Agravo de Instrumento nº 783847-3, da Comarca de Sengés, Vara Única. Agravante : Banco Safra S.A. Agravada : Linea Paraná Madeiras Ltda. Relator : Desembargador Paulo Cezar Bellio. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO. PENHORA DO FATURAMENTO DA EMPRESA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A recuperação judicial visa o soerguimento da empresa mediante o cumprimento do plano de recuperação, preservando a atividade econômica, os empregos dela decorrentes, além de garantir a satisfação dos credores. 2. O deferimento do processamento da recuperação judicial, em regra, suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, sendo vedado ao juiz, naquelas que prosseguem, a prática de atos que comprometam o patrimônio do devedor ou que excluam parte dele do processo de recuperação judicial. Agravo de Instrumento desprovido. Vistos, relatados e discutidos estes autos de agravo de instrumento nº 783847-3, da Comarca de Sengés, Vara Única, em que figura como agravante o Banco Safra S.A. e como agravada Linea Paraná Madeiras Ltda. Página 1 de 10
Autos nº 783847-3 2 1. Trata-se de agravo de instrumento interposto por Banco Safra S.A. contra a decisão interlocutória de fls. 224 - TJ., que indeferiu o pedido de penhora sobre o faturamento da agravada, na execução de título extrajudicial (autos n.º 417-22.2009.8.16.0161) que promove em face de Linea Paraná Madeiras Ltda. e Nelson Caserta Girardi. O agravante maneja o presente recurso visando a reforma da decisão proferida pela MMª. Juíza da Vara Única da Comarca de Sengés. Ressalta, em suas razões, que há necessidade que a penhora recaia sobre o faturamento da empresa, ante a inexistência de bens passíveis de penhora e a manutenção das atividades da empresa agravada. Aduz sobre a necessidade de recebimento do agravo na forma de instrumento. Preparo regular. Diante das considerações expostas nas razões de recurso, entendi pelo processamento do presente agravo, na forma de instrumento. A Agravada apresentou contrarrazões nas fls. 427/489 TJ., alegando, em linhas gerais, a suspensão da execução face ao deferimento do processamento de sua recuperação judicial, autuada sob o nº 90/2011, bem como a existência de outros bens passíveis de penhora. A MMª. Juíza de Direito prestou informações nas fls. 495/496 TJ., esclarecendo que indeferiu o pedido de penhora sobre o faturamento da Agravada diante da existência de penhora sobre um imóvel, cuja avaliação foi determinada por aquele Juízo, e em função da excepcionalidade da medida. Além disso, informou que a Agravada ingressou com pedido de recuperação judicial e que foi determinada a suspensão da execução, nos termos do artigo 52, inciso III, da Lei nº 11.101/2005, bem como que o Agravante cumpriu a determinação do artigo 526 do Código de Processo Civil. Por fim, o Agravante manifestou-se sobre as contrarrazões da Agravada nas fls. 499/500 TJ., reiterando o pedido de penhora sobre o faturamento da empresa. Página 2 de 10
Autos nº 783847-3 3 2. Pelo que se colhe dos autos, insurge-se a agravante contra a decisão que indeferiu o pedido de penhora sobre o faturamento da agravada. Com efeito, não obstante os respeitáveis argumentos do Agravante, a decisão agravada não merece qualquer reparo, pois aplicou corretamente os dispositivos legais pertinentes a matéria. Inicialmente, cumpre ressaltar que a regra é a de que o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, nos termos do 6º, caput, da Lei nº 11.101/2005. Excepcionalmente, prosseguirão as seguintes ações após o deferimento do processamento da recuperação judicial: a) no juízo no qual estiver se processando a ação que demandar quantia ilíquida (art. 6º, 1º, da Lei nº 11.101/2005); b) no juízo trabalhista, a ação trabalhista até a apuração do respectivo crédito (art. 6º, 2º, da Lei nº 11.101/2005); c) as execuções de natureza fiscal (art. 6º, 7º, da Lei nº 11.101/2005). Entretanto, o presente caso não se enquadra em nenhuma das exceções acima elencadas, razão pela qual é regido pela regra da suspensão das execuções ante o deferimento do processamento da recuperação judicial. Os artigos 6º, caput, e 52, inciso, III, da Lei nº 11.101/2005, determinam o seguinte: Art. 6 o A decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, inclusive aquelas dos credores particulares do sócio solidário. Art. 52. Estando em termos a documentação exigida no art. 51 desta Lei, o juiz deferirá o processamento da recuperação judicial e, no mesmo ato: (...) III ordenará a suspensão de todas as ações ou execuções contra o devedor, na forma do art. 6 o desta Lei, permanecendo os respectivos autos no juízo onde se processam, ressalvadas as ações previstas nos 1 o, 2 o e 7 o do art. 6 o desta Lei e as relativas a créditos excetuados na forma dos 3 o e 4 o do art. 49 desta Lei; Página 3 de 10
Autos nº 783847-3 4 Com efeito, a MMª. Juíza determinou a suspensão da presente execução, ante o deferimento do processamento da recuperação judicial da executada, conforme se colhe da decisão publicada no Diário Eletrônico deste Tribunal de Justiça (fls. 433 TJ.): 17. EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL 0000417-22.2009.8.16.0161 BANCO SAFRA S/A X LINEA PARANA MADEIRAS LTDA e outro. Diante do deferimento do processamento da recuperação judicial da executada, nos termos do artigo 52, inciso III, da Lei 11.101/2005, a presente execução deverá ficar suspensa. Da mesma maneira, informou a MMª. Juíza acerca da suspensão da presente execução nas fls. 495/496 TJ. Como é cediço, a recuperação judicial visa o soerguimento da empresa mediante o cumprimento do plano de recuperação, preservando a atividade econômica, os empregos dela decorrentes, além de garantir a satisfação dos credores. Ademais, a razão de ser da recuperação judicial é permitir que a empresa possa se reestruturar, reorganizar, de forma a viabilizar a apresentação do plano de recuperação, em atendimento ao princípio da preservação da empresa e da função social da empresa. Dessa forma, o deferimento do processamento da recuperação judicial, em regra, suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor, sendo vedado ao juiz, naquelas que prosseguem, a prática de atos que comprometam o patrimônio do devedor ou que excluam parte dele do processo de recuperação judicial. Neste sentido é a jurisprudência pacífica deste Tribunal de Justiça: AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULOS EXTRAJUDICIAIS. CONTRATO DE FINANCIAMENTO EMPRESARIAL. PARALELO DEFERIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DECISÃO QUE SUSPENDEU A EXECUÇÃO SOMENTE EM FACE DAS PESSOAS JURÍDICAS Página 4 de 10
Autos nº 783847-3 5 EXECUTADAS, MAS NÃO QUANTO AOS SÓCIOS GARANTIDORES. ART. 6º DA LEI 11.101/2005. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO SISTEMÁTICA. FINALIDADE LEGAL DA SUSPENSÃO DAS EXECUÇÕES COMO MEDIDA PROPICIATÓRIA DO MELHOR CUMPRIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E PRESERVAÇÃO DA ATIVIDADE EMPRESÁRIA. SÓCIOS QUE SE TORNARAM FIADORES/AVALISTAS POR DÍVIDA CONTRAÍDA EM BENEFÍCIO ÚNICO DA PESSOA JURÍDICA. POSSIBILIDADE DE EXTENSÃO DO BENEFÍCIO A PESSOA DESTES, COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO DA EMPRESA E VIABILIZAÇÃO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL. RECURSO PROVIDO. (TJPR., 13ª Câmara Cível, Agravo de Instrumento nº 699307-9, Relatora Des. Rosana Andriguetto de Carvalho, Acórdão 18924, Data da Publicação 13/01/2011, DJ nº 548) AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL. INTERLOCUTÓRIO QUE DETERMINA A SUSPENSÃO DO FEITO, APÓS A CITAÇÃO, ENQUANTO VIGORAR O PRAZO PARA A APRESENTAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. INSURGÊNCIA. DESACOLHIMENTO. DOCUMENTAÇÃO EXIGIDA PELO ART. 51 DA LEI 11.101/05. JUNTADA. PROCESSAMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL. DEFERIMENTO. AÇÕES E EXECUÇÕES. NECESSÁRIA SUSPENSÃO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS PARA PRONTO PAGAMENTO. FIXAÇÃO EM QUANTIA IRRISÓRIA. AUMENTO QUE SE IMPÕE. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. (TJPR., 14ª Câmara Cível, Agravo de Instrumento nº 424996-1, Relator Des. Edson Vidal Pinto, Acórdão 7396, Data Publicação 17/08/2007, DJ nº 7431) Página 5 de 10
Autos nº 783847-3 6 Outro não é entendimento do Superior Tribunal de Justiça: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. A regra é a de que a decretação da falência ou o deferimento do processamento da recuperação judicial suspende o curso da prescrição e de todas as ações e execuções em face do devedor (Lei nº 11.101/2005, art. 6º, caput). Excepcionalmente, prosseguem: a) no juízo no qual se estiver processando a ação (e não no juízo da recuperação ou no juízo falimentar) a ação que demandar quantia ilíquida (art. 6º, 1º); b) no juízo trabalhista, a ação trabalhista até a apuração do respectivo crédito (art. 6º, 2º); c) as execuções de natureza fiscal (art. 6º, 7º). Nenhuma outra ação prosseguirá depois da decretação da falência ou do deferimento do processamento da recuperação judicial, vedado ao juiz, naquelas que prosseguem, a prática de atos que comprometam o patrimônio do devedor ou que excluam parte dele do processo de falência ou de recuperação judicial. (STJ., Segunda Seção, EDcl no AgRg no CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 61.272 - RJ (2006/0077383-7) RELATOR : MINISTRO ARI PARGENDLER, Documento 2832704, DJ 19/04/2007) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL.CONFLITO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DE CUSTAS JUDICIAIS NO ÂMBITO TRABALHISTA. NATUREZA FISCAL. DEFERIMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL. SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO FISCAL. NÃO OCORRÊNCIA. ART. 6º, 7º, DA LEI Nº 11.101/05, COM A RESSALVA NELE PREVISTA. PRÁTICA DE ATOS QUE COMPROMETAM O PATRIMÔNIO DO DEVEDOR OU EXCLUAM PARTE DELE DO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL. IMPOSSIBILIDADE. POSSIBILIDADE DE PARCELAMENTO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PRECEDENTES. 1. Em regra, uma vez deferido o processamento ou, a fortiori, aprovado o plano de recuperação judicial, Página 6 de 10
Autos nº 783847-3 7 revela-se incabível o prosseguimento automático das execuções individuais, mesmo após decorrido o prazo de 180 dias previsto no art. 6º, 4, da Lei 11.101/2005. Precedentes. 2. No tocante ao sugerido comprometimento do Juízo goiano para processar e julgar a recuperação judicial, certo é que os fatos comunicados nos autos do CC 103.012/GO pela empresa Xinguará Indústria e Comércio S/A em relação ao magistrado que atuava na 2ª Vara Cível e Fazendas Públicas e Registros Públicos de Rio Verde/GO estão sendo investigados pela respectiva Corregedoria Regional, por determinação da ilustre Corregedora do Conselho Nacional de Justiça, encontrando-se a aludida Vara, atualmente, sob a responsabilidade de outra magistrada. 3. O deferimento da recuperação judicial não suspende a execução fiscal, porém não é permitido ao Juízo no qual essa se processa a prática de atos que comprometam o patrimônio do devedor ou excluam parte dele do processo de recuperação judicial. 4. Convém observar que, caso a execução fiscal prossiga, a empresa em recuperação não poderá se valer de importante incentivo da lei, qual seja, o parcelamento, modalidade que suspende a exigibilidade do crédito tributário (art. 151, I do CTN). 5. O artigo 187 do CTN trata da preferência da execução fiscal sobre outros créditos habilitados e inexiste ofensa a esse dispositivo ante a concessão do parcelamento fiscal, visto que o crédito continua com seus privilégios, mas passa a ser recolhido de maneira diferida, justamente para se garantir à empresa em situação de recuperação judicial a possibilidade de adimplir a obrigação tributária de maneira íntegra 6. Agravo regimental não provido. (STJ., AgRg no CC 116594 / GO AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA 2011/0073401-0 Relator(a) Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO (1140) Órgão Julgador S2 - SEGUNDA SEÇÃO Data do Julgamento 14/03/2012 Data da Publicação/Fonte DJe 19/03/2012) Página 7 de 10
Autos nº 783847-3 8 Além disso, vale destacar que após o deferimento da recuperação judicial, a competência para determinar atos que impactem o patrimônio da empresa recuperanda é do Juízo em que se processa a recuperação judicial. Tal medida visa evitar que durante a recuperação judicial a empresa recuperanda venha a ser surpreendida com atos de Juízos diversos ao processante da recuperação judicial, os quais seriam capazes de comprometer o seu patrimônio e o adequado cumprimento ao plano de recuperação. Esse é o entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSO CIVIL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. EXECUÇÃO TRABALHISTA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Após o deferimento da recuperação judicial, a competência para a prática de atos que comprometam o patrimônio da empresa em recuperação é do Juízo onde esta se processa. 2. Segundo entendimento firmado pela Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, não é razoável a retomada das execuções individuais após o simples decurso do prazo de 180 dias previsto no art. 6, 4º, da Lei 11.101/2005. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (STJ., Segunda Seção, AgRg no CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 104.500 SP (2009/0064800-8) RELATOR : MINISTRO VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS) Documento 14991629 DJe 02/06/2011) COMERCIAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONFLITO DE COMPETÊNCIA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL. LEI N. 11.101/2006, ART. 6º, 4º. SUSPENSÃO DAS AÇÕES E EXECUÇÕES. PRAZO DE 180 DIAS. HOMOLOGAÇÃO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO. PROVA DO RETARDAMENTO. AUSÊNCIA. FLEXIBILIZAÇÃO. POSSIBILIDADE. IMPROVIMENTO. Página 8 de 10
Autos nº 783847-3 9 I. O deferimento da recuperação judicial carreia ao Juízo que a defere a competência para distribuir o patrimônio da massa falida aos credores conforme as regras concursais da lei falimentar. II. A extrapolação do prazo de 180 dias previsto no art. 6º, 4º, da Lei n. 11.101/2005 não causa o automático prosseguimento das ações e das execuções contra a empresa recuperanda, senão quando comprovado que sua desídia causou o retardamento da homologação do plano de recuperação. III. Agravo regimental improvido. (STJ., Segunda Seção, AgRg no CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 113.001 - DF (2010/0126155-9) RELATOR : MINISTRO ALDIR PASSARINHO JUNIOR, Documento 14381221, DJe 21/03/2011) CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. VASP. EMPRESA EM RECUPERAÇÃO JUDICIAL. PLANO DE RECUPERAÇÃO APROVADO E HOMOLOGADO. EXECUÇÃO TRABALHISTA. SUSPENSÃO POR 180 DIAS. ART. 6º, CAPUT E PARÁGRAFOS DA LEI 11.101/05. MANUTENÇÃO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. FUNÇÃO SOCIAL DA EMPRESA. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O CUMPRIMENTO DO PLANO DE RECUPERAÇÃO E A MANUTENÇÃO DE EXECUÇÕES INDIVIDUAIS. PRECEDENTE DO CASO VARIG - CC 61.272/RJ. CONFLITO PARCIALMENTE CONHECIDO. 1. A execução individual trabalhista e a recuperação judicial apresentam nítida incompatibilidade concreta, porque uma não pode ser executada sem prejuízo da outra. 2. A novel legislação busca a preservação da sociedade empresária e a manutenção da atividade econômica, em benefício da função social da empresa. 3. A aparente clareza do art. 6º, 4º e 5º, da Lei 11.101/05 esconde uma questão de ordem prática: a incompatibilidade entre as várias execuções individuais e o cumprimento do plano de recuperação. Página 9 de 10
Autos nº 783847-3 10 4. "A Lei nº 11.101, de 2005, não terá operacionalidade alguma se sua aplicação puder ser partilhada por juízes de direito e por juízes do trabalho." (CC 61.272/RJ, Segunda Seção, Rel. Min. Ari Pargendler, DJ de 25.06.07). 5. Conflito parcialmente conhecido para declarar a competência do Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo. (STJ., Segunda Seção, CONFLITO DE COMPETÊNCIA Nº 73.380 - SP (2006/0249940-3) RELATOR : MINISTRO HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, Documento 3592862, Dje 21/11/2008) Portanto, da análise dos documentos carreados aos autos e tendo sido determinada a suspensão da presente execução, ante o deferimento do processamento da recuperação judicial da executada (fls. 433 TJ.), está vedada nos presentes autos a prática de atos que comprometam o patrimônio do devedor ou que excluam parte dele do processo de recuperação judicial. Por tais motivos considero o recurso improcedente, devendo-se manter a decisão atacada, porque deu adequada solução à controvérsia posta nos autos. Em face do exposto, ACORDAM os Desembargadores da Décima Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo de instrumento. O julgamento foi presidido pelo Senhor Desembargador Paulo Cezar Bellio, com voto, e dele participaram a Senhora Desembargadora Maria Mercis Gomes Aniceto e o Senhor Desembargador Shiroshi Yendo. Curitiba, 25 de abril de 2.012. Paulo Cezar Bellio, Relator. Página 10 de 10