Financiamento da Seguridade Social



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Transcrição:

Financiamento da Seguridade Social Prof. Eduardo Tanaka Receitas das contribuições sociais dos Empregadores Domésticos Prof. Eduardo Tanaka 1 2 Receitas do Empregador Doméstico (Decreto 3.048/99) Art. 211. A contribuição do empregador doméstico é de doze por cento do salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço. O recolhimento deve ser feito até dia 15 do mês seguinte ao da prestação, pelo empregador doméstico. Receitas do Empregador Doméstico Uma empregada doméstica foi contratada, com salário de R$ 1000,00. A parte patronal será: 1000 x 12% = R$120,00 A parte do segurado descontada d será: 1000 x 8% = R$80,00. Total recolhido: R$ 120,00 + R$ 80,00 = R$ 200,00 3 4 Receitas das contribuições sociais da EMPRESAS Prof. Eduardo Tanaka (Decreto 3.048/99) Art. 201. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de: I - 20% sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer q título, no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso, além das contribuições previstas nos arts. 202 (GILRAT - grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho) e 204 (contribuições provenientes do faturamento e do lucro COFINS e CSLL) ; 5 6 1

Por exemplo: Um empregado que recebe R$10.000,00, lhe será descontado sobre o teto, R$ 3.467,40 x 11%= R$ 381,41. Já na parte da empresa não se limita a este valor, portanto esta recolherá: R$ 10.000,00 x 20% = R$ 2.000,00. Podemos, didaticamente, dividir as contribuições das empresas em: A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. B- Incidentes sobre remunerações de empregados e segurados avulsos. C- Substitutivas, em relação à parte patronal da regra geral de custeio. 7 8 A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. A cota patronal da empresa que toma serviço de contribuinte individual, da mesma forma que dos empregados, é de 20%. Lembrando que, neste caso, a empresa é responsável pelo desconto e recolhimento de 11% do contribuinte individual (abatimento de 9% sobre salário de contribuição). 9 A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. não havendo comprovação dos valores pagos ou creditados aos segurados empresários, sócios, diretores de empresas, diretores de cooperativas quando remunerados (de que tratam as alíneas "e" a "i" do inciso V do art. 9 o ), em face de recusa ou sonegação de qualquer documento ou informação, ou sua apresentação deficiente, a contribuição da empresa referente a esses segurados será de 20% (vinte por cento), sendo aferida sobre: 10 A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. I - o salário-de-contribuição do segurado nessa condição; II - a maior remuneração paga a empregados da empresa; ou III - o salário mínimo, caso não ocorra nenhuma das hipóteses anteriores. A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. no caso de sociedade civil de prestação de serviços profissionais relativos ao exercício de profissões legalmente regulamentadas, (como por exemplo o dentista, advogado, médico) a contribuição da empresa referente aos segurados contribuintes individuais será de 20% sobre: 11 12 2

A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. I - a remuneração paga ou creditada aos sócios em decorrência de seu trabalho, de acordo com a escrituração contábil da empresa; ou II - os valores totais pagos ou creditados aos sócios, ainda que a título de antecipação de lucro da pessoa jurídica, quando não houver discriminação entre a remuneração decorrente do trabalho e a proveniente do capital social ou tratar-se de adiantamento de resultado ainda não apurado por meio de demonstração de resultado do exercício. 13 A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. A remuneração paga ou creditada a condutor autônomo de veículo rodoviário, ou ao auxiliar de condutor autônomo de veículo rodoviário, em automóvel cedido em regime de colaboração, nos termos da Lei nº 6.094, de 30 de agosto de 1974, pelo frete, carreto ou transporte de passageiros, realizado por conta própria, corresponde a vinte por cento do rendimento bruto. 14 A- Incidentes sobre remunerações de contribuintes individuais. Por exemplo, o caminhoneiro recebeu R$ 1.000,00 pelo frete, a base de cálculo para efeitos de contribuição previdenciária será de: R$ 1.000,00 x 20% = R$ 200,00. E, a contribuição da empresa será de: R$ 200,00 x 20% = R$ 40,00. Da mesma forma, no nosso exemplo, esta base de cálculo (R$ 200,00) será utilizada para empresa fazer o desconto e recolhimento da parte deste segurado contribuinte individual: R$ 200,00 x 11% = R$ 22,00. 15 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Cooperado é contribuinte individual. Cooperativas de Trabalho se propõem a prestar serviços de cessão de mão-de-obra, através de contratos de obras, tarefas, trabalhos ou serviços públicos e particulares; coletivamente por todos ou por grupo de alguns. 16 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de 15% (quinze por cento) sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, relativamente a serviços que lhes são prestados por cooperados por intermédio de cooperativas de trabalho. 17 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Exemplo: Imagine uma cooperativa de trabalho, (que é formada por contribuintes individuais) formada por faxineiras, que preste serviço de limpeza a uma empresa. Foram utilizadas 10 cooperadas para prestação deste serviço. Pelo serviço prestado, a Cooperativa emite uma nota fiscal ou fatura. Vamos supor que o valor do serviço foi de R$ 1.000,00. 18 3

B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Então, a empresa contratante da cooperativa deverá recolher como contribuição social o valor de: R$ 1.000,00 x 15% = R$ 150,00. 19 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Já, a cooperativa trabalho é obrigada a descontar 11% do valor da quota distribuída ao cooperado por serviços por ele prestados, por seu intermédio, a empresas. As 10 faxineiras prestaram o serviço e dos R$ 1.000,00 cobrados, foram repassados R$ 100,00 para cada uma. A cooperativa de trabalho (e não a empresa) irá descontar e recolher o valor de: R$ 100,00 x 11% = R$ 11,00 para cada faxineira. 20 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Resumindo, no nosso exemplo: - Quem pagou a parte patronal de 15% foi a empresa tomadora dos serviços, no valor de R$ 150,00. - Quem descontou e recolheu a parte do segurado contribuinte individual (faxineira) foi a cooperativa de trabalho, no valor de R$ 11,00 para cada faxineira. Num total de R$ 110,00 (pois, no exemplo eram 10 faxineiras x R$11 = R$110,00). 21 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Só lembrando: Se neste exemplo, as 10 faxineiras tivessem prestado serviço a pessoa física, a Cooperativa deveria descontar de cada uma, 20%, pois não há dedução da cota patronal. 22 B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Os cooperados, que prestam serviços de transporte rodoviário de carga ou passageiro, têm seus gastos de combustível e manutenção de seus veículos, de modo que a base de cálculo é reduzida em até 20% do valor da nota fiscal ou fatura. O valor da alíquota que a empresa utilizará para os cálculos será o mesmo de 15%, a única coisa que muda é que antes de realizar este cálculo, a empresa deverá reduzir a base de cálculo para até 23 20% do valor da nota fiscal ou fatura. B- Cooperativas de Trabalho A Contribuição de 15% sobre o Valor Bruto da Nota Fiscal ou Fatura de Serviços. Será devida contribuição adicional de nove, sete ou cinco pontos percentuais, a cargo da empresa tomadora de serviços de cooperado filiado a cooperativa de trabalho, incidente sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de serviços, conforme a atividade exercida pelo cooperado permita a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. 24 4

Aposentadoria especial 15 anos de contribuição tib i 20 anos de contribuição Adicional Cooperativas de Trabalho Alíquota (normal) Adicional 15% 9% 24% 15% 7% 22% TOTAL adicionado Cooperativas de Produção Cooperativas de Produção Considera-se cooperativa de produção aquela em que seus associados contribuem com serviços laborativos ou profissionais para a produção em comum de bens, quando a cooperativa detenha por qualquer forma os meios de produção. 25 anos de contribuição 15% 5% 20% 25 26 Cooperativas de Produção Cooperativas de Produção Sendo assim, a cooperativa de produção equipara-se a empresa, devendo recolher os 20%, (cota patronal), sobre a remuneração paga ou creditada aos cooperados (que são contribuintes individuais), como toda empresa o faz. Cooperativas de Produção Adicional das Cooperativas de Produção Entretanto, será devida contribuição adicional de doze, nove ou seis pontos percentuais, a cargo da cooperativa de produção, incidente sobre a remuneração paga, devida ou creditada ao cooperado filiado, na hipótese de exercício de atividade que autorize a concessão de aposentadoria especial após quinze, vinte ou vinte e cinco anos de contribuição, respectivamente. 27 28 Aposentadoria Especial Adicional Cooperativa de Produção Alíquota normal Adicional 15 anos de 20% 12% 32% contribuição. 20 anos de contribuição. 25 anos de contribuição. 20% 9% 29% 20% 6% 26% TOTAL adicionado 29 sobre remunerações de empregados e avulsos A contribuição a cargo da empresa, destinada à seguridade social, é de 20% (vinte por cento) sobre o total das remunerações pagas, devidas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregado e trabalhador avulso, além das contribuições previstas nos arts. 202 (Gilrat)e 204 (Cofins e CSLL). 30 5

Adicional das Instituições Financeiras Adicional das Instituições Financeiras A Lei 8.212/91, art. 22, parágrafo 1 o, determina que, no caso de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras, distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de capitalização, agentes autônomos de seguros privados e de crédito e entidades de previdência privada abertas e fechadas, além das contribuições sociais básicas, é devida a contribuição adicional de 2,5% (dois vírgula cinco por cento) sobre a base de cálculo dos segurados empregados, avulsos e contribuintes individuais que prestarem serviços a estas instituições financeiras. 31 Adicional das Instituições Financeiras Adicional das Instituições Financeiras É importante frisar que somente a alíquota da cota patronal é que sofre o acréscimo de 2,5%; já a parte do segurado, assim como a GILRAT (grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho), não há alteração. Por exemplo, o Banco Itaú recolherá sobre os salários de seus empregados, a alíquota de 22,5% (e não 20% como as demais empresas em geral). 32 A Contribuição decorrente do: Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT. GILRAT. É chamado por alguns autores como Seguro de Acidentes no Trabalho SAT. Porém, o termo técnico atual que está presente na Lei 8.212/91 é o Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho GILRAT. 33 34 GILRAT. Termo utilizado nas GFIPs é: RAT Risco ambiental do trabalho. 35 (Decreto 3.048/99) A contribuição da empresa, destinada ao financiamento da aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho (GILRAT) corresponde à aplicação dos seguintes percentuais, incidentes sobre o total da remuneração paga, devida ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, ao segurado empregado e trabalhador avulso: 36 6

I - 1% - para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado leve; II - 2% - para a empresa em cuja atividade preponderante p o risco de acidente do trabalho seja considerado médio; ou III - 3% - para a empresa em cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado grave. Considera-se preponderante a atividade que ocupa, na empresa, o maior número de segurados empregados e trabalhadores avulsos. 37 O enquadramento no correspondente grau de risco é de responsabilidade da empresa, observada a sua atividade econômica preponderante e será feito mensalmente, cabendo à RFB rever o auto-enquadramento em qualquer tempo. 38 RESUMINDO; A parte patronal sobre a folha de pagamentos será de: 20% + GILRAT (1%, 2% ou 3%) Não há limites (teto) para o pagamento da cota patronal. Por exemplo: Uma empresa metalúrgica possui 1000 empregados. Destes, 900 trabalham na linha de produção, cuja atividade enquadra-se como grave (3%). Outros 100 empregados trabalham no escritório da empresa, em local seguro, sem contato com a linha de produção, e cuja atividade ensejaria risco leve (1%). 39 40 Por exemplo: Como a atividade preponderante desta empresa, levando em conta o maior número de empregados, considera-se se como risco de acidentes de trabalho grave, esta empresa deverá recolher 3% (risco grave) sobre TODOS seus empregados, inclusive sobre aqueles que trabalham no escritório. 41 EXEMPLO Uma empresa, cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado médio, possui 3 empregados. João e José, trabalham operando máquina, recebem remuneração de R$500,00 cada, e Antônio, que trabalha no escritório, recebe R$ 10.000,00. Qual será o valor da cota patronal da contribuição social devida à previdência? E qual será o valor descontado de cada empregado à previdência? 42 7

RESPOSTA: João e José: cota patronal: 20% + 2% (GILRAT)=22% 500 x 22% = R$ 110,00 Desconto do segurado: 8% (conforme tabela) 500 x 8% = R$ 40,00 Antônio: cota patronal: 20% + 2% (GILRAT)=22% 10.000 x 22% = R$ 2.200,00 Desconto do segurado: 11% (conforme tabela) 3.467,40 (limite máximo) x 11% = R$ 381,41 43 A fim de estimular investimentos destinados a diminuir os riscos ambientais no trabalho, a RFB poderá alterar o enquadramento de empresa que demonstre a melhoria das condições do trabalho, com redução dos agravos à saúde do trabalhador, obtida através de investimentos em prevenção e em sistemas gerenciais de risco. A alteração do enquadramento estará condicionada à inexistência de débitos em relação às contribuições sociais. 44 (Lei 10.666/03) Art. 10. A alíquota de contribuição de um, dois ou três por cento, destinada ao financiamento do benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho, poderá ser reduzida, em até cinqüenta por cento, ou aumentada, em até cem por cento, conforme dispuser o regulamento, em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica, apurado em conformidade com os resultados obtidos a partir dos índices de freqüência, gravidade e custo, calculados segundo metodologia aprovada pelo Conselho Nacional de Previdência Social. 45 Máxima redução alíquota GILRAT (50%) Alíquotas GILRAT Alíquota normal GILRAT Máximo acréscimo alíquota GILRAT (100%) 0,5% 1% 2% 1% 2% 4% 1,5% 3% 6% 46 As alíquotas referentes ao GILRAT serão acrescidas de 12, 9 ou 6 pontos percentuais, respectivamente, se a atividade exercida pelo segurado a serviço da empresa ensejar a concessão de aposentadoria especial após 15, 20 ou 25 anos de contribuição. Este acréscimo incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 47 APOSENTADORIA ESPECIAL APÓS ACRÉSCIMOS PERCENTUAIS GILRAT 15 a 12% 20 a 9% 25 a 6% 48 8

Este acréscimo (12, 9, 6%) incide exclusivamente sobre a remuneração do segurado sujeito às condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. 49 Por exemplo: numa empresa com 100 empregados, 5 trabalham em contato habitual e contínuo com substâncias tóxicas que ensejam aposentadoria especial aos 20 anos de contribuição. A maioria dos trabalhadores desta empresa exercem atividades que se enquadram como risco grave (3%). Nesta situação, a empresa recolherá 3% sobre as remunerações de todos os empregados. SOMENTE, sobre as remunerações daqueles 5 empregados é que serão recolhidos os adicionais de 9%. Num total de 9 + 3 = 12%. 50 EXEMPLO José, trabalha com atividade que prejudica a saúde e enseja aposentadoria especial, após 20 anos de trabalho (contribuição), em uma empresa, cuja atividade preponderante o risco de acidente do trabalho seja considerado grave. Ele recebe remuneração mensal de R$2.000,00. Qual será o valor da cota patronal da contribuição social devida à previdência? E qual será o valor descontado de José à previdência? Resposta: Cota patronal: 20% + 3% (GILRAT) + 9% (adicional do GILRAT) = 32% 2.000 x 32% = R$ 640,00 Desconto do José: 11% (conforme tabela) 2.000 x 11% = R$ 220,00 51 52 Lei 11.774/08 Redução de Alíquota Patronal das Empresas dos Setores de Tecnologia de Informação TI e de Tecnologia de Informação e da Comunicação - TIC. Lei 11.774/08 Art. 14. As alíquotas de que tratam os incisos I e III do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991 (patronal dos empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais), em relação às empresas que prestam serviços de tecnologia da informação - TI e de tecnologia da informação e comunicação - TIC, poderão ser reduzidas pela subtração de um décimo do percentual correspondente à razão entre a receita bruta de venda de serviços para o mercado externo e a receita bruta total de vendas de bens e serviços, após a exclusão dos impostos e contribuições incidentes sobre a venda. 53 54 9

Lei 11.774/08 1 o Para fins do disposto neste artigo, devemse considerar as receitas auferidas nos doze meses imediatamente anteriores a cada trimestre-calendário. 2 o A alíquota apurada na forma do caput e do 1 o será aplicada uniformemente nos meses que compõem o trimestre-calendário. 3 o No caso de empresa em início de atividades, a apuração de que trata o 1 o poderá ser realizada com base em período inferior a 12 meses, observado o mínimo de 3 meses anteriores. 55 Lei 11.774/08 4 o Para efeito do caput, consideram-se serviços de TI e TIC: I - análise e desenvolvimento de sistemas; II - programação; III - processamento de dados e congêneres; IV - elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos; V - licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação; 56 Lei 11.774/08 4 o Para efeito do caput, consideram-se serviços de TI e TIC: VI - assessoria e consultoria em informática; VII - suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de programas de computação e bancos de dados; e VIII - planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas. 5 o O disposto neste artigo aplica-se também para empresas que prestam serviços de call center. 57 Lei 11.774/08 9 o Para fazer jus as reduções de que tratam o caput e o 7 o, a empresa deverá: I - implantar programa de prevenção de riscos ambientais e de doenças ocupacionais decorrentes da atividade profissional, conforme critérios estabelecidos pelo Ministério da Previdência Social; e II - realizar contrapartidas em termos de capacitação de pessoal, investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica e certificação da qualidade. 58 Lei 11.774/08 10. A União compensará o Fundo do Regime Geral de Previdência Social, de que trata o art. 68 da Lei Complementar n o 101, de 4 de maio de 2000, no valor correspondente à estimativa de renúncia previdenciária decorrente da desoneração de que trata este artigo, de forma a não afetar a apuração do resultado financeiro do Regime Geral de Previdência Social. Contribuições Substitutivas Prof. Eduardo Tanaka 59 60 10

Contribuições Substitutivas das Empresas Acabamos de ver as contribuições das empresas em geral: os 20% sobre a folha de pagamento e o GILRAT (1%, 2% ou 3%). Estas contribuições sociais, referentes à parte patronal da regra geral de custeio, são obrigatoriamente substituídas em situações especiais previstas em lei. Contribuições Substitutivas das Empresas As contribuições substitutivas são: A- do Clube de Futebol Profissional; B- do Produtor Rural. 61 62 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Dec. 3.048/99 - Art. 205. A contribuição empresarial da associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, destinada à seguridade social, em substituição às previstas no inciso I do caput do art. 201 e no art. 202 (contribuição patronal sobre empregados e avulsos e o GILRAT), corresponde a 5% da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que participe em todo território nacional, em qualquer modalidade desportiva, inclusive jogos internacionais, e de qualquer forma de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos desportivos. 63 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Dec. 3.048/99 - Art. 205. 2º Cabe à associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional informar à entidade promotora do espetáculo desportivo todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente. 64 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Dec. 3.048/99 - Art. 205. 1º Cabe à entidade promotora do espetáculo a responsabilidade de efetuar o desconto de cinco por cento da receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos e o respectivo recolhimento ao Instituto Nacional do Seguro Social, no prazo de até dois dias úteis após a realização do evento. 65 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Dec. 3.048/99 - Art. 205. 3º Cabe à empresa ou entidade que repassar recursos a associação desportiva que mantém equipe de futebol profissional, a título de patrocínio, licenciamento de uso de marcas e símbolos, publicidade, propaganda e transmissão de espetáculos, a responsabilidade de reter e recolher, no prazo estabelecido na alínea "b" do inciso I do art. 216 (dia 20 do mês seguinte), o percentual de 5% da receita bruta, inadmitida qualquer dedução. 66 11

Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Vamos supor que o melhor time do mundo, o glorioso Palmeiras, jogue pelo campeonato paulista, cuja entidade promotora seja a Federação Paulista de Futebol. Neste caso, ela deve descontar e recolher os 5% sobre a receita bruta do espetáculo. Assim como, o Palmeiras deverá informar à Federação Paulista de Futebol, todas as receitas auferidas no evento, discriminando-as detalhadamente, visando a habilitar a entidade promotora a efetuar a retenção corretamente. 67 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional E se o Palmeiras receber da Rede Globo pela transmissão do espetáculo, caberá à Rede Globo a responsabilidade pela retenção e recolhimento dos 5% da receita bruta decorrente desta transmissão. 68 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Suponha que o Palmeiras tenha os seguintes empregados: Jogador de futebol - salário R$ 100.000,00 Jogador de voleibol salário R$ 1.500,00 Secretária salário R$ 600,00 69 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Neste caso, apenas descontará a parcela referente ao segurado, pois a cota patronal será paga substitutivamente, conforme estudamos (5% sobre renda do espetáculo, etc): Jogador de futebol - salário R$ 100.000,00 R$ 3.467,40 x 11% = R$ 381,41. Jogador de voleibol salário R$ 1.500,00 R$ 1.500,00 x 9% = R$ 135,00. Secretária salário R$ 600,00 R$ 600,00 x 8% = R$ 48,00. 70 Associações Desportivas que mantêm equipe de Futebol Profissional Como vimos neste exemplo, a cota patronal de TODA folha de pagamento, referente a empregados (e trabalhadores avulsos, se fosse o caso), do clube de futebol profissional é substituída (não somente dos jogadores de futebol) Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL Além do segurado especial (que não será aqui tratado) tem-se três outras espécies de produtores rurais: (PRPF) Jurídica (PRPJ) Agroindústria. 71 72 12

Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL Os Produtores Rurais, por possuírem empregados, contribuem com sua cota patronal, na condição de empresa, de modo diferenciado. A base de cálculo da cota patronal será a comercialização da produção rural. Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL A composição da base de cálculo da contribuição e a responsabilidade pelo recolhimento da contribuição sobre a produção, seguem a mesma regra para o segurado especial. 73 74 Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL Integram a base de cálculo, a produção os produtos de origem animal ou vegetal, em estado natural ou submetidos a processos de beneficiamento ou industrialização rudimentar, assim compreendidos, entre outros, os processos de lavagem, limpeza, descaroçamento, pilagem, descascamento, lenhamento, pasteurização, resfriamento, secagem, fermentação, embalagem, cristalização, fundição, carvoejamento, cozimento, destilação, moagem, torrefação, bem como os subprodutos e os resíduos obtidos através desses processos. 75 Considera-se processo de beneficiamento ou industrialização artesanal aquele realizado diretamente pelo próprio produtor rural pessoa física, desde que não esteja sujeito à incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados IPI. 76 Contribuição Substitutiva do PRODUTOR RURAL Esta contribuição substitui somente a parte patronal incidente sobre a remuneração dos segurados empregados e avulsos e o GILRAT (ou SAT), inclusive seu adicional. Estão excluídas desta, as contribuições sobre a remuneração de contribuintes individuais e a incidente sobre as faturas das cooperativas de trabalho. A contribuição do produtor rural pessoa física, na condição de equiparado à empresa (cota patronal) é de: 2% + 0,1% (GILRAT) = 2,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. 77 78 13

Equipara-se ao empregador rural pessoa física o consórcio simplificado de produtores rurais, formado pela união de produtores rurais pessoas físicas, que outorgar a um deles poderes para contratar, gerir e demitir trabalhadores para prestação de serviços, exclusivamente, aos seus integrantes, mediante documento registrado em cartório de títulos e documentos. 79 Integra a receita bruta, além dos valores decorrentes da comercialização da produção rural, a receita proveniente: I da comercialização da produção obtida em razão de contrato de parceria ou meação de parte do imóvel rural; 80 Integra a receita bruta, além dos valores decorrentes da comercialização da produção rural, a receita proveniente: II da comercialização de artigos de artesanato de que trata o inciso VII do 10 do art. 12 desta Lei; Obs.: inciso VII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artesanal desenvolvida com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar, podendo ser utilizada matéria-prima de outra origem, desde que a renda mensal obtida na atividade não exceda ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. 81 Integra a receita bruta, além dos valores decorrentes da comercialização da produção rural, a receita proveniente: III de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais; 82 Integra a receita bruta, além dos valores decorrentes da comercialização da produção rural, a receita proveniente: IV do valor de mercado da produção rural dada em pagamento ou que tiver sido trocada por outra, qualquer que seja o motivo ou finalidade; e 83 Integra a receita bruta, além dos valores decorrentes da comercialização da produção rural, a receita proveniente: V de atividade artística de que trata o inciso VIII do 10 do art. 12 desta Lei. Obs.: Inciso VIII do 10 do art. 12 da Lei 8.212/91: atividade artística, desde que em valor mensal inferior ao menor benefício de prestação continuada da Previdência Social. 84 14

A contribuição substitutiva do produtor rural pessoa física será recolhida: I - pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou a cooperativa, que ficam subrogadas no cumprimento das obrigações do produtor rural pessoa física, independentemente de as operações de venda ou consignação terem sido realizadas diretamente com estes ou com intermediário pessoa física, exceto nos casos do inciso III (abaixo); 85 A contribuição substitutiva do produtor rural pessoa física será recolhida: II - pela pessoa física não produtor rural, que fica sub-rogada no cumprimento das obrigações do produtor rural pessoa física, quando adquire produção para venda, no varejo, a consumidor pessoa física; ou III pelo próprio produtor rural pessoa física caso comercialize sua produção com adquirente domiciliado no exterior, diretamente, no varejo, a consumidor pessoa física, a outro produtor rural pessoa física ou a outro segurado especial. 86 Exemplo: Suponha que um produtor rural pessoa física tenha um empregado cujo salário é de R$ 500,00. O empregador deverá descontar do empregado e recolher o valor de R$ 500,00 x 8% = R$ 40,00. 87 Exemplo: Suponha que um produtor rural pessoa física tenha um empregado cujo salário é de R$ 500,00. Já a parte patronal não será de 20% sobre o salário de seu empregado, como nas empresas em geral. Será de 2,1% sobre a comercialização de sua produção rural. Se o produtor rural vendeu, naquele mês, R$ 2.000,00 de sua produção ao mercado da cidade, então este mercado deverá reter do produtor rural e recolher o valor de R$ 2.000,00 x 2,1% = R$ 42,00. 88 Exemplo: Suponha que um produtor rural pessoa física tenha um empregado cujo salário é de R$ 500,00. Vamos supor que naquele mês não houve comercialização da produção rural, então, conseqüentemente, não haverá o recolhimento dos 2,1%. Neste caso, somente a parte descontada do empregado deverá ser recolhida normalmente (pois esta não é contribuição patronal). 89 O próprio produtor rural pessoa física será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente: a) da comercialização de artigos de artesanato elaborados com matéria-prima produzida pelo respectivo grupo familiar; b) de comercialização de artesanato ou do exercício de atividade artística; e 90 15

O próprio produtor rural pessoa física será obrigado a recolher, diretamente, a contribuição incidente sobre a receita bruta proveniente: c) de serviços prestados, de equipamentos utilizados e de produtos comercializados no imóvel rural, desde que em atividades turística e de entretenimento desenvolvidas no próprio imóvel, inclusive hospedagem, alimentação, recepção, recreação e atividades pedagógicas, bem como taxa de visitação e serviços especiais. 91 A Lei 5.889/73, alterada recentemente pela Lei 11.718/08, traz novidades a respeito da possibilidade de contratação de trabalhador rural por pequeno prazo, pelo produtor rural pessoa física. Assim, o produtor rural pessoa física poderá realizar contratação de trabalhador rural por pequeno prazo para o exercício de atividades de natureza temporária. 92 A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo não poderá exceder 2 meses dentro do período de 1 (um) ano. Caso isto ocorra, esta relação de trabalho fica convertida em contrato de trabalho por prazo indeterminado, observando-se os termos da legislação aplicável. A filiação e a inscrição, na Previdência Social, do trabalhador rural por pequeno prazo decorrem, automaticamente, da sua inclusão pelo empregador na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social GFIP, cabendo à Previdência Social instituir mecanismo que permita a sua identificação. 93 94 O contrato de trabalho por pequeno prazo deverá ser formalizado mediante a inclusão do trabalhador na GFIP, e: I mediante a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social e em Livro ou Ficha de Registro de Empregados; ou 95 II mediante contrato escrito, em 2 (duas) vias, uma para cada parte, onde conste, no mínimo: a) expressa autorização em acordo coletivo ou convenção coletiva; b) identificação do produtor rural e do imóvel rural onde o trabalho será realizado e indicação da respectiva matrícula; c) identificação do trabalhador, com indicação do respectivo Número de Inscrição do Trabalhador NIT. 96 16

A contratação de trabalhador rural por pequeno prazo só poderá ser realizada por produtor rural pessoa física, proprietário ou não, que explore diretamente atividade agroeconômica. 97 A contribuição do segurado trabalhador rural contratado para prestar serviço na forma deste artigo é de 8% (oito por cento) sobre o respectivo saláriode-contribuição. Neste caso, não segue a regra da aplicação das alíquotas de 8%, 9% ou 11%. A alíquota será única de 8% para este tipo de empregado. A não inclusão do trabalhador na GFIP pressupõe a inexistência de contratação na forma deste artigo, sem prejuízo de comprovação, por qualquer meio admitido em direito, da existência de relação jurídica diversa. 98 Compete ao empregador fazer o recolhimento das contribuições previdenciárias nos termos da legislação vigente, cabendo à Previdência Social e à Receita Federal do Brasil instituir mecanismos que facilitem o acesso do trabalhador e da entidade sindical que o representa às informações sobre as contribuições recolhidas. São assegurados ao trabalhador rural contratado por pequeno prazo, além de remuneração equivalente à do trabalhador rural permanente, os demais direitos de natureza trabalhista. 99 Todas as parcelas devidas a este tipo de trabalhador serão calculadas dia a dia e pagas diretamente a ele mediante recibo. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FGTS deverá ser recolhido e poderá ser levantado nos termos da Lei n o 8.036, de 11 de maio de 1990. 100 Jurídica É a empresa legalmente constituída que se dedica à atividade agropecuária, pesqueira ou silvicultural, em área urbana ou rural, bem como a extração de produtos primários, vegetais ou animais. Jurídica A contribuição do produtor rural pessoa jurídica, em substituição à contribuição patronal sobre a remuneração dos trabalhadores empregados e avulsos, é de: 2,5% + 0,1% (GILRAT) = 2,6% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. 101 102 17

Jurídica Para o PRPJ, a responsabilidade pelo recolhimento das contribuições é sempre do próprio, não cabendo qualquer ônus ao adquirente (como ocorre no PRPF). Jurídica Assim como no PRPF, esta contribuição substitui somente a parte patronal incidente sobre a remuneração dos segurados empregados e avulsos eogilrat (ou SAT), inclusive seu adicional. Estão excluídas desta, as contribuições sobre a remuneração de contribuintes individuais e a incidente sobre as faturas das cooperativas de trabalho. 103 104 Agroindústria A agroindústria é o produtor rural pessoa jurídica, cuja atividade econômica é a industrialização de produção própria ou de produção própria e adquirida de terceiros. Agroindústria A contribuição da Agroindústria é semelhante ao do produtor rural pessoa jurídica: 2,5% + 0,1% (GILRAT) = 2,6% da receita bruta proveniente da comercialização da sua produção. 105 106 Agroindústria Também, na Agroindústria, esta contribuição substitui somente a parte patronal incidente sobre a remuneração dos segurados empregados e avulsos eogilrat (ou SAT), inclusive seu adicional. Estão excluídas desta, as contribuições sobre a remuneração de contribuintes individuais e a incidente sobre as faturas das cooperativas de trabalho. Agroindústria Esta forma de contribuição não se aplica às operações relativas à prestação de serviços a terceiros, cujas contribuições previdenciárias continuam sendo devidas na forma comum. Caso isto ocorra, a receita bruta correspondente aos serviços prestados a terceiros será excluída da base de cálculo deste tipo de contribuição substitutiva. 107 108 18

Agroindústria São excluídas desta forma de contribuição as agroindústrias de piscicultura, carcinicultura, suinocultura e avicultura. Também, não se aplica na agroindústria que dedique-se apenas ao florestamento e ao reflorestamento como fonte de matéria-prima para industrialização própria mediante a utilização de processo industrial que modifique a natureza química da madeira ou a transforme em pasta celulósica. 109 RECEITAS DA SEGURIDADE SOCIAL Prof. Eduardo Tanaka 110 Concurso de Prognósticos Decreto 3.048/99 - Art. 212. Constitui receita da seguridade social a renda líquida dos concursos de prognósticos, excetuando-se os valores destinados ao Programa de Crédito Educativo. Concursos de Prognósticos Decreto 3.048/99 - Art. 212. 1º Consideram-se concurso de prognósticos todo e qualquer concurso de sorteio de números ou quaisquer outros símbolos, loterias e apostas de qualquer natureza no âmbito federal, estadual, do Distrito Federal ou municipal, promovidos por órgãos do Poder Público ou por sociedades comerciais ou civis. 111 112 Concursos de Prognósticos Entende-se por renda líquida o total da arrecadação, deduzidos os valores destinados ao pagamento de prêmios, de impostos e de despesas com a administração, conforme fixado em lei, que inclusive estipulará o valor dos direitos a serem pagos às entidades desportivas pelo uso de suas denominações e símbolos. Concursos de Prognósticos Decreto 3.048/99 - Art. 212. 2º A contribuição de que trata este artigo constitui-se de: I -renda líquida dos concursos de prognósticos realizados pelos órgãos do Poder Público destinada à seguridade social de sua esfera de governo; 113 114 19

Concursos de Prognósticos Decreto 3.048/99 - Art. 212. 2º A contribuição de que trata este artigo constitui-se de: II -cinco por cento sobre o movimento global l de apostas em prado de corridas; Concursos de Prognósticos Decreto 3.048/99 - Art. 212. 2º A contribuição de que trata este artigo constitui-se de: III -cinco por cento sobre o movimento global l de sorteio de números ou de quaisquer modalidades de símbolos. 115 116 Receitas de Outras Fontes Lei 8.212/91 Art. 27. Constituem outras receitas da seguridade social: I -as multas, a atualização monetária e os juros moratórios; 117 Receitas de Outras Fontes II - a remuneração recebida por serviços de arrecadação, fiscalização e cobrança prestados a terceiros. Hoje, a Receita Federal do Brasil é quem arrecada e fiscaliza as contribuições ditas de terceiros, são estes, aqueles participantes do sistema S, quais sejam: Sesi, Senac, Sesc, Senai, Senar, etc. Este inciso está tacitamente revogado pela Lei 11.457/07, art. 3o, parágrafo 4o. Por este serviço prestado, é a Receita Federal do Brasil quem recebe 3,5% do montante arrecadado, que será creditado ao Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização. 118 Receitas de Outras Fontes III - as receitas provenientes de prestação de outros serviços e de fornecimento ou arrendamento de bens; IV - as demais receitas patrimoniais, industriais e financeiras; V- as doações, legados, subvenções e outras receitas eventuais; 119 Receitas de Outras Fontes VI - 50% da receita obtida na forma do parágrafo único do art. 243 da Constituição Federal (apreensão de todo e qualquer bem de valor econômico proveniente do tráfico de entorpecentes), repassados pelo Instituto Nacional do Seguro Social aos órgãos responsáveis pelas ações de proteção à saúde e a ser aplicada no tratamento e recuperação de viciados em entorpecentes e drogas afins; 120 20

Receitas de Outras Fontes VII - 40% do resultado dos leilões dos bens apreendidos pela Secretaria da Receita Federal; e VIII - outras receitas previstas em legislação específica. Receitas de Outras Fontes As companhias seguradoras que mantêm o seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos automotores de vias terrestres, de que trata a Lei nº 6.194, de dezembro de 1974, deverão repassar à Seguridade Social 50% (cinqüenta por cento) do valor total do prêmio recolhido e destinado ao Sistema Único de Saúde-SUS, para custeio da assistência médico-hospitalar dos segurados vitimados em acidentes de trânsito. 121 122 21