DIREITO ADMINISTRATIVO
DIREITO ADMINISTRATIVO 1.ª Edição
2007 IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais. V181 Valle, Vivian Cristina Lima López. Direito Administrativo/Vivian Cristina Lima López Valle. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2007. 160 p. ISBN: 85-7638-365-9 1. Direito Administrativo. I. Título CDD 351 Todos os direitos reservados IESDE Brasil S.A. Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1482. CEP: 80730-200 Batel Curitiba PR 0800 708 88 88 www.iesde.com.br
O Regime Jurídico Administrativo 15 Análise geral 15 A função administrativa 16 O Regime Jurídico Administrativo 18 Princípios norteadores do exercício da função administrativa no Brasil, componentes do Regime Jurídico Administrativo Princípios do Regime Jurídico Administrativo 21 Princípio da legalidade 21 Princípio da finalidade 22 Princípio da moralidade administrativa 22 Princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade 22 Princípio da especialidade 22 Princípio da razoabilidade 23 Princípio da proporcionalidade 23 Princípio da motivação 23 Princípio da impessoalidade 24 Princípio da publicidade 24 Princípio do controle judicial dos atos administrativos
24 Princípio da hierarquia 25 Princípio do controle administrativo ou tutela 25 Princípio da autotutela 25 Princípio da obrigatoriedade do desempenho da atividade pública (continuidade) 26 Princípio da ampla responsabilidade do Estado por atos administrativos 26 Eficiência 26 Princípio do devido processo legal (contraditório e ampla defesa) 27 Princípio da segurança jurídica Organização administrativa Parte I 29 Órgãos públicos 31 Competências públicas 32 Administração Pública Indireta 32 Autarquia 34 Fundação pública 34 Empresas públicas 34 Sociedades de economia mista
Organização administrativa Parte II 37 Entidades paraestatais da Administração Pública e Terceiro Setor 38 Reforma administrativa 40 Agências reguladoras 42 Poderes da Administração Pública Ato administrativo 47 Análise geral e conceito 47 Elementos do ato administrativo 48 As categorias do ato administrativo 49 Atributos do ato administrativo 50 Classificação dos atos administrativos Atividades administrativas Parte I (serviço público) 55 Conceito de serviço público 55 Elementos do serviço público 56 A escola francesa do serviço público 57 A crise da noção de serviço público e a sua contestação
58 O serviço público como atividade material destinada ao atingimento do interesse público 58 As atividades essenciais e aquelas passíveis de delegação 59 Princípios específicos do serviço público 62 Formas de execução Atividades administrativas Parte II 67 Conceito de poder de polícia 68 Fundamento do poder de polícia 68 Evolução histórica do poder de polícia 69 Meios de atuação do poder de polícia 69 Características do poder de polícia 70 Setores de atuação do poder de polícia 70 Diferença entre polícia administrativa e polícia de segurança 70 Os limites do poder de polícia 70 Conceito de fomento 71 Intervenção do Estado no domínio econômico
Teoria geral do processo administrativo disciplinar 75 Contextualização do processo na Administração Pública 76 Modalidades de processo administrativo 77 Princípios específicos do processo administrativo 79 Preclusão administrativa 79 Coisa julgada administrativa 80 Revisão administrativa 80 Reformatio in pejus 81 Juiz natural 81 Fases do processo administrativo disciplinar Agentes públicos 87 Conceito e análise geral 88 Classificação 90 Particulares em colaboração com a Administração Pública (agentes delegados) 90 Distinção entre cargo, emprego e função 92 Regime Jurídico Estatutário 92 Acessibilidade e concurso 93 Provimento
94 Responsabilidade do servidor público 95 Incomunicabilidade das instâncias 95 Extinção da função pública aposentadoria, demissão e exoneração Licitações públicas 97 Análise geral 97 Conceito de licitação 98 O dever legal de licitar e as finalidades do procedimento 98 Natureza jurídica e alcance 99 O tratamento constitucional 100 A disciplina jurídica infraconstitucional: a evolução normativa 101 Os princípios jurídicos incidentes nas licitações 105 Modalidades de licitação 105 Tipos de licitação 107 Fases da licitação Contratos administrativos 109 Análise geral 109 Conceito de contrato administrativo
110 O contrato administrativo no direito brasileiro e as cláusulas exorbitantes 110 Prazo e prorrogação 111 Formalidades do contrato administrativo 111 Garantias e eficácia 111 Pagamentos devidos ao contratado 111 Sanções administrativas 111 Equilíbrio econômico-financeiro 113 Controles do Estado 113 Espécies de contratos 113 Contrato de concessão de serviço público 116 Contrato de parceria públicoprivada Intervenção do Estado na propriedade privada 121 Desapropriação 125 Requisição 125 Servidão administrativa 125 Tombamento
Bens públicos 127 Noções preliminares 127 Conceito 127 Classificação 127 Afetação e desafetação 127 Regime jurídico dos bens públicos 128 Formas de aquisição 128 Alienação dos bens públicos 129 Uso dos bens públicos por particulares 129 Proteção do uso privado dos bens públicos Responsabilidade extracontratual do Estado 131 Análise geral do tema 132 Conceito e extensão 132 Teorias aplicáveis 136 Responsabilidade direta e objetiva, extracontratual 137 Responsabilidade da Administração por ato de seus agentes (objetiva em relação ao Estado e subjetiva em relação ao funcionário)
138 Responsabilidade do Estado por atos lícitos e ilícitos, comissivos e omissivos 138 Excludentes e atenuantes da responsabilidade do Estado 139 Responsabilidade das pessoas jurídicas de Direito Privado prestadoras de serviço público 140 Responsabilidade subsidiária do Estado por ato das pessoas jurídicas de Direito Privado prestadoras de serviço público 140 Responsabilidade do Estado em função da atividade legislativa 141 Responsabilidade do Estado em função da atividade judicial 141 Da reparação do dano 141 Do dano moral e material O controle da legalidade da Administração Pública 145 Introdução 145 Pressupostos do controle 146 Conceito e finalidade 147 Panorama constitucional do controle da Administração Pública
148 Classificação dos instrumentos de controle 150 Controle administrativo ou executivo 151 Controle parlamentar ou legislativo 152 Controle judicial ou judiciário 153 Instrumentos de provocação da atuação do controle judicial writs constitucionais Referências 157 Anotações 159
Princípios do Regime Jurídico Administrativo Princípio da legalidade Marco crucial do Estado de Direito e, por conseguinte, de nosso regime jurídicoadministrativo, o princípio da legalidade garante que a ninguém será imposta uma obrigação (de fazer ou de não fazer) sem prévia cominação legal, ou seja, a atuação estatal ficará circunscrita às possibilidades legalmente constituídas. Desse modo, o administrador público jamais poderá agir contra legem ou praeter legem, mas apenas secundum legem, de modo que a amplitude e o alcance desse princípio fazem da atividade do agente (público) uma estrita submissão à manifestação volitiva do legislador. Assim, o ato administrativo só é válido quando atinge o seu fim legal, ou seja, o fim submetido à lei, como melhor demonstraremos na análise do princípio da finalidade. Princípio da finalidade Embora muitos o concebam como conseqüência do princípio da legalidade, o da finalidade, na verdade, àquele está irremediavelmente e implicitamente arraigado, pois corresponde à aplicação da lei tal qual é; ou seja, na conformidade de sua razão de ser, consoante o que ensina Celso Antônio Bandeira de Mello (2004, p. 97). Ou seja, não há como se depreender o comando normativo de um determinado texto legal sem se atinar para seu objetivo, seus propósitos, de modo que assim impõese ao administrador público que só pratique atos com finalidade pública, sob pena de desvio de finalidade, através da sua atuação concreta, aplicando a lei com fins diversos dos nela instituídos ou exigidos pelo interesse público.
DIREITO ADMINISTRATIVO Princípio da moralidade administrativa Princípio constitucional expresso e constante dos artigos 5.º, LXXIII; 37, caput; e 85, V, tem a propriedade de tornar inválidos os atos administrativos se não pautados nos princípios da boa fé e da lealdade. Assim, deve sempre o administrador público agir com sinceridade e honestidade, não lhe sendo possível atuar com ardil, malícia ou qualquer intuito escuso, através do qual seriam maculados os direitos ou o exercício de qualquer desses pelos cidadãos. Princípio da presunção de legitimidade ou de veracidade Abrange dois aspectos: de um lado, a presunção de verdade que diz respeito à certeza dos fatos e, de outro, a presunção de legitimidade, pois se a Administração Pública submete à lei, presume-se, até prova em contrário, que todos os seus atos sejam verdadeiros e praticados com a observância das normas legais. Essa presunção é relativa (iuris tantum), admitindo prova em contrário. A conseqüência é que as decisões da Administração Pública são de execução imediata e têm a possibilidade de criar obrigações para o particular, independentemente de sua concordância. Princípio da especialidade Decorrência dos princípios da legalidade e indisponibilidade do interesse público. Concerne à idéia de descentralização administrativa. O Estado cria pessoas jurídicas públicas administrativas (autarquias) como forma de descentralizar a prestação de serviços públicos, com vistas à especialização da função. A lei que as cria estabelece com precisão as finalidades a serem atendidas. Princípio da razoabilidade Decorrente também do princípio da legalidade (e da finalidade, portanto), o princípio implícito da razoabilidade proíbe que a Administração atue de modo desarrazoado, ilógico ou incongruente, ainda que haja mínima discricionariedade na sua atuação concreta quando da aplicação da lei. É a razoabilidade, conforme Lúcia Valle Figueiredo (2000, p. 47), a relação de congruência lógica entre os motivos (pressupostos fáticos) e o ato emanado, tendo em vista a finalidade pública a cumprir. Deste modo, se não razoável a decisão adotada, terá a mesma infringido o princípio da finalidade, razão bastante para sua fulminação pela própria Administração ex officio ou pelo Poder Judiciário, a pedido do interessado.
23 Princípio da proporcionalidade Aspecto específico do princípio da razoabilidade, através deste as providências da Administração, na consecução dos objetivos colimados na lei, somente serão válidas se observados os limites de extensão e intensidade nela previstos. Ou seja, a atuação estatal deverá ser proporcional à medida indispensável ao atingimento do interesse público, de sorte que o plus, o excesso acaso existente, que não milita em benefício de ninguém, eiva a atuação de ilegalidade insanável e a torna passível de emenda judicial. Assim, em não havendo finalidade para uma medida (ampliativa) para a Administração, estará a mesma viciada por inadequação à própria lei, donde se depreende a ilegalidade de atos desproporcionais. Princípio da motivação Através desse, impinge-se ao administrador público a obrigação inafastável de expor as razões fáticas e jurídicas que sustentam a adoção de qualquer providência. Compete-lhe, portanto, fundamentar todo o ato que pratica, notadamente nas hipóteses em que houver um mínimo de discricionariedade, para que se possa avaliar seu comportamento segundo os princípios anteriormente expostos. Ademais, a ausência de motivação torna o ato inválido, sempre que se caracterizar como requisito indispensável ao ato. Ato discricionário não motivado, portanto, é ato nulo. E mesmo o ato vinculado, no qual em regra bastaria a menção do fato e da norma respectiva para sua validação, pode ser perquirido em juízo, razão pela qual sua motivação é sempre um dever e uma garantia para o bom administrador. É princípio decorrente do comando normativo existente nos artigos 1.º, II e parágrafo único, e artigo 5.º, XXXIV, da Constituição Federal (CF). É a indicação dos pressupostos de fato e de direito que motivaram a decisão. Teoria dos motivos determinantes: a motivação apontada pela autoridade vincula o ato administrativo e vai servir de base para o controle exercido sobre tal ato. Princípio da impessoalidade Da exegese desse princípio, consubstanciado no caput dos artigos 5.º e 37 da CF, extrai-se a obrigatoriedade para a Administração Pública de tratar a todos os administrados sem favoritismos ou perseguições; ou seja, a todos da mesma maneira indistintamente (ressalvadas suas indiscutíveis dissimilitudes). Na verdade, esse seria o próprio princípio da isonomia, descrito de outro modo, porém com o mesmo conteúdo
DIREITO ADMINISTRATIVO axiológico-normativo, através do qual tratar-se-ão os iguais igualmente e os desiguais na exata proporção de suas desigualdades. Princípio da publicidade De compreensão imediata, o referido princípio tem por escopo garantir a transparência da atividade administrativa pública, de maneira a possibilitar a todos plena ciência dos atos dela emanados. Ciência essa para que, em se discordando da providência adotada, sejam os órgãos competentes acionados para sua apreciação e convalidação ou nulificação, conforme o caso. É novamente uma garantia imposta pelo Estado Democrático de Direito, constitucional e expressamente prevista nos artigos 5.º, XXXIII e XXXIV, b, e 37, caput, da CF. Princípio do controle judicial dos atos administrativos Conforme o inciso XXXV, do artigo 5.º, da Carta Maior, a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito, de maneira que o princípio aí consignado tutela os cidadãos contra leis ou providências da Administração dessa emanadas que venham ou possam vir a determinar aludidas conseqüências. Em decorrência desse, todos os atos que violem ou possam violar esses direitos devem ser afastados, liminar ou definitivamente, conforme o caso, e de maneira a garantir a constitucionalidade da ação estatal. Princípio da hierarquia Segundo este Princípio, a Administração Pública conformar-se-ia em um todo escalonado, com inequívoca relação de subordinação entre os órgãos superiores e os imediatamente inferiores, de sorte que competiria aos de nível hierarquicamente mais elevado controlar os atos dos inferiores, conformando sua atuação quando necessário. Seria externação da aplicabilidade da regra das empresas privadas, no trato de seus interesses internos, como política de gestão. A única diferença seria, por óbvio, o cumprimento a todos os demais princípios do regime jurídico-administrativo, mormente os da legalidade, da finalidade, da razoabilidade, da proporcionalidade e da moralidade.
25 Princípio do controle administrativo ou tutela Dito princípio, manifestamente decorrente do anterior, tem por escopo garantir a inequívoca persecução dos interesses públicos por todos os órgãos da Administração, bem como as finalidades para que foram instituídas as outras pessoas auxiliares suas. Dito controle compreenderia, ainda, no dizer de Celso Antônio Bandeira de Mello (2004, p. 805 e ss.), o poder de manter a administração informada sobre o comportamento desses sujeitos, autorizando investigações e, freqüentemente, também escolhendo e afastando os seus dirigentes. A Administração Pública direta fiscaliza as atividades dos entes da Administração Pública indireta para garantir a observância de suas finalidades. A regra dessas entidades é a autonomia. A exceção é o controle; este não se presume, só pode ser exercido nos limites definidos em lei. Princípio da autotutela Enquanto pela tutela a Administração Pública exerce controle sobre outra pessoa jurídica por ela mesma instituída, pela autotutela o controle se exerce sobre os próprios atos, com a possibilidade de anular os ilegais e revogar os inconvenientes e inoportunos, independentemente do poder judiciário (STF, Súmula 473: A administração pode anular os seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência e oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial. ). É decorrência da legalidade, pois se a Administração Pública está sujeita à lei, cabe-lhe o controle de legalidade. Princípio da obrigatoriedade do desempenho da atividade pública (continuidade) Dado serem indisponíveis os interesses públicos, por via reflexa, então, obrigatório se fará o desempenho da atividade pública, bem como cogente também será a continuidade do serviço público. Em assim sendo, mister apenas reconhecer que é o interesse público que determina tal atuação e, em sendo a função administrativa um dever-poder operativo, nada mais resta à Administração que não garantir aspecto dinâmico ao Estado na realização dos interesses que autorizam sua criação e permanente existência. O serviço público não pode parar. Consequências: proibição de greves nos serviços públicos essenciais, necessidade de institutos como a suplência, a delegação e
DIREITO ADMINISTRATIVO a substituição para preencher as funções públicas temporariamente vagas, faculdade da Administração Pública de usar os equipamentos e instalações da empresa que com ela contrata para assegurar a continuidade do serviço público etc. Princípio da ampla responsabilidade do Estado por atos administrativos Finalmente, o princípio constitucional expressamente previsto no parágrafo 6.º, do artigo 37, garante aos administrados a ampla responsabilidade objetiva do Estado por danos causados por seus agentes por atos comissivos, independentemente de dolo ou culpa desses. Contudo, nas hipóteses de omissão, aludida responsabilidade não estaria expurgada, mas apenas condicionada à existência daqueles elementos volitivos acima mencionados, na forma de responsabilidade subjetiva. É a garantia de que a Administração responderá pelos seus atos, danosos para os administrados e através dos quais os estaria prejudicando, sem qualquer lei autorizadora ou interesse público a ser efetivamente alcançado. Eficiência Trata-se de um dado que veio oriundo da ciência da Administração e que preza a busca do melhor resultado. Toda atividade administrativa tem que estar relacionada aos melhores resultados, ao melhor serviço. A ação administrativa deve ser rápida, pronta, precisa. Existe possibilidade de haver um conflito com o princípio da legalidade, principalmente em casos em que não há disciplina legal específica a respeito, o que deve ser evitado, até porque não há hierarquia entre princípios, apenas uma sobreposição de um em relação ao outro conforme a situação apresentada. O artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) enuncia as obrigações das empresas fornecedoras de serviço, enunciando dentre elas a eficiência na prestação do serviço. De toda sorte, a eficiência pode ser equiparada às regras de boa administração, as quais sempre estiveram presentes e nortearam a conduta do administrador, sob pena inclusive de invalidade do ato administrativo, como forma de vício em um dos elementos do ato. Princípio do devido processo legal (contraditório e ampla defesa) Art. 5.º [...] LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;
27 LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; [...] Exigência de um processo formal regular para que sejam atingidas a liberdade e o patrimônio de quem quer que seja. A Administração Pública, antes de tomar a decisão gravosa, deve possibilitar o contraditório e a ampla defesa, inclusive o direito de recorrer. O processo é garantia da democracia realizável pelo direito. Princípio da segurança jurídica Veda a aplicação retroativa de nova interpretação de lei no âmbito da Administração Pública e permite que o cidadão tenha segurança nas relações que trava com a Administração Pública. Está ligado à boa-fé. Se a lei deve respeitar o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada por respeito à segurança jurídica, não é admissível que o cidadão tenha seus direitos flutuando ao sabor de interpretações jurídicas variáveis no tempo. Dicas de Estudo Memorizar os conceitos de função pública, prerrogativas e sujeições e, em relação aos princípios da Administração Pública, memorizar os princípios expressos do caput do artigo 37 da Constituição Federal e os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.