Profissionalização do Preso



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Transcrição:

Tribunal de Contas da União - Secretaria-Geral de Controle Externo Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo Avaliação do TCU sobre a Profissionalização do Preso

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Secretaria-Geral de Controle Externo Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo Sumários Executivos Avaliação do TCU sobre a Profissionalização do Preso Ministro-Relator Marcos Bemquerer Costa Brasília 2003

Copyright 2003, Tribunal de Contas da União Impresso no Brasil / Printed in Brazil www.tcu.gov.br Para leitura completa do Relatório, Voto e Decisão nº 1.715/2002-TCU-Plenário, acesse a página do TCU na Internet, no seguinte endereço: www.tcu.gov.br/avaliacaodeprogramasdegoverno Brasil. Tribunal de Contas da União. Avaliação do TCU sobre a profissionalização do preso / Tribunal de Contas da União. - Brasília : TCU, Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo, 2002. 28p.- (Sumários Executivos/TCU-SEPROG ; 8) 1. Auditoria. 2. Preso - Profissionalização. I. Título. II. Série Catalogação na fonte: Biblioteca Ministro Ruben Rosa

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Ministros Valmir Campelo, Presidente Adylson Motta, Vice-Presidente Marcos Vilaça Iram Saraiva Humberto Guimarães Souto Walton Alencar Rodrigues Guilherme Palmeira Ubiratan Aguiar Benjamin Zymler Ministros-Substitutos Lincoln Magalhães da Rocha Augusto Sherman Cavalcanti Marcos Bemquerer Costa Ministério Público Lucas Rocha Furtado, Procurador-Geral Jatir Batista da Cunha, Subprocurador-Geral Paulo Soares Bugarin, Subprocurador-Geral Ubaldo Alves Caldas, Subprocurador-Geral Maria Alzira Ferreira, Procuradora Marinus Eduardo de Vries Marsico, Procurador Cristina Machado da Costa e Silva, Procuradora

RESPONSABILIDADE EDITORIAL SECRETÁRIO-GERAL DE CONTROLE EXTERNO Luciano Carlos Batista Secretária de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo Marília Zinn Salvucci Diretora da 1a. Diretoria Técnica da SEPROG Selma Maria Hayakawa Cunha Serpa Gerente do Projeto de Aperfeiçoamento do Controle Externo com Foco na Redução da Desigualdade Social - CERDS Glória Maria Merola da Costa Bastos EQUIPE DE AUDITORIA Eliane Vieira Martins Hiram Carvalho Leite Sueli Boaventura de Oliveira Parada Valdir Lavorato EDITORAÇÃO Diretor-Geral do Instituto Serzedello Corrêa - ISC Paulo Roberto Wiechers Martins Diretora Técnica do Centro de Documentação Evelise Quadrado de Moraes Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica Serviço de Editoração e Publicações - Sedip/ISC Revisão Marília de Morais Vasconcelos Silva Foto da Capa Hiram Carvalho Leite ENDEREÇO PARA CONTATO SOLICITAÇÃO DE EXEMPLARES TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Secretaria de Fiscalização e Avaliação de Programas de Governo - SEPROG SAFS Quadra 4 Lote 1 Edifício Anexo I, Sala 436 70.042-900 - Brasília-DF seprog@tcu.gov.br TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO Instituto Serzedello Corrêa Centro de Documentação SAFS Quadra 4 Lote 1 Edifício-Sede, Sala 003 70.042-900 - Brasília-DF biblioteca@tcu.gov.br

SUMÁRIO Apresentação... 7 A Profissionalização do Preso... 9 O que foi avaliado pelo TCU... 10 Porque foi avaliado... 10 Como se desenvolveu o trabalho... 11 O que o TCU encontrou...12 O processo de profissionalização e a melhoria das condições de acesso do preso ao mercado de trabalho... 13 O financiamento da ação Profissionalização do Preso... 14 O desenvolvimento da capacidade produtiva da pessoa presa e seus efeitos quanto à melhoria da auto-estima e do convívio social.... 16 Boas práticas identificadas... 16 O que pode ser feito para melhorar o desempenho das ações de profissionalização da pessoa presa.... 18

APRESENTAÇÃO Esta série de publicações contém as principais informações sobre o resultado das auditorias de programas sociais realizadas pelo TCU com o intuito de avaliar o desempenho do Governo Federal em áreas estratégicas para a sociedade brasileira. Com este documento pretende-se divulgar a atuação do TCU, informando aos parlamentares, órgãos governamentais, sociedade e sociedade civil organizada, sobre o desenvolvimento dos programas auditados e suas principais características. Neste número são apresentadas informações sobre auditoria realizada pelo TCU com o objetivo de avaliar a ação Profissionalização do Preso, integrante do Programa Reestruturação do Sistema Penitenciário, do Ministério da Justiça - MJ, apreciado em Sessão Extraordinária do Plenário de 12 de dezembro de 2002, sob a relatoria do Ministro Marcos Bemquerer Costa. Valmir Campelo Ministro-Presidente

A PROFISSIONALIZAÇÃO DO PRESO O Tribunal de Contas da União realizou auditoria na ação Profissionalização do Preso com o objetivo de avaliar as atividades relativas à educação, qualificação profissional e ao trabalho, desenvolvidas dentro das penitenciárias. Essa Ação faz parte do programa Reestruturação do Sistema Penitenciário, coordenado pelo Ministério da Justiça, e visa à elevação da escolaridade, à capacitação para o trabalho e à ocupação de forma produtiva das pessoas presas, bem como contribui para a melhoria da auto-estima e do convívio social. O agente financiador das ações de modernização do sistema penitenciário brasileiro é o Fundo Penitenciário Nacional Funpen. O órgão responsável pela gestão das atividades de profissionalização do preso é o Departamento Penitenciário Nacional Depen, subordinado à Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. Para a execução das ações, estabelece parcerias com os governos estaduais e com entidades da sociedade civil, mediante a celebração de convênios. Os Estados são responsáveis pela guarda da pessoa presa e pelas despesas de administração e manutenção do sistema penitenciário. O governo federal, por meio do Depen, auxilia os Estados na implementação dos princípios e regras estabelecidos na Lei de Execução Penal, colaborando com a construção de estabelecimentos e serviços penais, com a capacitação de pessoas que trabalham na administração das penitenciárias e com o ensino profissionalizante do preso. 9

O que foi avaliado pelo TCU A auditoria se propôs a verificar em que medida as ações de profissionalização favorecem a melhoria das condições para o trabalho das pessoas que cumprem pena no regime fechado. Para tanto, o TCU buscou saber se a oferta de cursos e de atividades escolares permite habilitá-las ao trabalho e, ainda, se os presos auferem renda com as atividades laborais. Foram examinados, também, os efeitos desse processo quanto à melhoria da auto-estima e do convívio social da pessoa presa. Porque foi avaliado O censo penitenciário de 1995 mostrou que a maior parte da população carcerária brasileira é composta de jovens com menos de 30 anos (54,53%), com pouco estudo (97% são analfabetos ou semi-analfabetos), cujos delitos se concentram, sobretudo, em crimes de furtos e roubos (47%). Nos últimos sete anos, a população carcerária cresceu em 50%. Em 1995, eram 95,5 pessoas presas para cada 100 mil habitantes e, hoje, são 146 por 100 mil habitantes. Dados do Sistema de Informações Penitenciárias Sipen indicam que o número de vagas existentes no sistema penitenciário (144.593) não é suficiente para acomodar cerca de 235.084 presos. Estima-se que seriam necessárias 100 mil novas vagas. As medidas necessárias à (re)educação da pessoa presa ainda são escassas, se comparadas ao número total de presos que estão no sistema penitenciário. 10

Estudos mostram que, em média, 10% dos detentos participam de programas de elevação da escolaridade. As atividades escolares e de aprendizado profissional contribuem para que o preso não volte a cometer crimes. A reincidência criminal é causada, em grande medida, pela exclusão social e pelo preconceito, pelo despreparo educacional e profissional e pela falta de oportunidade de trabalho. Como se desenvolveu o trabalho As estratégias metodológicas utilizadas para o trabalho foram o estudo de caso e a pesquisa. A coleta de dados para os estudos de caso foi realizada por meio de observação local direta e de entrevistas individuais abertas com as equipes técnicas das secretarias estaduais, diretores de penitenciárias, chefes de oficinas e presos. Foram também realizados grupos focais com professores do ensino regular e dos cursos de profissionalização. Os dados que subsidiaram a pesquisa foram obtidos por meio de questionários auto-aplicáveis, encaminhados aos secretários estaduais e a diretores de penitenciárias. Os estudos de caso foram realizados em nove estados. Em cada estado, foram visitadas duas unidades prisionais. No total, oito femininas e onze masculinas. Os questionários autoaplicáveis foram encaminhados aos secretários estaduais dos vinte e sete estados da federação e a 397 estabelecimentos penais que estão desenvolvendo ações de profissionalização. 11

O QUE O TCU ENCONTROU A auditoria verificou que o processo de qualificação profissional desenvolvido nas unidades prisionais não tem obtido os resultados esperados quanto à manutenção ou ampliação da capacidade produtiva da pessoa presa. A relação entre elevação da escolaridade, qualificação profissional e trabalho nas unidades prisionais não apresenta integração suficiente para qualificá-la como processo de profissionalização. A forma ineficiente como têm sido conduzidas as atividades de educação e trabalho tem prejudicado o desenvolvimento, e, até mesmo, a possibilidade de manutenção de aptidões para a vida produtiva e social necessárias à melhoria das condições de acesso do preso ao mercado de trabalho. Por sua vez, constatou-se que os presos que participam de atividades de elevação da escolaridade, qualificação profissional e/ou trabalho apresentam evidências de melhoria da auto-estima e do convívio social, demonstrando, entre outras, atitudes de esperança no futuro, cuidado com a higiene, preocupação com a aparência e noções de seus direitos e deveres em sociedade. 12

O processo de profissionalização e a melhoria das condições de acesso do preso ao mercado de trabalho Elevação de escolaridade, qualificação profissional e trabalho são consideradas as etapas do processo de profissionalização da pessoa presa. Essas etapas enfrentam obstáculos e não funcionam integradas, de modo a criar condições favoráveis para que as ações executadas possam encaminhar os presos para a vida produtiva e social. Constatou-se, em todas as etapas do processo, a falta de suporte operacional, gerencial e de financiamento. O desenvolvimento das atividades escolares tem se deparado com dificuldades de toda natureza. A ênfase na segurança, a falta de recursos (materiais, humanos e de infra-estrutura) e as condições insalubres de trabalho dificultam e, em muitas circunstâncias, até impedem a condução das atividades educacionais nos presídios. Uma das causas imediatas para a baixa oferta de vagas é a falta de espaço físico para o desenvolvimento de atividades educativas ou produtivas. Os cursos de qualificação profissional têm pouca influência na definição do perfil profissional do preso. Além da falta de vagas, o analfabetismo e a baixa escolaridade, quando não tiram a oportunidade do preso de qualificação profissional, dificultam o domínio do conteúdo. Um pequeno número de internos faz cursos de qualificação profissional. Destes, poucos são alocados em atividades ligadas à respectiva área de qualificação. 13

Oferta de atividades escolares, de qualificação profissional e de trabalho nos regimes fechado, semi-aberto e aberto no sistema prisional, em unidades federativas selecionadas 2001/2002. 0* 35 63 56 3$ ') $3 3% DWHQGLPHQWRHVFRODU FXUVRVGHTXDOLILFDomRSURILVVLRQDO DWLYLGDGHVODERUDLV Fonte: Ofício Circular nº 24, de junho de 2002, do Depen/GAB (dados encaminhados pelos órgãos responsáveis pelo sistema penitenciário nos estados); Relatório de Atividades da Funap/DF, de 2001; Sistema de Informações Penitenciárias do DEPEN/MJ abril de 2002 (dados relativos ao número de presos no sistema prisional). O trabalho desenvolvido nas unidades prisionais não é conduzido de modo a favorecer a melhoria das condições dos beneficiários por estar, em geral, desvinculado de processo de formação mais abrangente. A maioria das vagas é oferecida na manutenção dos presídios e são escassas as oportunidades de trabalho em oficinas de produção. O financiamento da ação Profissionalização do Preso O agente financiador do sistema penitenciário é o Fundo Penitenciário Nacional Funpen, criado pela Lei Complementar 79/94 e regulamentado pelo Decreto 1093/94. 14

Alguns estados dispõem de fundos estaduais que também contribuem para o financiamento, custeio e manutenção do sistema. De um total de R$ 311.553.421,00 alocados no programa Reestruturação do Sistema Penitenciário, em 2002, R$ 2.929.621,00 foram direcionados para a ação Profissionalização do Preso. O baixo volume de recursos investidos nas atividades limita o processo de qualificação profissional e a oferta de trabalho nos estabelecimentos prisionais. Os recursos federais do Funpen, sob gestão do Depen/SNJ/MJ, atendem pequena parte da demanda de financiamento na área avaliada. Verifica-se dependência dos Estados com relação aos cursos financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador FAT e de parcerias firmadas entre outros entes públicos e privados. As parcerias, ao invés de representarem oportunidades complementares de financiamento das ações de qualificação profissional da população carcerária, muitas vezes tornam-se única opção de captação de recursos nessa área. O Depen/SNJ/MJ adota a estratégia de promover ações de profissionalização para a população carcerária mediante a aprovação de projetos encaminhados pelos Estados. Isso caracteriza a pouca iniciativa do governo federal na promoção de ações na área. Por sua vez, ainda não estão devidamente institucionalizadas diretrizes comuns no processo de profissionalização do preso. Essas constatações, aliadas ao fato de que os Estados não têm planos voltados à ressocialização da pessoa presa, comprometem a interação das ações de profissionalização atualmente desenvolvidas. 15

O desenvolvimento da capacidade produtiva da pessoa presa e seus efeitos quanto à melhoria da auto-estima e do convívio social A forma como as ações estão orientadas dentro do sistema não possibilita acompanhamento que permita avaliar o desenvolvimento de habilidades para a vida produtiva e social do preso. Por sua vez, as experiências de acompanhamento dos ex-detentos são também raras. Em razão dessas circunstâncias, não há informações quanto à inserção dos beneficiários das ações no mercado de trabalho e, nem mesmo, quanto ao aproveitamento de eventuais oportunidades oferecidas. Apesar dessas dificuldades, é possível afirmar que as ações de profissionalização desenvolvidas nas unidades prisionais, ainda que valorizadas pelo sistema mais como ocupação, contribuem muito para a melhoria das condições de cumprimento da pena. As diferenças de atitudes são notadas por todas as equipes técnicas participantes do processo, inclusive, pelo próprio preso, que identifica as transformações provocadas pelas atividades de educação, qualificação profissional e trabalho. Boas práticas identificadas As situações chamadas boas práticas se destacam pela capacidade de articulação das equipes responsáveis pela execução das atividades escolares e de qualificação e trabalho nas penitenciárias. O setor privado é chamado a atuar dentro do sistema e busca-se a colaboração e o apoio de órgãos e entidades públicas que possam favorecer o desenvolvimento das ações. 16

Não só a carência de recursos, mas também a necessidade de aproximar a sociedade da realidade das prisões, exigem gerenciamento participativo e articulado. As práticas ocorrem, contudo, em ambiente de dificuldade extrema e o seu sucesso depende, muitas vezes, da boa vontade de professores e de técnicos envolvidos. Constata-se, em todas as etapas do processo (educação formal, qualificação profissional e trabalho) a falta de suporte operacional, gerencial e de financiamento. É necessário que haja uma melhoria das condições de operação do sistema em todos os seus aspectos. Como boa prática de gerenciamento, destaca-se o projeto Pintando a Liberdade, que tem por objetivo fomentar o desporto social no Brasil, mediante a utilização de mão-de-obra dos internos do sistema prisional para confecção de material esportivo, como, por exemplo, bolas para diversas finalidades e uniformes esportivos em geral. O projeto é gerenciado pelo Ministério do Esporte e Turismo. As equipes federal e estaduais são bastante comprometidas com a sua execução, o que leva a processo de produção e controle de qualidade uniformes. A Secretaria Nacional de Esporte do Ministério do Esporte e Turismo encontra-se presente em todas as etapas de produção, coordenando e supervisionando as equipes estaduais. Como o projeto é o que oferece maior número de vagas, tem angariado o reconhecimento da população carcerária e da administração prisional.

O que pode ser feito para melhorar o desempenho das ações de profissionalização da pessoa presa O TCU recomendou ao Ministério da Justiça, por meio da Decisão nº 1.715/2002 TCU-P, a adoção de medidas, entre as quais: desenvolver indicadores de desempenho para criar base de dados que permita a obtenção de critérios objetivos para a transferência de recursos pelo Depen/SNJ/MJ, o conhecimento do quadro de recursos públicos (federais e estaduais) envolvidos, o alcance das ações empreendidas e a possibilidade efetiva de acesso às vagas oferecidas, além da relação entre a oferta de vagas de trabalho e a respectiva qualificação profissional; estabelecer critérios objetivos para a alocação de recursos financeiros às unidades federadas, alterando o atual modelo de financiamento que transfere recursos segundo as demandas dos estados; elaborar uma agenda de discussão com os estados, visando à elaboração de planos integrados de ressocialização da pessoa presa; desenvolver instrumentos de coordenação e monitoramento das ações de educação e trabalho no sistema penal. O Tribunal de Contas da União está acompanhando a implementação das recomendações de modo a certificar-se de que os problemas levantados pela auditoria serão enfrentados de forma efetiva. 18

DECISÃO Nº 1.715/2002 TCU PLENÁRIO 1. Processo n. TC-010.535/2002-3 (c/ 01 volume). 2. Classe de Assunto: V Relatório de Auditoria Operacional nas ações nas ações Profissionalização do Preso e Produção de Material Esportivo por Detentos Pintando a Liberdade, integrantes do Programa Reestruturação do Sistema Penitenciário, da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. 3. Responsável: Ângelo Roncalli de Ramos Barros, Diretor. 4. Unidades: Departamento Penitenciário Nacional da Secretaria Nacional de Justiça Depen/SNJ. 5. Relator: Auditor Marcos Bemquerer Costa. 6. Representante do Ministério Público: não atuou. 7. Unidade Técnica: Seprog. 8. Decisão: O Tribunal Pleno, diante das razões expostas pelo Relator, DECIDE: 8.1 recomendar: 8.1.1 à Casa Civil da Presidência da República, com base nas competências previstas no art. 2º da Lei nº 9.649, de 27 de maio de 1998, que coordene as ações de governo relativas à educação formal, à qualificação profissional e ao trabalho direcionadas à população carcerária para que, em articulação com o Ministério da Justiça, seja formulada política pública federal voltada à ressocialização da pessoa presa. 8.1.2 ao Ministro da Justiça que: 19

a) encaminhe diretamente aos governadores de estado, aos ministérios públicos estaduais e aos presidentes dos tribunais de justiça dos estados e do Distrito Federal e territórios os relatórios das inspeções realizadas nas unidades prisionais pelo Departamento Penitenciário Nacional da Secretaria Nacional de Justiça, a fim de que seja dado conhecimento a essas autoridades do inteiro teor desses documentos; b) envide esforços no sentido de que seja aprovado projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional (PL-37/1999) que trata da remição da pena pela educação, conforme disposto na Resolução nº 5, de 19 de julho de 1999, do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária; c) promova gestões junto ao Ministério do Trabalho e Emprego para verificar a viabilidade da transferência de recursos oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador FAT para o Ministério da Justiça, com vistas ao financiamento de ações de profissionalização da pessoa presa em todo o país, de forma a atender às especificidades da clientela carcerária; d) promova gestões junto ao Ministério da Educação para viabilizar a supervisão das atividades educacionais desenvolvidas dentro dos estabelecimentos penais (material, carga horária, número de professores, aplicação dos instrumentos disponíveis ao programa de jovens e adultos), a fim de favorecer a elevação da escolaridade das pessoas presas, em observância ao art. 10 e inciso IV do art. 11 da Lei de Execução Penal; e) estabeleça grupo de contato de auditoria, com a participação do Departamento Penitenciário Nacional e da Secretaria Federal de Controle Interno, para atuar como canal de comunicação com este Tribunal e para acompanhar a implementação das recomendações desta Corte de Contas, a evolução dos indicadores de desempenho e o atingimento das respectivas metas; 20

8.1.3 à Secretaria Nacional de Justiça, por meio do Departamento Penitenciário Nacional: a) criar ação de desenvolvimento e fortalecimento institucional no programa Reestruturação do Sistema Penitenciário; b) estabelecer uma agenda de discussão do Termo de Referência Para Elaboração de Projetos com os estados, a fim de aprimorar o documento em relação à formação educacional e cultural no sistema prisional e estabelecer diretrizes comuns no processo de qualificação profissional do preso; c) promover levantamento nacional da estrutura física disponível nas unidades penais que possam ser utilizadas para a educação e produção, com vistas ao apoio financeiro dos estados no estabelecimento dos meios necessários a tais fins, definindo o mínimo aceitável para repasse de recursos; d) identificar as necessidades de financiamento das ações de profissionalização das unidades federadas, com vistas a orientar a distribuição dos recursos da União; e) estabelecer critérios objetivos para a alocação de recursos financeiros às unidades federadas, alterando o atual modelo de financiamento que transfere recursos segundo as demandas dos estados; f) elaborar uma agenda de discussão com os estados, visando à elaboração de planos integrados de ressocialização da pessoa presa; g) consolidar informações relativas às fontes e aos volumes de recursos utilizados pelas unidades federadas, com vistas a dimensionar a necessidade de financiamento do sistema penitenciário; 21

h) apoiar as secretarias estaduais responsáveis pela administração das unidades prisionais para que sejam implementados programas permanentes de capacitação de servidores estaduais do sistema penitenciário, visando a conscientizá-los da importância das ações relativas à educação e ao trabalho do preso; i) articular, em nível nacional, parcerias governamentais e não governamentais para o fomento das ações de qualificação profissional no sistema penitenciário; j) incluir, em cadastro nacional, informações quanto à oferta de educação formal, de qualificação profissional e de trabalho nas unidades prisionais, especificando o número de presos beneficiados e o custo envolvido em cada área; l) desenvolver instrumentos de coordenação e monitoramento das ações de educação e de trabalho no sistema penal; m) orientar os estados a formalizar termos de parcerias com todas as empresas que utilizam a mão-de-obra do interno, ainda que o trabalho esteja sendo desenvolvido em caráter experimental; n) adotar mecanismos de controle que permitam assegurar o disposto no art. 29, caput, da Lei nº 7.210, de 11/07/1984, a fim de que sejam observados os limites da remuneração do trabalho das pessoas presas; o) promover a divulgação periódica de boas práticas identificadas nos estados na condução do processo de profissionalização da pessoa presa; p) apoiar experiências de acompanhamento do egresso para avaliar o resultado das ações desenvolvidas intramuros e gerar informações precisas sobre a inserção do reeducando no mercado de trabalho; 22

q) instituir os seguintes indicadores de desempenho destinados ao acompanhamento e avaliação gerencial da Ação: custo médio aluno/hora / área de qualificação profissional; total de recursos financeiros federais e/ou estaduais alocado para qualificação profissional / número de treinandos; número de internos matriculados no ensino fundamental, médio e superior / número médio de internos nas unidades prisionais; número de treinandos em cursos de qualificação profissional / número médio de internos nas unidades prisionais; número de treinandos que participaram de mais de um curso de qualificação profissional / total de participantes em cursos de qualificação profissional; número de oficinas que funcionam intramuros com recursos provenientes de entidades parceiras / número de oficinas que funcionam intramuros exclusivamente com recursos públicos; número de treinandos direcionados para o trabalho na respectiva área de qualificação / total de treinandos; 8.2 determinar ao Departamento Penitenciário Nacional que remeta ao TCU, no prazo de 120 dias, plano de ação, contendo conjunto de metas correspondentes aos indicadores de desempenho recomendados, contemplando prazo para o atingimento dessas metas, e o cronograma de adoção das medidas necessárias à implementação das recomendações aprovadas pelo Tribunal, com o nome dos responsáveis pela implementação dessas medidas; 23

8.3 encaminhar cópia da Decisão que vier a ser adotada pelo Tribunal, bem como do Relatório e da Proposta de Decisão que a fundamentarem, para os titulares dos seguintes órgãos e entidades: 8.3.1 Ministério da Justiça; 8.3.2 Ministério do Esporte e Turismo; 8.3.3 Secretaria Federal de Controle Interno; 8.3.4 Secretaria Nacional de Justiça do MJ; 8.3.5 Secretaria Nacional de Esporte do MET; 8.3.6 Departamento Penitenciário Nacional/SNJ/MJ; 8.3.7 Secretarias de justiça ou congêneres dos estados da federação e do Distrito Federal; 8.3.8 Fundações de Amparo ao Trabalhador Preso dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e do Distrito Federal; 8.3.9 Unidades prisionais localizadas nos estados do Paraná (Penitenciária Feminina de Piraquara, Penitenciária Industrial de Guarapuava e Prisão Provisória de Curitiba); do Rio Grande do Sul (Presídio Central de Porto Alegre); de Santa Catarina (Penitenciária de Florianópolis e Presídio Feminino de Florianópolis); de São Paulo (Penitenciária do Estado de São Paulo e Penitenciária Feminina da Capital); de Minas Gerais (Penitenciária Nelson Hungria e Penitenciária Industrial Estevão Pinto); da Paraíba (Centro de Reeducação Feminino Maria Júlia Maranhão e Instituto Penal Desembargador Sílvio Porto); do Ceará (Penitenciária Industrial Regional do Cariri e Instituto Penal Feminino Desembargador Auri Moura Costa) e do Pará (Presídio Estadual Metropolitano e Centro de Reeducação Feminino); 8.3.10 Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do 24

Congresso Nacional, da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação e da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara do Deputados; e da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal; 8.4 autorizar a conversão destes autos em acompanhamento, encaminhando-os à 3ª Secex para o monitoramento da implementação das recomendações que vierem a ser exaradas pelo Tribunal. 8.5 determinar a publicação desta Decisão, acompanhada do Relatório e Voto que a fundamentam, bem com do Relatório de Auditoria constante dos autos, na Revista Auditorias do TCU. 9. Ata nº 49/2002 Plenário 10. Data da Sessão: 12/12/2002 Extraordinária 11. Especificação do quorum: 11.1. Ministros presentes: Humberto Guimarães Souto (Presidente), Iram Saraiva, Valmir Campelo, Adylson Motta, Walton Alencar Rodrigues, Guilherme Palmeira, Ubiratan Aguiar e Benjamin Zymler. 11.2. Auditores presentes: Lincoln Magalhães da Rocha, Augusto Sherman Cavalcanti e Marcos Bemquerer Costa (Relator). HUMBERTO GUIMARÃES SOUTO Presidente MARCOS BEMQUERER COSTA Relator 25

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