Legislação e Ética Profissional Professor: Venicio Paulo Mourão Saldanha Site: www.veniciopaulo.com Formação e ficha profissional: Graduado em Analises e Desenvolvimento de Sistemas Pregoeiro / Bolsa de Valores (Modalidade: Pregão Eletrônico) Analista de Sistemas / Secretaria do Planejamento e Gestão Instrutor / Escola de Gestão do Estado do Ceará - EGPCE Professor de Lógica de Programação / CEPEP Professor de Informática Aplicada / CEPEP Professor de Gestão Aplicada / CEPEP Professor de Legislação e Ética Profissional / CEPEP
IV - RESPONSABILIDADE SUBJETIVA A responsabilidade própria, fundada na culpa ou no dolo*, é denominada responsabilidade subjetiva. Para sua caracterização é imprescindível a ocorrência de uma conduta ilícita, praticada com culpa ou dolo por alguém, e cujo resultado tenha causado dano à vítima. *Ato criminoso cometido consciente e deliberadamente. Astúcia ou artifício empregado para enganar e prejudicar alguém; fraude; má-fé; logro.
IV - RESPONSABILIDADE SUBJETIVA No âmbito das profissões da área tecnológica, fiscalizadas pelo Sistema CONFEA/CREA s, são os casos de imprudência, negligência e imperícia que caracterizam a culpa do agente.
IV - RESPONSABILIDADE SUBJETIVA A responsabilidade subjetiva se relaciona à existência de dolo ou culpa por parte do causador do dano. Trata-se de hipótese ampla de responsabilidade, de forma que sempre que a vítima puder demonstrar a existência de um desses elementos, poderá impelir o agente à reparação pelos danos sofridos.
IV - RESPONSABILIDADE SUBJETIVA Esta caracterização se dá na hipótese, por exemplo, da construção de uma usina geradora de energia, em que o profissional não observa as regras de segurança do trabalho e ocorre a morte de uma pessoa. A ação imprudente gera a culpa e a conseqüente responsabilização.
IV - RESPONSABILIDADE SUBJETIVA Outra situação que demonstra a caracterização da culpa, por ação negligente é a falta de acompanhamento efetivo do profissional com relação às atividades técnicas que não supervisiona como deveria, realizadas, por exemplo, numa empresa de armazenamento de grãos, quando estes perecem.
V - RESPONSABILIDADE OBJETIVA A responsabilidade objetiva diz respeito a determinadas situações em que, independentemente da existência de dolo ou culpa, determinado agente também possa ser impelido à reparação pelos danos sofridos. Essas hipóteses decorrem de leis específicas ou de situações em que a própria atividade exercida pelo agente implique em risco para terceiros.(continua)
V - RESPONSABILIDADE OBJETIVA Em geral, considera-se que as pessoas jurídicas de direito público e pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público respondem de forma objetiva.
Para vítimas e familiares, o enquadramento da situação em hipótese de responsabilidade subjetiva ou objetiva é fundamental, podendo desonerá-las de demonstrar o dolo ou a culpa por parte do agente.
VI - RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL A Responsabilidade Civil Contratual, como o nome mesmo já sugere, ocorre pela presença de um contrato existente entre as partes envolvidas, agente e vítima. (continua)
VI - RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL Assim, o contratado ao unir os quatro elementos da responsabilidade civil (ação ou omissão, somados à culpa ou dolo, nexo e o conseqüente dano) em relação ao contratante, em razão do vínculo jurídico que lhes cerca, incorrerá na chamada Responsabilidade Civil Contratual.
VI - RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL Em relação à Responsabilidade Civil Extracontratual, também conhecida como aquiliana, o agente não tem vínculo contratual com a vítima, mas, tem vínculo legal, uma vez que, por conta do descumprimento de um dever legal, o agente por ação ou omissão, com nexo de causalidade e culpa ou dolo, causará à vítima um dano.
VI - RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL Ambas as figuras de responsabilidade civil estão fundamentadas, genericamente, nas palavras do artigo 186 do Código Civil, in verbis : Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
VI - RESPONSABILIDADE CONTRATUAL E EXTRACONTRATUAL Desse modo, pode-se verificar que a única diferença entre as duas figuras de responsabilidade civil encontra-se no fato de a primeira existir em razão de um contrato que vincula as partes e, a segunda surge a partir do descumprimento de um dever legal.