SEGUNDO REINADO 1840-1889
PERIODIZAÇÃO Império Primeiro Reinado Período Regencial Segundo Reinado 1822 1831 1840 1889 Proclamação da Independência do Brasil Proc. da República Abdicação de D. Pedro I Golpe da Maioridade
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O Paço Imperial, a sede do governo imperial brasileiro, em 1840
POLÍTICA NO SEGUNDO REINADO Segundo Reinado: apogeu do império no Brasil e representava os interesses da elite. Pacificação do país: combate a Guerra dos Farrapos (1835-1845) e a Revolução Praieira (1848-1850). Partidos políticos que se alternavam no poder: liberais e conservadores, defensores da ordem imperial, da estrutura oligárquica escravista e latifundiária. Farinha do mesmo saco. Período de conciliação : formação de um ministério conciliador (liberais e conservadores/ 1853-1857). Estabilidade política no Segundo Reinado até meados de 1870.
HISTÓRICO DOS PARTIDOS POLÍTICOS NO IMPÉRIO 1831-1834 Período Regencial 1834-1837 Período Regencial 1837-1870 Período Regencial e Segundo Reinado Liberal Exaltado Liberal Moderado Restauradores Farroupilhas Chimangos Caramurus Progressistas Regressistas Partido Liberal Partido Conservador
REVOLUÇÃO PRAIEIRA Guerra dos Mascates ocorrida de 1710 1711, na capitania de Pernambuco Período Colonial Revolução Pernambucana ocorrida em 1817, na Capitania de Pernambuco Período Joanino Confederação do Equador ocorrida em 1824, tendo início na Província de Pernambuco Primeiro Reinado Histórico de Revoltas Quando? Revolução Praieira Onde? 1848-1850 Fatores Motivadores? Objetivos? Pernambuco Disputas entre as elites tradicionais e as elites emergentes (PNP Liberal - Praieiros); Condições precárias para a massa popular; histórico de revoltas... Manifesto ao Mundo Sufrágio Universal; liberdade de imprensa; trabalho ; nacionalização do comércio ; extinção do poder Moderador; autonomia provincial... Pedro Ivo e Borges da Fonseca
O PARLAMENTARISMO ÀS AVESSAS Modelo parlamentarista brasileiro No Brasil, D. Pedro II, o imperador, criou Conselho de Ministros em 1847, a partir de um modelo Inglês, mas a hierarquia do parlamentarismo brasileiro era invertida. O presidente do Conselho de Ministros (1º Ministro) seria o chefe do ministério. Porém, ao imperador caberia nomear ou destituir do poder o Primeiro Ministro e a Câmara dos Deputados. Modelo parlamentarista britânico Na Inglaterra, a Coroa, escolhe o Primeiro Ministro, considerando a maioria parlamentar e as suas indicações. Após isso o Parlamento aprova ou não a decisão da Coroa. Ele será o chefe de governo do país. Como o primeiro-ministro é um eleito do Parlamento, ele deve prestar contas a esse órgão que, se quiser, pode destituir o primeiro-ministro de seu cargo, convocando outro, mesma função pode ser atribuída á Coroa.
PARLAMENTARISMO ÀS AVESSAS BRASIL NO SEGUNDO REINADO Nomeia e demite o 1º Ministro e pode dissolver a Câmara Nomeia os outros ministros
ECONOMIA, ASPECTOS GERAIS Agricultura de exportação: açúcar, café, cacau e borracha. Diversificação em função de crises, como no século XIX nos EUA e em outros países. Transferência do eixo econômico da atividade agrícola: do nordeste para o sudeste, em função da expansão da atividade cafeeira. Na década de 70, 60% da população cativa não estava em municípios ligados à produção cafeeira. Portanto, toda a economia brasileira não se restringia ao café, embora fosse a maior riqueza do país. Surto industrial: a partir da Tarifa Alves Branco (Ministro da Fazenda); da extinção do tráfico negreiro e do capital oriundo do café.
Destinos dos escravos africanos (1519 1867) 20 Porcentagem América Portuguesa 38,5% América Britânica (menos a América do Norte) 18,4% América Espanhola 17,5% América Francesa 13,6% América do Norte Inglesa 6,45% América Inglesa 3,25% Antilhas Holandesas 2,0% Antilhas Dinamarquesas 0,3%
O ESTÍMULO A INDUSTRIALIZAÇÃO NO BRASIL Decretada em 1844, a Tarifa Alves Branco (aumento das tarifas alfandegárias de importação). Esta tarifa foi substituída em 1860 pela tarifa Silva Ferraz. Esta medida acabou estimulando a produção de bens no Brasil, que antes eram importados. Outro fator que contribuiu para a produção de bens industriais no Brasil, foi a transferência de capital dos traficantes negreiros para as indústrias a partir de 1850. Na última década do império, o Brasil já possuía cerca de 600 indústrias e empregava quase 55 mil operários (têxtil, alimentício, madeireiro e vestuário...) Irineu Evangelista de Sousa, o barão de Mauá, tornou-se um dos mais destacados empreendedores do segundo Reinado (estaleiro, ferrovia, telégrafo, Banco, iluminação pública e gás, abastecimento de água...) A Era Mauá. Coexistia um Brasil moderno com um Brasil de economia basicamente tradicional.
Estrada de ferro em Petrópolis, 1885. O advento dos trens tornou o transporte de carga menos oneroso e mais rápido, diminuindo consideravelmente o custo de produção.
MODERNIDADE Comerciante, industrial e banqueiro no Segundo Império (1831-1889). Uma construção de docas no Recife, em 1862 A locomotiva Pequenina na província da Bahia (nordeste brasileiro), c. 1859 o Fazenda Santa Genebra, província de São Paulo, 1880. Modernizar seus empreendimentos para manter a competitividade no mercado internacional. Irineu Evangelista de Sousa O Brasil do último ano da monarquia era "próspero e respeitado". O historiador Heitor Gaston d Orléans, conde d Eu, e dona Isabel, Lyra resume a questão: Princesa Imperial, ao lado de oficiais em visita a usina dedicada a fabricação de armamentos militares. Fábrica de Ferro de São João de Ipanema "O Império, sob o ponto de vista do progresso e do desenvolvimento em Sorocaba, materialprovíncia do país, de São Paulo, 1884 não foi o atraso e a estagnação, de que ainda hoje é acusado por quantos não se querem Poços petrolíferos em Arroio dos Ratos, província do Rio dar Grande ao do trabalho de estudar e conhecer melhor esse período da nossa História. E a Sul, 1885 verdade é o que o Brasil era, de fato, e de direito, sob este e outros aspectos, a primeira Nação da América Latina. Essa hegemonia ela iria conservar até o último dia da Monarquia". Títulos nobiliárquicos Barão de Mauá 30 de abril de 1854 Visconde de Mauá, com grandeza 26 de junho de http://pt.wikipedia.org/
O CAFÉ, no contexto do SEGUNDO REINADO Planta da Etiópia, introduzido por volta de 1727 no Brasil por Palheta através da Guiana Francesa, voltado, inicialmente, para consumo interno; A difusão do hábito do consumo do café a partir do início do século XIX na Europa e EUA, estimulou a produção cafeeira (desorganização da produção colonial francesa no final do séc. XVIII turbulências). Fatores que contribuíram para a propagação de sua produção no Brasil: extensão territorial, terra roxa, mão de obra escrava deslocada para a atividade cafeeira e, posteriormente, a mão de obra imigrante, portos... A atividade cafeeira, durante o Segundo Reinado, passou por transformações. Os lucros obtidos com a exportação do café proporcionaram a recuperação da economia brasileira. O lucro obtido com este produto possibilitou a aplicação de capital no financiamento de instalações de indústrias e o desenvolvimento e modernização de algumas cidades brasileiras (RJ e SP). A atividade cafeeira não se reduzia ao plantio (semeadura, colheita e secagem).
AS TRANSFORMAÇÕES NA PRODUÇÃO DO CAFÉ A produção em 1830 se alastrou pelo vale do rio Paraíba e em 1850 o café já ocupava também o Oeste Paulista. Enquanto a demanda para o café aumentava, o Brasil se defrontava com a falta de mão de obra para sua produção (Bill Aberdeen 1845 ingleses e a Lei Eusébio de Queirós 1850 pressões inglesas). A solução para a questão do café ocorreu a partir do estímulo à imigração: _ sistema de parceria (semi-escravidão); _ sistema de assalariamento.
Um grande grupo de escravo reunidos em uma fazenda na província de Minas Gerais (sudeste brasileiro), 1876 Colonos italianos chegando à Hospedaria de Imigrantes no Brás, no final do século XIX. http://www.projetoimigrantes.com.br/
A GUERRA DO PARAGUAI PARTE I (1864-1870) Siderurgia, estradas de ferro, sistema de telégrafo... Capital inglês e especialistas estrangeiros Independência 1811 Desenvolvimento industrial Combate ao analfabetismo Reforma agrária José Francia 1811-1840 Carlos López 1840-1862 Expansionismo militar Solano López 1862-1870 Guerra do Paraguai Morte na batalha de Cerro Corá março de 1870
Revisionismo sobre a Guerra do Paraguai A GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870) E SUAS CONSEQUÊNCIAS Política expansionista e intervencionista na região do Prata e na bacia do Platina ( Rio Grande e Mato Grosso) GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870 Exército constituído: promessa de alforria 1866 e os voluntários a pau e corda. CONSEQUÊNCIAS morte de cerca de 50 mil soldados dos 140 mil enviados; endividamento com a Inglaterra; institucionalização do exército e ampliação de sua força bélica; questionamentos das estruturas brasileiras. morte de cerca de 18 mil soldados enviados; morte de cerca de 5 mil soldados enviados; CONSEQUÊNCIAS morte de cerca de 300 mil pessoas; (50% da população); morte de cerca de 90% da população masculina com mais de 20 anos; propagação de doenças como o cólera; perda territorial...
A GUERRA DO PARAGUAI (1864-1870) SITUAÇÃO DOS PAÍSES DA TRÍPLICE ALIANÇA DURANTE ESTA GUERRA GUERRA DO PARAGUAI 1864-1870 Continuou até o fim do conflito e saiu vencedor. Saiu da Guerra do Paraguai antes do término em função de problemas internos. Disputas internas na Argentina entre Unitaristas (comerciantes de Buenos Aires, ou seja, Portenhos) e Federalistas Após a luta pela independência contra o Brasil e luta contra Argentina para não ser anexado por esse país, entrou na Guerra do Paraguai. Se retirou deste conflito antes do término desta guerra, em função de conflitos internos em que se confrontaram os Colorados (comerciantes associados a ideologia liberal) e Blancos (latifundiários conservadores, ligados as tradições coloniais) Continuou até o fim do conflito e foi derrrotado. Revisionismo sobre a Guerra do Paraguai
A QUESTÃO ABOLICIONISTA PARTE I o Por que o Estado apoiaria leis de caráter abolicionista? o Para evitar revoltas escravas e em função da fraqueza da base de apoio do Estado pelos grupos sociais. o A conquista escrava através das leis, geraria uma guerra entre as raças fator de conflito entre o Estado e a aristocracia escravista. o No nordeste, apoio as leis anti-escravistas. o Aristocracia do Centro-Sul (Vale do Paraíba) críticas e negação as leis anti-escravistas. o Novos instrumentos de luta contra a escravidão associações, jornais, rebeliões escravas... o Cresce os conflitos entre a aristocracia Centro-Sul e o Estado Imperial.
A QUESTÃO ABOLICIONISTA PARTE II o No Nordestes a abolição ocorreu em 1884 decadência do açúcar e o tráfico interprovincial. o Nova tentativa de conter o movimento abolicionista pelo Estado Imperial Lei do Sexagenário 1885. o o De 1885-1888 cresce o movimento abolicionista movimento de fugas escravas, desorganizando a produção em SP. Cresce a imigração para abastecer os cafezais.
A QUESTÃO ABOLICIONISTA PARTE III Liberais e Conservadores farinha do mesmo saco, apesar das rivalidades. O destino do ex-escravo não se alterou, apenas variando: dependência em relação aos fazendeiros (Nordeste); viraram parceiros (Vale do Paraíba); migração (fuga) do campo para a cidade (São Paulo); substituição da mão de obra escrava no campo pela imigrantes (SP e RS). Abolição Solução ou aprofundamento das desigualdades sociais?
O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA NO SÉCULO XIX, COMO ESCRAVO NO ESPAÇO URBANO Escravo do Brasil fotografado por Augusto Stahl (c.1865).
O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA NO SÉCULO XIX, COMO CIDADÃO Antônio Pereira Rebouças Filho foi um engenheiro militar brasileiro, responsável pela construção da Estrada de Ferro de Campinas a Limeira e Rio Claro, da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá e da rodovia... Wikipédia Pesquisas relacionadas: André Rebouças, Antônio Pereira Rebouças,Luís Gama
A QUESTÃO ABOLICIONISTA PARTE IV A escravidão foi mantida apenas com violência? A brecha Camponesa o escravo como camponês que produziu para o mercado interno e para seu sustento. O grande número de alforrias no Brasil resultava do que? Maior flexibilidade social nos espaços urbanos maior número de alforrias. Os senhores libertavam os escravos quando não mais necessitavam deles. A afetividade levaria senhores a alforriarem alguns escravos. A alforria podia ser revogada (até 1865). A alforria reduzia o risco de guerras raciais.
Momentos após a assinatura da Lei Áurea, a princesa Isabel saudava uma grande multidão nas ruas
NOMENCLATURAS ARCAICAS Brasileiros do século XIX. 1ª linha: brasileiros brancos. 2ª linha: brasileiros pardos (da esquerda para a direita: duas mulheres mulatas, duas mulheres cafuzas e uma garota e um homem caboclo). 3ª linha: três brasileiros índios de diferentes tribos seguidos por afro-brasileiros de diversasetnias
CRISE DO SEGUNDO REINADO Os resultados da Guerra do Paraguai marcam o início da decadência do Segundo Reinado. Crescente movimento abolicionista; Leis antiescravistas : Lei do Ventre Livre 1871; Lei do Sexagenário 1885; Lei Áurea 1888. Ressentimento dos setores que necessitavam da mão de obra escrava (lavoura do Nordeste e a cafeicultura do vale do Paraíba). Crescente movimento republicano (Fundação do PRP 1870 e divisão em Evolucionistas e Revolucionários); A Questão Religiosa ( padroado e o beneplácito e a crise entre a Igreja e o imperador). A Questão Militar (crise entre os militares e o imperador, estimulando o republicanismo entre os primeiros).
O TERRITÓRIO DO BRASIL DURANTE O SEGUNDO REINADO
O IMPERADOR D. PEDRO II Imperador de 1840 a 1889, d. Pedro II teve sua vida contada a partir de episódios repletos de dramaticidade e destacada com base neles. Primeiro monarca nascido no Brasil, Pedro de Alcântara foi comparado ao Menino Jesus na tradição portuguesa, revisto como Imperador do Divino na ladainha brasileira, entendido como um novo d. Sebastião pelos últimos fiéis das previsões de Vieira. Filho de Bragança, Habsburgo e parente direto dos Bourbon, D. Pedro era reconhecido como um pequeno deus europeu, cercado por mesti;os. Órfão de mãe com um ano, de pai aos dez, imperador aos catorze e exilado aos 64, no seu caminho é difícil notar onde se inicia a fala mítica da memória, quando acaba o discurso político e ideológico; onde começa a história, onde fica a metáfora. AS BÁRBAS DO IMPERADOR, Lilia Moritz Schwarcz