da compreensão e expressão em língua portuguesa constituem objecto de avaliação em todas disciplinas e áreas curriculares não disciplinares. Neste âmbito a avaliação sumativa exprimirá uma interpretação tão rigorosa quanto possível dos dados recolhidos durante o processo de ensino aprendizagem. Ano Lectivo 2010/2011 2 de 6
IV. PONDERAÇÕES Em respeito pelos normativos legais e pelas considerações anteriores, é definida a seguinte distribuição para a ponderação dos diferentes domínios de avaliação: Domínios Atitudes e Valores (Saber Ser e Saber Estar) Conhecimentos e Capacidades (Saber e Saber fazer) 1º Ciclo Ensino Básico 2º ciclo 3º Ciclo Ensino Secundário 15% 15% a 40% 15% a 30% 5% a 15 % 85% 60% a 85% 70% a 85% 85% a 95% Novas Oportunidades CP CEF EFA 30% 30% Reconhecimento de 70% 70% Competências Avaliação Qualitativa Domínios Atitudes e Valores (Saber Ser e Saber Estar) Conhecimentos e Capacidades (Saber e Saber fazer) Departamento de Expressões 2º ciclo 3º Ciclo 25% a 60% 25% a 60% 40% a 75% 40% a 75% A avaliação sumativa do 2.º Período reflectirá a apreciação do trabalho desenvolvido nesse período, tendo em conta o realizado no 1º Período e valorizando evolução do estudante. A avaliação no fim do 3º Período, enquanto avaliação global final do ano lectivo, implica a (re)análise de todo o percurso do aluno que possibilite a formulação de "um juízo globalizante" sobre o grau de desenvolvimento das aprendizagens do aluno e tem como referência os objectivos fixados no currículo. V. OPERACIONALIZAÇÃO DE CRITÉRIOS (i) Departamento/Grupo disciplinar Cada grupo disciplinar ou conselho de docentes explicitará, em reunião ou reuniões dos respectivos conselhos em cada ano ou período lectivo e relativamente às diferentes disciplinas a cargo: - Os conteúdos/competências a desenvolver e o número de aulas previstas para o efeito; - os modos/ instrumentos de avaliação a implementar; - a forma como será distribuída a ponderação correspondente a cada um dos domínios de aprendizagem; - a forma como será reflectida em cada momento de avaliação sumativa, a evolução das aprendizagens do aluno. (ii)professor Titular de Turma/ Conselho de Turma Ao professor titular de turma, no 1º ciclo, e ao conselho de turma, compete nos termos da lei, a operacionalização dos critério de avaliação. VI. ESPECIFICIDADES 1. Avaliação No Ensino Secundário (cursos Científico Humanísticos) A avaliação sumativa, que se expressa numa escala de 0 a 20 valores, inclui, a realização de exames nacionais de: a) Português e da disciplina trienal da formação específica no 12º ano de Português, disciplina da componente de formação geral e da disciplina; b) duas disciplinas bienais da componente de formação específica no 11º ano. Para os alunos dos Cursos Profissionais, a avaliação sumativa inclui a realização de formação em contexto de trabalho e uma prova de aptidão profissional. 2. Avaliação No Ensino Básico - No 1º ciclo, a informação resultante da avaliação sumativa expressa-se de forma descritiva em todas as áreas curriculares; -Nos 2º e 3º ciclos, a informação resultante da avaliação sumativa interna: a) conduz à atribuição de uma classificação, numa escala de níveis de 1 a 5, em todas as disciplinas, a qual pode ser acompanhada, sempre que se considere relevante, de uma apreciação descritiva sobre a evolução do aluno; Ano Lectivo 2010/2011 3 de 6
b) expressa - se de forma descritiva nas áreas curriculares não disciplinares, conduzindo, também, à atribuição de uma menção qualitativa (Não satisfaz. Satisfaz, Satisfaz bem), a qual pode ser acompanhada, sempre que se considere relevante, de uma apreciação descritiva sobre a evolução do aluno. Nos termos do artigo 54 do Despacho Normativo 1/2005, a decisão de progressão de um aluno para o ano de escolaridade seguinte é uma decisão pedagógica do professor titular de turma, no 1º ciclo, em articulação com o conselho de docentes, e do Conselho de Turma, nos restantes ciclos, considerando que : a) nos anos terminais de ciclo, o aluno desenvolveu as competências necessárias para prosseguir com sucesso os seus estudos no ciclo ou nível de escolaridade subsequente; b) nos anos não terminais de ciclo, que as competências demonstradas pelo aluno permitem o desenvolvimento das competências essenciais definidas para o final do respectivo ciclo. Na situação de retenção dos alunos deverão ser tidos em conta os seguintes aspectos: - idade; - grau de maturidade; - retenções anteriores; - comportamento; -assiduidade; - repetição de nível negativo a uma ou mais disciplinas no ano anterior; - medidas de apoio a que o aluno teve acesso 3. Avaliação nos Cursos Novas Oportunidades Avaliação - Curso Profissional Para os alunos do Cursos Profissionais, a avaliação sumativa inclui a realização de formação em contexto de trabalho e uma Prova de Aptidão Profissional. O conselho de turma de avaliação ocorrerá, pelo menos, três vezes ao longo do ano lectivo, Modalidades de Avaliação As modalidades de avaliação são as referidas na Portaria n.º 550-C/2004 de 21 de Maio. Avaliação Formativa A avaliação formativa é contínua e sistemática e tem função diagnóstica, permitindo ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e a outras pessoas ou entidades legalmente autorizadas obter informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens, com vista à definição e ao ajustamento de estratégias. A avaliação formativa é da responsabilidade do professor, em interacção com o aluno, na perspectiva da promoção da auto-avaliação, em colaboração com os outros professores, no âmbito do conselho de turma e, ainda, sempre que necessário, com os serviços com competência em matéria de apoio sócio-educativo com os encarregados de educação. Compete ao órgão de direcção executiva da escola, sob proposta do conselho de turma, a partir dos dados da avaliação formativa, mobilizar e coordenar os recursos educativos existentes, com vista e desencadear respostas adequadas às necessidades dos alunos. Avaliação Sumativa A avaliação sumativa consiste na formulação de um juízo globalizante sobre o grau de desenvolvimento das aprendizagens do aluno e tem como objectivos a classificação e a certificação. A avaliação sumativa em cada disciplina e Prova de Aptidão Profissional é expressa na escala de 0 a 20 valores. A avaliação sumativa inclui: A avaliação sumativa interna e A avaliação sumativa externa; Avaliação Sumativa Interna A avaliação sumativa interna destina-se a: a) Informar o aluno e/ou o seu encarregado de educação sobre o desenvolvimento das aprendizagens definidas para cada disciplina; b) Tomar decisões sobre o percurso escolar do aluno. A avaliação sumativa interna realiza-se: a) Integrada no processo de ensino-aprendizagem, é formalizada em reuniões do conselho de turma no final do 1º, 2º e 3º período lectivos; b) Através da Prova de Aptidão Profissional. A avaliação sumativa interna ocorre no final de cada módulo, com a intervenção do professor e do aluno, e, após a conclusão do conjunto de módulos de cada disciplina, em reunião do conselho de turma. Avaliação sumativa interna integrada no processo de ensino-aprendizagem Ano Lectivo 2010/2011 4 de 6
A avaliação sumativa interna integrada no processo de ensino-aprendizagem é formalizada em reuniões do conselho de turma no final do 1º, 2º e 3º período lectivos. Compete ao professor organizar e proporcionar de forma participada a avaliação sumativa de cada módulo, de acordo com as realizações e os ritmos de aprendizagem dos alunos. A avaliação sumativa interna incide ainda sobre a formação em contexto de trabalho que poderá ser desenvolvida durante os três anos de formação e uma Prova de Aptidão Profissional (PAP). Modalidades especiais de progressão modular 1- Sempre que um aluno não consiga obter aproveitamento num primeiro momento de avaliação, o professor deverá orientá-lo nas aulas seguintes, clarificando os conteúdos de aprendizagem em que apresentou dificuldades e indicando / propondo estratégias de remediação que conduzam à sua superação numa próxima avaliação; O momento em que se realizará a nova avaliação, resulta do acordo entre cada aluno e professor, procurando que o espaço que decorre entre esta avaliação e a anterior seja apenas o tempo necessário à recuperação das dificuldades que os alunos em causa apresentem; Esta avaliação enquadra-se no espírito da avaliação contínua; logo os aspectos a ter em consideração não se resumem apenas a um momento específico da avaliação, mas sim a vários. Todas as competências, atitudes, já verificadas, devem ser tidas em consideração. Por outro lado, é importante conjugar diversas formas de avaliação, no sentido de tornar mais eficaz o processo de ensino/aprendizagem; Quando os alunos reprovarem a alguns módulos, o discente pode realizar testes ou trabalhos que o docente que leccione essa disciplina achar convenientes. Avaliação extraordinária Aos alunos que chegarem ao final de cada ano lectivo com módulos em atraso, e depois de terem sido dadas as possibilidades de recuperação previstas neste regulamento, face à autonomia da escola, têm a possibilidade de requerer a avaliação dos mesmos através de uma prova de avaliação extraordinária a realizar: a) No final do ano lectivo (Julho), para os alunos do 3º ano que estejam em condições de apresentar o relatório da PAP em Julho; b) No início do ano lectivo seguinte (Setembro), para todos os alunos inclusive os de 3º Ano. A prova passará pela concretização de uma prova escrita ou trabalho prático com elaboração do respectivo relatório escrito, de acordo com a especificidade dos conteúdos dos módulos a avaliar e por decisão do professor que leccionou a respectiva disciplina/área disciplinar, no ano lectivo anterior; A prova pode ser, por decisão do docente que leccionou o módulo, complementada por uma prova oral; A prova de Avaliação extraordinária das disciplinas de Línguas deve contemplar a realização de uma prova oral, o aluno só será admitido a esta prova se obtiver uma classificação mínima de 8 valores na prova escrita; A prova oral terá de ser efectuada por um júri constituído para o efeito, e terá, no mínimo, dois professores; A inscrição para a prova é condicionada ao pagamento de um montante fixado, anualmente, pelo Director e a um determinado prazo previamente fixado e publicitado a seu tempo. A inscrição nas provas de Setembro deverá ser requerida pelos alunos no acto da matrícula para o ano seguinte (em Julho). Não estão abrangidos pela avaliação extraordinária os alunos que excluírem por faltas. Prova de Aptidão Profissional A PAP consiste na defesa, perante um júri, de um produto, que assume a forma de objecto ou produção escrita ou de outra natureza, e do respectivo relatório de realização, os quais evidenciam as aprendizagens profissionais adquiridas pelo aluno. A PAP reflecte o trabalho desenvolvido no âmbito do percurso escolar do aluno, em todas as suas componentes. A PAP rege-se por regulamento Próprio que é aprovado no pedagógico. Avaliação - CEF Para os alunos do Cursos CEF, a avaliação sumativa inclui a realização de formação em contexto de trabalho e uma Prova de Aptidão Final. Ano Lectivo 2010/2011 5 de 6
A avaliação realiza-se por disciplina, e por componente de formação, de acordo com a escala definida para o respectivo nível de escolaridade: Nos cursos de tipo 2 e 3, a avaliação expressa-se numa escala de 1 a 5 no final de cada período. A classificação final da componente de formação prática resulta das classificações da componente prática em contexto de trabalho e da prova de avaliação final (PAF), com a ponderação de 70% e 30% respectivamente. A avaliação da formação prática em contexto de trabalho é contínua e formativa, apoiada na apreciação sistemática das actividades desenvolvidas pelo aluno na sua experiência de trabalho. Os resultados desta apreciação são formalizados numa avaliação final. A PAF assume um carácter de prova de desempenho profissional e consiste na realização, perante um júri de um ou mais trabalhos práticos, baseados nas actividades do perfil de competências visado, devendo avaliar os conhecimentos e competências mais significativos. A classificação final do curso obtém-se mediante a aplicação da fórmula presente no artigo 17º do regulamento anexo ao Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de Julho. Avaliação - EFA Avaliação do ensino EFA: Nos cursos EFA, o processo de avaliação compreende: a) Uma avaliação formativa que permite obter informação sobre o desenvolvimento das aprendizagens com vista à definição e ao ajustamento de processos e estratégias de recuperação ou aprofundamento b) Uma avaliação sumativa que serve de base à tomada de decisão sobre a certificação final. Nos cursos EFA de nível secundário, a avaliação formativa ocorre, preferencialmente no âmbito da área de Projecto Reflexivo de Aprendizagem, a partir da qual se revela a consolidação das aprendizagens efectuadas pelo adulto ao longo do curso. Para obter a certificação, a avaliação sumativa tem de ser positiva, com aproveitamento, nas componentes do seu percurso formativo. Em conclusão: A avaliação, nestes cursos, é essencialmente qualitativa e depende da evidenciação das competências desenvolvidas ao longo do processo formativo, pelos formandos, através da observação sistemática (do interesse, do empenho, da participação), da auto-avaliação, dos trabalhos efectuados, da assiduidade, da participação em actividades integradoras e da organização do Portefólio. -Os formadores produzem diversos instrumentos de avaliação de acordo com as especificidades do grupo e dos temas em análise. 4. Avaliação no Ensino Pré escolar Na Educação Pré-escolar, a avaliação é um elemento integrante e regulador da prática educativa que implica procedimentos adequados à especificidade da actividade educativa no Jardim de Infância. Esta assume características de natureza marcadamente formativa e qualitativa. Assim sendo, a avaliação é baseada num processo contínuo de recolha de informação, de análise e reflexão que sustenta uma adequação do processo educativo às necessidades de cada criança e do grupo, numa perspectiva contínua de evolução A avaliação realizada com as crianças é também suporte de avaliação e planeamento para o educador de infância, na medida em que a reflexão baseada na observação, possibilita-lhe perspectivar as aprendizagens a desenvolver em cada criança. Deste modo, a avaliação assenta nos seguintes princípios: Coerência entre os processos de avaliação e os princípios definidos nas Orientações Curriculares na Educação Pré-Escolar; Utilização de técnicas e instrumentos de avaliação e de registo diversificados; Valorização do processo de aprendizagem da criança; Carácter marcadamente formativo de avaliação. Ano Lectivo 2010/2011 6 de 6