Medidas da Luz - (1) (2)

Documentos relacionados
Estrelas Variáveis Cefeidas Como Indicadores de Distâncias

No manual da webcam, ele descobriu que seu sensor de imagem tem dimensão total útil de 2

Estrelas EIXO PRINCIPAL O SOL

Instrumentação para Espectroscopia Óptica. CQ122 Química Analítica Instrumental II 2º sem Prof. Claudio Antonio Tonegutti

Introdução à Astrofísica. Telescópios. Rogemar A. Riffel

Refração da Luz Índice de refração absoluto Índice de refração relativo Leis da refração Reflexão total da luz Lentes Esféricas Vergência de uma lente

ÓPTICA GEOMÉTRICA. Lista de Problemas

Plano de aula. 5. Metodologia: Aula expositiva dialógica orientada pela interação: alunos professor conhecimento.

FSC1057: Introdução à Astrofísica. A Via Láctea. Rogemar A. Riffel

Óptica Geométrica. Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Dr. Edalmy Oliveira de Almeida

As galáxias emitem radiação ao longo do espectro desde altas freqüências (raios gama) até baixas freqüências (ondas de radio).

ANÁLISE QUÍMICA INSTRUMENTAL

Abril Educação Astronomia Aluno(a): Número: Ano: Professor(a): Data: Nota:

Propriedades Planetas Sol Mercúrio Vênus Terra. O Sistema Solar. Introdução à Astronomia Fundamental. O Sistema Solar

Além do Modelo de Bohr

Aula 08 Sistema Solar

DISCIPLINA EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÕES NÃO IONIZANTES 1º. QUADRIMESTRE DE 2012

2. (UFAL) O esquema a seguir representa o eixo principal (r) de um espelho esférico, um objeto real O e sua imagem i conjugada pelo espelho.

6ª série / 7º ano U. E 05

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Módulo 5 - Radiações Não-Ionizantes

FÍSICA E TECNOLOGIAS DA ÓPTICA 414EE TEORIA

TELESCÓPIOS. Roberto Vieira Martins Pesquisador Titular do Observatório Nacional Pesquisador Associado ao Observatório de Paris. Apresentação...

Tópicos em Meio Ambiente e Ciências Atmosféricas

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS RELATÓRIO FINAL DE INSTRUMENTAÇÃO PARA ENSINO - F-809

Sistema GNSS. (Global Navigation Satellite System)

Introd. Física Médica

Telescópios. Características Tipos Funcionamento. João F. C. Santos Jr. v1

Galáxias. Prof. Miriani G. Pastoriza

DESCRITORES DAS PROVAS DO 1º BIMESTRE

Telescópios: de Galileu à Óptica Adaptativa. João E. Steiner IAG/USP

Teste de Avaliação 3 B - 08/02/2013

Introdução à Astrofísica. O Sol. Rogemar A. Riffel

3º Bimestre. Física II. Autor: Geraldo Velazquez

Iluminação artificial

Antes de tudo fica aqui o aviso mais importante de todos os documentos relacionados com esta temática: este é um documento conceptual.

Espectrofotometria Pro r fe f ssor H elber Barc r ellos

Introdução ao Sensoriamento Remoto. Sensoriamento Remoto

Física B Extensivo V. 1


Reconhecimento e explicação da importância da evolução tecnológica no nosso conhecimento atual sobre o Universo.

C5. Formação e evolução estelar

DEFIJI Semestre :07:19 1 INTRODUÇÃO

Os fenômenos climáticos e a interferência humana

Seleção de comprimento de onda com espectrômetro de rede

V = 0,30. 0,20. 0,50 (m 3 ) = 0,030m 3. b) A pressão exercida pelo bloco sobre a superfície da mesa é dada por: P p = = (N/m 2 ) A 0,20.

AQUECEDOR SOLAR A VÁCUO

Top Guia In.Fra: Perguntas para fazer ao seu fornecedor de CFTV

Underwater Comunicação Rádio

LENTES E ESPELHOS. O tipo e a posição da imagem de um objeto, formada por um espelho esférico de pequena abertura, é determinada pela equação

Biofísica da Visão. OLHO EMÉTROPE é o olho normal, sem defeitos de visão.

Universidade Estadual de Campinas. Instituto de Física Gleb Wataghin. F Tópicos de Ensino de Física. Relatório Parcial

Como as estrelas se formam?

Alguma das vantagens e desvantagens dos computadores ópticos é apresenta a seguir.

INTRODUÇÃO À ÓPTICA GEOMÉTRICA 411EE

Como representar uma lente convergente e uma lente divergente.

CURSO PROFISSIONAL TÉCNICO DE ANÁLISE LABORATORIAL

Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica Corpo de Criação e Desenvolvimento. Processo de Seleção para Olimpíadas Internacionais de 2012

EXPERIMENTO N o 6 LENTES CONVERGENTES INTRODUÇÃO

Colimação de um telescópio. Newtoniano

DESCARGAS ELÉTRICAS ATMOSFÉRICAS

CONHECENDO A FAMÍLIA DO SOL. META Apresentar as características dos corpos que constituem a família do Sol.

FOTO = luz GRAFIA = escrever

Cor e frequência. Frequência ( ) Comprimento de onda ( )

Perguntas e Respostas sobre Telescópios. Telescopio Refrator. tub o Bandeja porta oculares Haste de micro ajuste Tripé. Buscador Ajuste de foco

MÓDULO 9. A luz branca, que é a luz emitida pelo Sol, pode ser decomposta em sete cores principais:

Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de Física Departamento de Astronomia. Estrelas. Prof. Tibério B. Vale

76. A resultante das forças que atuam nesse automóvel, enquanto ele se move no trecho plano e reto da estrada, é nula.

Espectros de radiação descontínuos e a composição do Universo. Espectros de emissão e de absorção

CA 6 - Apropriar-se de conhecimentos da Física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.

FÍSICA DO RX. Cristina Saavedra Almeida fisicamed

1.º PERÍODO. n.º de aulas previstas DOMÍNIOS SUBDOMÍNIOS/CONTEÚDOS OBJETIVOS. De 36 a 41

EDUCAÇÃO E MEIO AMBIENTE. 1.0 Introdução

TESTES REFERENTES A PARTE 1 DA APOSTILA FUNDAMENTOS DA CORROSÃO INDIQUE SE AS AFIRMAÇÕES A SEGUIR ESTÃO CERTAS OU ERRADAS


Aula 9 ESCALA GRÁFICA. Antônio Carlos Campos

Interbits SuperPro Web Física XIII Paulo Bahiense, Naldo, Wilson e Ausgusto

Professor (a): Pedro Paulo S. Arrais Aluno (a): Ano: 9 Data: / / LISTA DE FÍSICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE FÍSICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENSINO DE FÍSICA

Medidas da Luz - (1) (2)

As fases da Lua. Depois do Sol, o astro que sempre despertou. Desenhe as fases da Lua que você conhece.

Princípios 6 Transformação de energia solar em eletricidade 6 Modelo solar com um módulo solar 7

2. Fundamentos Físicos: Laser e Luz Intensa Pulsada

INSTRUMENTAÇÃO E CONTROLE DE PROCESSOS MEDIÇÃO DE TEMPERATURA TERMÔMETROS DE RESISTÊNCIA

MICROSCOPIA ELETRÔNICA DE VARREDURA E MICROANÁLISE QUÍMICA PMT-5858

08/12/2014 APLICAÇÕES DE ESPELHOS ESFERICOS TEORIA INTRODUÇÃO. Departamento de Física, Campus de Ji-Paraná Semestre2014-2

Elementos e fatores climáticos

INSTRUMENTAÇÃO. Eng. Marcelo Saraiva Coelho

FÍSICA FENÔMENOS ONDULATÓRIOS E MAGNETISMO FÍSICA 1

7 as Olimpíadas Nacionais de Astronomia

Telescópios. Mirian Castejon AGA 210

ERGONOMIA. Introdução

ILUMINAÇÃO NA ARQUITETURA. Prof. Arq. Minéia Johann Scherer

A VIA LÁCTEA, NOSSA GALÁXIA

(D) A propriedade que permite reconhecer dois sons correspondentes à mesma nota musical, emitidos por fontes sonoras diferentes, é a frequência.

Série 3ª SÉRIE ROTEIRO DE ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO E REVISÃO 3º BIMESTRE / 2013

a) côncavo. b) convexo. c) plano. d) anatômico. e) epidérmico.

Automação Industrial Parte 5

CA 6 - Apropriar-se de conhecimentos da Física para, em situações problema, interpretar, avaliar ou planejar intervenções científico-tecnológicas.

Espectrofotometria Molecular UV-VIS

Transcrição:

Medidas da Luz - (1) Instrumentos de Captação da Radiação: telescópios e detetores - (2) (1) Luminosidade Fluxo Brilho Magnitude Aparente Sandra dos Anjos (2) Telescópios para Luz Visível: - Telescópios Refratores e Refletores - Poder de Resolução de um Telescópio - Sensibilidade - Optica Ativa e Adaptativa - Instrumentos para Análise da Luz Telescópios para Luz Invisível: - Radiotelescópios - Telescópios Ultravioleta - Telescópios Infra-Vermelho - Telescópios Raios-X -Telescópios Raios-gama IAG/USP www.astro.iag.usp.br/~aga210/ 2o semestre de 2015

Emissão da Luz A luz emitida de uma fonte, como por exemplo uma lâmpada incandescente ou uma estrela, é uma grandeza intrínseca da fonte e fornece a energia emitida por unidade de tempo, igualmente distribuída em todas as direções (isotrópica). Na física esta grandeza é definida como luminosidade (L) e é medida pela potência emitida em unidades de Watts.

Propagação da Luz A propagação da luz ocorre em todas as direções a partir da fonte emissora. - Isso significa que a medida que a luz se afasta da fonte, ela espalha-se ao longo de uma superfície cada vez maior... como se observa na figura abaixo.

Propagação da Luz Fluxo ou Brilho A energia que se propaga no espaço, por unidade de superfície ou área e por unidade de tempo, definida com sendo o Fluxo, é então distribuída e difundida no espaço dependendo da distância percorrida. 1 Portanto, o fluxo luminoso (energia por unidade de área e por unidade de tempo) diminui com o quadrado da distância à fonte. Esta superfície, ou área (A), cresce de acordo com o quadrado da distância, como se observa na Fig. abaixo. 1 1/4 1/9 (ergs s-1 cm-2) Lei do inverso do quadrado da distância

Em síntese... Luminosidade - Grandeza intrínseca da fonte, e fornece a energia emitida em todas as direções por unidade de tempo = potência emitida em unidades de Watts. - É uma grandeza que não depende da distância Brilho ou fluxo - Grandeza observada e medida nos detetores de telescópios. Fornece a energia por unidade de tempo e por unidade de superfície. - É uma grandeza que depende da distância. - É expresso por um número denominado magnitude aparente, que por definição é uma quantidade que serve para caracterizar o brilho aparente de um astro. Este número diminui a medida que o brilho aumenta.

Por exemplo: luminosidade do Sol: 3,86 x1026 Watt brilho aparente do Sol na Terra: 1373 Watt/metro2. luminosidade de Sirius ( CMa): 1,0 x1028 Watt (i.e., 26,1 x Lsolar = Lo) brilho aparente de Sirius na Terra: 0,12 Watt/km2 lâmpada de 100 Watt brilho aparente a 2 metros de distância: 2 Watt/metro2. luminosidade da galáxia de Andrômeda: 1037 Watt brilho aparente de Andrômeda: 0,0014 Watt/km2.

Magnitude Aparente (m) No séc. II a.c., Hiparco classifica, a olho nú, as estrelas em magnitudes. As estrelas mais brilhantes, que aparecem no céu logo ao entardecer, são de 1 a magnitude. As estrelas mais fracas, que surgem quando o céu está bem escuro, são de 6 a magnitude. A escala de Hiparco segue a sensibilidade da visão humana, que é logarítmica!...ou seja, o olho humano tem uma resposta logarítmica ao brilho. É uma escala de brilho aparente. É uma escala invertida: maior brilho tem a menor magnitude. A escala de magnitude usada hoje é descendente direta da escala de Hiparco.

Magnitude Aparente - (m) 100 40 Mag ni t ud e Br i l h o Fluxo Medido 16 6 2,5 1 1 2 3 4 5 m = C 2,5 log F 6 Magnitude

Magnitude Aparente (m) No séc. XIX, com medidas fotométricas de estrelas, estabelece-se uma escala de magnitude quantitativa. Define-se então que uma diferença de 5 magnitudes corresponde a um fator 100 x em fluxo. Aplicando-se esta definição a escala de brilho de Hiparco, baseada no olho humano temos: 5 100=100 =2,512 1/5 Ou seja, uma diferença de uma magnitude implica em razão de brilho de 2,512. Uma estrela de magnitude 1 é duas vezes e meia mais brilhante que uma estrela de magnitude 2, que também é duas vezes e meia mais brilhante que uma estrela de magnitude 3 e assim por diante...

Magnitude Aparente (m) Em 1856, o astrônomo inglês Norman Robert Pogson (1829 1891) apresentou uma fórmula matemática que ajustava a escala de magnitude de Hiparco à resposta logarítmica do olho humano. Uma estrela a uma distância d terá o fluxo dado pela eq. Definindo a magnitude como sendo: (1) m= 2,5log F (observado) (2) O sinal negativo é para impor a relação inversa entre magnitude e brilho, ou seja, a magnitude aumenta quando o fluxo diminui. Substituindo (1) em (2) temos: L 2 ( )= m= 2,5log = 2,5log L 2,5 log4πd 2 4πd 2,5log L+ 2,5log4π+2,5log d 2 Chamando: C= 2,5log4π Obtemos: m=c 2,5log L+5log d C é uma constante que define o zero da escala e depende do sistema fotométrico.

Limites Inferior e Superior de Magnitude Aparente - (m) 30 Hubble, Keck (30 mag) objetos muito fracos 0 Sirius (-1,5) Vênus (-4,4) telescópio de 1m (18 mag) 20-10 Lua cheia (-12,5) 10 binóculo (10 mag) Estrela de Barnard (9,5 mag) olho nu (6) Polaris (2,5) Betelgeuse (0.8) 0 alfa Centauri (0) -20 Lâmpada de 100W a 1metro Sol (-26,5) -30 objetos muito brilhantes Exemplos de magnitude: correspondem ao brilho (fluxo) que observamos. Sol = 26,75 Lua cheia = 12 Vênus = 4,4 Vega (α Lira) = 0 Sirius = 1,6 Plutão = +15 lâmpada de 100 W a 1 metro de distância = 21 limite do olho nu = +6 limite de um telescópio de 1 metro = +18; limite do telescópio Hubble (2,5 m no espaço) e do Keck (10m) = +30. O objeto mais fraco observado hoje tem m=31 mag. É da ordem de 109 vezes mais fraco que a estrela mais fraca observada a olho nú

Como e que tipo de instrumento realiza a observação e medida da luz?

História...informações gerais Desde o século VII instrumentos como quadrantes e torqueti, ampulheta (fig.1), astrolábios (fig.2) e esferas armilares(fig.3), já faziam parte do acervo dos Observatórios em Bagdá, Cairo, Damasco e outros centros importantes. Até o início do século 17 todas as observações eram feitas a olho nú e consistiam quase que totalmente nas medidas de posição dos astros..

História...informações gerais - Parece consenso para a maioria dos historiadores que a invenção do telescópio tenha sido realizada em 1608 pelo holandês Hans Lyppershey (1570-1619). Mas o que é um telescópio óptico? e qual é o princípio básico ou a sua função? - É um tubo coletor de luz. - Função básica é capturar o máximo de luz (ou fótons) possível do objeto em análise e concentrá-la no foco. - Telescópios opticos são desenhados para coletar a luz visível - Galileo Galilei (1569-1642) foi o primeiro a utilizar o telescópio para estudos astronômicos. Parecia ter conhecimento de tal instrumento e, sem tê-lo visto, construiu o seu próprio instrumento em 1609, que se constituia de 2 lentes, uma convergente e outra divergente, com poder de aumento de 3x. - Outros telescópios Galileanos foram construídos e chegaram a ter um aumento de 30 vezes.

Galileanos substituídos pelo Refrator Astronômico...usam lente para levar a luz para o foco Que utiliza 2 lentes convergentes (imagem invertida) Pb.1: Este tipo de instrumento gera um efeito na imagem, a aberração cromática, dispersão produzida por lentes que possuem diferentes índices de refração para diversos comprimentos de onda luminosa, ou seja, diferentes cores vão ter focos em diferentes posições ao longo do eixo óptico, provocando a aberração. Outros problemas: a qualidade e polimento do vidro e dimensão limitada (até 1.2m)

Reparem que temos ao longo do tubo 2 lentes, uma chamada lente objetiva e outra ocular. - Objetiva: define o poder de coleta de luz - ganho de luz, e depende da área do coletor -> O foco da lente objetiva depende da distância focal D - Ocular: amplia a imagem formada no foco. Pb.2 Lentes com diâmetro maiores que 1 metro precisam de tubos com mais de 20 metros de comprimento

Magnificação Telescópio de distância focal D com ocular de distância focal d, tem magnificação - M = D/d A melhor magnificação para um telescópio ou binóculo é aquela que produz uma imagem de diâmetro da ordem de 5 mm, que é o tamanho médio da pupila de uma pessoa normal, após a adaptação ao escuro.

2 Características relevantes para boa qualidade da Imagem:...poder de coletar luz (sensibilidade) e resolução - Poder de Coleta ou Ganho de Luz (G): depende da área do espelho (лd2) G D2,onde D(m) = Diâmetro do telescópio ex: telescópio de 1 m comparado ao de 4 m -> 42 = 16 vezes mais brilhanteque o de 1 m - Poder de Resolução - (rad): capacidade para distinguir detalhes; afeta a qualidade da imagem O poder resolutor de um telescópio é o menor ângulo entre duas fontes puntuais para o qual elas continuam separadas e definidas.

Como se calcula esta grandeza? - Poder de Resolução - (rad) (rad) = 1,22 𝜆/D limite de Difração ( ) = 250.000 𝜆/D - λ, comprimento de onda - D, diâmetro do telescópio Qto maior telescópio, maior poder resolução, maior nitidez. Por este motivo que temos interesse em construir telescópios cada vez maiores Exs olho humano 2' e Telescópio 10m, 1

Refratores Astronômicos substituídos pelos Refletores...usam forma especial de espelho que recolhe e concentra a luz Solução para os problemas apontados anteriormente: substituir lente por espelho... Telescópios refletores, que independem do 𝜆, evitando aberrações e a mudança da forma evitava também aberração esférica. Outra vantagem: podem ser fabricados em maiores dimensões (4-5m).

Diferentes Arranjos Focais...para Refletores Primário leva a luz de qquer pto a um foco comum; define o poder de coletar luz Newtoniano empregado em telescópios de pno e médias dimensões (telesc. pessoais) Cassegrain - usado na maioria dos grandes telescópios Coudê 3 espelhos; instrumentos imóveis p/ registrar luz

Instrumentos para análise da luz Fotômetro -> mede o brilho de uma fonte de luz. (fig.1) Câmera -> registra a imagem fornecendo informações sobre seu tamanho e forma. (fig.2) Espectrógrafo -> dispersa a luz de acordo com o comprimento de onda, forma um espectro que é registrado. (fig. 3) Figura 1 Figura 2 Figura 3

Periféricos (câmeras CCD, espectrógrafos) acoplados ao telescópio do Observatório Pico dos Dias (MG)

Telescópios ópticos de ultima geração incluem tecnologia do tipo: - Óptica Ativa - Óptica adaptativa - Detetores CCD - Espelhos

Óptica Ativa...uma técnica que mantem o alinhamento e a forma da imagem modificando a forma do espelho flexivel primário para compensar a variação causada pela instabilidade do sistema mecânico VLT 8,2m 150 atuadores 17 cm de espessura 22 toneladas São efetuados contínuos ajustes, em escalas de tempo de poucos minutos, para que a forma do espelho não se altere, o que poderia causar deformidades na imagem.

Cada espelho tem um suporte (atuadores mecânicos) independente e é monitorado para que se mantenha o alinhamento e sua forma (ver www.eso.org/public/brazil/telesinstr/technology/adaptive_optics/)

Optica Adaptativa...uso de lasers para criar estrelas artificiais na atmosfera superior, estrelas estas que são utilizadas como parte do sofisticado sistema de óptica adaptativa do telescópio para corrigir distorções originadas pela atmosfera terrestre.

- O sistema de óptica adaptativa utiliza a estrela como uma fonte por meio da qual os astrônomos monitoram e corrigem as distorções produzidas pela atmosfera. - O raio laser irá funcionar como uma estrela corretiva artificial, podendo ser colocada em qualquer lugar do céu que os astrônomos quiserem observar, não precisando se limitar a locais onde o próprio Universo providenciou estrelas naturais. - A uma altitude de cerca de 100 quilômetros, o feixe de raios laser cria pequenas luzes brilhantes a partir do sódio em gás. O brilho refletido por essa nuvem de gás serve como uma estrela artificial para o funcionamento do sistema de óptica adaptativa, que é capaz de efetuar até 2.000 correções por segundo. - O raio laser é muito fraco e só poderá ser visto por quem estiver muito próximo ao telescópio. A nuvem de sódio torna sua luz ainda mais tênue, exigindo a utilização do equipamento de óptica adaptativa para tirar proveito de sua luminosidade. Desta forma ele não atrapalhará nenhum outro tipo de observação do céu.

Detetores Eletrônicos Os mais empregados na aquisição de dados nos grandes observatórios. Eles são conhecidos como Charged Coupled-Advice (CCD)", cuja saída é diretamente ligada a um computador, que irá armazenar os dados. Basicamente um CCD consiste de uma pastilha de silício composta de várias camadas chip dividida em vários pequenos elementos chamados pixel num arranjo bidimensional. Princípio de Funcionamento: quando a luz atinge um pixel, uma carga elétrica é liberada no CCD. A quantidade de carga é diretamente proporcional ao número de fótons incidentes naquele pixel, ou seja, à intensidade de luz recebida naquele ponto.

A nova geração de telescópios... Alguns exemplos

LSST A próxima geração de telescópios ópticos entrará em operação por volta de 2016 a 2019, e inclui o Large Synoptic Survey Telescope (LSST), de 8,4 m de diâmetro, secundário com 3,5 m de diâmetro, que mapeará todo o céu visível a partir do Cerro Pachon, no Chile, a cada 3 noites (10 000 2), com uma câmera de 3,2 Gpixeis, cobrindo um campo de 3,5, totalizando 200 000 imagens por ano

GMT Giant Magellan Telescope (GMT), em Las Campanas, no Chile, com 7 espelhos de 8.4m de diametro, com uma resolução de 24,5 m de à rea efetiva, 20' de campo, tem um custo estimado de 690 milhões de dólares, já incluindo 75 milhões de dolares para a primeira instrumentação. Os parceiros atuais são: Smithsonian, Austrà lia, Universidade do Texas, Texas A&M, Korea e Universidade do Arizona e a construção terá início em 2013.Â

Telescópio Espacial Hubble - 1990

Telescópios para Luz Invisível

Radiotelescópios O Radiotelescópio de Arecibo, o maior fixo do mundo, e localiza-se em Arecibo, Porto Rico. Sua antena parabólica gigante tem 305 metros de diâmetro e foi construída originalmente em 1963, na cratera de um vulcão extinto, para estudar a ionosfera terrestre. Ele é operado pela Universidade de Cornell, dos Estados Unidos da América e é atualmente a principal ferramenta na busca de vida extraterrestre, através do projecto SETI@home

Radiotelescópios...sistemas em rede: diversas configurações - Átomos de hidrogênio ionizado emitem rádio em 21cm, útil na avaliação da distribuição de gás em galáxias. - Moléculas em nuvens interestelares formam linhas de emissão em rádio. - Algumas estrelas emitem em rádio devido ao gás ionizado.

Telescópios Raios X - Chandra...pesquisam objetos que emitem altas energias - Objetos com temperatura acima de 100.000 K vão emitir em RX. - Regiões externas (coroas) de estrelas. - Anãs brancas, estrelas de neutrons, buracos negros...quasares - Gás intergaláctico com T da ordem de 100 milhões de k.

Telescópios Ultravioleta...espacial devido a radiação não penetrar na atmosfera...explora fonte de altas energias

Telescópios Infravermelho - Spitzer...alguma radiação pode penetrar na atmosfera, mas maioria está no espaço - Estrelas formadas recentemente e nuvens interestelares em processo de colapso emitem radiação IR intensa. - Objetos relativamente frios emitem em IR. - Galáxias que estão em intensa fase de formação estelar (starburst).

Bibliografia Específica http://www.astro.iag.usp.br/~jane/aga215/apostila/cap06.pdf http://astro.if.ufrgs.br/telesc