IDENTIDADE DOS SERES VIVOS



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Autor: Profª Msª Carla Diéguez METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA

Transcrição:

IDENTIDADE DOS SERES VIVOS AS FUNÇÕES VITAIS BÁSICAS EXPERIMENTO Ação das proteases bromelina e papaína na digestão do colágeno - Aula 1

1. Resumo Este experimento tem como objetivo suscitar a discussão sobre a nutrição e a digestão, utilizando como modelo experimental a ação de proteases (presentes em frutos) sobre o colágeno presente na gelatina. 2. O experimento 2.1 Materiais ½ Abacaxi verde; Mamão papaia verde (1 fatia); Peneira fina; Liquidificador; Frascos pequenos para armazenamento de amostras líquidas; Fogareiro, lamparina ou bico de Bunsen (além de tripé e tela de amianto); Caixa de isopor com gelo ou geladeira; Gelatina; 5 Tubos de ensaio; 6 Pipetas volumétricas ou seringas de 10 ml graduadas; 1 Espátula ou colher de chá; Faca; Béquer 200 ml; Béquer 500 ml ou 1 frasco de vidro de 500 ml de boca larga. Figura 1: Materiais necessários. 2.2 Procedimento Recomenda-se que esta atividade prática seja realizada para complementar uma abordagem teórica prévia sobre a digestão e a ação de enzimas. Sugerimos, para facilitar o acompanhamento dos alunos durante a execução do experimento, que a classe seja dividida em pequenos grupos. Inicialmente, avise os alunos que será realizada uma atividade investigativa com a duração de três aulas. Retome o modo de ação das enzimas, para que eles possam aproveitar melhor a atividade. A digestão dos alimentos que ingerimos é catalisada por enzimas, no entanto, as frutas que comemos também possuem enzimas no interior de suas células. Essas frutas poderiam auxiliar na digestão? 2

As frutas de forma geral são alimentos ricos em carboidratos, sais minerais, vitaminas e proteínas. A maioria delas contém muitas fibras, mas nem todas são ricas em lipídios. Essa diversidade de composição confere às frutas alguma aplicações características, como, por exemplo, o uso de mamão e abacaxi para amaciar carnes. Esse experimento propõe verificar a presença de enzimas proteolíticas no abacaxi e no mamão, utilizando como modelo experimental a ação de proteases sobre o colágeno presente na gelatina. Distribua o roteiro de trabalho e explique o experimento. Discuta com eles a opção por usar suco de frutas e não pedaços da fruta. Também discuta por que um dos tubos com gelatina receberá água e não suco. Explore ao máximo a questão dos volumes de gelatina recebidos em cada tubo, a quantidade idêntica de água ou de suco acrescentados. Nesse momento, destaque a ideia de amostra controle. Nos experimentos científicos, é necessário comparar o que está sendo testado com outro parâmetro que não contenha somente o objeto a ser testado. No caso, utilizaremos a gelificação para verificar a influência dos sucos e compararemos com a gelatina pura como padrão de referência dessa influência. 2.2.1 Protocolo Experimental 1) Preparar a gelatina conforme as instruções da embalagem e mantê-la à temperatura ambiente. Esperar esfriar para usá-la no experimento. 2) Preparar extratos de cada uma das frutas previamente picadas (do abacaxi, sem casca; e do mamão, com casca) da seguinte forma: bata os pedaços de cada fruta no liquidificador com água, segundo a proporção: 100 ml de água para ½ abacaxi e 100 ml de água para uma fatia de mamão (Figura 2). A maior concentração da papaína é encontrada na casca e no látex. Para comparação, o experimento pode ser feito também: com a polpa pura, com a polpa e a casca batidas ou somente com o látex. Figura 2: Preparo do extrato de mamão. 3

Segurança: Cuidado no manuseio de objetos cortantes como facas e tesouras e tenha sempre à disposição materiais para primeiros socorros. Preferencialmente, utilize tesoura sem pontas e facas com serras. 3) Peneirar e separar o filtrado em vários frascos menores; Figura 3: Filtragem do extrato. Figura 4: Separação dos extratos em alíquotas. 4) Congelar 2/3 do extrato de abacaxi (inserir no congelador logo após a filtragem) para as aulas posteriores; 5) Manter aproximadamente 50 ml do extrato de abacaxi em temperatura ambiente até a aula 3 (vide protocolo da aula 3); 6) Ferver uma alíquota de cada extrato (mamão e abacaxi); Figura 5: Aquecimento dos extratos. Segurança: No banho-maria, não ultrapassar 1/3 de água no copo (ou Becker) para evitar que respingue no momento da fervura. Evitar aquecer quantidades muito pequenas em frascos de vidro para evitar trincas. Não colocar os tubos de ensaio diretamente sobre o fogo. Os sucos podem espirrar e ocasionar queimaduras. Utilizar uma pinça de madeira e um pedaço de pano ou papel espesso para manuseio dos tubos de ensaio evitando queimaduras. Não colocar os vidros quentes diretamente sobre a bancada, pelo risco de ocorrer trincas. No caso de quebra de vidraria, utilize um descarte adequado ou envolva a vidraria quebrada em papel de jornal. Na utilização do bico de Bunsen, regular a chama até atingir a coloração adequada, entre azul (chama redutora) e ligeiro violáceo (chama oxidante). 4

Alertar para o desligamento do bico de Bunsen após o uso, para evitar queimaduras. Caso utilize lamparina a álcool, antes de acender o pavio, verifique se não há vapor concentrado no seu interior para evitar acidentes. 7) Numerar os tubos de ensaio de um a cinco e preparar uma sequência, conforme a tabela 1: Tabela 1: Sequência de tubos com a composição de cada teste observado no experimento. Tubo 1 2 3 4 5 Composição 10 ml gelatina + 3 ml de água 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de mamão 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de mamão fervido 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de abacaxi 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de abacaxi fervido Teste Controle Mamão Mamão fervido Abacaxi Abacaxi fervido Figura 6: Preparação dos tubos. 8) Colocar os tubos na caixa de isopor com gelo (ou na geladeira) até que o tubo 1 (controle) gelifique. Isso deverá ocorrer após alguns minutos. 9) Observar os tubos e anotar na tabela 2 os resultados positivos (+) e negativos (-) para a gelificação da gelatina. A B Figura 7: Resultado positivo (A) e Resultado negativo (B) 5

A ocorrência ou não da proteólise será avaliada por meio da ocorrência ou não da gelificação. Após banho de gelo de alguns minutos (o suficiente para ocorrer a gelificação do controle tubo 1), incline os tubos ligeiramente para verificar a viscosidade do meio em cada um deles. Espera-se que o resultado da gelificação se dê conforme a tabela 2. Tabela 2: Resultados do teste de gelificação. Tubo Composição Resultado (gelificação) 1 gelatina + água + 2 gelatina + extrato de mamão - 3 gelatina + extrato de mamão fervido + 4 gelatina + extrato de abacaxi - 5 gelatina + extrato de abacaxi fervido + O resultado positivo indica gelificação da gelatina. O negativo indica não gelificação da gelatina. Tubo 1 (controle): Espera-se que haja gelificação devido a ausência de enzima proteolítica. Se a gelatina não gelificar nesse tubo, o problema está na gelatina ou em algum fator como temperatura ou água de diluição. Tubos 2 e 4: Espera-se que haja ausência ou redução da gelificação nesses tubos devido à presença das enzimas proteolíticas papaína (mamão) e bromelina (abacaxi). A papaína ocorre em maior concentração em mamão verde e na casca. Nessa parte, você pode retomar o conceito de enzimas e seu modo de ação. Como os alunos poderiam explicar o que ocorre com a gelatina (uma proteína) na presença das proteases? Você pode comparar a pepsina com a papaína e com a bromelina, discutindo sobre a importância das frutas na digestão, uma vez que estas podem facilitar a absorção de proteínas pelo organismo. Pergunte aos alunos se eles já ouviram falar nisso. É possível que eles tragam vivências como o costume de se comer feijoada com abacaxi ou laranja, ou o uso do mamão e do abacaxi como amaciantes de carne. Tubos 3 e 5: A ocorrência de gelificação indica a inatividade das enzimas proteolíticas. Sugira que os estudantes formulem hipóteses para explicar esse resultado e entreguem-nas na mesma aula. Peça também para que pesquisem sobre esse efeito, como atividade para a próxima aula prática. Essas tarefas constam no roteiro de trabalho. Você pode iniciar a próxima atividade explorando essa pesquisa, discutindo sobre os fatores que podem influenciar na atividade enzimática. Professor, recomenda-se que as aulas desse projeto sejam ministradas em dias diferentes para melhor aproveitamento do estudante e para um processo de avaliação mais efeitvo. Caso isso não seja possível, as duas primeiras aulas podem ocorrer no mesmo dia, mas é imprescindível que a terceira aula seja ministrada pelo menos três dias após a execução da primeira. 6

3. Sugestão de roteiro de trabalho A seguir, sugerimos um roteiro de trabalho para ser utilizado na íntegra ou adaptado, e que poderá ser entregue aos alunos. Ele contém todas as orientações necessárias para o desenvolvimento da aula prática e também algumas questões que auxiliarão no fechamento da atividade. 7

PRÁTICA LABORATORIAL DE BIOLOGIA Ação das proteases bromelina e papaína na digestão do colágeno - Aula 1 Nome: N Série: Data: Objetivo da aula prática: Este experimento tem como objetivo suscitar a discussão sobre a nutrição e a digestão, utilizando como modelo experimental a ação de proteases (presentes em frutos: mamão e abacaxi) sobre o colágeno presente na gelatina. Protocolo Experimental Materiais: ½ Abacaxi verde; Mamão papaia verde (1 fatia); Peneira fina; Liquidificador; Frascos pequenos para armazenamento de amostras líquidas; Fogareiro, lamparina ou bico de Bunsen (além de tripé e tela de amianto); Caixa de isopor com gelo ou geladeira; Gelatina; 5 Tubos de ensaio; 6 Pipetas volumétricas ou seringas de 10 ml graduadas; 1 Espátula ou colher de chá; Faca; Béquer 200 ml; Béquer 500 ml ou 1 frasco de vidro de 500 ml de boca larga. Procedimento: 1) Preparar a gelatina conforme as instruções na embalagem e mantê-la à temperatura ambiente. Esperar esfriar para usá-la no experimento. 2) Preparar extratos de cada uma das frutas previamente picadas (do abacaxi, sem casca; e do mamão, com casca) da seguinte forma: bata os pedaços de cada fruta no liquidificador com água, segundo a proporção: 100 ml de água para ½ abacaxi e 100 ml de água para uma fatia de mamão; 3) Peneirar e separar o filtrado em vários frascos menores; 4) Congelar 2/3 do extrato de abacaxi (inserir no congelador logo após a filtragem) para as aulas posteriores; 5) Manter aproximadamente 50 ml do extrato de abacaxi em temperatura ambiente até a aula 3 (vide protocolo da aula 3); 6) Ferver uma alíquota de cada extrato (mamão e abacaxi); 7) Numerar os tubos de ensaio de um a cinco e preparar uma sequência, conforme a tabela 1: 8

Tabela 1: Sequência de tubos com a composição de cada teste observado no experimento. Tubo 1 2 3 4 5 Composição 10 ml gelatina + 3 ml de água 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de mamão 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de mamão fervido 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de abacaxi 10 ml gelatina + 3 ml de extrato de abacaxi fervido Teste Controle Mamão Mamão fervido Abacaxi Abacaxi fervido 8) Colocar os tubos na caixa de isopor com gelo (ou na geladeira) até que o tubo 1 (controle) gelifique. Isto deverá ocorrer após alguns minutos. 9) Observar os tubos e anotar na tabela 2 os resultados positivos (+) e negativos (-) para a gelificação. Tabela 2: Resultados do teste de gelificação. Tubo 1 2 3 4 5 Questões: Composição gelatina + água gelatina + extrato de mamão gelatina + extrato de mamão fervido gelatina + extrato de abacaxi gelatina + extrato de abacaxi fervido Resultado (gelificação) 1. Explique o resultado obtido no tubo de gelatina com água. 2. Houve diferença de resultado nos outros tubos? SIM NÃO 3. Explique os resultados nos tubos com extrato não fervido. 4.Formule hipóteses para explicar os resultados nos tubos com extrato fervido. Para a próxima aula prática: 5. Pesquisar sobre as possíveis causas do resultado no tubo com extrato fervido, comprovando ou refutando suas hipóteses. 9

4. Referências complementares 1. Nutrição. Software educacional que oferece conceitos fundamentais sobre nutrição através de uma apresentação simplificada e dinâmica com textos, esquemas, figuras e animações. YOKAICHIYA, D. K. et al. Nutrição. In: Biblioteca Digital de Ciências. Janeiro/2006. Disponível em: http://www.ib.unicamp.br/lte/bdc/visualizarmaterial.php?idmaterial=47 Acesso em: 26/01/2009 2. Estudo da Atividade Proteolítica presente em frutos. Artigo científico apresentando experimento de atividade proteolítica em frutos sob uma abordagem bioquímica. LIMA, S. L. T. et al. Estudo da Atividade Proteolítica presente em frutos. In: Revista QUÍMICA NOVA NA ESCOLA, nº 28. 2008. Disponível em: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc28/11-eeq-6906.pdf Acesso em: 26/01/2009 3. Enzyme. Software educacional com textos, imagens, animações e simulações sobre estrutura, função e cinética enzimática. GALEMBECK, E.; PEDROSO-FILHO, C. E. S. Enzyme. In: Biblioteca Digital de Ciências. Setembro/2007. Disponível em: http://www.ib.unicamp.br/lte/bdc/visualizarmaterial.php?idmaterial=528 Acesso em: 27/01/2009 4. O Projeto de Pesquisa. Site contendo guia de como fazer projetos, explicando, por exemplo, o que é hipótese. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met05.htm Acesso em: 27/01/2009 5. Bioquímica Básica. Livro que aborda conceitos de Biquímica. MARZZOCO, A.; TORRES, B.B. Bioquímica Básica. 3. ed. Guanabara Koogan. 2007. 6. Bioquímica. Livro que aborda a Bioquímica com profundidade. VOET, D. Bioquímica. 3. ed. Armed. 2006 10

FICHA TÉCNICA Universidade Estadual de Campinas Reitor: Fernando Ferreira Costa. Vice-reitor: Edgar Salvadori de Decca. Pró-reitor de pós-graduação: Euclides de Mesquita Neto. Instituto de Biologia Diretora: Shirlei Maria Recco Pimentel. Diretor Associado: Flavio Antonio Maës dos Santos. EXECUÇÃO Projeto EMBRIAO Coordenação geral: Eduardo Galembeck. Coordenação de Mídia - Audiovisuais: Eduardo Paiva. Coordenação de Mídia - Software: Eduardo Galembeck. Coordenação de Mídia - Experimentos: Helika A. Chikuchi, Marcelo J. de Moraes e Bayardo B. Torres. Apoio Logístico/Administrativo: Eduardo K. Kimura, Gabriel G. Hornink, Juliana M. G. Geraldi. OBJETO DE APRENDIZAGEM Ação das proteases bromelina e papaína na digestão do colágeno - Aula 1 Coordenação do Experimento: Bianca Caroline Rossi Rodrigues. Redação: Bianca Caroline Rossi Rodrigues, Maurício Aurélio Gomes Heleno, Helika A. Chikuchi e Eduardo Galembeck. Pesquisa: Bianca Caroline Rossi Rodrigues, Maurício Aurélio Gomes Heleno e Roney Vander dos Santos. Revisão de Conteúdo: Daniela Kiyoko Yokaichiya, Helika A. Chikuchi e Cristiane Zaniratto. Testes de Bancada e captura de Imagens: Gislaine Lima Marchini e Roney Vander dos Santos. Edição de Imagem: Florencia María Piñón Pereira Dias. Adequação Linguística: Lígia Francisco Arantes de Souza e Raquel Faustino. Diagramação: Henrique Oliveira e Thais Goes. A Universidade Estadual de Campinas autoriza, sob licença Creative Commons Atribuição 2.5 Brasil - cópia, distribuição, exibição e execução do material desenvolvido de sua titularidade, sem fins comerciais, assim como a criação de obras derivadas, desde que se atribua o crédito ao autor original da forma especificada por ele ou pelo licenciante. Toda obra derivada deverá ter uma Licença idêntica a esta. Estas condições podem ser renunciadas, desde que se obtenha permissão do autor. O não cumprimento desta licença acarretará nas penas previstas pela Lei nº 9.610/98. Laboratório de Tecnologia Educacional Departamento de Bioquímica Instituto de Biologia - Universidade Estadual de Campinas UNICAMP Rua Monteiro Lobato, 255 CEP 13083-862, Campinas, SP, Brasil 11