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PARECER CFM 46/15 INTERESSADO:

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ESTADO DA PARAÍBA TRIBUNAL DE CONTAS MINISTÉRIO PÚBLICO ESPECIAL P A R E C E R

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Poder Judiciário. Estado do Rio de Janeiro Décima Nona Câmara Cível

Superior Tribunal de Justiça RECURSO ESPECIAL Nº RS (2005/ ) RELATORA : MINISTRA LAURITA VAZ RECORRENTE : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

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PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA PRIMEIRA REGIÃO SEÇÃO JUDICIÁRIA DO DISTRITO FEDERAL

Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro Primeira Câmara Criminal

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SÍNTESE DO MEMORIAL:

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PROCESSO Nº: AGRAVO DE INSTRUMENTO RELATÓRIO

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Transcrição:

RECURSO ESPECIAL Nº 942.530 - RS (2007/0084348-0) RELATOR RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : MINISTRO JORGE MUSSI : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA : JOSÉ CARLOS GUIZOLFI ESPIG E OUTRO(S) : MARIA OLGA DO COUTO PACHECO : JOSÉ LUÍS WAGNER EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. DOENÇA INCURÁVEL. ART. 186 DA LEI N. 8.112/1990. ROL EXEMPLIFICATIVO. PROVENTOS INTEGRAIS. POSSIBILIDADE. 1. Não há como considerar taxativo o rol descrito no art. 186, I, 1º, da Lei n. 8.112/90, haja vista a impossibilidade de a norma alcançar todas as doenças consideradas pela medicina como graves, contagiosas e incuráveis, sob pena de negar o conteúdo valorativo da norma inserta no inciso I do art. 40 da Constituição Federal. 2. Excluir a possibilidade de extensão do benefício com proventos integrais a servidor que sofre de um mal de idêntica gravidade àqueles mencionados no 186, I, 1º, da Lei n. 8.112/90, e também insuscetível de cura, mas não contemplado pelo dispositivo de regência, implica em tratamento ofensivo aos princípios insculpidos na Carta Constitucional, dentre os quais está o da isonomia. 3. À ciência médica, e somente a ela, incumbe qualificar determinado mal como incurável, contagioso ou grave, não à jurídica. Ao julgador caberá solucionar a causa atento aos fins a que se dirige a norma aplicável e amparado por prova técnica, diante de cada caso concreto. 4. A melhor exegese da norma em debate, do ponto de vista da interpretação sistemática, é a que extrai a intenção do legislador em amparar de forma mais efetiva o servidor que é aposentado em virtude de grave enfermidade, garantindo-lhe o direito à vida, à saúde e à dignidade humana. 5. Recurso especial improvido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas a seguir, por unanimidade, conhecer do recurso, mas negar-lhe provimento. Os Srs. Ministros Laurita Vaz, Arnaldo Esteves Lima e Napoleão Nunes Maia Filho votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Felix Fischer. Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 1 de 8

Brasília (DF), 02 de março de 2010. (Data do Julgamento). MINISTRO JORGE MUSSI Relator Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 2 de 8

RECURSO ESPECIAL Nº 942.530 - RS (2007/0084348-0) RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA : JOSÉ CARLOS GUIZOLFI ESPIG E OUTRO(S) : MARIA OLGA DO COUTO PACHECO : JOSÉ LUÍS WAGNER RELATÓRIO O EXMO. SR. MIN. JORGE MUSSI (Relator): A Universidade Federal de Santa Maria interpõe apelo especial, com fundamento na alínea a do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Federal da 4ª Região assim ementado: EMBARGOS INFRINGENTES. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. DOENÇA GRAVE E INCURÁVEL NÃO PREVISTA NA LEI N. 8.112/90. POSSIBILIDADE. Servidor público portador de doença grave e incurável, conforme atestado nos autos, pode ser aposentado nos termos do art. 186, I, da Lei nº 8.112/90. A falta de previsão expressa da doença na lei não obsta a percepção de proventos integrais, conclusão a que se chega mediante exegese da lei de acordo com os ditames da Constituição da República de 1988 (fl. 289). Sustenta violação dos artigos 186, 1º, e 190 da Lei n. 8.112/1990, por entender que somente as doenças expressamente listadas no diploma legal referido autorizam a conversão de aposentadoria por invalidez proporcional na de igual denominação com proventos integrais. Aponta que o laudo emitido pela Junta Médica da Instituição recorrida não constatou a ocorrência de quaisquer das doenças elencadas no rol do art. 186, 1º, do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis da União. Por fim, aduz que a interpretação extensiva do dispositivo legal aludido para incluir outras moléstias graves importaria ofensa ao princípio da legalidade, ao qual está jungida a Administração. Contrarrazões às fls. 321-328, ascenderam os autos ao STJ após juízo de admissibilidade positivo (fl. 341). É o relatório. Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 3 de 8

RECURSO ESPECIAL Nº 942.530 - RS (2007/0084348-0) VOTO O EXMO. SR. MIN.JORGE MUSSI (Relator): A controvérsia aqui instalada cinge-se à possibilidade de conversão de aposentadoria por invalidez proporcional em benefício similar com proventos integrais, concedido em favor de servidora portadora de doença incurável não especificada em lei. Compulsando os autos, constata-se que o juízo primevo reconheceu-lhe o direito à aposentadoria com proventos integrais por considerar o caráter irreversível e grave da doença degenerativa de coluna que a inabilita para o trabalho: cervicobranquialgia (dor cervical que se irradia para os membros superiores) e lombociatalgia (dor lombar com irradiação para os membros inferiores) (f. 161). A Corte Regional, em sede de embargos infringentes, deu-lhes provimento para consagrar a tese de que a falta de previsão legal expressa da doença que acometeu a servidora não pode obstar a pretendida conversão. A orientação do Superior Tribunal de Justiça, entretanto, firmou-se em sentido contrário. De acordo com o entendimento de ambas as Turmas da Terceira Seção, a teor do art. 186 da Lei n. 8.112/1990, não é devida a aposentadoria por invalidez com proventos integrais se a enfermidade que acometeu o servidor, ainda que grave, incurável ou contagiosa, não figura no 1º do dispositivo referido. A propósito, vejam-se os precedentes a seguir: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. MOLÉSTIA GRAVE NÃO PREVISTA NO ART. 186 DA LEI Nº 8.112/90. PROVENTOS PROPORCIONAIS. Nos termos do art. 186 da Lei nº 8.112/90, não é devida aposentadoria por invalidez com proventos integrais, ainda que incapacitante seja a doença sofrida pelo servidor, se tal doença não se encontra elencada no 1º do referido artigo. Precedentes deste e. STJ e do c. STF. Agravo regimental desprovido (AgRg no REsp 938.788/RS, Relator Ministro Felix Fischer, QUINTA TURMA, julgado em 20/11/2008, DJe 2/2/2009). AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO CIVIL. Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 4 de 8

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. DOENÇA NÃO PREVISTA NO ART. 186 DA LEI Nº 8.112/90. ROL TAXATIVO. PROVENTOS PROPORCIONAIS. PRECEDENTES. 1. O art. 186, I, da Lei nº 8.112/90, prevê a aposentadoria por com proventos integrais quando a invalidez permanente do servidor for causada por acidente em serviço, moléstia profissional, ou doença grave, contagiosa ou incurável elencada no rol taxativo do 1º. 2. In casu, a doença que ensejou a aposentadoria da servidora por invalidez não consta do rol do art. 186, 1º, da Lei nº 8.112/90, razão pela qual a agravante faz jus, tão-somente, à percepção de proventos proporcionais. Precedentes. 3. Agravo regimental improvido (AgRg no REsp 1.024.233/PR, Rel. Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, julgado em 24/6/2008, DJe 4/8/2008). Merece destaque, ainda, julgado proferido pela Corte Especial do STJ, no Mandado de Segurança n. 8.334/DF, relatoria do i. Ministro José Arnaldo da Fonseca, amparado em jurisprudência do STF, litteris: ADMINISTRATIVO. SERVIDOR. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. INCAPACITAÇÃO. ART. 186, 1º, DA LEI Nº 8.112/90. ART. 40, I, DA CF. I - Nos termos do art. 186 da Lei nº 8.112/90, a aposentadoria por invalidez com proventos integrais, ainda que grave, incapacitante e incurável seja a doença sofrida pelo servidor - Epidermólise Bolhosa Distrófica - não será, in casu, devida, pois essa moléstia não se encontra elencada no 1º do referido artigo. II - Se não houver especificação, os proventos serão proporcionais (RE nº 175.980-1, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 20/02/98). Ordem denegada (MS 8.334/DF, Rel. Ministro José Arnaldo da Fonseca, Corte Especial, julgado em 5/3/2003, DJ 19/5/2003 p. 107). Não obstante essa consolidada jurisprudência sobre o tema, peço vênia para ponderar alguns aspectos que considero necessários ao desate da lide. A Carta Constitucional estabelece que o servidor será aposentado por invalidez com proventos integrais quando decorrentes de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei (art. 40, I). Dando cumprimento ao comando constitucional, o art. 186, I, 1º, da Lei n 8.112/90, a meu ver, exemplifica as doenças que permitem o gozo de aposentadoria por invalidez com proventos integrais: O servidor será aposentado: I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei, e proporcionais Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 5 de 8

nos demais casos; [...] 1º Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis, a que se refere o inciso I deste artigo, tuberculose ativa, alienação mental, esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave, doença de Parkinson, paralisia irreversível e incapacitante, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados avançados do mal de Paget (osteíte deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e outras que a lei indicar, com base na medicina especializada. Não há como considerar taxativo o rol descrito no citado dispositivo, haja vista a impossibilidade de a norma alcançar todas as doenças consideradas pela medicina como graves, contagiosas e incuráveis, sob pena de negar o conteúdo valorativo da norma inserta no inciso I do art. 40 da Constituição Federal. Excluir a possibilidade de extensão do benefício com proventos integrais a servidor que sofre de um mal de idêntica gravidade àqueles mencionados no 1º, e também insuscetível de cura, mas não contemplado pelo dispositivo de regência, implica em tratamento ofensivo aos princípios insculpidos na Carta Constitucional, dentre os quais está o da isonomia. À ciência médica, e somente a ela, incumbe qualificar determinado mal como incurável, contagioso ou grave, não à jurídica. Ao julgador caberá solucionar a causa atento aos fins a que se dirige a norma aplicável e amparado por prova técnica, diante de cada caso concreto. A melhor exegese da norma em debate, do ponto de vista da interpretação sistemática, é a que extrai a intenção do legislador em amparar de forma mais efetiva o servidor que é aposentado em virtude de grave enfermidade, garantindo-lhe o direito à vida, à saúde e à dignidade humana. A propósito, partindo dessa premissa é que a Segunda Turma desta Corte reconheceu o direito ao saque de FGTS a empregado que possuía familiar com doença grave não prevista em lei, verbis: PROCESSUAL CIVIL. FGTS. SAQUE. DOENÇA GRAVE DE CÔNJUGE. AUSÊNCIA DE PREVISÃO NO ROL CONSTANTE DO ART. 20 DA LEI 8.036/90 E NO ART. 6º, 6º DA LC 110/2001. POSSIBILIDADE - Pacificou-se o entendimento nesta Corte no sentido de que o rol constante dos artigos 20 da Lei 8.036/90 e 6º, 6º, da LC 110/2001 não é taxativo, sendo possível o levantamento do FGTS no caso de Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 6 de 8

enfermidade grave do empregado ou de seus familiares. - Acórdão sintonizado com a jurisprudência iterativa do STJ. Incidência da Súmula 83 do STJ. - Recurso especial não conhecido (REsp 634871/PE, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado em 21/10/2004, DJ 6/12/2004 p. 268). Martins: Naquela oportunidade, asseverou o eminente Ministro Peçanha Como bem salientou o Exmo. Ministro José Delgado, "não se pode apegar, de forma rígida, à letra fria da lei, e sim considerá-la com temperamentos, tendo-se em vista a intenção do legislador, mormente perante o preceito maior insculpido na Constituição Federal garantidor do direito à saúde, à vida e à dignidade humana e, levando-se em conta o caráter social do Fundo que é, justamente, assegurar ao trabalhador o atendimento de suas necessidade básicas e de seus familiares". Na espécie, as instâncias ordinárias, soberanas no exame do conjunto probatório, afirmaram que "o perito informou tratar-se de uma lesão degenerativa e irreversível, portanto progressiva, podendo causar diminuição da sua mobilidade e dor (quesitos a, b e c)" (fl. 239). Assim, afastando a exegese rígida pretendida pela recorrente, entendo ser devida a aposentadoria integral à recorrida, ainda que a doença não esteja elencada no 1º do inciso I do art. 186 da Lei n. 8.112/90. de Santa Maria. Ex positis, nego provimento ao apelo especial da Universidade Federal É o voto. Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 7 de 8

CERTIDÃO DE JULGAMENTO QUINTA TURMA Número Registro: 2007/0084348-0 REsp 942530 / RS Número Origem: 200171020004706 PAUTA: 10/11/2009 JULGADO: 02/03/2010 Relator Exmo. Sr. Ministro JORGE MUSSI Presidente da Sessão Exmo. Sr. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO Subprocurador-Geral da República Exmo. Sr. Dr. ALCIDES MARTINS Secretário Bel. LAURO ROCHA REIS RECORRENTE PROCURADOR RECORRIDO ADVOGADO AUTUAÇÃO : UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA : JOSÉ CARLOS GUIZOLFI ESPIG E OUTRO(S) : MARIA OLGA DO COUTO PACHECO : JOSÉ LUÍS WAGNER ASSUNTO: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO - Servidor Público Civil - Aposentadoria CERTIDÃO Certifico que a egrégia QUINTA TURMA, ao apreciar o processo em epígrafe na sessão realizada nesta data, proferiu a seguinte decisão: "A Turma, por unanimidade, conheceu do recurso, mas lhe negou provimento." Os Srs. Ministros Laurita Vaz, Arnaldo Esteves Lima e Napoleão Nunes Maia Filho votaram com o Sr. Ministro Relator. Ausente, justificadamente, o Sr. Ministro Felix Fischer. Brasília, 02 de março de 2010 LAURO ROCHA REIS Secretário Documento: 948769 - Inteiro Teor do Acórdão - Site certificado - DJe: 29/03/2010 Página 8 de 8