PROCESSOS DE RECOMPOSIÇÃO SOCIAL E RECONFIGURAÇÃO CULTURAL Projectos e Trajectos Jovens descendentes de imigrantes Jovens com baixa qualificação e experiência profissional Imigrantes profissionais
JOVENS COMO OS OUTROS? A INTEGRAÇÃO DOS DESCENDENTES DE IMIGRANTES AFRICANOS EM PORTUGAL (coord. Fernando Luís Machado, 2006) Universo: jovens filhos de imigrantes dos 15 aos 29 anos Questionário a 1000 jovens (PALOP) a residir em Lisboa e Setúbal. Entrevista a 22 jovens Para condição de classe igual ou para género igual os trajectos escolares de filhos de imigrantes e de autóctones não deverão diferir muito Os filhos de imigrantes chegam menos à universidade mas também se ficam menos pelo 1º ou 2º ciclo do básico Pertencem menos a classes favorecidas mas também têm menos profissões operárias (são sobretudo Empregados Executantes) Encontram-se numa situação mais vantajosa que os pais tanto nas qualificações escolares como no mercado de trabalho (sobretudo as raparigas) E os que estão numa situação social problemática (família, escola, profissão, etc.) são uma pequena minoria
JOVENS DESCENDENTES DE IMIGRANTES E FUTURO: TRAJECTÓRIAS ESCOLARES E ORIENTAÇÕES PROFISSIONAIS NO FINALIZAR DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA (coord. Teresa Seabra, 2008) Universo: alunos do 9º ano Questionário: 220 alunos das escolas Loures e Sintra (73 filhos de imigrantes). Entrevistas: 24 alunos e 7 progenitores A classe social e a escolaridade dos pais, e o sexo influenciam a qualidade do trajecto escolar dos estudantes e os seus projectos escolares e profissionais São mais elevados nos alunos de classes com maiores recursos, em particular escolares (sobretudo da mãe), e nas raparigas O trajecto escolar dos descendentes de imigrantes é menos positivo que a média Este trajecto é ainda influenciado por factores culturais nos alunos (domínio da língua portuguesa) e nos professores (expectativas baixas relativamente aos jovens africanos) As aspirações são superiores à média mas as expectativas não
TRAJECTÓRIAS ESCOLARES E PROFISSIONAIS DE JOVENS COM BAIXAS QUALIFICAÇÕES (coord. Maria das Dores Guerreiro, 2007) Jovens: vulnerabilidade particular face ao desemprego Em Portugal: polarização ingresso precoce com baixa qualificação/percurso escolar prolongado (EUROSTUDENT, 2005) Entre 1998 e 2007 (INE): taxa de actividade dos 15 aos 24 anos diminui (aumento da taxa de escolarização, diminuição relativa da população jovem) O aumento e a taxa de desemprego são mais acentuadas entre os jovens; dos 15 aos 24 anos passa de 11,6% para 18,1% Na actual estrutura da população desempregada a taxa é de 53,3% (15/34 anos) e de 20,3% (15/24 anos) Quanto maior a escolaridade menor a taxa de desemprego Dos 25 aos 34 anos é assim; dos 15 aos 24 anos é o inverso (o mercado de trabalho integra os mais qualificados de modo gradual)
TRAJECTÓRIAS ESCOLARES E PROFISSIONAIS DE JOVENS COM BAIXAS QUALIFICAÇÕES (coord. Maria das Dores Guerreiro, 2007) Universo: jovens que não concluíram o ensino secundário, com experiência profissional Entrevistas: 75 jovens com idades entre os 18 e os 30 anos A origem social influencia o trajecto escolar, e ambos contribuem para o percurso profissional: pais Empregados Executantes e Operários, com a 4ª classe (ou não declarado) Dificuldades escolares e abandono, profissão pouco qualificada mas percurso considerado ascendente Aspirações profissionais de curto alcance e investimento no saber adquirido pela experiência e pela formação profissional A situação familiar e o sexo influenciam o investimento profissional: os que constituíram família e em particular as jovens investem de modo mais limitado e conservador na vida profissional
MIGRAÇÕES INTERNACIONAIS DE PROFISSIONAIS: ESTUDO DA IMIGRAÇÃO BRASILEIRA EM PORTUGAL (coord. Luísa Oliveira, 2008) Universo: imigrantes brasileiros com ensino médio ou superior - N=4517; 14,2% do total a viver em Portugal; 86,4% são activos; áreas da saúde e acção social Entrevistas a 27 Profissionais (Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas, Técnicos e Profissionais de Nível Intermédio) nas áreas social-educativa, artística e informática; apenas um não-activo; 35-39 anos Classes sociais que integram profissionais desenvolvem projectos de migração e de exploração de oportunidades bem sucedidos em Portugal (a partir do Brasil) Integração e legalização fáceis, satisfação com percurso profissional (manutenção ou melhoria significativa) A origem nacional condiciona económica e culturalmente a trajectória laboral dos migrantes profissionais (escolha do destino) Trajectos de migração anteriores, preferência por Inglaterra, França ou Itália, e destinos futuros abertos e diversos