Política Externa do Brasil



Documentos relacionados
Política Externa do Brasil

PRINCÍPIOS GERAIS PRINCÍPIOS GERAIS PRINCÍPIOS GERAIS NÍVEIS DA REFORMA PRINCÍPIOS GERAIS. Funções de suporte Apoio à Governação Gestão de Recursos

PORTARIA Nº 413, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2002.

Resumo da Lei nº8080

DECRETO No , DE 1o- DE SETEMBRO DE 2011

DIREITO CONSTITUCIONAL

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E T

Direito Internacional OAB

Dispõe sobre a criação do Sistema Municipal de Cultura SMCRio e dá outras providências. Capítulo I. Das Definições e Princípios

PLANO DE TRABALHO DO GRUPO DE REVISÃO DA IMPLEMENTAÇÃO DE CÚPULAS (GRIC) para o período entre abril de 2011 e abril de 2012

SIMULADO SOBRE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS UNIVERSIDAE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UFRGS

Art. 1º Este Decreto dispõe sobre a Política Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho - PNSST, na forma do Anexo.

Ação do Saúde da Família para o Fortalecimento do Controle Social e da Participação Comunitária no SUS

ESTADO DE SÃO PAULO. GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,

REGULAMENTO INTERNO DA REUNIÃO DE MINISTRAS E ALTAS AUTORIDADES DA MULHER DO MERCOSUL

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular OPÇÃO II - DIREITO INTERNACIONAL ECONÓMICO Ano Lectivo 2013/2014

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE GOVERNO. de 5 de Maio

Seminário: Controle Externo em Ação: Presente e Futuro da Fiscalização de TI

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA Gabinete de Consultoria Legislativa

Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

econômica e socialmente sustentáveis. (Artigo 3º da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, de 15 de setembro de 2006)

I 02 (dois) representantes do Poder Público Municipal, sendo:

FLÁVIO ALENCAR NOÇÕES DE DIREITO CONSTITUCIONAL. 1ª Edição DEZ 2012

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL

TRATADO DE LISBOA EM POUCAS PALAVRAS MNE DGAE

Chamada para Multiplicadores Eurodesk Portugal

desenvolvimento sócioeconômico, interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana.

Ministério das Relações Exteriores

CAPITULO I Do objectivo e definição. ARTIGO 1º. (Natureza)

PROJETO DE LEI 00/2015 Cria o Conselho Estadual de Juventude CEJUV/RN e dá outras providências. CAPÍTULO I DA FINALIDADE E DAS COMPETÊNCIAS

CURSO DE APERFEIÇOAMENTO EM LICITAÇÕES PÚBLICAS E CONTRATOS ADMINISTRATIVOS CONSÓRCIOS PÚBLICOS

Desejosas de aprofundar as relações bilaterais de cooperação nos domínios do direito e da justiça;

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos

FACULDADE DE DIREITO DE SOROCABA FADI Tipo: Anual 5º Ano

DECLARAÇÃO CONJUNTA DOS MINISTROS DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA

Plano Integrado de Capacitação de Recursos Humanos para a Área da Assistência Social CAPACITAÇÃO CONSELHEIROS MUNICIPAIS.

A Nação é uma sociedade política e o autor do nosso livro-texto, em sua doutrina, dispõe que a Nação se compõe de dois elementos essenciais:

Planejamento integrado como ferramenta para a eficácia da gestão pública

V CONFERÊNCIA DOS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA São Tomé, 26 e 27 de Julho de 2004

REGIMENTO DO COMITÊ DE RESPONSABILIDADE SOCIAL CRS

PROMOVER A IGUALDADE DE GÊNERO E A AUTONOMIA DAS MULHERES

AS QUESTÕES DA DEFESA E O CONGRESSO NACIONAL

Pesquisa, Inovação e Capacitação em Energia a experiência da FGV. Paulo César Cunha FGV Energia

Ministério da Saúde Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa Departamento de Apoio à Gestão Participativa

REGULAMENTO DA POLÍTICA DE ASSUNTOS ESTUDANTIS DO CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MINEIROS UNIFIMES

FUNDAMENTOS DA LOGÍSTICA:

Blocos de Integração Regional

Participação nacional e guia para o estabelecimento de um Nó Nacional GBIF

Sistema de Aviação Civil Internacional

O PERFIL DO PROFISSIONAL DE RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS

Departamento de Economia, Planejamento e Estatística (DECON)

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E O GOVERNO DA REPÚBLICA FRANCESA NA ÁREA DE SUBMARINOS

Legislação do SUS. Prefeitura do Natal - RN PROVA COMENTADA. Banca CKM Makiyama. Curso Completo de Enfermagem para Concursos

FORMULÁRIO DE PRÉ-PROJECTO

Volume 120 Número 51 São Paulo, quinta-feira, 18 de março de 2010 DECRETO Nº , DE 17 DE MARÇO DE 2010

COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO. Empenhamento reforçado na Igualdade entre Mulheres e Homens Uma Carta das Mulheres

l Seminário SUSEP de Educação Financeira 19 de Maio Hotel Prodigy SDU

COMO ORGANIZAÇÃO SOCIAL. Caracterização e Desafios

O Contencioso administrativo e seu Papel no Estado Democrático de Direito

ALTERAÇÕES PT Unida na diversidade PT 2012/0244(COD) Projeto de parecer Paulo Rangel (PE v02-00)

Estado da Paraíba Prefeitura Municipal de Santa Cecília Gabinete do Prefeito

PALAVRAS-CHAVE: Agências reguladoras. Gestão pública. Direito administrativo.

CONTRATAÇÃO DE SOLUÇÕES DE TI

NOÇÕES GERAIS DIREITO INTERNACIONAL III. NOÇÕES GERAIS DIREITO INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS

Resolução 53/144 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 9 de Dezembro de 1998.

CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR DO NORTE GOIANO FACULDADE DO NORTE GOIANO

Delegações do Ministério da Educação Ciência e Cultura. Decreto Regulamentar n º 4/98 de 27 de Abril

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

PORTARIA/SS/GAB/Nº041/2011

Princípios fundamentais. Artigo 1º (República Portuguesa) Artigo 2º (Estado de direito democrático) PARTE I - Direitos e deveres fundamentais TÍTULO I

DIREITO CONSTITUCIONAL

SISTEMA INTEGRADO DAS AUDITORIAS INTERNAS DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO - SIAIFEME

REGULAMENTO DO NÚCLEO DE PRÁTICA JURÍDICA Escritório de Assistência Jurídica EAJ CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

O ACESSO AO ENSINO SUPERIOR PORTUGUÊS NO ÂMBITO DA COOPERAÇÃO

Organização Internacional do Trabalho. Convenção OIT 187 Convenção sobre o quadro promocional para a segurança e saúde no trabalho, 2006

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular DIREITO DA UNIÃO EUROPEIA Ano Lectivo 2010/2011

O Serviço Civil e a Construção do Futuro EVELYN LEVY. IV Fórum da Reforma do Estado - São Paulo Set. 2005

Prefeitura Municipal de Piratini-RS

Transcrição:

Política Externa do Brasil

A política externa é o conjunto de objetivos políticos que um determinado Estado almeja alcançar nas suas relações com os demais países do mundo. Definição planejada e objetiva de como o país deve se inserir no cenário internacional. Objetivos definidos pela diplomacia nacional.

Diplomacia: arte ou prática de manejar as relações exteriores de um determinado Estado (promovendo seus interesses no processo).

A política externa costuma ser considerada como a expressão de sua política interna, continuada por outros meios. Pode também ser dissociada dos fundamentos internos de um Estado.

Os objetivos diplomáticos de um determinado governo são expressos ao início de um mandato governamental (manifesto ao mundo). Normalmente se expõe o que o país pretende fazer no plano internacional, quais são as suas prioridades no campo das relações exteriores e como eles pretendem alcançar tais objetivos.

Uma política externa pode ser considerada ativista (quando o país tenta coordenar esforços políticos para, em coordenação com outros países ou isoladamente, influenciar a composição da agenda internacional e tenta moldar a tomada de decisões no âmbito global. Uma política mais passiva seria refletida em esforços similares para apenas preservar o status quo.

O interesse nacional são os chamados objetivos nacionais permanentes.

Defesa da independência nacional

Soberania na tomada de decisões estratégicas

Garantia de aprovisionamentos essenciais à economia nacional

Preservação do território em face de intrusões estrangeiras

Preservação dos direitos humanos e manutenção do sistema democrático no contexto regional e mundial

Política Externa do Brasil

José Bonifácio de Andrada e Silva (1822) José Joaquim Carneiro de Campos (1823) José Maria da Silva Paranhos (Visconde de Rio Branco) Fernando Henrique Cardoso Celso Amorim Antônio Patriota

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV - não-intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político. Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

Quem rege a política externa brasileira? Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: I - nomear e exonerar os Ministros de Estado; VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos; VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo do Congresso Nacional; XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional; XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional; XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional; XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) é o órgão político da Administração direta cuja missão institucional é auxiliar o Presidente da República na formulação da política exterior do Brasil, assegurar sua execução, manter relações diplomáticas com governos de Estados estrangeiros, organismos e organizações internacionais e promover os interesses do Estado e da sociedade brasileiros no exterior.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) é o órgão político da Administração direta cuja missão institucional é auxiliar o Presidente da República na formulação da política exterior do Brasil, assegurar sua execução, manter relações diplomáticas com governos de Estados estrangeiros, organismos e organizações internacionais e promover os interesses do Estado e da sociedade brasileiros no exterior.

O MRE possui as seguintes áreas de competência: 1. política internacional; 2. relações diplomáticas e serviços consulares; 3. participação nas negociações comerciais, econômicas, técnicas e culturais com governos e entidades estrangeiras; 4. programas de cooperação internacional e de promoção comercial; e 5. apoio a delegações, comitivas e representações brasileiras em agências e organismos internacionais e multilaterais.

No trato dos assuntos de sua competência, o MRE possui as seguintes incumbências: 1. executar as diretrizes de política exterior estabelecidas pelo Presidente da República; 2. propor ao Presidente da República linhas de atuação na condução dos negócios estrangeiros; 3. recolher as informações necessárias à formulação e execução da política exterior do Brasil, tendo em vista os interesses da segurança e do desenvolvimento nacionais;

No trato dos assuntos de sua competência, o MRE possui as seguintes incumbências: 4. contribuir para a formulação e implementação, no plano internacional, de políticas de interesse para o Estado e a sociedade em colaboração com organismos da sociedade civil brasileira; 5. administrar as relações políticas, econômicas, jurídicas, comerciais, culturais, científicas, técnicas e tecnológicas do Brasil com a sociedade internacional;

No trato dos assuntos de sua competência, o MRE possui as seguintes incumbências: 6. negociar e celebrar tratados, acordos e demais atos internacionais; 7. promover os interesses governamentais, de instituições públicas e privadas, de empresas e de cidadãos brasileiros no exterior. ORGANOGRAMA

Perfil da POLEX Brasileira Anos 30 aos anos 90: foco no desenvolvimento econômico, defesa da autodeterminação dos povos, da não-intervenção e da solução pacífica de conflitos.

Era FHC : Proatividade política Lógica da autonomia pela integração Foco no multilateralismo, regionalismo, Estados Unidos e União Europeia

Era Lula : defesa ativa dos interesses e da soberania nacionais Obtenção de reciprocidade nas relações internacionais Reforço do multilateralismo (OMC, FMI, ONU) e do regionalismo (Mercosul, Unasul)

Era Lula : ênfase aos temas sociais, em particular à luta contra a fome e a pobreza no âmbito global Busca em equalizar os benefícios entre os países ricos e os emergentes

Temas multilaterais: Meio ambiente Governança global Paz e Segurança Internacionais Direitos Humanos e Temas Sociais Energia e biocombustíveis Desenvolvimento, Comércio Internacional e Finanças

www.itamaraty.gov.br