ORIGEM DA VIDA NA TERRA Pró Madá 1º ano
A Terra primitiva Estima-se que o planeta Terra surgiu há aproximadamente 4,6 bilhões de anos Durante muito tempo, permaneceu como um ambiente inóspito (80% de gás carbônico, 10% de metano, 5% de monóxido de carbono, e 5% de gás nitrogênio) O gás oxigênio era ausente ou bastante escasso
Características do planeta Extremamente quente em razão das atividades vulcânicas, jorrando gases e lava; Ausência da camada de ozônio; Presença de raios ultravioletas, descargas elétricas e bombardeamento de corpos oriundos do espaço. Sabe-se que a maioria do carbono e de moléculas de água existentes hoje foi parte constituinte de asteroides que chegaram até aqui.
Mudanças climáticas A água que permitiu o resfriamento da superfície terrestre, em processos cíclicos e sucessivos de evaporação, condensação e precipitação. Após seu esfriamento, estas moléculas se acumularam nas depressões mais profundas do planeta, formando oceanos primitivos. Agregadas a outras substâncias disponíveis no ambiente, arrastadas pelas chuvas até lá; propiciaram mais tarde o surgimento de primitivas formas de vida. Muitas destas substâncias teriam vindo do espaço, enquanto outras foram formadas aqui, graças à energia fornecida pelas descargas elétricas e radiações.
Teoria da Geração Espontânea Teoria da Abiogênese Os seres vivos nasciam espontaneamente de materiais orgânicos em decomposição ou de materiais não-orgânicos.
O experimento de Redi Em 1668, Francesco Redi (1626-1697) investigou a suposta origem de vermes em corpos em decomposição. Ele observou que moscas são atraídas pelos corpos em decomposição e neles colocam seus ovos. Desse ovos surgem as larvas, que se transformam em moscas adultas. Como as larvas são vermiformes, os vermes que ocorrem nos cadáveres em decomposição nada mais seriam que larvas de moscas. Redi concluiu, então, que essas larvas não surgem espontaneamente a partir da decomposição de cadáveres, mas são resultantes da eclosão dos ovos postos por moscas atraídas pelo corpo em decomposição.
O experimento de Redi
Os experimentos de Needham e Spallanzani Em 1745, o cientista inglês John T. Needham realizou vários experimentos em que submetia à fervura frascos contendo substancias nutritivas. Após a fervura, fechava os frascos com rolhas e deixava-os em repouso por alguns dias. Depois ao examinar essas soluções ao microscópio, Needham observava a presença de microorganismos. A explicação que ele deu a seus resultados foi de que os microrganismos teriam surgido porgeraçãoespontânea. Ele dizia que a solução nutritiva continha uma força vital responsável pelo surgimento das forças vivas.
Os experimentos de Needham e Spallanzani Posteriormente, em 1770, o pesquisador italiano Lazzaro Spallanzani repetiu os experimentos de Needham, com algumas modificações, e obteve resultados diferentes. Spallanzani colocou substâncias nutritivas em balões de vidro, fechando-os hermeticamente. Esses balões assim preparados eram colocados em caldeirões com água e submetidos à fervura durante algum tempo. Deixava resfriar por alguns dias e então ele abria os frascos e observava o líquido ao microscópio. Nenhum organismo estava presente.
Os experimentos de Needham e Spallanzani Spallanzani explicou que Needham não havia fervido sua solução nutritiva por tempo suficientemente longo para matar todos os microrganismos existentes nela e, assim, esterelizá-la. Needham respondeu a essas críticas dizendo que, ao ferver por muito tempo as substâncias nutritivas em recipientes hermeticamente fechados, Spallanzani havia destruído a força vital e tornado o ar desfavorável ao aparecimento da vida. Nessa polêmica, Needham saiu fortalecido. Spallanzani quebrou os gargalos fundidos de alguns frascos que ainda se mantinham livres de microrganismos, expondo seu conteúdo ao ar, ficando repleto de microrganismos, mostrando que a fervura não tinha acabado com a força vital.
Pasteur e a derrubada da abiogênese Louis Pasteur em 1861, através de um experimento, conseguiu demonstrar conclusivamente a impossibilidade da geração espontânea da vida (hipótese tão defendida pelos abiogenistas), ou seja, a origem da vida somente é possível a partir da matéria viva, de um ser vivo preexistente.