Curitiba, 17 de julho de 2013 A CicloIguaçu (Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu) apresenta abaixo uma série de ações, já debatidas e apresentadas anteriormente em diversas reuniões com a URBS, para tornar a integração ônibus/bicicleta um fato real em nossa cidade. Protocolamos estes itens aguardando que o encaminhamento dos mesmos aconteça o mais rápido possível. Lembramos que todos são de extrema importância, baixo custo e deveriam ser contemplados integralmente. Atente-se que estamos pedindo apenas o mínimo. Que a bicicleta passe a ser respeitada e tenha, dentro dos órgãos gestores, corpo técnico próprio e capacitado para fomentar o seu uso de forma segura e integrada à Rede de Transporte (RIT). Acima de tudo, esperamos que estas ações tornem-se parte integrante da política de transporte da URBS. 1. Curso e material educativo para os motoristas de ônibus A necessidade de um trabalho educativo com os motoristas de ônibus é urgente. Antes de tudo é necessário questionar a carga horária e as condições de trabalho destes profissionais. Não cabe aqui um julgamento simples, mas sem condições dignas de trabalho, continuaremos presenciando uma série de atitudes inadequadas no
trânsito. Especificamente pedimos que seja abolida a infração (multa) dos motoristas por atraso. Isto provoca um comportamento agressivo e apressado nas ruas. Não pode ser admitido, em caso algum, a utilização do veículo como arma para intimidar os demais agentes do trânsito. O maior cuida do menor, é esta a regra básica do jogo. A CicloIguaçu está há anos pedindo que ações educativas voltadas aos motoristas profissionais do transporte público ocorram com frequência. Nossa sugestão é que haja um planejamento para trazer de São Paulo o André Pasqualini que já realizou atividades semelhantes junto a CET e possui uma metodologia bastante adequada. Urgimos que tal ação tenha um caráter de prioridade e seja movida pelos interesses públicos de um trânsito mais seguro. O próprio André já nos orientou que para realização do curso é importante encontrarmos, dentro dos quadros das empresas, motoristas que sejam também usuários da bicicleta. A CicloIguaçu já realizou este primeiro contato e conversou com dois funcionários do setor administrativo da garagem Mercês, que são ciclistas e conhecem bem os motoristas. São eles: Ewerton Luciano Trento Barz: ewerton@viacaomarechal.com.br Raquel Kerder: raquelkerder@yahoo.com.br Os contatos do Pasqualini: 11 9 7296 7235 (Vivo), 11 9 5282 5218 (Tim) e o fixo 11 4371 8840 (net fone) (bicicreteiro@gmail.com) Em caráter emergencial, a URBS poderia providenciar, imediatamente, um folheto sobre os artigos do CTB e o respeito ao ciclista, que fosse entregue a todos os motoristas da RIT. Já seria um passo inicial neste sentido, até a realização dos cursos e demais atividades.
2. Bicicletários nos terminais Prever a instalação de bicicletários no interior de todos os terminais de ônibus, bem como na região central (Praça Rui Barbosa / Estação Central / Praça Carlos Gomes). Não custa lembrar que bicicletários, distintamente de paraciclos, são estacionamentos para bicicletas com controle de acesso. 3. Paraciclos perto das estações tubo Instalar paraciclos, dispositivos de estacionamento de bicicletas, nas proximidades das estações tubo, preferencialmente em local que possa estar sob o olhar do cobrador. A CicloIguaçu também apresenta, junto a este documento, proposta desenvolvida pelo projeto CicloVida da UFPR para integrar nas estações tubos um anexo que permitiria o estacionamento das bicicletas no interior das mesmas. Pedimos que seja estudada sua viabilidade. 4. Controle de velocidade dos ônibus, principalmente na área central Para obtermos um trânsito mais seguro e respeitoso é importante que na área central ou em demais áreas de alto fluxo de pedestres, os ônibus trafeguem em velocidade não superior a 30km/h. Esta simples medida serviria para diminuir drasticamente, senão por completo, o número de óbitos por atropelamento ou colisão. Se não há sincronização dos semáforos, exigir que os motoristas cumpram horários e acelerem sempre que for possível, é ir na contra-mão do bom senso. A gestão do tráfego deve prever uma velocidade de cruzeiro, média, que seja adequada e com a qual o ônibus pegue todos os sinais verdes, não ponha a vida de ninguém em risco, chegue nos horários e não realize freadas bruscas, pondo em perigo a integridade dos próprios usuários. Sugerimos
que o trecho entre a estação Passeio Público e Estação Central, na Rua Presidente Faria, seja o início desta mudança. 5. Fiscalização dos totens da Clear Channel Existem nos passeios uma infinidade de obstáculos - lixeiras, postes, placas, orelhões e também totens publicitários. Queremos que todos os objetos deste mobiliário urbano passem por uma fiscalização, e quando for averiguada a presença de irregularidades - o prejuízo à mobilidade dos ciclistas e pedestres, bem como à visão dos motoristas - os mesmos sejam realocados. Especialmente pedimos que o totens publicitários ao longo das canaletas (próximos ao tubos) e na Cândido de Abreu, passem por uma vistoria imediata. 6. Integração bicicleta/ônibus Inicialmente, estudar a permissão de entrada de bicicletas nos ônibus no interior dos terminais, em determinadas portas e horários. Tal ação, de custo praticamente nulo (adesivos/informação/comunicação), servirá para iniciar de fato a integração modal. Prevendo a entrada e saída apenas nos terminais e em horários em que a presença da bicicleta não incorra em conflito com o espaço dos demais usuários. Prever também um ponto de embarque e desembarque na região central (Estação Central ou Passeio Público). 7. Adesivos na frota de taxis, ônibus, vans e demais veículos oficiais da empresa Colocar adesivos que ilustrem a distância segura de ultrapassagem de ciclistas na traseira dos veículos operados pela URBS. Artigo 201 do CTB.
8. Comunicação: inserir no site da URBS informações sobre o uso da bicicleta em Curitiba, orientações sobre segurança, onde estacionar, onde alugar bicicletas, listas de bicicletarias etc. A Bicicletaria.Net, que opera os bicicletários através de licitação com a URBS possui um mapa muito bom da malha cicloviária que poderia estar presente no site. A cartilha do Programa Ciclovida da UFPR também poderia estar disponível para download, averiguar estas duas sugestões com os responsáveis. Certos da compreensão dos senhores, Atenciosamente, Jorge Brand Coordenador-geral da CicloIguaçu www.cicloiguacu.org.br coordenação@cicloiguacu.org.br (41) 9746-2277 / 3352-0201 Rua Presidente Faria, 226 (Centro)