PARTÍCULAS SUSPENSAS NO AR EXTERIOR E INTERIOR



Documentos relacionados
Ciclo de Discussão: Qualidade de Vida e Ambiente

Portugal Prevenção e Controlo do Tabagismo em números 2013

OCEANOGRAFIA QUÍMICA SEDIMENTO - METADADOS NOME ARQUIVO MDB NOME DESCRIÇÃO FORMATO / UNIDADE DE MEDIDA

Implementação da Directiva Quadro da Água (DQA)

Período em avaliação / / a / /

das Doenças Cérebro Cardiovasculares

A experiência Portuguesa na Incineradora de RH do Parque da Saúde de Lisboa

Sistema respiratório

Posição da SPEA sobre a Energia Eólica em Portugal. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

QUALIDADE DO AR INTERIOR

Respostas para artigo de Saúde Ambiental Jornal Água & Ambiente

SEMINÁRIO DE SMS 2015 SEGMENTO DA PAVIMENTAÇÃO ASFÁLTICA

NCE/12/00971 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos

CONTROLO DA QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO - ZONA DE ABASTECIMENTO PINHEL DO CONCELHO DE PINHEL

PROTOCOLO ENERGIA POSITIVA CONTRA A OBESIDADE

ANO:2011 Ministério da Saúde. Administração regional de saúde do Norte, I.P. Objectivos Estratégicos. Objectivos Operacionais.

Gestão de energia: 2008/2009

Artigo para a revista Planeta Azul APA, Abril de 2010

Plano de Contingência UCP

Jornal Oficial da União Europeia L 151/9

Pesquisador em Saúde Pública Prova Discursiva INSTRUÇÕES

FACULDADE DE ECONOMIA DO PORTO ANO LECTIVO 2010/2011 1G203: ECONOMIA INTERNACIONAL

Relatório de Ensaios Nr: 8357 Versão: 1.0 Pag 1 de 5 Boletim Definitivo

Enquadramento da rede de monitorização da qualidade do ar na Região Centro e sua monitorização

Ocupação em Empreendimentos Turísticos. Taxa de ocupação-quarto 2012

INDICADORES SOBRE A IGUALDADE DE GÉNERO FACE AO EMPREGO EM MALTA, PORTUGAL E TURQUIA

MARCADORES ORGÂNICOS GEOQUÍMICOS : TENDÊNCIAS ATUAIS E PERSPECTIVAS EM ESTUDOS OCEANOGRÁFICOS E AMBIENTAIS

PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 149 (Novembro/Dezembro de 2003) KÉRAMICA n.º 264 (Janeiro/Fevereiro de 2004)

NCE/14/01786 Relatório final da CAE - Novo ciclo de estudos

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor

AVALIAÇÃO DO IMPACTE DE FOGOS FLORESTAIS NOS RECURSOS HÍDRICOS SUBTERRÂNEOS

Aspectos Sócio-Profissionais da Informática

Diário da República, 2.ª série N.º de Março de

EMPRESAS CONTRATADAS Como manter com elas um relacionamento efetivo

estudo paramétrico para otimização do projeto térmico de pequenos edifícios parte ii

NCE/13/00276 Relatório preliminar da CAE - Novo ciclo de estudos

III-123 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL EM ATERROS DE RESÍDUOS SÓLIDOS A PARTIR DE ESTUDOS DE REFERÊNCIA

A Telemática como Instrumento de Promoção de Eficiência e de Sustentabilidade no Transporte de Passageiros

O campus USP Capital/Zona Leste Identificação de compostos químicos no solo e avaliação de risco à saúde humana

VITAMINA C (ÁCIDO ASCÓRBICO) PÓ.

Evolução e desafios do setor de meios eletrônicos de pagamento nas relações com os consumidores. CMEP, 4 de novembro de 2014

Poluição e necessidade de ventilação dos edifícios

Substâncias perigosas: Esteja atento, avalie e proteja

DECLARAÇÃO DE RISCO DE INVESTIMENTO (OTC) De 15 de Fevereiro de 2012

EVOLUÇÃO DO SEGURO DE SAÚDE EM PORTUGAL

Ciências do Ambiente

Metais Pesados Tóxicos. -Classe de elementos químicos muitos dos quais venenosos para os seres humanos; p. ex: As, Pb, Cd, Hg.

Concentração Máxima Aceitável

FISPQ Ficha de Informações de Segurança de Produto Químico CLORETO DE ZINCO

AVALIAÇÃO TEMÁTICA SOBRE A COOPERAÇÃO PORTUGUESA NA ÁREA DA ESTATÍSTICA ( ) Sumário Executivo

Relatório de informações mensais de abastecimento sobre a qualidade da água para consumo humano em Campo Grande RE_7.5_16-088

Mod rev 0. Manual de Boas Práticas Ambientais. Prestadores de Serviços de Manutenção de Material Circulante

1. RESUMO DOS RESULTADOS OBTIDOS NAS ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA E SISTEMAS INDEPENDENTES DE ÁGUA DO CONCELHO DE VIMIOSO

AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO TRABALHADORES (SIADAP 3) FICHA DE AVALIAÇÃO MINISTÉRIO SERVIÇO NIF. Avaliador. Cargo NIF. Avaliado. Categoria/carreira

IV Fórum do Sector Segurador e Fundos de Pensões. Lisboa, 15 de Abril de 2009

4. Indicadores de desenvolvimento sustentável

Programa de Desenvolvimento Rural do Continente para

Avaliação das Emissões dos Transportes Rodoviários na Cidade de Maputo

Duração da Prova: 120 minutos. Tolerância: 30 minutos. Na folha de respostas, indique de forma legível a versão da prova.

Ensaios para Avaliação das Estruturas

INFORMAÇÃO A COMUNICAR AO PÚBLICO NO ÂMBITO DA DIRETIVA SEVESO

AVALIAÇÃO DO EFEITO DO PAVIMENTO NO RUÍDO DE TRÁFEGO RODOVIÁRIO.

MANUAL DE PROCEDIMENTOS

FEUP RELATÓRIO DE CONTAS BALANÇO

Desenvolvimento Sustentável para controlo da população humana.

TRATAMENTO COMBINADO DE LIXIVIADO DE ATERRO SANITÁRIO E ESGOTO DOMÉSTICO POR LODOS ATIVADOS

Factores de selecção da embalagem Produtos alimentares. Margarida Alves Segurança Alimentar - Uma visão global Porto Salvo, 31 de Maio 2011

Trabalhadores mais Velhos: políticas públicas e práticas empresariais

Módulo 2 Análise de Grupos de Interesse

Projecto Educação Para a Saúde

REGULAMENTO INTERNO DA BIBLIOTECA ESCOLAR / CENTRO DE RECURSOS. ESCOLA SECUNDÁRIA QUINTA do MARQUÊS

A situação do câncer no Brasil 1

MAPA ESTRATÉGICO DO COMÉRCIO EXTERIOR CATARINENSE CHAPECÓ, 08/12/2014

ESCOPO DA ACREDITAÇÃO ABNT NBR ISO/IEC ENSAIO

DIMENSÃO DE CONSTRUÍDO

ANÁLISE DA EFICIÊNCIA DA RECUPERAÇÃO DE UMA ÁREA DEGRADADA POR EFLUENTE INDUSTRIAL

Higiene do Trabalho. José Carlos Marques Centro de Química da Madeira Departamento de Química Universidade da Madeira.

Transcrição:

Caracterização para Suporte de Estudos Epidemiológicos LEPAE, Departamento de Engenharia Química, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Maria da Conceição M. Alvim Ferraz, aferraz@fe.up.pt AMBIENTE E SAÚDE Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa 7 de Abril de 2009

SUMÁRIO Influência do tráfego Influência do fumo do tabaco Influência do tráfego e do fumo do tabaco

Exposição a poluentes atmosféricos Concentrações elevadas Efeitos agudos na saúde Aumento da taxa de mortalidade Concentrações relativamente baixas e prolongada Conhecimento ainda muito escasso Área de investigação de relevância reconhecida Matéria particulada inalável tem vindo a adquirir particular importância

Partículas em atmosferas urbanas Veículos automóveis fonte mais relevante Partículas no ar interior fonte mais relevante Parâmetros que determinam impacte das partículas Tamanho e composição química das diferentes fracções granulométricas

Impacte das partículas ambientais na Saúde Humana Aumento das taxas de mortalidade e morbilidade Doenças pulmonares e cardiovasculares Penetração/deposição no aparelho respiratório Depende do tamanho Partículas inferiores a 10 m são inaláveis PM 10 fracção inalável Tracto inferior do aparelho respiratório Afectado pelas inferiores a 2-3 m PM 2,5 fracção fina Efeitos mais acentuados para menor tamanho

OBJECTIVOS Monitorizar poluentes indicadores de emissões do tráfego automóvel e do fumo do tabaco em diferentes fracções das partículas inaláveis Caracterizar física e quimicamente as partículas em suspensão presentes em atmosferas urbanas e em ambientes confinados poluídos, comparando-as com as de locais de referência Documentar a necessidade de estabelecer e aplicar limites para teores de compostos tóxicos nas partículas inaláveis de pequenas dimensões presentes no ar exterior e interior Propor estratégias para reduzir a poluição do ar e proteger a Saúde Pública Suportar estudos epidemiológicos para avaliar o impacte na saúde das partículas inaláveis associadas às emissões de tráfego e ao fumo do tabaco

PM ( g m -3 ) INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO Aumento das concentrações de partículas inaláveis, nomeadamente das que têm menores dimensões Concentrações aumentaram PM10 : 370-680% PM2,5 : 360-750% A razão de concentrações PM 2,5 /PM 10 foi elevada evidenciando elevada contribuição das partículas de menor tamanho 120 100 80 60 40 20 0 PM10 Bc1 PM2,5 Bc1 PM10 Bc2 PM2,5 Bc2 PM10 Tr1 PM2,5 Tr1 PM10 Tr2 PM2,5 Tr2

INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO Concentração de elementos cancerígenos (Cr, Ni, e Pb) aumentou 150-2500% nas PM 10 e 170-7200% nas PM 2,5 Pb elemento predominante Concentração aumentou 480-850% nas PM 10 e 190-300% nas PM 2,5 Concentração de Cr aumentou 120-210% nas PM 10 e 110-530% nas PM 2,5 Concentração de Ni aumentou 31-47% nas PM 10 e 120-150% nas PM 2.5

C(ng m -3 ) INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO 4,5 4,0 3,5 3,0 2,5 PM 10 Local de referência Influência do tráfego Concentração dos HAP cancerígenos aumentou 2400% nas PM 10 2,0 1,5 1,0 0,5 HAP cancerígenos foram 68% to total dos HAP 0,0 Naftaleno Benzo(a)antraceno Criseno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Benzo(a)pireno Dibenzo(a,h)antraceno Indeno(1,2,3-cd)pireno Dibenzo(a,l)pireno

INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO % 35 PM 10 Influência do tráfego Referência 30 25 Perfil de distribuição semelhante nos locais 20 influenciados pelo tráfego 15 e nos de referência 10 5 0 Indeno(1,2,3-cd)pireno Dibenzo(a,h)antraceno Benzo(b)fluoranteno Benzo(g,h,i)perileno Benzo(a)pireno Criseno Benzo(k)fluoranteno Benzo(a)antraceno Dibenzo(a,l)pireno HAP com peso molecular mais elevado estão associados às emissões de tráfego Local de referência influenciado pelas emissões de tráfego Transporte regional

PM ( g m -3 ) INFLUÊNCIA DO FUMO DO TABACO 250 225 200 175 150 125 100 Aumento das concentrações PM 10 : 270-650% PM 2,5 : 320-720% PM 1 : 390-720% 75 50 25 0 Aumento superior para as partículas com menores dimensões PM10 NTs1 PM2,5 NTs1 PM1 NTs1 PM10 NTs2 PM2,5 NTs2 PM1 NTs2 PM10 Ts1 PM2,5 Ts1 PM1 Ts1 PM10 Ts2 PM2,5 Ts2 PM1 Ts2

c( g m -3 ) INFLUÊNCIA DO FUMO DO TABACO Concentração de elementos cancerígenos aumentou 840-2200% nas PM 2,5 Cr: 20-250% Ni: 10-490% Pb: 30-190% 100 80 60 40 20 0 PM 2,5 Cr Ni As Cd Pb Residência de não fumadores Local influenciado pelo fumo do tabaco As e Cd só com influência do fumo do tabaco

C(ng m -3 ) INFLUÊNCIA DO FUMO DO TABACO 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 PM 2.5 Naftaleno Benzo(a)antraceno Criseno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Residência de não fumadores Influência do fumo de tabaco Benzo(a)pireno Indeno(1,2,3-cd)pireno Dibenzo(a,h)antraceno Dibenzo(a,l)pireno Concentração dos HAP cancerígenos aumentou 760% nas PM 2,5 HAP cancerígenos foram 55% to total dos HAP Mais de 88% dos HAP cancerígenos nas PM 10 estão nas PM 2,5

C(ng m -3 ) INFLUÊNCIA DO FUMO DO TABACO HAP cancerígenos em residência de não fumadores 20 18 16 14 12 10 8 6 4 2 0 PM 10 Naftaleno Benzo(a)antraceno Criseno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Residência de não fumadores Influência do fumo de tabaco Benzo(a)pireno Indeno(1,2,3-cd)pireno Dibenzo(a,h)antraceno Dibenzo(a,l)pireno Indicador de tráfego Forte potencial cancerígeno Concentrações 50% mais elevadas do que no local com influência do fumo do tabaco (semelhante para PM 2,5 ) HAP cancerígenos 84% do total (56% com influência do fumo do tabaco) (semelhante para as PM 2,5 ) Mesmo na residência de não fumadores estão presentes HAP cancerígenos com origem no tráfego

INFLUÊNCIA GLOBAL DO TRÁFEGO E DO FUMO DO TABACO Mesmo na residência de não fumadores estão presentes HAP cancerígenos com origem no tráfego Influência do tráfego? Comparação das partículas influenciadas pelo tráfego com as influenciadas pelo fumo do tabaco Comparação das partículas influenciadas pelo tráfego com as de residências de não fumadores

c(ng m -3 ) INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO E DO FUMO DO TABACO 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 As e Cd só com influência do fumo do tabaco PM 10 Cr Ni As Cd Pb Influência do fumo do tabaco Concentração inferior Influência do tráfego Influência do fumo do tabaco 54-69% dos elementos cancerígenos nas PM 10 estão nas PM 2,5 Influência do tráfego 73-83 % dos elementos cancerígenos nas PM 10 estão nas PM 2,5

C(ng m -3 ) INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO E DO FUMO DO TABACO 25,0 20,0 15,0 Influência do fumo do tabaco PM 10 Influência do tráfego Indicador de tráfego Concentração total de HAP cancerígenos nas partículas inaláveis mais elevada no local influenciados pelo fumo do tabaco do que no local influenciado pelo tráfego 10,0 5,0 0,0 Naftaleno Benzo(a)antraceno Criseno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Benzo(a)pireno Dibenzo(a,h)antraceno Dibenzo(a,l)pireno Indeno(1,2,3-cd)pireno tem influência determinante na toxicidade das partículas inaláveis no interior das habitações

C(ng m -3 ) INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO E DO FUMO DO TABACO 4,5 4,0 Residência de não fumadores Influência do tráfego 3,5 3,0 2,5 2,0 1,5 PM 10 associado a várias fontes específicas interiores Concentração de HAP cancerígenos na residência de não fumadores cerca de 50% inferiores (excepção para o naftaleno) 1,0 0,5 0,0 Naftaleno Benzo(a)antraceno Criseno Benzo(b)fluoranteno Benzo(k)fluoranteno Benzo(a)pireno Indeno(1,2,3-cd)pireno Dibenzo(a,h)antraceno Dibenzo(a,l)pireno

INFLUÊNCIA DO TRÁFEGO E DO FUMO DO TABACO % Influência do tráfego Residência de não fumadores 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Dibenzo(a,h)antraceno Indeno(1,2,3-cd)pireno Benzo(b)fluoranteno PM 10 Benzo(g,h,i)perileno Benzo(a)pireno Criseno Benzo(k)fluoranteno Indicadores de tráfego Benzo(a)antraceno Dibenzo(a,l)pireno Perfil de distribuição dos HAP indicadores do tráfego automóvel pode considerar-se idêntico automóvel tem influência determinante na toxicidade das partículas inaláveis presentes no interior das habitações mesmo de não fumadores

Concentração de compostos cancerígenos mais elevada nos locais influenciados pelo fumo do tabaco do que nos locais influenciados pelo tráfego tem influência determinante na toxicidade das partículas inaláveis automóvel tem também influência determinante na toxicidade das partículas inaláveis Aumento percentual da concentração de compostos cancerígenos relativamente aos locais de referência ainda maior por efeito do tráfego automóvel do que por efeito do fumo do tabaco Percentagem de HAP cancerígenos na fracção PM2,5 maior por efeito do tráfego automóvel (95%) do que por efeito do fumo do tabaco (88%) Identificada presença de compostos com forte potencial cancerígeno originados pelo tráfego em locais de referência e em residências de não fumadores Transporte por ventos regionais Particularmente relevante a redução das emissões de tráfego tendo em conta a sua presença ubíqua

Justificados fortes riscos para a Saúde Humana associados à exposição a emissões de tráfego e ao fumo do tabaco Fundamentada necessidade de estabelecer limites para as concentrações de compostos tóxicos nas partículas inaláveis de menores dimensões Não estão ainda estabelecidos para nenhum país de forma adequada relevantes para implementação de estratégias para proteger a Saúde Pública suportam futuros estudos epidemiológicos para avaliar o risco da exposição ao tráfego automóvel e ao fumo do tabaco