DOCUMENTO DE TRABALHO



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Transcrição:

DOCUMENTO DE TRABALHO Grupo de trabalho 1 ÁREAS PROTEGIDAS ADERENTES À CARTA EUROPEIA DE TURISMO SUSTENTÁVEL PROGRAMA: Quinta 23 de Novembro: 10:00-13:00 h Comunicação e divulgação da CETS na Europa, Espanha e Portugal 14:30-17:00 h II Fase da CETS 17:00-18:30 h Possibilidades de Financiamento Sexta 24 de Novembro: 10:00-11:30 h Acordo sobre as conclusões do grupo de trabalho 1

I COMUNICAÇÃO E PROMOÇÃO DA CARTA EUROPEIA DE TURISMO SUSTENTÁVEL NA EUROPA, ESPANHA E PORTUGAL (10:00 13:00) Apresentação: Actuações do EUROPARC E EUROPARC Espanha Javier Gómez Limón, EUROPARC Espanha (15 minutos) Apresentação: Actuações em Portugal Alda Mesquita, Parque Nacional de Peneda Gerês (15 minutos) A Carta Europeia de Turismo Sustentável (CETS) é fundamentalmente uma ferramenta que permite às Áreas Protegidas (AP), aos empresários turísticos e demais actores do território, avançar na aplicação dos princípios do turismo sustentável, através da elaboração partilhada e aplicação conjunta de uma estratégia e de um plano de acção para cinco anos. Um dos benefícios da CETS para as AP, para os empresários turísticos e demais actores do território é ser distinguido a nível europeu como um território de qualidade turística ligada à sustentabilidade. Não se pode obter este resultado sem uma adequada divulgação da CETS a nível internacional, nacional e local. Outro dos benefícios é formar parte de uma rede integrada por outros espaços naturais que também trabalham em benefício de um turismo mais sustentável, o que permite o intercâmbio de informação e experiências inovadoras e proveitosas. No Anexo 1 foram referenciadas algumas das actuações de informação, divulgação e ferramentas de intercâmbio de experiências desenvolvidas pela Federação EUROPARC e pela EUROPARC- Espanha, bem como pelo PNPG em Portugal. Os objectivos de tratar este tema são: - Analisar a situação actual de comunicação e informação sobre a CETS para os Parques aderentes (suficiente informação, verdadeiro trabalho em rede, intercâmbio de experiências, etc.). - Discutir sobre as necessidades de promoção da CETS, para que efectivamente pressuponha uma vantagem competitiva para as AP aderentes e seus empresários. - Analisar o papel do EUROPARC e outras entidades como a Rede Ibérica. - Realizar propostas de actuações futuras. 2

Para beneficiar destes objectivos seria conveniente que os participantes reflectissem e preparassem propostas sobre os seguintes aspectos chaves, que serão tratados nos grupos de trabalho: - Que outras actuações de comunicação e divulgação interessantes da CETS são conhecidas a nível europeu, nacional, regional e a nível das AP? O que foi feito na AP que representa para divulgar a CETS? Trabalho em rede e intercâmbio de experiências: - Considera importante o trabalho em rede e o intercâmbio de experiências? - Considera que são suficientes as actuações que levam a cabo nesse sentido? - Há suficientes presenças de Parques espanhóis e portugueses nas redes existentes? Porquê? O idioma é um problema para a sua participação na rede? - É eficaz e utiliza-se o sistema de uma lista de distribuição? - Proposta de actuações; - Papel e funções da Rede Ibérica. Divulgação/Difusão da CETS: - Está claro o que se quer divulgar, a quem se quer dirigir as actuações e a que nível: europeu, ibérico, nacional (Espanha e Portugal) ou ao nível das AP? - Seria necessário um Plano de Comunicações da CETS que estabelecesse esses aspectos? - Propostas de actuações de divulgação, assinalando possíveis responsáveis e vias de financiamento, assim como o possível Papel da Rede Ibérica; - Papel da Rede Ibérica. 3

II SEGUNDA FASE DA CARTA EUROPEIA DE TURISMO SUSTENTÁVEL (14:30-17:00) Apresentação: Situação actual da Segunda Fase da CETS Javier Gómez-Limón, EUROPARC-España (10 minutos). Apresentação: Projecto Parques com Vida Miguel Morais, Instituto de Desenvolvimento Agrário da Região Norte (IDARN) (15 minutos) Apresentação: Acreditação de Pontos de Informação no Parque Natural da Zona Vulcânica da Garrotxa Turina Serra, Turismo Garrotxa (15 minutos) Apresentação: Marca Parque Natural e trabalho com os empresários Clifford Wait, ANDANATURA (15 minutos) Apresentação: Avanços realizados pelo grupo de trabalho 4 das II Jornadas: Josep María Prats, Parque Natural da Zona Vulcânica da Garrotxa (10 minutos) O texto oficial da Carta Europeia de Turismo Sustentável (2000), faz referência a uma segunda fase na qual poderão aderir os empresários. Para eles, a CETS prevê um processo similar ao aplicado nas Áreas Protegidas (I Fase da CETS), que incluí a realização de um diagnóstico, uma estratégia e um Plano de Acção de 5 anos por parte dos empresários. Contudo as condições do processo de adesão não estavam todavia fixadas. Existem já na Europa 35 espaços naturais protegidos/ap acreditados com CETS, 7 dos quais já cumpriram os seus primeiros 5 anos de acreditação. Esta situação criou expectativas entre os empresários e os Directores das AP que acreditam nesta ferramenta para desenvolver com um turismo sustentável e alcançar o reconhecimento a nível Europeu. Portanto, cada vez mais é urgente definir e pôr em prática a II Fase da CETS. A Federação EUROPARC fez eco desta necessidade e começou a trabalhar nesse sentido. Em Dezembro de 2005 teve lugar em Bonn (Alemanha) uma Reunião Estratégica de Trabalho sobre a CETS, onde se tratou, entre outros temas, da idoneidade do texto actual sobre a II Fase da CETS. Entre as conclusões apontou-se o interesse de redigir um novo texto, propondo não ser exigido às empresas a elaboração de uma estratégia e de um Plano de Acção equivalente aos 4

elaborados pelas AP, reforçando a ideia de que a adesão não deveria ser considerada como mais uma marca, mas sim um compromisso de colaboração entre a AP e o empresário, baseado nos princípios da CETS. Retomando estas conclusões, na Reunião de Parques com Carta celebrada nos dias 22-24 de Junho de 2006 em Estrasburgo (França), a Federação EUROPARC propôs uma minuta do novo texto para que pudesse ser discutida. Para ela, foi formado um grupo de trabalho informal composto por representantes da Federação EUROPARC e representantes de AP com Carta dos seguintes países: Espanha, Portugal, França, Reino Unido e Alemanha. Nesse grupo de trabalho foi tido em conta as seguintes propostas: - Minuta da Federação EUROPARC; - França: proposta de considerações orientadoras e metodologia aplicada pelo Parque Nacional de Cevennes, que foi o primeiro a aplicar a II Fase da CETS; - Espanha: propostas do Grupo de Trabalho constituído para o desenho de um sistema voluntário de adesão das empresas turísticas da CETS, coordenado pelo EUROPARC- Espanha. A partir das conclusões da Reunião e do trabalho de alguns elementos daquele Grupo de Trabalho, escreveu-se uma nova versão da II Fase da CETS, que requer ser completada em alguns aspectos, tendo recebido o visto positivo do Conselho do EUROPARC no Congresso Anual da Federação EUROPARC que teve lugar em Setembro de 2006 em Oxford (Reino Unido). A tradução em Espanhol do documento, originalmente em inglês, encontra-se no Anexo2. Os organizadores das II Jornadas da Rede Ibérica quiseram aproveitar este evento para reunir o Grupo de Trabalho informal de Estrasburgo, com o objectivo de avançar com o texto definitivo (Grupo de Trabalho 4 das presentes Jornadas). O objectivo de tratar do tema no Grupo de Trabalho é dar a conhecer o estado actual da definição da II Fase da CETS a nível Europeu, analisar como está a decorrer o trabalho com os empresários em Andaluzia (Marca Parque Natural), no Parque Natural da Zona Vulcânica da Garrotxa (acreditação dos pontos de informação) e em Portugal (Parques Com Vida) e estabelecer propostas e pontos chave a ter em conta no futuro, tanto a nível Europeu como a nível da Rede Ibérica. Seria conveniente que os participantes lessem o Anexo 2 antes das II Jornadas da Rede Ibérica, que reflectissem e preparassem contributos e propostas, pelo menos, sobre os seguintes aspectos: 5

- A Área Protegida está interessada em aplicar a II fase da CETS? Planeou como fazê-lo? - Como se encaixa este texto do EUROPARC nos trabalhos já realizados na AP/Região com os empresários turísticos? - Que capacidade têm as AP (recursos económicos e humanos) para desenvolver a II fase da CETS? - Propostas de actuação; - Papel da Rede Ibérica. II POSSIBILIDADES DE FINANCIAMENTO (17:00-18:30) Contar com uma rede de AP, grupos de desenvolvimento e outras entidades que trabalham para desenvolver um turismo sustentável nas AP que fazem parte da Rede Natura 2000 e acreditados com a CETS é uma oportunidade para poder aproveitar as linhas de financiamento da União Europeia no próximo quadro comunitário 2007-2013. Os fundos são: - FEDER, Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional; - FSE, Fundo Social Europeu; - Fundo de Coesão; - FEADER, Fundo Europeu para o Desenvolvimento Rural e Agricultura; - FEP, Fundo Europeu para a Pesca. Até ao momento as iniciativas que marcaram projectos relacionados com a Carta foram o LEADER+, LIFE (para a redacção do texto da CETS), etc. Existem outros instrumentos como o INTERREG, EQUAL, etc. Para os grupos de desenvolvimento rural, que estiveram envolvidos numa parte importante das iniciativas assinaladas, um dos aspectos mais difíceis é desenvolver projectos transnacionais. Por esse motivo considerou-se estas II Jornadas como uma oportunidade para discutir e propor possíveis projectos conjuntos. O objectivo deste trabalho é propor projectos conjuntos e analisar as possibilidades para obter financiamento da EU. 6

De forma a obter os resultados previstos, seria conveniente que os participantes levassem para as Jornadas alguma proposta de projecto conjunto e do papel que poderiam assumir na Rede Ibérica. - Que experiência tem a organização na utilização de fundos europeus aplicados na CETS? - Propostas de projectos conjuntos (objecto, linhas de financiamento, participantes); - Possibilidades de pôr em marcha projectos conjuntos relacionados com a comunicação e divulgação da CETS; - Possibilidade de pôr em marcha projectos conjuntos relacionados com a II Fase da CETS, para conseguir o apoio financeiro da União Europeia; - Papel da Rede Ibérica. 7