Política Nacional de Resíduos Sólidos



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Transcrição:

Apresentação Nelson Pereira dos Reis Vice Presidente e Diretor Titular do Departamento de Meio Ambiente Assunto: Resíduos Sólidos Material de suporte elaborado em 7 de fevereiro de 2014 Política Nacional de Resíduos Sólidos 1. Breve histórico 1991 Abril Foi realizada a leitura e publicação do PL nº 203 na Câmara dos Deputados. Esse PL norteou as ações do Legislativo em relação a resíduos sólidos. A este PL foram apensados diversos PL s que tratavam do tema resíduos sólidos. 2000 Maio Foi instituída pelo Dep. Michel Temer, a Comissão de Especial de Resíduos Sólidos, destinada a apreciar e proferir parecer ao Projeto de Lei nº 203/1991. Esta Comissão foi presidida pelo Deputado Federal José Índio e teve como relator o Deputado Federal Emerson Kapaz. 2005 Agosto Foi constituída a 2ª Comissão de Resíduos da Câmara dos Deputados presidida pelo Deputado Benjamin Maranhão e com a relatoria a cargo do Deputado Ivo José (PT- MG). 2008 Junho Constituição de GT da Câmara dos Deputados destinado a examinar, no prazo de 30 dias, o parecer proferido pela Comissão Especial ao PL 203/91, com vistas a viabilizar, junto a Casa, a deliberação sobre a matéria. A coordenação do GT ficou a cargo do Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS/SP). 2010 Agosto Após várias discussões na Câmara dos Deputados, o PL 203/1991 foi transformado na Lei Ordinária nº 12.305/2010. DOU 03/08/10 PÁG 03 COL 01. Dezembro Sancionado o Decreto Federal 7.404, de 23 de dezembro de 2010.

Ações 2010 a 2013 - Instituídos pelo Decreto Federal nº 7.404/2010 vários GT s ligados ao Comitê Interministerial e ao Comitê Orientador estão em discussão. O DMA/Fiesp participa direta ou indiretamente de todos, sendo: Comitê Interministerial: GT1 - Plano Nacional de Resíduos Sólidos e Sistema Nacional de Informações a) Plano Nacional de Resíduos Sólidos A versão preliminar do Plano foi apreciada pelo Conama, CNRH, CNS e Concidades. O Plano Nacional será publicado como um decreto presidencial. b) Sistema Nacional de Informações sobre Resíduos Sólidos (Sinir) - Disponível de forma parcial no endereço eletrônico http://www.mma.gov.br c) Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos - O setor industrial apresentou proposta de Termo de Referência para implementação do Plano que contém as regras e critérios para exigências (coletivo e integrado; linha de corte; dispensa; Resíduos perigosos etc.) GT 2 - Recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos Regulamentação deste tema deverá sair na forma de instrução normativa do MMA, MME e MCidades. Assunto parado a mais de 2 (dois) anos. GT 3 - Incentivos à pesquisa; desoneração tributária e linhas de financiamento ou creditícias de instituições financeiras federais. O setor industrial realizou várias reuniões por meio da rede de resíduos da CNI e contratou uma empresa de consultoria, com o objetivo de organizar as contribuições dos diversos setores e embasar as discussões dos representantes da indústria no GT 3. Essas contribuições/documentos foram apresentadas para o MDIC (coordenador do GT) e posteriormente ao GT3. De prático não há resultados no GT 3 para o setor industrial. GT 4 - Resíduos sólidos perigosos e descontaminação de áreas órfãs. O DMA/Fiesp elaborou uma proposta de texto para uma Política Nacional de Áreas Contaminadas que foi aprovada pela rede de resíduos da CNI. O texto base foi discutido com a assessoria parlamentar de Deputados e posteriormente com integrantes do GT4.

Como nos demais casos, o assunto está parado. GT 5 Educação Ambiental Atividades em desenvolvimento e planejamento Comitê Orientador: GT1 - Embalagens em geral GT 2 - Lâmpadas fluorescentes, vapor de sódio e mercúrio e luz mista GT 3 - Produtos eletrônicos e seus componentes GT 4 Descarte de medicamentos GT 5 - Embalagem de óleos lubrificante O GT 5 foi encerrado sendo o único Acordo setorial em nível nacional assinado até o momento Os GT s 1, 2 e 3 estão em fase avançada de discussão. A previsão do MMA é que os Acordos Setoriais ou Decretos sejam estabelecidos ainda esse ano. O GT 4 ainda não tem previsão de implementação.

Política Estadual de Resíduos Sólidos 1. Breve histórico 2003 Maio Instalado o GT sobre a PERS na Alesp. O GT foi presidido pelo Deputado Estadual Arnaldo Jardim (PPS), tendo a relatoria a cargo do Deputado Estadual Rodolfo Costa e Silva (PSDB). 2006 Março Publicada a Lei Estadual nº 12.300 que estabelece a Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). 2009 Agosto Publicado Decreto Estadual nº. 54.645, de 05.08.2009, que regulamenta dispositivos da Lei n. 12.300 de 16 de março de 2006, que institui a Política Estadual de Resíduos Sólidos (PERS). 2011 Agosto Publicada a Resolução SMA nº 38, que estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental, para fins do disposto no art. 19, do Decreto Estadual nº 54.645, de 5/8/2009, que regulamenta a Lei Estadual nº 12.300, de 16/3/2006, e dá providências correlatas. 2. Ações A responsabilidade pós-consumo (RPC) refere se à responsabilidade dos fabricantes, distribuidores ou importadores de uma série de produtos pela gestão dos resíduos gerados por estes após seu consumo (tais como embalagens, produtos usados, vencidos ou quebrados). O termo foi introduzido na legislação ambiental brasileira pelo Decreto Estadual 54.645/2009, que regulamenta a Política Estadual de Resíduos Sólidos - PERS, ao destacar que: Os fabricantes, distribuidores ou importadores de produtos que, por suas características, venham a gerar resíduos sólidos de significativo impacto ambiental, mesmo após o consumo desses produtos, ficam responsáveis (...) pelo atendimento das

exigências estabelecidas pelos órgãos ambientais e de saúde, especialmente para fins de eliminação, recolhimento, tratamento e disposição final desses resíduos, bem como para a mitigação dos efeitos nocivos que causem ao meio ambiente ou à saúde pública (Art. 19) Para dar conta dessa responsabilidade, as empresas realizam a chamada logística reversa definida na Lei Federal 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, como o conjunto de ações e procedimentos que viabilizam a coleta, armazenagem e retorno dos materiais aos ciclos produtivos, seja para reaproveitamento (reuso ou reciclagem), seja para descarte ambientalmente adequado. Em um contexto mais amplo, porém, a responsabilidade pós-consumo pretende ir além da logística reversa, induzindo melhorias nos próprios produtos e embalagens (ecodesign), levando à redução na geração dos resíduos. São exemplos desse tipo de ação preventiva a minimização de embalagens, o uso de materiais recicláveis e reciclados, o projeto para facilitar a desmontagem, dentre outras estratégias. No intuito de colocar esse conceito em prática, e levar gradualmente as empresas a assumir sua parcela de responsabilidade, a Secretaria do Meio Ambiente e a CETESB têm trabalhado junto aos representantes dos setores produtivo para estabelecimento dos primeiros sistemas de responsabilidade pós-consumo em atendimento aos requisitos legais. II RESUMO EXECUTIVO A Fiesp participou ativamente da construção do processo de logística reversa do Estado promovendo seminários, palestras e reuniões com representantes de associações, sindicatos do setor industrial listados na Resolução SMA 38, tendo como objetivo de discutir formas de operacionalização do processo. Paralelamente, discutiu com os representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente a contrapartida do governo para incrementar a logística reversa no Estado. Como resultado, foram assinados vários Termos de Compromisso no Estado de São Paulo (ver item 12) Com isso, o setor industrial paulista mostra seu comprometimento com a responsabilidade pós-consumo estabelecida em e sai na frente no processo de implementação do processo de logística reversa, reafirmando seu pioneirismo e liderança da questão ambiental relacionada aos resíduos sólidos no Brasil. III REINVIDICAÇÕES

Algumas reivindicações gerais ainda estão pendentes de implementação, tais como: a concessão de incentivos fiscais, financeiros ou creditícios; a questão relacionada à competitividade dos produtos produzidos nos demais Estados da Federação e aqui comercializados; a desburocratização do licenciamento para atividades que desenvolvem ações relacionadas à logística reversa; redução ou isenção de custos de taxas, tarifas e preços públicos (por exemplo o Cadri); o armazenamento de resíduos classificados como perigosos; o combate à pirataria e à importação ilegal de produtos que posteriormente viram resíduos, entre outros.

IV Perguntas e respostas 1) Qual a legislação que da base para a implementação da logística reversa no Estado? A Resolução SMA 38/2011, que estabelece a relação de produtos geradores de resíduos de significativo impacto ambiental, para fins do disposto no artigo 19, do Decreto Estadual nº 54.645, de 05.08.2009, que regulamenta a Lei Estadual nº 12.300, de 16.03.2006, e dá providências correlatas. 2) Qual o papel da Fiesp na discussão da logística reversa no Estado? A Fiesp participou ativamente da construção do processo de logística reversa do Estado promovendo seminários, palestras e reuniões com representantes de associações, sindicatos do setor industrial listados na Resolução SMA 38, tendo como objetivo de discutir formas de operacionalização do processo. Paralelamente, discutiu com os representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente a contrapartida do governo para incrementar a logística reversa no Estado. 3) Quem tem a responsabilidade de implementar a logística reversa? Os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos comercializados no Estado. 4) Como é feito o processo? Por meio de programa de responsabilidade pós-consumo para fins de recolhimento, tratamento e destinação final de resíduos. 5) Quais os produtos que estão sujeitos à logística reversa? I - Produtos que após o consumo resultam em resíduos considerados de significativo impacto ambiental: a) Óleo lubrificante automotivo; b) Óleo Comestível; c) Filtro de óleo lubrificante automotivo; d) Baterias automotivas; e) Pilhas e Baterias; f) Produtos eletroeletrônicos; g) Lâmpadas contendo mercúrio e, h) Pneus; II - Produtos cujas embalagens plásticas, metálicas ou de vidro, após o consumo, são consideradas resíduos de significativo impacto ambiental: a) Alimentos; b) Bebidas; c) Produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; d) Produtos de limpeza e afins; e) Agrotóxicos e, f) Óleo lubrificante automotivo. 6) O que as empresas têm de fazer? Os fabricantes e importadores dos produtos relacionados no item 4 deverão apresentar à Secretaria do Meio Ambiente do Estado, proposta de implantação de programa de responsabilidade pós-consumo, que indique um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos

sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outro ciclo produtivo, ou outra destinação final ambientalmente adequada. 7) O que as propostas devem conter? Devem conter, entre outros: a identificação dos signatários, inclusive de organizações representativas, se for o caso; a descrição do programa; os produtos abrangidos; metas; cronograma etc. 8) E depois de apresentar a proposta, o que acontece? As propostas de implantação de programas de responsabilidade pós-consumo submetidas à Secretaria do Meio Ambiente serão analisadas e poderão resultar em Termo de Compromisso, a que fazem referência o inciso XVIII, do art. 8º, da Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, e o art. 32, do Decreto Federal nº 7.404, de 23 de dezembro de 2010, a ser celebrado com o Governo do Estado. 9) O que são Termos de Compromisso? Instrumento previsto na Lei federal 12.305/2010 Política Nacional de Resíduos Sólidos para a implementação de processos de logística reversa, Outros instrumentos são: os Acordos Setoriais e Decretos. Importante salientar que os Acordos setoriais e os Termos de Compromisso são contratos entre as partes e somente abrangem as atividades/empresas associadas que o assinaram. 10) E se não apresentar a proposta, o que acontece? Advertência; multa de 10 a 10.000 vezes o valor da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo UFESP; interdição temporária ou definitiva; embargo; demolição; suspensão de financiamento e benefícios fiscais; e apreensão ou recolhimento, temporário ou definitivo, além das sanções previstas na Lei de crimes ambientais. A Cetesb irá iniciar gradualmente a exigir os Planos de Gerenciamento de Resíduos para a emissão ou renovação das licenças ambientais no Estado. Para os setores relacionados na Resolução SMA 38/2011, a prestação de contas da logística reversa será parte deste Plano, cujas diretrizes estão em finalização pela equipe da CETESB, para divulgação em breve. 11) Quantas propostas a SMA/SP recebeu até a presente data? 186 propostas, representando cerca de 3000 CNPJ s. 12) Quais os setores já assinaram os Termos de Compromisso? Em azul os que já assinaram

Em amarelo: pendente a) Óleo lubrificante automotivo (Sindirrefino). b) Óleo Comestível (individual e por meio da Abiove). c) Filtro de óleo lubrificante automotivo (Abrafiltros). d) Baterias automotivas (Abinee). e) Pilhas e Baterias (Abinee). f) Produtos eletroeletrônicos (Telefonia celular); g) Lâmpadas contendo mercúrio; h) Pneus (Anip); II Produtos cujas embalagens são consideradas resíduos de significativo impacto ambiental: a) Embalagem de alimentos (individual Marfrig); b) Bebidas; c) Embalagem de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos (Abihpec); d) Produtos de limpeza e afins (Abipla). e) Embalagem de agrotóxicos (Inpev). f) Embalagem de óleo lubrificante automotivo (Sindicom). 13) E as empresas que não assinaram o que fazer? Apresentar proposta individualizada ou se associar aos Sindicatos/Associações que apresentaram propostas. Ressalta-se que os custos para a implementação de processo de logística reversa são menores quando adotados de forma conjunta. 14) Qual a contrapartida do governo estadual? Há necessidade de redução/eliminação de taxas, tarifas e preços públicos; implementar uma política de incentivos fiscais; criação de fontes de financiamento; aumento na fiscalização; desburocratização de processos de licenciamento e indução dos outros atores, como o comércio, em uma participação mais efetiva no processo de logística reversa. 15) O governo do Estado está a frente na logística reversa? Sim. E outros estados, como Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais caminham pelo mesmo processo. 16) Há conflitos entre a logística reversa estadual e a federal para os setores que já apresentaram propostas? Não. Tomou-se o cuidado de apresentar um programa estadual em consonância com o programa federal. São complementares, porém preferencialmente devem ser

implementados em nível nacional afim de não ocorrer distorção entre estados da federação.