Dispositivos Lógicos Programáveis

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Transcrição:

PARTE 1 - TEORIA

Dispositivos Lógicos Programáveis Os dispositivos lógicos programáveis (PLD Programmable Logic Device) são circuitos integrados programáveis, que possuem um grande número de portas lógicas, flip-flops e registradores interconectados.

Tipos de PLDs existentes

FPGA O FPGA (Matriz de portas Lógicas Programáveis - Field Programmable Gate Array), trata-se de uma arquitetura baseada em blocos lógicos configuráveis que são formados por portas lógicas, flip-flops e blocos de entrada e saída que efetuam a conexão entre as saídas provenientes dos blocos lógicos.

As células lógicas do FPGA encontram-se alocadas em forma de matrizes. Tanto as células lógicas quanto o roteamento são configuráveis por software.

Vantagens de utilização do FPGA A tecnologia de FPGA é largamente utilizada devido principalmente aos seguintes fatores que ela possibilita para os projetos: - Diminuição a complexidade de hardwares; - Padronização no desenvolvimento; - Diminuição do tempo de projeto; - Pode ser aplicada em diversas áreas; - Possibilita simulação (aplicar sinais na entrada); - Tecnologia reconfigurável (ajustes e inovações); - Paralelismo (apenas para programação não sequencial);

Linguagens de Descrição de Hardware Como o FPGA trata-se de um hardware, utilizam-se linguagens de descrição de circuitos. As linguagens existentes são: Verilog e VHDL. Neste curso será utilizada a linguagem VHDL para a descrição de circuitos lógicos programáveis.

Linguagem VHDL O nome VHDL é originada do acrônimo: - V: very high speed integrated circuit; - H: hardware; - D: Description; - L: Language. Desta forma, VHDL trata-se de um nome que une as principais características desta linguagem de descrição.

Estrutura de um hardware descrito em VHDL A descrição de hardware em VHDL deve possuir as seguintes estruturas internas:

Exemplo de estrutura

Entidade (entity ) A entidade de um projeto pode representar desde uma porta lógica a um sistema complexo, sendo composta de 2 partes: declaração de entidade e arquitetura. A declaração da entidade define a interface de I/Os, já a arquitetura contém a descrição do funcionamento do hardware, ou seja, efetua a manipulação dos sinais.

Tipos de entradas e saídas A entidade pode utilizar os I/Os dos tipos IN, OUT, INOUT e BUFFER, sendo que estes devem ser declarados no início da entidade.

O tipo INOUT caracteriza uma porta bidirecional. Este tipo de porta lógica é ideal para representar um barramento de dados, onde a informação pode transitar em ambos os sentidos.

Classes de Objetos Objetos são elementos que contêm um valor armazenado. Podem ser utilizados como ferramentas do sistema para efetuar operações. Podem ser: - Constante (constant); - Variável (variable) - apenas para código sequencial - Sinal (signal).

Quais tipos de sinais podem ser utilizados na ARQUITETURA da ENTIDADE? O TIPO define as características do valor transferido pela porta. Ao declarar as portas da entidade, definem-se também o tipo de cada sinal, sendo que estes podem ser:

INFORMAÇÕES BÁSICAS DO VHDL

Quais tipos de operadores podem ser utilizados na linguagem VHDL?

Qual software será utilizado para o desenvolvimento de projetos em FPGA e onde posso encontrá-lo? Para o desenvolvimento de projetos será utilizado o Software Quartus II v.9.1.sp1 que pode ser baixado gratuitamente no endereço (https://www.altera.com/download/sw/dnl-swindex.jsp).

Interface do programa Quartus II

Quais os passos para iniciar um projeto em VHDL no Quartus II? Para INICIAR UM PROJETO, deve-se seguir os seguintes passos: Clicar em File > New Project Wizard > Next > Criar a pasta de localização e definir o nome do projeto > Next > Next > Escolher a família do FPGA utilizado > Finalizar > Clicar novamente em File > New > VHDL File.

Quais os passos para iniciar um projeto em VHDL no Quartus II?

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Implementar em FPGA a seguinte configuração de portas lógicas: