Capítulo 3 Procedimento Experimental. CAPÍTULO 3 PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Resíduo 3.1 Determinação do Teor de Ácido Ascórbico e de Ácido Cítrico no O primeiro passo foi à preparação das soluções necessárias para realizar as titulações: - Solução de ácido oxálico 2% (5g AC. Oxálico 250mL H 2 O destilada) Foram pesados 5 gramas de ácido oxálico em um béquer de 100mL, onde água destilada foi adicionada lentamente e com o auxílio de um bastão de vidro a solução foi homogeneizada e colocada em um balão volumétrico de 250mL. O volume do balão foi completado com água destilada. - Solução de 2,6-diclorofenolindofenol 0,025% (DCFI) Foram pesados 0,0625 g de diclorofenolindofenol em um béquer de 100mL, onde água destilada foi adicionada lentamente e com o auxílio de um bastão de vidro a solução foi homogeneizada e colocada em um balão volumétrico de 250mL. O volume do balão foi completado com água destilada. - Fenolftaleína O primeiro passo foi preparar uma solução de álcool 95%, que foi feita colocando 5 ml de H 2 O destilada em um balão volumétrico de 100 ml e completando o volume com álcool. Depois foi pesado um grama de fenolftaleína, em um béquer de 100 ml, que foi diluído com a adição da solução de álcool 95%, preparada e com o auxilio de um bastão de vidro. Após homogeneização, a solução foi passada para um balão volumétrico de 100 ml e o volume completado com o álcool 95%. O balão foi envolvido com papel alumínio e colocado na geladeira. - Hidróxido de Sódio 0,1N Foram pesados 4 g de NaOH em um béquer de 100mL, e homogeneizados com água destilada e um bastão de vidro. A solução foi colocada em um balão volumétrico de 1L e o volume do balão foi completado com água destilada. A solução final foi
Capítulo 3 Procedimento Experimental 12 passada para um recipiente de plástico escuro e colocado na geladeira. O NaOH foi padronizado cada vez que foi preparado para efetuar os cálculos do teor de ácido cítrico. A padronização seguiu tais passos: 1 g de bifitalato de potássio foi pesado em uma placa de petri e colocado na estufa na temperatura de 100 o C; após duas horas na estufa a placa foi retirada e colocada para descansar por 10 minutos em um dessecador. 0.3 gramas do bifitalato foram colocados em 3 béqueres, onde foi adicionado água destilada até a completa homogeneização da solução. Foram adicionadas 3 gotas de fenolftaleína, e a solução final foi titulada com o NaOH. A partir do volume utilizado na titulação foi possível calcular a normalidade do NaOH. - Solução padrão de ácido ascórbico Foram pesados 0,1 g de ácido ascórbico em um béquer de 100 ml que foi diluído com ácido oxálico 2% preparado e com o auxilio de um bastão de vidro. Após a completa homogeneização a solução foi passada pra um balão volumétrico de 100 ml e o volume foi completado com ácido oxálico 2%. Uma alíquota de 5 ml foi retirada com uma pipeta automática e transferida para uma balão de 50 ml e o volume foi completado novamente com ácido oxálico 2%. Foram retiradas 3 alíquotas de 5 ml do balão de 50 ml que foram transferidas para 3 béqueres. Estes foram titulados com 2,6- diclorofenolindofenol 0,025% (DCFI) preparado anteriormente. Com o valor do volume utilizado na titulação foi possível calcular a quantidade em massa de ácido ascórbico no volume de DCFI. - Solução Mãe (amostra) Foram pesados 60 g da amostra de resíduos em 3 béqueres de 100 ml, nos quais foi adicionada água destilada para efetuar a homogeneização, e retirada do suco. Na sequência as soluções foram peneiradas e transferidas para 3 balões volumétricos de 250 ml, e o volume foi completado com água destilada. Após as soluções terem sido preparadas, as análises foram realizadas da seguinte forma: Teor de Ácido Ascórbico 50 ml da solução mãe foram transferidos para um balão de 100 ml, no qual o volume foi completado com ácido oxálico 2%. Três alíquotas de 25 ml foram retiradas
Capítulo 3 Procedimento Experimental 13 e passadas para 3 béqueres para efetuar a titulação com DCFI. O procedimento foi efetuado em triplicada e os volumes de DCFI gastos foram anotados e a quantidade de ácido ascórbico contida na solução foi calculada. Ter de Ácido Cítrico 50 ml da solução mãe foram transferidos para um balão de 100 ml, e 4 gotas de fenolftaleína foram adicionadas e a solução foi titulada com NaOH 0,1N. O procedimento foi efetuado em triplicada, e os volumes de NaOH gastos foram anotados e a quantidade de ácido cítrico contida na solução foi calculada. Fruta in natura 3.2 Determinação do Teor de Ácido Ascórbico e de Ácido Cítrico na Foi utilizado o mesmo procedimento realizado na determinação do teor de ácido ascórbico e ácido cítrico encontrado no resíduo. Sendo assim, primeiro preparouse as soluções necessárias para a realização das análises, isto é, solução de ácido oxálico 2%, solução de 2,6-diclorofenolindofenol 0,025%, fenolftaleína, hidróxido de sódio 0,1N, solução padrão de ácido ascórbico. A diferença no procedimento foi a massa de fruta utilizada, sendo que nesta etapa, trabalhou-se com 20g. Resíduo 3.3 Determinação do Teor de Fenólicos e de Flavonóides Totais no O primeiro passo foi à preparação das soluções necessárias para a realização das análises: - Solução de Folin ciocalteau (1:10) Com o auxilio de uma pipeta automática 5 ml de folin ciocalteau foram transferidos para um balão volumétrico de 50 ml, e o volume do balão foi completado com água destilada. Por se tratar de uma solução muito instável, teve que ser preparada na hora da aplicação e o balão teve que ser envolvido com papel alumínio e guardado na geladeira.
Capítulo 3 Procedimento Experimental 14 - Solução de Na 2 CO 3 (75 g/l) 3,75 g de Na 2 CO 3 foram pesados em um béquer de 100 ml e dissolvidos com água destilada e um bastão de vidro. Após adequada homogeneização a solução foi transferida para um balão volumétrico de 50 ml e o volume foi completado com água destilada. - Solução de NaNO 2 (5%) 2,50 g de NaNO 2 foram pesados em um béquer de 100 ml e dissolvidos com água destilada e um bastão de vidro. Após a homogeneização a solução foi transferida para um balão volumétrico de 50 ml e o volume foi completado com água destilada. Por ser muito instável, a solução foi preparada imediatamente antes da aplicação e o balão teve que ser envolvido com papel alumínio e guardado na geladeira. - Solução de AlCl3 (10%) 5 g de AlCl 3 foram pesados em um béquer de 100 ml e dissolvidos com água destilada e um bastão de vidro. Após a homogeneização a solução foi transferida para um balão volumétrico de 50 ml e o volume foi completado com água destilada. - Solução de NaOH (1M) 2 g de NaOH foram pesados em um béquer de 100 ml e dissolvidos com água destilada e um bastão de vidro. Após adequada homogeneização a solução foi transferida para um balão volumétrico de 50 ml e o volume foi completado com água destilada. - Solução mãe (amostra) Foram pesados 50 g de amostra num tubo nalgene e adicionados 70 ml de metanol (são 7 ml de metanol a cada 5 gramas de amostra). O tubo nalgene foi colocado em um agitador por aproximadamente 3 minutos, e depois disso foi colocado para descansar na ausência de luz. Após uma hora de descanso a solução foi peneirada e centrifugada por 5 minutos em 8000rpm. A solução final (extrato) foi colocada em um béquer de 100 ml. Esse procedimento foi realizado em triplicada. Após as soluções terem sido preparadas, as análises foram realizadas da seguinte forma:
Capítulo 3 Procedimento Experimental 15 Fenólicos totais Com auxilio de uma pipeta automática 5 ml do extrato foram transferidos para um tubo nalgene, onde foram adicionados 2.5 ml do reagente Folin-ciocalteau 0.2N. O tubo foi colocado em banho maria à 50 o C por 5 minutos, quando então 2 ml de Na 2 CO 3 foram adicionados a solução, que ficou mais 5 minutos no banho maria. A amostra foi esfriada em água gelada e uma alíquota foi transferida para uma cubeta que foi colocada no espectrofotômetro no comprimento de onda 622nm onde foi realizada a leitura de sua absorbância. O procedimento foi realizado em triplicada para cada um dos 3 extratos preparados anteriormente. - Branco: Foi preparado pelo mesmo procedimento, só trocando os 5 ml da amostra por 5 ml de água destilada. Flavonóides totais Com o auxílio de uma pipeta automática 2 ml do extrato foram transferidos para um tubo nalgene. No tempo t = 0, 0,3 ml de NaNO 2 (5%) foram adicionados ao tubo. No tempo t = 5 minutos, foi colocado 0,6 ml de AlCl 3 (10%) e no tempo t = 11 minutos foram adicionados 2 ml de NaOH. Para finalizar foram adicionados 2,1 ml de água destilada para completar o volume de 9,5 ml. Uma alíquota da solução final foi transferida para uma cubeta que foi colocada no espectrofotômetro no comprimento de onda 450nm onde foi realizada a leitura de sua absorbância. O procedimento foi realizado em triplicada para cada um dos 3 extratos preparados anteriormente. - Branco: Foi preparado pelo mesmo procedimento, só trocando os 2 ml da amostra por 2 ml de água destilada. natura 3.4 Determinação do Teor de Fenólicos e Flavonóides Totais na Fruta in Foi utilizado o mesmo procedimento realizado na determinação do teor de fenólicos e flavonóides totais no resíduo, ou seja, o primeiro passo foi a preparação das soluções necessárias para a realização das analises, isto é, solução de folin-ciocalteau, solução de Na 2 CO 3, solução de NaNO 2, solução de AlCl 3, solução de NaOH. A
Capítulo 3 Procedimento Experimental 16 diferença no procedimento foi que na preparação da solução mãe foram utilizadas 20g da fruta e foram colocados 10mL de metanol para cada 5 gramas de amostra. 3.5 Determinação do Teor de Umidade) Foram colocados 2 g de amostra em 3 placas de petri, que foram pesadas e as respectivas massas foram anotadas. As placas foram então colocadas em uma estufa mantida a uma temperatura de 105 o C. Após 24 horas na estufa as placas foram retiradas e colocadas para esfriar por 10 minutos num dessecador. Posteriormente foram pesadas novamente e com isso foi possível quantificar a umidade da amostra. O teor de umidade é importante para realizar os cálculos em base seca.