DIRETORIA DE OPERAÇÃO DO



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Transcrição:

DIRETORIA DE OPERAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE OPERAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DOP TERMO DE REFERÊNCIA 011/2010 - DOP PROJETO DE AUTOMAÇÃO DAS SUBESTAÇÕES ARIQUEMES, JARU, JI-PARNÁ I, CACOAL, PIMENTA BUENO, ESPIGÃO D OESTE, SANTA LUZIA, NOVA BRASILÂNDIA, ALTA FLORESTA E COS. Novembro/2010

SUMÁRIO 1. JUSTIFICATIVA... 3 2. OBJETO... 3 3. MODALIDADE DE EXECUÇÃO... 4 4. DESCRITIVO DO SISTEMA... 4 5. ARQUITETURA... 13 6. FILOSOFIA DE OPERAÇÃO DO SISTEMA... 39 7. REQUISITOS GERAIS... 39 8. TELAS DE OPERAÇÃO... 44 9. DESENHOS... 44 10. PEÇAS SOBRESSALENTES... 46 11. TREINAMENTO... 47 12. ABRANGÊNCIA DOS TREINAMENTOS... 48 13. PADRÕES TÉCNICOS EXIGIDOS... 49 14. GARANTIAS... 50 15. CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO... 51 16. QUALIFICAÇÃO TÉCNICA ESPECÍFICA... 54 17. OBRIGAÇÕES DA CONTRATADA... 56 18. OBRIGAÇÕES DA CERON... 59 19. PRAZOS / CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO... 60 20. FISCALIZAÇÃO... 61 21. FATURAMENTO... 63 22. VALOR ORÇADO... 63 23. PAGAMENTO... 63 24. RECURSOS FINANCEIROS... 65 25. APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS... 65 26. JULGAMENTO DAS PROPOSTAS... 66 27. SUBCONTRATAÇÃO... 67 28. INFRAÇÕES / PENALIDADES... 67 29. RESCISÃO... 69 30. RECEBIMENTO DOS SERVIÇOS... 69 31. REGIME TRIBUTÁRIO... 70 32. ADMINISTRAÇÃO DO CONTRATO... 71 33. ANEXOS... 71 Página 2 de 73

1. JUSTIFICATIVA O presente projeto é o início de um processo natural para atender a operação do sistema elétrico de sub-transmissão dentro de um cenário moderno com o objetivo de melhorar a supervisão dos parâmetros elétricos das subestações, reduzindo os tempos de desligamentos com o propósito de atender os índices de continuidade / qualidade, estabelecido pelo órgão regulador do setor elétrico, o que também elevará o índice de satisfação dos consumidores. As subestações mencionadas nesse projeto e o Centro de Operação do Sistema COS onde serão instalados os sistemas de supervisão e controle serão adequadamente preparados para implantação deste importante recurso tecnológico, constante neste projeto. A arquitetura do projeto foi desenvolvida consultando modelos de várias empresas que já operam com sistemas automatizados e atendendo recomendações da Diretoria de Operação quanto a aplicações de programas abertos (software), além, de considerar as peculiaridades das instalações, condições ambientais, sociais e meteorológicas. 2. OBJETO 2.1. Este Termo de Referência estabelece as características mínimas exigidas para a contratação de empresa especializada para instalação de um Sistema Digital de Supervisão, Medição, Proteção e Controle, denominado adiante neste Termo de referência como SDSMPC, visando a automação das Subestações Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno, Espigão do Oeste, Nova Brasilândia, Alta Floresta, Santa Luzia e do COS (Centro de Operação do Sistema) que será instalado em local a ser definido pela Centrais Elétricas de Rondônia S.A. (CERON). 2.2. Também deverá fazer parte do objeto do contrato, a transferência da base de dados da SE Santo Antônio, além de integração mesma ao COS que faz parte desse objeto. 2.3. Não faz parte do escopo deste projeto o fornecimento do meio de comunicação entre as subestações e o COS. Página 3 de 73

3. MODALIDADE DE EXECUÇÃO Empreitada Global (turn-key), através do fornecimento de projetos, programas computacionais (softwares), equipamentos, montagem, comissionamento e treinamento. 4. DESCRITIVO DO SISTEMA 4.1. Introdução 4.1.1. Devido à grande heterogeneidade de equipamentos em operação nas subestações, oriundo dos processos de aquisição realizados pela CERON ao longo dos anos, e da falta de padronização dos equipamentos, existem várias dificuldades na integração entre produtos de diferentes fabricantes que possuem diferentes protocolos e formas de acesso. 4.1.2. O sistema a ser descrito, visa à integração dos dispositivos de Medição, Proteção e Controle já existentes em campo, com os que fazem parte do objeto de contratação deste referido edital e também deverá suportar os dispositivos futuros, objeto de outros processos licitatórios. 4.1.3. O SDSMPC deverá permitir que o operador remoto tenha total controle e supervisão dos equipamentos existentes na subestação. Pelo SDSMPC o operador poderá executar comandos de manobra, monitoração dos status dos equipamentos, verificação da condição de operação e carga, medição e ajuste de parametrização à distância. O SDSMPC deverá permitir também acesso à leitura e a geração de gráficos para visualização de demandas, consumo ativo/reativo, fator de potencia, etc, através de um console de engenharia. O console de engenharia através dos programas específicos dos equipamentos envolvidos no sistema terá acesso às informações disponíveis nos relés, permitindo parametrização, coleta de eventos, oscilografia e demais dados. Página 4 de 73

4.1.4. O SDSMPC deve atender as exigências de mercado aliando facilidade e operacionalidade do sistema. Nesse contexto o operador do sistema precisa que todas as informações estejam disponíveis na tela do software SCADA (SAGE), e que sejam fiéis aos acontecimentos no campo, pois o operador remoto é que tomará as decisões seguindo as regras de normalização, manobra e operação da CERON, que será discutida no workstatement. 4.1.5. A função operação do SDSMPC visa diminuir o tempo gasto na identificação de ocorrências e nas manobras operativas de normalização, agilizando o acionamento das equipes de manutenção da CERON quando de ocorrências de eventos, aumentando sensivelmente a qualidade no fornecimento da energia elétrica a seus clientes. Os dados provenientes do campo irão fornecer ao operador a possibilidade do mesmo tomar decisões e com isso conseguir normalizar o sistema. As UPCs (Unidade de Proteção e Controle) que fazem parte deste fornecimento precisam ter protocolos de comunicação abertos e transparentes,ou seja, de acordo com a norma IEC61850 e no caso de UPC s existentes protocolo DNP3.0. 4.1.6. Todas as UPC s existentes que não possuírem protocolo de comunicação de acordo com a norma IEC61850 ou protocolo DNP3.0 deverão ser substituídas por UPC s com protocolo de comunicação de acordo com a norma IEC61850. 4.1.7. É necessário que a UCD (Unidade de Controle Digital) que estarão funcionando na subestação aqui relacionada e que possuam, além da capacidade de integração dos relés existentes e novos, capacidade de expansão visando aumento do número de UPCs proveniente de futuras expansões do sistema. Por outro lado, o intuito da parametrização à distância é evitar que a equipe de automação da CERON dirija-se até a subestação a fim de realizar qualquer mudança na configuração de relés, UCD e IHM Local. 4.1.8. O software SCADA (SAGE) é o software que servirá como interface homem-máquina entre o operador remoto da subestação e os equipamentos de campo. O software tem a capacidade de trabalhar em plataformas de rede redundante (uma backup da outra) visando oferecer maior confiabilidade ao sistema. É no software SCADA que o operador Página 5 de 73

irá obter informações do status dos equipamentos, manobrar, comandar, visualizar status de comunicação, reconhecer alarmes de eventos, ou seja, operar toda a subestação. O software SCADA também deve permitir futuras expansões visando automatizar subestações existentes bem como subestações a serem construídas. As licenças necessárias para esse fornecimento são de responsabilidade da CERON. Não será aceito nenhuma solução que utilize qualquer outro software para realizar as funções acima mencionadas 4.1.9. Outro importante recurso necessário é a parametrização e acesso remoto aos dispositivos de proteção e registro, dispensando eventuais deslocamentos de equipes especializadas, para realizar mudança de ajuste de proteção dos relés e downloads de oscilografias e log de eventos. 4.1.10. Para realizar essa ação serão utilizados os softwares dos próprios equipamentos que fazem parte do sistema (UCD, UPC s, IHM Local, etc.), como forma de criar uma interface semelhante com a que a equipe de manutenção encontra em campo para realizar as funções acima mencionadas. 4.2. Rede de acesso 4.2.1. Fazem parte do escopo de fornecimento do sistema SDSMPC, a criação e implantação de um acesso para comunicação direta a todos os dispositivos de proteção, registro e medição, de forma exclusiva e não compartilhada com outras aplicações, denominando rede de operação local a qual ficará conectado o software SCADA (SAGE). Vale lembrar que o meio físico de interligação entre a subestação e o COS é de responsabilidade da CERON. 4.2.2. Faz-se necessário também o desenvolvimento de um acesso exclusivo para parametrização, downloads de oscilografias, log de eventos, etc. denominada rede de engenharia local, a qual ficará conectada ao terminal de engenharia com os softwares de parametrização dos UPC s, UCD e IHM Local. 4.2.3. Esta necessidade é resultado de algumas situações particulares a seguir detalhadas. A rede WAN entre a CERON e as subestações não faz parte deste escopo de fornecimento e o proponente deve considerá-la existente. Página 6 de 73

Haverá um enlace utilizando rádio digital para comunicação. Esse meio servirá como back-up quando o canal principal, rede WAN, estiver indisponível. O enlace bem como os equipamentos (rádio, antena, torre, etc.) não fazem parte do escopo de fornecimento. 4.2.4. O sistema SDSMPC deve possuir um mecanismo de controle de acesso, impedindo que, pessoas não autorizadas pelo sistema tenham acesso às portas de programação e configuração dos dispositivos de proteção ou registro, pela rede WAN, mesmo que possuam os softwares de configuração dos fabricantes dos dispositivos. 4.3. Características do tráfego de informações 4.3.1. Os dados trafegados pela rede de operação são informações de estado de disjuntores e religadores, tensão e corrente de circuitos, e por essa razão necessitam de transporte em tempo real sincronizado por GPS a ser instalado em cada Subestação integrante desse termo de referência. 4.3.2. Os dados trafegados pela rede de engenharia, são ajustes de parametrização, dados de oscilografia e log de eventos para estudo pela área de engenharia da CERON e por essa razão não necessitam de transporte em tempo real. 4.4. Características das portas de comunicação dos equipamentos: 4.4.1. Para comunicação com o sistema SCADA, os dispositivos devem utilizar portas com protocolos abertos e padronizados. Essas portas deverão ser em fibra óptica e o protocolo o IEC-61850 (exceto nas SE s em que for solicitado o DNP3.0). As portas deverão permitir o tráfego das informações na rede WAN da CERON. 4.4.2. Os dispositivos atuais em campo possuem portas de comunicação para o tráfego de informações de oscilografia, eventos e principalmente configuração, de forma dedicada. Ou seja, as portas para tais finalidades, foram projetadas para a conexão direta de notebooks com softwares dedicados. 4.4.3. Isto resulta na necessidade de uma conexão direta ao dispositivo por uma Página 7 de 73

rede de engenharia, que faz parte do escopo desse fornecimento. No COS haverá um terminal denominado terminal de engenharia. Nele o usuário devidamente cadastrado e com permissão para tal, deverá ter disponíveis as mesmas funcionalidades que teria se estivesse localmente conectada a porta de serviço dos relés (parametrização, download de log de eventos, oscilografia), não obstante deverá suportar todas as outras funcionalidades requeridas por este Termo de Referência. 4.5. Rede de sincronismo 4.5.1. Para os dispositivos a serem implantados e os já existentes nas subestações, o proponente deverá contemplar em seu escopo, o fornecimento e implantação de uma rede de sincronismo baseada em GPS. 4.5.2. A rede de sincronismo deverá fornecer preferencialmente pela rede Ethernet, sinal de sincronismo de tempo no protocolo NTP (Network Time Protocol) a qualquer outro equipamento que futuramente venha a ser instalado e, que aceite sincronismo por este padrão. Adicionalmente, o GPS deverá prover sinais de sincronismo nos padrões IRIG-B ótico e IRIG-B (AM Coaxial), para outros dispositivos que não suportem o sincronismo por rede Ethernet. 4.5.3. No caso das SE s que não utilizará a rede ethernet para sincronização dos relógios dos equipamentos (IED s), deverá ser provido um sinal para a UCD, para que a mesma repasse a estampa de tempo em todos os equipamentos existentes na subestação (IED) via protocolo de comunicação DNP3. 4.6. Softwares 4.6.1. Como premissa básica, o proponente deve-se utilizar de softwares com larga aplicabilidade no mercado de tecnologia de informação. O objetivo é permitir à CERON, total independência do fornecedor no futuro, podendo Página 8 de 73

inclusive utilizar seu quadro funcional para modificações ou aprimoramentos no sistema implantado. 4.6.2. Todo o treinamento necessário para a CERON ter essa independência deverá estar contemplado no preço contratado, visando capacitar a equipe técnica não somente na utilização, mas no entendimento integral do sistema, permitindo utilizar as funcionalidades desenvolvidas em sua plenitude e também criar novas funcionalidades não previstas ou complementares. 4.7. Cópia dos softwares Deverão ser fornecidas cópias de todos os softwares e atualizações, necessárias ao pronto restabelecimento de todo o sistema, em caso de uma possível reinstalação do mesmo com todo o suporte técnico, excetuando-se as licenças do SCADA que são de responsabilidade da CERON. 4.8. Ferramentas de desenvolvimento Todas as ferramentas de desenvolvimento a serem utilizadas no SDSMPC, devem ser fornecidas a CERON. 4.9. Interface com o operador remoto 4.9.1. Tão importante como um sistema de fácil utilização é controlar o acesso ao mesmo. Isto se torna mais crítico em função da importância dos equipamentos a que se pretende monitorar remotamente. Portanto, o sistema SDSMPC, deve possuir ferramentas da administração que permitam ao gestor definir os diversos níveis de acesso a cada um de seus módulos, bem como, registrar tais ocorrências em um banco de dados, registrando data, hora e usuário, com todas as ações e intervenções realizadas no sistema. Página 9 de 73

4.9.2. O sistema SDSMPC deverá possuir uma interface gráfica amigável, baseado no unifilar da subestação e os equipamentos que a compõem. Pelo unifilar da subestação é possível selecionar o equipamento e ter acesso às informações de supervisão e controle do mesmo, bem como operá-lo e manobrá-lo de acordo com as normas da CERON a serem repassadas na reunião inicial com o proponente vencedor. 4.9.3. A mesma tela da Subestação demonstrada na tela do usuário SAGE no COS deve estar demonstrada na IHM local, com as mesmas funcionalidades e possibilidade de comando. O acesso do operador local será através de senha e toda e qualquer operação realizada localmente será enviada ao COS através da rede WAN da CERON, permitindo assim que o operador remoto possa verificar qual a real situação da subestação enquanto a mesma é operada localmente ou mesmo orientar o operador local a operar a SE. 4.9.4. O SDSMPC deverá possuir uma ferramenta para filtragem dos diversos eventos de alarme que serão gerados pelo sistema. Esta ferramenta permitirá ao usuário filtrar somente um conjunto de eventos específico que atendam a determinadas premissas e sejam mostrados. 4.9.5. A interface homem máquina no COS para operação do SDSMPC utilizará somente o SAGE SCADA. Reiteramos que não serão aceitas soluções que utilizem outro software para operação das SE s em questão. Página 10 de 73

4.10. Fornecimento dos equipamentos, materiais e serviços 4.10.1. O presente fornecimento do SDSMPC compreende seus equipamentos, materiais e serviços, representados basicamente pelos itens abaixo citados, para a subestação. 4.10.2. As características técnicas e funcionalidades destes itens estão detalhadas ao longo deste Termo de referência e anexos. Painéis para proteção, medição e controle e concentração de comunicações, incluindo cabos, conectores, bornes e demais materiais de instalação; Unidades de Controle Digital (UCDs), incluindo equipamentos, cabos e conectores; Unidades digitais para proteção e controle (relés digitais); Unidades digitais para medição (multimedidores); Relés de Bloqueio (Relés 86); IHM local; Equipamento do tipo Switch Ethernet para a SE; Equipamento Receptor GPS; Conversor RS232/RS485/Fibra ótica (se necessário, em função da solução proposta); Chaves de Aferição (se necessário, em função da solução proposta); Conjunto de câmeras e gravador de imagem digital; Testes de aceitação em fábrica; Comissionamento em campo e implementação da integração Nível1/Nível 2/Nível 3; Materiais de instalação e de adaptação dos equipamentos elétricos (disjuntores, religadores etc.), inclusive os necessários para adequar sua operação para tensão contínua (125VCC); Cabos de controle, para interligação entre os equipamentos elétricos e os painéis de proteção, medição e controle; Manuais técnicos de operação, instalação e manutenção, desenhos e informações; Documentação técnica, mapeamento de pontos etc. dos protocolos utilizados; Programas computacionais (software) necessários, inclusive os necessários para permitir a comunicação entre os níveis 2 e 3 (Exceto o SCADA SAGE); Documentação técnica para configuração e implementação do sistema SDSMPC e dos protocolos de comunicação utilizados; Página 11 de 73

Documentação técnica e desenhos completos do projeto do SDSMPC e As- Built ; Serviço de projeto elétrico dos painéis; Serviço de projeto de cablagem, para identificação e interligação entre equipamentos elétricos e os painéis de automação e proteção; Serviços de integração, configuração e programação nos Níveis 1 e 2; Serviços de integração, configuração e programação nos Níveis 2 e 3; Serviços relativos à criação de banco de dados, mapeamento dos pontos nos respectivos protocolos e documentação do SDSMPC (Painéis/Relés/Unidades); Serviços de montagem eletro-mecânica dos painéis; Serviços de lançamento e identificação de cablagem, entre os equipamentos elétricos e os painéis de proteção. 4.10.3. Compreende ainda para o COS, materiais e serviços, representados basicamente pelos itens abaixo citados: Servidores de Comunicação Sistema de fornecimento e controle de energia crítica; Serviços relativos à criação de banco de dados, mapeamento dos pontos nos respectivos protocolos, telas e documentação do SDSMPC (SCADA); Serviços de instalação do Hardware e Software do COS; 4.10.4. Deverão ser fornecidos ainda, para o conjunto de subestações: Microcomputadores Portáteis (notebooks) com softwares necessários para programação, configuração e manutenção dos SDSMPC; Treinamento em Operação, Manutenção, Configuração e Programação do SDSMPC, inclusive no uso de softwares específicos; Treinamento em configuração dos protocolos de comunicação utilizados; Lote de unidades, módulos e materiais sobressalentes. 4.10.5. Todos os equipamentos fornecidos deverão ser fabricados, montados e entregues totalmente operacionais e todos os componentes deverão ser novos e adequados às condições operacionais e ambientais aqui especificadas. Todos os programas computacionais deverão ser desenvolvidos, testados, integrados e documentados de acordo com os padrões e definições estabelecidos neste Termo de referência. 4.10.6. Ambos, equipamentos e programas computacionais, deverão ser projetados e fornecidos para atender integralmente às funções de proteção, medição, controle e supervisão das subestações, conforme as exigências Página 12 de 73

deste Termo de referência. 4.10.7. Para tornar o fornecimento final adequado aos requisitos funcionais deste Termo de referência deverão ser utilizadas, da forma mais extensa possível, as melhores técnicas e conceitos de projeto e fabricação. 4.10.8. O fornecimento deverá incluir todos os detalhes, recursos ou equipamentos necessários ao funcionamento dos sistemas propostos de acordo com o especificado, mesmo quando estes detalhes, recursos ou equipamentos não tenham sido claramente solicitados neste Termo de Referência. 5. ARQUITETURA 5.1. O SDSMPC deverá permitir a operação desassistida das subestações relacionadas, na supervisão e comando remoto a partir do Centro de Operação do Sistema. 5.2. Deverá ser prevista a operação local, para os casos de perda de comunicação com o citado COS. A arquitetura funcional do SDSMPC será hierárquica nos níveis descritos no anexo IX. 5.3. Para todos os níveis citados abaixo, estão indicados nos anexos as quantidades mínimas de equipamentos, mas havendo necessidade de equipamentos e/ou quantidades diferentes na solução apresentada pelo proponente, esses deverão constar integralmente da proposta de fornecimento. 5.4. Nível 3 - controle e supervisão remotos 5.4.1. Neste nível serão realizadas as funções de interface Homem-Máquina - IHM para controle e supervisão remota, concentração e processamento de dados e comunicação com o nível 2 das Subestações em questão. O Nível 3 se encontra no COS da CERON. 5.4.2. O Sistema de Supervisão e Controle a ser implantado no COS será atendido pelo software SAGE em sua totalidade, na sua última versão. O fornecimento deste software e suas licenças serão de responsabilidade da CERON. 5.4.3. Este sistema tem, basicamente, características de sistemas SCADA com Página 13 de 73

suas funções tradicionais. Mais detalhes sobre este sistema supervisório pode ser obtido no ANEXO I Visão Geral do SAGE. Caso a solução do proponente desobedeça ao especificado no referido documento, o proponente será tecnicamente desclassificado. 5.4.4. A CERON optou por este sistema por ser desenvolvido dentro do próprio grupo ELETROBRÁS do qual a CERON faz parte. 5.4.5. A PROPONENTE deve considerar que todos os hardwares e os serviços de instalação dos sistemas operacionais e do software SAGE necessárias à integração das SE s escopo deste fornecimento serão de sua responsabilidade e fornecimento. 5.4.6. O desenvolvimento e atualização de banco de dados e telas, com implementação no COS da CERON (Nível 3) dentro do ambiente SCADA será feito pelo proponente, como também os serviços de integração e configuração do protocolo DNP 3.0 encapsulado em TCP-IP na comunicação entre o Nível 3 com o Nível 2, com base no mapeamento de pontos que serão empregados. 5.4.7. Não serão aceitas soluções que utilize protocolo de comunicação diferente do mencionado acima, como também não será aceito nenhum conversor de protocolo entre os níveis 02 e 03. A comunicação entre esses níveis deve ser feita de forma direta entre o COS da CERON e a UCD que faz parte do escopo de fornecimento. 5.4.8. Não serão aceitas soluções que utilize plataformas (software ou hardware) entre o nível 03 (SAGE SCADA) e Nível 02 (UCD da subestação). O SAGE SCADA irá colher as informações diretamente da UCD. 5.4.9. Não serão aceitas soluções que descaracterizem a solução especificada neste documento e seus anexos. Qualquer alteração na solução aqui apresentada implicará na desclassificação técnica do proponente. 5.4.10. O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento para implantação no COS, mesmo que essa quantidade não esteja especificada nesse termo de referência. e seus anexos. 5.4.11. O FORNECEDOR deverá ser credenciado para configuração e implantação do SAGE junto ao CEPEL ou firmar contrato de suporte e treinamento para o Página 14 de 73

empreendimento com o CEPEL durante a sua implantação. 5.5. Nível 2 - Controle e Supervisão Local 5.5.1. Neste nível serão realizadas as funções de controle e supervisão local, concentração e processamento de dados e comunicação com os níveis 1 e 3. O Nível 2 será composto por Interface Homem-Máquina, denominado neste Termo de referência de IHM Local, dispositivos de entrada de dados, equipamentos e interfaces, unidade concentradora de comunicação e pelos respectivos programas computacionais para a implementação dessas funções. Estes equipamentos serão instalados em painel na sala de comando de cada subestação que faz parte do objeto deste termo de referência. O meio de comunicação será a rede WAN da CERON e o protocolo de comunicação entre o nível 2 e o nível 3 será o DNP 3.0, encapsulado em TCP-IP. 5.5.2. Será no nível 02 que o equipamento irá verificar a viabilidade de chavear entre o canal primário de comunicação e o secundário, bem como normalizar a comunicação quando o canal principal for restabelecido. 5.5.3. A rede de operação será a responsável pela transmissão das informações de caráter operativo, ou seja, informações de estado de contatos, níveis de tensão e corrente de barra, freqüência, acionamentos das proteções, tipos de acionamento, etc. Estes dados são normalmente disponibilizados pelos protocolos abertos dos relés e medidores. 5.5.4. A UCD deverá possuir porta de comunicação que utilize protocolo aberto DNP 3.0, pois há casos de relés existentes em campo, que não suportam o protocolo IEC61850. 5.5.5. A função da UCD / Concentrador de Dados indicada na arquitetura, é a de se comunicar com os diferentes relés e medidores de cada subestação, utilizando seus profiles específicos, sincronizar todas estas informações em uma só base de tempo (quando não for possível realizar a sincronização pela rede ethernet) e retransmitir tais informações, de forma concentrada e já devidamente tratada, para a camada superior do sistema, utilizando a rede WAN da CERON, sob a camada de transporte TCP-IP. Página 15 de 73

5.5.6. Esta UCD fará a função de gerenciamento de dados, associada à função de concentrador de comunicação, otimizando a troca de dados entre o sistema e os dispositivos de campo. Isto se faz necessário em função da possibilidade de no futuro o sistema monitorar outros relés que serão interligados ao mesmo. Também deverá executar lógicas de automatismo configuráveis, de tal forma a possibilitar a implementação de funções de nível 2, que abrangem a subestação como um todo, como lógicas de desligamento e recomposição da subestação. 5.5.7. A UCD também será responsável pelo gerenciamento dos canais de comunicação, realizando o chaveamento automático para o canal de backup, quando o canal principal for perdido e retornando automaticamente quando o canal principal for recuperado. Esse chaveamento não pode ser sentido pelo SCADA, que deve apenas emitir um alarme indicando a condição anormal e sinalizando que está usando o canal back-up. 5.5.8. A UCD também deverá possuir entradas e saídas digitais e analógicas para conexão com equipamentos na SE que não estão ligados diretamente aos dispositivos de proteção e chaveamento, como por exemplo, o serviço auxiliar CA/CC. O proponente deverá fazer o seu levantamento da quantidade de entradas/saídas e de suas características durante as vistorias técnicas. 5.5.9. A IHM Local consiste em um equipamento que deverá assumir a função de operação local, quando a Subestação estiver em manutenção ou mesmo perder a comunicação com o COS. Por essa razão a interface gráfica deverá ser semelhante à apresentada no COS. Não será aceito solução que utilize notebook como IHM Local, pois o equipamento deve ficar fixo no painel de controle para ser utilizado por qualquer funcionário do setor de manutenção da CERON devidamente autorizado. 5.5.10. Não será aceito solução que utilize uma plataforma PC (industrial ou não) como IHM LOCAL no painel de UCD. Como a IHM local irá trabalhar em paralelo ao COS, não será aceito que a IHM Local disponibilize os dados direto para o SAGE/SCADA. 5.5.11. Quanto a IHM Local, ela terá a função de disponibilizar para o operador local todas as telas, alarmes, comandos, medições da subestação, de uma Página 16 de 73

forma padronizada. Os desenhos das telas e as descrições dos alarmes deverão ser semelhantes aos que estarão disponíveis no COS de tal forma que o operador do COS possa orientar o operador local em caso de necessidade. 5.5.12. Tanto a UCD, a IHM e os switch deverão ficar em um painel dedicado, separado do painel de proteção. 5.5.13. Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para a UCD consultar o ANEXO II ESPECIFICAÇÕES PARA UCD / CONCENTRADOR DE DADOS. 5.5.14. Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para a IHM consultar o ANEXO IV ESPECIFICAÇÃO PARA INTERFACE HOMEM- MÁQUINA LOCAL (IHM). 5.5.15. O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de Referência para compor o escopo de seu fornecimento. 5.6. Nível 1 - interface com o processo 5.6.1. SE Ariquemes a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para os equipamentos do setor 69kV (disjuntores), os relés instalados são do tipo P632 da AREVA, P122 da AREVA, Linha SPACOM da ABB. Estes relés deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. Página 17 de 73

c) Os novos relés digitais deverão ser instalados em painel de proteção novo. d) Nas saídas das linhas para SE Montenegro e SE Alto paraíso existe religadores NU-LEC série N, que devem ser integrados ao SDSMPC. Os materiais para integração do religador NU-LEC ao SDSMPC devem fazer parte do escopo de fornecimento. A integração dos religadores compreende comando, controle, alteração de ajustes e coleta de oscilografia via SDSMPC. e) Existem dois transformadores de 69kV/13,8kV, sem UPC para proteção diferencial. Deverão ser fornecidos dois relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 69kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. f) Para os equipamentos do setor de 13,8kV (disjuntores e cubículos) existem relés das linhas PCD e SPACOM da ABB que deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. g) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. h) Existe um alimentador com religador NU-LEC série U. Esse religador será substituído por um disjuntor que não faz parte do escopo de fornecimento, bem como sua instalação física. O PROPONENTE deverá deixar pronto para quando os novos disjuntores forem instalados os mesmos sejam integrados com o sistema SDSMPC, inclusive com os cabos de alimentação e proteção lançados até o ponto onde está o religador NU-LEC. i) Vale salientar que existem 03 disjuntores ABB à gás que deverão ser substituídos pela CERON. Esses novos disjuntores não fazem parte do escopo de fornecimento bem como a sua instalação física, porém deve fazer parte do escopo do PROPONENTE o fornecimento de relés para esses novos equipamentos (03 alimentadores) e instalados no painel de proteção novo. Página 18 de 73

j) O PROPONENTE deverá deixar pronto toda a instalação do relé que fará a proteção do disjuntor para quando os novos equipamentos forem instalados os mesmos sejam integrados com o sistema SDSMPC, inclusive com os cabos de alimentação e proteção lançados até o ponto onde estão os disjuntores antigos. k) Existem ainda dois bancos de capacitores com capacidade de 3.6 MVar com relés da Linha SPACOM da ABB, esses relés deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. l) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. m) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. n) Cada relé digital multifunção fornecido deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo. Nos relés destinados a proteção de bancos de capacitores não será necessários medidores operacionais. o) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Deverá ser consultado o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante desta ET. p) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. q) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. Página 19 de 73

r) A transferência do painel antigo para o painel que será fornecido também fará parte do escopo do proponente. O retificador bem como o banco de baterias não faz parte do escopo de fornecimento, apenas sua interligação ao novo painel de serviço auxiliar CC. Vale salientar que a transferência será feita com a SE energizada e com isso a transferência deverá ser feita equipamento por equipamento. s) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc necessários para a automação desta subestação. t) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as SE s e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em ARIQUEMES. u) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. v) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. 5.6.2. SE JI-Paraná a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para os equipamentos do setor 69kV (Disjuntores), os relés instalados são da linha SPACOM da ABB. Estes relés deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. Página 20 de 73

c) Os novos relés digitais deverão ser instalados em painel de proteção novo. d) Existem dois transformadores de 69kV/13,8kV que possuem relés da Linha SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por dois relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 69kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. e) Os novos relés digitais deverão ser instalados em painel de proteção novo. f) Existem dois transformadores de 69kV/34,5kV que possuem relés da Linha SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 69kV/34,5kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. g) Os novos relés digitais deverão ser instalados em painel de proteção novo. h) Existe um disjuntor de 34,5kV utilizando com relé SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por relés multifunções com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. i) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. j) Para os equipamentos do setor de 13,8kV (disjuntores e cubículo) existem relés da linha SPACOM da ABB que deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. k) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. Página 21 de 73

l) Existem ainda 01 banco de capacitor com capacidade de 3.6 MVar com relé SPACOM, esse relé deve ser substituído por relés deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. m) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. n) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. Cada UPC que será fornecida deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo. o) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Deverá ser consultado o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante deste Termo de Referência. p) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. q) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. r) A transferência do painel antigo para o painel que será fornecido também fará parte do escopo do proponente. O retificador bem como o banco de bateria não faz parte do escopo de fornecimento, apenas sua interligação ao novo painel de serviço auxiliar CC. Vale salientar que a transferência será feita com a SE energizada e com isso a transferência deverá ser feita equipamento por equipamento Página 22 de 73

s) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc necessários para a automação desta subestação. t) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as SE s e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em JI-PARANÁ. u) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. v) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo (Tabela I) a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. 5.6.3. SE Cacoal a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para os equipamentos do setor 138kV (disjuntores) os relés instalados são da linha SPACOM da ABB. Estes relés deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuam protocolo de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. c) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. d) Existem dois transformadores de 138kV/13,8kV que possuem relés do tipo SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por dois relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 138kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de Página 23 de 73

comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. e) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. f) Para o setor de 13,8kV todos os equipamentos (cubículos e disjuntores) possuem relés da linha SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por relés multifunções com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. g) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. h) Existem ainda dois bancos de capacitores com capacidade de 3.6 MVar com relé da linha SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por relés deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. i) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. j) Existem dois transformadores de 13,8kV/34,5kV sendo um transformador com relé AREVA P632 e outro com relé SPAD da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por dois relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 13,8kV/34,5kV com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. k) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. l) Existem dois disjuntores de 34,5kV sendo um transformador com relé AREVA P122 e outro com relé SPACOM da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por dois relés multifunções com tecnologia atualizada e que possuam Página 24 de 73

protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. m) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. n) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. o) Cada relé digital multifunção fornecido deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo. p) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Deverá ser consultado o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante desta ET. q) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. r) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. s) A transferência do painel antigo para o painel que será fornecido também fará parte do escopo do proponente. O retificador bem como o banco de bateria não faz parte do escopo de fornecimento, apenas sua interligação ao novo painel de serviço auxiliar CC. Vale salientar que a transferência será feita com a SE energizada e com isso a transferência deverá ser feita equipamento por equipamento Página 25 de 73

t) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc necessários para a automação desta subestação. u) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as SE s e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em CACOAL v) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. w) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. 5.6.4. SE Pimenta Bueno a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para equipamentos do setor 138kV (disjuntores), os relés instalados são da ABB, SIEMENS, AREVA. Estes relés deverão ser substituídos por relés multifunção com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. c) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. d) Vale salientar que em dois disjuntores existem chave seccionalizadora motorizada. A integração dessas seccionalizadora deverá fazer parte do escopo de fornecimento do projeto em questão. As chaves motorizadas são da LAELC com controle AREVA. Página 26 de 73

e) No momento existe um disjuntor de 138kV sem UPC, o PROPONENTE deverá prover uma UPC instalada no painel de proteção novo, além de integrar essa UPC ao disjuntor que não se encontra em funcionamento no momento. f) Existem dois transformadores de 138kV/13,8kV que possuem relé do tipo P632 da AREVA. Esses relés deverão ser substituídos por relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 138kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. g) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. h) Para o setor de 13,8kV, todos os equipamentos (cubículo e disjuntores) possuem relés da P122 da AREVA, SPACOM da ABB e PCD da ABB, que deverão ser substituídos por relés multifunções com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. i) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. j) Existe ainda um banco de capacitor com capacidade de 3.6 MVar com relé da linha SPACOM da ABB, esse relé deve ser substituído por equipamento com tecnologia atualizada e que possua protocolo de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. k) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. l) Existem dois transformadores de 13,8kV/34,5kV sem proteção diferencial. Deverão ser fornecidos dois relés multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 13,8kV/34,5kV com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. Página 27 de 73

m) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. n) Existem dois disjuntores de 34,5kV sendo um com relé MICROSHIELD da ABB. Esses relés deverão ser substituídos por relés multifunções com tecnologia atualizada e que possuam protocolos de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. o) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. p) Existe um painel de teleproteção instalado na SE PIMENTA BUENO. Esse painel deverá ser integrado ao sistema SDSMPC. A configuração da teleproteção existente, bem como qualquer material para prover esse recurso não faz parte do escopo de fornecimento. q) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. r) Cada relé digital multifunção fornecido deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo no mínimo. s) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Favor consultar o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante desta ET. t) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. u) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. Página 28 de 73

v) A transferência do painel antigo para o painel que será fornecido também fará parte do escopo do proponente. O retificador bem como o banco de bateria não faz parte do escopo de fornecimento, apenas sua interligação ao novo painel de serviço auxiliar CC. Vale salientar que a transferência será feita com a SE energizada e com isso a transferência deverá ser feita equipamento por equipamento w) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc necessários para a automação desta subestação. x) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as SE s e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em Pimenta Bueno, os custos para transporte do material retirado da Subestação até o almoxarifado de Pimenta Bueno deve fazer parte do escopo de fornecimento. y) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. z) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. 5.6.5. SE Espigão do Oeste a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para o equipamento do setor 34,5kV (Religador) é do tipo NU-LEC série N. Esse equipamento deve ser integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de Página 29 de 73

proteção via SDSMPC. Todos os custos de adaptação (conversores, cabos, etc.) deverão fazer parte do escopo de fornecimento do proponente. c) Existe um transformador de 34,5kV/13,8kV sem proteção diferencial. Deverá ser fornecido relé multifunção para a proteção diferencial do transformador de força 34,5kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possua protocolo de comunicação DNP 3.0 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. O relé de proteção diferencial deve ser integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. d) O novo relé digital deverá ser instalado/adaptado em painel de proteção novo. e) Para o setor de 13,8kV dois religadores são do tipo NU-LEC série U (Schneider) e um do tipo OVR/PCD2000 (ABB). Esses equipamentos deverão ser integrados ao SDSMPC. Esses equipamentos devem ser integrados, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. Todos os materiais (conversores, fibras, cabos) para prover a integração dos mesmos devem fazer parte do escopo de fornecimento. f) Existe ainda um banco de capacitor com capacidade de 3.6 MVar sem proteção. Deverá ser fornecido um relé multifunção com tecnologia atualizada e que possua protocolo de comunicação DNP3.0 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. Esse equipamento deve ser integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. g) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. h) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. i) Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes dos mesmos ao SDSMPC. Cada UPC existente e a ser fornecida deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo. Página 30 de 73

j) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Favor consultar o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante deste Termo de Referência. k) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. l) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. m) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc. necessários para a automação desta subestação. n) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as Subestações e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em Pimenta Bueno, os custos para transporte do material retirado da SE até Pimenta Bueno deve fazer parte do escopo de fornecimento. o) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. p) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. q) Atualmente a Subestação não possui casa de comando ou canaleta. A construção da casa de comando e canaletas não fazem parte do escopo de fornecimento. A CERON irá entregar a Subestação para o PROPONENTE Página 31 de 73

vencedor com a casa de comando construída, equipada com condicionamento artificial, banco de baterias e retificador de tensão. 5.6.6. SE Nova Brasilândia a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para o equipamento do setor 69kV (disjuntores), o relé instalado é da linha P123 da AREVA. Este relé deverá ser substituído por equipamento com tecnologia atualizada e que possua protocolo de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. c) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. d) Existe um transformador de 69kV/13,8kV que possui relé do tipo P632 da AREVA. Esse relé deverá ser substituído por um relé digital multifunções para a proteção diferencial dos transformadores de força 69kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possua protocolo de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. e) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. f) Para o setor de 13,8kV todos os equipamentos (cubículo e disjuntores) possuem relés P122 e P123 da AREVA, que deverão ser substituídos por equipamentos com tecnologia atualizada e que possuam protocolo de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. g) Os novos relés digitais deverão ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. h) Existem ainda um banco de capacitor com capacidade de 1.8 MVar sem relé de proteção. Deverá ser fornecido um relé digital multifunção com tecnologia Página 32 de 73

atualizada e que possua protocolo de comunicação IEC-61850 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. i) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. j) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. k) Cada relé digital fornecido deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo. l) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Favor consultar o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante deste Termo de Referência. m) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. n) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. o) A transferência do painel antigo para o painel que será fornecido também fará parte do escopo do proponente. O retificador bem como o banco de bateria não faz parte do escopo de fornecimento, apenas sua interligação ao novo painel de serviço auxiliar CC. Vale salientar que a transferência será feita com a SE energizada e com isso a transferência deverá ser feita equipamento por equipamento Página 33 de 73

p) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc. necessários para a automação desta subestação. q) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as Subestações e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em ROLIM DE MOURA, os custos para transporte do material retirado da SE até ROLIM DE MOURA deve fazer parte do escopo de fornecimento. r) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. s) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. 5.6.7. SE Alta Floresta a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para o equipamento do setor 34,5kV (Religador) é do tipo NU-LEC série N. Esse equipamento deve ser integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. Todos os custos de adaptação (conversores, cabos, etc.) deverão fazer parte do escopo de fornecimento do proponente. c) Existe um transformador de 34,5kV/13,8kV sem proteção diferencial. Deverá ser fornecido um relé digital multifunção para proteção diferencial do transformador de força 34,5kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação DNP 3.0 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. Página 34 de 73

d) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados e integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção ao SDSMPC em painel de proteção novo. e) Para o setor de 13,8kV há três religadores OVR com unidade de proteção e controle tipo PCD2000 da ABB. Esses equipamentos devem ser integrados, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. Todos os custos de adaptação (conversores, cabos, etc.) deverão fazer parte do escopo de fornecimento do proponente. f) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. g) Cada Unidade de Proteção e Controle a ser integrada ao SDSMPC deverá conter 01 medidor operacional associado à mesma. h) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Favor consultar o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante deste Termo de Referência. i) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. j) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. k) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc necessários para a automação desta subestação. Página 35 de 73

l) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as SE s e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em ROLIM DE MOURA, os custos para transporte do material retirado da SE até ROLIM DE MOURA deve fazer parte do escopo de fornecimento. m) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. n) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. o) Atualmente a SE possui casa de comando pequena e sem condicionamento artificial, a SE também não possui canaleta. A construção da casa de comando e canaletas não fazem parte do escopo de fornecimento. A CERON irá entregar a SE para a PROPONENTE vencedora com a casa de comando construída, equipada com condicionamento artificial, banco de baterias e retificador de tensão. 5.6.8. SE Santa Luzia a) Neste nível serão realizadas as funções de proteção, medição, comando e aquisição de dados e estados dos equipamentos elétricos instalados nas subestações. Estas funções poderão ser agrupadas em unidades de proteção ou controle digitais. b) Para o equipamento do setor 34,5kV (Religador) é do tipo NU-LEC série N. Esse equipamento deve ser integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. Todos os custos de adaptação (conversores, cabos, etc.) deverão fazer parte do escopo de fornecimento do proponente. c) Existe um transformador de 34,5kV/13,8kV sem UPC para proteção diferencial. Esse relé multifunção deverá ser fornecido para a proteção diferencial dos Página 36 de 73

transformadores de força 34,5kV/13,8kV com tecnologia atualizada e que possuem protocolos de comunicação DNP 3.0 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. d) O novo relé digital deverá ser instalados/adaptados em painel de proteção novo. Esse equipamento deve ser integrado, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC. e) Para o setor de 13,8kV todos os equipamentos (religadores) os relés de proteção são do tipo PCD da ABB, que deverão ser integrados, compreendendo todas as funções de comando, controle, coleta de oscilografia e parametrização das funções de proteção via SDSMPC com tecnologia atualizada e protocolos de comunicação DNP3.0 com interface em fibra óptica, para atender a Arquitetura proposta. f) O Nível 1 também será composto por medidores digitais destinados à aquisição de dados analógicos dos equipamentos elétricos primários instalados no pátio da subestação. Deverão ser fornecidos medidores novos e integrar as informações provenientes do mesmo ao SDSMPC. g) Cada Unidade de Proteção e Controle a ser integrada ao SDSMPC deverá conter 01 medidor operacional associado ao mesmo. p) O sistema de câmeras de supervisão será composto de 02 (duas) câmeras localizadas da seguinte forma: 01 (uma) na sala de controle e 01 (uma) no pátio de manobra. Também deverá existir um gravador de imagens na subestação com a finalidade de gravação local das imagens destas câmeras. Favor consultar o Anexo III Especificação para CFTV para maiores detalhes; este documento é parte integrante deste Termo de Referência. h) O PROPONENTE também deverá fornecer um painel de serviços auxiliares para o circuito de CA e outro para o circuito de CC da subestação em questão. i) Os painéis de serviço auxiliar devem conter no mínimo um disjuntor geral trifásico, 25 circuitos com mini-disjuntores independentes e medidores de grandezas elétricas para monitoração do painel de serviço auxiliar. Tal configuração serve tanto para CA como para CC. Página 37 de 73

j) O PROPONENTE deverá considerar o fornecimento de todos os cabos elétricos, fibras óticas, conversores óticos, relés auxiliares, materiais de montagem, etc necessários para a automação desta subestação. k) O PROPONENTE deverá considerar os custos de transporte do material até as SE s e limpeza (retirada dos cabos antigos e painéis desativados). Os materiais de limpeza serão alocados em almoxarifados da própria CERON existente em ROLIM DE MOURA, os custos para transporte do material retirado da SE até ROLIM DE MOURA deve fazer parte do escopo de fornecimento. l) Para maiores detalhes sobre a especificação requerida para os relés e multimedidores a serem fornecidos consultar os ANEXOS VI e XI respectivamente. m) O PROPONENTE deverá verificar as quantidades mínimas de equipamentos previstos em anexo a este Termo de referência para compor o escopo de seu fornecimento. n) Atualmente a SE não possui casa de comando, a SE também não possui canaleta. A construção da casa de comando e canaletas não fazem parte do escopo de fornecimento. A CERON irá entregar a SE para a PROPONENTE vencedora com a casa de comando construída, equipada com condicionamento artificial, banco de baterias e retificador de tensão. 5.6.9. SE Canteiro a) A SE CANTEIRO já está automatizada, possuindo arquitetura igual à arquitetura exposta neste termo de referência. Existe um canal com o protocolo DNP3.0 sobre TCP-IP, esse canal deverá ser utilizado para que o SAGE instalado monitore a SE. b) A SE CANTEIRO é monitorada por uma máquina que se encontra instalada na sede da CERON. A máquina roda o SCADA SAGE. É de responsabilidade da proponente transferir essa aplicação para o COS objeto deste termo de Página 38 de 73

referência, além de comissionar à mesma garantindo o pleno funcionamento da aplicação da SE CANTEIRO no COS que será instalado. c) Não faz parte do escopo de fornecimento qualquer serviço de integração dos equipamentos da SE CANTEIRO a concentradora existente, bem como o fornecimento de qualquer material para tal fim. 6. FILOSOFIA DE OPERAÇÃO DO SISTEMA Em qualquer condição de operação, as unidades que realizam as funções de proteção da subestação atuarão individualmente, sem depender de outras unidades de proteção, das vias de comunicação com os níveis superiores e de quaisquer outros equipamentos instalados em quaisquer outros níveis hierárquicos. 7. REQUISITOS GERAIS 7.1. Regime de Operação Todos os equipamentos e sistemas serão projetados e fabricados para operação em regime contínuo (24 horas por dia), sem necessidade de interrupções. 7.2. Condições Ambientais A temperatura ambiente esperada varia entre 25ºC e 45 C, com média anual de 36ºC. A umidade relativa média mensal varia entre 75% e 85%. Por ser um Sistema instalado em ambiente altamente favorável à oxidação e corrosão de componentes metálicos, todos os equipamentos fornecidos deverão possuir proteção adequada para estas condições. 7.3. Tropicalização Todos os equipamentos deverão estar adequados para operação e armazenagem em regiões tropicais, caracterizadas por temperaturas elevadas, alta umidade relativa e ambiente propício à formação de mofo e fungos. Página 39 de 73

7.4. Confiabilidade A concepção do Sistema deverá ser tal que nenhuma falha ou defeito em qualquer componente ou subsistema resulte em emissão de comando ou qualquer efeito no sistema primário que está sendo controlado ou supervisionado. Além disto, cada unidade deverá atuar de forma independente, de modo que a falha ou defeito de uma delas não comprometa o correto funcionamento das demais. Todos os programas computacionais, dados de configuração dos equipamentos e bancos de dados requisitados deverão ser mantidos em memórias não voláteis, de forma que não haja perda decorrente de interrupção da alimentação auxiliar. 7.5. Instalações Físicas A sala de comando da Subestação possuirá condicionamento térmico artificial, entretanto, todos os equipamentos a serem fornecidos deverão ser capazes de suportar as variações de temperatura e de umidade registradas na ausência deste condicionamento. Além disto, os equipamentos deverão suportar a instalação em ambientes sujeitos à incidência constante de poeira. Serão explicitados quaisquer cuidados adicionais necessários para a instalação dos equipamentos a serem fornecidos no ambiente acima descrito. 7.6. Compatibilidade Eletromagnética Todos os equipamentos deverão possuir proteção adequada contra surtos transitórios, interferências eletromagnéticas e descargas eletrostáticas, nos níveis previstos pelas Normas aplicáveis para equipamentos eletrônicos para instalação em ambiente de sala de comando de subestação. 7.7. Tensões de Alimentação Os equipamentos estarão adequados para instalação nas seguintes tensões de alimentação, de acordo com as especificidades individuais: Circuitos Auxiliares CA: Serão supridos em 380/220V, 60Hz, trifásico. Os equipamentos fornecidos deverão operar adequadamente para variações de +10% (dez por cento) na tensão e +5% (cinco por cento) na freqüência. Página 40 de 73

Circuitos de Controle CC: A tensão nominal de suprimento será de 125Vcc, obtida de banco de baterias não aterrado. Os equipamentos fornecidos deverão operar adequadamente na faixa de 80 a 110% da tensão nominal. 7.8. Normas Aplicáveis Serão relacionadas às Normas a serem utilizadas (incluindo as relativas à compatibilidade eletromagnética), as condições de referência individuais e graus de severidade de ensaios, aplicáveis a cada um dos itens (equipamentos, componentes, programas computacionais, protocolos de comunicação, etc.) de acordo com o escopo deste Termo de referência. Serão utilizadas, preferencialmente as últimas revisões das normas emitidas pela ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ou, alternativamente, a última revisão das Normas aplicáveis emitidas por uma ou mais das seguintes instituições normativas: a) IEC - International Electrotechnical Comission b) ANSI - American National Standards Institute c) ASTM - American Society for Testing and Materials d) ASME - American Society of Mechanical Engineers e) ICEA - Insulated Cable Engineers Association f) IIW - International Institute of Welding g) IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers h) ISO - International Organization for Standardization i) NEMA - National Electrical Manufacturers Association j) NEC - National Electrical Code k) EIA - Electronic Industries Association l) DIN - Deutsche Industrie Normen m) CCITT - Comité Consultatif Internacionale Telegraphique et Teléfonique n) OSI - Open System Interconnect o) OSF - Open Software Fundation 7.9. Painéis e Consoles Os painéis deverão ser para instalação abrigada, fornecidos completos, para pronta utilização, com todos os equipamentos e acessórios montados, fiação, etc. Página 41 de 73

Todos os equipamentos auxiliares aos especificados, quer constem ou não do presente Termo de Referência, e que sejam necessários para o funcionamento correto, deverão fazer parte do fornecimento. 7.10. Estruturas e Tipos de Painéis a) Cada conjunto de painéis deverá permitir qualquer ampliação futura pelo simples acréscimo de unidades semelhantes. Cada unidade deverá ser totalmente independente das demais e de construção tal que, a adição de uma nova unidade ou a retirada de qualquer outra montada não afete o funcionamento normal das restantes. Cada unidade deverá ser acoplada à unidade vizinha através de parafusos, sem espaço entre elas. b) Cada unidade deverá ser construída como uma estrutura rígida, autosuportante, de aço perfilado similar ao ASTM-A7 e chapa de aço lisa, sem defeito, de 2,657mm (0.1045 ) ou 12 MSG de espessura mínima e meios de levantamento (olhais) removíveis após a instalação. A base deverá ser perfil U de 4 (102mm) de alma e altura de 40mm e incluir peças e parafusos de fixação. 7.10.1. Montagem dos Componentes a) A armação de cada painel será suficientemente forte para suportar rigorosamente a fixação dos equipamentos nele instalados. Quando necessário, deverão os painéis ser dotados de reforços para sustentação satisfatória de componentes pesados. Os dispositivos montados internamente deverão possuir suportes adequados. b) Nenhum equipamento deverá ser montado a menos de 30 cm do piso. As furações para instalação posterior de equipamentos deverão ser convenientemente fechadas com tampas de chapas de aço, pintadas da mesma cor do painel, facilmente removíveis e instaladas de maneira a não prejudicar a aparência do painel. Página 42 de 73

c) As unidades deverão ser fornecidas completamente montadas, com todas as ligações feitas na fábrica e identificadas. Deverão ser previstos travamentos para evitar deformação e danos durante o transporte. d) Os dispositivos para ensaios nos circuitos de corrente e potencial deverão ser montados na frente dos painéis. 7.10.2. Fiação e Blocos Terminais a) A entrada e saída dos cabos de controle serão pela parte inferior das unidades. No interior das unidades os cabos não poderão ficar suspensos livremente, para o que, lateralmente e no topo, as unidades deverão ter calhas com tampas facilmente removíveis e furos adequados para a passagem dos cabos que se dirigem às réguas terminais. A parte interna das calhas e os furos deverão receber acabamento esmerado de forma a evitar danos aos condutores (revestidos de buchas de borracha sintética ou material similar). b) Os condutores a serem usados na fiação interna deverão ser de cobre recozido, sem emendas, isolados para 0,6/1kV, anti-chama, próprio para instalação em painéis e mesas de controle, formação mínima 7 fios e seção mínima 2,5mm2, exceto os condutores dos circuitos dos transformadores de corrente, que deverão ter seção mínima de 4mm2. As extremidades dos condutores deverão ser ligadas às réguas por terminais tipo anel, de pressão, adequados a cada caso. Os grupos de fios deverão ser amarrados com braçadeiras de plástico. As conexões deverão ser tais que não se quebrem e nem fiquem frouxas nas condições normais de transporte e operação do painel. c) Todas as ligações dos circuitos de um painel com equipamentos externos ou com outro painel deverão ser feitas por meio de réguas terminais montadas em lugar de fácil acesso, com identificação individual permanente. Os bornes das réguas terminais deverão ser dimensionados para 600V, 30A e apropriados para uso com terminais de pressão para cabos de cobre trançados bitolas nos 1,5 a 2,5 mm2 e nos 4 à 6mm2. As réguas terminais deverão permitir a ligação de dois condutores por borne em cada lado da régua. Deverão ser fornecidos bornes livres na proporção de 20% daqueles ocupados. Página 43 de 73

7.10.3. Barramento de Terra a) Os painéis de comando deverão ser dotados de um barramento de terra ao qual serão eletricamente ligados as peças estruturais e todos os terminais de terra dos circuitos a aterrar. O barramento será constituído por uma barra chata de cobre 1 x1/4 provida de conectores necessários para interligar as barras de unidades vizinhas (atuais e futuras) e cada uma delas à rede de terra da subestação, por meio de cabo de cobre bitola 70mm2 à 120mm2. b) O aterramento dos neutros dos secundários dos transformadores de corrente e potencial deverá ser feito no painel. As portas deverão ser aterradas por meio de cordoalhas de cobre adequadamente dimensionadas. 8. TELAS DE OPERAÇÃO A contratada deverá desenvolver as telas de operação de acordo com as exigências da operação da CERON, tendo como base o SAGE. 9. DESENHOS 9.1. Independentemente dos desenhos e documentos técnicos fornecidos com a PROPOSTA, antes do início da fabricação, deverão ser enviados à CERON, para análise, 3 (três) cópias dos seguintes desenhos: Relação de todos os desenhos que compõem o projeto do fabricante; Desenhos da base ou do suporte da base dos painéis, com detalhes suficientes para a preparação das fundações; Vistas, seções e furações, com dimensões; Localização dos equipamentos internos, réguas terminais e outros materiais; Diagramas funcionais dos circuitos de comando, proteção, sinalização e alarme; Desenhos de fiação interna e interligação; Esquemas trifilares de medição e proteção; Página 44 de 73

Listagem dos componentes, indicando símbolos, características, tipos e procedências, caso não sejam de fabricação própria; Lista de plaquetas; Cronograma de fabricação do fornecimento, incluindo os ensaios; Qualquer outro desenho necessário à instalação, operação e manutenção. 9.2. Com base na análise dos desenhos e demais documentos, a CERON, a seu critério, poderá propor alterações e/ou acréscimos nos mesmos, em prazo máximo de 10(dez) dias do recebimento, informando por escrito, se for o caso, ao CONTRATADO. Sempre que houver modificações anotadas na cópia enviada ao CONTRATADO este deverá submeter novas cópias para análise da CERON. Sempre que forem introduzidas modificações no projeto ou na fabricação do produto encomendado a CERON deverá ser avisada e, caso as modificações venham a afetar o projeto, o CONTRATADO deverá fornecer 3 (três) cópias para verificação, repetindo-se as operações até o fornecimento do desenho final em 3 vias, acompanhado do arquivo do desenho em formato compatível com o programa AutoCAD. 9.3. A análise dos desenhos, diagramas e demais documentos por parte da CERON não caracterizará co-responsabilidade ou aprovação da CERON quanto à qualidade de sua elaboração e ao atendimento a este Termo de Referência. Desta forma, caberá exclusivamente ao CONTRATADO a plena responsabilidade quanto ao projeto e funcionamento correto do sistema fornecido, e a obrigação de fornecer o produto de acordo com este Termo de Referência. 9.4. Os desenhos deverão conter claramente as seguintes indicações: Nome da Centrais Elétricas de Rondônia (CERON); Número da ordem de compra; Item correspondente da ordem de compra; Página 45 de 73

Aplicação; Data de confecção e aprovação; Número da revisão; Assinatura do Responsável 10. PEÇAS SOBRESSALENTES 10.1. Deverá ser fornecido um lote de peças sobressalentes consideradas, pelo PROPONENTE, necessárias ou convenientes para um período de operação não inferior a 3 (três) anos. A PROPOSTA deverá indicar os preços individuais de cada item sugerido. 10.2. As peças sobressalentes deverão ser idênticas, em todos os aspectos, às correspondentes do equipamento original. Serão submetidas à inspeção e ensaios e deverão ser incluídas na mesma remessa que o equipamento original, acondicionadas em volumes separados, marcados claramente com os dizeres: PEÇAS SOBRESSALENTES. 10.3. Deverá ser informado o código de referência de todas as peças sobressalentes incluídas no fornecimento, de forma a facilitar sua aquisição, quando necessário. 10.4. Deverá ser garantido o fornecimento mediante encomenda, em no máximo 2 (dois) meses, de qualquer peça ou componente cuja substituição se torne necessária. 10.5. Esta garantia vigorará por um prazo de 10 (dez) anos a contar da data de início de operação dos equipamentos. Página 46 de 73

11. TREINAMENTO 11.1. Deverá ser realizado um treinamento com um mínimo de 80 horas para 6 (seis) técnicos com a intenção de se atingir os seguintes objetivos: Capacitação para operar todo o Sistema, utilizando plenamente os recursos oferecidos; Capacitação para realizar a manutenção de todos os equipamentos fornecidos no nível de módulos; Capacitação para realizar a configuração, parametrização e re-instalação de todos os programas computacionais do Sistema de Controle Local; Capacitação para realizar a configuração, alterações, ampliações de pontos no banco de dados do SDSMPC, incluindo os trabalhos necessários relativos aos protocolos de comunicação utilizados. 11.2. Para tanto, o treinamento proposto deverá abranger, além de todos os equipamentos e softwares dos UPCs propostos para o Nível 1, o Sistema de Controle Local (Nível 2), seus equipamentos de interface e comunicação e as Unidades de Supervisão e Controle. 11.3. Para o Nível 3, deverão ser previstos dois treinamentos adicionais, sendo um treinamento para 20 (vinte) operadores com carga horária mínima de 16hs e outro avançado para 6 (seis) técnicos, com carga horária mínima de 40hs para a equipe que cuidará da manutenção do sistema Nível 3 (ampliação de base de dados, telas, hardware, etc). 11.4. O treinamento para o Nível 3 deverá ser subcontratado junto ao CEPEL (desenvolvedora do SAGE) ou a empresa provar que possui em seu quadro técnico, profissional capacitado para ministrar este treinamento. A CERON se reserva no direito de confirmar, sob pena de desclassificação, a veracidade da informação. Página 47 de 73

11.5. Os treinamentos deverão ser realizados na sede da Eletrobras Distribuição Rondônia após confecção das telas do SAGE, conforme cronograma de atividades a ser apresentado pela proponente. 12. ABRANGÊNCIA DOS TREINAMENTOS 12.1. Introdução Descrição da arquitetura funcional, concepção global e do inter-relacionamento dos diversos componentes do fornecimento. 12.2. Instalação Instalação, parametrização, configuração e ajustes dos equipamentos e programas computacionais, incluindo a recomposição dos programas do Sistema de Controle Local. 12.3. Operação Todas as técnicas operativas, bem como todos os recursos individuais e combinados da Interface-Homem-Máquina (IHM), aliados aos procedimentos operativos recomendados em cada caso, para garantir a máxima eficiência de utilização. 12.4. Manutenção Todas as técnicas, procedimentos e equipamentos necessários para manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos, no nível de módulos, bem como para diagnóstico e localização de defeitos. Página 48 de 73

12.5. Expansão / Alterações Todas as técnicas, procedimentos e equipamentos necessários para a configuração e implementação de pontos nos bancos de dados, incluindo os trabalhos relacionados aos protocolos utilizados. 13. PADRÕES TÉCNICOS EXIGIDOS 13.1. Para realização de todos os serviços previstos neste Termo de referência, a mão-de-obra deverá ser especializada e da melhor qualidade, e aplicar a mais moderna técnica para execução de obras elétricas, fabricação de materiais e equipamentos, bem como, montagem eletromecânica e serviços de engenharia em todas as fases do empreendimento. 13.2. Todo o trabalho deverá ser desenvolvido por artífices de comprovada e reconhecida experiência, atendendo aos requisitos de execução de obras dentro dos padrões e níveis de qualidade exigidos pelo setor elétrico nacional. 13.3. A CONTRATADA deverá obedecer obrigatoriamente à legislação e direito trabalhista, bem como à segurança, medicina e higiene do trabalho, em conformidade com todas as leis brasileiras aplicáveis. 13.4. Os materiais empregados na construção e montagem devem ser de natureza, composição e propriedades físicas as mais adequadas às suas várias aplicações. Página 49 de 73

14. GARANTIAS a. A PROPOSTA deverá indicar claramente o prazo de garantia e no que consiste a mesma. O prazo de garantia mínimo deverá ser de 24 (vinte e quatro) meses, a contar da data da aceitação final e deverá cobrir, sem ônus adicional para a CERON, os reparos, retrabalhos ou substituições de defeitos ou falhas resultantes de: Falhas de projeto; Falhas de material ou mão-de-obra; Falhas quanto ao atendimento das características de desempenho garantidas; Falta, negligência ou omissão do PROPONENTE, seus agentes ou empregados; Incorreções de responsabilidade do PROPONENTE que possam aparecer durante o período compreendido entre a data da aceitação final do fornecimento até o término do período de garantia. b. Os reparos, retrabalhos ou substituições decorrentes de falhas ou defeitos cobertos pela garantia deverão ser realizados no prazo mínimo de sete dias corridos. c. A CERON poderá corrigir ou mandar corrigir qualquer defeito, sem prejuízo de qualquer outro direito que possa ter, caso o CONTRATADO não corrija os mesmos no prazo acordado. d. Todo componente ou equipamento defeituoso que for substituído em garantia será de propriedade do CONTRATADO, no lugar e estado em que se encontrar, cabendo ao mesmo arcar com todos os custos de manuseio, retirada e armazenagem de tais componentes ou equipamentos substituídos. e. O reparo ou substituição de qualquer componente do fornecimento após a data de aceitação final, que a critério da CERON, represente uma parte substancial do equipamento afetado e prejudique a operação segura de outras partes, ensejará o início de um novo período de garantia de 2 (dois) anos a contar da data de tal reparação ou substituição, sem ônus adicional para a CERON. f. Se qualquer parte do fornecimento não puder ser utilizada de maneira adequada e segura durante o período de garantia, então o período de garantia do fornecimento ou da parte defeituosa será acrescido de um período de tempo igual ao período durante o qual ele ficou fora de operação, sem custo adicional para a CERON. g. Será obrigatória, no período de garantia, a substituição de todos os módulos ou peças, em qualquer equipamento que apresente defeito sistemático, por outras cujo projeto elimine tal defeito. Página 50 de 73

14.1. Garantia contra Defeitos Ocultos e de Projeto Qualquer equipamento, material, componente ou parte do mesmo que apresente defeito oculto, isto é, não revelado no período de garantia, mas decorrente de falha inicial de projeto, construção ou material deverá ser reparado sem ônus para a CERON durante um período de 3 (três) anos, após o fim do período normal de garantia. 14.2. Garantia de Sobressalentes Deverá ser garantido o fornecimento de partes e peças sobressalentes dos equipamentos e a assistência técnica para troca de componentes por equivalentes, de tal forma que a vida útil dos equipamentos fornecidos seja de pelo menos 10 (dez) anos a contar da data de aceitação final. 14.3. Garantia de Atualização Deverá ser garantido que os equipamentos a serem fornecidos serão novos na data de inspeção da CERON e atualizados na última versão comercial na data da assinatura do contrato ou mais recente. 14.4. Garantia de Inspeção Deverão ser garantidas todas as facilidades para a CERON inspecionar cada um dos equipamentos adquiridos no todo ou em parte, no local de origem de sua produção e nas dependências do CONTRATADO a critério da CERON. 15. CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO 15.1. Somente poderão participar desta licitação, na condição de Licitantes, empresas que apresentarem pelo menos uma das unidades principais do Página 51 de 73

sistema em licitação, ou seja, obrigatoriamente deverá apresentar as Unidades de Proteção Digital - UPD s ou das Unidades de Controle Digital - UCD s, cujas características sejam iguais ou superiores aos sistemas especificados nos anexos II e VI. 15.2. Não será permitida a participação de empresas em forma de consórcio. 15.3. Não será admitida nesta licitação a participação de empresas distintas através de um único representante. 15.4. As propostas apresentadas deverão contemplar a totalidade dos serviços que compõem Objeto da Licitação deste Edital. A Eletrobras não aceitará propostas para a prestação parcial destes serviços, sob pena de desclassificação sumária da proposta apresentada. 15.5. As eventuais modificações e/ou complementações realizadas serão fornecidas à proponente sob a forma de "adendos" e/ou revisões. 15.6. A proponente deverá apresentar declaração de que serão inseridos os avanços tecnológicos, de tal maneira a instalarem-se sempre equipamentos de última geração, sem ônus para a ELETROBRÁS. Esta declaração deverá ser apresentada na data de apresentação da proposta e abertura do edital. 15.7. Todos os materiais e equipamentos fornecidos deverão ser novos e de fabricação recente. Não serão aceitas propostas de material usado, reparado, estocado por muito tempo, re-manufaturado, rejeitado por outro, em fase de descontinuidade de fabricação ou não homologado/registrado. 15.8. A CONTRATADA deverá ter disponibilidade no Brasil, de representante/distribuidor credenciado e habilitado para manter o sistema em perfeitas condições operacionais, durante e após a garantia. 15.9. Fornecer com a PROPOSTA cópia da Certidão de registro no conselho regional de engenharia, arquitetura e agronomia - CREA, com jurisdição sobre o estado em que for sediada a empresa, com validade na data da entrega da proposta, na qual deverá constar no mínimo: Página 52 de 73

15.10. Denominação Comercial; 15.11. Número e Data do Registro; 15.12. Responsáveis Técnicos registrados. 15.13. Fornecer com a PROPOSTA cópia do Esquema Técnico-Administrativo e Gerencial da empresa, contendo no mínimoas seguintes informações: 15.14. Esquema organizacional e composição quantitativa das equipes de projetos; 15.15. Relação nominal dos diretores e gerentes, com seus respectivos currículos. 15.16. Comprovação de visita às instalações, através de atestado de visita emitido por funcionário credenciado pela CERON. 15.17. Não esteja cumprindo penalidade suspensão temporária imposta pela CERON. 15.18. Não sejam declaradas inidôneas em qualquer esfera de governo. 15.19. Não estejam em regime de falência ou concordata, recuperação judicial ou extrajudicial, dissolução ou liquidação. 15.20. Não tenham empregados ou membros da Administração da CERON, mesmo subcontratado como membro, acionista detentor de mais de 5 % (cinco por cento) do capital com direito a voto, controlador ou como responsável técnico. 15.21. Não tenha em seus quadros empregados com menos de 18 (dezoito) anos, efetuando trabalhos noturno, perigosos ou insalubres, ou ainda empregados com idade inferior a 14 (quatorze) anos efetuando qualquer trabalho, salvo na condição de aprendiz. 15.22. As empresas do grupo Eletrobrás, doravante denominada ELETROBRÁS, se reserva o direito de revisar (acrescentar ou subtrair pontos a serem atendidos) e/ou complementar a qualquer tempo, quaisquer documentos de referência deste Termo de Referência, bem como este próprio documento. Página 53 de 73

16. QUALIFICAÇÃO TÉCNICA ESPECÍFICA 16.1. As empresas deverão comprovar na sua PROPOSTA, aptidão técnica para prestação dos serviços objeto deste Termo de Referência, mediante apresentação dos seguintes documentos: 16.1.1. Relação dos principais projetos em carteira ou em fase de contratação, sendo que, para estes últimos, o licitante deverá apresentar comprovação, compatíveis com os serviços e projetos licitados, indicando suas características, a empresa contratante e período previsto de execução. 16.1.2. Comprovação, pelo licitante, de possuir em seu quadro próprio e/ou contratado para tal fim, na data prevista de entrega da proposta, funcionários e/ ou sócios, com as seguintes qualificações: Indicação de 01 (um) engenheiro eletricista, detentor de acervo de responsabilidade técnica emitido pelo CREA, demonstrando já ter executado serviços de características iguais ou semelhantes ao objeto deste Termo Referência. Este engenheiro será o coordenador geral do contrato, o qual deverá responder pela parte administrativa, contábil e financeira do licitante, bem como a coordenação da equipe técnica. Indicação de 01 (um) engenheiro eletricistas, detentor de acervo de responsabilidade técnica emitido pelo CREA, demonstrando já ter executado serviços de características iguais ou semelhantes ao objeto deste Termo Referência. Este engenheiro deverá responder pela interface técnica com a equipe da CERON e conduzir os trabalhos de campo. 16.1.3. A comprovação, para ambos os casos, deverá ser da seguinte forma: No caso de empregado, apresentação da cópia autenticada da ficha de registro ou da folha do livro de registro de empregado e da folha da carteira de trabalho onde consta o nome do empregado e o registro da contratante. Página 54 de 73

No caso de acionista, com a apresentação da cópia autenticada da Ata da Assembléia que o nomeou para a Direção da Empresa, ou no caso de sócio cotista, com apresentação da cópia autenticada do ato constitutivo ou alteração contratual. Apresentação dos respectivos certificados de acervos técnicos - CAT(s) emitidos pelo CREA 16.2. Os profissionais indicados pelo licitante para fins de comprovação da citada capacitação técnico-profissional, deverão participar dos serviços objeto desta Licitação, admitindo-se a substituição por profissionais de experiência equivalente ou superior, desde que aprovada pela CERON. 16.3. Os coordenadores detentores dos acervos técnicos de projetos deverão efetivamente participar da coordenação técnica e elaboração dos projetos específicos e estar presente nas reuniões técnicas junto a CERON, durante a vigência do contrato. 16.4. Além dos profissionais discriminados no subitem 16.1.2. o Licitante deverá apresentar, também, a relação de profissionais da equipe que estará mobilizada para os serviços, incluindo os sub-contratados e consultores específicos, indicando claramente a especialidade e a experiência, em projetos similares aos do objeto desta contratação, de cada um dos profissionais. 16.5. Prova de possuir em seu quadro de pessoal, no mínimo 03 (três) Técnicos de Automação e/ou Eletricistas, com experiência em serviços de características iguais ou semelhantes ao objeto deste Termo de Referência. Estes profissionais deverão compor as equipes de campo durante a execução dos serviços nas subestações. A comprovação deverá ser através de: Página 55 de 73

Apresentação da cópia autenticada da ficha de registro ou da folha do livro de registro de empregado e da folha da carteira de trabalho onde consta o nome do empregado e o registro da contratante. 16.6. Atestados de Capacidade Técnica, fornecidos por pessoa jurídica constituída no Brasil, de Direto Público ou Privado, para as quais a Contratada tenha fornecido equipamentos e prestado serviços desta natureza. A CERON reserva-se o direto de conferir as informações prestadas por meio de consulta própria à CONTRATADA e ou às empresas citadas. Deverão ser apresentados, no mínimo, os seguintes atestados: Atestado de Capacidade Técnica de implantação de Sistema Digital de Supervisão, Medição, Proteção e Controle com protocolo IEC 61850 em subestações 69kV. Atestado de Capacidade Técnica de implantação de Centro de Controle com software SCADA/SAGE que controle mais de 3 (três) Subestações de nível de tensão 69kV ou superior; Estes atestados deverão englobar também os serviços de projeto, montagem de painéis e implantação de relés digitais, bem como os serviços de configuração dos protocolos. 16.7. Caso o licitante não apresente documentação relativa aos itens 16.1.2, 16.1.3 e 16.6. acima solicitados, será considerado inabilitado. 17. OBRIGAÇÕES DA CONTRATADA 17.1. Executar os serviços obedecendo às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT e demais especificações técnicas e padrões de projetos de subestações da CERON. Página 56 de 73

17.2. Ser responsável pelo recrutamento, treinamento, administração, transporte, alimentação, assim como qualquer outra obrigação relacionada com o emprego da mão-de-obra na prestação dos serviços objeto deste Termo de Referência. 17.3. Fornecer toda a mão-de-obra, ferramental, equipamentos e veículos, mesmo que não estejam discriminados no presente Termo de Referência, desde que sejam necessários à execução dos serviços contratados. 17.4. Comunicar imediatamente à CERON a ocorrência de qualquer impedimento no andamento dos serviços, oficializando a comunicação posteriormente no prazo de 24 (vinte e quatro) horas. 17.5. Solicitar, por escrito, a prévia aprovação pela CERON quando houver necessidade de promover alterações de quaisquer serviços, quer na execução, quer na especificação. 17.6. Os profissionais empregados pela Contratada na prestação dos serviços não terão vínculos empregatícios com a CERON, responsabilizando-se a Contratada por todos os atos praticados por seus empregados e/ou prepostos, ficando obrigada ao ressarcimento de quaisquer danos ou prejuízos que venha a causar à CERON e/ou terceiros, estando a CERON autorizada a descontar de quaisquer créditos da Contratada a quantia necessária à cobertura de tais danos/prejuízos. 17.7. Ser responsável por todos os atos, omissões e encargos sociais de seus empregados ou subcontratados e demais pessoas que direta ou indiretamente utilizar na execução dos serviços. Página 57 de 73

17.8. Responsabilizar-se pelos atrasos e/ou prejuízos advindos da paralisação parcial ou total dos serviços contratados. 17.9. Permitir que a CERON fiscalize, a qualquer tempo, a execução dos serviços contratados, ficando assegurado à CERON o direito de aceitá-los ou não. 17.10. Atender prontamente quaisquer exigências da fiscalização inerentes ao objeto do presente Termo de Referência, sem qualquer ônus para a CERON. 17.11. Reparar, corrigir, remover, reconstruir ou substituir, às suas expensas, no total ou em parte, o objeto deste Termo de Referência em que se constatem vícios, defeitos, incorreções, resultantes da execução ou dos materiais e equipamentos fornecidos e empregados. 17.12. Dispor de profissionais com amplo conhecimento prático dos serviços objeto deste Termo de Referência. 17.13. Indicar, no prazo de até 05 (cinco) dias úteis, contados da assinatura do instrumento contratual, o engenheiro que será responsável pela execução dos Serviços, com comprovação da respectiva habilitação profissional fornecida pelo CREA-RO de experiência anterior em obras semelhantes e de que integra o quadro da Contratada, devendo este ter autonomia e autoridade para resolver, imediatamente, todo e qualquer assunto relacionado com os serviços contratados, verificar o bom andamento dos mesmos, zelar pela disciplina e boa aparência das equipes e pelo seu aprimoramento, bem como tomar todas as providências pertinentes. Página 58 de 73

17.14. Apresentar, no prazo de até 05 (cinco) dias úteis, contados da assinatura do instrumento contratual, a ART Anotação de Responsabilidade Técnica respectiva, na forma que determina a Lei nº 6.476/77. 17.15. Assumir a responsabilidade pelo pagamento de todos os impostos, taxas e/ou quaisquer ônus fiscais e tributários de origem Federal, Estadual e Municipal, bem como todos os encargos trabalhistas, previdenciários e comerciais vigentes durante a execução dos serviços e, ainda, quaisquer outros encargos judiciais ou extrajudiciais que lhe sejam imputáveis, inclusive com relação a terceiros, em decorrência da celebração do contrato e da execução dos serviços previstos. 17.16. Providenciar, às suas custas, quando for o caso, as licenças e/ou autorizações legais exigidas pelos órgãos ambientais, no âmbito federal, estadual e/ou municipal, para execução dos serviços. 17.17. Assumir total responsabilidade por quaisquer acidentes que venham a ser vítimas seus empregados e terceiros, decorrentes da prestação de serviços. 17.18. Observar o prazo máximo de entrega estabelecido no instrumento contratual. 17.19. Solicitar, por escrito, a prévia aprovação pela CERON quando houver necessidade de promover alterações nas especificações dos serviços. 17.20. Seguir todos os procedimentos da legislação atual quanto à Saúde e Segurança dos seus funcionários, que deverão possuir também os treinamentos previstos na NR-10. 18. OBRIGAÇÕES DA CERON Página 59 de 73

18.1. Aprovar as faturas resultantes da aplicação percentual dos eventos de faturamento estipulados, conforme tabela constante do item 10. 18.2. Inspecionar, aceitar ou rejeitar os serviços, se julgar necessário, com base nas especificações técnicas contidas neste Termo de Referência. 18.3. Orientar a Contratada quanto à forma correta de apresentação das Notas Fiscais de Serviços. 18.4. Notificar a Contratada, através do Administrador do Contrato, fixando-lhes prazos para correção de irregularidades encontradas na execução dos serviços. 18.5. Notificar a Contratada, por escrito, de todas as penalidades, multas, suspensão de serviços ou sustação de pagamentos, todas as vezes que forem comprovadas quaisquer inobservâncias das exigências deste Termo de Referência. 18.6. Prestar à Contratada, quando necessário, quaisquer esclarecimentos relativos ao cumprimento das obrigações assumidas no Contrato. 19. PRAZOS / CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO 19.1. O prazo para execução do objeto deste Termo de Referência é de 12 meses (doze meses) corridos, contados a partir da data de publicação do contrato no D.O.U. (Diário Oficial da União). Página 60 de 73

19.2. Os serviços deverão ser executados conforme Cronograma indicado na TABELA IIIA do ANEXO deste Termo de Referência. 19.3. Caso não sejam atingidos os percentuais de execução previstos no cronograma para o período estipulado, a Contratada ficará sujeita à aplicação das penalidades previstas no presente Termo de Referência. 19.4. A eventual reprovação dos serviços, em qualquer fase dos serviços, não implicará em alteração do prazo, nem eximirá a Contratada da aplicação das multas contratuais. 19.5. Na ocorrência de eventuais impedimentos na execução dos serviços, que não causem a paralisação total do serviço, não caberá à Contratada nenhum tipo de indenização por qualquer custo adicional decorrente desses impedimentos. 19.6. Ocorrendo eventuais impedimentos na execução dos serviços objeto deste Termo de Referência, causando a paralisação dos mesmos por mais de 30 (trinta) dias consecutivos, e, desde que inviabilize a conclusão dos trabalhos no prazo contratual, aplicar-se-á o Parágrafo Primeiro do Art. 57 da Lei Federal nº 8.666/93. 20. FISCALIZAÇÃO 20.1. Cabe à CERON, por intermédio da Gerência de Operação DOO, sob a coordenação do Administrador do Contrato, exercer ampla fiscalização dos serviços objeto deste Termo de Referência, em qualquer tempo, cabendo à Contratada facilitar, em todas as fases, o desempenho desta função e fornecer todas as informações solicitadas, nos termos do art. 67 da Lei nº 8.666/93. Página 61 de 73

20.2. A fiscalização da CERON não exime a Contratada de sua responsabilidade quanto à perfeita execução dos serviços, observando os preceitos da boa técnica. 20.3. A fiscalização não exclui nem reduz a responsabilidade da Contratada, inclusive perante terceiros, por qualquer irregularidade ou em decorrência de imperfeições técnicas, vícios redibitórios ou emprego inadequado ou de qualidade inferior, inexistindo, em qualquer circunstância, coresponsabilidade da CERON ou de seus agentes ou prepostos, conforme prevê o art. 70 da Lei nº 8.666/93. 20.4. A fiscalização da CERON exigirá o cumprimento dos dispositivos legais de segurança, higiene e medicina do trabalho, de acordo com as exigências mínimas de segurança e medicina do trabalho constante neste Termo de Referência, cabendo à Contratada assumir todo ônus decorrente de acidentes. 20.5. Os entendimentos entre a fiscalização da CERON e a Contratada ocorrerão, obrigatoriamente, através de documentos escritos, sem o que os mesmos não terão validade. 20.6. Comprovada qualquer irregularidade, a fiscalização da CERON deve de imediato, comunicar o fato ao Administrador do Contrato, que comunicará o fato à Contratada e fará os encaminhamentos necessários à aplicação das penalidades cabíveis. Página 62 de 73

20.7. A CERON se reserva o direito de rejeitar, no todo ou em parte, os serviços prestados, se em desacordo com os termos do presente Termo de Referência. 21. FATURAMENTO 21.1. O pagamento devido à CONTRATADA, pela Elaboração dos serviços objeto do presente Termo de Referência será efetuado mediante a conclusão dos serviços, aprovados pela fiscalização da CERON. 21.2. Os serviços executados deverão ser faturados de acordo com a tabela de itens de faturamento constante na TABELA III e TABELA IIIA em ANEXO. As faturas deverão ser entregues no Serviço de Protocolo da CERON, em Porto Velho - RO, para serem atestadas pelo Administrador do Contrato e liberadas para o devido pagamento. Nota: O serviço de implantação da automação no Centro de Operação do Sistema (COS) deverá ser executado pela firma CONTRATADA no mesmo período em que estiver sendo feita a automação das subestações. A entrega técnica e o comissionamento dos serviços deverão ser entregues na mesma data. Podendo a CONTRATADA faturar os serviços logo após o recebimento dos serviços pela CERON. 22. VALOR ORÇADO O valor total para o fornecimento dos sistemas e a execução dos serviços objeto deste termo de referência está orçado em R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais), considerando todos os impostos e encargos inclusos. 23. PAGAMENTO Página 63 de 73

23.1. A CERON pagará à Contratada a importância constante na proposta de preços apresentada e deverá apresentar os seguintes documentos de cobrança: a) Nota Fiscal Fatura. b) Cópias autenticadas dos comprovantes referentes aos recolhimentos das contribuições devidas ao INSS, FGTS e ISS, relativas ao mês de competência dos serviços executados. c) Cópia autenticada da folha de pagamento (devidamente assinada) dos empregados vinculados aos serviços, referente ao mês de sua realização. d) Termo de Recebimento dos Serviços, emitido pelo Administrador do Contrato, quando se tratar de faturamento correspondente à medição final. 23.2. A não apresentação de todos os documentos acima indicados resultará na retenção do pagamento pela CERON até o cumprimento da obrigação, com início da contagem de dias para determinação do vencimento das faturas a partir da entrega dos referidos documentos, em sua integralidade. 23.3. A Contratada deverá indicar a Agência Bancária e a Conta Corrente na qual deverá ser depositado o respectivo pagamento, sendo que a CERON não se responsabilizará por juros ou encargos resultantes da operação de cobrança. 23.4. O prazo de pagamento da fatura será de até 30 (trinta) dias corridos, contados a partir da data de apresentação dos documentos de cobrança no Serviço de Protocolo da CERON, em Porto Velho-RO. Página 64 de 73

23.5. Quando as faturas apresentarem elementos que as invalidem, deverão ser substituídas pela Contratada, quando então será contado o prazo de até 30 (trinta) dias corridos para o pagamento, a partir da nova apresentação das faturas em condições satisfatórias. 23.6. Nenhum pagamento será efetuado à Contratada enquanto estiver pendente de liquidação qualquer obrigação financeira que lhe tenha sido imposta em virtude de penalidade ou inadimplência contratual. 23.7. A CERON reserva-se o direito de descontar das faturas mensais os débitos da Contratada que por acaso venham a surgir durante a execução dos serviços, na forma estipulada no instrumento contratual. 23.8. Na ocorrência de eventual atraso de pagamento, por culpa da CERON, os valores em débito serão acrescidos de juros de mora de 0,03 % (três centésimos por cento) ao dia, aplicados no período compreendido entre a data do vencimento e o dia do efetivo pagamento. 24. RECURSOS FINANCEIROS Os recursos financeiros necessários para a contratação dos serviços objeto do presente Termo de Referência são oriundos de recursos próprios. 25. APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS 25.1. A proposta dos licitantes deverá conter, no mínimo, os seguintes elementos: Página 65 de 73

a) Identificação do item a que se refere à proposta com todo o detalhamento técnico exigido neste termo de referência e seus anexos, bem como os referidos documentos solicitados no item 15. b) Preço global, do item, expresso em Real, com duas casas decimais, em algarismos e por extenso, contendo todas as despesas incidentes sobre os serviços; esse preço deverá corresponder ao valor total dos serviços objeto do presente Termo de Referência. c) Cronograma Físico-Financeiro abordando todas as principais atividades, com observância dos prazos máximos estabelecidos no item 19.1 e TABELAS III E TABELA IIIA deste Termo de Referência. d) Prazo de execução dos serviços, em dias corridos, que não poderá ser superior ao estipulado no subitem 19.1 deste Termo de Referência. e) Prazo de validade da proposta, que deverá ser de, no mínimo, 90 (noventa) dias, contados da data de sua abertura. 25.2. A licitante deverá formalizar sua proposta levando em consideração que o preço máximo que a CERON admite pagar pelos serviços, será o equivalente ao valor orçado, indicado no item 22 deste Termo de Referência. 25.3. Os preços serão firmes e irreajustáveis pelo período de 12 (doze) meses, a contar da data de apresentação das propostas. 26. JULGAMENTO DAS PROPOSTAS A classificação das Propostas será por ordem crescente de valor e orientadas pelo critério básico de MENOR PREÇO GLOBAL dos serviços licitados. Página 66 de 73

27. SUBCONTRATAÇÃO Não será admitido consórcio, associação, cessão ou transferência, fusão, cisão ou incorporação para execução dos serviços relativos ao presente Termo de Referência. 28. INFRAÇÕES / PENALIDADES 28.1. Para danos que a Contratada provocar a CERON ou a terceiros, a mesma deverá repará-los integral e imediatamente, sob pena de responder civil e penalmente. 28.2. As penalidades administrativas aplicáveis a Contratada por inadimplência estão previstas nos arts. 81, 86, 87, 88 e em seus incisos e parágrafos da Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações. 28.3. Configurando-se o atraso na execução das obras em relação aos prazos fixados no contrato, inclusive no tocante às etapas do cronograma físicofinanceiras excluídas as razões de força maior, serão aplicadas multa de 0,32% (trinta e dois centésimos por cento) por cada dia de atraso, aplicada sobre o valor da fatura correspondente aos serviços em atraso. 28.4. Será aplicada multa de 0,2% (dois décimos por cento), sobre o valor global do contrato, caso a Contratada descumpra qualquer outra condição ajustada e, em especial, quando: a) Não se aparelhar convenientemente para a execução dos serviços; Página 67 de 73

b) Por qualquer modo impedir ou dificultar os trabalhos da fiscalização; c) Deixar de atender qualquer determinação da fiscalização para reparar ou refazer as obras/serviços não aceitos. 28.5. Será aplicada multa de 10% (dez por cento), sobre o valor global do contrato, quando a Contratada rescindir injustificadamente o contrato ou der causa à sua rescisão, sem prejuízo de indenizar a CERON em perdas e danos. 28.6. Aplicadas às multas, a CERON as descontará dos primeiros pagamentos que fizer a Contratada, logo após a sua imposição e nos demais pagamentos subseqüentes, até a completa satisfação do débito pela Contratada. 28.7. Caso o crédito da Contratada junto à CERON seja insuficiente para cobrir a penalidade aplicada, o valor poderá ser cobrado através de competente processo judicial. 28.8. O pagamento das multas ou o desconto de seus valores, nas formas estabelecidas, não eximem a Contratada de reparação de eventuais danos, perdas ou prejuízos diretos que vierem a ser causados à CERON, seus empregados e terceiros em decorrência do contrato. 28.9. A Contratada, notificada da multa que lhe foi aplicada, terá o prazo de 5 (cinco) dias úteis, a contar da data da notificação, para interpor recurso junto à CERON. 28.10. Na inexecução total ou parcial do contrato, a CERON poderá aplicar à Contratada as seguintes sanções: Página 68 de 73

a) Advertência; b) Multas previstas neste item; c) Suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar com a CERON por prazo de até 2 (dois) anos. 29. RESCISÃO A rescisão do contrato dar-se-á em qualquer dos casos que tratam os arts. 77 a 80 e em seus incisos e parágrafos da Lei Federal nº 8.666/93 e suas alterações. 30. RECEBIMENTO DOS SERVIÇOS 30.1. O recebimento final dos serviços será precedido de verificação por parte da fiscalização da CERON, para comprovação dos serviços contratados, devendo a Contratada comunicar ao Administrador do Contrato, por escrito, a conclusão dos serviços, ficando a Contratada responsável pelas alterações que se fizerem necessária quando da construção das obras objeto do presente Termo de Referência. As alterações necessárias nos projetos executivos para atender detalhes construtivos na execução das obras objeto do presente Termo de Referência serão realizadas pela Contratada sem nenhum ônus adicional a CERON. 30.2. Os serviços objeto deste Termo de Referência serão formalmente recebidos pelo Administrador do Contrato, após o atendimento de todas as condições estabelecidas, observando-se as seguintes condições: a) Provisoriamente, mediante Termo Circunstanciado, assinado pelas partes, em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita da Contratada; Página 69 de 73

b) Definitivamente, mediante Termo Circunstanciado, assinado pelas partes, após o decurso de prazo de observação, estipulado em até 90 (noventa) dias, ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais. 31. REGIME TRIBUTÁRIO 31.1. Deverão estar incluídos nos preços propostos pelos licitantes, todos os tributos, contribuições, inclusive para fiscais, e demais encargos vigentes na data da apresentação da proposta, que, direta ou indiretamente, incidam sobre os serviços, bem como sobre as máquinas, equipamentos, pessoas e materiais empregados na execução dos serviços. 31.2. Obriga-se a Contratada a manter-se quite com as contribuições previdenciárias e demais encargos devidos em razão do contrato celebrado, apresentando sempre que solicitado pela CERON à comprovação de estar em dia com os referidos pagamentos. 31.3. Na hipótese da falta de exibição de tal comprovação, fica desde já assegurado à CERON o direito de sustar o pagamento da Contratada, até que se cumpra à obrigação. 31.4. Verificada, a qualquer tempo, a existência de débito proveniente do não recolhimento de contribuições previdenciárias e outras pela Contratada, fica a CERON autorizada a promover o respectivo resgate, inclusive com multas, cujo montante será deduzido de quaisquer faturamentos ou créditos da Contratada, decorrentes do contrato. 31.5. Quaisquer penalidades impostas a Contratada pelo não cumprimento de suas obrigações legais, constituirão ônus exclusivo da Contratada, e lhes Página 70 de 73

serão debitados pela CERON, na hipótese em que esta exerça o direito que lhe é conferido de efetuar o recolhimento. 32. ADMINISTRAÇÃO DO CONTRATO 32.1. A CERON gerenciará o contrato por intermédio de empregado designado pelo seu Diretor de Operação, devendo esse empregado, no exercício de sua função, fiscalizar e controlar o fornecimento objeto da contratação, controlar o valor limite contratual, analisar e atestar os documentos de cobrança emitidos pela CONTRATADA, formalizar, em tempo hábil, o pedido de renovação e aditamentos, se for o caso, e submeter à autoridade máxima a rescisão contratual por descumprimento de qualquer cláusula ou a aplicação das penalidades previstas em contrato decorrentes de qualquer fato sujeito a dedução financeira, por intermédio de processo administrativo devidamente justificado, resguardando a ampla defesa da CONTRATADA. 32.2. O Administrador do Contrato deverá observar as disposições e procedimentos da Instrução Geral - Administração de Contrato de Bens e Serviços vigente na Companhia, aprovada através da RES-274/2004, de 18/08/2004. 32.3. O Administrador do Contrato designado é o Engº Laudson Corrêa da Costa, matrícula 4515-7. 32.4. A designação do Administrador do Contrato, por intermédio do presente Termo de Referência, caracteriza a devida formalização, sem que haja necessidade de qualquer instrumento formal adicional. 32.5. Em caso de necessidade de substituição do Administrador do Contrato, por qualquer motivo, o Diretor Técnico da CERON formalizará a substituição por intermédio de Portaria. 33. ANEXOS Página 71 de 73

São partes integrantes deste Termo de Referência de os seguintes anexos: ANEXO I VISÃO GERAL DO SAGE ANEXO II ESPECIFICAÇÕES PARA UCD / CONCENTRADOR DE DADOS ANEXO III ESPECIFICAÇÃO PARA CFTV ANEXO IV ESPECIFICAÇÃO PARA INTERFACE HOMEM-MÁQUINA LOCAL ANEXO V ESPECIFICAÇÃO PARA OS RÁDIOS DE COMUNICAÇÃO ANEXO VI ESPECIFICAÇÃO PARA UNIDADE DE PROTEÇÃO E CONTROLE (UPD) ANEXO VII EQUIPAMENTOS PARA O COS ANEXO VIII ESPECIFICAÇÃO PARA SWITCH DA SUBESTAÇÃO ANEXO IX CONDIÇÕES MÍNIMAS DE SEGURANÇA ANEXO X ARQUITETURA GERAL DO SISTEMA ANEXO XI ESPECIFICAÇÕES PARA MULTIMEDIDORES TABELA I DESCRIÇÃO DOS ITENS DO PROGRAMA DE OBRAS TABELA II QUADRO DE USO RESUMO TABELA IIA QUADRO DE USO DETALHAMENTO Página 72 de 73

TABELA IIB- QUADRO DE USO DETALHAMENTO TABELA IIIA CRONOGRAMA FÍSICO FINANCEIRO TABELA III ATIVIDADES TABELA IV Equipe de Automação da CENTRAIS ELÉTRICAS DE RONDÔNIA S.A.: Eng Luiz Marcelo Reis de Carvalho Eng Laudson Corrêa da Costa laudson.costa@ceron.com.br ; (69) 3216-4086 Eng Presley da Costa Lira presley.lira@ceron.com.br, (69) 3216-4086 Eng Marco Emanuel Oliveira da Silva - marco.silva@ceron.com.br (69) 3216-4086 Téc. Jaiter Jander B. Barroso Téc. Marcelo Vila Rios Porto Velho Porto Velho, 17 de novembro de 2010. Página 73 de 73