EAC-042: Ajustamento de Observações

Documentos relacionados
Teoria dos Erros. Figura 1 - Medida de um objeto com uma régua graduada em centímetros

Aula 1: Conceitos Introdutórios. EAC-042: Ajustamento de Observações

Apostila de Metrologia (parcial)

Tratamento estatístico de observações geodésicas

Tratamento estatístico de observações

Teoria Elementar dos Erros, precisão e acurácia e Escala. ProfªMA Agnes Silva de Araujo

Tratamento estatístico de observações

Noções Básicas de Medidas e Algarismos Significativos

Física Geral. Incertezas em Medidas Diretas

Ajustamento de Observações

Ajustamento de Observações

Tópico 3. Estudo de Erros em Medidas

EXPERIMENTO I MEDIDAS E ERROS

Universidade de Mogi das Cruzes

Medidas em Laboratório

Física Geral - Laboratório. Aula 3: Estimativas e erros em medidas diretas (I)

Noções de Exatidão, Precisão e Resolução

CORRETO DUVIDOSO. Introdução. Algarismo Significativo

Física Geral - Laboratório. Aula 2: Organização e descrição de dados e parâmetros de dispersão e correlação

Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva

Geoprocessamento Introdução parte 2

Medição e Erro. Luciano Lettnin Março/2013

Erros e Medidas. Professor: Carlos Alberto Disciplina: Física Geral e Experimental. Profº Carlos Alberto

MEDIDAS E ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

Prof. Dr. Ederio D. Bidoia Monitor: Lucas Balduino Departamento de Bioquímica e Microbiologia, IB

MEDIÇÃO NO LABORATÓRIO

Introdução às Medidas em Física a Aula. Nemitala Added Prédio novo do Linac, sala 204, r. 6824

Laboratório de Física I. Prof. Paulo Vitor de Morais

Medidas Físicas. 1. Introdução

Incertezas de Medição

Topografia. FACULDADE CEAP ARQUITETURA E URBANISMO 4 ARQ V/N PROFº: Engº Civil: REGINALDO SANTOS

Prof. Dr. Lucas Barboza Sarno da Silva

28/03/2016 UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS DA TERRA DEPARTAMENTO DE GEOMÁTICA. AJUSTAMENTO de OBSERVAÇÕES GA751

ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS E TRATAMENTO DE DADOS

Instrumentação Industrial. Fundamentos de Instrumentação Industrial: Introdução a Metrologia Incerteza na Medição

Medições e erros. Organização das informações. Erros Resultado Físico ou Químico

Introdução ao Estudo dos Fenômenos Físicos

Prof. Paulo Vitor de Morais

FÍSICA EXPERIMENTAL C ( )

Erros em medidas e análises físicas e químicas

Introdução às Medidas em Física 3 a Aula *

Física Experimental I

NOTA I MEDIDAS E ERROS

Experimento: Teoria de erros e utilização de paquímetro e micrômetro

Laboratório de Física I TEORIA DE ERROS Prof. Dr. Anderson André Felix Técnico do Lab.: Vinicius Valente

1.Trabalho Prático Medidas e Erros

Sumário. Arquitetura do Universo

Física Geral - Laboratório (2014/1) Estimativas e erros em medidas diretas (I)

Capítulo I Noções básicas sobre incertezas em medidas

Teoria dos erros em medições

TRATAMENTO ESTATÍSTICO DE DADOS EXPERIMENTAIS

PROPAGAÇÃO DE ERROS Conceitos básicos. Limitação das medições experimentais: há sempre uma incerteza associada.

4 ABORDAGENS METROLÓGICAS

Eletrotécnica. Teoria dos Erros. Joinville, 12 de Junho de 2013

Física Geral - Laboratório (2014/1) Estimativas e erros em medidas diretas (I)

INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO ACADÊMICO DA CONSTRUÇÃO CIVIL APOSTILA DE AJUTAMENTO DE OBSERVAÇÕES CURSO TÉCNICO DE AGRIMENSURA

Física Geral - Laboratório. Estimativas e erros em medidas diretas (I)

ERRO E TRATAMENTO DE DADOS ANALÍTICOS

Tratamento de dados e representação das incertezas em resultados experimentais

UEL - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA DEP. ENGENHARIA ELÉTRICA CTU 2ELE005 LABORATÓRIO DE MEDIDAS ELÉTRICAS PROF

MEDIDAS: ERROS E INCERTEZAS

08/12/97 Luiz Feijó Jr.

Leis Físicas da Natureza Erros e Incertezas- Aula prática Profª Eliade Lima

MEDIÇÃO DE GRANDEZAS. Para medir uma grandeza precisamos de: -Uma unidade - Um instrumento que utilize essa unidade

MNPEF. Laboratório: introdução e Conceitos básicos.

MINICURSO. Uso da Calculadora Científica Casio Fx. Prof. Ms. Renato Francisco Merli

ERROS E TRATAMENTO DE DADOS Prof. Marcelo R. Alexandre

MEDIDAS DE BASES E ÂNGULOS: REDUÇÕES

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE DIVINÓPOLIS INSTITUTO SUPERIOR DE ENSINO E PESQUISA ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Precisão, Exatidão, e a Terminologia das Medições

Aula II Estatística Aplicada à Instrumentação Industrial -Avaliação da Incerteza de Medição

Incerteza em Medições. Introdução. ECV-5240 Instrumentação de Ensaios

Em Laboratório de Física Básica fenômenos ou propriedades físicas são estudados à luz de grandezas

MEDIDAS E INCERTEZAS

MEDIÇÃO EM QUÍMICA MEDIR. É comparar o valor de uma dada grandeza com outro predefinido, que se convencionou chamar unidade.

Física Geral - Laboratório. Erros sistemáticos Limites de erro em instrumentos de medida (multímetros analógicos e digitais)

BASES FÍSICAS PARA ENGENHARIA 3: Med. Grandezas, Unidades e Representações

2 Medida de Incertezas: Fundamentos

Princípios de Modelagem Matemática Aula 08

TOPOGRAFIA. Teoria dos Erros de Observação

Conceito de Estatística

MÓDULO I UNIDADE CURRICULAR TOPOGRAFIA I. 5.3 Teoria dos erros

Avaliação e Expressão de Medições e de Suas Incertezas

Como se pode atenuar a precisão do resultado de medições?

MATÉRIA, TRANSFORMAÇÕES E ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

Transcrição:

Aula 2: EAC-042: Ajustamento de Observações Prof. Paulo Augusto Ferreira Borges 1 https://intranet.ifs.ifsuldeminas.edu.br/~paulo.borges/ 1/30

INTRODUÇÃO: As grandezas físicas são determinadas experimentalmente por medidas ou combinações de medidas. Essas medidas tem uma incerteza intrínseca que advém das características dos equipamentos utilizados na sua determinação e também do operador. Assim, a experiência mostra que, sendo uma medida repetida várias vezes com o mesmo cuidado e procedimento pelo mesmo operador ou por vários operadores, os resultados obtidos não são, em geral, idênticos. 2/30

INTRODUÇÃO: Mesmo cercando-se de precauções e cuidados especiais no momento da obtenção das observações, estas vêm eivadas dos inevitáveis erros de medidas, consequência da imperfeição do equipamento, falha humana e das condições ambientais nas quais se processa a mensuração. A maneira de se obter e manipular os dados experimentais, com a finalidade de conseguir estimar com a maior precisão possível o valor da grandeza medida e o seu erro, exige um tratamento adequado que é o objetivo da chamada. 3/30

ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS: Suponha que se deseja medir a distancia AB de um determinado objeto e que para isso tem-se a disponibilidade de uma régua graduada em centímetros: Nesta situação, pode-se afirmar que este objeto possui pelo menos 8 cm, necessitando definir a fração entre 8 e 9 cm que não podemos afirmar com certeza, sendo esta estimada pelo observador. 4/30

ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS: Se três observadores distintos fossem anotar o comprimento, todos anotariam 8 cm mais uma fração que poderia apresentar valores discrepantes: Observador 1: 8 cm + 0,7 cm = 8,7 cm Observador 2: 8 cm + 0,8 cm = 8,8 cm Observador 3: 8 cm + 0,6 cm = 8,6 cm Nos três casos as leituras seriam totalmente satisfatórias. E se um quarto observador anotasse a leitura de 8,75 cm, poderíamos atribuir a leitura como correta? 5/30

ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS: Diante do exemplo apresentado, podemos definir algarismos significativos como sendo uma medida composta por todos os algarismos que temos certeza (os exatos) mais um algarismo duvidoso (onde reside a incerteza da leitura). 6/30

INCERTEZAS: É a fração avaliada da menor divisão da escala, ou seja, a incerteza reside no dígito duvidoso. Se tomarmos, como exemplos, a medida do objeto AB como sendo 8,6 cm, sendo o algarismo 6 o duvidoso, isto significa que a medida AB poderia ser 8,5 ou 8,7 cm; 8,4 ou 8,8 cm. No primeiro caso a amplitude da incerteza é ±0,1cm e no segundo ±0,2cm. De forma geral, a amplitude da incerteza é fixada pelo experimentador. Caso ele faça opção para a amplitude de ±0,2, a medida do objeto AB = (8,6 ±0,2) cm. 7/30

INCERTEZAS: Desta forma o experimentador nos revela que a medida é confiável dentro dos limites de 8,4 a 8,8 cm, mas que o valor mais provável da medida, na sua opinião, é AB = 8,6 cm. A incerteza de uma medida pode ser classificada em dois tipos: a) Incerteza absoluta; b) Incerteza relativa. 8/30

INCERTEZAS: a) Incerteza absoluta: Refere-se à amplitude de incertezas fixada pelo experimentador, com o sinal ±. A incerteza absoluta, depende da perícia do experimentador, de sua segurança, da facilidade de leitura da escala e do próprio instrumento utilizado na medição. Apesar de não ser norma, costuma-se adotar como incerteza absoluta, o valor da metade da menor divisão da escala tomado em módulo. 9/30

INCERTEZAS: a) Incerteza relativa: É igual ao quociente entre a incerteza absoluta e a medida da grandeza e é, freqüentemente expressa em termos percentuais. Por exemplo, para a medida AB = (8,6 ± 0,2) cm, temos: Incerteza absoluta = ±0,2 cm Incerteza relativa = (±0,2/8,6) = ±0,023 ou 2,3% Poderíamos dizer que quanto menor a incerteza relativa, maior a qualidade da medida. Quando o valor de uma grandeza é obtido a partir de uma medida única, costumase exprimi-lo com a respectiva incerteza absoluta. 10/30

FLUTUAÇÕES PROBABILÍSTICAS: Ao se realizar várias medidas experimentais, de uma certa grandeza física, temos como objetivo alcançar o seu valor verdadeiro ou valor real. Mas atingir este objetivo é praticamente impossível. Pode-se chegar, após uma série de medidas, a um valor que mais se aproxima do valor real, ou seja, ao valor mais provável de uma grandeza medida. O valor real seria aquele obtido teoricamente por meio de algum modelo exato (que incluísse todos os efeitos físicos) ou então aquele obtido por meio de uma medida experimental perfeita. Ambos os casos são situações ideais não alcançadas na prática. 11/30

FLUTUAÇÕES PROBABILÍSTICAS: Se conhecermos o valor real da grandeza e o compararmos com o valor medido podemos definir o que denominamos Erro. Erro é a diferença entre o valor medido e o verdadeiro valor da grandeza Erro = valor medido valor real As flutuações que acompanham todas as medidas são as causas que limitam o objetivo de se atingir o valor verdadeiro da grandeza. E estas flutuações ou erros são de origem sistemáticas e de origem acidentais ou aleatórias. 12/30

A classificação tradicional para a teoria dos erros indica a ocorrência de três tipos de erros nas medidas: grosseiro, sistemático e acidental (aleatório ou randômico). ERRO GROSSEIRO: Erros grosseiros frequentemente ocorrem na prática, geralmente estão associadas à desatenção do observador ou mesmo do anotador. A inversão de dígitos numa leitura, a contagem errônea do número de trenadas na medida de uma distância, a troca do bordo visado na medida da distância zenital do sol, são exemplos clássicos de erros grosseiros. Mesmo em técnicas automáticas de registro podem ocorrer, em razão de uma falha de equipamento, porém com menor freqüência. 13/30

ERRO GROSSEIRO: Do ponto de vista estatístico, observações com erros grosseiros não podem ser consideradas como pertencentes à amostra da distribuição em questão, não podendo ser usada com outras observações. Desta forma, mas medidas devem ser planejadas de modo que na coleta de dados, seja possível detectar erros grosseiros ou evitar a sua ocorrência. Todas as observações contaminadas de erros grosseiros devem se simplesmente ser rejeitadas; em alguns casos a detecção do erro é fácil (erro grande). Entretanto erros grosseiros de moderadas magnitude são difíceis de serem detectados, mesmo usando-se de técnicas estatísticas. 14/30

ERRO SISTEMÁTICO: Os erros sistemáticos são aqueles oriundos de causas conhecidas; podem, na maioria das vezes, ser evitado através de técnicas especiais de observação ou eliminados a posteriori mediante a aplicação de fórmulas fornecidas pela teoria. A minimização dos erros sistemáticos é obtida pela calibração dos instrumentos, técnicas de observação e de processamento dos dados para eliminar efeitos atmosféricos ou outros. Do ponto de vista estatístico, a repetição de observações não auxiliará na detecção de erros sistemáticos, pois eles afetam as observações da mesma forma. 15/30

ERRO SISTEMÁTICO: A colocação do nível a igual distancia das miras no nivelamento geométrico, é um exemplo de eliminação de efeitos sistemáticos (refração, esfericidade e colimação) durante a medição, ou ainda, o uso da reiteração ou repetição e leituras conjugadas (CE, CD) nas observações angulares, com objetivo de eliminar os efeitos sistemáticos. Os erros sistemáticos também podem estar associados ao observador; é o caso, por exemplo, do nivelador que efetua a leitura sempre um pouco abaixo (ou acima) do traço da mira, ou do topógrafo que efetua a leitura um pouco a esquerda (ou a direita) do alvo. Esse tipo de erro é difícil de eliminar. 16/30

ERRO ALEATÓRIO: Os erros acidentais ou aleatórios, ao contrário dos erros sistemáticos, ocorrem ora num ora noutro sentido e não podem ser vinculados a nenhuma causa conhecida. Uma vez eliminado os erros grosseiros e sistemáticos, o conjunto de observações repetidas sobre a mesma grandeza ainda se revelam inconsistentes; as discrepâncias constatadas são atribuídas aos erros acidentais. Enquanto que os erros sistemáticos tendem a se acumular, os erros acidentais tendem a se neutralizar quando o número de observações crescem. 17/30

ERRO ALEATÓRIO: Antes de iniciar o ajustamento, as observações deverão se depuradas de todas as influências sistemáticas, bem como dos erros grosseiros, uma vez que o ajustamento prevê que as mesmas se apresentam contaminadas apenas pelos erros acidentais. 18/30

ERRO VERDADEIRO, APARENTE E RESÍDUO Designando തX o valor estimado de um grandeza medida, por μ o seu valor verdadeiro, e por l i os valores observados, pode-se considerar que: a) Erro verdadeiro: ε = l i μ b) Erro aparente : e i = l i തX c) Resíduo: v i = തX l i (erro aparente com sinal trocado) 19/30

CLASSIFICAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES A. Observações Diretas: as medições são efetuadas diretamente, em relação à grandeza procurada, sem que existam meios para verificação do erro, uma vez que não há o conhecimento dos valores reais ou teóricos. Ex.: uma distância ou ângulo isolado. B. Indiretas: As observações não são feitas diretamente sobre as grandezas procuradas, mas a outras a elas ligadas por meio de relações conhecidas. Ex.: coordenadas, áreas, etc. 20/30

CLASSIFICAÇÃO DAS OBSERVAÇÕES C. Diretas Condicionadas: As observações são feitas diretamente, e são independentes entre si, porém se prendem a alguma equação de condição conhecida. Ex.: Na medida de três ângulos (a, b, c) de um triângulo plano, tem-se que a + b + c = 180. 21/30

VALOR MAIS PROVÁVEL DE UMA GRADEZA O valor mais provável de uma grandeza, medida diversas vezes pelo mesmo operador, utilizando o mesmo equipamento e o mesmo método, ou seja, medidas com um grau idêntico de confiabilidade, é a MÉDIA ARITMÉTICA dos valores encontrados. No caso de observações obtidas com diferentes graus de confiabilidade, o valor mais provável deverá ser obtido considerando-se um fator de proporcionalidade ao qual denominamos de PESO. 22/30

VALOR MAIS PROVÁVEL DE UMA GRADEZA Visando a aplicação do Método do Mínimos Quadrados (MMQ), considerando o caso da medida direta de uma grandeza x; sejam b 1, b 2, b 2 b n os valores obtidos em uma série de n observações. Na impossibilidade de obter o verdadeiro valor de x deve-se se contentar com uma estimativa que seja confiável. Adotando, o valor x com base em um certo critério e calculando as diferenças temos: x b 1 = v 1 x b 2 = v 2 ou x b i = v i para i = 1,2,3,, n x b n = v n 23/30

VALOR MAIS PROVÁVEL DE UMA GRADEZA Tais diferenças (v i ) são resíduos, isto é, os valores, a priori desconhecidos, que somados às observações reproduzem o valor escolhido x. Mudando-se o critério para eleger um valor diferente x ; resultaria um novo conjunto de resíduos: x b i = v i e assim por diante x b i = v i ; etc.. Qual dos valores x, x, x deve-se adotar? Em outras palavras, como escolher um critério que permita, das observações repetidas b i, discrepantes entre si, extrair um valor único para representar a incógnita x? 24/30

VALOR MAIS PROVÁVEL DE UMA GRADEZA A quase dois séculos o geodesista fez sua opção, seguindo o caminho indicado por GAUSS e LEGENDRE: Aceitar como melhor estimativa de x o valor que torna mínima a soma dos quadrados dos resíduos. O critério supra caracteriza o método dos mínimos quadrados (M.M.Q) instituído independentemente pelos dois grandes matemáticos acima citados. Até a bem pouco, o M.M.Q, quando referido, conservava a notação original de Gauss, respeitada universalmente [v. v] = min, o colchete indicando somatório, com variações subentendidas de 1 a n e sem utilizar expoentes. 25/30

VALOR MAIS PROVÁVEL DE UMA GRADEZA Quando as observações não oferecem o mesmo grau de confiança são homogeneizadas através de pesos p i : Ou p v v = mín n p i v 2 i = mín i=1 Modernamente prefere-se a linguagem matricial: ቊ VT V = mín V T P V = mín 26/30

MEDIDAS DE PRECISÃO Precisão é a consistência da medida ou grau de refinamento de um grupo de medidas. Nas medições os termos mais comumente usados para expressar a precisão são a variância e o desvio padrão ou erro quadrático. A. Variância: Definida como a média do quadrado dos erros aparentes. No cálculo da variância é comum adotar o seguinte critério: Se o número de observações (n) for menor que 30, a variância é obtida por: 27/30

MEDIDAS DE PRECISÃO Se o número de observações (n) for maior que 30, a variância é obtida por: 28/30

MEDIDAS DE PRECISÃO B. Desvio Padrão: É obtido através da raiz quadrada da variância. Seja qual for o tipo de observação, o resultado terá valor científico e técnico, se além de apresentado o valor para a grandeza desejada, for apresentado também a precisão com que esta foi obtida. Dependendo da grandeza, ao invés de se ter o desvio padrão como precisão, é comum apresentar o erro relativo no lugar deste, é o caso por exemplo de distâncias. 29/30

Referências Bibliográficas CAMARGO, P. O. Ajustamento de Observações. Presidente Prudente: Ed. UNESP, 2000. 222p. GEMAEL, C. Introdução ao ajustamento de observações: aplicações geodésicas. Curitiba: Ed. da UFPR, 1994. 319p. SILVA, A. S.; GRIPP JR., J. Ajustamento de observações. Material didático: apostila. Viçosa, 1999. 81p. 30/30