CÉLULA VEGETAL - PAREDE CELULAR

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Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 1 CÉLULA VEGETAL - PAREDE CELULAR NA FIGURA ABAIXO PODE SER COMPARADA A IMPORTÂNCIA DA PAREDE CELULAR PARA A CÉLULA VEGETAL EM COMPARAÇÃO COM A CÉLULA ANIMAL QUE É DESPROVIDA DESTA ESTRUTURA. VERIFIQUE QUE, A CAMADA DEPOSITADA EXTERNAMENTE À MEMBRANA PLASMÁTICA ENCONTRADA EM CÉLULAS VEGETAIS, ISTO É A PAREDE CELULAR, MANTÊM A ESTRUTURA CELULAR INTACTA, TANTO EM CONDIÇÕES DE ENTRADA DE ÁGUA NA CÉLULA (INFLUXO) QUANTO NA SAÍDA DE ÁGUA DA CÉLULA (EFLUXO). JÁ A CÉLULA ANIMAL, POR NÃO TER PAREDE CELULAR, EM CONDIÇÕES DE INFLUXO DE ÁGUA OCORRE A LISE (QUEBRA- ESTOURA ) E EM CONDIÇÕES DE EFLUXO DE ÁGUA OCORRE O MURCHAMENTO DE TODA ESTRUTURA. INFLUXO EFLUXO INFLUXO EFLUXO http://fig.cox.miami.edu/~cmallery/150/memb/c8x12cell.osmolality.jpg

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 2 PAREDE CELULAR As paredes celulares originam-se na placa celular; à medida que os núcleos completam a divisão na telofase, o fragmossoma, uma vesícula achatada que contém componentes da parede celular, é direcionada por uma estrutura do citoesqueleto designada de FRAGMOPLASTO. Os polissacarídeos não celulósicos da parede celular sintetizados no complexo de Golgi fundem-se com a placa celular; esta cresce para o exterior até a membrana citoplasmática existente, criando-se assim duas células.

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 3 PAREDE CELULAR CONCEITO BÁSICO: Estrutura exterior à membrana citoplasmática que confere em parte à célula a sua forma e funcionalidade e, aos tecidos, confere-lhes uma estrutura que permite às plantas atingir estatura e resistências diversas, a parede, por um lado, necessita ser rígida, MAS TAMBÉM precisa distender-se para permitir que a célula aumente seu comprimento. www.madeira.ufpr.br/umbertoklock/quimicadaparedecelular2004. A parede celular modifica a sua estrutura e composição ao longo do ciclo de vida da célula: PAREDE PRIMÁRIA: FORMA-SE QUANDO OCORRE A DIVISÃO CELULAR E AUMENTA DE ÁREA DURANTE A EXPANSÃO CELULAR (EM ALGUNS CASOS MAIS DE 1000X). A CAMADA MAIS EXTERNA DA PAREDE CELULAR (MAS É A PRIMEIRA A SER SINTETIZADA PELAS ROSETAS ENZIMÁTICAS NA MEMBRANA CELULAR). A parede primária é depositada durante o crescimento da célula. Composição: celulose (30%), hemiceluloses (30%), pectinas (30%) e proteínas (10%). A estrutura microfibrilar de celulose é geralmente entrelaçada. A LAMELA MÉDIA FORMA A INTERFACE ENTRE AS PAREDES CELULARES PRIMÁRIAS DE CÉLULAS VIZINHAS

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 4 DURANTE A DIFERENCIAÇÃO MUITAS CÉLULAS FORMAM: PAREDE SECUNDÁRIA: CAMADA MAIS INTERNA DA PAREDE CELULAR (É SINTETIZADA PELAS ROSETAS ENZIMÁTICAS NA MEMBRANA CELULAR APÓS A SÍNTESE DA PAREDE PRIMÁRIA). A parede secundária é depositada, em alguns tipos de células, em alguns tipos de células, sob a parede primária após ter cessado o alongamento celular (crescimento da célula vegetal longitudinal). Composição: celulose (50%-80%), hemiceluloses (5%- 30%), pectinas (30%) e LIGNINA (15%-35). A estrutura microfibrilar de celulose é geralmente organizada e disposta em camadas. A PAREDE SECUNDÁRIA SE CARACTERIZA PELA PRESENÇA DE LIGNINA QUE CONFERE RIGIDEZ, IMPEDINDO ASSIM O CRESCIMENTO CELULAR. S3 S2 S1 www.madeira.ufpr.br/umbertoklock/quimicadaparedecelular2004

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 5 http://www.inea.uva.es/web/materiales/botanica/tema01.%20celula%20vegetal.%20tipos%20celulares/08.%20pared%20secundaria.jpg CELULOSE polissacarídeo linear formado por moléculas de glicose unidas entre si por ligação ß-1,4. A celulose, constitui a estrutura microfibrilar das paredes celulares primária e secundária. HEMICELULOSES Termo empregado para vários polissacarídeos ramificados. Hemiceluloses como xiloglucano, arabinoxilano, glucomanano, xilano, calose e outros, podem estar presentes na matriz das paredes primária e secundária. Na maioria das células predomina um tipo de hemicelulose. PECTINAS Termo empregado para vários polissacarídeos ramificados. Pectinas como ramnogalacturonanos, arabinanos e galactanos podem estar presentes na matriz da parede primária e também como principal componente da lamela média. LAMELA MÉDIA Camada intercelular, rica em pectinas, que confere aderência às paredes primárias de duas células adjacentes LIGNINA Polímero fenólico, que dá à parede celular, em geral a parede secundária, rigidez e impermeabilidade à água. Os precursores da lignina são três álcoois aromáticos: coumaril, coniferil e sinaptil. http://www.juliana.pisa.nom.br/atlasveg/indice/lamed.html

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 6 PAREDE CELULAR http://www.inea.uva.es/web/materiales/botanica/tema01.%20celula%20vegetal.%20tipos%20celulares/03.%20p1ª%20p2ª%20y%20lamina%20media.jpg

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 7 PAREDE CELULAR: COMPOSIÇÃO http://fig.cox.miami.edu/~cmallery/150/cells/plasmodesmata.jpg A PAREDE É CONSTITUÍDA POR 90% DE POLISSACARÍDEOS E CERCA DE 10% DE PROTEÍNAS. ENTRE OS POLISSACARÍDEOS DESTACA-SE A CELULOSE QUE SE CONSTITUI DE FIBRAS EM DIPOSIÇÃO ORDENADA E QUE PODEM SER DEFINIDA COMO: 1)UMA ESTRUTURA CRISTALINA; 2) UMA FRAÇÃO FREQÜENTEMENTE DESIGNADA DE POLIOSES (HEMICELULOSES); 3) UMA FRAÇÃO PÉCTICA (ESTAS DUAS ÚLTIMAS FORMAM UMA MATRIZ ONDE ESTÃO EMBEBIDAS AS FIBRAS DE CELULOSE); AS PROTEÍNAS SÃO DE VÁRIOS TIPOS, ESTANDO NORMALMENTE ASSOCIADOS AOS POLISSACARÍDEOS; OCORRE TAMBÉM A PRESENÇA DE COMPOSTOS AROMÁTICOS (POR EX. LIGNINA), QUE SERÃO DE PRIMODIAL IMPORTÂNCIA PARA A CONSTRUÇÃO DA ESTRUTURA PRIMARIA E, ESPECIALMENTE, DA ESTRUTURA SECUNDARIA.

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 8 CELULOSE http://www.abcbodybuilding.com/magazine03/fiberdynamics1_files/image001.gif POLISSACARÍDEO MAIS ABUNDANTE NAS PLANTAS, REPRESENTANDO 15 A 30% (P/P) NAS PAREDES PRIMÁRIAS, SENDO ESSE VALOR AINDA SUPERIOR NAS PAREDES SECUNDÁRIAS. EXISTE SOB A FORMA DE MICROFIBRILAS QUE SÃO CONJUNTOS PARACRISTALINOS DE VÁRIAS DEZENAS DE (1 4)B-D-GLUCANAS, SENDO ESSAS CADEIAS UNIDAS ENTRE SI POR PONTES DE HIDROGÊNIO EM TODA A SUA EXTENSÃO; NAS PLANTAS ESTAS FIBRAS POSSUEM UMA ESPESSURA EQUIVALENTE À DE 36 POLISSACARÍDEOS (ENTRE 5 E 12 NM). CADA POLISSACARÍDEO PODE CONTER MILHARES DE UNIDADES COM CERCA DE 2 A 3 MM DE COMPRIMENTO (TERMINAÇÕES REDUTORES TODAS NO MESMO LADO), E AS FIBRAS PODEM ATINGIR AS CENTENAS DE MICRAS DE COMPRIMENTO.

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 9 PAREDE CELULAR SECUNDÁRIA Para muitas células, a diferenciação está associada à formação de uma parede celular secundária, junto à membrana citoplasmática, no lado da parede primária e após o alongamento celular. As Paredes secundárias podem ter formas e composições muito diversas, como por exemplo as fibras de algodão, que consistem em aproximadamente 98% de celulose, e células como esclerídos e tecidos vasculares, cujas paredes secundárias se tornam muito espessas, sendo também compostas predominantemente de celulose. A parede secundária pode também ter outros constituintes, como polissacarideos não celulósicos, proteínas e compostos aromáticos como a LIGNINA.

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 10 LIGNINA: componente essencial das paredes secundárias A EXISTÊNCIA DE LIGNINA (COMPLEXAS REDES DE COMPOSTOS AROMÁTICOS DENOMINADOS DE FENILPROPANÓIDES, ÁLCOOIS HIDROXICINAMOIL E OS ÁLCOOIS p-coumaril, CONIFERIL E SINAPIL) É UM DOS ELEMENTOS QUE MAIS DISTINGUE AS PAREDES CELULARES SECUNDÁRIAS DAS PRIMÁRIAS (ocorrendo nesta apenas em raríssimas ocasiões). A SÍNTESE DOS OS ÁLCOOIS P-COUMARIL, CONIFERIL E SINAPIL É PARCIALMENTE CONHECIDA, SABENDO-SE QUE A GLICOSILAÇÃO E DIRECIONAMENTO PARA A PAREDE SE EFETUAM NO R.E. E COMPLEXO DE GOLGI, SENDO POSTERIOMENTE CONDENSADOS POR PEROXIDASES OU LACASES. À MEDIDA QUE AS CÉLULAS SE DIFERENCIAM, MUITAS LIGAÇÕES ESTER, ETER E FENIL-FENIL LIGAM A REDE AROMÁTICA AOS POLISSACARIDEOS. PAREDE SECUNDÁRIA COM LIGNINA PAREDE SECUNDÁRIA COM LIGNINA Molecular structure of lignin monomers. http://www.ocean.fsu.edu/faculty/dittmar/photos/lignin.jpg

Material da Profa. Dra. Durvalina Maria Mathias dos Santos. Disciplina de Biologia Celular, Unesp, Jaboticabal. 2007 11 PLASMODESMAS CARACTERÍSTICA DAS CÉLULAS VEGETAIS SÃO AS CONEXÕES CELULARES (PONTES CITOPLASMÁTICAS), INTERLIGANDO CÉLULAS VIZINHAS. ATRAVÉS DESTAS PONTES CITOPLASMÁTICAS DÁ-SE A LIVRE PASSAGEM DE LÍQUIDO (mantendo a tonicidade da célula vegetal), METABÓLITOS, MACROMOLÉCULAS, RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO E ATÉ MESMO VÍRUS E ENTRE CÉLULAS VIZINHAS. ESTAS PONTES CITOPLASMÁTICAS ATRAVESSAM A ESPESSURA DA PAREDE E DA MEMBRANA CELULAR. MUITAS CONTÊM TÚBULOS QUE ESTABELECEM CONTINUIDADE ENTRE O RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO DE AMBAS AS CÉLULAS. OCORREM EM GRANDE NÚMERO E MESMO A MENOR CÉLULA MERISTEMÁTICA PODE ESTAR LIGADA ÀS SUAS VIZINHAS POR 1.000 A 10.000 PLASMODESMOS. http://fig.cox.miami.edu/~cmallery/150/cells/plasmodesmata.jpg http://www.ualr.edu/botany/plasmodesmata1.jpeg Adaptado e modificado pela Profa. Durvalina Maria (2007) Disciplina de Biologia Celular, DBAA, FCAV, Unesp.