RELATÓRIO E CONTAS 2014



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Transcrição:

RELATÓRIO E CONTAS 2014

RELATÓRIO DE GESTÃO Concessão do Serviço Público Municipal de Abastecimento de Água e Saneamento no Concelho de Vila do Conde

I. INTRODUÇÃO 3 a. A Concessão 3 b. Atividades Desenvolvidas em 2014 4 II. ATIVIDADE 5 a. Serviço de Abastecimento de Água 5 i. Consumidores de Água 5 ii. Consumos de Água Faturados 6 iii. Balanço da Água 7 iv. Qualidade da Água 8 b. Serviço de Saneamento 9 i. Utentes de saneamento 9 ii. Volumes de Saneamento Faturados 10 c. Intervenções operacionais 11 d. Reclamações apresentadas 12 e. Estrutura de cobrança 12 III. INVESTIMENTO 13 IV. RECURSOS HUMANOS 15 V. SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA 17 VI. PERSPETIVAS E OBJETIVOS 20 VII. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS 22 VIII. ACONTECIMENTOS SUBSEQUENTES 23 IX. ANEXO AO RELATÓRIO DE GESTÃO DE 2014 24 X. BALANÇO 25 XI. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS 27 XII. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA 28 XIII. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO 29 XIV. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 30 XV. RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO 55 XVI. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS 56

ÓRGÃOS SOCIAIS Assembleia Geral: Presidente da Mesa: António Manuel Sousa Barbosa da Frada, Secretário da Mesa: Virgínia Maria Monteiro Teixeira. Conselho de Administração: Presidente - Pedro José Avelar Montalvão Santos Silva, Vogal Fernando Manuel Pereira Rêgo de Araújo, Vogal Pedro Manuel Amaral Jorge, Vogal Vítor Manuel Almeida Damas. Fiscal Único: Deloitte & Associados, SROC S.A., representada por António Manuel Martins Amaral; Suplente: Paulo Alexandre Rocha Silva Gaspar.

INDAQUA VILA DO CONDE Gestão de Águas de Vila do Conde, S.A. CAE: 36002 Distribuição de Água SENHORES ACIONISTAS No cumprimento das disposições legais e estatutárias da Empresa, vem o Conselho de Administração apresentar o Relatório e Contas da INDAQUA Vila do Conde Gestão de Águas de Vila do Conde, S.A. do exercício findo em 31 de dezembro de 2014.

I. INTRODUÇÃO a. A Concessão A 17 de julho de 2008 ocorreu a assinatura do Contrato de Concessão da Exploração e Gestão dos Serviços de Abastecimento de Água para Consumo Público e de Recolha, Tratamento e Rejeição de Efluentes do Município de Vila do Conde, entre a Edilidade e a INDAQUA Vila do Conde - Gestão de Águas de Vila do Conde, S.A. Na sequência deste ato e de acordo com as regras estabelecidas no Caderno de Encargos e no próprio contrato, iniciou-se o Período de Transição o qual, face à necessidade de sujeição a parecer pelo Tribunal de Contas, vigorou até à data de início do Período de Funcionamento Normal que ocorreu a 1 de janeiro de 2009. Em 18 de dezembro de 2008 foi assinado o Primeiro Aditamento ao Contrato de Concessão, fruto da adesão do Município de Vila do Conde ao Sistema Multimunicipal de Saneamento do Vale do Ave, ficando a construção e exploração das infraestruturas de saneamento em alta a cargo da Empresa Águas do Ave, agora denominada Águas do Noroeste, e fora do âmbito da concessão municipal. Em 26 de Julho de 2013 foi celebrado o Segundo de Aditamento ao Contrato de Concessão, que refletiu a revisão ao Plano de Investimentos em virtude dos atrasos que se registam na implementação das infraestruturas em alta a cargo das Águas do Noroeste. A Concessão tem uma duração de quarenta anos contados a partir de 1 de janeiro de 2009 e tem como objeto: i. A Exploração e Gestão do Sistema de abastecimento de água para consumo público do Município de Vila do Conde; ii. iii. A Exploração e Gestão do Sistema de recolha de águas residuais do Município de Vila do Conde; A execução de todas as Obras necessárias à concretização do Plano de Investimentos da Concessionária. 3

b. Atividades Desenvolvidas em 2014 Durante o ano de 2014 a INDAQUA Vila do Conde teve como prioridades principais as seguintes atividades: Adequação do Regulamento de Serviços ao Dec. Lei 194/2009; A intensificação das ações comerciais para angariação de clientes, em colaboração com o Concedente e Juntas de Freguesia do Concelho; A continuidade na utilização do Programa de Gestão Operacional que tem permitido introduzir melhorias significativas na eficiência da atividade de exploração dos sistemas de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais; O incremento das ações conducentes à redução das perdas de água reais, através da substituição de algumas redes em mau estado de conservação e da utilização de equipamentos de deteção de fugas; A continuidade da campanha para renovação do parque de contadores, com a finalidade de aumentar o rigor da medição dos consumos e a consequente diminuição das perdas de água aparentes; O desenvolvimento de ações conducentes à redução das afluências indevidas às redes de drenagem de água residuais Otimização do cadastro de infraestruturas para possibilitar e facilitar a integração do mesmo no futuro Sistema de Informação Geográfica; A continuidade da implementação do sistema de telecontagem e válvulas de corte com controlo remoto, para otimização dos processos de leitura e cobrança em locais onde os contadores não são acessíveis; Continuação da implementação do sistema de telecontagem e válvulas de corte com controlo remoto, para otimização dos processos de leitura e cobrança em locais onde os contadores não são acessíveis; Reorganização e otimização dos roteiros de leituras de consumos. Implementação da internalização da distribuição de faturas. A melhoria da qualidade da formação profissional dada aos Colaboradores da INDAQUA Vila do Conde; 4

II. ATIVIDADE a. Serviço de Abastecimento de Água A INDAQUA Vila do Conde tem atualmente sob a sua gestão 541 km de rede de abastecimento de água. i. Consumidores de Água No quadro seguinte apresenta-se o número de consumidores de água em 31 de dezembro de 2014, por tipo de consumidor: Variação CONSUMIDORES POR TIPOLOGIA 2014 2013 Qtd. % Domésticos 27.441 26.965 476 1,77% Comércio e Indústria 2.546 2.523 23 0,91% Aut., IPSS, e outras 483 475 8 1,68% Outros Serv. P. Estatais 21 21 0 0,00% Ligações Provisórias 210 205 5 2,44% Consumos Próprios / Outros 2.615 2.571 44 1,71% Total 33.316 32.760 556 1,70% A Concessão iniciou-se em 1 de janeiro de 2009 com 28.568 contratos de utilização ativos do serviço de abastecimento de água, pelo que até ao final de 2014 se registou a entrada líquida de 4.748 novos clientes, introduzindo um crescimento de 14,3 %. Face a 2013, registou-se um crescimento de 1,7% ou 556 clientes. No universo dos clientes da INDAQUA Vila do Conde, os consumidores domésticos representam cerca de 82,4%, o comércio e a indústria representam cerca de 7,6 %, e os restantes tipos de consumidores representam apenas cerca de 10,0 % do total de clientes. No gráfico seguinte podemos observar a evolução do número de consumidores de água desde o início da concessão: 5

ii. Consumos de Água Faturados No quadro seguinte podemos observar os consumos de água faturados, por tipo de consumidor e por escalão de consumo: 2014 2013 CONSUMOS DE ÁGUA FATURADOS m3 % % / Tipologia m3 % % / Tipologia Variação Domésticos 2.081.819 64,20% 100,00% 2.101.574 63,11% 100,00% -0,94% 1º Escalão - Entre 0 e 15 m3 1.969.680 60,74% 94,61% 1.970.901 59,18% 93,78% -0,06% 2º Escalão - Entre 16 e 25 m3 86.919 2,68% 4,18% 98.445 2,96% 4,68% -11,71% 3º Escalão - Entre 26 e 50 m3 20.178 0,62% 0,97% 25.214 0,76% 1,20% -19,97% 4º Escalão - Superior a 50 m3 5.042 0,16% 0,24% 7.014 0,21% 0,33% -28,12% Comércio e Indústria 642.251 19,81% 100,00% 691.569 20,77% 100,00% -7,13% 1º Escalão - Entre 0 e 10 m3 130.832 4,03% 20,37% 129.001 3,87% 18,65% 1,42% 2º Escalão - Entre 11 e 150 m3 152.223 4,69% 23,70% 146.234 4,39% 21,15% 4,10% 3º Escalão - Superior a 150 m3 359.196 11,08% 55,93% 416.334 12,50% 60,20% -13,72% Autarquias, IPSS, Org. Desp., Esc., Infant. e Univ. 342.543 10,6% - 335.819 10,08% - 2,00% Outros Serviços Públicos Estatais 7.878 0,24% - 8.050 0,24% - -2,14% Ligações Provisórias 24.075 0,74% - 27.999 0,84% - -14,01% Câmara Municipal - Rega de Jardins (preço 0) 78.842 2,43% - 88.451 2,66% - -10,86% Água Avarias 341 0,01% - 6 0,00% - 5583,33% Consumos Próprios / Outros 48.839 1,51% - 60.865 1,83% - -19,76% Totalizadores 16.063 15.934 Total 3.242.651 99,50% - 3.330.267 99,52% - -2,63% O consumo doméstico representa 64,2 % do volume global de água faturada, sendo 60,7% deste consumo concentrado no primeiro escalão do tarifário. O consumo do comércio e indústria apresenta um peso de 19,8 % no total. O consumo das Autarquias corresponde a 10,6 % do total. As restantes categorias de consumidores representam 4,9 % do total de água faturada. O consumo médio mensal por contador pode ser observado no quadro seguinte: Variação CONSUMOS MÉDIOS MENSAIS -m3 2014 2013 Qtd. % Domésticos 6,38 6,58-0,20-3,10% Comércio e Indústria 21,12 23,29-2,17-9,31% Autarquias, IPSS, Org. Desp., Esc., Infant. e Univ. 59,59 59,42 0,18 0,30% Outros Serviços Públicos Estatais 31,26 28,55 2,72 9,51% Ligações Provisórias 9,67 11,52-1,85-16,09% Consumos Próprios / Outros 1,57 1,99-0,42-21,20% Total 8,18 8,58 - -4,73% Em 2014 registou-se uma acentuada contração no consumo resultando numa diminuição no consumo médio mensal por contador de cerca de 3,1 %, nos consumidores domésticos. Já no que se refere aos consumidores Comércio e Indústria a descida foi mais acentuada, tendo-se cifrado em 9,3 %. Esta redução deve-se essencialmente ao decréscimo de consumo verificado na Lactogal. Em termos globais, o consumo médio mensal por contador reduziu 4,7 % 6

No gráfico seguinte podemos observar a evolução do volume de água faturado desde o início da concessão: iii. Balanço da Água O quadro que se segue relaciona o consumo de água contabilizada com a água adquirida e produzida pela Empresa: Variação BALANÇO DA ÁGUA 2014 2013 m3 % Água Contabilizada 3.242.651 3.330.267-87.616-2,63% Consumos Domésticos 2.081.819 2.101.574-19.755-0,94% Outros Consumos 1.095.930 1.151.894-55.964-4,86% Outros Consumos Autorizados 64.902 76.799-11.897-15,49% Água Aduzida aos Sistemas 4.001.187 4.016.049-14.862-0,37% Água Captada 0 4.732 3.996.455 84455,94% Água Adquirida 4.001.187 4.016.049-4.016.049-100,00% "Água não contabilizada" 758.536 685.782 72.754 10,61% "Água não contabilizada" - % 18,96% 17,08% Verifica-se um aumento do valor da água não contabilizada a partir de Agosto de 2014, tendo sido atingido o valor mínimo de 16,2% em Julho de 2014. Em dezembro de 2014 a percentagem de perdas foi de 18,9%. No gráfico seguinte podemos observar a evolução da percentagem de água não contabilizada desde 2009: 7

iv. Qualidade da Água Das análises efetuadas no âmbito do controlo de qualidade da água, de acordo com o Decreto-Lei nº 306/2007, e dos respetivos resultados, encontra-se evidenciado no quadro que se segue: Análise QUALIDADE DA ÁGUA CR1 CR2 CI Total Nº de Análises regulamentares efectuadas (com VP) 288 440 45 773 Nº de Análises regulamentares em violação ao VP 0 0 0 0 % Análises Regulamentares em violação ao VP 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% Legenda: Análise CR1 - Controlo de rotina 1 (Decreto-Lei 306/2007) Análise CR2 - Controlo de rotina 2 (Decreto-Lei 306/2007) Análise CI - Controlo de Inspecção (Decreto-Lei 306/2007) Análises Regulamentares - Análises obrigatórias, realizadas com a frequência fixada pelo Decreto-Lei 306/2007 (não incluem análises de controlo operacional ou contra-análises) VP - Valor paramétrico fixado pelo Decreto-Lei 306/2007 Sendo o fornecimento de água um dos principais serviços que integram a nossa atividade, sobretudo pela importância na saúde pública que lhe cabe, impõe-se que a sua qualidade se paute por padrões e critérios do mais elevado nível. Assim, o controlo implementado cumpriu com o Programa de Controlo da Qualidade da Água (PCQA) aprovado pelo ERSAR, tendo todas as amostras sido analisadas em laboratório acreditado para o efeito. 8

Na observância desse programa, ao longo dos doze meses de atividade da concessão não foi registado qualquer incumprimento, o que corresponde a uma taxa de conformidade de 100%. De salientar que em 2014 a ERSAR Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos, distinguiu novamente a Indaqua Vila do Conde com o Selo de Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano. b. Serviço de Saneamento A INDAQUA Vila do Conde tem atualmente sob a sua gestão 315 Km de rede de drenagem de águas residuais. i. Utentes de saneamento No quadro seguinte apresenta-se o número de utentes de saneamento em 31 de dezembro de 2014 segundo a respetiva tipologia: Variação UTENTES DE SANEAMENTO POR TIPOLOGIA 2014 2013 Qtd. % Doméstico 25.436 24.922 514 2,06% Comércio e Indústria 2.343 2.327 16 0,69% Serviços Públicos Estatais 15 16-1 -6,25% Autarquias e Outras 377 362 15 4,14% Total 28.171 27.627 544 1,97% A estrutura de utentes de saneamento está em linha com a estrutura de consumidores de água, representando os utentes domésticos 90,3 % e o comércio e indústria 8,3 % do total de utentes de saneamento. No gráfico seguinte podemos observar a evolução dos utentes de saneamento desde o início da concessão: 9

Número de Utentes de Saneamento desde o Inicio da Concessão 29.000 28.000 27.000 26.000 25.000 24.000 23.000 22.000 21.000 2009 2010 2011 2012 2013 2014 ii. Volumes de Saneamento Faturados No quadro seguinte podemos observar os volumes de saneamento faturados por tipo de consumidor e por escalão de consumo: 2014 2013 VOLUMES DE SANEAMENTO FATURADOS m3 % m3 % Variação Domésticos 1.930.127 70,82% 1.937.253 70,82% -0,37% Comércio e Indústria 518.068 19,01% 524.467 19,17% -1,22% Serviços Públicos Estatais 5.427 0,20% 6.039 0,22% -10,13% Autarquias e Outras 271.659 9,97% 267.537 9,78% 1,54% Total 2.725.281 100,00% 2.735.296 100,00% -0,37% Comparando o volume de saneamento com o volume de água faturada, conclui-se que aquele representa 84,0 % deste. Este diferencial deve-se em parte à existência de consumidores de água que a utilizam no seu processo produtivo sem que sobre eles incidam as tarifas correspondentes de águas residuais, uma vez que não drenam para a rede pública. Por outro lado, os locais de consumo associados às regas dos jardins do Município de Vila do Conde, são alvo apenas de faturação na componente do abastecimento de água. No gráfico seguinte podemos observar a evolução dos volumes de saneamento faturados desde o ano de 2009: 10

Volumes de Saneamento Faturados 2.900.000 2.850.000 2.800.000 2.750.000 2.700.000 2.650.000 2.600.000 2.550.000 2.500.000 2.450.000 2.400.000 2.350.000 2009 2010 2011 2012 2013 2014 c. Intervenções operacionais O quadro que se segue resume as intervenções realizadas durante o ano de 2014: Água 2014 Mensal INTERVENÇÕES OPERACIONAIS 2014 2013 Máximo Mínimo Média Variação Contadores de Água 3.553 3.910 - - 296-9,13% Instalação 1882 1.951 184 112 157-3,54% Substituição 427 759 59 16 36-43,74% Levantamento 1242 1.196 137 81 104 3,85% Aferição 2 4 1 0 0-50,00% Abastecimento de Água 5.847 4.405 - - 487 32,74% Cortes de Abastecimento 3.136 2.345 344 160 261 33,73% Restabelecimentos de Ligações 2.711 2.060 308 154 226 31,60% Ramais de Água 96 614 - - 8-84,36% Novos 96 614 13 5 8-84,36% Alterações 0 0 0 0 0 0,00% Intervenções na Rede de Água 468 514 - - 39-8,95% Roturas (Reparação de condutas e ramais) 458 513 52 16 38-10,72% Rebentamentos (Externo) 10 1 4 0 1 900,00% Saneamento Ramais de Saneamento 39 520 - - 3-92,50% Novos 39 520 8 2 3-92,50% Alterações 0 0 0 0 0 0,00% Intervenções na Rede de Colectores 1.307 1.300 - - 109 0,54% Obstruções 1.304 1.298 143 76 109 0,46% Colapsos Estruturais 3 2 1 0 0 50,00% Releva-se o decréscimo do número de contadores substituídos em 2014, consequência da alteração da periodicidade ideal para substituição de contadores que, no que concerne aos de utilização residencial, passou de 8 para 12 anos. O número de suspensões de fornecimento de água e o número de restabelecimentos de ligações interrompidas, por facto imputável ao Utilizador, sofreram aumentos expressivos face aos números de 2013, de 33,7% e 31.6%, respetivamente. 11

d. Reclamações apresentadas As reclamações apresentadas ao longo do exercício de 2014 encontram-se resumidas no quadro seguinte, associadas respetivamente aos serviços de abastecimento de água e de drenagem de águas residuais: 2014 Mensal RECLAMAÇÕES APRESENTADAS 2014 2013 Máximo Mínimo Média Variação Água Fraca Qualidade da Água 4 5 1 0 0-20,00% Falta de Água 57 30 10 0 5 90,00% Falta de Pressão 112 59 13 5 9 89,83% Erro de Facturação 104 123 13 5 9-15,45% Outros Motivos 82 101 12 3 7-18,81% Saneamento Obstrução Colectores e Ramais 1.310 1.298 143 76 109 0,92% Inundação 0 0 0 0 0 0,00% Erro de Facturação 18 15 4 0 2 20,00% Outros Motivos 13 4 4 0 1 225,00% Total 1.700 1.635 - - 142 3,98% Em 2014 as reclamações devidas a erros de faturação reduziram em 15%, o que demonstra a melhoria contínua do processo de faturação bem como da perceção da mesma pelo Utilizador. e. Estrutura de cobrança A cobrança das faturas no ano de 2014 foi efetuada através dos diversos canais ao dispor do cliente, sendo a sua distribuição a constante no quadro seguinte: ESTRUTURA DE COBRANÇAS Nº Recibos % Valor % Balcões da Empresa 51.509 13,36% 2.619.083 18,06% Sede 51.509 13,36% 2.619.083 18,06% Sistema de Débitos Directos 159.428 41,36% 5.803.070 40,03% CTT 9.201 2,39% 245.164 1,69% Payshop 46.571 12,08% 1.304.337 9,00% SIBS 118.755 30,81% 4.526.892 31,22% Outros 0 0,00% 0 0,00% Total 385.464 100,00% 14.498.545 100,00% 12

III. INVESTIMENTO O investimento direto em infraestruturas de abastecimento de água, executado no âmbito do Plano de Investimentos da Concessionária até ao final do exercício de 2014, em termos de comprimento de rede de abastecimento de água, foi o que se apresenta no quadro seguinte: ÁGUA - INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURAS Acumulado 2014 Anos Anteriores Redes 177.838 6.928 170.910 R11- Freguesias de Labruge e Vila Chã 9.495 0 9.495 R13 - Freguesias de Vairão e Macieira (a) 24.833 0 24.833 R13 - Freguesias de Gião e Fajozes (b) 14.010 0 14.010 R14 - Freguesias de Vilar, Modivas e 10% de Gião 18.890 126 18.764 R5/R12 - Freguesias de Junqueira, V. Pinheiro e Aveleda 28.185 6.477 21.709 R17- Freguesia de Guilhabreu 17.657 0 17.657 R10 - Freguesias de Mindelo e Fajozes 3.585 0 3.585 R12/R4 - Freguesias de Touguinhó e Mosteiró 9.510 0 9.510 R3a - Freguesia de Rio Mau 1.722 0 1.722 R3 b - Freguesia de Arcos 224 0 224 R9 - Freguesias de Retorta, Tougues e 10% de Árvore 16.913 0 16.913 R16 - Freguesias de Malta e Canidelo 15.084 0 15.084 R15 - Freguesia de Fornelo 956 0 956 R7 - Freguesias de Árvore e Azurara 1.962 0 1.962 R5 a - Freguesia de Bagunte 3.706 0 3.706 R5 b - Freguesia de Outeiro 4.189 0 4.189 R8 - Freguesia de Mindelo 3.799 0 3.799 R2 - Freguesia de Touguinha 1.536 326 1.210 R6 - Freguesias de Parada e Ferreiró 1.582 0 1.582 Total 177.838 6.928 170.910 O total de redes de abastecimento de água da Concessionária, em serviço em 31 de dezembro de 2014, era de 541 quilómetros. Por sua vez, o investimento direto em infraestruturas de drenagem de águas residuais executado no âmbito do Plano de Investimentos da Concessionária até ao final do exercício de 2014, em termos de comprimento de rede de coletores, foi o que se apresenta no quadro seguinte: SANEAMENTO - INVESTIMENTO EM INFRAESTRUTURAS Acumulado 2014 Anos Anteriores Redes 143.382 11.333 132.049 AR2 - Freguesias de Labruge e Vila Chã 12.459 0 12.459 AR4 - Freguesias de Vairão, Macieira, Gião e Fajozes 36.126 1.274 34.852 AR5 - Freguesias de Vilar e Modivas 17.621 411 17.211 AR6 - Freguesias de Junqueira, Vilar do Pinheiro e Aveleda 20.147 5.741 14.406 AR7 - Freguesias de Guilhabréu e Mosteiró 19.830 147 19.683 AR8 - Freguesia de Fajozes (Poente) 1.659 0 1.659 AR9 - Freguesia de Touguinhó e Sistemas Autónomos 4.069 2.076 1.993 AR10 - Freguesias de Rio Mau e Arcos 0 0 0 AR11 - Freguesias de Retorta e Tougues 5.099 0 5.099 AR12 - Freguesias de Malta e Canidelo 10.576 0 10.576 AR13 - Freguesia de Fornelo 372 0 372 AR14 - Freguesias de Árvore (zona leste) 5.351 15 5.336 AR15 - Freguesias de Bagunte e Outeiro 0 0 0 AR16 - Freguesia de Mindelo 8.657 254 8.403 AR17 - Freguesia de Touguinha 1.416 1.416 0 AR18 - Freguesias de Parada e Ferreiró 0 0 0 Total 143.382 11.333 132.049 13

Considerando as redes de saneamento recebidas do Concedente no início da Concessão, a Empresa tem sob sua gestão atualmente 315 quilómetros de condutas de drenagem de águas residuais. Para além do investimento em infraestruturas, efetuaram-se aquisições de ativos fixos, essencialmente, equipamento básico, equipamento de transporte e equipamento administrativo. 14

IV. RECURSOS HUMANOS No final de 2014 a INDAQUA Vila do Conde, SA era constituída por 69 colaboradores, dos quais 16 faziam parte do quadro da Empresa, 38 encontravam-se em regime de cedência de interesse público e 15 encontravam-se vinculados por contratos a termo certo. Deste universo a antiguidade média era de 4,68 anos. A idade média dos colaboradores era de 47,68 anos representados por 20 elementos do sexo feminino e 49 do sexo masculino. Em termos de habilitações literárias, o 1º ciclo do ensino básico predominava com uma percentagem de 27,94%. Variação RECURSOS HUMANOS 2014 2013 Qtd. % Licenciatura ou superior 13 13 0 0,00% Bacharelato 0 0 0 0,00% Ensino Secundário 18 17 1 5,88% Ensino Preparatório 18 19-1 -5,26% Ensino Primário 19 20-1 -5,00% Sem Habilitações 1 1 0 0,00% Total 69 70-1 -1,4% Requisitados ao Município 38 46-8 -17,4% Regime Geral 31 24 7 29,2% O absentismo em 2014 foi de 6,99% sendo que as causas principais foram Baixa por Doença Públicos (3,24%), Baixa por Doença Privados (2,00%) e Licença de Parentalidade (0,60%). ABSENTISMO Ausências % Obrig. Legal Requisitados 3 0,00% Trabalhador -Estudante 3,7 0,00% Descanso Diário 8 0,01% Consulta Médica Pré-Natal 11,66 0,01% Licença Parental 24 0,02% Injustificada 29,5 0,02% Consulta Médica 31,19 0,02% Conta do período Férias 55 0,04% Doença sem Baixa 72 0,05% Assistência à Família 76,22 0,05% Just. C/Remuneração 96,31 0,07% Nojo 129,64 0,09% Baixa 90% públicos 160 0,11% Amamentação 168,81 0,12% Acidente Trabalho Remuner 779 0,54% Licença de Parentalidade 856 0,60% Baixa por Doença 2872 2,00% Baixa p/doença púb.(rem) 4649,33 3,24% Total de ausências 10.025 6,99% Horas teóricas 143.392 No âmbito do desenvolvimento das competências dos nossos colaboradores, a Empresa investiu, durante o ano de 2014, cerca de 4.146,55 euros em 19 ações de formação com um volume total de 1.119 horas e uma abrangência de 77 participações. 15

A área de Higiene e Segurança no Trabalho foi especialmente representativa com um volume total de 617,75 horas. Na área de Tecnologias de Informação destacam-se 279,73 horas e 158 horas na área de Gestão. As restantes 63,47 horas foram distribuídas por ações de formação específicas do setor de atividade. 16

V. SITUAÇÃO ECONÓMICA E FINANCEIRA Fatores de risco As atividades da INDAQUA Vila do Conde estão expostas aos seguintes fatores de risco financeiro: risco de crédito, risco de liquidez e risco de fluxos de caixa associado à taxa de juro. O Grupo INDAQUA desenvolveu e implementou um programa de gestão do risco que, conjuntamente com a monitorização permanente dos mercados financeiros, procura minimizar os potenciais efeitos adversos na performance financeira da INDAQUA S.A. e suas participadas. O Conselho de Administração providencia princípios para a gestão do risco como um todo e políticas que cobrem áreas específicas, como o risco de taxa de juro, risco de crédito, o uso de derivados, outros instrumentos não estruturados e o investimento do excesso de liquidez. O Conselho de Administração tem a responsabilidade de definir princípios gerais de gestão de riscos, bem como limites de exposição. Todas as operações realizadas com instrumentos derivados, ou estão integradas em operações de cobertura de risco dos contratos de financiamento das concessionárias, ou, se não for o caso, carecem de aprovação prévia do Conselho de Administração, que define os parâmetros de cada operação e aprova documentos formais descritivos dos objetivos das mesmas. Risco de crédito O risco de crédito está essencialmente relacionado com o risco de uma contraparte falhar nas suas obrigações contratuais, resultando uma perda financeira para a INDAQUA Vila do Conde. A INDAQUA Vila do Conde está sujeita ao risco de crédito nas suas atividades operacionais. O risco de crédito relacionado com operações está essencialmente relacionado com créditos de serviços prestados a clientes. Este risco é reduzido dadas as características do serviço público prestado. Os ajustamentos de imparidade para contas a receber são calculados considerando: i) o perfil de risco do cliente, consoante se trate de cliente da Administração Central ou Local ou de cliente individual; ii) o prazo médio de recebimento; e iii) a condição financeira do cliente. Dada a dispersão de clientes, não é necessário considerar um ajustamento adicional de risco de crédito, para além da imparidade já registada nas contas a receber clientes. 17

Risco de liquidez A gestão do risco de liquidez implica a manutenção das disponibilidades a um nível razoável, a viabilidade da consolidação da dívida flutuante através de um montante adequado de facilidades de crédito e a habilidade de liquidar posições de mercado. A Indaqua Vila do Conde efetua a gestão do risco de liquidez através da contratação e manutenção de linhas de crédito e facilidades de financiamento com compromisso de tomada firme junto de instituições financeiras nacionais e internacionais de elevada notação de crédito que permitem o acesso imediato a fundos. É expectativa do Conselho de Administração que os fluxos de caixa operacionais previstos para o ano de 2013 sejam suficientes para suprir as necessidades de fundos desse período. Risco de fluxos de caixa associados à taxa de juro O objetivo da INDAQUA Vila do Conde, em relação à gestão de fluxos de caixa associados à taxa de juro, foi conseguido através da contratação de um instrumento de cobertura de risco de taxa de juro, convertendo taxa variável em taxa fixa, previsto nos contratos de financiamento, que mitiga o risco de variabilidade das taxas de juro de curto prazo. Situação económica e financeira da Empresa No quadro abaixo apresentam-se os principais indicadores económicos e a sua variação face a 2013. (milhares de euros) PRINCIPAIS INDICADORES 2014 2013 % Variaç ão Volume de negócios 15.610 16.368-4,6% Volume de negócios sem IFRIC12 11.700 11.474 2,0% Gastos operacionais* 12.070 12.948-6,8% EBITDA 3.393 3.248 4,5% Gastos de financiamento líquidos 2.280 1.965 16,0% Resultado líquido -380 37-1127,0% Autonomia financeira 13,7% 21,0% -34,7% * sem amortizações, imparidades e outros gastos e perdas O volume de negócios da Empresa inclui valores relativos a contratos de construção no âmbito da aplicação da IFRIC 12. Assim e como podemos verificar pelo quadro acima, o volume de negócios da Empresa sem o efeito da IFRIC 12 registou uma variação positiva de cerca de 2% tendo aumentado de 11.474 mil euros para 11.700 mil euros. Se analisarmos o valor com o efeito da IFRIC 18

12 o indicador diminui 4,6% face ao ano anterior, passando de 16.368 mil euros para 15.610 mil euros. Em relação aos gastos operacionais, com exceção das amortizações, imparidades e outros gastos e perdas, eles tiveram uma diminuição significativa de 7% passando de 12.948 mil euros em 2013 para 12.070 mil euros em 2014. No entanto, se deduzirmos o efeito da aplicação da IFRIC 12 relativo ao valor dos contratos de construção no montante de 3.553 mil euros (4.184 mil euros em 2013), ficamos com um montante efetivo de 8.517 mil euros que comparado com 2013, representa uma diminuição de 3% (-247 mil euros). O EBITDA manteve a tendência positiva passando de 3.248 mil euros em 2013 para 3.393 mil euros em 2014, o que representou uma variação positiva de 4,5%. Os gastos de financiamento líquidos totalizaram o montante de cerca de 2.280 mil euros, superiores em 315 mil euros aos gastos de 2013. Este aumento está diretamente ligado ao aumento do endividamento da Empresa verificado no ano de 2014, que está consubstanciado num empréstimo bancário estruturado em regime de project finance e em dívida subordinada colocada pelos acionistas. Esse aumento da utilização dos empréstimos fez aumentar os juros suportados. Os gastos com depreciações e amortizações aumentaram cerca de 29% passando de 1.235 mil euros em 2013 para 1.598 mil euros em 2014, tendo o resultado antes de impostos atingido o montante negativo de 485 mil euros. O resultado líquido da Empresa foi negativo em 380.319 euros. Em 2013 o valor tinha sido de 36.984 euros. O rácio de autonomia financeira, considerado como a relação entre a soma dos capitais próprios e da dívida subordinada dos acionistas e o ativo líquido da Empresa foi de 13,7 % em 31/12/2014, com um ativo líquido de 64.474.338 euros, representando o ativo não corrente 89% do ativo líquido total. Se excluirmos dos capitais próprios o impacto do justo valor negativo do instrumento financeiro derivado aí registado, contratado como instrumento de cobertura do risco de taxa de juro e integrado nos contratos de financiamento da Concessão, no montante líquido de 5.087.765 euros, o rácio de autonomia financeira atrás referido, subiria de 13,7% para 21,6 %, atingindo os capitais próprios adicionados da dívida subordinada, o montante de 13.930.297 euros. 19

VI. PERSPETIVAS E OBJETIVOS Terminado o quinto ano do exercício completo de atividade da INDAQUA Vila do Conde, no ano de 2015 pretende-se consolidar o vasto leque de ações iniciadas em 2014 e desenvolver novas ações conducentes à melhoria do resultado operacional da Empresa. Do plano de atividades para 2015, destacamos como relevantes: Desenvolvimento de novas ações para controlo e redução das perdas de água, com o objetivo de reduzir a percentagem de água não contabilizada para um valor inferior a 16.5 % e assim reduzir os custos operacionais; Efetuar a modelação hidráulica das redes de abastecimento de água, tendo em vista a otimização do seu funcionamento e o cumprimento dos objetivos traçados para redução das perdas de água; Continuação da instalação do sistema de telemetria residencial e válvulas de corte com controlo remoto, para otimização dos processos de leitura e cobrança em locais onde os contadores não são acessíveis; Continuação da campanha de renovação do parque de contadores, com a finalidade de aumentar o rigor da medição dos consumos e a consequente diminuição das perdas de água aparentes; Implementação de novos procedimentos para combate às afluências indevidas nos sistemas de drenagem de águas residuais; Continuação da instalação do sistema de telemetria residencial e válvulas de corte com controlo remoto, para otimização dos processos de leitura e cobrança em locais onde os contadores não são acessíveis; Implementação do sistema de informação geográfica, como ferramenta agregadora de todos os sistemas de informação já disponíveis para apoio à atividade; Dar continuidade às ações comerciais tendo em vista a angariação de novos clientes; Dar continuidade à campanha de leituras de contadores situados no interior das habitações, de difícil acesso, de forma a minorar o número de contadores não lidos há mais de 120 dias, com vista à otimização do processo de faturação; 20

Manutenção da Certificação da Empresa no âmbito da qualidade, segurança e ambiente; Minimizar o número de reclamações fundamentadas bem como otimizar o tratamento das mesmas; A otimização do processo de recuperação da dívida de clientes, com reforço da atuação da equipa interna, no período pré-injunção. Implementação de novos procedimentos para combate aos atos e usos ilícitos. 21

VII. PROPOSTA DE APLICAÇÃO DE RESULTADOS Nos termos da alínea b) do artigo 376º do Código das Sociedades Comerciais, o Conselho de Administração propõe que os resultados líquidos negativos do exercício, no montante de EUR 380.318,88 sejam transferidos para a conta de Resultados Transitados O Conselho de Administração, tendo constatado a perda de mais de metade do capital social e considerando: 1. Que o efeito contabilístico ora constatado, de perda de mais de metade do capital social, resulta meramente da adoção, por força de lei, das regras de reconhecimento contabilístico nomeadamente pela contabilização em capitais próprios do impacto do justo valor do instrumento financeiro derivado de cobertura de taxa de juro (5.087.765 euros), não refletindo a mesma qualquer deterioração da situação económica ou prejuízo económico; 2. O instrumento financeiro derivado de cobertura de taxa de juro, pela sua natureza, tem um justo valor, que tende para zero na sua maturidade. Acresce que neste momento as taxas de juro apresentam valores invulgarmente baixos, que tenderão a subir em função de uma futura recuperação económica. 3. Que o modelo económico-financeiro, inerente a esta concessão, o qual é vinculativo para a Empresa e para os financiadores, compreende um Acordo de Subscrição e Realização de Capital, destinado a provir adequadamente a Sociedade com os necessários capitais para o cumprimento das suas obrigações, irá, nos termos do disposto no n.º 1 do artigo 35.º do Código das Sociedades Comerciais, requerer a convocação de Assembleia Geral, destinada a informar os Acionistas da situação e a solicitar dos mesmos que sejam tomadas as medidas julgadas convenientes. 22

VIII. ACONTECIMENTOS SUBSEQUENTES A esta data, o Conselho de Administração não tem conhecimento da existência de acontecimentos subsequentes a 31 de dezembro de 2014, além dos decorrentes da normal atividade da Sociedade, que tenham impacte na imagem verdadeira e apropriada das demonstrações financeiras do período findo em 31 de dezembro de 2014. Finalmente, agradecemos o apoio e a confiança do nosso Concedente, Clientes, Acionistas, Funcionários, Fornecedores e Instituições Financeiras. Vila do Conde, 13 de fevereiro de 2015 O Conselho de Administração, Pedro José Avelar Montalvão Santos Silva Presidente Fernando Manuel Pereira Rêgo de Araújo Vogal Pedro Manuel Amaral Jorge Vogal Vítor Manuel Almeida Damas Vogal. 23

IX. ANEXO AO RELATÓRIO DE GESTÃO DE 2014 Anexo I Publicidade de Participações dos membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização na sociedade (nº 5 do Art.º 447º do Código das Sociedades Comerciais) No período a que se refere o relatório, os membros dos Órgãos de Administração e Fiscalização, não eram titulares, nem fizeram qualquer aquisição, cessação ou oneração de ações da sociedade Anexo II Publicidade de Participações de Acionistas (nº 4 do Art.º 448º do Código das Sociedades Comerciais) Em conformidade com o referido artigo, damos publicidade que os acionistas titulares de ações nominativas representativas de pelo menos, um décimo do capital da sociedade é: INDAQUA Indústria e Gestão de Águas, S.A. 98,00%. 24

X. BALANÇO ATI VO A sse t s N o tas dez 14 de z 13 ATIVO NÃO CORRENTE (Non-current assets) : Ativos fixos tangíveis (Tangible fixed assets) 5 1.130.736 Propriedades de investimento (Investment properties ) Goodwill (Goodwill ) Ativos intangíveis (Intangible assets) 6 54.781.514 Participações financeiras - MEP (Capital holdings - equity method ) Participações financeiras - Outros métodos (Capital holdings - other methods ) Acionistas/sócios (Shareholders) Outros Ativos financeiros (Other financial assets) 498 Ativos por impostos diferidos (Deferred taxes) 7 1.477.093 57.389.841 Ativo CORRENTE (Current assets ): Inventários (Inventories) 8 191.068 Clientes (Clients) 9 1.358.096 Adiantamentos a fornecedores (Advances to suppliers) Estado e outros entes públicos (State public sector) 10 282.104 Acionistas/sócios (Shareholders) 10 e 26 46.244 Outras contas a receber (Other debtors) 11 896.479 Diferimentos (Deferred costs ) 12 20.050 Outros Ativos financeiros (Other financial assets) Caixa e depósitos bancários (Cash and bank deposits) 4 4.290.456 7.084.497 1.163.837 52.142.187 281.720 53.587.744 185.361 1.318.219 332.907 1.121.435 26.018 805.537 3.789.477 To tal do Ativo (To tal assets ) 64.474. 338 57.3 77.22 1 As notas anexas constituem parte integrante destas Demonstrações Financeiras. 25

CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Shareholders' equity and liabilities N o tas dez 14 dez 13 CAPITAL PRÓPRIO (Shar e hol de rs' e qui t y) : Capital realizado (Capital) 13 500.000 Outros instrumentos de capital próprio (Capital not issued) Reservas legais (Legal reserves) 14 8.485 Outras reservas (Other reserves) 14 e 18-6.564.858 Resultados transitados (Returned earnings) 14 907.628 Ajustamentos em Ativos financeiros (Adjustment in share capital) Outras variações no capital próprio (Other adjustments) 14 2.926.313-2.222.433 Resultado líquido do período (Net profit) -380.319-2.602.751 500.000 6.636-1.063.093 872.693 1.453.942 1.770.178 36.984 1.807.162 Interesses minoritários (Minority interests ) Total do capital próprio ( Total shareholder's equity) -2.602. 751 1.80 7.162 PASSIVO (Li abi l i t i e s): PASSIVO NÃO CORRENTE (Non-cur r ent li abi l i t i e s) : Provisões (Provisions) Financiamentos obtidos (Long term loans) 15 54.377.149 Passivos por impostos diferidos (Deferred taxes ) 7 420.741 Outros passivos financeiros (Other financial liabilities) 18 6.564.858 61.362.749 49.396.808 485.824 1.063.093 50.945.725 PASSIVO CORRENTE (Current liabilities) : Fornecedores (Suppliers) 16 1.991.998 Adiantamentos de clientes (Advances from clients) Estado e outros entes públicos (State public sector) 10 27.292 Acionistas/sócios (Shareholders) Financiamentos obtidos (Short term loans) 15 511.782 Outras contas a pagar (Other creditors) 17 3.183.269 Diferimentos (Deferred income ) 5.714.341 1.995.602 29.809 73.506 11.501 2.513.916 4.624.334 To tal do passivo (Total liabilities) 67.077. 089 Total do capital próprio e do passivo (Total shareholders' equity and liabilities) 64.474. 338 55.5 70.05 9 57.3 77.22 1 As notas anexas constituem parte integrante destas Demonstrações Financeiras. 26

XI. DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS RENDIMENTOS E GASTOS Not as Prof it and Loss Acco unt dez 14 PERÍOD OS dez 1 3 Vendas e serviços prestados (Sales and services rendered ) 19 e 26 15.610.103 Subsídios à Exploração (Operating subsidies) 498 16.367.823 Trabalhos para a própria entidade (Work undertaken for ourselves) Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas (Costs of goods sold and mat. consumed) 8-2.374.561 Fornecimentos e serviços externos (Supplies and services ) 20 e 26-8.502.056 Gastos com o pessoal (Staff costs ) 21-1.193.485 Imparidade de inventários (perdas/reversões) (Inventories impairment ) Imparidade de dívidas a receber (perdas/reversões) (Accounts receivable impairment ) 9-51.208 Provisões (aumentos/reduções) (Provisions) Aumentos/reduções de justo valor (Adj. fair value) Outros rendimentos e ganhos (Other incomes and profits ) 26 e 27 151.523 Outros gastos e perdas (Other expenses and losses ) 27-248.196-2.320.001-9.339.253-1.288.359-55.972 172.719-288.494 Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos (EB I TDA) 3.39 2.61 8 3.24 8.46 3 Gastos/reversões de depreciação e de amortização (Depreciations ) 5 e 6-1.597.853 Imparidade de ativos depreciáveis/amortizáveis (perdas/reversões) (Assets impairment) -1.234.888 Resultado operacional ( antes de gastos de financiamento e impostos) (E B IT) 1.79 4.76 5 2.01 3.57 5 Juros e rendimentos similares obtidos (Interest and similar profits ) 22 11.217 Juros e gastos similares suportados (Interest and similar losses) 22 e 26-2.291.162 15.996-1.981.335 Resultado antes de impostos (Pr e-tax -pro f its) -48 5.18 0 4 8.23 6 Imposto sobre o rendimento do período (Taxation on profit) 7 e 23 104.861-11.252 Resultado líquido do período (Net profit) -38 0.31 9 3 6.98 4 As notas anexas constituem parte integrante destas Demonstrações Financeiras. 27

XII. DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Demonstração de Fluxos de Caixa dos exercícios findos em 31 de dezembro 2014 e 2013 (Montantes expressos em euros) dez- 14 d ez- 13 Flu xos de caixa das atividades operacionais No tas Va lo r Valo r Recebimentos de clientes 12.691.836 12.643.466 Pagamentos a fornecedores -7.370.949-8.964.065 Pagamentos ao pessoal -1.149.356-1.735.752 Ca ix a gerada pelas o pera çõ es 4.171.530 1.943.649 Pagamento/recebimento do imposto sobre o rendimento -85.135-105.809 Outros recebimentos/pagamentos 48.371 2.345.455 Fluxos de caixa das atividades operacio nais : 4.134.766 4.183.294 Flu xos de caixa das atividades de investimento Pagamentos respeitantes a: Ativos fixos tangíveis -42.389-212.711 Ativos intangíveis -3.515.959-5.996.955 Investimentos financeiros Outros Ativos - 3.558.348-6.209.666 Recebimentos provenientes de: Ativos fixos tangíveis 1.907 6.213 Ativos intangíveis Investimentos financeiros Outros Ativos Subsídios ao investimento 143.700 Juros e rendimentos similares 3.727 Dividendos 1.907 153.640 Fluxos de caixa das atividades de investimento : - 3.556.441-6.056.026 Flu xos de caixa das atividades de financiamento Recebimentos provenientes de: Financiamentos obtidos 5.075.000 1.452.650 Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio Cobertura de prejuízos Doações Outras operações de financiamento 11.537 5.075.000 1.464.187 Pagamentos respeitantes a: Financiamentos obtidos Juros e gastos similares -2.125.037-1.698.768 Dividendos Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio Outras operações de financiamento -43.370-21.957-2.168.406-1.720.725 Fluxos de caixa das atividades de financiamento : 2.906.594-256.538 Variação de caixa e seus equ ivalentes: 3.484.919-2.129.270 Caixa e seus equivalentes no início do exercício : 4 805.537 2.934.807 Caixa e seus equ ivalentes no fim do exercício : 4 4.290.456 805.537 As notas anexas constituem parte integrante destas Demonstrações Financeiras. 28

XIII. DEMONSTRAÇÃO DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO No ta s Ca p ital rea liza do Res erva s leg ais Outra s Res erv a s Res u lta do s tran s ita do s Outra s v a riaçõ es no cap ita l Res u lta d o líqu ido d o p eríod o A 1 de janeiro de 2013 500.000 1.104 0 767.577 992.121 110.648 2.371.450 Altera çõ es n o perío do Aplicação de resultados 0 5.532 0 105.116 0-110.648 0 Ajustamentos por impostos diferidos 0 0 0 0 216.785 0 216.785 Outras alterações reconhecidas no capital próprio 0 0-1.063.093 0 245.036 0-818.056 14 0 5.532-1.063.093 105.116 461.821-110.648-601.271 Resultado líquido do período 36.984 36.984 Resultado integral 36.984 36.984 To ta l A 31 de dezembro de 2013 14 500.000 6.636-1.063.093 872.693 1.453.942 36.984 1.807.162 No ta s Ca p ital rea liza do Res erva s leg ais Outra s Res erv a s Res u lta do s tran s ita do s Outra s v a riaçõ es no cap ita l Res u lta d o líqu ido d o p eríod o A 1 de janeiro 2014 500.000 6.636-1.063.093 872.693 1.453.942 36.984 1.807.162 Altera çõ es n o perío do Aplicação de resultados 14 1.849 35.135-36.984 0 Ajustamentos por impostos diferidos 14-200 1.197.271 0 1.197.071 Outras alterações reconhecidas no capital próprio 14-5.501.766 275.100 0-5.226.665 Resultado líquido do período Resultado integral 14 0 1.849-5.501.766 34.935 1.472.371-36.984-4.029.595 To ta l - 380.319-380.319-4.644.187-4.644.187 A 31 de dezembro de 2014 14 500.000 8.485-6.564.858 907.628 2.926.313-380.319-2.602.751 As notas anexas constituem parte integrante destas Demonstrações Financeiras. 29

XIV. ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 1. Introdução A Indaqua Vila do Conde - Gestão de Águas de Vila do Conde, S.A. (adiante designada como Indaqua Vila do Conde ou Empresa), com sede na Praça José Régio, n.º 101 do concelho de Vila do Conde, foi constituída em 17 de Dezembro de 2007, tendo como objeto, em regime de concessão, a prossecução da exploração e gestão conjunta dos serviços públicos municipais de distribuição de água para consumo público e de drenagem e tratamento de águas residuais do Município de Vila do Conde, incluindo a construção, extensão, reparação, renovação, manutenção e melhoria de todas as instalações, infraestruturas e equipamentos que compõem os serviços concessionados, bem como as obras necessárias à execução do plano de investimentos. O contrato de concessão terá a vigência até 2048. No final da concessão todas as Infraestruturas serão transferidas para o Município. É da opinião da Administração que estas Demonstrações Financeiras refletem de forma verdadeira e apropriada as operações da Indaqua Vila do Conde, relativas ao período de 01/01/2014 a 31/12/2014 bem como a sua posição e performance financeira e fluxos de caixa à data de 31/12/2014, tendo as mesmas sido aprovadas pela Administração em 13 de fevereiro de 2015, contudo as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia-Geral de Acionistas, nos termos da legislação comercial em vigor em Portugal. As notas que se seguem respeitam a numeração definida pelo Sistema de Normalização Contabilística (SNC). 2. Referencial contabilístico de preparação das Demonstrações Financeiras 2.1. Base de Preparação Estas Demonstrações Financeiras foram preparadas de acordo com as disposições do SNC, emitidas e em vigor à data de 31 de dezembro de 2014. Foram preparadas de acordo com o princípio do custo histórico. A preparação das Demonstrações Financeiras em conformidade com o SNC requer o uso de estimativas, pressupostos e julgamentos críticos no processo da determinação das políticas contabilísticas a adotar pela Indaqua Vila do Conde, com impacto significativo no valor contabilístico dos ativos e passivos, assim como nos rendimentos e gastos do período de reporte. Apesar de estas estimativas serem baseadas na melhor experiência da Administração e nas suas melhores expetativas em relação aos eventos e ações correntes e futuras, os resultados atuais e futuros podem diferir destas estimativas. As áreas que envolvem um maior grau de julgamento ou complexidade, ou áreas em que pressupostos e estimativas sejam significativos para as Demonstrações Financeiras são apresentadas na Nota 3. Pelo facto de não existir tratamento previsto nas NCRF para as concessões foi adotada a IFRIC 12 Acordos de Concessão de Serviços que regula a forma de contabilização das infraestruturas afetas à concessão e que é caracterizado da seguinte forma: 30

Enquadramento A IFRIC 12 Acordos de concessão de serviço define os princípios a observar na contabilização dos contratos de concessão de serviço público, atendendo aos serviços a que a concessionária se obriga a prestar e ao controlo que exerce sobre os ativos da concessão. No âmbito da IFRIC 12 estão os contratos de concessão de serviço que possuem as seguintes características: i) O objetivo do contrato é a prestação de um serviço público aos utilizadores em geral; ii) O contrato de concessão regula o tipo e a qualidade dos serviços a serem prestados pelo concessionário; iii) O concessionário é responsável pela conceção, desenho e construção / requalificação das infraestruturas necessárias à prestação do serviço público; iv) Os preços a praticar (tarifas) são aprovados pelo concedente; v) O concedente controla qualquer valor residual das infraestruturas independentemente de quem a construiu ou detém a titularidade uma vez que (a) o concessionário não pode onerar, alienar ou ceder as infraestruturas da concessão e (b) no final da concessão, as infraestruturas da concessão revertem para o concedente. A IFRIC 12 proporciona orientação quanto ao tratamento contabilístico a adotar pelos concessionários de serviços públicos com as características acima identificadas. Quando a IFRIC 12 é aplicada, o concessionário não pode reconhecer nas suas demonstrações financeiras, como ativos fixos tangíveis, os ativos da concessão utilizados na prestação do serviço por não deter o controlo sobre os mesmos, embora retenha o risco de construção e de financiamento. Dado que a construção/aquisição das infraestruturas da concessão não qualifica como investimento em ativos próprios do concessionário, em substância o concessionário presta um serviço de construção que terá de registar de acordo com a IAS 11 / NCRF 19 Contratos de construção. A aplicação deste normativo prevê o reconhecimento da totalidade dos gastos incorridos na prestação do serviço de construção/ requalificação das infraestruturas da concessão consoante a sua natureza, e o registo do justo valor do rédito da construção. Uma vez que no caso das concessões este serviço está associado ao contrato de concessão que prevê a exploração subsequente das infraestruturas construídas/ adquiridas, é necessário determinar a contraprestação do rédito reconhecido. A IFRIC 12 preconiza dois modelos de contabilização para os serviços de construção consoante os riscos e benefícios assumidos pelo concessionário: i) O modelo do ativo financeiro se o concedente tem a responsabilidade de pagar ao concessionário pela prestação do serviço de construção, ou se, embora a responsabilidade pelo pagamento do serviço público recai sobre os seus utilizadores, o concedente tenha a responsabilidade de garantir um montante mínimo previamente definido; ii) O modelo do ativo intangível se o concessionário tem direito a cobrar consoante a prestação do serviço público aos utilizadores (pagando o utilizador ou o concedente), os montantes despendidos constituem o custo da aquisição do direito de concessão. 31

O concessionário deve reconhecer um ativo financeiro na medida em que tem um direito contratual de receber dinheiro ou outro ativo financeiro do concedente pelos serviços de construção e o concedente não tem como evitar o pagamento, uma vez que o contrato tem a força de lei. O concessionário tem um direito incondicional de receber dinheiro se o concedente garantir contratualmente esse pagamento ao concessionário que corresponde a (a) um montante especifico, ou (b) à diferença, se existir, entre os montantes recebidos dos utilizadores do serviço público, e outro montante específico, mesmo que o pagamento seja contingente ao facto de o concessionário assegurar que a infraestrutura está de acordo com os requisitos de qualidade e eficiência. O concessionário deve reconhecer um ativo intangível na medida em que recebe um direito (licença) de cobrar aos utilizadores pela prestação do serviço público. O direito a cobrar aos utilizadores por um serviço público não é um direito incondicional de cobrança, porque os montantes estão condicionados ao facto de os utilizadores utilizarem o serviço. O concessionário deve reconhecer o rédito e os custos relacionados com o serviço de operação da concessão de acordo com o IAS 18 / NCRF 20 - Rédito. Nos termos desta interpretação a Indaqua Vila do Conde presta os dois tipos de serviços: o de construção, requalificação e renovação das infraestruturas afeta ao sistema; e o de exploração e gestão do sistema constituído pelas infraestruturas, necessárias à prestação de serviços aos utilizadores, pelo que aplica os princípios da IFRIC 12. Classificação da infraestrutura A Indaqua Vila do Conde classifica os montantes investidos na construção/ aquisição das infraestruturas dos sistemas que explora como ativos intangíveis Direito de concessão, já que tem direito a cobrar consoante a prestação do serviço público aos utilizadores do serviço. A formação do custo dos ativos intangíveis (direitos de concessão) compreende o custo de aquisição ou construção, incluindo os custos e proveitos (líquidos) diretos e indiretamente relacionados com os projetos de construção, que são capitalizados em ativos intangíveis em curso, por permuta com os serviços de construção prestados. Os encargos financeiros relacionados com empréstimos obtidos para financiamento dos projetos de construção em curso são capitalizados na sua totalidade até à entrada em exploração das infraestruturas do sistema. A manutenção e conservação corrente das infraestruturas são contabilizadas em resultados no exercício em que ocorrem. Amortizações O ativo intangível, direito de concessão, é amortizado numa base sistemática por taxas constantes ao longo da concessão. Acréscimos de custos por responsabilidades contratuais Os investimentos de substituição que não sejam por si só geradores de rédito são tratados como responsabilidades, de acordo com o definido na NCRF 21 - Provisões, passivos contingentes e ativos contingentes, o que implica a constituição de uma provisão pelo período que medeia entre o 32

investimento inicial e o investimento de substituição, devendo essa provisão ser registada pelo valor presente. Atendendo às condições específicas da concessão, não se estimaram responsabilidades contratuais que não sejam por si próprias geradoras de rédito, facto pelo qual não foi constituído qualquer passivo para o efeito. Rédito serviços de construção O IFRIC 12 considera que, em substância, a Concessionária constrói as infraestruturas e troca-as pelo direito inerente à concessão, aplicando-se assim o normativo do Rédito e dos Ativos Intangíveis, no que se relaciona com a troca de ativos diferentes. Em consequência destas disposições a Concessionária constrói as infraestruturas, vende-as ao Concedente e como pagamento recebe um direito de uso durante o período da concessão, estando reconhecido nos rendimentos e nos subcontratos os valores resultantes destas operações. As obras efetuadas têm como objetivo prestar o serviço final aos consumidores, não tendo como base obter uma margem no serviço a prestar. Além disso, as Concessões normalmente iniciam a atividade com as infraestruturas municipais recebidas pelo que não existem períodos onde as Concessões não disponham de receitas. Tendo em conta que a construção é subcontratada e como tal já reflete o seu justo valor não é efetuado qualquer ajustamento relativamente a margens sobre a construção, além da imputação dos encargos financeiros e dos encargos de estrutura afetos aos projetos. 2.2. Derrogação das disposições do SNC Não existiram, no decorrer do exercício a que respeitam estas Demonstrações Financeiras, quaisquer casos excecionais que implicassem diretamente a derrogação de qualquer disposição prevista pelo SNC. No entanto, conforme referido em 2.1, pelo facto de não haver nas NCRF tratamento para as Concessões, foi adotada supletivamente a IFRIC 12. 2.3. Comparabilidade das Demonstrações Financeiras Os elementos constantes nas presentes Demonstrações Financeiras são, na sua totalidade, comparáveis com os do período anterior. 3. Principais políticas contabilísticas As principais políticas contabilísticas aplicadas na elaboração das Demonstrações Financeiras são as que abaixo se descrevem. Estas políticas foram consistentemente aplicadas a todos os períodos apresentados, salvo indicação contrária. 3.1. Ativos fixos tangíveis Os ativos fixos tangíveis encontram-se valorizados ao custo, deduzido das depreciações acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data de transição para NCRF e os custos de aquisição para ativos obtidos após essa data. 33

O custo de aquisição inclui o preço de compra do ativo, as despesas diretamente imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do ativo para que se encontre na sua condição de utilização. Os custos subsequentes incorridos com renovações e grandes reparações, que façam aumentar a vida útil ou a capacidade produtiva dos ativos, são reconhecidos no custo do ativo. Os encargos com reparações e manutenção de natureza corrente são reconhecidos como gastos do período em que são incorridos. As vidas úteis estimadas para os ativos fixos tangíveis mais significativos são conforme segue: Sempre que existam indícios de perda de valor dos ativos fixos tangíveis, são efetuados testes de imparidade, de forma a estimar o valor recuperável do ativo, e quando necessário registar uma perda por imparidade. O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o preço de venda líquido e o valor de uso do ativo, sendo este último calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados, decorrentes do uso continuado e da alienação do ativo no fim da sua vida útil. O método de depreciação utilizado pela Empresa é o método das quotas constantes, de acordo com as vidas úteis estimadas definidas acima, as quais se consideram razoáveis para compensar a sua desvalorização. A amortização dos ativos fixos tangíveis tem início quando os mesmos se encontram disponíveis para uso, sendo o cálculo efetuado numa base por duodécimos. As vidas úteis dos ativos são revistas em cada data de relato financeiro, para que as depreciações praticadas estejam em conformidade com os padrões de consumo dos ativos. Alterações às vidas úteis são tratadas como uma alteração de estimativa contabilística e são aplicadas prospectivamente. Os ganhos ou perdas na alienação dos ativos são determinados pela diferença entre o valor de realização e o valor contabilístico do ativo, sendo reconhecidos na demonstração dos resultados. Anos E difícios e outras cons truções 10 E quipamento bás ico 8 E quipamento de trans porte 4 E quipamento adminis trativo 6 Outros a ctivos tangíveis 4-10 3.2. Ativos Intangíveis Os ativos intangíveis encontram-se reconhecidos e mensurados consoante as transações que lhe deram origem, conforme os parágrafos abaixo: 34

a) Direito da Concessão: A Indaqua Vila do Conde é uma Concessão onde não está definido um rendimento garantido e o serviço é prestado diretamente ao consumidor final. Como no SNC não existe nenhuma norma para as concessões, de forma supletiva foram aplicadas as normas internacionais de contabilidade, sendo utilizado o IFRIC 12 - Acordos de Concessão de Serviços que regula a forma de contabilização das infraestruturas afetas à Concessão. No âmbito desta norma são consideradas infraestruturas as redes, ramais, reservatórios, captações, ETAS s e ETAR s adquiridos/construídos pela Empresa. Estes ativos encontram-se valorizados ao custo, deduzido das depreciações acumuladas e eventuais perdas por imparidade. Este custo inclui o custo estimado à data de transição para NCRF, e os custos de aquisição para ativos obtidos após essa data. O custo de aquisição inclui o preço de compra do ativo, as despesas diretamente imputáveis à sua aquisição e os encargos suportados com a preparação do ativo para que se encontre na sua condição de utilização. Dado que as obras do Plano de Investimento da Concessionária traduzem-se num aumento da sua base de clientes, os custos incorridos com empréstimos obtidos para a construção destes ativos são reconhecidos como parte do custo de construção do ativo. A amortização destes ativos tem início quando os mesmos se encontram disponíveis para uso, sendo o cálculo efetuado numa base anual e durante o período da Concessão, o qual termina no ano de 2048. b) Outros intangíveis: O custo dos ativos intangíveis adquiridos separadamente reflete, em geral, os benefícios económicos futuros esperados e compreende: O preço de compra, incluindo custos com direitos intelectuais e os impostos sobre as compras, não reembolsáveis, após dedução dos descontos comerciais e abatimentos; e Qualquer custo diretamente atribuível à preparação do ativo, para o seu uso pretendido. A Empresa valoriza os seus ativos intangíveis, após o reconhecimento inicial, pelo modelo do custo, conforme definido pela NCRF 6 Ativos Intangíveis, que define que um ativo intangível deve ser escriturado pelo seu custo, deduzido da amortização acumulada e quaisquer perdas por imparidade acumuladas. A Empresa determina a vida útil e o método de amortização dos ativos intangíveis com base na estimativa de consumo dos benefícios económicos associados ao ativo, sendo amortizados numa base sistemática a partir da data em que se encontram disponíveis para uso, durante a vida útil estimada. A vida útil estimada para os ativos intangíveis mais significativos é de 3 anos. 3.3. Imparidade de ativos Os ativos com vida útil indefinida não estão sujeitos a amortização, sendo objeto de testes de imparidade anuais. 35

A Indaqua Vila do Conde realiza testes de imparidade sempre que eventos ou alterações nas condições envolventes indiquem que o valor pelo qual se encontram registados nas Demonstrações Financeiras não seja recuperável. Sempre que o valor recuperável determinado é inferior ao valor contabilístico dos ativos, a Empresa avalia se a situação de perda assume um carácter permanente e definitivo e, se sim, regista a respetiva perda por imparidade. Nos casos em que a perda não é considerada permanente e definitiva, é feita a divulgação das razões que fundamentam essa conclusão. O valor recuperável é o maior entre o justo valor do ativo, deduzido dos custos de venda, e o seu valor de uso. Para a determinação da existência de imparidade, os ativos são alocados ao nível mais baixo para o qual existem fluxos de caixa separados identificáveis (unidades geradoras de caixa). Os Ativos não financeiros, que não o goodwill, para os quais tenham sido reconhecidas perdas por imparidade são avaliados, a cada data de relato, sobre a possível reversão das perdas por imparidade. Quando há lugar ao registo ou reversão de imparidade, a amortização e depreciação dos ativos são recalculadas prospectivamente de acordo com o valor recuperável. 3.4. Ativos financeiros A Administração determina a classificação dos ativos financeiros, na data do reconhecimento inicial, de acordo com a NCRF 27 Instrumentos financeiros. Os ativos financeiros podem ser classificados/ mensurados como: (a) Ao custo ou custo amortizado, menos qualquer perda por imparidade; ou (b) Ao justo valor, com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração de resultados. A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado os activos financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii) cujo retorno seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual possa resultar a perda do valor nominal e do juro acumulado. Para os ativos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efetiva, que corresponde à taxa que desconta os recebimentos de caixa futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro. São registados ao custo ou custo amortizado os ativos financeiros que constituem empréstimos concedidos, contas a receber (clientes, outros devedores, etc.) e instrumentos de capital próprio, bem como quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado ativo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável. 36

A Empresa avalia a cada data de relato financeiro a existência de indicadores de perda de valor para os ativos financeiros que não sejam mensurados ao justo valor através de resultados. Se existir uma evidência objetiva de imparidade, a Empresa reconhece uma perda por imparidade na demonstração de resultados. Os ativos financeiros são desreconhecidos quando os direitos ao recebimento dos fluxos monetários originados por esses investimentos expiram ou são transferidos, assim como todos os riscos e benefícios associados à sua posse. 3.5. Inventários Os inventários são valorizados ao menor entre o custo de aquisição e o valor líquido de realização, sendo as saídas valorizadas pelo método do custo médio. 3.6. Clientes e Outras contas a receber As rubricas de Clientes e Outras contas a receber são reconhecidas inicialmente ao justo valor, sendo subsequentemente mensuradas ao custo amortizado, deduzido de ajustamentos por imparidade (se aplicável). As perdas por imparidade dos clientes e contas a receber são registadas, sempre que exista evidência objetiva de que os mesmos não são recuperáveis, conforme os termos iniciais da transação. As perdas por imparidade identificadas são registadas na demonstração dos resultados, em Imparidade de dívidas a receber, sendo subsequentemente revertidas por resultados, caso os indicadores de imparidade diminuam ou desapareçam. 3.7. Caixa e equivalentes de caixa O caixa e equivalentes de caixa incluem caixa, depósitos bancários, outros investimentos de curto prazo, de liquidez elevada e com maturidades iniciais até 3 meses, e descobertos bancários. Os descobertos bancários são apresentados no Balanço, no passivo corrente, na rubrica Financiamentos obtidos, e são considerados na elaboração da demonstração dos fluxos de caixa, como caixa e equivalentes de caixa. 3.8. Imposto sobre o rendimento O imposto sobre o rendimento do período compreende os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre o rendimento são registados na demonstração dos resultados, exceto quando estão relacionados com itens que sejam reconhecidos diretamente nos capitais próprios. O valor de imposto corrente a pagar, é determinado com base no resultado antes de impostos, ajustado de acordo com as regras fiscais em vigor. Os impostos diferidos são reconhecidos usando o método do passivo com base no balanço, considerando as diferenças temporárias resultantes da diferença entre a base fiscal de ativos e passivos e os seus valores nas Demonstrações Financeiras. Os impostos diferidos são calculados com base na taxa de imposto em vigor, ou já oficialmente comunicada à data do balanço, e que se estima seja aplicável na data da realização dos impostos diferidos ativos ou na data do pagamento dos impostos diferidos passivos. 37

Os impostos diferidos ativos são reconhecidos na medida em que seja provável que existam lucros tributáveis futuros disponíveis para a utilização da diferença temporária. Os impostos diferidos passivos são reconhecidos sobre todas as diferenças temporárias tributáveis, exceto as relacionadas com: i) o reconhecimento inicial do goodwill; ou ii) o reconhecimento inicial de ativos e passivos, que não resultem de uma concentração de atividades, e que à data da transação não afetem o resultado contabilístico ou fiscal. Contudo, no que se refere às diferenças temporárias tributáveis relacionadas com investimentos em filiais, estas não são reconhecidas se: i) a Empresa mãe tem capacidade para controlar o período da reversão da diferença temporária; e ii) é provável que a diferença temporária não reverta num futuro próximo. 3.9. Provisões As provisões são reconhecidas quando a Empresa tem: i) uma obrigação presente legal ou construtiva resultante de eventos passados; ii) para a qual é mais provável de que seja necessário um dispêndio de recursos internos no pagamento dessa obrigação; e iii) o montante possa ser estimado com razoabilidade. Sempre que um dos critérios não seja cumprido ou a existência da obrigação esteja condicionada à ocorrência (ou não ocorrência) de determinado evento futuro, a Empresa divulga tal facto como um passivo contingente, salvo se a avaliação da exigibilidade da saída de recursos para pagamento do mesmo seja considerada remota. As provisões são mensuradas ao valor presente dos dispêndios estimados para liquidar a obrigação utilizando uma taxa antes de impostos, que reflete a avaliação de mercado para o período do desconto e para o risco da provisão em causa. 3.10. Locações Nas locações consideradas operacionais, as rendas a pagar são reconhecidas como gasto na demonstração dos resultados numa base linear, durante o período da locação. 3.11. Passivos Financeiros O Conselho de Administração determina a classificação dos passivos financeiros, na data do reconhecimento inicial de acordo com a NCRF 27 Instrumentos financeiros. Os passivos financeiros podem ser classificados/ mensurados como: (a) Ao custo ou custo amortizado, menos qualquer perda por imparidade; ou (b) Ao justo valor com as alterações de justo valor a ser reconhecidas na demonstração de resultados. A Empresa classifica e mensura ao custo ou ao custo amortizado, os passivos financeiros: i) que em termos de prazo sejam à vista ou tenham maturidade definida; ii) cuja remuneração seja de montante fixo, de taxa de juro fixa ou de taxa variável correspondente a um indexante de mercado; e iii) que não possuam nenhuma cláusula contratual da qual possa resultar uma alteração à responsabilidade pelo reembolso do valor nominal e do juro acumulado a pagar. 38

Para os passivos registados ao custo amortizado, os juros obtidos a reconhecer em cada período são determinados de acordo com o método da taxa de juro efetiva, que corresponde à taxa que desconta os recebimentos de caixa futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro. São registados ao custo ou custo amortizado os passivos financeiros que constituem financiamentos obtidos, contas a pagar (fornecedores, outros credores, etc.) e instrumentos de capital próprio bem como quaisquer contratos derivados associados, que não sejam negociados em mercado ativo ou cujo justo valor não possa ser determinado de forma fiável. O passivo financeiro (ou parte do passivo financeiro) é desreconhecido apenas quando este se extinguir, isto é, quando a obrigação estabelecida no contrato seja liquidada, cancelada ou expire. 3.12. Financiamentos obtidos Os financiamentos obtidos são inicialmente reconhecidos ao justo valor, líquido de custos de transação e montagem incorridos. Os financiamentos são subsequentemente apresentados ao custo amortizado, sendo a diferença entre o valor nominal e o justo valor inicial reconhecida na demonstração dos resultados ao longo do período do empréstimo, utilizando o método da taxa de juro efetiva. Os financiamentos obtidos são classificados no passivo corrente, exceto se a Empresa possuir um direito incondicional de diferir o pagamento do passivo por, pelo menos, 12 meses após a data do balanço, sendo neste caso classificados no passivo não corrente. As comissões de montagem são diferidas pelo período do empréstimo e apresentadas ao custo amortizado. 3.13. Gastos e rendimentos Os gastos e rendimentos são registados no período a que se referem, independentemente do seu pagamento ou recebimento, de acordo com o princípio contabilístico da especialização dos exercícios. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes réditos e gastos são reconhecidas como ativos ou passivos, se qualificarem como tal. 3.14. Rédito O rédito corresponde ao justo valor do montante recebido ou a receber relativo à venda de produtos e/ ou serviços no decurso normal da atividade da Empresa. O rédito é registado líquido de quaisquer impostos e descontos comerciais. O rédito é reconhecido com base na aplicação do tarifário previsto no contrato de concessão outorgado com o Município de Vila do Conde, em que as tarifas recorrentes (tarifa fixa e tarifa volumétrica de abastecimento de água e de saneamento) são aplicadas mensalmente aos clientes que têm contrato com a Empresa, quer em função do número de dias, quer em função dos consumos de água medidos ou estimados. O valor do contrato é reconhecido mensalmente no mês a que respeita a prestação do serviço. 39

3.15. Subsídios Os rendimentos relacionados com a venda de ramais de ligação são tratados como subsídio ao investimento, sendo o rendimento reconhecido ao longo do período da Concessão ao ritmo a que é reconhecida a amortização do direito da Concessão (custo do ramal). 3.16. Principais estimativas e julgamentos apresentados As estimativas e julgamentos com impacto nas Demonstrações Financeiras da Empresa são continuamente avaliados, representando à data de cada relato a melhor estimativa da Administração, tendo em conta o desempenho histórico, a experiência acumulada e as expectativas sobre eventos futuros que, nas circunstâncias em causa, se acredita serem razoáveis. A natureza intrínseca das estimativas pode levar a que o reflexo real das situações que haviam sido alvo de estimativa possam, para efeitos de relato financeiro, vir a diferir dos montantes estimados. As estimativas e os julgamentos que apresentam um risco significativo de originar um ajustamento material no valor contabilístico de ativos e passivos no decurso do exercício seguinte são as que seguem: Estimativas contabilísticas relevantes 3.15.1 Provisões A Empresa analisa de forma periódica eventuais obrigações que resultem de eventos passados e que devam ser objeto de reconhecimento ou divulgação. A subjetividade inerente à determinação da probabilidade e montante de recursos internos necessários para o pagamento das obrigações poderá conduzir a ajustamentos significativos, quer por variação dos pressupostos utilizados, quer pelo futuro reconhecimento de provisões anteriormente divulgadas como passivos contingentes. 3.15.2 Ativos tangíveis e intangíveis A determinação das vidas úteis dos ativos, bem como o método de depreciação a aplicar é essencial para determinar o montante das depreciações a reconhecer na demonstração dos resultados de cada período. Estes dois parâmetros são definidos de acordo com o melhor julgamento da Administração para os ativos e negócios em questão, considerando também as práticas adotadas por Empresas do sector ao nível internacional. 3.15.3 Imparidade A determinação de uma eventual perda por imparidade pode ser despoletada pela ocorrência de diversos eventos, muitos dos quais fora da esfera de influência da Empresa, tais como: a disponibilidade futura de financiamento, o custo de capital, bem como por quaisquer outras alterações, quer internas quer externas, à Empresa. A identificação dos indicadores de imparidade, a estimativa de fluxos de caixa futuros e a determinação do justo valor de ativos implicam um elevado grau de julgamento por parte da 40

Administração no que respeita à identificação e avaliação dos diferentes indicadores de imparidade, fluxos de caixa esperados, taxas de desconto aplicáveis, vidas úteis e valores residuais. A imparidade para contas a receber é calculada essencialmente com base na antiguidade das contas a receber, o perfil de risco dos clientes e a situação financeira dos mesmos. As estimativas relacionadas com os ajustamentos para contas a receber diferem do tipo de clientes, não sendo registada qualquer imparidade para as dívidas de entidades estatais. 4. Fluxos de caixa 4. 1 Desagregação dos valores inscritos na rubrica de caixa e em depósitos bancários O detalhe de caixa e equivalentes de caixa é o seguinte: dez-14 dez- 13 Caixa 1.964 2.503 Depósitos bancários 4.288.492 803.034 Caixa e equivalentes de caixa 4.290.456 805.537 O detalhe do montante considerado como saldo final na rubrica de Caixa e equivalentes de caixa para efeitos da elaboração da demonstração de fluxos de caixa é como segue: d ez- 14 dez- 13 Nu merário - Caixa 1.964 2.503 1.964 2.503 Depó sitos B ancários - Depósitos à ordem (Nota 15) 4.288.492 803.034 - Depósitos a prazo 0 0 - Outros depósitos 0 0 4.288.492 803.034 Caixa e equivalentes de caixa (ativo) 4.290.456 805.537 5. Ativos fixos tangíveis Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 os movimentos registados em rubricas do ativo fixo tangível foram como segue: 41

Movimentos nos ativos fixos tangíveis E difício s e o u tra s co n str u çõ es Equ ipa men to bá sico E qu ipamen to de transporte E qu ipamen to Admin istra tiv o Ou tro s To ta l 1 de janeiro 2014 Custo de aquisição 951.946 1.036.246 187.126 152.008 16.760 2.344.086 Depreciações acumuladas -475.973-436.817-128.886-126.659-11.915-1.180.250 V alo r líqu ido 475.973 599.430 58.240 25.349 4.845 1.163.837 31 de dezembro de 2014 Adições 0 72.455 186.754 7.770 839 267.818 Alienações 0-16.945-2.688 0 0-19.633 Transferências e abates 0 0 0 0 0 0 Depreciações - exercício -95.470-130.253-54.351-11.232-2.367-293.673 Depreciações - alienações 0 9.701 2.688 0 0 12.389 Depreciações - transf e abates 0 0 0 0 0 0 V alo r líqu ido -95.470-65.042 132.403-3.462-1.528-33.100 31 de dezembro de 2014 Custo de aquisição 951.946 1.091.756 371.192 159.778 17.599 2.592.271 Depreciações acumuladas -571.443-557.369-180.549-137.891-14.282-1.461.534 V alo r líqu ido 380.503 534.387 190.643 21.887 3.317 1.130.736 Não existem indícios de perdas por imparidade, pelo que não foram efetuados testes de imparidade conforme previsto na NCRF 12. As depreciações dos ativos fixos tangíveis estão reconhecidas na rubrica Depreciações do exercício da Demonstração dos Resultados pela sua totalidade. 6. Ativos Intangíveis O valor dos intangíveis refere-se essencialmente aos valores das infraestruturas reconhecidos como direito da concessão. Estas infraestruturas são reversíveis para o Município no final da concessão. A evolução registada para os exercícios apresentados é como segue: Pro g r amas de Co mpu ta do r Direito da Co n cessã o Ativ o s em cu rso To tal 1 de janeiro 2014 Custo de aquisição 26.021 49.209.396 6.332.697 55.568.114 Depreciações acumuladas -24.178-3.401.748 0-3.425.926 Valor líquido 1.843 45.807.648 6.332.697 52.142.187 31 de dezembro de 2014 Adições 68 92.051 3.851.386 3.943.505 Alienações Transferências e abates 2.899.402-2.899.402 0 Depreciações - exercício -953-1.303.226-1.304.179 Depreciações - alienações Depreciações - transf e abates Valor líquido 958 47.495.875 951.984 2.639.326 31 de dezembro de 2014 Custo de aquisição 26.089 52.200.849 7.284.681 59.511.619 Depreciações acumuladas -25.131-4.704.974 0-4.730.105 Valor líquido 958 47.495.875 7.284.681 54.781.514 O valor registado em Ativos em Curso é referente às obras em curso da rede de água e saneamento. 42

7. Ativos e passivos por Impostos Diferidos Os movimentos ocorridos nas diferenças temporárias e rubricas de ativos e passivos por impostos diferidos para os períodos apresentados são como se segue: dez- 14 dez- 13 B ase I. Dif erido B a se I. Dif erido Varia çã o Ativos Justo valor do instrumento financeiro (Nota 18) 6.564.858 1.477.093 1.063.093 281.720 1.195.373 6.564.858 1.477.093 1.063.093 281.720 1.195.373 Passivos Ajustamentos de conversão SNC 0 0 238.437 63.186-63.186 Ramais (c ) 1.083.133 243.704 917.205 243.059 645 ON2 - Subsídio (d) 786.828 177.036 677.656 179.579-2.542 1.869.961 420.740 1.833.298 485.824-65.084 Impacto líquido (No ta 14) 4.694.897 1.056.353-770.205-204.104 1.260.457 Variação por capital próprio (Nota 14) 1.197.071 Variação por resultados (Nota 23) 63.386 1.260.457 Como as receitas dos ramais são consideradas como equivalentes a subsídios e se encontram registados em Capital Próprio (rubrica de Outras Variações no Capital Próprio), os respetivos Impostos Diferidos foram também registados nesta rubrica (Nota 14). Os ajustamentos de conversão para SNC acima indicados, foram tributados em 5 anos (2010 a 2014). Em 31 de dezembro de 2014, os ativos e passivos por impostos diferidos estão calculados à taxa de 22,5% (26,5% em 31 de dezembro de 2013). 8. Inventários O detalhe de inventários em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 é como segue: dez- 14 d ez- 13 Mercadorias 0 Produtos e trabalhos e curso 0 Materiais 191.068 185.361 Produtos acabados 0 191.068 185.361 Ajustamentos de Inventário 0 0 Total inventários 191.068 185.361 O custo dos inventários, reconhecido no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 como gasto e incluído na rubrica Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas, totalizou 2.374.561 euros (2013: 2.320.001 euros), conforme se evidencia abaixo. 43

Merca do ria s M a t. Prima s M erca do ria s M a t. Primas Existências iniciais 185.361 144.878 Compras 2.162.238 218.030 2.131.504 228.981 Regularização de existências d ez- 14 d ez-13 Existências finais 191.068 185.361 Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas 2.162.238 212.323 2.131.504 188.497 9. Clientes Em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, a decomposição da rubrica de Clientes, é como se segue: Co rren te dez- 14 dez- 13 Não Não co rren te To ta l Corren te co rren te Clientes c/c - grupo (Nota26) 25.823 25.823 14.376 14.376 Clientes c/c - outros 1.292.051 1.292.051 1.269.498 1.269.498 Clientes Cobrança duvidosa 423.728 423.728 366.645 366.645 To ta l 1.741.603 1.741.603 1.650.518 0 1.650.518 Imparidade -383.507-383.507-332.300-332.300 To ta l Clien tes 1.358.096 1.358.096 1.318.219 0 1.318.219 Imparidade dez- 14 d ez-13 Início do perío do 332.300 276.327 Aumentos 51.208 55.972 Utilizações 0 0 Reduções 0 0 Final do período 383.507 332.300 Para os exercícios apresentados não existem diferenças entre os valores contabilísticos e o seu justo valor. 10. Estado e outros entes públicos Em 31de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os saldos com o Estado são os seguintes: dez-14 dez- 13 Dev edo r Cr edo r Devedo r Cr edo r Imposto s/rendimento - IRC Imposto s/rendimento - IRS 6.813 8.429 Imposto s/valor acrescentado - IVA 282.104 332.907 Contribuições p/segurança social 20.478 21.380 Outros impostos 282.104 27.292 332.907 29.809 44

A Empresa encontra-se abrangida pelo regime especial de tributação dos grupos de sociedades (RETGS). Este regime inclui as Empresas Indaqua S.A., Indaqua Santo Tirso/Trofa S.A., Indaqua Feira S.A., Indaqua Fafe S.A., Indaqua Matosinhos S.A., Indaqua Vila do Conde, S.A., Indaqua Oliveira de Azeméis S.A. e Aqualevel, Lda., sendo a Indaqua S.A. responsável pelo pagamento dos impostos do Grupo (Nota 13). O valor a pagar/receber resultante do apuramento do imposto do exercício (I.R.C.), é registado por contrapartida da rubrica Acionistas, cujo o saldo em 31 de Dezembro de 2014 ascende a 46.244 euros (ver Nota 26). Nos termos do nº 21 do DL 411/91 de 17/10, informa-se que em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 a Empresa não tem dívidas em mora à Segurança Social. Nos termos do DL 534/80 de 7/11, informa-se que em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 não existem dívidas em mora ao Estado e Trabalhadores. 11. Outras contas a receber Em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, a decomposição da rubrica de Outras contas a receber, é como segue: Co rr en te dez-14 N ão co r ren te To ta l Co r ren te dez-13 N ão co r ren te Outros devedores 473.497 473.497 709.722 709.722 Devedores por acréscimos 422.982 422.982 411.713 411.713 Ajustamentos To ta l 896.479 0 896.479 1.121.435 0 1.121.435 Ou tr as co n tas a receber 896.479 0 896.479 1.121.435 0 1.121.435 Para os períodos apresentados não existem diferenças entre os valores contabilísticos e o seu justo valor. A 31 de dezembro de 2014 está registado um rendimento a receber no valor de 422.982 euros relativo à especialização de 15 dias de fornecimento a clientes, ainda não faturados. O valor registado em Outros devedores refere-se essencialmente ao reconhecimento do subsídio a receber no âmbito do Programa Operacional Regional Norte, conforme contrato assinado em 15 de julho de 2011, sendo que relativamente a este subsídio está registado no Capital Próprio o montante de 786.828 Euros (Nota 14.4), o qual está a ser reconhecido como proveito na demonstração dos resultados, revertendo parte do custo da amortização dos bens subsidiados e durante o período dessa amortização. 12. Diferimentos Em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013 a Indaqua Vila do Conde tem registado na rubrica de diferimentos ativos os seguintes saldos: dez- 14 d ez-13 Seguros 4.826 15.625 Outros serviços 15.224 10.393 Ga sto s a reco nh ecer 20.050 26.018 45

13. Capital Capital realizado Em 31 de dezembro de 2014, o capital social da Indaqua Vila do Conde no valor de 500.000 euros, é representado por 500.000 ações com o valor nominal de 1 euro cada, encontrando-se totalmente subscrito e realizado. A INDAQUA - Indústria e Gestão de Águas, S.A. detém uma participação de 98%. Conforme evidenciado no Balanço, devido à contabilização do justo valor do instrumento financeiro derivado de cobertura de taxa de juro (-6.564.858 euros - nota18) e dos respetivos impostos diferidos (1.477.093 euros nota 18) o Capital Próprio apresenta um valor negativo. Existe a obrigatoriedade do Conselho de Administração de alertar os acionistas da Empresa para serem tomadas as medidas necessárias para fazer face ao disposto nos artigos 35º e 171º do Código das Sociedades Comerciais. 14. Reservas, Resultados Transitados e Outras Variações no Capital Próprio 14.1. Reserva Legal A Reserva Legal não está ainda totalmente constituída nos termos da lei (20% do Capital Social), pelo que um mínimo de 5% dos resultados é destinado à sua dotação. Esta reserva só pode ser utilizada na cobertura de prejuízos ou no aumento do Capital Social. 14.2. Resultados Transitados Por deliberação da Assembleia Geral, realizada em 14 de fevereiro de 2014, foi decidida a aplicação do resultado líquido referente ao exercício de 2013 no valor de 36.984 euros, da seguinte forma: 1.849 euros para Reservas Legais 35.135 euros para Resultados Transitados 14.3. Outras Reservas Esta rubrica inclui Reservas de Cobertura relativas ao instrumento financeiro derivado de cobertura da taxa variável por taxa fixa dos empréstimos bancários obtidos (Nota 18). 14.4. Outras Variações no Capital Próprio Esta rubrica inclui os valores recebidos por contrapartida da construção dos ramais de ligação à rede global (que estão a ser equiparados a um subsídio, pelo que foram registados em capitais próprios e estão a ser reconhecidos como proveito ao longo do período de amortização desses ramais de ligação), o Subsídio do Programa Operacional Região Norte, os correspondentes impostos diferidos e os impostos diferidos do instrumento financeiro derivado de cobertura de taxa de juro. 46

dez- 14 dez-13 Va ria ção Impostos diferidos do instrumento financeiro (Notas 7 e 18) 1.477.093 281719,53 1.195.374 Compensação pela construção dos ramais 1.083.133 917.205 165.928 Impostos diferidos pela construção dos ramais (Nota 7) (243.705) (243.059) (646) ON2 - Subsídio (Nota 11) 786.828 677.656 109.173 Impostos diferidos pelo ON2 Subsídio (Nota 7) (177.036) (179.579) 2.542 2.926.313 1.453.942 1.472.371 15. Financiamentos obtidos O detalhe dos financiamentos obtidos quanto ao prazo (corrente e não corrente) e por natureza de empréstimo, no final do período e maturidade, é como segue: Co rren te (a té 1 a n o ) dez- 14 dez- 13 E n tre 2 e 5 Su perio r a 5 Co rren te E n tre 2 e 5 a n o s an o s (a té 1 an o ) a n o s Su perio r a 5 a n o s Empréstimos bancários 464.199 7.118.470 36.917.331 5.113.488 35.326.512 Locações Financeiras 47.583 118.242 11.501 20.512 Comissões montagem -1.315.445-1.396.786 Suprimentos Acionistas (Nota 26) 11.445.283 10.238.902 Juros Suprimentos 93.268 94.180 Fin a n cia men to s Obtido s 511.782 7.236.712 47.140.437 11.501 5.134.000 44.262.808 Todos os empréstimos estão negociados em euros. O custo médio anual da dívida durante o ano de 2014 foi de 4,47%. No âmbito do empréstimo bancário, obtido em regime de project finance, a Empresa constituiu a favor dos bancos, para garantir o cumprimento do serviço da dívida, um penhor financeiro sobre todos os direitos de crédito emergentes de todas as contas de depósito bancário, estando a Empresa autorizada a movimentar essas contas (Nota 4). O referido empréstimo bancário ascende a 44.500.000 euros e tem vigência até ao ano 2033. Até 31 de dezembro de 2014, o empréstimo não teve qualquer amortização. O valor das locações pode ser apresentado da seguinte forma: Cus to aqu isição Amo rtiza çã o da dív id a Ca pi ta l em d ív ida Viaturas 209.680 43.854 165.826 209.680 43.854 165.826 47

16. Fornecedores Em 31de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, os saldos de fornecedores dizem respeito a: Fo rn eced o res dez-14 Corren te Não co rren te To ta l Co rren te dez-13 Nã o corren te Fornecedores - grupo (Nota 26) 166.055 166.055 406.985 406.985 Fornecedores - terceiros 1.825.943 1.825.943 1.588.617 1.588.617 To tal Fo rn eced o res 1.991.998 1.991.998 1.995.602 1.995.602 To tal 17. Outras contas a pagar Em 31 de dezembro de 2014 e 31 de dezembro de 2013, o detalhe da rubrica de Outras contas a pagar é como segue: Fornecedores investimento s dez- 14 dez- 13 Co rren te Nã o co rren te To tal Corren te Nã o corren te Fornecedores gerais 51.958 51.958 54.628 54.628 To tal Outro s Credores Taxa de recursos hídricos e TRSU i) 134.754 134.754 186.485 186.485 Credores diversos 141.248 141.248 367.805 367.805 Credo res po r a créscimo s Férias e subs. de férias 122.023 122.023 137.621 137.621 Renda da Concessão ii) 383.463 383.463 392.792 392.792 Outros iii) 2.349.820 2.349.820 1.374.585 1.374.585 Outras contas a pagar 3.183.269 3.183.268 2.513.916 2.513.916 i) Taxa de recursos hídricos e R.S.U. - este saldo refere-se essencialmente ao valor de resíduos sólidos recebidos de conta e ordem e a pagar ao Município de Vila do Conde bem como à taxa de recursos hídricos de água a pagar às Águas do Noroeste e taxa de recursos hídricos de saneamento a pagar ao Município de Vila do Conde. ii) Relativamente à renda da concessão, o valor registado em 31/12/2014, diz respeito ao reconhecimento da renda de 2014 que será paga ao Município de Vila do Conde em 2015. iii) A rubrica Outros inclui essencialmente valores relativos à Recolha de Saneamento. 18. Outros Passivos Financeiros No segundo semestre de 2013 a Empresa contratou um instrumento financeiro derivado de cobertura de taxa de juro com a Caixa BI, constituindo assim um Passivo Financeiro que se encontra valorizado ao justo valor. À data do balanço e de acordo com a informação da entidade bancária o justo valor é de 6.669.188 euros e o notional ascendia 43.228.453,05 Euros. 48

Com este instrumento financeiro derivado, a Empresa recebe uma taxa de juro variável e paga taxa de juro fixa, sendo que os indexantes e as datas de pagamento dos juros são coincidentes com as do empréstimo bancário coberto. Em 31 de dezembro de 2014, o valor acima deduzido dos juros corridos (6.564.858 euros) está refletido no Capital Próprio, assim como os respetivos Impostos diferidos ativos no montante de 1.477.093 euros (Notas 7 e14). Sendo um instrumento financeiro derivado de Cobertura, o seu justo valor total deverá ser classificado de acordo com a respetiva maturidade, que no caso destes instrumentos é enquadrável no Passivo não Corrente. 19. Vendas e serviços prestados O montante de vendas e prestações de serviços, reconhecido na demonstração dos resultados, é detalhado como segue: dez- 14 dez- 13 Venda de Água 4.348.153 5.309.886 Prestações de Serviços 7.352.330 6.163.855 Proveitos - Contratos de construção 3.909.620 4.894.082 Vendas e prestaçõ es de serviço s 15.610.103 16.367.823 Com base na aplicação do IFRIC 12 foram registados valores relativos a Contratos de Construção, assim discriminados: Proveitos - Co ntratos de co nstrução dez-14 dez-13 Serviços de construção (Nota 20) 3.553.395 4.184.467 Capitalização de encargos financeiros 282.756 597.293 Capitalização do custo dos ramais 73.469 112.322 Vendas e prestações de serviços 3.909.620 4.894.082 20. Fornecimentos e serviços externos O detalhe dos gastos com fornecimentos e serviços externos é como segue: dez-14 dez-13 Subcontratos - Contratos de construção (Nota 19) 3.553.395 4.184.467 Subcontratos 2.315.086 2.287.844 Trabalhos especializados 1.200.833 1.542.929 Rendas e alugueres 479.520 529.226 Conservação e reparação 236.336 210.353 Outros 716.885 584.434 Fo rn ecimen to s e ser viço s exter n o s 8.502.056 9.339.253 O aumento na rubrica subcontratos deve-se principalmente ao acréscimo dos serviços de Recolha Saneamento. 49

O valor na rubrica de Rendas e alugueres resulta essencialmente do custo relativo à renda da concessão que, desde o ano de 2010, 2º ano da concessão, é fixada em função do volume de água faturada a clientes. A rubrica Trabalhos especializados refere-se essencialmente a serviços de assistência técnica e serviços de faturação e cobrança. 21. Gastos com pessoal Os gastos com pessoal foram como segue: dez-14 dez-13 Remunerações Orgãos Sociais Pessoal 884.785 1.005.465 Su b-to ta l 884.785 1.005.465 Encargos Sociais Prémios para pensões 10.772 1.548 Prémios de desempenho Encargos sobre remunerações 190.971 186.877 Custos de ação social 49.169 49.972 Outros 57.787 44.497 Su b-to ta l 308.700 282.895 Gastos com o pessoal 1.193.485 1.288.359 Durante o exercício de 2014, o número médio de pessoas ao serviço da Empresa foi de 69 (2013: 73), dos quais 40 são funcionários públicos requisitados ao Município, nos termos do Contrato de Concessão. 22. Gastos e rendimentos financeiros O detalhe dos gastos e rendimentos financeiros é como segue: dez-14 dez-13 Gasto s f in a n ceiro s Juros suportados 2.073.413 1.744.024 Outros gastos e perdas de financiamento 217.749 237.311 2.291.162 1.981.335 Rendimen to s f in a n ceiro s Juros obtidos 11.217 15.996 Outros rendimentos similares 0 0 11.217 15.996 O aumento dos Juros suportados é justificado pelo aumento de endividamento. Os outros gastos e perdas de financiamento referem-se a despesas relacionadas com o financiamento, nomeadamente a quota-parte das comissões de estruturação e montagem, de assessoria financeira e comissões de imobilização, que estão a ser reconhecidas como custo pelo período de duração do empréstimo (Nota 15). 50

23. Imposto do período De acordo com a legislação em vigor as declarações fiscais estão sujeitas a revisão e correção por parte das autoridades fiscais durante um período de quatro anos (cinco anos para a Segurança Social), exceto quando tenham havido prejuízos fiscais, tenham sido concedidos benefícios fiscais, ou estejam em curso inspeções, reclamações ou impugnações, casos estes em que, dependendo das circunstâncias, os prazos são alongados ou suspensos. Deste modo, as declarações fiscais da Empresa dos anos de 2011 a 2014 poderão vir ainda a ser sujeitas a revisão. A Administração da Empresa entende que as eventuais correções resultantes de revisões/inspeções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de impostos não terão um efeito significativo nas Demonstrações Financeiras em 31 de dezembro de 2014. Nos termos do artigo 88º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas, a Empresa encontra-se sujeita adicionalmente a tributação autónoma sobre um conjunto de encargos às taxas previstas no artigo mencionado. A Empresa encontra-se abrangida pelo regime especial de tributação dos grupos de sociedades (RETGS) (Nota 10). A decomposição do montante de imposto do período reconhecido nas Demonstrações Financeiras, é conforme segue: dez- 14 dez- 13 Imposto s/rendimento corrente -41.476 74.438 Imposto s/rendimento diferido (Nota 7) -63.386-63.186 Imposto sobre o rendimento - 104.861 11.252 A reconciliação do montante de imposto do período é conforme segue: dez- 14 dez-13 Resultado antes de impostos -485.180 48.236 Taxa de imposto 23,00% 25,00% -111.591 12.059 Diferenças permanentes -8.031-10.318 Tributação autónoma 14.761 9.511-104.861 11.252 Imposto s/rendimento corrente -41.476 74.438 Imposto s/rendimento diferido (Nota 7) -63.386-63.186 Imposto s/rendimento -104.861 11.252 Taxa efectiva de imposto 21,6% 23,3% 51

24. Compromissos Os compromissos assumidos pela Indaqua Vila do Conde são como segue: Compromissos para investimentos Os investimentos contratados ainda não ocorridos, na data do Balanço, reportam-se a 870.724 euros relativos a investimentos em infraestruturas de água, e 2.396.359 euros relativos a infraestruturas de saneamento. Acrescem ainda cerca de 933.566 euros referentes a investimentos em obras de substituição e reabilitação de redes na cidade de Vila do Conde. 25. Contingências e Garantias Passivos contingentes Em 31 de dezembro de 2014, a Indaqua Vila do Conde não tinha processos em curso que possam ser avaliados como passivos contingentes. Garantias Foram prestadas as seguintes garantias bancárias por conta da Empresa: Entidade beneficiária Objecto Va lo r Câmara Municipal de Vila do Conde Concessão 1.000.000 Tribunal da Comarca de Vila do Conde Constiuição Servidões 64.212 Auto-Estradas do Norte Litoral Constiuição Servidões 50.000 26. Partes relacionadas Em 31 de dezembro de 2014, a Indaqua Vila do Conde é participada pela Indaqua Indústria e Gestão de Águas, S.A. que detém 98% do capital da Empresa. 26.1. Remuneração da Administração A Administração da Indaqua Vila do Conde foi considerada, de acordo com a NCRF 5, como sendo os únicos elementos chave da gestão. A Administração é remunerada pela Indaqua S.A., sendo os custos respetivos faturados à Indaqua Vila do Conde e contabilizados em Trabalhos Especializados, no montante de 124.800 euros. 52

26.2. Transacções entre partes relacionadas (a) Natureza do relacionamento com as partes relacionadas: Acionistas: Empréstimos remunerados, débitos relativos à administração e outros custos da holding. Outras Empresas do Grupo: Essencialmente serviços informáticos. (b) Transações Durante o exercício, a Indaqua Vila do Conde efetuou as seguintes transações com aquelas entidades: Empresa s do Gr u po : V en das e Pr etaçõ es de serv iço s FS E G asto s f inanciamento Indaqua, S.A. 1.760.386 190.469 Indaqua Sto. Tirso / Trofa 41.688 Indaqua Feira 78 Aqualevel, Lda 571.124 To ta l 41.765 2.331.510 190.469 Os fluxos entre partes relacionadas decorrem de transações comerciais efetuadas a preços de mercado. (c) Saldos A 31 de dezembro de 2014, os saldos resultantes de transações efetuadas com partes relacionadas são como segue: Empresa s do Gr u po : Clien tes e Ou tr as Co n ta s a Receber (No ta 9) Acio n ista s saldo devedo r (Nota 10) Fo rn ecedo r es e O. Co n ta s a Pag a r (Nota 16) F in an cia men to s (Nota 15) Indaqua, S.A. 46.244 64.157 11.538.551 Indaqua Sto. Tirso / Trofa 24.523 Indaqua Feira 300 Indaqua Matosinhos, S.A. 1.000 7.000 Aqualevel, Lda 94.898 To ta l 25.823 46.244 166.055 11.538.551 53

27. Outros Rendimentos e Ganhos e Outros Gastos e Perdas As rubricas de Outros Rendimentos e Ganhos e Outros Gastos e Perdas decompõem-se da seguinte forma: dez 14 dez 13 Outros Rendimentos e Ganhos Rendimentos Suplementares 105.114 105.272 Rend. Inv. Nfin. 655 Outros rendimentos 46.409 66.792 151.523 172.719 dez 14 dez 13 Ou tro s g a sto s e per das Impostos 113.977 113.818 Dividas Incobráveis 23.952 112 Perdas em Inventários 444 10.166 Gast. Inv. Nfin 5.513 8.533 Outros gastos 104.310 155.865 248.196 288.494 Eventos subsequentes Não ocorreram quaisquer factos relevantes desde 31 de dezembro de 2014 até à presente data. Vila do Conde, 13 de fevereiro de 2015 O Conselho de Administração, O Técnico de Contas, Pedro José Avelar Montalvão Santos Silva Presidente Isabel Maria de Sousa Vieira Fernando Manuel Pereira Rêgo de Araújo Vogal Pedro Manuel Amaral Jorge Vogal Vítor Manuel Almeida Damas Vogal 54

XV. RELATÓRIO E PARECER DO FISCAL ÚNICO 55

XVI. CERTIFICAÇÃO LEGAL DAS CONTAS 56

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