PALAVRA-CHAVE: História das Instituições de Educação Infantil, Educação Infantil, Serviço de Educação Integral (SEI).



Documentos relacionados
A QUESTÃO ÉTNICO-RACIAL NA ESCOLA: REFLEXÕES A PARTIR DA LEITURA DOCENTE

Gráfico 1 Jovens matriculados no ProJovem Urbano - Edição Fatia 3;

COMBINADOS, COMPORTAMENTO E REGRAS DE CONVIVÊNCIA : O PROCESSO DE CIVILIDADE PARA CRIAÇAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL

Palavras-chave: Currículo. Educação Infantil. Proposta Curricular.

O PSICÓLOGO (A) E A INSTITUIÇÃO ESCOLAR ¹ RESUMO

VII E P A E M Encontro Paraense de Educação Matemática Cultura e Educação Matemática na Amazônia

PO 06: Uma historiografia da Escola Normal Paraense na ótica da disciplina Matemática

LEVANTAMENTO SOBRE A POLÍTICA DE COTAS NO CURSO DE PEDAGOGIA NA MODALIDADE EAD/UFMS

CASTILHO, Grazielle (Acadêmica); Curso de graduação da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Goiás (FEF/UFG).

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NUMA ESCOLA DO CAMPO

SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS ÀS AÇÕES DE FORMAÇÃO CONTINUADA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DO RECIFE/PE

9. EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA

A FORMAÇÃO DO CONHECIMENTO EM DIREITOS HUMANOS PARA A EDUCAÇÃO

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: ELABORAÇÃO E UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

EXPRESSÃO CORPORAL: UMA REFLEXÃO PEDAGÓGICA

FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES NO CONTEXTO TECNOLÓGICO: DESAFIOS VINCULADOS À SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

O USO DO TANGRAM EM SALA DE AULA: DA EDUCAÇÃO INFANTIL AO ENSINO MÉDIO

Práxis, Pré-vestibular Popular: Constante luta pela Educação Popular

OS SABERES PROFISSIONAIS PARA O USO DE RECURSOS TECNOLÓGICOS NA ESCOLA

A Educação Superior em Mato Grosso

CONCEPÇÃO E PRÁTICA DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS: UM OLHAR SOBRE O PROGRAMA MAIS EDUCAÇÃO RAFAELA DA COSTA GOMES

NO VIÉS DA MEMÓRIA: IDENTIDADE E CULTURA DOS REMANESCENTES QUILOMBOLAS DE SÃO ROQUE- PRAIA GRANDE/ SC

O TRABALHO SOCIAL EM HABITAÇÃO COM UM CAMPO DE ATUAÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL

A IMPORTÂNCIA DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO PARA OS CURSOS PRÉ-VESTIBULARES

Educação Patrimonial Centro de Memória

PALAVRAS-CHAVE (Concepções de Ciência, Professores de Química, Educação Integrada)

A INCLUSÃO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS EDUCATIVAS NAS SÉRIES INICIAIS SOB A VISÃO DO PROFESSOR.

GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO E DO ESPORTE 2ª COORDENADORIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO

5 Considerações finais

A FORMAÇÃO DO PEDAGOGO PARA O ENSINO DE MATEMÁTICA

Avaliação-Pibid-Metas

RESULTADOS E EFEITOS DO PRODOCÊNCIA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DO INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS RESUMO

OS SABERES NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA. Cleber Luiz da Cunha 1, Tereza de Jesus Ferreira Scheide 2

O PROCESSO DE INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIAS NO MUNICÍPIO DE TRÊS LAGOAS, ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL: ANÁLISES E PERSPECTIVAS

ÁLBUM DE FOTOGRAFIA: A PRÁTICA DO LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 59. Elaine Leal Fernandes elfleal@ig.com.br. Apresentação

PUBLICO ESCOLAR QUE VISITA OS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE MANAUS DURANTE A SEMANA DO MEIO AMBIENTE

PLANEJAMENTO, CONCEITOS E ELABORAÇÃO DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO DE UMA ESCOLA PÚBLICA ESTADUAL

A FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA À DISTÂNCIA SILVA, Diva Souza UNIVALE GT-19: Educação Matemática

ANÁLISE DE MATRIZES CURRICULARES DE CURSOS DE PEDAGOGIA/LICENCIATURA: A PESQUISA NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES

Necessidade e construção de uma Base Nacional Comum

Formação e Gestão em Processos Educativos. Josiane da Silveira dos Santos 1 Ricardo Luiz de Bittencourt 2

ESTATÍSTICA BÁSICA NO CURSO DE TÉCNICO INTEGRADO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS NOS ANOS INICIAIS: UMA PERSPECTIVA INTERGERACIONAL

Palavras-chave: Historiografia; Paraná; Regime de Historicidade; História Regional

INTERPRETANDO A GEOMETRIA DE RODAS DE UM CARRO: UMA EXPERIÊNCIA COM MODELAGEM MATEMÁTICA

MÍDIAS NA EDUCAÇÃO Introdução Mídias na educação

EDUCAÇÃO NÃO FORMAL E MOVIMENTOS SOCIAIS - PRÁTICAS EDUCATIVAS NOS ESPAÇOS NÃO ESCOLARES

MATERIAL E MÉTODOS RESULTADOS E DISCUSSÃO

PROJETO QUARTA LITERÁRIA

QUANTO VALE O MEU DINHEIRO? EDUCAÇÃO MATEMÁTICA PARA O CONSUMO.

FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DO ENSINO FUNDAMENTAL I PARA USO DAS TECNOLOGIAS: análise dos cursos EaD e da prática docente

PALAVRAS-CHAVE Incubadora de Empreendimentos Solidários, Metodologia, Economia Solidárias, Projetos.

Palavras-chave: Metodologia da pesquisa. Produção Científica. Educação a Distância.

História da Mídia Impressa na Educação

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMEÇA NA ESCOLA: COMO O LIXO VIRA BRINQUEDO NA REDE PÚBLICA EM JUAZEIRO DO NORTE, NO SEMIÁRIDO CEARENSE

PIBID: DESCOBRINDO METODOLOGIAS DE ENSINO E RECURSOS DIDÁTICOS QUE PODEM FACILITAR O ENSINO DA MATEMÁTICA

TEMAS AMBIENTAIS NA INTERNET

HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DE NOSSA ESCOLA: COLÉGIO ESTADUAL RUI BARBOSA

O USO DE TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: A UTILIZAÇÃO DO CINEMA COMO FONTE HISTÓRICA Leandro Batista de Araujo* RESUMO: Atualmente constata-se a importância

AS POLÍTICAS PÚBLICAS E AS PRÁTICAS EDUCATIVAS: O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

UMA PROPOSTA DE EMPREENDEDORISMO E INSERÇÃO SOCIAL FEMININA: Projeto Paidéia em Campo Mourão

POLÍTICAS E PRÁTICAS DE INCLUSÃO ESCOLAR NO COLÉGIO DE APLICAÇÃO DA UERJ: IMPACTOS SOBRE A CULTURA ESCOLAR

A APRENDIZAGEM DO ALUNO NO PROCESSO DE INCLUSÃO DIGITAL: UM ESTUDO DE CASO

CENTRO DE ESTUDOS E DE DOCUMENTAÇÃO EM EDUCAÇÃO (CEDE) UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA (UEFS)

PSICOLOGIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: COMPROMISSOS E DESAFIOS

DOENÇAS VIRAIS: UM DIÁLOGO SOBRE A AIDS NO PROEJA

UMA EXPERIÊNCIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA NO CONTEXTO DE CRECHE

INVESTIGANDO O OLHAR DOS PROFESSORES EM RELAÇÃO AS PESQUISAS EM CIÊNCIAS

O COORDENADOR PEDAGÓGICO COMO FORMADOR: TRÊS ASPECTOS PARA CONSIDERAR

Perfil das profissionais pesquisadas

A NECESSIDADE DA PESQUISA DO DOCENTE PARA UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA INCLUSIVA, PRINCIPALMENTE NA EDUCAÇÃO ESPECIAL E NO TRABALHO COM AUTISTAS

TÍTULO: BIOÉTICA NOS CURSOS SUPERIORES DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO

PROGRAMA: GRAVIDEZ SAUDÁVEL, PARTO HUMANIZADO

Palavras-chave: Creche. Gestão democrática. Projeto Político-Pedagógico.

Pedagogia das Diferenças: Um Olhar sobre a Inclusão

A UTILIZAÇÃO DO RÁDIO NO MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE EM MATO GROSSO Débora Roberta Borges IE/UFMT. 1.0 Utilização do rádio no processo educativo

Universidade Federal de Roraima Centro de Educação CEDUC Curso de Pedagogia Laboratório de Informática

PROJETOS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: DO PLANEJAMENTO À AÇÃO.

1 Introdução. Lei Nº , de 20 de dezembro de Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

DITADURA, EDUCAÇÃO E DISCIPLINA: REFLEXÕES SOBRE O LIVRO DIDÁTICO DE EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA

Autor (1); S, M, R INTRODUÇÃO

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA DA ESCRITA COMO INSTRUMENTO NORTEADOR PARA O ALFABETIZAR LETRANDO NAS AÇÕES DO PIBID DE PEDAGOGIA DA UFC

O ENSINO MÉDIO NAS ESCOLAS RURAIS DE JATAÍ, UMA GESTÃO COMPARTILHADA. Mara Sandra de Almeida 1 Luciene Lima de Assis Pires 2

Faculdade Sagrada Família

O ESTUDO DE CIÊNCIAS NATURAIS ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA RESUMO

ENTREVISTA Questões para Adauto José Gonçalves de Araújo, FIOCRUZ, em 12/11/2009

JUVENTUDE E TRABALHO: DESAFIOS PARA AS POLITICAS PÚBLICAS NO MARANHÃO

CURSO: EDUCAR PARA TRANSFORMAR. Fundação Carmelitana Mário Palmério Faculdade de Ciências Humanas e Sociais

Gênero: Temas Transversais e o Ensino de História

O professor que ensina matemática no 5º ano do Ensino Fundamental e a organização do ensino

Projeto ped 01 Título: Orientador: Curso: Resumo

PRATICANDO O RCNEI NO ENSINO DE CIÊNCIAS - A CHUVA EM NOSSA VIDA! RESUMO

DIFICULDADES ENFRENTADAS POR PROFESSORES E ALUNOS DA EJA NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE MATEMÁTICA

REFLEXÕES SOBRE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: um estudo de caso do Projeto Teste da Orelhinha em Irati e Região (TOIR)

Folclore Brasileiro: Uma possibilidade de se ensinar o conceito de número na Educação Infantil em um espaço não-formal de aprendizagem.

Pedagogia Estácio FAMAP

NOVAS PERSPECTIVAS E NOVO OLHAR SOBRE A PRÁTICA DA ADOÇÃO:

TÍTULO: AUTISMO INFANTIL: UM ESTUDO DA LEGISLAÇÃO ACERCA DA INCLUSÃO NO ENSINO REGULAR

LEITURA E ESCRITA NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA PROPOSTA DE APRENDIZAGEM COM LUDICIDADE

Transcrição:

HISTÓRIA DE INSTITUIÇÕES EDUCATIVAS EM MATO GROSSO DO SUL: A ESCOLA SERVIÇO DE EDUCAÇÃO INTEGRAL (1980-2015) Samara Grativol Neves 227 Magda Sarat UFGD 228 Grupo de Pesquisa Educação e Processo Civilizador Resumo: O presente trabalho se constitui em uma proposta de pesquisa de mestrado em educação em andamento que visa contribuir para a História das Instituições de Educação Infantil no município de Dourados, Mato Grosso do Sul. A pesquisa acontece no âmbito da Escola Serviço de Educação Integral SEI do referido município e tem em suas prioridades a educação das crianças pequenas. A escola está em funcionamento desde sua fundação e é uma experiência bem sucedida com 35 anos de existência que formou várias gerações e continua contribuindo para a formação das crianças do município. Isto posto, nosso objetivo na pesquisa tem sido investigar qual o papel da Instituição no cenário da educação infantil no município de Dourados-MS; qual a concepção de educação infantil presente na trajetória da escola; como a instituição se organizou nos aspectos históricos, institucionais e culturais no decorrer da sua história. Para responder a essas questões vamos nos apoiar na metodologia da História Oral e nas fontes documentais disponibilizadas pela escola como: atas de criação, relatórios, diários de classe, fotografias, atas de reuniões, projetos pedagógicos, planos de aula de professores/as, panfletos, histórico de professores, além de entrevistas com pessoas ligadas a instituição como professores/as, coordenadores/as e ex-alunos/as, fontes que contam a história desta instituição que completará 35 anos este ano. Perceber a Ed Infantil como sua prioridade permitirá dar visibilidade e ampliar as pesquisas sobre a história da criança e da educação infantil, temática muito incipiente e contando com poucos trabalhos, portanto pretendemos investigar as instituições educativas de Mato Grosso do Sul, priorizando a história da Educação Infantil no município de Dourados-MS. PALAVRA-CHAVE: História das Instituições de Educação Infantil, Educação Infantil, Serviço de Educação Integral (SEI). 227Pedagoga e mestranda em Educação pela Universidade Federal da Grande Dourados UFGD e membro do Grupo de Pesquisa Educação e Processo Civilizador. E-mail: samara_grativolneves@hotmail.com 228Professora Associada da Faculdade de Educação na Universidade Federal da Grande Dourados-UFGD. Coordenadora do Grupo "Educação e Processo Civilizador". E-mail: MagdaOliveira@ufgd.edu.br. 700

INTRODUÇÃO O presente artigo é parte de um projeto de pesquisa de mestrado onde se têm o objetivo de investigar uma instituição educacional tendo como foco a primeira etapa da educação básica, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9.394/1996, a Educação Infantil e como essa foi se concebendo no decorrer dos anos da instituição desde sua origem. A instituição em questão é o Serviço de Educação Integral SEI, que surge na década de 1980 e está em atividade até os dias atuais, a escola está localizada no município de Dourados, Mato Grosso do Sul. A história de instituições é um campo vasto de investigação que vem ganhando espaço cada vez maior na história regional e nacional, com isso as particularidades das instituições ajudam a escrever a história da educação local, neste caso, a história da educação do município de Dourados - MS. Importante destacar que o foco da nossa pesquisa é compreender a concepção de Educação Infantil preconizada pela Escola desde o ano de sua implantação em 1980, período no qual a Educação Infantil se expande no país em meio às lutas dos movimentos sociais por atendimento para as crianças em creches e pré-escolas. Nesse período quando a educação Infantil busca espaço em todas as vertentes a Escola SEI iniciou seus trabalhos e desde sua inauguração enfatizou a Educação Infantil. Segundo Silva (2007) atendia crianças do maternal, passando pelo Jardim, pré I e pré II e no ano de 1988 criou o Ensino Fundamental (da 1ª até a antiga 5ª série), portanto podemos dizer que esta escola foi a primeira instituição privada de Dourados que nasceu somente com o atendimento para crianças da Educação Infantil. No ano de 2015 a escola irá completar 35 anos de história e contabiliza muitas gerações que passaram pela sua Educação Infantil. Dito isto, nosso recorte temporal será situado inicialmente entre os anos de 1980 a 2015, o que caracteriza o ano de implantação da escola (1980) e o ano em que a escola comemora 35 anos (2015). Nesse período a escola passou por mudanças fundamentais considerando a legislação da Educação Infantil que perpassou a Constituição Federal (1988) e também a LDB (1996) que vai indicar uma determinada concepção de educação para as crianças brasileiras. 701

A justificativa nossa proposta de pesquisa esta pautada na problemática da História da Instituição de Educação Infantil da cidade de Dourados-MS, em especial nesta escola que surge enquanto instituição e trás em sua essência a preocupação com a educação das crianças pequenas deste município. Uma existência bem sucedida de 35 anos revela a força e o lugar da escola na história da educação do município de Dourados, destacando sua importância o município, pois muitas gerações foram formadas na escola SEI neste período. Outro aspecto que justifica a pesquisa é o vazio e a falta de estudos referente à escola sendo encontrado no levantamento inicial um único trabalho que toma a escola e seus agentes como campo de pesquisa sendo este uma monografia de final de curso intitulado: História e Memória da Educação Infantil: Os 25 anos de atuação da escola SEI Serviço de Educação Integral (1980 2005) no município de Dourados. Acreditamos que a pesquisa sobre esta instituição contribuirá para a construção da História das Instituições de Educação Infantil da cidade de Dourados, pois o cenário que temos ainda é de poucos trabalhos sobre a temática, principalmente na área da História da Educação. Diante disso, nossa proposta pretende buscar elementos para responder as seguintes questões: Como se constitui as origens da Escola SEI no município de Dourados-MS? Qual a concepção de Educação Infantil presente em sua organização e trajetória histórica? Qual o lugar desta instituição no cenário da Educação Infantil de Dourados-MS considerando uma trajetória de mais de três décadas? Como se organizou histórica, institucional e culturalmente a instituição? Tais questões serão respondidas a partir de uma metodologia de pesquisa calcada na História Oral, com autores como: Meihy (1996); Ferreira e Amado (2006); Thompson (1992) e Sarat & Santos (2009), entre outros. Também faremos uma análise documental, a partir de consulta as fontes e documentos disponíveis pela instituição como: atas de criação, atas de reuniões, projetos pedagógicos, fotografias, planos de aula de professores/as, panfletos, histórico de professores, além de entrevistas com pessoas ligadas a instituição como professores/as, coordenadores/as e ex-alunos/as. Tais perspectivas nos permitem lançar um olhar sobre essa instituição que até o presente tem um rico acervo sem investigação e que dará visibilidade a um recorte da educação no estado de Mato Grosso do Sul. 702

DESENVOLVIMENTO As instituições escolares como temos hoje no Brasil de caráter universal, obrigatória e gratuita, de acordo com Werle (2004), surgiu a partir de diversos movimentos, legislações e estatutos sendo lugares de ação social, marcadas por tempos históricos e pessoas. Nesse sentido os estudos dessas/nessas instituições envolvem a análise de sua origem e dão visibilidade a história da educação em diferentes vertentes das ações educativas. Nesse contexto a pesquisa acerca das instituições educacionais se constitui em importantes espaços de discussão que tem mostrado grande vitalidade e em algumas regiões do país necessitam de aprofundamento considerando a perspectiva de preservação da memória e a falta de trabalhos na área, especialmente considerando o sul do Mato Grosso do Sul que tem se mostrado um campo de investigação das inúmeras e diferentes instituições educativas criadas em um estado jovem. Essa juventude do Estado permite a possibilidade de construir a memória e preservar os acervos do Estado em um movimento que vem crescendo não somente através das instituições, mas dos acervos pessoais dos quais temos acesso através das pesquisas desenvolvidas no Estado, especialmente instituições de ensino superior. A preocupação com tal investigação tem mobilizado instituições e grupos de pesquisadores que se debruçam sobre a temática e empreendem investigações nessa direção nos últimos 20 anos. Grande parte dos trabalhos no país são socializados no Grupo de História da Educação da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação/ANPED; nos eventos da Sociedade Brasileira de História da Educação e também nos inúmeros eventos nacionais e regionais dentre os quais destacamos o EHECO/Encontro de História da Educação do Centro-Oeste e os Congressos Luso-Brasileiro de História da Educação e Congresso Brasileiro de História da Educação. 703

Tais espaços nos permitem empreender uma investigação levando em conta a história das instituições escolares no Mato Grosso do Sul e dando ênfase à produção de acervos e levantamentos historiográficos de modo a fomentar a pesquisa na região. Portanto, essa temática se constitui em um campo de estudos que pretende contribuir para a recuperação da História das Instituições Educacionais locais, considerando, aqui, a história do município de Dourados que tem em torno de oitenta anos. Inicialmente a proposta será a realização de um estudo exploratório e de levantamento de fontes que possa fomentar pesquisas futuras a respeito da educação escolar e formal no município, a partir de suas instituições, especialmente de educação da infância. Estes estudos recentes incorporam novos interesses, referenciais teóricos e procedimentos na construção do objeto que se propõe investigar. Tais propostas nos remetem à observação de elementos diferenciados da cultura mais ampla da história que é descrito por Warde (2000, p. 14) como uma mudança na postura do historiador da educação deslocando o olhar para a multiplicidade dos produtos materiais em que se inscrevem, como produtos culturais determinados e para uso dos mesmos. Tais deslocamentos de olhares foram possíveis com o surgimento da Nova História Cultural, onde as instituições escolares têm estado cada vez mais presentes nas pesquisas em história da educação brasileira, sobretudo a partir de 1990. Por muito tempo essas instituições passaram despercebidas pelos pesquisadores, no que diz respeito às relações sociais e perspectivas existentes em seu meio. A partir dessa corrente historiográfica tais elementos passaram a ter visibilidade e se tornaram cada vez mais objetos de pesquisa no interior das Instituições Educativas. De acordo com Furtado (2012) as pesquisas em História da Educação, anteriores à década de 1990, privilegiavam as políticas públicas e a evolução das ideias pedagógicas, muito pouco se referiam às práticas escolares, aos alunos e alunas, aos professores e professoras. (FURTADO, 2012, p. 190). Essa tendência de pesquisa em instituições escolares possibilitou ao pesquisador entender como é produzida a cultura escolar através das relações sociais existentes no interior 704

e no exterior dessas instituições, permitindo compreender como se dá a formação do indivíduo pela escola, considerando o contexto social em que a instituição está inserida. As instituições escolares permitem uma ampla possibilidade de fontes que são utilizadas em pesquisas de cunho educacional, especialmente na História da Educação. As instituições escolares se apresentam como espaços portadores de fontes fundamentais para a formulação de pesquisas, as quais permitem responder perguntas sobre o processo de ensino, a cultura escolar, e consequentemente a História da Educação (Furtado, 2011). Ainda segundo a autora podemos encontrar no âmbito dessas instituições diversas fontes de informação, como por exemplo: fotografias da escola, jornais da época, legislação, documentos pertencentes à escola, entre outras fontes, e mais recentemente podemos produzir e explorar fontes a partir da metodologia da História Oral. Portanto, as diversas fontes e possibilidades permitem: Investigar o processo de criação e de instalação da escola, caracterização e a utilização do espaço físico (elementos arquitetônicos do prédio, sua implantação no terreno, seu entrono e acabamento), o espaço do poder (diretoria, secretaria, sala dos professores) organização e o uso do tempo, a seleção dos conteúdos escolares, a origem social da clientela escolar e seu destino provável, os professores, a legislação, as normas e a administração da escola. Estas categorias permitem traçar um retrato da escola com seus atores, aspectos de sua organização, seu cotidiano, seus rituais, sua cultura e seu significado para aquela sociedade. (BUFFA, 2002, p. 27). Considerando este imenso contexto e possibilidade, as pesquisas que envolvem as instituições escolares passam a ser percebidas com mais atenção, contribuindo para a história da educação local e consequentemente permitindo a criação de acervos nacionais, regionais e locais, que dão visibilidade à história da educação em diferentes âmbitos. No caso específico de nossa proposta, à história da educação no Estado Mato Grosso do Sul. 705

História das instituições de Educação Infantil no Brasil e em Dourados/MS Desde o Brasil Colônia e o Brasil Império as instituições de educação infantil que atendiam às classes populares no Brasil tiveram preocupação em atender á infância de forma assistencialista mais que pedagógica. Essas instituições eram chamadas de creches e atendiam crianças órfãs, abandonadas, filhas de trabalhadoras, em grande parte, eram espaços inapropriados para receber essas crianças, pois segundo Peloso (2009) as instalações eram precárias, orçamento insuficiente para aplicar na instituição e formação dos cuidadores inexistente ou insatisfatória. Foi partir dos anos de 1920 que passou a se discutir a educação infantil como direito da criança. Na década seguinte, como afirma Peloso (2009), com o objetivo de criar política de proteção à infância, o Estado buscou ajuda das iniciativas privadas. Essas políticas públicas para a Infância tinham como principal objetivo diminuir a taxa da mortalidade infantil que eram muito altas, a questão de higiene foi a mais priorizada. Com o ingresso cada vez mais crescente das mães no mercado de trabalho, houve também um aumento significativo de creches por todo o país, segundo Kuhlmann Jr (2000) passou de 15 creches em 1921 para 47 em 1924. Até o momento a preocupação era com questões assistencialistas, higienistas e com a redução da taxa de mortalidade infantil, mas não com o aspecto educacional e pedagógico dessas instituições. Diante de questões discutidas nos Estados Unidos e na Europa acerca do atendimento educacional para a criança pequena, no Brasil também surge questões a esse respeito, criando, então, a pré-escola que tinha aspectos pedagógicos, diferente das creches. É na Constituição Federal (CF) de 1988 que a educação infantil é considerada um direito, e cabia ao Estado garantir às crianças de até cinco anos (CF atualizada) atendimento em creches e pré-escolas. Aqui a creche passa a ficar sob custódia do Ministério da Educação, pois antes ficava sob os cuidados do Ministério da Saúde e da Assistência, Kuhlmann Jr 706

(2000). Oito anos mais tarde, em 1996, com a promulgação da 3ª LDB a Educação Infantil dá mais um passo, essa lei coloca a Educação Infantil como a primeira etapa da educação básica. No Mato Grosso do Sul, antigo Mato Grosso (uno) em especial no sul do estado na região da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (CAND), as instituições escolares surgiram, primeiramente, de iniciativas privadas no âmbito das políticas públicas de implantação de escolas para os filhos dos colonos que habitavam a região da CAND, que vieram de várias regiões do país incentivados pelo programa Marcha para o Oeste com o objetivo de povoar e desenvolver a região centro-oeste do Brasil, Brazil e Silva (2013). As escolas urbanas surgiram a partir de 1930. A princípio a preocupação era com o ensino primário e posteriormente com o ensino secundário e normal, uma instituição de atendimento à infância até o momento não existia. Porém de acordo com Sarat e Mancini (2007) apud Moreira (1990), o núcleo urbano da Escola Paroquial Patronato de Menores, escola confessional católica e privada, que funcionou de 1950 a 1953 na região da CAND, além de contar com o ensino primário também havia atividades referente ao jardim de infância. Depois dessa instituição destacamos a influência que a Escola Franciscana Imaculada Conceição (1956), teve na região e que até os dias atuais está em funcionamento. As atividades dessa escola, em relação à educação infantil, que também é confessional, católica, privada, têm registros que datam da década de 1980, tendo como proposta pedagógica o Método Montessoriano criado pela médica italiana Maria Montessori, Sarat e Mancini (2007). É nessa mesma década que surge a Escola Serviço de Educação Integral - SEI, especificamente no ano de 1980. Essa escola é fundada pela professora Ezir Gutierrez e seu esposo Jesus Gutierrez. De acordo com Silva (2007) a escola começou suas atividades educativas em fevereiro de 1981 com sessenta e seis (66) alunos matriculados em salas de Maternal, Jardim, Pré I e Pré II. Sete anos mais tarde a escola expande o nível de ensino para o Ensino fundamental. Destaca-se aqui a preocupação primeira da escola em atender às crianças pequenas e somente posteriormente atende também as crianças em nível primário. 707

A Escola SEI hoje atende da educação infantil até o nono ano do ensino fundamental, essa escola fez e faz parte da história da educação do município de Dourados MS. A partir de 1981 iniciavam-se as atividades com a educação infantil que era destinada a crianças de classe média da cidade. Muitas das atividades da Escola SEI eram pioneiras como por exemplo as atividade na piscina, a parede mágica e a noitada. A parede mágica, segundo relatos de dona Ezir no trabalho de Silva (2007), era a coloração de uma parede azulejada com uma tinta mágica, uma espécie de massa. Nas atividades de noitada as crianças passam a noite na escola, onde participam de diversas atividades. Essa última atividade passou a ser realizada também com as crianças do ensino fundamental quando implantado na instituição em 1988. Sendo assim, podemos perceber que ainda há muita história para se apreender nessa instituição. Porém é nas entrelinhas que está nosso foco de investigação, no caso aqui, sobre a concepção de educação infantil que a escola trouxe desde sua implantação. Em nossa proposta adotaremos como metodologia a História Oral e utilizaremos da análise documental para alcançar nossos objetivos. Buscaremos nossas respostas em documentos que fez e faz parte do cotidiano escolar, nesse caso especificamente, no cotidiano da escola SEI, como por exemplo: as atas de criação, atas de reuniões, projetos pedagógicos, fotografias, planos de aula de professores/as, panfletos, histórico de professores, além da busca pesquisa bibliográfica sobre o tema que inicialmente fizemos. A partir do levantamento dessas fontes utilizaremos da análise documental, indicada por Lüdke e André (1986), que está presente em grande parte das pesquisas de cunho histórico-educacional, para nos ajudar a responder nossas indagações. Antes de tudo é importante considerar o contexto histórico, social, cultural, econômico e político em que determinados documentos foram produzidos, que segundo Cellard (2012) esse aspecto deve ser considerado em todas as etapas da análise documental, tanto em pesquisas de passado distante quanto em pesquise de passado recente. Análise Documental proposta é considerada uma técnica de coleta de dados qualitativos, e que pode ocorrer em quaisquer materiais escritos. Nesse cenário, a análise documental se 708

utiliza de fontes primárias e secundárias. As fontes primárias como afirma Nunes (2006) são as fontes originais e autênticas, como por exemplo, os manuscritos de uma biblioteca; as fontes secundárias, segundo a mesma autora, são aquelas informações que são obtidas não mais pelo documento original, mas sim por outras obras, autores, como por exemplo, os transcritos dos manuscritos. Pretendemos nos debruçar também de fontes orais, pois como afirma Thompson: a evidência oral pode conseguir algo mais penetrante e mais fundamental para a história (THOMPSON, 1992: 137). Às vezes o próprio documento deixa vazios a serem interpretados, e podemos preenchê-lo através dos documentos construídos a partir de relatos orais. A História Oral é uma prática antiga de nossos antepassados e ainda é utilizada em algumas comunidades, tribos e etnias, como afirma Joutard (2006) que a história africana em seus primórdios era feita através das fontes orais. Tal metodologia passou e passa ainda por algumas críticas, entre elas a crítica da subjetividade em que a História Oral está imersa, pois críticos entendem que esse aspecto subjetivo torna a pesquisa falível e fantasiosa já que é inseparável da memória, porém Thompson (1992) a defende dizendo que qualquer fonte está sujeita a subjetividade, seja ela oral, visual ou escrita, pois estas também pode passar por manipulações, ou ter sentidos ambíguos ou insuficientes. Ainda contribuindo para as pesquisas com História Oral, Thompson diz: [...] a história oral pode dar grande contribuição para o resgate da memória nacional, mostrando-se um método bastante promissor para a realização de pesquisa em diferentes áreas. É preciso preservar a memória física e espacial, como também descobrir e valorizar a memória do homem. A memória de um pode ser a memória de muitos, possibilitando a evidência dos fatos coletivos (THOMPSON, 1992: 17). 709

Para Meihy (1996) a História Oral consiste em um conjunto de procedimentos que visa a elaboração de um projeto, entrevistas com o grupo a ser investigado, a gravação dessa ou dessas entrevistas, o processo de transcrição, conferência desse material e sua publicação, desde que passe antes pelo grupo de entrevistados. Para Meihy a base da existência da História Oral está na sua versão gravada, por isso o uso do gravador é indispensável. Sarat & Santos (2010) apontam a sistemática de coleta e de transcrição dos depoimentos obtidos nas entrevistas, e apesar dos diversos pesquisadores que se debruçam sobre a metodologia oral, poucos abordam os procedimentos técnicos e práticos em seus trabalhos. Os autores ainda nos trazem tais procedimentos como: procedimentos éticos sobre a publicação dos depoimentos; os procedimentos quanto às gravações das entrevistas, a organização sistemática da transcrição, sendo sugerido primeiramente que o transcritor do depoimento seja o próprio entrevistador, segundo um membro do projeto de pesquisa e por último um terceiro que não esteja envolvido com a pesquisa, sendo preferencialmente, o entrevistador que realize essa parte do processo. Para Sarat & Santos (2010): Trabalhar com a história oral torna-se possibilidade de ouvir não somente minorias, mas valorizar todos aqueles que estejam representados nas pesquisas e investigações, valorizando vozes de pessoas, trajetórias de vida, memórias, biografias, histórias que possam dar respostas aos nossos questionamentos. (SARAT & SANTOS, 2010, p. 50) As pesquisas com a História Oral são mais que entrevistas e depoimentos são histórias de vida. Segundo Louro podem ser utilizados não só para repor um recurso que está em falta, mas também para responder a novas perguntas sobre antigos temas, provocar novos temas, abrir outras perspectivas de análise, estabelecer relações e articulações entre fatos, sujeitos e dimensões de um estudo (LOURO, 1990, p. 23). 710

Portanto, tal metodologia possibilitará, em nossa pesquisa, responder aos nossos problemas propostos anteriormente que envolvem a Escola SEI à medida que os documentos, por si só, não sejam suficiente para responder às nossas questões, pois os contextos que os envolvem podem ser melhor descritos através das memórias que os vivenciaram. CONSIDERAÇÕES FINAIS Esperamos com nossa pesquisa realizar levantamentos documentais nos quais serão organizados a fim de disponibilizar em arquivos para que o mesmo sirva de fonte para outras pesquisas acerca da temática da história das instituições educacionais em especial da Educação Infantil na região da Grande Dourados-MS, pois como sabemos, as instituições educacionais infantis ainda ocupam pouco espaço no cenário da história da educação, e em nosso Estado não é diferente, por ser um jovem Estado nos possibilita um vasto campo para investigações, e ainda nos deparamos com as dificuldades de se pesquisar a história da educação que se encontra por construir. Nossa proposta de pesquisa tem como interesse maior, contribuir para a história da educação do Estado de Mato Grosso do Sul, assim como também, para a história das instituições de Educação Infantil na região da Grande Dourados- MS e do Estado. Pois lidamos com a escassez de pesquisas acerca da temática, com isso buscamos visibilidade ajudando a construir a História das instituições escolares do estado de Mato Grosso do Sul, especialmente da criança. REFERÊNCIAS AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes. (org). Usos e abusos da História Oral. 8. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2006. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, 1988. 711

. Senado Federal. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: nº 9394/1996. Brasília: 1996. BRAZIL, Maria do Carmo e SILVA, Wilker Solidade da. História e Educação em Dourados/MS: Grupos Escolares no Sul de Mato Grosso (1963-1974). In: XXVII Simpósio Nacional de História: Conhecimento histórico e diálogo social. Natal, 2013. Disponível em:<http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1371327760_arquivo_anpuh- WILKERSOLIDADEDASILVA.pdf>. Acesso em: 08 mai 2015. BUFFA, Ester. História e filosofia das instituições escolares. In: ARAÚJO, José Carlos Souza; GATTI JUNIOR, Décio (Org.). Novos temas em historia da educação brasileira: instituições escolares e educação na imprensa. Campinas/SP: Autores Associados; Uberlândia: EDUFU, 2002. p. 25-38. CAULLEY. D.N. Document Analysis in Program in evaluation. Portland, Or. Northwes Regional Educational Laboratory, 1981. CELLARD, André. A Análise Documental. In: POUPPART, Jean. et al. Pesquisa Qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Trad. Ana Cristina Arantes Nasser. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2012. FURTADO, Alessandra Cristina. Os arquivos escolares e sua documentação: possibilidades e limites para a pesquisa em História da Educação. In: Revista de Ciência da Informação e Documentação. Ribeirão Preto: 2011. v.2, n.2, p.145-159 2011. p. 145-159. Disponível em: <http://revistas.ffclrp.usp.br/incid/article/view/82>. Acesso em: 06 mai 2015.. Arquivos, fontes e instituições: Um itinerário de pesquisa sobre o arquivo do colégio Nossa Senhora Auxiliadora de Ribeirão Preto/SP (1918-1960). In: Revista Patrimônio e Memória. São Paulo: UNESP, 2012. v.8, n.2, p. 186-209. JOUTARD, Philippe. História Oral: Balanço da metodologia e da produção nos últimos 25 anos. In: AMADO, Janaína e FERREIRA, Marieta de Moraes. (org). Usos e Abusos da História Oral. 8. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2006. KULMANN JR, Moysés. Histórias da Educação Infantil Brasileira. In: Revista Brasileira de Educação. São Paulo, 2000, n.14, p. 5-18. LOURO, Guacira Lopes. História (oral) da educação. In:. Lembranças de velhas colônias italianas: trabalho, família e educação. Porto Alegre: Educação e Realidade, 1990. 712

LÜDKE, Menga e ANDRÉ, Marli E. D. A. Métodos de coleta de dados: Observação, Entrevista e Análise Documental. In:. Pesquisa em educação: Abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. MEIHY, José Carlos S. Bom. Manual de História Oral. São Paulo: Loyola, 1996. PELOSO, Franciele Clara. Uma perspectiva histórica da instituição de atendimento à criança pequena no Brasil: Contribuições dos movimentos sociais. In: Revista Teoria e Prática da Educação. 2009. v. 12, n. 3, p.279-287. SARAT, Magda e MANCINI, Ana Paula Gomes. História e memória da educação: instituições escolares e infância no município de dourados e região - 1940-1990. In: VII Jornada do Histedbr: o trabalho didático na história da educação. Campo Grande, 2007. Disponível em: <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada7/_gt3%20pdf/hist %D3RIA%20E%20MEM%D3RIA%20DA%20EDUCA%C7%C3O%20INSTITUI %C7%D5ES%20ESCOLARES%20E.pdf>. Acesso em: 08 mai 2015. SARAT, Magda e SANTOS, Reinaldo dos. História Oral como Fonte: Apontamentos metodológicos e técnicos da pesquisa. In: COSTA, Célio Juvenal; MELO, José Joaquim Pereira e FABIANO, Luiz Hermenegildo. Fontes e Métodos em História da Educação. Dourados: Ed. UFGD, 2010. SILVA, Michelly Fermino da. História e Memória da Educação Infantil: Os 25 anos de atuação da escola SEI Serviço de Educação Integral (1980 2005) no município de Dourados. Trabalho de Graduação 41f. Faculdade de Educação. Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Dourados, 2007. THOMPSON, Paul. A voz do passado. São Paulo: Paz e Terra, 1992. WARDE, Mirian J. (Org.). Temas de História da Educação. Contemporaneidade e Educação. Revista Semestral Temática de Ciências Sociais e Educação. Instituto de Estudos da Cultura e Educação Continuada. Ano V, nº 07, 01/2000.. WERLE, Flávia Obino Corrêa. História da instituições escolares: responsabilidade do Gestor. In: Cadernos de História da Educação. Editora Universidade Federal de Uberlândia, nº. 3 - jan./dez. 2004, p. 109-119. 713