Aluno, é assim que se faz



Documentos relacionados
ORIENTAÇÕES TRABALHO EM EQUIPE. Trabalho em Equipe. Negociação

Como Fazer uma Monografia

DIRETRIZES PARA ESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE GRADUAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

O TEXTO DISSERTATIVO ARGUMENTATIVO EM SALA DE AULA: DA TEORIA À PRÁTICA

Texto 3: ESQUEMA, RESUMO, RESENHA e FICHAMENTO.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS PESQUISADORES DA UEL, NA ÁREA DE AGRONOMIA: TRABALHOS PUBLICADOS EM EVENTOS DE 2004 A 2008.

Antônio J. Severino e o Trabalho Científico da epistemologia à técnica

FACULDADES INTEGRADAS SIMONSEN REGULAMENTO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO RESOLUÇÃO Nº 1, DE 12 DE JULHO 2013.

Redes de Computadores

MESTRADO ACADÊMICO. 1. Proposta do programa

TEMAS ATUAIS EM DIDÁTICA

CRENÇAS DE PROFESSORES E ALUNOS ACERCA DO LIVRO DIDÁTICO DE INGLÊS NO ENSINO FUNDAMENTAL DO 6º AO 9º ANOS DO MUNICÍPIO DE ALTOS PI

CARACTERIZAÇÃO DO GÊNERO RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

Eixo Temático: (Resolução de Problemas e Investigação Matemática) TRABALHANDO COM A TRIGONOMETRIA

Orientações Para o Preenchimento do Formulário de Inscrição Preliminar dos Projetos

2 Método Tipo de Pesquisa

Estágio Supervisionado Educação Especial. Roteiro para a Elaboração do Relatório de Estágio Supervisionado: Desenvolvimento.

LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS: um estudo das relações entre as questões de interpretação textual e a proposta de ensino-aprendizagem 1

Instituto de Educação

FUNDAMENTOS HISTÓRICOS DA EDUCAÇÃO. Número de aulas semanais 1ª 2. Apresentação da Disciplina

Atividades Complementares: Resolução 078 de 05/10/2007 e possíveis adaptações às necessidades do EaD

ARTIGO CIENTÍFICO. Metodologia Científica. Graduação Tecnológica. Prof. Éder Clementino dos Santos. Prof. Éder Clementino dos Santos

PLANO DE ATIVIDADES DE ESTÁGIO (PAE)

Plano de Ensino. Identificação. Câmpus de Bauru. Curso null - null. Ênfase. Disciplina A - Metodologia da Pesquisa em Arte

A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos

GÊNEROS DISCURSIVOS NO ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS

Seminário 2: Análise de livros didáticos de Física para o Ensino Médio

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

O ENSINO DE QUÍMICA NO CURSO DE SECRETARIADO NA MODALIDADE EJA DO IFG CÂMPUS JATAÍ: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS CONTEXTUALIZADAS

Gêneros textuais no ciclo de alfabetização

FORMAÇÃO INICIAL PARA A DOCÊNCIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: O QUE PENSAM OS ESTUDANTES

CAPACITAÇÃO PRÁTICA DO USO DO GEOPROCESSAMENTO EM PROJETOS

EDITAL TEMA LIVRE XIII JANP

Trabalho 001- Estratégias oficiais de reorientação da formação profissional em saúde: contribuições ao debate. 1.Introdução

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas Departamento de Administração. Curso: Administração

TÓPICOS DE RELATIVIDADE E NOVAS TECNOLOGIAS NO ENSINO MÉDIO: DESIGN INSTRUCIONAL EM AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM.

REGULAMENTO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO DO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO I INTRODUÇÃO

Linguagem e educação: o ensino e a

O TRABALHO PEDAGÓGICO COMO MEDIADOR NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA.

GÊNEROS TEXTUAIS E O TRABALHO COM OS TEMAS TRANSVERSAIS

Regulamento Interno Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) Artes Visuais - Licenciatura e Bacharelado

Agrupamento de Escolas de Porto de Mós

PROJETO EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA E INTERCULTURAL- ESPANHOL VIA PROJETOS: IMPRESSÕES E PERSPECTIVAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS (UFLA)

PALAVRAS-CHAVE Formação Continuada. Alfabetização. Professores. Anos Iniciais.

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL PRÓ-REITORIA ACADÊMICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO EDITAL Nº 02/PPGEDU/2016

COMISSÃO PRÓPRIA DE AVALIAÇÃO DA FACULDADE ARAGUAIA

para esta temática que envolvem o enfrentamento ao trabalho infantil tais como o Projeto Escola que Protege.

EAJA/PROEJA-FIC/PRONATEC

REFLEXÕES SOBRE OS MATERIAIS DIDÁTICOS: QUAL A RELAÇÃO ENTRE OS PROFESSORES E ESSES RECURSOS EM SALA DE AULA?

CENTRO UNIVERSITÁRIO DA FUNDAÇÃO DE ENSINO OCTÁVIO BASTOS

Formação Continuada do Professor de Matemática: um caminho possível

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS FACULDADE DE FILOSOFIA

PROCESSO SELETIVO PARA BOLSA DE PÓS-DOUTORADO

PROJETO BÁSICO DE CURSO EM EaD. JUSTIFICATIVA (análise de cenário / análise das características da Instituição):

Escrita de Relatórios

Extensão na EaD: desafios e potencialidades

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

PARA PENSAR O ENSINO DE FILOSOFIA

Título do artigo. Alunos: Nome dos autores (até 3 alunos) 1 Orientador: Roberto Campos Leoni 2

DISCUTINDO MATEMÁTICA NO CONTEXTO DA INCLUSÃO

INCLUSÃO NO ENSINO DE FÍSICA: ACÚSTICA PARA SURDOS

Baralho das soluções: Aprendendo e se Divertindo com o PIBID de Química UFPE/CAA.

EDITAL N.º 248/2015 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL: SELEÇÃO DE TUTOR PET PRODUÇÃO E POLÍTICA CULTURAL

O LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL: PROPOSTA DE CRITÉRIOS PARA ANÁLISE DO CONTEÚDO GEOGRAFIA FÍSICA DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO

D e p a r t a m e n t o d e C i ê n c i a s E x p e r i m e n t a i s G r u p o CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Ano letivo de 2013/2014

(DOLZ, SCHNEUWLY, DE PIETRO, ZAHND, 2004, p. 227).

Portefólio: O quê e para quê?

XI Concurso Jovens Escritores Regulamento /2016

Plano de Ensino PROBABILIDADE E ESTATÍSTICA APLICADA À ENGENHARIA - CCE0292

Oficina de formação Tema: Avaliação da aprendizagem: qualidade de instrumentos de análise

UFRN/CCSA DCC CONSTRUINDO O SEU TCC PASSO A PASSO

O PLANEJAMENTO DOS TEMAS DE GEOGRAFIA NA ORGANIZAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA

ARQUITETURA E URBANISMO

UFV Catálogo de Graduação MATEMÁTICA Bacharelado. COORDENADORA Rosane Soares Moreira Viana

BOLETINS, UMA NOVA FORMA DE APRENDER HISTÓRIA

TÍTULO: A ARTE COMO PROCESSO EDUCATIVO: UM ESTUDO SOBRE A PRÁTICA DO TEATRO NUMA ESCOLA PÚBLICA.

Interdisciplinar II Módulo CST: GESCOM

A LITERATURA DE CORDEL E OS CLÁSSICOS DA POLÍTICA

PALAVRAS-CHAVE Produção Jornalística. Perfil jornalístico. Cultura Popular. Projeto Cultura Plural.

Universidade de São Paulo. Escola de Comunicação e Artes, ECA-USP

1. ATIVIDADES COMPLEMENTARES DE GRADUAÇÃO

Qualidade de Produto. Maria Cláudia F. P. Emer

TÍTULO (arial 14, negrito, caixa alta, centralizado)

EDITORA DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. eduerj.uerj.br

LIVRO DIDÁTICO E SALA DE AULA OFICINA PADRÃO (40H) DE ORIENTAÇÃO PARA O USO CRÍTICO (PORTUGUÊS E MATEMÁTICA)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO

Cursos Educar [PRODUÇÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO] Prof. M.Sc. Fábio Figueirôa

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE ARTIGO CIENTÍFICO

PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO PARA CONTRATAÇÃO DE PROFESSOR VISITANTE PARA O PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA AMBIENTAL PPG-CTA

Transcrição:

Aluno, é assim que se faz SILVA, Elizabeth Maria da (Org.). Professora, como é que se faz? Campina Grande: Editora Bagagem, 2012 Guilherme Arruda do Egito 1 Universidade Federal de Campina Grande O livro Professora, como é que se faz?, organizado por Elizabeth Maria da Silva, professora da Unidade Acadêmica de Letras (UFCG), em sua edição de lançamento, vem demonstrando excelente aceitação entre graduandos e professores da comunidade acadêmica de Letras, juntando-se às demais publicações interessantes desse campo de estudo. O livro contempla, em cinco capítulos temáticos, relatos de pesquisa que propiciam estudos bastante relevantes no atual contexto de ensino superior, de modo a incentivar o público desse nível de ensino a iniciar e (re)pensar suas pesquisas em torno dos gêneros acadêmicos, a fim de que seja possível a relação entre reflexão e ensino. Essa relação perpassa toda a obra, seja no capítulo inicial, em que se focalizam as percepções de graduandos sobre a disciplina Língua Portuguesa, seja nos capítulos seguintes em que a ênfase recai sobre a produção e análise de esquemas, resumos, resenhas e artigos de pesquisa. Patrícia Fabiana N. Oliveira (UFCG), no capítulo inicial, Percepções de graduandos sobre a disciplina Língua Portuguesa, descreve os significados atribuídos por alunos das áreas de Humanas e Exatas a essa disciplina, concluindo, através da análise dos dados, que, para os discentes, o ensino 1. Aluno do curso de Letras-Português (UFCG). Esta resenha foi produzida durante as atividades da disciplina Metodologia da Pesquisa 2015.1 sob orientação da professora Maria Augusta Gonçalves de Macedo Reinaldo. Revista Ao pé da Letra Volume 17.2-2015 l 145

de Língua Portuguesa deve fazer parte dos currículos dos cursos de graduação tendo em vista sua importância para a formação acadêmica dos alunos dessas áreas. Durante a abordagem do capítulo, a autora recorre a alguns gráficos para melhor sistematizar as ideias do seu texto. Tais gráficos poderiam ter sido produzidos numa escala de cores mais fortes, que não apenas as variações do cinza, tornando-se mais atrativos e contribuindo na compreensão geral do texto. De qualquer forma, é possível que o leitor atento tenha uma ideia clara do tema versado. No capítulo seguinte, intitulado Esquema, Nayara Araújo Duarte (UFCG) apresenta uma experiência com a retextualização de artigos acadêmicos em esquemas entre graduandos do curso de Ciências Econômicas. A autora, assim como os demais autores nos capítulos seguintes, apresenta o seu trabalho em dois momentos distintos: no primeiro, ela descreve e explica as características sócio-comunicativas do trabalho com o gênero em questão, bem como a sua funcionalidade, para, no segundo momento, analisar os esquemas produzidos pelos alunos classificando alguns exemplares do gênero em três eixos, a saber: 1. Estrutura adequada ao protótipo do gênero; 2. Estrutura parcialmente adequada ao protótipo do gênero; e 3. Estrutura não adequada ao protótipo do gênero. Dos quatorze exemplares selecionados pela autora, dois foram classificados seguindo o primeiro critério (estrutura adequada ao protótipo do gênero), seis de acordo com o segundo critério (estrutura parcialmente adequada ao protótipo do gênero) e outros seis de acordo com o terceiro critério (estrutura não adequada ao protótipo do gênero). Essa classificação reforça a apreensão das características do gênero e da sua finalidade apresentadas pela autora a partir de uma linguagem clara, rápida e fácil de entender, sem causar nenhum tipo de prejuízo ou dificuldade ao processo de (in) formação do leitor. 146 l Revista Ao pé da Letra Volume 18.1-2016

Elizabeth Maria da Silva (UFCG), no capítulo Resumo Acadêmico, destaca o processo de retextualização de um artigo de pesquisa em resumo acadêmico junto a graduandos em Geografia, apresentando de maneira bastante explícita a produção do gênero. Nesse sentido, a autora também menciona alguns motivos que demonstram a relevância da produção do resumo no ambiente acadêmico, como o desenvolvimento das capacidades de análise, síntese e parafraseamento, além de o próprio resumo ser bastante importante na produção de um outro gênero, como um seminário, por exemplo. Seguindo o mesmo critério de classificação adotado por Duarte (2012) no capítulo anterior, a autora também apresenta e classifica alguns resumos para facilitar o processo de aprendizagem de potenciais leitores. Dos trinta e cinco resumos selecionados, poucos atenderam adequadamente a estrutura delimitada. A grande maioria foi classificada como atendendo parcialmente a estrutura prototípica do gênero e apenas dois foram classificados como aqueles que não atendem a estrutura esperada. A autora conseguiu apresentar o seu capítulo de maneira bastante clara e atrativa, assim como Duarte (2012), atributo que não se percebe muito bem no capítulo inicial (OLIVEIRA, 2012), talvez porque este exija uma leitura um pouco mais densa e cansativa em relação aos capítulos seguintes. Na sequência, Elisa Cristina A. Ferreira (UFCG) e Roberta A. Meneses (UFCG), no capítulo Resenha Acadêmica, também apresentam orientações teórico e metodológicas a respeito da produção do gênero acadêmico resenha. As autoras analisam exemplares de resenhas seguindo os procedimentos apresentados durante o curso de extensão Exercitando a leitura e a escrita dos gêneros acadêmicos resumo e resenha, ministrado pela professora Elizabeth Silva, na UFCG, no período 2011.1. Neste capítulo, também observamos a classificação de sete resenhas, das dezesseis analisadas, como atendendo a estrutura delimitada, seis atendendo parcialmente e as outras três como não atendendo a estrutura prototípica do gênero. Revista Ao pé da Letra Volume 18.1-2016 l 147

O que chama atenção neste capítulo é o caráter da objetividade, da proximidade das autoras com o seu leitor. Elas começam tentando estabelecer um diálogo com este, o que demonstra uma certa preocupação das autoras em relação à compreensão e interpretação do conteúdo pelo leitor, atitude que considero bastante cooperativa. Pelo fato de se tratar da produção do gênero resenha acadêmica, considerado um gênero muito complexo por alguns estudantes, as autoras iniciam o capítulo com esse pequeno diálogo tentando desmitificar esse imaginário que permeia o meio acadêmico, o que foi, sem dúvida, bastante interessante. No quinto capítulo, de Maria Gilmária V. Sousa, a elaboração da introdução do Artigo de pesquisa é trabalhada pela autora através da experiência com alunos recém-ingressos no curso de Geografia, no primeiro semestre de 2011. Através de exemplos, analisados detalhadamente neste capítulo, o leitor é convidado a refletir sobre discussões que buscam inovar a abordagem didática da produção e organização da Seção Introdução de artigos de pesquisa, o que é um grande salto de qualidade, assim como também se verifica nos capítulos anteriores. Tais exemplos, como a própria autora do capítulo destacou, parecem demonstrar que os alunos atendem à estrutura delimitada do gênero, no que diz respeito às marcas linguísticas e movimentos retóricos a serem seguidos, apresentando um pouco mais de dificuldade no momento de desenvolvimento das ideias, mas que, com um pouco mais de esforço na leitura, essa lacuna é superada. Em suma, como se percebe durante a leitura de todo o livro, as autoras não se detiveram a um trabalho de descrição apenas, mas procuraram discutir e fundamentar as análises dos gêneros produzidos por graduandos, a partir de estudos sociorretóricos, a exemplo de Swales (1990), Motta- -Roth e Hendges (2010), entre outros. Nesse sentido, as autoras não se satisfazem com a simples mensuração dos dados e apresentação da teoria conhecida, conseguindo oxigenar a sua obra com marcas de reflexões aturadas e pertinentes para a formação de graduandos. A linguagem do 148 l Revista Ao pé da Letra Volume 18.1-2016

livro é bastante clara e demonstra uma visão segura e em consonância com os pressupostos teóricos adotados, justificando-se, portanto, o êxito do livro destinado especialmente aos alunos dos cursos de Letras, cumprindo exemplarmente com as suas finalidades. Referências MOTTA-ROTH, Désirée; HENDGES, Graciela Rabuske. Produção textual na universidade. São Paulo: Parábola Editorial, 2010. SWALES, John Malcolm. Genre analysis: english in academic and research settings. Cambridge: CUP, 1990. Recebido em: 27/07/15 Aceito em: 30/09/15 Revista Ao pé da Letra Volume 18.1-2016 l 149