PROJETO DE MONOGRAFIA TERCEIRIZAÇÃO DAS ATIVIDADES ACESSÓRIAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA : ESCRITURAÇÃO DA DESPESA DE PESSOAL CONSOANTE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL Edna Aparecida da Silva Brasília-DF 2008
5 TERCEIRIZAÇÃO DAS ATIVIDADES ACESSÓRIAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA : ESCRITURAÇÃO DA DESPESA DE PESSOAL CONSOANTE A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL Projeto de pesquisa apresentado ao Programa de Pós-graduação do Cefor como parte das exigências do urso de especialização em orçamento público. Aluna Edna Aparecida da Silva Brasília-DF. 2008
SUMÁRIO 1 DEFINIÇÃO E DELIMITAÇÃO DO TEMA... 4 2 JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO...4 3 MARCO TEÓRICO... 5 4 OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS...5 4.1 Objetivo geral...5 4.2 Objetivos específicos... 5 5 METODOLOGIA...6 6 ESTRUTURA PRELIMINAR DA MONOGRAFIA... 6 7. CRONOGRAMA... 6 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...7
4 1 DEFINIÇÃO DO TEMA E DELIMITAÇÃO Tema: A terceirização das atividades acessórias da Administração Pública. Delimitação: A escrituração da despesa de pessoal consoante a Lei de Responsabilidade Fiscal. 2 JUSTIFICATIVA E PROBLEMATIZAÇÃO A Administração Pública, com o intuito de melhorar a qualidade e aumentar a eficiência na prestação dos serviços públicos, vem, em conformidade com o que preconiza o art. 10, 7º, do Decreto-Lei n. 200/67, in verbis, cada vez mais, utilizando-se dos chamados contratos de terceirização. Art. 10. A execução das atividades da Administração Federal deverá ser amplamente descentralizada: 7º. Para melhor desincumbir-se das tarefas de planejamento, coordenação, supervisão e controle e com o objetivo de impedir o crescimento desmesurado da máquina administrativa, a Administração procurará desobrigar-se da realização material de tarefas executivas, recorrendo, sempre que possível, à execução indireta, mediante contrato, desde que exista, na área, iniciativa privada suficientemente desenvolvida e capacitada a desempenhar os encargos da execução. Todavia, a adoção dessa modalidade de contratação tem gerado muita polêmica e suscitado muitas dúvidas por parte dos administradores públicos, tais como: (a) quais atividades podem ser terceirizadas? (b) a despesa oriunda desses tipos de ajuste é computada no limite de gasto com pessoal estabelecido na Lei n. 101, de 4 de maio de 2000? (c) qual é a responsabilidade do Poder Público no caso de inadimplemento das obrigações pela empresa contratada? Considerando-se que a Administração Pública vem implementando inúmeras reformas com vistas a diminuir a burocracia da máquina estatal e que a terceirização constitui, ao lado de outros instrumentos bastante em voga, uma possibilidade, estabelecida no âmbito da lei, para redução da participação do Estado em tarefas impróprias 1, justifica-se um aprofundamento no estudo do tema a fim de dirimir as questões supra-suscitadas. 3 MARCO TEÓRICO A pesquisa tem como ponto de partida os ensinamentos do renomado mestre e doutrinador do direito administrativo, Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, para quem o fenômeno da terceirização ainda apresenta divergências na sua aplicação. 2 1 FERNDANDES, Jorge Ulisses Jacoby. Responsabilidade Fiscal, questões práticas na função do ordenador de despesa; na terceirização da mão-de-obra; na função do controle administrativo. Brasília: Brasília Jurídica, 2002. p. 57. 2 Id. Ibid., p. 81.
5 Ademais, no entendimento do referido autor 3 : Como regra, não podem ser terceirizadas as atividades: - típicas do Estado, consideradas próprias ou atividades-fim da Administração Pública; - inerentes às categorias funcionais abrangidas pelo plano de cargos do órgão ou entidade, salvo expressa disposição legal em contrário ou quando se tratar de cargo extinto, total ou parcialmente, no âmbito do quadro geral de pessoal; - cuja despesa vá além do limite de despesa, definido como teto no art. 72 da Lei de Responsabilidade Fiscal. No que tange à contabilização das despesas oriundas da contratação de terceiros, Jacoby preleciona, in verbis: A Lei de Responsabilidade Fiscal cuidou da terceirização apenas quando essa implicar em substituição de mão-de-obra: nessa hipótese definiu como devem ser contabilizadas as despesas e definiu um limite máximo para esse tipo de despesa durante o prazo de três exercícios. A cautela com que agiu o legislador, coloca-se em linha de consonância com as restrições, sistematicamente, impostas ao uso dos contratos de terceirização, para mascarar uma ilícita intermediação de mão-de-obra. Nenhum dos dois dispositivos citados, porém, versa ou pode ser interpretado, como versando genericamente sobre despesas de serviços em geral, pois essa exegese levaria à inconstitucionalidade, uma vez que a Constituição Federal não autoriza a União a limitar o poder de gasto, especificamente, com esse tipo de contrato. A constitucionalidade pode ser facilmente alcançada com a conhecida possibilidade, de dar interpretação conforme a Constituição Federal. Desse modo, o Congresso Nacional estabelece limites de dívida e de pessoal e a inteligência do 1º do art. 18 c/c o 72 da Lei de Responsabilidade Fiscal está exatamente em limitar a despesa de serviços daqueles que tentam substituir mão-de-obra. Portanto, essa é a matriz teórica, a partir da qual se pretende responder às dúvidas suscitadas em torno do fenônemo terceirização. 4 OBJETIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS: 4.1 Objetivo Geral Analisar os aspectos jurídicos e administrativos da terceirização das atividades materiais acessórias da Administração Pública. 4.2 Objetivos específicos (a) Delimitar as atividades da Administração Pública que podem ser terceirizadas; (b) Descrever a forma de contabilização das despesas de pessoal oriundas dos contratos de prestação de serviços por terceiros; (c) Definir a responsabilidade da Administração Pública perante os trabalhadores terceirizados quando do inadimplemento da empresa prestadora dos serviços. (d) Identificar posicionamento majoritário dos Tribunais de Contas e do Trabalho a respeito da matéria. 3 Id. Ibid., p. 82
6 5 METODOLOGIA No presente trabalho adotar-se-á a pesquisa exploratória, mediante análise de material bibliográfico, documental e jurisprudencial. 6 ESTRUTURA PRELIMINAR DA MONOGRAFIA Introdução Capítulo 1 Terceirização de mão-de-obra 1. Noções e breve registro da evolução histórica 2. Contexto histórico-político 3. Terceirização no serviço público Capítulo 2 Contabilização da Despesa de Pessoal 1. Regras sobre contabilização 1.1. O conteúdo do art. 18, 1º, da LRF 1.2. O conteúdo do art. 72, da LRF 2. Limites à despesa com terceiros Conclusão 7 CRONOGRAMA - 2008 FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET Entrega do Projeto de monografia X Levantamento do material bibliográfico X Leitura e fichamentos X X X Redação da primeira versão do texto X X Revisão X X Redação da Versão Final X X Apresentação/defesa X 6 REFERÊNCIAS PRELIMINARES CORREIA, Arícia Fernandes; FLAMMARION, Eliana Pulcinelli; VALLE, Vanice Regina Lírio do. Despesa de Pessoal: A Chave da Gestão Fiscal Responsável Teoria e Prática. Rio de Janeiro: Forense, 2001. 295 p. FERRAZ, Luciano. Lei de Responsabilidade Fiscal e Terceirização de mão-de-obra no serviço Público. Salvador: Revista Diálogo Jurídico, Vol. I, n. 4, 2001. Disponível em: http://www.direitopublico.com.br. Acesso em: 31 de maio de 2007. FERNANDES, Jorge Ulisses Jacoby. Responsabilidade fiscal: questões práticas na função de ordenador de despesas; na terceirização de mão-de-obra; na função do controle administrativo. Brasília: Brasília Jurídica, 2002. 393 p. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002. 175 p.
7 MEZZAROBA, Orides; MONTEIRO, Cláudia Servilha. Manual de metodologia da pesquisa no direito. São Paulo: Saraiva, 2006. 344 p. OLIVEIRA, Regis Fernandes de. Responsabilidade Fiscal. São Paulo: RT, 2002. 172 p. RAMOS, Dora Maria de Oliveira. Terceirização na administração pública. São Paulo: LTr, 2001. 175 p. SCHMITT, Paulo Marcos. Os contratos de serviços de terceiros e a Lei de Responsabilidade Fiscal Escrituração das contas públicas. Disponível em: http://zenite.com.br. Acesso em 10 de maio de 2007.