AMPLIFICADOR CLASSE A



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Transcrição:

AMPLIFICADOR CLASSE A OBJETIVOS: Verificar experimentalmente o comportamento de um amplificador classe A transistorizado e analisar as formas de onda obtidas na saída em função de um sinal aplicado na entrada. Analisar a relação de fase entre os sinais de entrada e saída e a distorção apresentada no sinal de saída, devido a mudança do ponto de operação Q. INTRODUÇÃO TEÓRICA No amplificador classe A, o transistor opera na região ativa durante todo o período do sinal CA. Isto significa que o sinal não aciona o transistor nos limites da saturação e do corte na reta de carga CA. Desta forma o sinal obtido na saída é uma réplica perfeita do sinal aplicado na entrada, exceto pela distorção de fase. Como sabemos a única configuração que inverte a fase em 180º entre os sinais de entrada e saída e a configuração E.C. (emissor comum). Nas demais configurações, ou seja, B.C. (base comum) e C.C. (coletor comum), θ = 0º. A eficiência de um amplificador classe A é a razão da saída CA de pico a pico na saída (compliance), sem cortes, no sinal que o amplificador pode produzir, em função do sinal aplicado na entrada. Algumas das importantes características do amplificador classe A são a corrente de dreno, potência de dissipação máxima no transistor, máxima potência não ceifada na carga e eficiência do estágio. PARTE PRÁTICA 1- Analise o circuito a seguir: MATERIAIS NECESSÁRIOS 1- Gerador de áudio 1- Osciloscópio 1 - Fonte de alimentação 0-20V 1- Multímetro analógico ou digital 1 - Módulo de ensaios ELO-1 Calcule o valor da corrente quiescente no coletor (I CQ ) e a tensão quiescente (V CEQ ) entre coletor e emissor e anote suas respostas na tabela 1. Eletrônica Analógica Amplificador Classe A Prof. Edgar Zuim Página 1

R s = 1KΩ - 1/4W (R21) R 1 = 10KΩ - 1/4W (R27) R 2 = 2,2KΩ - 1/4W (R21) R C = 3,9KΩ - 1/4W (R23) R E = 1,8KΩ - 1/4W (R20) R L = 1,5KΩ - 1/4W (R19) C 1 = 1µF/16V (C1) C 2 = 1µF/16V (C2) C E = 470µF/16v (C12) Q 1 = transistor 2N3904 ou BC337 (T5) 2- Calcule a anote na tabela 1, a compliance CA (variação de pico a pico do sinal) na saída e a corrente de dreno (I F ) do estágio. Veja no final desta experiência, comentários sobre a corrente de dreno. 3- Calcule a potência máxima dissipada pelo transistor, a potência máxima na carga sem ceifamento, a potência CC de entrada do estágio e a eficiência do estágio. Anote suas respostas teóricas na coluna correspondente da tabela 2. 4- Monte o circuito. Reduza o sinal do gerador a zero. Use o multímetro para medir I CQ e V CEQ, e anote esses valores na tabela 1. 5- Use o osciloscópio para observar a tensão na carga. Ajuste o gerador de sinal até que o ceifamento inicie em ambos os semiciclos. Deve-se observar que a forma de onda fica quadrada na parte superior e alongada na parte inferior. A causa desta distorção não linear é a grande variação de r e quando o coletor se aproxima do corte e da saturação. 6- Reduza o sinal do gerador até que não haja mais ceifamentos, de forma que o sinal na saída tenha a aparência de uma senóide perfeita. Meça e anote na tabela 1, a tensão CA de pico a pico. Este valor medido é uma aproximação da compliance do sinal CA de saída (pico a pico). 7- Meça e anote na tabela 1 a corrente de dreno total do estágio. 8- Calcule e anote os valores experimentais listados na tabela 2, usando os dados medidos e anotados na tabela 2. Eletrônica Analógica Amplificador Classe A Prof. Edgar Zuim Página 2

9- Ajuste o gerador de sinal até obter uma tensão de 2Vpp na carga. Note quanta distorção não linear há no sinal. Faça um breve comentário. 10- Conecte um resistor parcial de realimentação, de 220Ω, no emissor. Ajuste o gerador de sinal até obter na carga uma tensão de 2Vpp. O que ocorreu com a distorção do sinal? Justifique. TABELA 1 VALORES CALCULADO EXPERIMENTAL I CQ V CEQ PP (compliance) I F TABELA 2 VALORES TEÓRICO EXPERIMENTAL P D(MAX) P L(MAX) P F η VERIFICAÇÃO DE DEFEITOS: 1- Suponha que o resistor R 2 esteja em curto, no circuito montado nesta experiência. Calcule a compliance CA de saída e a corrente de dreno com este defeito e anote na tabela 3. 2- Repita o passo 1 para cada defeito listado na tabela 3. 3- Monte o circuito e simule cada um dos defeitos. Anote os valores de PP (compliance) e I S. PROJETO: 1- Determine um valor de R E para obter a máxima compliance CA na saída, no circuito montado nesta experiência, porém, com V CC = 20V. Anote o valor comercial na parte superior da tabela 4. Calcule e anote os outros valores pedidos na tabela 4. 2- Monte o circuito que você projetou para R E. Meça e anote PP e I F na tabela 4. Calcule os valores experimentais de P L(MAX), P F e η usando os dados medidos para PP e I F. TABELA 3: Verificação de defeitos ESTIMADO MEDIDO DEFEITO PP I F PP I F R 2 em curto C E aberto R L aberto C-E aberto Eletrônica Analógica Amplificador Classe A Prof. Edgar Zuim Página 3

TABELA 4: Projeto R E = VALORES TEÓRICO EXPERIMENTAL PP I F P L(MAX) P F η QUESTÕES: 1- Com base nos valores calculados e medidos nesta experiência, responda as seguintes questões: I) a compliance CA teórica na saída é de aproximadamente: a) 1,1V b) 2,35V c) 9V d) 15V II) a corrente de dreno total foi próxima de: a) 1,1mA b) 2,3mA c) 4,8mA d) 6,9mA III) a potência de dissipação máxima do transistor é de aproximadamente: a) 0,46mW b) 10mW c) 35,1mW d) 50mW IV) teoricamente a eficiência máxima é aproximadamente: a) 0 b) 1,3% c) 5% d) 25% 2- Conectando um resistor de realimentação parcial no emissor, de 220Ω, podemos observar que: a) reduz a tensão da fonte de alimentação b) aumenta a corrente quiescente do coletor c) diminui a distorção não linear d) aumenta a compliance CA na saída e) nenhuma das anteriores 3- Explique porque há distorção não linear no amplificador EC, quando o sinal na saída é aumentado. Eletrônica Analógica Amplificador Classe A Prof. Edgar Zuim Página 4

FORMULÁRIO AUXILIAR: Ganho de tensão com carga: A = -R C /r e ; A V = -r c /r e Ganho de corrente: A i = i c /i b, onde A i β Ganho de potência: Ap = - A v /A i onde: A v = v saida /v entrada A i = i c /i b Potência na carga: P L = V L 2 /R L onde: V L é a tensão rms na carga P L é a potência CA na carga Observando-se a tensão no osciloscópio, é conveniente utilizar a tensão de pico a pico. Desta forma: V L = 0,707V P V P = V PP /2 V L = 0,707V P = 0,707V PP / 2 logo: P L = V PP 2 / 8R L Potência CA máxima na carga: P L(max) = PP 2 / 8R L OBS: PP é a compliance c.a. de saída sem ceifamento Dissipação de potência do transistor: P DQ = V CEQ /I CQ onde: P DQ = dissipação de potência quiescente V CEQ = tensão quiescente coletor-emissor I CQ = corrente quiescente do coletor Dreno de carga: Para um amplificador com polarização por divisor de tensão na base, como o desta experiência, a fonte de alimentação V CC precisa alimentar com corrente contínua o divisor de tensão e o circuito de coletor. Para o divisor de tensão, temos: Para o circuito de coletor, temos: I 1 = V CC /R 1 + R 2 I 2 = I CQ Considerando as variações AC na saída como valor médio zero, a fonte deve fornecer uma corrente média, que é a corrente CC total drenada. I F = I 1 + I 2 Eletrônica Analógica Amplificador Classe A Prof. Edgar Zuim Página 5

Portanto: P F = V CC.I F Eficiência do estágio: η = (P L(MAX) /P F ). 100% onde: η = eficiência do estágio P L(MAX) = potência máxima na carga, para CA P F = potência CC de entrada Eletrônica Analógica Amplificador Classe A Prof. Edgar Zuim Página 6